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15/09/2018

10 anos sem Rick Wright: melhores performances do tecladista do Pink Floyd








Site Omelete
JULIA SABBAGA
15.09.2018

Suas performances e composições mais memoráveis

"Sem 'Us and Them' e 'The Great Gig In The Sky', o que teria sido The Dark Side Of The Moon?". "Sem seu calmo toque , o álbum Wish You Were Here não teria funcionado". Estas foram algumas frases usadas por David Gilmour há 10 anos, para expressar a relevância de Rick Wright, tecladista do Pink Floyd, que faleceu em 15 de setembro de 2008, de câncer.

Wright não foi apenas o tecladista do Pink Floyd. Um dos fundadores da banda, junto com Roger Waters, Nick Mason e Syd Barrett, o músico serviu também como vocalista e um dos principais compositores em diversas canções do grupo, inclusive algumas de suas mais clássicas. Em 2008, quando o tecladista faleceu, a BBC escreveu em seu obituário que um capítulo da música britânica se encerrava. Sobre sua influência no Pink Floyd, o texto escrevia: "Seus órgãos atmosféricos e sintetizadores tomaram, diversas vezes, a frente das músicas do Pink Floyd. Em outras, eles serviram como um sonho ao fundo, sobre o qual a banda poderia navegar”.

Relembrando o legado de Rick Wright, reunimos abaixo algumas das composições e performances mais memoráveis do músico.

10 - “ASTRONOMY DOMINE"


O distinto toque de Richard Wright já estava presente na primeira faixa no primeiro álbum do Pink Floyd, The Piper at the Gates of Dawn, de 67. Na composição psicodélica de Syd Barret, Wright criou uma base no orgão que se tornaria característico do space rock, por mais que a banda negasse o título. Ouça aqui. 

9 - "INTERSTELLAR OVERDRIVE"


Um pouco mais tarde, no mesmo disco, o Pink Floyd inovou gravando uma das primeiras peças instrumentais e psicodélicas improvisadas de uma banda de rock. "Interstellar Overdrive" dá crédito a todos os membros da banda e em seus quase 10 minutos, traz grandes destaques de Wright, tanto na linha do órgão quanto na viagem do teclado. Ouça aqui. 

8 - "SUMMER OF 68"


No álbum de 70, Atom Heart Mother, Rick Wright incluiu uma música instantaneamente cativante, uma balada com uma sonoridade claramente mais acessível que o resto do disco. "Summer of '68" foi gravada pelo músico no Abbey Road, e trazia um piano romântico e uma letra sobre os romances de turnê. Ouça aqui. 

7 - "ECHOES"


É difícil não citar "Echoes" quando se fala sobre o instrumental do Pink Floyd. Na faixa de 23 minutos que fecha o álbum Meddle, de 1971, cada um dos membros contribuiu com a sua composição instrumental. A música, considerada precursora para o Dark Side of the Moon, traz um longo solo de orgão de Wright, que também toca piano e cria a harmonia vocal com David Gilmour. Ouça aqui. 

6 - "TIME"


Em "Time", quarta faixa do The Dark Side Of The Moon, de 1973, Wright entregou uma de suas performances vocais mais marcantes. A faixa que traz composições de todos, e se tornaria uma das mais emblemáticas do Pink Floyd, marcou a última vez que o tecladista cantaria os vocais principais até o disco de 1994, The Division Bell. Ouça aqui. 

5 - "THE GREAT GIG IN THE SKY"


"The Great Gig In The Sky" é geralmente a primeira mencionada quando se relembra o legado de Wright. Isto porque, uma das faixas mais clássicas do The Dark Side of the Moon, é uma composição apenas de Wright, que mais tarde compartilharia os créditos com a cantora por trás dos vocais improvisados da canção, Clare Torry. "The Great Gig In The Sky" traz uma performance intensa de Wright, que Roger Waters descreveu como uma das melhores coisas que Wright já fez. Ouça aqui. 

4 - "US AND THEM"


"Us and Them" foi uma composição originalmente solo de Rick Wright, feita para a trilha sonora do filme Zabriskie Point. Quando o diretor Michelangelo Antonioni recusou a composição, ela foi retrabalhada para o The Dark Side Of The Moon, e ganhou vocais de David Gilmour. Wright introduz a música com o órgão Hammond, mas também trabalha em pianos tanto no fundo quanto em um belo solo, na metade final da faixa. Ouça aqui.

3 - "SHINE ON YOU CRAZY DIAMOND"


Em termos de virtuosidade, "Shine On You Crazy Diamond", a homenagem da banda ao Syd Barrett, é talvez o melhor exemplo dos talentos de Rick Wright. A faixa, dividida em 9 partes, traz diversos momentos marcantes do músico nos sintetizadores, principalmente nas últimas seções da música, e na última parte, uma composição solo de Wright. Ouça aqui. 

2 - “WEARING THE INSIDE OUT"


Depois de algum tempo de fora das composições do Pink Floyd, Wright voltaria ao centro para o disco de 94, The Division Bell. A delicada e melancólica faixa “Wearing the Inside Out", creditada apenas a ele (com letras de Anthony Moore), é a única do disco que não traz créditos a David Gilmour, e marca a última performance vocal de Wright em um álbum do Pink Floyd. Ouça aqui. 

1 - MENÇÃO HONROSA: "PAINT BOX"


Sem grandes solos ou fritações, o Pink Floyd lançou o single "Paint Box" em 1967, como um lado B do single "Apples and Oranges". Uma das primeiras composições de Wright, o tecladista aparece no vocal principal e tocando um característico piano, incluindo um curto solo ao fim. Memorável por representar o nascente talento dos músicos, "Paint Box" também trouxe a primeira aparição de David Gilmour na banda, em um vídeo gravado em 68. Veja aqui.


23/08/2018

Nova edição da curiosa sincronia do Pink Floyd com Mágico de Oz (vídeo)




Matéria do site


Se você está na internet há um tempo considerável, deve com certeza conhecer o “efeito” The Dark Side of the Rainbow — que é a sincronia entre um disco do Pink Floyd com o clássico O Mágico de Oz (1939).

Mas se não conhece, deixa eu te contar: lá nos anos 90, alguém (que ninguém sabe quem é) descobriu que The Dark Side of the Moon, disco de 1973, sincroniza quase que perfeitamente com o longa. Os cortes, as viradas, as entradas e saídas dos personagens, a tensão ou os momentos de calma combinam com as melodias e letras das canções do icônico disco de uma maneira que ninguém até hoje realmente entendeu. E esse é um dos mistérios mais legais do mundo do entretenimento — até porque os membros do Pink Floyd negam com todas as forças que tenha sido proposital.

Para você ter uma ideia, enquanto Dorothy balança em cima de um muro, o verso de “Breathe” que diz “balançando na maior onda” é cantado; quando o Espantalho surta, a banda canta “o lunático está na grama”, trecho de “Brain Damage”; e um dos mais legais é a batida de coração da música, que toca bem na hora em que a protagonista encosta o ouvido no peito do Homem de Lata.

Bem, durante todos esses anos, várias pessoas colocaram em prática o efeito e divulgaram na internet versões já editadas e sincronizadas do filme com o disco. Neste ano, porém, um usuário do YouTube chamado dumwyteguy resolveu consertar algumas falhas na sincronia e postou uma versão otimizada de Dark Side of the Rainbow. Assista ao fim da publicação!
Faça Você Mesmo

Se você for troo e quiser fazer sozinho(a) em casa, basta colocar o álbum para tocar no terceiro rugido do leão da MGM. Sério, é sensacional!


Por Stephanie Hahne
22/08/2018

06/08/2018

Atmosphera - Fogo e Ar - 1998 (Flac)





Rock progressivo de primeira qualidade, bem raro de se encontrar na internet, abaixo uma matéria a respeito da banda, confira:


Resenha do site
Progbrasil
Renato Glaessel

Provavelmente uma maiores pérolas escondidas do progressivo nacional, ao escutar e re-escutar esse trabalho de 1998 fico tomado por uma certa incompreensão, afinal somente uma péssima divulgação e distribuição poderiam ser responsáveis pelo baixo impacto causado por esse lançamento.


Atmosphera é uma banda brasileira formada na década de noventa na capital de São Paulo. Sua formação consiste em "Sérgio Vicêncio" no baixo, "Edu Lima" na bateria, "Calê Luis" nos vocais e guitarra, "Sandro Premmero" nos teclados, e "Rogério Bacceli" na guitarra. O som combina música popular brasileira com um suave rock progressivo, predominantemente instrumental, seu material é delicado e requintado, com freqüentes passagens melódicas na flauta e violino, combinando com a excelente guitarra acústica bem como partes interessantes de baixo e bateria. 


Seu único álbum chamado "Fogo e Ar" foi lançado em 1998 pelo selo Progressive Worldwide, também apresenta alguns elementos de fusão e jazz; mas as maravilhosas melodias e a variedade de temas e ambientes que são o destaque do álbum, às vezes lembram as bandas "Quantum", Rousseau" ou Tempus Fugit", em outros momentos "Eris Pluvia", "Clarion" ou "Camel" (para as passagens melódicas de guitarra). Ao contrário da doce melancolia de bandas escandinavas, o material da "Atmosphera" é ensolarado e brilhante. 


Trata-se de um trabalho homogêneo, e que quase parece uma grande suíte, tal a coesão existente entre as faixas. Os temas basicamente aludem à natureza, seja no tocante à exaltação, ou mesmo à preservação, sempre com bom gosto e tratados de forma indireta pelos inspiradíssimos vocais de "Calê", dono de um timbre suave e agradável que nos remete a alguns bons vocalistas do progressivo Italiano, que conseguem ser eficientes e emocionantes na medida certa. O disco é quase todo instrumental e mesmo nas faixas com vocais os solos são sempre longos e bem estruturados, com diversas mudanças de andamento e retomadas da melodia principal. 


O trabalho das guitarras merece atenção especial, tanto nos acompanhamentos como nos timbres utilizados que lembram bastante a técnica de dois grandes guitarristas, "Mario Millo" e "Sebastian Hardie".

Outro aspecto a ser salientado é a presença da flauta nas primeiras músicas, as intervenções sempre fazem contraponto, ora em relação às melodias, ora retomando as mesmas em momentos de solo de outros instrumentos, junto com os teclados (digitais mas se utilizando de timbres analógicos de hammond e mellotron) acaba formando um perfeito "pano de fundo" para as composições da banda, curiosamente essa associação remete diretamente a outra grande banda, trata-se dos espanhóis "Crack - Si todo Hiciera", existe grande similaridade na estrutura das composições. 


Sem dúvida fica a sensação de que a banda tinha todo esse material represado por anos, tal é a qualidade e a eficiência com que exploram todos os temas.

A gravação é de boa qualidade e o encarte traz todas as letras em português e inglês, além de alguns desenhos e arte gráfica computadorizada.

O tipo de prog que é perfeitamente adequado para uma pausa de fim de tarde, sentado sob a sombra de uma árvore, saboreando uma boa caipirinha, recomendo.

Boa audição! 

FLAC
mega.nz - (390.20 MB)
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David Gilmour


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