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08/10/2021

Animals Reimagined – A Tribute To Pink Floyd


Animals Re-imagined: Tribute Cleopatra Records

Dogs (Graham Bonnet; Vinnie Moore; Kasim Sulton; Jordan Rudess; Pat Mastelotto)


Seguindo o projeto de grande sucesso Still Wish You Were Here (confira abaixo) lançado em maio deste ano, outro encontro de estrelas do rock clássico progressivo se reúne para interpretar o ambicioso álbum conceitual "Animals" do Pink Floyd de 1977.

Combinando o magnífico trabalho de guitarra de David Gilmour com o humor ácido e cínico das letras do gênio Roger Waters, Animals é amplamente saudado pelos fãs do Pink Floyd como um dos álbuns mais conceituais e intransigentes do grupo em sua carreira, sendo aclamado por grande parte como senão o melhor, ao vivo certamente o é, mas o mais impactante, chocante metaforicamente, "Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros"

Inspirado reconhecido pelo próprio Waters, na obra literária A Revolução dos Bichos (Animal Farm, 1946), de George Orwell, o álbum Animals rendeu inclusive um livro intitulado "A distopia animalesca de George Orwell no rock progressivo", de *Lucas Moreira, UFBA, acessível em PDF aqui.

Quem é porco? Quem é cachorro? Quem é ovelha? Quem é humano? Quais as diferenças entre eles? Quais as semelhanças? De acordo com suas atitudes, um ser humano pode se assemelhar a um porco, a um cachorro ou a uma ovelha, se, para efeitos de comparação fabulosa e metafórica, forem levadas em conta algumas características atribuídas a esses animais. O porco é o ser que atropela tudo movido pelo incontrolável desejo de saciar seus interesses imediatos, resumidos a uma fome voraz (que, transposta para o universo humano, pode ser entendida como fome de poder, de riquezas, de fama etc.). O cachorro é o bajulador inconsequente desprovido da proatividade do porco, mas que se alia a ele para também atender a seus interesses próprios e de ascensão. A ovelha é a grande população submissa, vampirizada pelos porcos e pelos cachorros, sem iniciativa de reação; os inocentes úteis; a massa ignara. (Marcos Kirst, GZH- RBS)

Animals Reimagined - A Tribute To Pink Floyd está programado para lançamento em 19 de novembro de 2021 em CD, versão digital e também em vinil, chegando em 2022. A versão em CD vem editado em um Digipak Deluxe com arte criada em 6 painéis pelo artista digital de maior sucesso atualmente, Mike “Beeple” Winkelmann, e com capa desenhada por James McCarthy.


O projeto reúne alguns dos músicos e cantores mais consagrados do planeta, incluindo a lenda da guitarra do jazz-rock Al Di Meola, o mago dos teclados Rick Wakeman, o padrinho do rock psicológico Arthur Brown, o mestre da bateria Billy Cobham, o eclético e exímio guitarrista Jan Akkerman do Focus, Vinnie Moore do UFO, David J do Bauhaus, e James LaBrie e Jordan Rudess do Dream Theater.

Cada faixa deste trabalho inovador foi completamente reinventada com elegância e recursos de produção modernos, adições musicais de bom gosto, contudo, mantendo-se fiel às composições inebriantes e sutilmente complexas do álbum original.

Basta ouvir a nova versão de “Dogs”, vídeo acima, uma soberba suíte de 17 minutos cantada por Graham Bonnet do Rainbow com Vinnie Moore na guitarra, Kasim Sulton do Utopia no baixo, Jordan Rudess do Dream Theater nos teclados e o baterista do King Crimson Pat Mastelotto.


Track Listing and Artisis

1. Pigs On A Wing 1 – Nick van Eede (Cutting Crew) & Martin Barre (Jethro Tull)

2. Dogs – Graham Bonnet (Rainbow), Vinnie Moore (UFO), Kasim Sulton (Utopia), Jordan Rudess (Dream Theater) & Pat Mastelotto (King Crimson)

3. Pigs (Three Different Ones) – James LaBrie (Dream Theater), Al Di Meola, Joe Bouchard (Blue Öyster Cult), Patrick Moraz (The Moody Blues) & Billy Cobham (Mahavishnu Orchestra)

4. Sheep – Arthur Brown, Rick Wakeman (Yes), Jan Akkerman (Focus), David J. (Bauhaus) & Carmine Appice (Cactus/Vanilla Fudge)

5. Pigs On A Wing 2 – Jon Davison (lead vocalist for Yes), Albert Lee & Billy Sherwood (Yes).


A Tribute to Pink Floyd 2021 - Still Wish You Were Here
Confira abaixo a íntegra do projeto anterior:



"Still Wish You Were Here - A Tribute To Pink Floyd", foi lançado 28 de maio e igualmente conta com a participação de músicos consagrados, como o fantástico guitarrista Steve Hackett, o também o virtuoso Joe Satriani, o genial saxofonista Mel Collins, os vocalistas James Labrie (Dream Theater) e Geoff Tate (Queensryche), o baixista David Ellefson (ex-Megadeth), o baterista, mestre Ian Paice (Deep Purple) além do extraordinário Rick Wakeman.

Track Listing and Artisis

"Shine On You Crazy Diamond" (parte1-parte5)
Geoff Tate, Steve Hackett , Billy Sheehan, Mel Collins, Geoff Downes, e Ian Paice

"Welcome To The Machine"
Todd Rundgren, Rick Wakeman e Tony Levin

"Have A Cigar"
James LaBrie, Steve Stevens, Patrick Moraz, Rat Scabies e Jah Wobble

"Wish You Were Here"
Rik Emmett, Joe Satriani, Edgar Froese, David Ellefson e Carmine Appice

"Shine On You Crazy Diamond" (parte 6-parte9)
Rod Argent, Steve Hillage, Ian Paice e Bootsy Collins




"A distopia animalesca de George Orwell no rock progressivo"
*Estudo linguístico e literário de Lucas Moreira, Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (laboratório urbano)

Resumo:
À luz das traduções intersemióticas, reaproximamos a obra literária A Revolução dos Bichos (Animal Farm, 1946), de George Orwell, e o álbum Animals (1977), da banda de rock progressivo Pink Floyd, de modo a realizarmos análises comparativas sobre as transmutações que os signos de linguagens verbais sofreram ao migrarem para um código de linguagem musical. Com o foco nos aspectos da animalidade, veremos como tal instinto, compartilhado entre humanos e alegorias animalescas para representar formas de poder na arte, foi tratado nas duas distopias de linguagens diferentes, sendo que a obra pinkfloydiana é declarada e explicitamente decalque da literatura orwellinana.




“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”

Bezerra de Menezes


21/09/2021

A conexão Doctor Strange e Pink Floyd


Animated Album Cover - Pink Floyd - "A Saucerful of Secrets" (1968)


A primeira colaboração entre o Pink Floyd e o lendário grupo de design gráfico Hypgnosis foi a capa do segundo álbum da banda, “A Saucerful of Secrets”, de 1968, sendo uma combinação de vários elementos visuais enigmáticos e psicodélicos, e escondidas entre eles há imagens extraídas diretamente de uma famosa página da edição Nº.158 do gibi “Strange Tales”. Nela percebe-se a imagem do terrível destino que seria imposto ao planeta Terra pelo personagem onipotente Tribunal Vivo (que possui um poder quase ilimitado, que o torna capaz de destruir por completo dimensões e realidades, suas três cabeças são capazes de ver o futuro, presente e o passado), e os esforços do Doutor Estranho em salvá-la. Roger Waters, pediu autorização a Stan Lee para colocar uma imagem do Mago Supremo na capa do  álbum.  

Em uma entrevista sobre design, o idealizador da capa, o genial Storm Thorgerson, disse:


“… A capa é uma tentativa de representar coisas em que a banda estava interessada, coletiva e individualmente, apresentadas de uma forma que fosse proporcional à música. Em um turbilhão, mapa astrológico vermelho com bordas borradas / Imagens do Dr. Estranho se fundindo, e um milhão de milhas de distância de certas experiências farmacêuticas. Começando com Saucerful, eles estavam começando a experimentar com mais peças de maior duração, e a música seria em cascata mudando de coisa em coisa.”


Doctor Strange e Pink Floyd tiveram início durante a década de 60, uma década conhecida pela expansão da mente, experimentação psicodélica e pelo avanço das fronteiras culturais e artísticas. Nenhum deles estava exatamente em sintonia com o resto de seu gênero respectivamente. E foi em um ambiente que tentava alcançar tais experiências xamânicas, fortemente influenciado pelo livro “As Portas da Percepção” de Aldous Huxley, seja para obter o autoconhecimento, encontrar um sentido religioso na vida, ou meramente servir de válvula de escape aos problemas cotidianos, que apareceram as bandas ditas psicodélicas. Nesta época Pink Floyd com certeza não imaginava que um dia a banda se tornaria a maior de Rock Progressivo de todos os tempos.


Doctor Strange usou de práticas ocultas como magia e projeção astral para derrotar seus inimigos em vez da força bruta. O Pink Floyd chamou rapidamente a atenção na cena de Rock Psicodélico pelo seu som único, repleto de efeitos criados pela dupla Barrett e Wright, alguns nunca usados antes, e, shows com uma iluminação hipnótica que se tornaria uma marca registrada da banda em sua primeira fase. Sem surpresa, os quadrinhos Doctor Strange eram populares nos campos universitários quando a revolução da contracultura do período começou a se estabelecer na arte surreal de Steve Ditko, desenhista e roteirista norte-americano que ao lado de Stan Lee criou Doctor Strange, para a Marvel Comics. Nada traduziria tão perfeitamente estas “viagens” do que as imagens das batalhas místicas deste herói dos gibis. As várias dimensões visitadas pelo Mago Supremo era psicodelia pura.

A arte de Steve Ditko

Em entrevista ao The Daily News, via Comicbook, o diretor Scott Derrickson, na ocasião, falou sobre a sua concepção para Doctor Strange:


"Doctor Strange é um autêntico representante do psicodelismo. Se você ama os quadrinhos iniciais de Stan Lee e Steve Ditko, com aquela ambição visual, ancorada no psicodélico, penso que sairá bastante satisfeito dos cinemas. A fonte primária para o design visual de todo o filme veio daqueles quadrinhos,” disse o diretor.

Derrickson é um fã de Doctor Strange e desde as primeiras reuniões sobre o filme ele citou os quadrinhos dos anos 60. “Eu disse para eles que o filme deveria ser audacioso, como os quadrinhos dos anos 60. Eu quis atores reais e talentosos enquanto lidam com o sobrenatural”.

 

“Interstellar Overdrive” durante uma sequência chave no início do filme, vêm do primeiro álbum do Pink Floyd, The Piper At The Gates of Dawn. A versão do álbum chega a quase 10 minutos, mas as versões ao vivo podem durar mais, e são acompanhadas por um show de projeções de luzes psicodélicas que conduzem à expansão da mente. 


Psicodelia é uma manifestação da mente que altera a percepção sensorial, causando alucinações. Então, uma experiência psicodélica é um conjunto de experiências estimuladas pela privação sensorial, bem como por efeito no sistema nervoso de substâncias psicodélicas.


O filme Doctor Strange é certamente associado a visuais de viagens de LSD, psilocibina e mescalina (Strange até questiona a Monja de adicionar algo do gênero em seu chá), confira o trecho acima.

A faixa-título, "A Saucerful of Secrets" soa como uma hipotética sequência de "Interstellar Overdrive", já que é outro instrumental estendido que dá mais ênfase ao som experimental do que a qualquer coisa que se assemelhe a uma estrutura musical tradicional do rock. Em outras palavras, é um acompanhamento perfeito para a sua leitura dos quadrinhos de Doctor Strange da época.


No ano seguinte, quando trabalhando na trilha sonora do filme “More”, o baixista da banda Roger Waters escreveu a música Cymbaline, uma música que contrasta sua suavidade sonora com a letra em que descreve um pesadelo. Entre várias imagens oníricas relatadas, há uma referência direta ao Doutor.

Doctor Strange is always changing size…

E, recentemente, Benedict Cumberbatch, o ator que interpreta o misterioso doutor, cantou "Comfortably Numb" num show de Gilmour, alimentando ainda mais as referências psicodélicas e obscuras, tanto do Pink Floyd quanto de Dr. Strange.

Double Take - The Doctor Strange / Pink Floyd Connection


David Gilmour - Comfortably Numb (featuring Benedict Cumberbatch)








Fontes: The Den of Geek magazine, Rockontro, Marcelo Donati, Dínamo Studio, Torre de Vigilância, Google

06/09/2020

Roger Waters, comemora seu aniversário de 77 anos




Roger Waters, comemora seu aniversário de 77 anos hoje. Como inúmeros tributos confirmam, ele é um dos músicos mais aclamados de sua geração.

Popular músico, Roger Waters sempre gostou de deixar um pouco de si escondido do olhar público. Aos 77, ele continua sendo um homem de muitas faces.

Waters, um ícone cultural

Nascido George Roger Waters em Great Bookham, em 6 de setembro de 1943, sua carreira abrange um período de muitas épocas e gostos diferentes da história britânica. Waters não é apenas um excelente músico; ele é uma inspiração, um ícone e um homem de negócios de sucesso. Nesta altura em sua carreira, parece haver muito pouco que Roger ainda não realizou.

E temos a sensação de que os próximos 12 meses serão ainda maiores e melhores para Roger Waters, pois ele promete mais por vir. Afinal, ele tem apenas 77 anos.

As páginas do Pink Floyd nas redes sociais fizeram uma publicação em lembrança ao seu aniversário

A postagem chama atenção não só pela homenagem a Roger Waters, como, também, por finalmente divulgar o novo trabalho ao vivo do músico, "Us + Them", lançado neste ano. Waters criticou Gilmour, responsável por administrar o Pink Floyd mesmo após o fim da banda, por não deixá-lo usar as redes do grupo para promover "Us + Them".

"Um feliz aniversário para Roger Waters, que lançou a recente gravação do show 'Us + Them' em menos de um mês", diz a publicação.






Feliz Aniversário, Roger!



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David Gilmour


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