.

.

14/09/13

Polyphony - Without Introduction (1972) RRCD117 - 2004





Without Introduction é uma obra prima. Jovens músicos de alto nível dotados de estonteante capacidade criativa, e ainda bem humorada, fundem o prog. sinfônico clássico com tendências psicodélicas do space rock, provendo à sua música, estruturas complexas, constantes mudanças de ritmo, riqueza em improvisos, e muito bom gosto. Com certeza, um brilhante exemplo dos anos dourados da década de 70, no Reino Unido. Mas com um detalhe exótico, eles são americanos de Virginia Beach, Virgínia, em South Hampton Roads.

E nada mais consistente... do que a própria interpretação do guitarrista Glenn Howard sobre como tudo aconteceu, foi mais ou menos assim:

"Em 1972, enquanto residente em Virginia Beach, Virgínia EUA participei de uma banda chamada "Polyphony". A palavra ficou comigo depois de ler sobre os mestres e como eles utilizavam "muitas texturas sonoras" em movimentos destinados a estimular e captar a atenção dos seus ouvintes. Claro, muito poucas pessoas realmente sabiam o que ela significava, e muito menos como pronunciá-la. Hoje em dia, principalmente a partir dos avanços na tecnologia de sintetizadores e MIDI, tornou-se termo um tanto comum. A banda era composta por Craig Massey, Marty Ruddy, Chris Spong, Chatty Cooper, e eu, Glenn Howard.

"Lembro-me de acordar de manhã cedo e ouvir do lado de fora da janela do meu quintal, alguma coisa rolando ladeira abaixo. Enquanto eu esfregava meus olhos de sono, vislumbrei em cima do armário meu equipamento, um Marshall Plexi quebrando o limite de velocidade conduzindo um caminhão de equipamentos sob seu próprio poder. No último segundo, vejo nesta estrada um dos tripulantes pará-lo antes que um míssil tivesse lhe dado um golpe certeiro ...

Quando as pessoas me perguntam sobre o que me lembro do dia em que gravamos o álbum "Without Introduction", é sempre a primeira coisa que vem à minha mente." (abro um parentese para comentar se sou só eu, ou mais alguém têm dúvidas se o cara estava viajando...), Prosseguindo: "De qualquer forma, eu tenho dedicado esta página com espaço para contar a verdadeira história da 'Polyphony'. Desde o ressurgimento imprevisto da popularidade da banda na net, tenho ouvido e lido algumas coisas muito interessantes, de fato. Vou tentar aqui manter as coisas simples, e ir direto ao ponto. E talvez dizer-lhes que a relação correta das músicas, assim como alguns pormenores, como Ah!, vamos dizer que o nome das músicas deva ser coerente. Eu estava ouvindo algumas de estações de rádio que tocavam minha música "Crimson Dagger" sendo apresentada como "40 Second Thing in 39 Seconds"... Confiem em mim, não há absolutamente nenhuma relação entre as duas. Gravei "40 Second Thing" no meu Mini Moog, somente para o engenheiro Nick Colleran completar o lado um do álbum, adicionando os 1:07 restantes. Aqui estão as listas de músicas na ordem correta do vinil original:

Side One:
Juggernaut 14:04
40 second thing in 39 seconds 1:07
Side Two:
Ariels Flight 15:15
(Gorgons Of The Glade)
(The Oneirocritic Man)
(Gift Of The Frog Prince)
Crimson Dagger 7:05


Da capa: 

A fita-mestre foi enviada para Betty Cherry em Nashville, Tennessee. Ela estava trabalhando para a Shelby Singleton Corporation, mais conhecida como "Sun Records". Betty lidava com nomes como Elvis Presley, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, Charlie Rich, entre outros. Depois de ouvir a fita, ela usou sua técnica de meditação a partir da qual obteve uma visão da pintura, como a seguir explicou: 'O que me apareceu foram os "quatro elementos do universo" atraídos em direção à uma força de energia cósmica que foi 'Polyphony'. Como você olhando para a pintura vai vê-la brilhar na ponta do dedo indicador esquerdo "do elemento água". Os outros três elementos, 'fogo', 'terra' e 'ar' estão abaixo. Você teria que ver a pintura original para realmente apreciar sua bela obra de arte. Ele ganhou vários prêmios, assim como como capa de álbum." (Como se pode perceber, a coisa toda é uma "viagem"...)

Em verdade, apenas garotos realizando entre as tomadas e nos fins de semana, algo que o próprio "Rick Wakeman" realmente poderia abismar-se durante um momento descontraído.

Eles não possuem a bagagem de grandes nomes, mas com virtuosismo, fazem um prog absolutamente autêntico, com o baterista Chris Spong implacável, o órgão Hammond de Craig Massey dominando as passagens, pequenas pausas de jazz, surpresas imprevistas, e um vocal muito competente do realmente excelente guitarrista Glenn Howard, um baixista alto nível chamado Martin Ruddy e o elemento que é outra grande sacada da banda, Chatty Cooper, tratando de maneira específica os instrumentos de percussão. Como Jamie Muir durante meados de 72 até o início de 73, o fez de maneira brilhante no "King Crimson". 

Um tesouro perdido, um daqueles lançamentos míticos que você fica com a sensação de "por que nunca ouvi isto antes?", algo inesperado e surpreendente. Como em muitos outros casos, um  único álbum, mas visto como no mesmo nível do que de melhor acontecia no Reino Unido à época. Imperdível. Boa audição!


Juggernaut


Polyphony
Without Introduction (1972)
Radioactive RRCD117 (2004 - UK)


Tracks Listing

01. Juggernaut (14:04)
02. 40 Second Thing in 39 Seconds (1:07)
03. Ariel's Flight (15:15)
a) Gorgons Of The Glade
b) The One Irocritic Man
c) The Frog Prince
04. 
Crimson Dagger (7:05)

Musicians:

Martin Ruddy / bass, vocals
Christopher Spong / drums
Craig Massey / vocals, organ, moog
Glenn Howard / vocals, guitars
Chatty Cooper / percussion



 
Ariel's Flight


mediafire.pt1 - (132,37 MB)
mediafire.pt2 - (95,78 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire (86,66 MB)


Full album

Reviews:

“Polyphony is another King Crimson-like band. Only 37 minutes of music … but what kind of music! Long, dynamic tracks with great guitar and keyboard solos and very nice vocals. Highly recommended to all King Crimson fans … and not only!” caladan.art

“Try to imagine a band who, upon hearing Emerson, Lake & Palmer’s Tarkus for the first time, indulges on heavy amounts of mescaline and drops by the studio to have a blow. Okay, assume also that they are competent musicians (by no means virtuosi) and have carefully considered their music before recording those chops to magnetic oxide. Well, I suppose you have a vague idea of what this seminal act from America were all about. Many sordid tales of the band, none that shall be taken up now, have floated about over the many years since their jaw-dropping debut; though it is also safe to say that dumping an innovative product such as this on an unsuspecting audience, even back in 1972, would have baffled most listeners. Hence, this one release, then a disappearing act which has reckoned this gem to the obscurities hall of fame!

Their music, huh? Okay, they play an extremely up-tempo brand of quasi-pyschedelic rock which is dominated by heavy Hammond and an active core of drum play and congo bashing. Add to this an extremely surrealistic lyrical bent and off-centered vocals and you get a bigger picture. Well, is it progressive, you may be wondering? Extremely so! The Hammond is employed to the hilt – the liturgical chords, the wicked fanfares, and the multitudinous exhibitions of machismo evocative of a certain Jimmy Smith, Brian Auger or, of course, a Mr. Emerson.

A casual listen to, say, “Ariel’s Flight” cannot be ignored. It’s attack and strange use of dynamics are not to be dismissed but are not for the faint of heart or weak-kneed either. This music jams, and jams hard. Very hard! Same too with the frenetic and busy “Juggernaut”, and I could even swear I heard snippets of something familiar somewhere. Oh yes, it was the excitement – the feeling of being let loose to play around – which was so evident on Tarkus. I can divine no meaning from these lyrics, nor do I really give a damned to. They are fantastical, even impressionistic, and a vital part of what made this work so different. Hey, I think my imagery of them dropping acid might be valid, owing to the wanking off bit of “40 Second Thing In 39 Seconds”. That’s it … it seems so much clearer now!!

Suffice it to say, this is not your typical progressive rock by any means. Yep, even for 1972. It is, ahem, a special document from a band who existed in a period of time where releases such as this were not uncommon. Well, perhaps I’m pushing it. This is truly unique. So, fellow traveler, if you have recently heard the early work of Keith Emerson, and even liked it, this one is bound to hit you on some level. Yes, really. My hope is that someone, anyone, will dig the vaults for the masters and give this the digital treatment!” gsk41 Progressive Ears

“German reissue of 1971 album, totally influenced by early UK exponents of prog rock of the time..think King Crimson, Van Der Graaf Generator, The Nice/early ELP. Features some excellent guitar work, keyboards naturally and cool percussion along with surrealistic lyrics and off center vocals making it moderately jaw-dropping for fans of this sort of thing, like me. Here`s a review translated from German. “The musical Melange on “Without Introduction” reflects its time of origin in many facets. Fuzz and Slidegitarrensounds pair themselves with key board sounds A l Keith Emerson and seem in this combination growing out of the Progs from the Psychedelic era to document to want. The singing contributes in particular in the last TRACK a clear Sixties Touch.. In summary, I would say Summa that the music of “Polyphony” experienced strong suggestions by “The Nice” and the early ELP.”BabyBlueEyes.”
Bruce Brodeen, Not Lame Recordings

Robert M. Briggs III at Amazon.com … Review:

This review is from: Without Introduction (Audio CD)
This was a great, lost find in terms of early progressive rock. A trio comprised of keyboards, guitar and bass, drums and percussion, and from AMERICA, no less! This album is very comparable to the very first ELP album, and came out in 1971. Anyone who thinks (like I did) that all of America had its musical head up its you-know-what MUST get a listen to this music.

Two of the tracks come in at 13+ and 15+ minutes each, while a third is just over 7 minutes long. The last track (humorously titled) actually clocks in at just over 1:15. The lyrics are off-kilter, enigmatic, and would fit in oh-so-well with those great British and German prog rock bands of the early 70′s.

If you like ELP, Genesis, or Gentle Giant, do check out this gem of a domestic release, and be proud that not all American musicians were trying to be “the next Eagles” or “the next…[whatever]“.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por sua participação!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

David Gilmour


Por gentileza informe links quebrados - Please report broken links

Nome

E-mail *

Mensagem *