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31/10/14

Shylock - Ile De Fièvre 1978 (Musea 1996)




Pérola do progressivo sinfônico francês "Ile de Fevre" de 1978, é o segundo e último álbum da banda Shylock. Músicos virtuosos produzem um disco singular, que mescla o prog sinfônico com jazz-rock, e algumas passagens muito experimentais e psicodélicas, principalmente o épico. 

Frequentemente comparado ao "King Crimson", Shylock continua sendo um dos principais representantes de bandas prog sinfônicas francesas. Linhas melódicas e passagens obscuras, quase uma tradição na escola do progressivo francês, como Pulsar, Ange, Arachnoid, dentre outras. O nível de excelência do gênero na França já proporcionou muitas obras primas. Sua influência pode ser percebida em bandas como Xaal, Minimum Vital, Tiemko, e até mesmo no consagrado Änglagård. 

Este segundo álbum do Shylock foi gravado sob condições muito melhores, eles tiveram uma grande gravadora que lhes permitiu gravar nos melhores estúdios da Suíça

'Ile de Fievre' é o segundo trabalho do Shylock, definitivamente a sua realização suprema, e também uma das obras do prog mais importantes oriunda da França. Agora, como um quarteto com a inclusão do baixista Serge Summa, a banda consegue reciclar sua herança crimsoniana do primeiro álbum, adotando uma abordagem mais pessoal, uma experiência sonora vivida e incisiva no prog sinfônico com boa dose de jazz rock.

As composições são igualmente brilhantes nesta obra. A faixa título é seguramente uma das mais belas composições do gênero, enquanto a elegante Le sang des capucines marca a influência ainda evidente do King Crimson, assim como Laocksetal, embora esta última  mais na veia do jazz-rock, o fato é que tudo acontece em alto nível

Shylock oferece um álbum que une sofisticação e psicodelia com extrema felicidade. Boa audição!


Le sang des capucines


Shylock
Ile de Fievre: 1978
Musea-FGBG 4177.AR-Fra-1996


Tracks:

01. Ile de fievre
02. Le sang des capucines
03. Choral
04. Himogene
05. Lierre d'aujourd'hui
06. Laocksetal
07. Le dernier

Lineup:

Andre Fisichella: Drums and percussion
Frederic l'Epee: Guitars
Didier Lustig: Elka Rhapsody 610, Hammond B3, mini-moog, mellotron, Yahama electric grand piano, Hohner clavinet D6
Serge Summa:  Bass



Laocksetal

Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mega.co.nz - (120.90 MB)
FLAC
mediafire.CD1 - (172,76 MB)
mediafire.CD2 - (137,17 MB)

29/10/14

David Gilmour confirma álbum novo, e planeja turnê em 2015



David Gilmour está envolvido no processo de lançamento de um novo disco do Pink Floyd, The Endless River, mas isso não quer dizer que ele não planeje um novo álbum solo..

O músico revelou em entrevista à Rolling Stone EUA que está trabalhando em um novo disco solo, e que ele deve sair em 2015.

Sobre o sucessor de On An Island (2006), ele comentou:

"Está tudo indo bem. Há alguns esboços que não estão acabados, e alguns deles serão iniciados a partir do zero. Ainda há alguns meses de trabalho. Espero lançar o disco no ano que vem."

Para divulgar o trabalho, Gilmour ainda revelou que “pretende fazer uma turnê de um homem velho, com datas reduzidas, não algo como 200 apresentações”.

Ao falar em turnê, inclusive, ele disse que seria inviável fazer uma com o Pink Floyd para divulgar o novo disco, já que sem o falecido tecladista Rick Wright isso seria “impossível”.

The Endless River, aliás, é muito provavelmente o último disco da banda, já que Gilmour revelou que “tudo que há de bom está nesse álbum,” e que o restante do material que a banda ainda tem gravado é “de segunda”, o que não seria suficiente para um novo registro.

Em outra passagem da entrevista, Gilmour falou sobre Roger Waters e como sua participação no novo álbum do Pink Floyd também não aconteceria:

“Por que alguém na Terra pensa que o que fazemos agora teria algo a ver com ele é um mistério para mim. Roger se cansou de estar em um grupo pop. Ele está acostumado a ser a única força criativa da sua carreira. O pensamento de que ele entraria em algo que tem algum tipo de democracia, ele não é bom com isso. Além disso, eu tinha trinta e poucos anos quando Roger deixou a banda. Tenho 68 agora. É mais que metade de uma vida de distância. Não temos mais quase nada em comum”.

Vale lembrar que Roger Waters irritado, publicou uma mensagem  no Facebook recentemente dizendo que não tinha nenhum tipo de relação com o projeto, aparentemente tão surpreso quanto Gilmour com a “confusão” de algumas pessoas. 

Abaixo trecho da matéria com a revista:

Rolling Stone


Rolling Stone ... a new Gilmour solo record. "It's coming along very well," he says. "There are some sketches that aren't finished, and some of them will be started again. There's a few months' work in it yet. I'm hoping to get it out this following year. Then I'm hoping to do an old man's tour, not a 200-date sort of thing."

Gilmour could easily fill arenas, but he plans to play smaller venues, similar to what he did on his most recent tour, in 2006. "There haven't been many discussions about the tour," he says. "But places like Radio City Music Hall sound like the right sort of vibe for me."

As for Mason, you get the feeling he would be happy to go on tour tomorrow. "If David resigns, that leaves me in total control of Pink Floyd," he says. "I'll go out on the road playing the entirety of Dark Side of the Moon, just the drum parts. It'll be quite dull. Please know that I'm joking."

Still, the drummer refuses to give up hope that Gilmour will change his mind one day. "I believe when I'm dead and buried," he says, "my tombstone will read: 'I'm not entirely sure the band's over.'"

As for possibly getting back to work with ex-Floyd member Roger Waters, he said, “I wouldn’t rule anything out, but the likelihood of it being anything more than one little charity show is very, very remote.”

All this points to the idea that The Endless River could be the last we ever really hear of Pink Floyd. Although, Nick Mason did tell RS, “If David resigns, that leaves me in total control of Pink Floyd. I’ll go out on the road playing the entirety of Dark Side of the Moon, just the drum parts,” he quipped. “It’ll be quite dull.

Mason continued, “Please know that I’m joking. I believe when I’m dead and buried, my tombstone will read: ‘I’m not entirely sure the band’s over.’”

David Gilmour: 'There's No Room in My Life for Pink Floyd'

"Eu estou realmente aproveitando minha vida (atual) e minha música. Não há espaço para o Pink Floyd. A ideia de fazer mais coisas (com o Pink Floyd) me faz enlouquecer em calafrios", disse Gilmour bastante sincero ao falar à Rolling Stone sobre o futuro do Pink Floyd.


25/10/14

Pink Floyd: Electric Factory - Philadelphia, 1970 (Siréne-241)




Set The Controls For The Heart Of The Sun

Um excelente concerto realizado na Filadélfia dia 26 de setembro de 1970, no estado da Pensilvânia (não na Califórnia, como consta na arte), foi o primeiro show do Pink Floyd em sua quarta turnê nos EUA, e a segunda apresentação naquele ano. O desempenho é fenomenal, talvez a melhor performance vocal de Gilmour. Alguns dizem que a esta altura sua fase ainda psicodélica era mais espacial, indo além dos arranjos de "Ummagumma", devido à proeminência da guitarra de Gilmour, resultando em um som mais muscular. Há também uma boa dose de experimentalismo nas canções.

O set list é mais curto do que o normal para esta época, já que "Atom Heart Mother" e "Embryo", duas inclusões regulares, não aparecem, (embora o mais provável seja falha de gravação). Um dos destaques, "Cymbaline" soa muito mais pesada do que o seu homólogo em estúdio. Outra que chama a atenção, "A Saucerful Of Secrets" com vinte minutos de duração, é seguramente uma das melhores versões ao vivo disponíveis de que se têm registro, e sua gravação captura com detalhes as sutilezas dinâmicas da peça. Aqui temos uma versão perfeita de "Interstellar Overdrive", seguido por uma gloriosa interpretação da canção "Fat Old Sun" com quinze minutos de puro deleite. De fato, este espetáculo merece ser reconhecido como um grande marco da banda, e vale ressaltar o desempenho do sempre genial Richard Wright, de importância singular para o feito.

Este registro surgiu pela primeira vez em 2000, e tornou-se rapidamente uma das fitas mais populares liberadas em bootleg no período, (para quem desconhece bootleg, é a gravação em áudio ou vídeo de uma performance não foi oficialmente lançada pelo artista, diferente de pirataria, onde uma obra oficial é clonada e vendida no mercado alternativo). Esta fita é oriunda de um gravador de rolo (reel-to-reel), também conhecido como gravador de bobina, ou Open reel (carretel aberto), o qual produziu talvez a melhor fita do Pink Floyd no período. Quem como eu, conheceu este período de fitas cassete, sabe que para a época um gravador de rolo era a melhor ferramenta para alta definição que pessoas normalmente poderiam dispor. Como por exemplo o vinil, que mesmo hoje em dia é a melhor alternativa para dispor de uma gravação de alta fidelidade. 

"Set The Controls For The Heart Of The Sun" é a última música, e termina com Waters agradecendo a platéia antes do término da fita. No geral Electric Factory é uma grande gravação, Sirene que mais tarde tornou-se Sigma, conseguiu contribuir para melhorar ainda mais a gravação, sendo vista como definitiva por enquanto. Boa audição!



Fat Old Sun


Pink Floyd
Electric Factory (Siréne-241)
The Electric Factory, Philadelphia, PA
September 26th, 1970


Disc 1:  

1. Astronomy Domine
2. Cymbaline
3. Saucerful Of Secrets

Disc 2:

1. Interstellar Overdrive
2. Fat Old Sun
3. Green Is The Colour
4. Careful With That Axe Eugene
5. Set The Controls For The Heart Of The Sun





Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire.CD1 - (78,21 MB)
mediafire.CD2 - (116,52 MB)
FLAC
mega.co.nz.CD1 - (181,10 MB)
mega.co.nz.CD2 - (262,20 MB


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