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26/05/2017

Roger Waters Presents Dress Rehearsal For Us + Them Tour (FLAC), confira o vídeo do show



Roger Waters estreou sua nova estrutura de palco em um show para convidados na noite de domingo (21), na Meadowlands Arena de Nova Jersey, em East Rutherford, Estados Unidos. Um maravilhoso ensaio para cerca de 1.500 pessoas, entre amigos, familiares e os privilegiados vencedores do concurso Randy LaPlante.  


Waters, que começa oficialmente sua turnê Us + Them na noite desta sexta-feira (26) em Kansas City, se apresentou com sua banda atual, as vocalistas Jessie Wolfe e Holly Laessig, o saxofonista Ian Ritchie, o guitarrista Jonathan Wilson, o guitarrista e baixista Gus Seyffert, o guitarrista Dave "Killer" Kilminster, o tecladista Drew Erickson, o multi-instrumentista Jon Carin e o baterista Joey Waronker. O grupo apresentou alguns dos maiores sucessos do Pink Floyd e também ofereceu quatro músicas do novo álbum solo 'Is This The Life We Really Want?', que será lançado no dia 21 de junho.

A performance foi um espetáculo visual com tecnologia de ponta utilizando uma série de telas de vídeo e elementos peculiares de suas mega produções, incluindo o retorno do porco inflável gigante que ficou famoso na incomparável turnê 'Animals' do Pink Floyd em 1977. Como era de se se esperar imagens contundentes ​​do presidente Donald Trump foram exibidas em vários pontos com algumas de suas citações mais embaraçosas mostradas durante "Pigs (Three Different Ones)".


Roger Waters abriu com "Breathe" de 'Dark Side Of The Moon' e, em seguida, abordou 'One Of These Days' do álbum 'Meddle'. 'Time', 'Breathe reprise' e 'Great Gig In The Sky' também do 'Dark Side' que foram seguidas por uma dose tripla de 'Is This The Life We Really Want?': "Deja Vu", "The Last Refugee" e "Picture That". O primeiro set da noite chegou ao fim com "Welcome to the Machine" e "Wish You Were Here" do álbum 'Wish You Were Here' e 'The Happiest Days Of Our Lives' e partes de 'Another Brick In The Wall' do álbum 'The Wall'.



O segundo set começou com "Dogs" e "Pigs (Three Different Ones)" do 'Animals' antes de Money e "Us & Them" do 'Dark Side'. Roger e sua banda só incluiram uma música nova no segundo set, "Smell The Roses" que terminou com "Brain Damage"> "Eclipse" também do 'Dark Side'. O encore de domingo consistiu em "Vera", "Bring The Boys Back Home" e "Comfortably Numb". Boa audição!



Roger Waters at Meadowlands Arena

May 21, 2017
East Rutherford, NJ

SET 1
Speak to Me
Breathe
One of These Days
Time
Breathe (Reprise)
The Great Gig in the Sky
Welcome to the Machine
When We Were Young
Déjà Vu
The Last Refugee
Picture That
Wish You Were Here
The Happiest Days of Our Lives
Another Brick in the Wall Part 2
Another Brick in the Wall Part 3

SET 2
Dogs
Pigs (Three Different Ones)
Money
Us and Them
Smell the Roses
Brain Damage
Eclipse
ENCORE
Vera
Bring the Boys Back Home
Comfortably Numb


FLAC
mega.nz.Part1 - (459,50 MB)
mega.nz.Part2 - (467,60 MB)

25/05/2017

Pink Floyd na capa da blitz de junho



(BLITZ) Há 50 anos, a banda britânica lançava o primeiro single, «Arnold Layne», e o primeiro álbum, o agora mítico The Piper at the Gates of Dawn. O tempo é de festejos, com a maior retrospetiva já feita sobre o Pink Floyd à «vista» no londrino Victoria & Albert Museum. Luís Guerra troca por miúdos Their Mortal Remains, o testamento de uma banda que deu ao rock dimensões extra. Mais adiante, podemos ler as visões de Roger Waters sobre o passado e o mundo que nos rodeia, numa longa entrevista.


Pink Floyd - Arnold Layne - rare promo clip 1967



Fonte: Revista Blitz
BLITZ de junho, nas bancas a 27 de maio

21/05/2017

Roger Waters posta foto de Temer: 'É essa vida que vocês querem?'


Waters provoca polêmica em post 
com montagem de disco novo e foto de Temer


Roger Waters publicou no Facebook uma foto do presidente Michel Temer e provocou os fãs brasileiros com a seguinte pergunta: "Brasil, é essa vida que vocês realmente querem?". 

A pergunta faz referência a seu novo álbum solo, “Is This the Life We Really Want?” (em inglês, “É essa a vida que nós realmente queremos?”), que tem previsão de lançamento para 2 de junho.

O músico conhecido por seus posicionamentos já fez outras manifestações de cunho político, como na vez em que chamou o presidente norte-americano Donald Trump de porco durante o megafestival de rock Desert Trip, na Califórnia, durante a interpretação da canção “Pigs (three different ones)” apresentou Trump em um porco inflável com seu o rosto, onde  estavam escritas as palavras: “ignorante, mentiroso, racista e sexista”.

 Resultado de imagem para Donald Trump, pig, imagens waters
Roger Waters no festival de música "Desert Trip" na Califórnia, em 2016

"Brasil, é essa vida que vocês realmente querem?', questiona Roger Waters

Há pouco tempo atrás, o antigo líder do Pink Floyd escreveu uma carta pedindo que os brasileiros Caetano Veloso e Gilberto Gil cancelassem seus shows em Israel, por conta das políticas “coloniais e racistas” do país.

O post direcionado ao político brasileiro dividiu o público, entretanto. Nos comentários é possível ler mensagens de apoio e descontentamento. Há quem tenha se inspirado como “O último grande músico ativista vivo. Bravo, Roger Waters” e “Sensacional, meus heróis não morreram!”, e outros descontentes com a atuação política do cantor, como “Não, não é o que queremos! Queremos intervenção militar constitucional" e “Liderava o Floyd com mãos de ferro. Agora vem dar pitaco nos problemas de países alheios, está sendo hipócrita".

O texto abaixo foi "publicado originalmente em 2007", e muito embora dando graças por não vivermos uma ditadura militar, o sol é o mesmo, relativamente, e em muitos aspectos parece ter sido escrito agora, ao meu ver algo triste e irônico, achei interessante incluir neste contexto, assim como em "Time" realmente 10 anos se passaram desde então, e talvez porque em termos políticos a grande maioria de nós brasileiros ficamos em casa entediados olhando a TV, e elegemos nossos candidatos muito mais por obrigação do que por convicção pouca coisa mudou, enfim... São mesmo tempos sombrios os nossos. Confira: 

Sandra Helena - Roger Waters e eu

Na minha adolescência de ditadura latino-americana, filha de trabalhadores pobres, os acordes do Pink Floyd faziam vibrar cordas que eu nem sabia existirem em mim, e as letras de Roger Waters me faziam ter a urgência de voar, mesmo sem saber pra onde.

Esperar que algo ou alguém lhe mostre o caminho, cansado que está de entediar-se ao pôr-do-sol ou ficar em casa olhando a chuva. Você é jovem, a vida é longa, há tempo a perder, pode matar o dia. Até que um dia você percebe que 10 anos se passaram. Ninguém lhe disse a hora de partir e você sente que perdeu o tiro de largada. O sol é o mesmo, relativamente. Mas você, minha cara, está mais velha, de fôlego mais curto, um dia mais perto da morte. O tempo passou, mesmo que você ainda tenha algo a dizer, a fazer...”.

Eu tinha talvez uns 15 anos quando ouvi esses versos pela primeira vez. Tempo. Tudo o que você vê e toca define exatamente o limite de sua vidinha. Vejo agora que Roger Waters tinha perto de 30 anos quando escreveu as letras de Dark Side of the Moon, que completa exatos 34 anos este sábado, 24, dia do show no Morumbi, um dia após minha Apoteose.

Aos 15 anos não se olha pra trás, nem se diz “Meu deus, 10 anos passaram”. E muito menos se tem dificuldade em reconhecer para onde se quer fugir. Mas Waters falava de uma sensação um tanto atemporal, da desilusão do mundo adulto que alguns jovens de minha geração a sentiram antecipada. Jovens do mundo inteiro, diga-se.

O disco foi um dos mais vendidos e é uma das maiores referências do rock mundial. Eram outros tempos, é verdade. Costuma-se chamar esse “Dark Side...” de disco-conceito, algo equivalente ao cinema de autor. O conceito: o freqüente choque entre a dura realidade e nossas visões particulares do mundo, que pode, não raras vezes, arrastar-nos para a insanidade. O fato de as pessoas, no mais das vezes, estarem dispostas, em sua juventude, a não cederem, a levarem uma vida autêntica. E, por fim, capitularem. Ouvir isso era como reconhecer na rua um estranho que eu nunca tinha visto e com ele compartilhar o mais denso de mim.

Em recente depoimento, o próprio Waters se impressiona com o fato de ter logrado escrever as letras e participar de todos os arranjos do disco. E é de impressionar mesmo. A força propulsora e criativa de Waters é um estigma para o grupo Pink Floyd, já que Syd Barret sucumbiu a si mesmo. Sua visão de mundo é melancólica, é verdade, mas também afirmativa da necessidade de derrubar os muros do isolamento subjetivista, tão em gosto em nossos tempos, tanto em sentido psíquico quanto social. “Os que realmente te amam, caminham do lado de fora do muro”. Engajamento político e uma poesia pop incomum somada a uma musicalidade refinada (e aí é inegável a dependência do gênio de Gilmour, Mason e Wright) e antecipadora.

Ai, quantas vezes cantei “Wish you were here”, pensando justamente em estar em um dos shows da banda. Agora, mais de três décadas depois, me preparo, com a mesma ansiedade daqueles distantes 15 anos, para ver o ídolo de 63, enrugado e de cabelos brancos, com a rebeldia estampada nos olhos. Rebeldia que tenho dificuldade em encontrar em meus jovens alunos de 18 anos.

Não apenas 10, já mais de 20 anos se passaram. A sensação de ter perdido a hora me atravessa e sei que também a muitos de minha geração – pelo menos àqueles que não se deixam enganar com seu medíocre sucesso burguês. Mas persiste a urgência de agarrar com força o tempo onde ele está, e tornar-me senhora de meu próprio destino. O que é próprio de quem tem algum lunático vivendo na cabeça.

São mesmo tempos sombrios os nossos. Talvez já estejamos todos no lado escuro da lua. Mas não importa. Quando pensamos que cumprimos a tarefa, é hora de recomeçar. Que venham Roger Waters e seus porcos voadores, esfinges pop quase ingênuas. E que vá, Roger, vá, mas não me deixe. Gosto de pensar que há alguém na minha cabeça – e que não sou eu. É sempre reconfortante.


Sandra Helena de Souza é Professora de Filosofia e Ética da Unifor


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