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13/07/12

Roger Waters é o campeão de bilheteria em shows no 1º semestre





A turnê de Roger Waters foi a que mais arrecadou no primeiro semestre deste ano

Os shows da turnê The Wall Live, do músico Roger Waters, ex-Pink Floyd, faturaram US$ 158,1 milhões nas bilheterias do mundo todo no primeiro semestre deste ano, superando as apresentações de Bruce Springsteen e Madonna, eternos líderes desse ranking.

Waters, que gravou com sua antiga banda do clássico disco The Wall, na década de 1970, atraiu mais de 1,4 milhão de pessoas aos seus shows neste ano, segundo a revista Pollstar, que monitora essas cifras.


A turnê Wrecking Ball, de Springsteen, que começou em março, ficou num distante segundo lugar, com US$ 79,9 milhões em ingressos vendidos.

Lady Gaga, Coldplay, Madonna e Paul McCartney também estão subindo aos palcos neste ano, contribuindo para uma alta de 1,2 por cento nas vendas de ingressos para os cem maiores shows realizados nos EUA. Somados, esses espetáculos venderam 18,6 milhões de ingressos, num valor de US$ 1,1 bilhão.

Refletindo a crise econômica nos EUA, o preço médio dos ingressos caiu de US$ 67,02 para US$ 60,68, menor valor desde 2007. O espetáculo mais rentável nos EUA foi o musical Michael Jackson: The Immortal, do Cirque du Soleil, que faturou US$ 78,5 milhões. Waters ficou em segundo nesse mercado, com US$ 61,9 milhões.

A Pollstar disse que Springsteen tem tudo para fechar o ano na liderança mundial do seu ranking, pois a turnêThe Wall Live já está para terminar, enquanto a Wrecking Ball vai se prolongar. Madonna corre por fora, pois ainda não levou sua atual turnê à América do Norte.


Os números da turnê são mirabolantes. A seguir, as músicas do set list com explicações sobre cada uma, a letra e alguns dos efeitos do show:


IN THE FLESH





Esta apresentação no filme mistura a morte do pai de Waters, o segundo tenente Eric Fletcher Waters, com flashes de jovens sendo pisoteados pela polícia num show de rock, o que realmente aconteceu num show do Pink Floyd em Los Angeles na turnê de 1980. No show fogos de artifício explodem durante a música, acompanhando os fortes acordes de guitarras. Ao fundo na tela circular o símbolo dos martelos cruzados e homens segurando bandeiras que são erguidos por um elevador. No centro do palco, Roger canta. No final da música fogos explodem no palco, um avião (levado por um fio) mergulha e explode em chamas no lado direito do palco (visto da platéia) sobre o muro, simbolizando a morte do pai de Waters. E finaliza com o choro de um bebê, o nascimento do personagem Pink Floyd, que nunca conheceu o pai.

Roger:

So ya thought ya
Might like to go to the show
To feel the warm thrill of confusion,
That space cadet glow.
Tell me, is something eluding you, sunshine?
Is this not what you expected to see?
If you wanna find out what's behind these cold eyes
You'll just have to claw your way through this disguise.


THE THIN ICE


Criado sem a presença masculina do pai, sua mãe teve que se desdobrar em dois e aí ela caiu na super proteção. Depois de perder o marido, ela cercou de cuidados o filho com medo de perdê-lo. O excesso de zelo materno sufocante o levou a começar a erguer o muro em torno de si. Os versos caracterizam a vida moderna como uma fina camada de gelo que pode rachar sob os pés, provocando grande medo em quem está sobre ela.

Robbie Wyckoff:

Momma loves her baby, and daddy loves you too.
And the sea may look warm to you babe
And the sky may look blue
Ooooh babe
Ooooh baby blue
Oooooh babe.

Projeção de pessoas mortas pela violência, incluindo um menino iraquiano.

Roger Waters tocando baixo:

If you should go skating
On the thin ice of modern life
Dragging behind you the silent reproach
Of a million tear-stained eyes
Don't be surprised when a crack in the ice
Appears under your feet.
You slip out of your depth and out of your mind
With your fear flowing out behind you
As you claw the thin ice.

Nas partes laterais do palco, parte do muro, são projetadas fotos de pessoas mortas pela violência, bem como na tela circular. No site de Roger, ocupam uma seção chamada Fallen Loved Ones.

ANOTHER BRICK IN THE WALL PART 1


Aqui o tom é de desespero pela ausência do pai, que atravessou o oceano deixando de lembrança apenas uma foto no álbum da família. Ele pergunta aos brados o que o pai deixou para ele. Esse desespero acrescenta mais um tijolo ao muro. Eric Fletcher Waters era segundo tenente no 8º batalhão da Companhia C dos Fuzileiros Navais Reais e morreu na batalha de Anzio, na Itália, em 18 de fevereiro de 1944, quando os alemães fizeram um contra-ataque. Não houve sobreviventes. Na letra há uma incorreção geográfica. O pai dele não atravessou o oceano, a parte de mar entre a Inglaterra e o continente é apenas o Canal da Mancha.
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Roger tocando baixo:

Daddy's flown across the ocean
Leaving just a memory.
A snapshot in the family album.
Daddy, what else did you leave for me?
Daddy, what d'ya leave behind for me?
All in all it was just a brick in the wall.
All in all it was all just bricks in the wall.

Uma parte instrumental, barulho de crianças e o som em fade in de um helicóptero faz a passagem para

THE HAPPIEST DAY OF OUR LIVES


Ao chegar à idade escolar, o jovem Pink vai para um sistema educacional rígido com professores déspotas que humilham os alunos, os castigam fisicamente e expõem suas fraquezas. Mas em casa eram subjugados por esposas psicopatas que faziam com eles o que eles submetiam seus alunos. Era o retrato da escola de ranço vitoriano na Inglaterra quando Roger cresceu após a Segunda Guerra Mundial. O jovem não tinha direitos, era obrigado a se submeter às regras do mundo adulto totalitário para "ser alguém" na vida e servir ao modelo reinante. Até se vestiam com roupas de adulto, terno com colete e tudo e as meninas com vestidos longos. Opressão na escola, outro tijolo no muro.

Barulho de crianças. Fala do professor durante a música (boneco do professor). "You, you, yes you. Stand still laddie.”

Roger:

When we grew up and went to school
There were certain teachers who would
Hurt the children in any way they could
By pouring their derision upon anything we did
And exposing every weakness
However carefully hidden by the kids
But in the town, it was well known
When they got home at night, their fat and
Psychopathic wives would thrash them
Within inches of their lives.

ANOTHER BRICK IN THE WALL PART 2


É a parte em que o coral de crianças canta a revolta contra o sistema de ensino. No show, em playback. Foi o grande sucesso do álbum, facilitado pela batida dance. As crianças cantam o "We don't need no education" para um boneco de nove metros do professor e depois se agrupam no canto do palco onde está o boneco para acossá-lo. Trazem nas camisetas a frase "Fear Builts Walls." No filme tudo isso se passa na imaginação de Pink, depois de levar umas chibatadas com a vara do professor, que o surpreendeu escrevendo poesias e o achincalha. Os versos que ele escreve no filme são de Money, um dos maiores sucessos do Pink Floyd. Esta repressão soma mais um tijolo no muro, como diz o último verso da canção.

Roger Waters (toca baixo) e Robbie Wyckoff:

We don't need no education.
We don't need no thought control.
No dark sarcasm in the classroom.
Teacher leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave them kids alone!
All in all it's just another brick in the wall.
All in all you're just another brick in the wall.

(Crianças em playback/cantam e dançam)
We don't need no education.
We don't need no thought control.
No dark sarcasm in the classroom.
Teacher leave them kids alone
Hey! Teacher! Leave those kids alone!
All in all you're just another brick in the wall.
(começa a construção do muro.)
All in all you're just another brick in the wall.

MOTHER


Antes de Mother, Roger, no centro do palco com violão, faz a homenagem a Jean Charles de Menezes, solidário com ele e com todas as vítimas do “terrorismo de estado”. A seguir, anuncia que vai cantar com ele mesmo projetado no telão da turnê de 1980, show na arena Earl’s Court.

Nesta, Pink mostra total submissão à mãe. Indaga se vão soltar a bomba, se vão gostar da canção, se deve construir o muro. Depois se deve aspirar à presidência, se deve confiar no governo (Projeção: “No Fucking Way!"). Na segunda parte, a mãe abre o jogo ao dizer que vai tornar realidade os pesadelos dele, que vai introjetar nele todos os seus medos, que vai ajudá-lo a construir o muro. Na terceira parte, ele pergunta se a mulher é boa para ele. Depois a mãe volta para dizer que vai checar todas as mulheres, sempre saberá onde ele esteve e que sempre vai ser um bebê para ela. No último verso ele pergunta se precisava ser tão alto (o muro). No filme ele é mostrado já adulto, como rockstar, casado com uma gata ruiva e começa a se alienar dela, que busca em vão uma vida matrimonial normal.

Roger:

Mother, do you think they'll drop the bomb?
Mother, do you think they'll like this song?
Mother, do you think they'll try to break my balls?
Ooooo. Mother, should I build the wall?
Mother, should I run for president?
Mother, should I trust the government?
(no telão: “No fucking way”)
Mother, will they put me in the firing line?
Oooooh aaah. Is it just a waste of time?
(alternate: Oooooh aaah. Mother am I really dying?)

Robbie:

Hush now, baby. Baby, don't you cry.
Mamma's gonna make all your nightmares come true.
Mamma's gonna put all of her fears into you.
Mamma's gonna keep you right here under her wing.
She won't let you fly, but she might let you sing.
Mama's gonna keep baby cozy and warm.
(uma camera de vigilância na tela circular, projeções da letra no muro)
Ooooh babe. Ooooh babe. Oooooh babe,
Of course mama's gonna help build a wall.

Roger:

Mother, do you think she's good enough - for me?
Mother, do you think she's dangerous - to me?
Mother, will she tear your little boy apart?
Ooooh aaah. Mother, will she break my heart?

Robbie:

Hush now, baby. Baby, don't you cry.
(boneco da mãe)
Mama's gonna check out all your girlfriends for you.
Mama won't let anyone dirty get through.
Mama's gonna wait up until you get in.
Mama will always find out where you've been.
Mama's gonna keep baby healthy and clean.
(No muro: “Big Brother is watching you”)
Ooooh babe. Oooh babe. Oooh babe,
You'll always be baby to me.

Roger:

Mother, did it need to be so high?

GOODBYE BLUE SKY


No filme é ilustrada com uma pomba da paz que se transforma na águia nazista e bombardeia inocentes. Pessoas com máscaras de gás são espancadas à morte. No show aparecem aviões B-52 que soltam bombas em formato de símbolos: cruzes (católicas), muçulmanos (o crescente com a estrela), judaicos (estrela da Davi), comunistas (martelo e foice), capitalistas (cifrão), triângulo da Mercedes Benz e a concha da Shell, aos versos de “Did you see the frightened ones” etc.

Um dos versos mais fortes da ópera está aqui: “Você já se perguntou por que tivemos que procurar abrigo quando a promessa de um admirável mundo novo desabrochou sob o claro céu azul?” O Admirável Mundo Novo parece a promessa de um mundo livre para todos, mas na verdade é o mundo do romance homônimo de Aldous Huxley e de 1984, de George Orwell, onde todos estão sob a vigília do Grande Irmão, uma presença cada vez mais sentida por nós (sorria, você está sendo filmado). A desilusão é mais um tijolo no muro.

Barulhos de jardim, pássaros e insetos. Voz de criança:

Look, mommy. There's an airplane up in the sky.

Robbie:

Di' di' di' did you see the frightened ones?
Di' di' di' did you hear the falling bombs?
Di' di' di' did you ever wonder why we
Had to run for shelter when the
Promise of a brave, new world
Unfurled beneath the clear blue sky?
Di' di' di' did you see the frightened ones?
Di' di' di' did you hear the falling bombs?
The flames are all long gone, but the pain lingers on.
Goodbye, blue sky
Goodbye, blue sky.
Goodbye. Goodbye.

EMPTY SPACES


Uma crítica ao consumismo. O que devemos fazer para preencher os espaços vazios onde antes coversávamos. Aqui aparecem as flores que trepam e geram um monstro que espalha terror sobre a terra. Um muro avança em alta velocidade destruindo bens de consumo comuns e de luxo e também uma igreja. Bombardeios, violência etc, projeções do filme de Alan Parker. Roger canta a letra usada no filme, diferente do LP.

Roger:

What shall we use to fill the empty spaces
Where waves of hunger roar?
Shall we set out across the sea of faces
In search of more and more applause?
Shall we buy a new guitar?
Shall we drive a more powerful car?
Shall we work straight through the night?
Shall we get into fights?
Leave the lights on? Drop bombs?
Do tours of the east? Contract diseases?
Bury bones? Break up homes?
Send flowers by phone?
Take to drink? Go to shrinks?
Give up meat? Rarely sleep?
Keep people as pets?
Train dogs? Race rats?
Fill the attic with cash?
Bury treasure? Store up leisure?
But never relax at all
With our backs to the wall.

YOUNG LUST


Mostra a vida dissoluta do Pink rock star com tudo que o folclore apregoa: bebidas, drogas, groupies devassas que pagam boquetes em seguranças pra ter acesso ao backstage e transam com roadies para chegar ao astro principal. “Será que alguma mulher nessa terra deserta vai me fazer sentir um homem de verdade? Preciso de uma mulher devassa.” Projeções da groupie, não a mesma do filme.

Robbie (Roger tocando baixo):

I am just a new boy,
A stranger in this town.
Where are all the good times?
Who's gonna show this stranger around?
(Com Roger e backing) Ooooh, I need a dirty woman.
Ooooh, I need a dirty girl.

Will some woman in this desert land
Make me feel like a real man?
Take this rock and roll refugee
Oooh, baby set me free.
Ooooh, I need a dirty woman.
Ooooh, I need a dirty girl.

Aqui entra em áudio os telefonemas que Pink dá de Los Angeles para a mulher em Londres, Faz chamadas a cobrar, mas quem atende é um líder do movimento antinuclear com quem ela passa a morar depois de ser desprezada pelo marido. No filme ela é mostrada chorando com o desprezo dele.

No filme, cercado pelo muro, ele vai até um orelhão, coloca um moeda e faz uma chamada a cobrar:

- Telefonista para o cara que atende em Londres ao lado da mulher dele na cama: “Yes, a collect call for Mrs. Floyd from Mr. Floyd. Will you accept the charges from the United States?” O cara desliga.

A telefonista dá uma de maldosa: “I wonder why he hung up. Is there supposed to be someone else there besides your wife?”

Nova tentativa, novo desligamento. Telefonista: “He keeps hanging up. It’s a man answering”.

No filme, Pink larga o telefone, se agacha e depois começa a arranhar o muro com as mãos, como se quisesse abrir uma saída. Isso conduz à música seguinte:

ONE OF MY TURNS


No filme tem a presença da groupie que se infiltrou no trailer no backstage e vai com ele ao quarto de hotel, onde fica admirada com o tamanho e o monte de bagulhos caros como guitarras, máquinas fotográficas, quadros, móveis, bebidas.

Ela: “Oh my god, what a fabulous room (começa a introdução da música).”Are all these your guitars? God this place is bigger than our whole apartment!” Ela se ajoelha ao lado dele, que está de olhos fixos na TV vendo um filme de guerra em preto e branco. “You like the tub han? Can I get a drink of water? Can I get you a drink of water?” Ela vai para o quarto e até o banheiro. “Look at this tub? Do you wanna take a bath?” Volta e pergunta “What are you watching. Hello? Are you feeling ok.”

No show é o mesmo diálogo, mas outra projeção.

Roger:

Day after day,love turns gray
Like the skin on a dying man.
And night after night we pretend it's all right.
But I have grown older, and
You have grown colder, and
Nothing is very much fun any more.
And I can feel one of my turns coming on.
I feel cold as a razor blade,
Tight as a tourniquet,
Dry as a funeral drum.

Aqui, no filme, ele explode e começa a quebrar tudo. Não mostrado no show.

Run to the bedroom,
In the suitcase on the left
You'll find my favorite axe.
Don't look so frightened,
This is just a passing phase,
One of my bad days.
Would you like to watch TV?
Or get between the sheets?
Or contemplate the silent freeway?
Would you like something to eat?
Would you like to learn to fly?
Would you like to see me try?
Would you like to call the cops?
Do you think it's time I stopped?
Why are you running away?

A groupie foge apavorada e ele pergunta no último verso por que ela está fugindo. Projeção só do rosto dela.

DON’T LEAVE NOW


Um apelo para que a esposa não o deixe, mas diz que precisa dela para colocá-la num triturador e para bater até transformá-la numa massa disforme.

Roger:

Ooooh babe, don't leave me now.
Don't say it's the end of the road.
Remember the flowers I sent.
I need you, babe,
To put through the shredder
In front of my friends.
Ooooh babe, don't leave me now.
How could you go?
When you know how I need you
To beat to a pulp on a Saturday night
Ooooh babe, don't leave me now.
How can you treat me this way?
Running away.
Ooooh babe.
Why are you running away?

Boneco da mulher dele durante o solo.

ANOTHER BRICK IN THE WALL PART 3


Isolado dentro do muro, Pink diz que não precisa de nada. No show há projeções de um cara falando francês que é esmagado e de colagens projetadas no muro, que agora tem apenas três brechas mostrando Roger e alguns músicos.

Roger:

I don't need no arms around me.
And I don't need no drugs to calm me.
I have seen the writing on the wall.
Don't think I need anything at all.
No! Don't think I'll need anything at all.
All in all it was all just bricks in the wall.
All in all you were all just bricks in the wall.

Projeções de gente tentando pular o muro, helicóptero militar passa. Uma parte instrumental que não faz parte do disco nem do filme, depois entra o riff de Empty Spaces.

GOODBYE CRUEL WORLD


Sozinho na única brecha do muro, Roger canta a despedida no falso suicídio do personagem. Quando ele acaba de cantar, colocam o último tijolo

Goodbye cruel world,
I'm leaving you today.
Goodbye, goodbye, goodbye.
Goodbye, all you people,
There is nothing you can say
To make me change my mind.
Goodbye

INTERVALO DE 20 MINUTOS

HEY YOU


Quando começa a segunda parte, o muro está pronto, com 130 metros por 11 de altura e vira uma imensa tela de projeção. Não se vê os músicos. Nesta música a projeção sobre o muro é do muro do filme, mal acabado com sobras de massa e sujo. Pink está enclausurado cantando para quem está do lado de fora. Ele indaga a quem está de fora no frio, solitário e envelhecendo, se pode senti-lo. Pede que não os ajudem a enterrar a luz e não desistam sem lutar. Indaga a quem está na estrada e sempre obedece ordens se pode ajudá-lo. Diz que o muro é alto demais e por mais que tente não consegue sair e que os vermes estão comendo seu cérebro.

Robbie:

Hey you, out there in the cold
Getting lonely, getting old, can you feel me?
Hey you
With itchy feet and fading smiles, can you feel me?
Hey you, don't help them to bury the light
Don't give in without a fight.
Hey you, out there on your own
Sitting naked by the phone, would you touch me?
Hey you, with you ear against the wall
Waiting for someone to call out, would you touch me?
Hey you, would you help me to carry the stone?
Open your heart, I'm coming home.

Roger:

But it was only fantasy.
The wall was too high, as you can see.
No matter how he tried, he could not break free.
And the worms ate into his brain.

Projeção: estrondo, parece que o muro abre e um monstro escapa

Hey you, out there on the road
Always doing what you're told, can you help me?
Hey you, out there beyond the wall,
Breaking bottles in the hall, can you help me?
Hey you, don't tell me there's no hope at all.
Together we stand, divided we fall.



IS THERE ANYBODY OUT THERE?

Grito de desespero. “Tem alguém aí fora?” Esta tem uma bela parte instrumental com violão e teclados, The Last Few Bricks.

Roger:

Is there anybody out there?

Canhões de luz branca sobre a platéia

Is there anybody out there?
Is there anybody out there?
Is there anybody out there?

NOBODY HOME


Roger canta no cenário de um quarto com uma poltrona, um abajur e o letreiro fluorescente Tropicana com um coqueiro. Ele descreve seu isolamento dentro do muro como se estivesse numa cela, com algumas regalias, é verdade, como uma TV com 13 canais de merda à sua escolha, uma escova de dentes e um pente, uma colher de prata pendurada no pescoço, um penteado ao estilo de Hendrix. Diz que tem uma vontade muito grande de voar, mas não tem para onde ir.

Roger:

I've got a little black book with my poems in.
Got a bag with a toothbrush and a comb in.
When I'm a good dog they sometimes throw me a bone in.
I got elastic bands keeping my shoes on.
Got those swollen hand blues.
I've got thirteen channels of shit on the T.V. to choose from.
I've got electric light.
And I've got second sight.
I've got amazing powers of observation.
And that is how I know
When I try to get through
On the telephone to you
There will be nobody home.
I've got the obligatory Hendrix perm.
And the inevitable pinhole burns
All down the front of my favorite satin shirt.
I've got nicotine stains on my fingers.
I've got a silver spoon on a chain.
I've got a grand piano to prop up my mortal remains.
I've got wild staring eyes.
And I've got a strong urge to fly.
But I've got nowhere to fly to.
Ooooh, Babe. When I pick up the phone
There's still nobody home.
I've got a pair of Gohills boots
And I've got fading roots.

Audio de filmes que ele vê na televisão “Where da hell are you?”

VERA LYNN

Vera Lynn foi uma cantora muito popular na Segunda Guerra. Ela viajava para cantar para as tropas e sua canção We’ll Meet Again se tornou um símbolo da esperança das famílias em ter de volta os pais, irmãos, namorados e maridos que foram para a guerra. “Lembra como ela disse que nos veríamos novamente num dia de sol?” diz a letra. Pergunta quem se lembra dela e por onde ela anda (vai muito bem aos 95 anos).

Projeções antigas de pessoas se reencontrando

Roger:

Does anybody here remember Vera Lynn?
Remember how she said that
We would meet again
Some sunny day?
Vera! Vera!
What has become of you?
Does anybody else in here
Feel the way I do?

BRING THE BOYS BACK HOME


No filme se passa numa estação de trem onde chegam soldados da guerra e todos cantam a canção. No show vira um libelo pela paz e contra a pobreza. No telão aparece trecho de um discurso de Dwight Eisenhower, comandante supremo aliado na Segunda Guerra, diante da Sociedade Americana de Editores de jornais em 16 de abril de 1953, o ano em que assumiu a presidência dos Estados Unidos (governou até 1961).

“Every gun that is made, every warship launched, every rocket fired, signifies, in the final sense, a theft from those who hunger and are not fed, those who are cold and not clothed” (“Cada arma fabricada, cada navio de guerra lançado, cada foguete disparado significa, no final das contas, um roubo dos que estão com fome e não são alimentados, dos que estão com frio e não tem roupas.”)

No muro são projetadas cenas da desolação africana, multidões famintas.

Roger e coro:

Bring the boys back home.
Bring the boys back home.
Don't leave the children on their own, no, no.
Bring the boys back home.

COMFORTABLY NUMB


A segunda canção mais conhecida da ópera. Pink está em seu quarto totalmente catatônico. Seu empresário manda arrombar a porta e encontra a bagunça que ele fez. Tem a fala do filme, uma batida na porta e o chamado “Time to go”, enquanto uma voz etérea (que seria da groupie) pergunta “Are you feeling OK?” É a canção que vai começar a transição dele para o líder ao estilo hitlerista que virá a seguir, com o símbolo dos dois martelos. Na letra ele descreve delírios e diz que se tornou confortavelmente entorpecido.

Coro: Is There anybody out there?

Roger:

Hello, is there anybody in there?
Just nod if you can hear me.
Is there anyone home?
Come on, now, I hear you're feeling down.
Well I can ease your pain
And get you on your feet again.
Relax, I need some information first.
Just the basic facts.
Can you show me where it hurts?

Robbie (no alto do muro):

There is no pain you are receding.
A distant ship, smoke on the horizon.
You are only coming through in waves.
Your lips move but I can't hear what you're saying.
When I was a child I had a fever
My hands felt just like two balloons.
Now I've got that feeling once again
I can't explain, you would not understand
This is not how I am.
I have become comfortably numb.

Solo: guitarrista no alto do muro

I have become comfortably numb.

Roger:

Ok, just a little pinprick.
There'll be no more...aaaaaaaaah!
But you may feel a little sick.
Can you stand up?
I do believe it's working good.
That'll keep you going through the show
Come on it's time to go.

Robbie:

There is no pain you are receding.
A distant ship, smoke on the horizon.
You are only coming through in waves.
Your lips move but I can't hear what you're saying.
When I was a child I caught a fleeting glimpse
Out of the corner of my eye.
I turned to look but it was gone
I cannot put my finger on it now
The child is grown, the dream is gone.
I have become comfortably numb.

Segundo solo. Como sempre, reproduz o solo de Gilmour e depois improvisa.

THE SHOW MUST GO ON

Como se diz sempre, o show deve continuar. Na transição Pink apela ao pai e à mãe, indaga se tem que se levantar com um olhar feroz diante das luzes, que é um pesadelo e que devia se virar e correr.”Não devia ter deixado eles levarem minha alma.” Robbie canta no centro do palco com quatro vocalistas atrás dele.

(Coro) Ooooh, Ma, Oooh Pa
Must the show go on?
Ooooh, Pa. Take me home
Ooooh, Ma. Let me go
Do I have to stand up
Wild eyed in the spotlight?
What a nightmare. Why
Don't I turn and run.
There must be some mistake
I didn't mean to let them
Take away my soul.
Am I too old, is it too late?
Ooooh, Ma, Ooooh Pa,
Where has the feeling gone?
Ooooh, Ma, Ooooh Pa,
Will I remember the song?
The show must go on.

IN THE FLESH


Pink vira um líder fascista que descarrega seus preconceitos para uma audiência que aplaude seus absurdos contra homossexuais, judeus, negros e pessoas de pele manchada, diz que gostaria de fuzilar todos. É inspirado no líder nazista inglês da década de 30 Oswald Mosley. Também uma crítica aos fãs que seguem seus rock pop stars sem uma visão crítica, se tornam massas de manobra como se vê nos que caem nas garras dos Justin Biebers da vida.

No show, o muro está tomado por colunas com o símbolo dos martelos cruzados, músicos de preto usam braçadeiras com o símbolo dos dois martelos. Roger chega de sobretudo e braçadeira encarnando o líder. A banda reaparece, desta vez do lado de cá do muro.

Roger:

So ya thought ya
Might like to go to the show.
To feel that warm thrill of confusion,
That space cadet glow.
I've got some bad news for you sunshine,
Pink isn't well, he stayed back at the hotel
And they sent us along as a surrogate band
We're gonna find out where you fans really stand.
Are there any queers in the theater tonight?
Get them up against the wall.
(coro: 'Gainst the wall!)
There's one in the spotlight, he don't look right to me,
Get him up against the wall.
(coro: 'Gainst the wall!)

That one looks Jewish!
And that one's a coon!
Who let all of this riff-raff into the room?
There's one smoking a joint!
And another with spots!
If I had my way,
I'd have all of you shot!

RUN LIKE HELL


No filme mostra cenas de violência das gangues neonazistas contra pessoas comuns. No show ele mostra um filme militar em que o piloto de um helicóptero no Iraque informa ao comando que viu um grupo de guerrilheiros armados com fuzis AK-47 e pede permissão para atacar. Permissão dada, atiram e os homens caem mortos. Na verdade, no meio dos homens estavam os cameras da agência Reuters Saeed Chmagh e Namir Noor-Eldeen que tiveram seu equipamento confundido pelos militares por armas e foram assassinados.

A letra fala da violência das gangues : "Se o martelo bater na porta é melhor correr o dia e a noite inteiros. Mantenha seus sentimentos sujos bem escondidos. Se for pego com a namorada no banco de trás do carro, será mandado de volta para sua mãe num caixão" (no filme espancam um negro que está nesta posição e estupram a namorada dele).

No show soltam o porco, que vem com inscrições diferentes em cada lugar. Geralmente inclui os símbolos de poder como cifrão, os martelos, o martelo e a foice com o slogan “Confie em nós”.

Coro: Run. Run. Run. Run.

Roger e Robbie alternam:

You better make your face up in
Your favorite disguise.
With your button down lips and your
Roller blind eyes.
With your empty smile and your hungry heart.
Feel the bile rising from your guilty past.
With your nerves in tatters
As the cockle shell shatters
And the hammers batter down the door.
You better run.
You better run all day and run all night.
And keep your dirty feelings deep inside.
And if you're taking your girlfriend out tonight
You better park the car well out of sight.
Cause if they catch you in the back seat
Trying to pick her locks,
They're gonna send you back to mother
In a cardboard box.
You better run.

WAITING FOR THE WORMS


O líder fascista está isolado no bunker dentro do muro esperando os vermes chegarem e grita ordens para seus comandados. Fala em agredir judeus (jews), negros (coons), comunistas (reds) e gays (queers). “Vocês gostariam de ver Brittania mandar de novo? Tudo que tem a fazer é seguir os vermes.” Uma alusão às glórias passadas do império britânico, onde diziam que o sol nunca se punha.

Robbie:

Ooooh, you cannot reach me now
Ooooh, no matter how you try
Goodbye, cruel world, it's over
Walk on by.
Sitting in a bunker here behind my wall

Roger:

Waiting for the worms to come.

Robbie:

In perfect isolation here behind my wall

Roger:

Waiting for the worms to come.

Com megafone

Waiting to cut out the deadwood.
Waiting to clean up the city.
Waiting to follow the worms.
Waiting to put on a black shirt.
Waiting to weed out the weaklings.
Waiting to smash in their windows
And kick in their doors.
Waiting for the final solution
To strengthen the strain.
Waiting to follow the worms.
Waiting to turn on the showers
And fire the ovens.
Waiting for the queers and the coons
and the reds and the Jews.
Waiting to follow the worms.

Robbie:

Would you like to see Britannia
Rule again, my friend?

Roger:

All you have to do is follow the worms.

Roger:

Would you like to send our colored cousins
Home again, my friend?

Robbie:

All you need to do is follow the worms.

Roger fala num megafone, ao dando ordens para seus comandados. No disco é algo como “Os Vermes vão se reunir na estação de ônibus de Brixton. Às 12 horas desceremos a Stockwell Road...Abbot Road...às 12 para as três desceremos a Lambeth Road rumo a Vauxhall Bridge. Quando chegarmos do outro lado estaremos na área de Westminster. É bem possível que encontremos... (“The Worms will convene outside Brixton Bus Station. We'll be moving along at about 12 o'clock down Stockwell Road ...Abbot's Road...twelve minutes to three we'll be moving along Lambeth Road towards Vauxhall Bridge. Now when we get to the other side of Vauxhall Bridge we're in Westminster. It's quite possible we may encounter some...").

Projeção no muro dos martelos marchando.

STOP

Pink dá o grito de Pare! Diz que quer tirar o uniforme e voltar para casa, e pergunta se tem sido culpado todo o tempo. No show, um boneco simbolizando o Pink está no alto do muro e cai no final da canção.

Roger:

Stop!
I wanna go home.
Take off this uniform
And leave the show.
But I'm waiting in this cell
Because I have to know
Have I been guilty all this time?

THE TRIAL


Chega a hora do (auto) julgamento. O professor e a ex-mulher são testemunhas de acusação, querem acabar com ele. A mãe, de defesa, faz seu discurso de super proteção. Dizem que ele está completamente maluco. O juiz dá a sentença, diz que nem precisa o júri se reunir. Diz que ele é culpado por tudo que fez. “Uma vez que revelou seus medos mais profundos eu o sentencio a ser exposto diante de seus iguais. Arrebentem o muro!” grita o juiz.

O muro explode no show ao som do coro de “tear down the wall”. A projeção aqui é toda do filme.

Roger (playback?):

Good morning, Worm your honor.
The crown will plainly show
The prisoner who now stands before you
Was caught red-handed showing feelings
Showing feelings of an almost human nature.
This will not do.

Juiz: Call the schoolmaster!

I always said he'd come to no good
In the end your honor.
If they'd let me have my way I could have
Flayed him into shape.
But my hands were tied,
The bleeding hearts and artists
Let him get away with murder.
Let me hammer him today.
Crazy...toys in the attic I am crazy,
Truly gone fishing.
They must have taken my marbles away.

Coro:

Crazy, toys in the attic. He is crazy.

Juiz: Call the defendant’s wife!

Roger:

You little shit you're in it now,
I hope they throw away the key.
You should have talked to me more often
Than you did, but no!
You had to go your own way. Have you broken any homes up lately?
Just five minutes, Worm your honor,
Him and Me, alone.

Baaaabe!
Come to mother baby, let me hold you in my arms.
M'Lord I never wanted him to get in any trouble.
Why'd he ever have to leave me?
Worm, your honor, let me take him home.
Crazy, over the rainbow, I am crazy,
Bars in the window.
There must have been a door there in the wall
When I came in.

Coro:

Crazy, over the rainbow, he is crazy.

Roger(como o juiz):

The evidence before the court is incontrovertible
There's no need for the jury to retire.
In all my years of judging I have never heard before
Of someone more deserving of the full penalty of law.
The way you made them suffer,
Your exquisite wife and mother,
Fills me with the urge to defecate!
Since, my friend, you have revealed your deepest fear
I sentence you to be exposed before your peers.
Tear down the fucking wall!

(Coro da multidão):

Tear down the wall!

O muro explode

OUTSIDE THE WALL


Roger entra com a banda, alguns com instrumentos acústicos – bandolim, violão, ukelele, acordeom – o próprio Roger com um trompete. É o encerramento.Na tela circular uma figura de menina desce trazida por balões de gás

Roger (chuva de papel picado):

All alone, or in twos,
The ones who really love you
Walk up and down outside the wall.
Some hand in hand
And some gathered together in bands.
The bleeding hearts and artists
Make their stand.
And when they've given you their all
Some stagger and fall, after all it's not easy
Banging your heart against some mad bugger's wall.


Redação: Jamari França

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