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15/07/11

King Crimson - Epitaph Vol. 1 (1997)


Esse não é o mais novo album do King Crimson em termos de gravação, mas sim de edição que foi lançado oficialmente no mês de Abril de 1.997 e por se tratar de um trabalho ao vivo é inteiramente de shows da banda que ocorreram em 1.969, quando neste mesmo ano nascia uma banda na Inglaterra em janeiro e ficariam marcados na história do gênero do rock progressivo (ou até do rock para muitos), além de gravarem e estreiarem um trabalho muito conceitual que seria lançado em outubro com o nome "In the court of the Crimson King" e também uma obra-prima como um todo do genêro do rock progressivo (ou até do rock para muitos). É justamente neste trabalho que está apresentado a trajetória da banda do que ocorreu naquele ano até mesmo antes da gravação do album de estréia.


In the Court of the Crimson King
(Live at the Fillmore East 1969)


A formação da banda definitiva se deu próxima do final de 1.968 a partir de uma mini-banda chamada "Giles, Giles and Frip" que tinha como Michael Giles nas baterias/vocais, Peter Giles no baixo/vocais e Robert Fripp nas guitarras e numa ocasião encontraram e admitiram por um curto período a cantora Judy Dyble (que fez parte da banda "Fairport Convention") e esta vinha junto com o multi-instrumentista Ian McDonald e um colega e poeta/letrista Peter Sinfield que chegou a trabalhar como operator numa empresa de computação. Mudanças no GGF fazem com que Dyble saísse por espontaneidade e Peter Giles (irmão de Michael) para se tornar um operador de computador (Detalhe: será que Giles queria ocupar o lugar de Sinfield? Curiosidade: naquela época nos finais dos anos 60 e início dos anos 70 a área de engenharia de computação estava começando "pequenos passos" para a elaboração e pesquisa de computadores domésticos já que era fortmente predominado a uso comercial das empresas na época). 

Surge então para substituir Giles no baixo, um importante nome: Greg Lake. Lake já conhecia Fripp desde a adolescência e chegaram a estudar violão com uma mesma professora de música, e o futuro baixista passaria por bandas chamadas "Unit Four", "Time Checks" e "The Shame" que chegou a gravar um compacto em 1.968 e além ter participação de uma banda chamada "The Shy Limbs". Ainda em 1.968, Lake estaria com a banda "The Gods" junto com Mick Taylor (que foi integrante dos "The Rolling Stones"), mas não chegou a gravar porque receberia o convite de Fripp para se associar ao King Crimson, e além disso seria encarregado de fazer também os vocais, já por ser muito melodioso e as bandas que Lake tinha participado também davam preferência pelo seu vocal e durante o ano de 1.969 Fripp chegou a dividir um pequeno apartamento junto com Lake.

 21st Century Schizoid Man
(Fillmore East 11-1969)

O nome King Crimson para quem não sabe foi inicialmente uma idéia de Peter Sinfield, apesar de que "crimson" quer dizer carmesim em português (vermelho muito vivo), mas por outro lado Sinfield estava aproximando a palavra "crimson" com o de um sinônimo chamado "Beelzebub" (Beelzebub, principe dos demônios). Assustador? Talvez pela capa do album (externa e interna) de estréia da banda pode demonstrar essas teorias de Sinfield. As letras retratam o elemento ar, embora tecnicamente ainda não foi comprovada esta hipótese segundo o próprio letrista do trabalho e da banda. Sinfield além de ser o letrista do King Crimson, também seria o iluminador dos shows nos palcos. Vale uma ressalva que o King Crimson não foi a única banda de progressivo que possuia um letrista exclusivo; o "Procol Harum" tinha um também chamado Keith Reid.


Foto da capa de CDNaquele ano de 1.969, o King Crimson competia com poucas bandas de rock progressivo como "The Moody Blues", "Pink Floyd", "The Nice", "Procol Harum" que já estavam neste cenário não  h´muito tempo e nasciam também outras como o "Genesis", "Yes", "Jethro Tull", mas o grupo teve uma simpatia pelo público e crítica em aspectos gerais. E justamente neste trabalho aqui que esta fielmente com uma das formações mais clássicas ocorridas pela banda e justamente em sua estréia.

Com apresentações na Europa e Estados Unidos, o trabalho entretanto é encontrado originalmente em 4 volumes (4 CDs), corresponde as seguintes apresentações: volume 1 possui Sessões Rádio BBC, Filmore East feito nos dias 21 de novembro e 14 de dezembro; o volume 2 corresponde exclusivamente a mesma apresentação do Filmore East mas ocorrido no dia seguinte (15 de dezembro) e com o concerto tocado inteiramente naquele dia; o volume 3 é dedicado ao Festival Plumpton em 9 de agosto e finalizando o volume 4 que corresponde a apresentação do Clube Jazz Chesterfield em 7 de setembro. 

As apresentações do Filmore East foram uma das mais importantes daquele ano em 1.969 para o King Crimson possuindo nomes até conhecidos e desconhecidos como "Iron Butterfly", "Poco", "Jefferson Airplane", "Joe Cocker", "Fleetwood Mac", "The Rolling Stones", "Johnny Winter", "Country Joe and the Fish", "Janis Joplin", "Sly and the Family Stone", "Grand Funk Railroad", "The Nice" e outros e justamente num dias desses do festival que Greg Lake recebeu uma proposta de Keith Emerson do "The Nice" para no ano seguinte formar o "Emerson, Lake & Palmer" e o guitarrista Jimi Hendrix deu um grande aperto de mão, além de esticar um bom papo com o mesmo pelo talento observado por este numa das apresentações. A ansiedade e insatisfação talvez dos amantes do King Crimson deste período em relação a edição deste trabalho seria a omissão do show do concerto gratuito em Londres, o famoso Hyde Park em 5 de julho de 1.969 promovido pelos "The Rolling Stones" numa homenagem a morte de seu companheiro Brian Jones que faleceu dois dias antes e o King Crimson faz a abertura do evento de frente para aproximadamente 650.000 pessoas.

A capa do trabalho foi elaborada por P.J. Crook sob o nome "The four seasons" do qual resgata um tanto da arte de Paul Whitehead que elaborava as capas do Genesis, com auxílio de Bill Smith Studio. Uma outra curiosidade sobre a escolha das gravações: não estão presentes nem mesmo na totalidade dos 4 volumes as faixas "I talk to the wind", que chegou a ser tocada até mesmo pelo GGF, época em que fazia parte Ian McDonald e Peter Sinfield e "Moonchild" (considerada por muitos uma faixa muito polêmica pelo tipo de exploração e finalização que o King Crimson criou) e as duas fazem partem do album de estréia da banda. Mesmo com a ausência destas faixas e a repetição de outras, ainda assim, o trabalho é muito atraente e gostoso de ser ouvido apesar de que mesmo como um album destes que tem uma das formações consideradas por muitos ouvintes sendo "impecáveis", ainda assim a banda soam melhor em estúdio do que ao vivo. Poderia ter sido ainda mais proveitoso se incluissem uma faixa que apresentasse o GGF e o GGF com a inclusão de McDonald, Sinfield (mas é bem possível que Lake não ia gostar nem um pouco da idéia se é que eles tiveram esta intenção...), pelo menos o público teria uma idéia do que era o King Crimson antes de sua formação.

King Crimson - Série 40 º Aniversário - VermelhoRobert Fripp - guitarras elétricas e acústicas, violões. 
Ian McDonald - flauta, saxofone, melotrom, teclados e vocais de apoio. 
Greg Lake - baixo, vocal principal.
Michael Giles - baterias, percussão e vocais de apoio. 
Peter Sinfield - letras, iluminação de palco, ilustrações.
Disc one (72:53)
  1. "21st Century Schizoid Man" – 7:0
  2. "The Court of the Crimson King" (McDonald, Sinfield) – 6:27
  3. "Get Thy Bearings" (Donovan Leitch) – 5:59
  4. "Epitaph" – 7:08
  5. "A Man, a City" – 11:41
  6. "Epitaph" – 7:42
  7. "21st Century Schizoid Man" – 7:16
  8. "Mantra" – 3:47
  9. "Travel Weary Capricorn" – 3:15
  10. "Improv - Travel Bleary Capricorn" – 2:23
  11. "Mars" (Gustav Holst) – 8:53

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