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13/10/2019

David Gilmour tocou 'Fat Old Sun' no Royal Albert Hall em festa de Richard Thompson, confira





David Gilmour abrilhantou a festa de aniversário de Richard Thompson, quando cantor e compositor da música folk se juntou a vários convidados, durante um show no Royal Albert Hall, em Londres, na noite de segunda-feira, dia 30 de setembro de 2019. O show aconteceu em comemoração aos 70 anos de Thompson.

Gilmour cantou e tocou guitarra numa apresentação de "Dimming of the Day", a faixa final do álbum de 1975 de Richard e Linda Thompson, Pour Down Like Silver, e, com uma excelente performance, brindou os presentes quando ele e Thompson tocaram a belíssima “Fat Old Sun”, do álbum Atom Heart Mother, vídeo acima


Dimming of the Day

11/10/2019

Como a obra-prima de King Crimson liderou uma geração ao 'The Dark Side of the Moon' do Pink Floyd


 'In the Court of Crimson King'  


Lançado há 50 anos, em 10 de outubro de 1969, o álbum ‘In the Court of the Crimson King’ inspirou bandas como Yes e Pink Floyd.


Show da banda King Crimson no Rock in Rio 2019 


Resultado de imagem para Ian Macdonald, membro fundador do King CrimsonIan Macdonald, membro fundador do King Crimson e multi-instrumentista (tocou flauta, sax e teclados no disco de estreia do grupo), contou ao jornal "The Independent" que o álbum "mudou completamente o jogo" da época. "Eu sequer conseguia definir o que havíamos acabado de criar", disse ele, que compôs boa parte das oito faixas de "In the Court of the Crimson King". "Nunca pensamos nesse disco como rock progressivo. Esse termo me faz rir, porque ele sequer estava sendo usado na época."

LONDRES — Cinquenta anos atrás, em Londres, todo mundo que se interessava em música estava falando sobre uma extraordinária banda nova. Eles ainda não haviam lançado um álbum, mas apresentavam sua mistura inovadora de rock, jazz, música clássica e psicodélica em shows ao vivo. Um desses shows foi para meio milhão de pessoas, abrindo para os Rolling Stones no Hyde Park. Outro fez um ilustre membro da plateia, Jimi Hendrix, chamá-los de melhor banda do mundo.

King Crimson - Hyde Park 1969

As revistas de música (bíblias para os fãs no período pré-digital) destacavam algumas características e as gravadoras disputavam seu contrato. A banda se chamava King Crimson e seu primeiro álbum foi “In the court of the Crimson King”, lançado há 50 anos, em 10 de outubro de 1969. Assim como “Nevermind”, do Nirvana, “Ziggy Stardust”, de David Bowie, e a estreia homônima do Run DMC, foi definidor de um gênero.

As cinco canções eram pastorais, pesadas, extravagantes e até simples, com riffs apocalípticos se misturando a influências do hard rock, do jazz clássico e moderno até canções da Idade Média.

Fripp, Michael Giles, Greg Lake, Ian McDonald, Peter Sinfield

— Foi um divisor de águas — diz Ian McDonald fundador da banda e um dos co-autores das canções do  álbum. — Lembro de ouvir e pensar: “O que é isso?”. As bandas voltavam para repensar suas músicas quando ouviram. Eu sei que o Yes fez isso quando ouviu.

Isso pode não ter sido completamente bom. Apenas quatro anos depois, o Yes lançou seu álbum “Tales from Topographic Oceans”, uma composição única dividida em quatro lados do vinil e inspirada em uma nota de rodapé na autobiografia de um místico indiano. Na turnê, o palco trazia casulos de fibra de vidro que em um show não se abriram, deixando o baixista preso. As canções eram tão longas que uma vez o tecladista Rick Wakeman pediu uma refeição no palco e comeu enquanto os outros membros da banda tocavam. Mas isso dificilmente poderia ter sido previsto quando “In the Court of the Crimson King” foi lançado.

— Nunca pensamos nisso como rock progressivo — diz McDonald, que tocava flauta, saxofone e teclado. — É até engraçado, esse termo não era usado. Só fizemos o que achávamos que a música precisava.

Robert Fripp, Ian McDonald, Greg Lake, Michael Giles 

A transição do blues ao jazz

O King Crimson não foi a única banda britânica em 1969 a abandonar o elemento blues do rock e buscar a complexidade e virtuosismo do clássico e do jazz. Em setembro daquele ano, o Deep Purple se apresentaria para grupos e orquestras com a Royal Philarmonic no Albert Hall; álbuns de referência de The Moody Blues, Procol Harum, Genesis, Yes, Pink Floyd e outros foram lançados; e bandas da futura realeza do prog-rock, como Wishbone Ash, Hawkwind e Supertramp, estavam sendo formadas. Mas “In the Court of the Crimson King” foi o momento decisivo, “uma obra-prima misteriosa”, de acordo com Pete Townshend, do The Who.

Greg Lake

O grupo era (e ainda é) liderado pelo mago da guitarra Robert Fripp, um mestre em afinações incomuns e acordes e vozes complexas, diz McDonald. Fripp é o único membro permanente do King Crimson nesses 50 anos. O baixista e vocalista principal era Greg Lake, que mais tarde iria se transferir para a superbanda Emerson Lake & Palmer.

Peter Sinfield e Robert Fripp

McDonald, co-fundador da Foreigner, gigante do final da década de 1970 ("I want to know what love is”), trouxe uma série de influências — “banda de exército, coros de vozes masculinas, trios de jazz...”. Um solo de flauta que ele toca na faixa-título “é um aceno direto a Scheherazade [de Rimsky-Korsakov] ”. As letras do poeta Peter Sinfield, sem querer, estabeleceram um modelo para grande parte do rock progressivo, admite McDonald.

— Algumas pareciam medievais. Infelizmente, isso significa que as pessoas pensam que o rock progressivo precisa ter dragões e fadas.
As capas viram obras de arte

Outro elemento que virou modelo para o rock progressivo foi a capa do álbum: um pesadelo de cores vivas pintado por um amigo de Sinfield, Barry Godber. Aquela capa parecia ter transcendido a simples embalagem para se tornar arte, da mesma forma que a música ia além das formas simplistas do pop da época. Os lançamentos seguintes aprenderam essa lição — as paisagens alienígenas de Roger Dean alavancaram a popularidade do Yes quanto as letras místicas.

“In the Court of the Crimson King” abriu muitas portas. Yes, ELP, Pink Floyd e outros venderam dezenas de milhões de álbuns de rock progressivo — só “Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd, já vendeu quase 50 milhões de cópias desde seu lançamento, em 1973.

Robert Fripp

Mas então veio o punk rock com seu minimalismo “faça você mesmo” e ética de lo-fi que quase instantaneamente fizeram qualquer esforço progressivo parecer ridículo. Robert Fripp não ficou surpreso — muitas bandas progressivas saíram “tragicamente do caminho”, disse ele, acrescentando: “O King Crimson teve a inteligência de deixar de existir em 1974; o que torna aqueles que associam a banda aos ‘excessos bombásticos do rock progressivo’ no mínimo idiotas”.

No entanto, o rock progressivo se recusa a morrer. Annie Clark (St Vincent) descreve como aprendeu na adolescência a tocar Jethro Tull, uma das bandas que mudou seu som por causa de “In the Court of the Crimson King” — numa sala de prática com um pôster do King Crimson. Ao mesmo tempo, bandas como Marillion, Radiohead, Mars Volta e Muse usam, abusam ou reinventam o rock progressivo (mesmo que, como o Radiohead, eles se recusem veementemente a admiti-lo). E Fripp reformou o King Crimson várias vezes, com várias formações – este mês, a última encarnação encerra uma turnê mundial, com direito a passagem pelo Rock in Rio .

Michael Giles, Robert Fripp, Ian McDonald

Enquanto isso, como diz McDonald, “50 anos depois, o álbum ainda se mantém”. Ele está certo. E isso é muito mais do que se pode dizer sobre “Tales of Topographic Oceans”.




Fonte: Jornal O Globo

10/10/2019

Mason não acreditava no fim da banda, mesmo depois de show de despedida


Nick Mason. A banda se reuniu no evento da Live 8 em 2005


Em entrevista para o site britânico Eon Music, Nick Mason comentou sobre o show de despedida do Pink Floyd em 2 de julho de 2005. O baterista não acreditava no fim da banda, mesmo depois da última apresentação no evento da Live 8, em Londres.

Questionado se sabia que aquele era o fim, Mason disse que “na verdade não. Porque você nunca sabe o que vai acontecer”. O evento da Live 8 marcou a reunião dos integrantes Waters, Gilmour, Mason and Wright.

O último show da banda de rock marcou também a última vez que todos os integrantes originais do Pink Floyd se apresentaram juntos, já que o tecladista Richard Wright morreu em 2008.

“Eu sempre disse que, de certa forma, esse foi um dos melhores shows que já fizemos. Todo mundo sabia do fato de que havia um conflito [entre Roger Waters e David Gilmour], e, mesmo assim, todos puderam ir ao dizer 'você sabe o que? Isso é mais importante do que as diferenças de opinião, banda, música, ou qualquer outra coisa’. E acho que foi uma espécie de exemplo admirável de ser adulto”, disse Mason.

Em fevereiro deste ano, durante uma entrevista ao programa de rádio Meltdown, Nick Mason falou sobre as chances de se encontrar de novo com Roger Waters e David Gilmour para uma tão requisitada reunião do Pink Floyd.

Quando questionado sobre a probabilidade de um retorno da banda, ele admite que acha bem difícil: "Essa é a pergunta que todo mundo quer saber qual a resposta, mas não acho que vá acontecer. Roger e David estão muito felizes com seus projetos pessoais e sem precisarem trabalhar juntos".

"Seria ótimo se eles aceitassem. Eu estou pronto, mas com certeza não vou ficar parado esperando", acrescentou.

Abaixo o show do Pink Floyd no Live 8 - Hyde Park, Londres, Inglaterra - 02-07-2005:


O evento foi transmitido ao vivo para o mundo inteiro através da internet e o setlist da apresentação consistiu nas músicas “Speake To Me”, “Breathe”, “Money”, “Wish You Were Here” e “Comfortably Numb”.

A BBC Brasil na época escreveu uma matéria intitulada 'Pink Floyd reunido é milagre de Bob Geldof', você pode conferir aqui




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David Gilmour


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