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06/08/2018

Atmosphera - Fogo e Ar - 1998 (Flac)





Rock progressivo de primeira qualidade, bem raro de se encontrar na internet, abaixo uma matéria a respeito da banda, confira:


Resenha do site
Progbrasil
Renato Glaessel

Provavelmente uma maiores pérolas escondidas do progressivo nacional, ao escutar e re-escutar esse trabalho de 1998 fico tomado por uma certa incompreensão, afinal somente uma péssima divulgação e distribuição poderiam ser responsáveis pelo baixo impacto causado por esse lançamento.


Atmosphera é uma banda brasileira formada na década de noventa na capital de São Paulo. Sua formação consiste em "Sérgio Vicêncio" no baixo, "Edu Lima" na bateria, "Calê Luis" nos vocais e guitarra, "Sandro Premmero" nos teclados, e "Rogério Bacceli" na guitarra. O som combina música popular brasileira com um suave rock progressivo, predominantemente instrumental, seu material é delicado e requintado, com freqüentes passagens melódicas na flauta e violino, combinando com a excelente guitarra acústica bem como partes interessantes de baixo e bateria. 


Seu único álbum chamado "Fogo e Ar" foi lançado em 1998 pelo selo Progressive Worldwide, também apresenta alguns elementos de fusão e jazz; mas as maravilhosas melodias e a variedade de temas e ambientes que são o destaque do álbum, às vezes lembram as bandas "Quantum", Rousseau" ou Tempus Fugit", em outros momentos "Eris Pluvia", "Clarion" ou "Camel" (para as passagens melódicas de guitarra). Ao contrário da doce melancolia de bandas escandinavas, o material da "Atmosphera" é ensolarado e brilhante. 


Trata-se de um trabalho homogêneo, e que quase parece uma grande suíte, tal a coesão existente entre as faixas. Os temas basicamente aludem à natureza, seja no tocante à exaltação, ou mesmo à preservação, sempre com bom gosto e tratados de forma indireta pelos inspiradíssimos vocais de "Calê", dono de um timbre suave e agradável que nos remete a alguns bons vocalistas do progressivo Italiano, que conseguem ser eficientes e emocionantes na medida certa. O disco é quase todo instrumental e mesmo nas faixas com vocais os solos são sempre longos e bem estruturados, com diversas mudanças de andamento e retomadas da melodia principal. 


O trabalho das guitarras merece atenção especial, tanto nos acompanhamentos como nos timbres utilizados que lembram bastante a técnica de dois grandes guitarristas, "Mario Millo" e "Sebastian Hardie".

Outro aspecto a ser salientado é a presença da flauta nas primeiras músicas, as intervenções sempre fazem contraponto, ora em relação às melodias, ora retomando as mesmas em momentos de solo de outros instrumentos, junto com os teclados (digitais mas se utilizando de timbres analógicos de hammond e mellotron) acaba formando um perfeito "pano de fundo" para as composições da banda, curiosamente essa associação remete diretamente a outra grande banda, trata-se dos espanhóis "Crack - Si todo Hiciera", existe grande similaridade na estrutura das composições. 


Sem dúvida fica a sensação de que a banda tinha todo esse material represado por anos, tal é a qualidade e a eficiência com que exploram todos os temas.

A gravação é de boa qualidade e o encarte traz todas as letras em português e inglês, além de alguns desenhos e arte gráfica computadorizada.

O tipo de prog que é perfeitamente adequado para uma pausa de fim de tarde, sentado sob a sombra de uma árvore, saboreando uma boa caipirinha, recomendo.

Boa audição! 

FLAC
mega.nz - (390.20 MB)

05/08/2018

"One of These Days" com animação de Ian Emes




O canal oficial do Pink Floyd no youtube desta vez traz o clássico "One of These Days", primeira faixa do álbum "Meedle" de 1971, com uma animação feita pelo artista britânico Ian Emes.

A faixa é instrumental, exceto uma única frase dita por Nick Mason: "One of these days I'm going to cut you into little pieces" ("Um dia destes eu vou te cortar em pedacinhos").  ...

As animações de Emes fazem parte de grandes exposições, incluindo Pink Floyd: The Mortal Remains na V & A (2017) e a National Film Theatre Retrospective (1980)

Suas obras também são utilizadas em turnês como atualmente por Roger Waters em Us + Them (2017), bem como David Gilmour no Royal Albert Hall (2016) e Tubular Bells Tour de Mike Oldfield (ainda em 1978). Emes é vencedor de três prêmios BAFTA (1994, 2009, 2011), um Palme d'Or (1979), um Prêmio de Animação Britânica (2014), e indicado ao Emmy (2017) e ao Oscar (1984)


Ian Emes in Pink Floyd: One of These Days (1972)





08/07/2018

Pink Floyd libera vídeo de "Apples And Oranges" 1967, confira



"Apples And Oranges" foi o terceiro single do Pink Floyd lançado no Reino Unido em 1967. O vídeo gravado em um mercado da Bélgica com Roger Waters dublando a música, e traz a formação já com David Gilmour embora a faixa tenha sido composta ainda com a participação de Syd Barrett. 

O vídeo faz parte do box set The Early Years 1965–1972, confira abaixo:






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David Gilmour


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