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27/05/2023

Polícia alemã investiga Roger Waters por alusão ao nazismo



Personagem que aparece vestido como líder fascista 
vem do álbum 'The Wall', de 1979, e já apareceu 
em turnês anteriores de Waters
#thinkfloyd61
Polícia alemã investiga Roger Waters por  
usar roupas com alusão ao nazismo durante show


A polícia de Berlim anunciou nesta sexta-feira que está investigando o co-fundador do Pink Floyd, Roger Waters, por incitar o ódio depois que ele usou traje de estilo nazista em um show na capital alemã. Em algumas imagens divulgadas nas redes sociais, Waters pode ser visto vestido com um casaco preto e pulseiras vermelhas, em show oferecido no dia 17 de maio na Arena Mercedes-Benz, em Berlim.

O figurino já era usado pelo músico e pela banda na turnê "The Wall" — inclusive no show especial "The Wall em Berlim", de 1990, pouco depois da queda do muro. A inspiração vem da trama do álbum "The Wall", de 1979, no qual o personagem Pink constrói um muro metafórico (e real no show) a partir dos seus traumas de infância (a morte do pai na guerra, a mãe opressora, o sistema educacional que transforma crianças em robôs, etc). Após se isolar completamente, o personagem têm delírios autoritários e passa a agir como um líder fascista diante da plateia, numa crítica de Waters à relação entre público e artistas.

"Estamos investigando as suspeitas de incitação ao ódio, porque as roupas usadas no palco podem exaltar ou justificar o regime nacional-socialista e perturbar a ordem pública", disse à AFP o porta-voz da polícia de Berlim, Martin Halweg. "A roupa lembra a de um oficial da SS."

As mídias alemã e israelense também indicam que, durante o show, foram utilizadas inscrições em letras vermelhas em uma tela com os nomes de Anne Frank e Shireen Abu Akleh, a jornalista palestina-americana do canal Al Jazeera que morreu em uma operação israelense em maio de 2022.

"Estamos investigando e assim que o processo estiver concluído, vamos transmitir ao ministério público para uma avaliação jurídica final", disse o porta-voz da polícia, que destacou que será o Ministério Público quem decidirá se entre ou não com uma ação contra o cantor britânico.

O show, que também passará pelo Brasil em outubro e novembro, atraiu fortes críticas em Israel. O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusou Waters na quarta-feira "de ter manchado a memória de Anne Frank e dos seis milhões de judeus assassinados durante o Holocausto".

"Waters quer comparar Israel aos nazistas" e é "um dos maiores detratores dos judeus de nosso tempo", disse o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, no Twitter.

Waters é um conhecido ativista pró-palestino, que encenou um porco inflável com a estrela de David em seus shows e apoiou ações de boicote contra produtos israelenses. As próprias autoridades de Frankfurt cancelaram um concerto do músico britânico no dia 28 de maio, mas a decisão foi anulada por um tribunal administrativo em nome da liberdade de expressão.

Um vídeo publicado pelo perfil "StopAntisemitism" ("Pare com o antissemitismo", em tradução livre) mostra a parte do show em que o cantor usa os trajes e interpreta um fuzilamento. O Twitter manteve o vídeo, mas sinalizou que o registro estava fora de contexto, explicando se tratar de uma encenação.

"Roger Waters interpreta um Pink Floyd, um astro do rock que toma uma overdose e cai na loucura, alucinando que é um ditador em um comício fascista, e o público é seu apoiador. É um papel famoso interpretado por Bob Geldof no filme “Pink Floyd: The Wall” (1982)", diz a nota da rede social.




08/04/2023

Mel Collins falou da turnê KAOS com Roger (Best of Roger Waters live at Colisee de Quebec - 1987 FLAC) entrevista Rolling Stone





Roger Waters Wembley FM Capital Radio Broadcast - Wembley Arena, London  November 21th 1987

1-Who Needs Information
2-Me or Him
3-Powers That Be
4-Sunset Strip

Radio K.A.O.S. Tour 1987 :
Roger Waters accoustic guitar, bass guitar, vocals
Andy Fairweather-Low bass guitar
Jay Stapley guitar
Paul Carrack keyboards, vocals
Mel Collins saxophone
Graham Broad drums
Katie Kissoon backing vocals
Doreen Chanter backing vocals
Jim Ladd radio DJ
* Claire Tory guest vocals on Great Gig In The Sky



Homenageado, Mel Collins em entrevista com a Rolling Stone:

Em outubro, dia 26, em 2021, uma longa entrevista do saxofonista Mel Collins intitulada "Mel Collins em seus anos com King Crimson, Rolling Stones e Roger Waters" foi publicada no site da Rolling Stone, que homenageou suas inúmeras estações musicais e carreira. 

De particular interesse para nós foram suas declarações e memórias de Roger Waters, com quem ele tratou na década de 1980. Collins fez uma turnê com Waters em 1984, 1985 e 1987. Ele participa do álbum Radio Kaos e da trilha sonora When The Wind Blows. (Werner, Pulse & Spirit)

Rolling Stone

Conte-me sobre ser contratado para a turnê Prós e Contras de Hitch Hiking com Roger Waters.

MEL COLLINS: Eu conhecia a esposa de Roger naquela época, Carolyn [Anne Christie]. Ela veio para a estrada como gerente de turnê do King Crimson anos antes, quando eu estava na banda. Eu a conhecia muito bem. Acho que ela disse a Roger: “Eu conheço esse cara, Mel Collins. Poderíamos usá-lo na banda.

Então fui questionado por Roger. É irônico desde quando eu estava no Kokomo, o gerente, Steve O'Rourke, foi informado em termos inequívocos que ou ele gerenciava o Pink Floyd ou gerenciava o Kokomo. E assim ficamos sem gerente. Tenho a sensação de que Roger teve algo a ver com isso. É irônico que acabei trabalhando para ele. Não sei se ele percebe isso. Nós nunca conversamos sobre isso.

Eu briguei com o Roger. Ele é outro que pode ser difícil. Curiosamente, na última turnê que fizemos na América com o King Crimson, estávamos no Sunset Marquis em Los Angeles e Roger estava lá. Ele fez o show na arena no dia anterior. Fomos ver o Roger e depois voltamos para o hotel, e o Roger estava lá no bar. Ele me convidou.

Lá estava eu ​​na mesa principal com Roger Waters. Ele basicamente me disse o quanto me ama, e nos tornamos melhores amigos depois daqueles momentos difíceis em que eu estava em turnê com ele. Eu bebia muito naquela época, então tenho certeza que foi minha culpa.

Não sabia que a então esposa de Waters, Carolyn, trabalhava como gerente de turnê do King Crimson. Carolyn então colocou os dois em contato. Interessante isso vem de Steve O'Rourke, que gerenciou a banda Kokomo, por um curto período de tempo (Eles lançaram três álbuns, e o segundo Rise & Shine foi descrito como "o melhor álbum de funk britânico da década de 1970). A colaboração entre Collins e Waters terminou em apuros.

Eu sei que Roger é muito particular sobre como ele quer que tudo soe no palco. Ele quer que todos os shows sejam idênticos.

MEL COLLINS: Sim. Acho que David Sanborn estava no disco, assim como Eric Clapton. Naquela época, Eric não estava realmente fazendo muito. Roger pediu que ele viesse conosco na turnê Estávamos fazendo um set que era em torno do álbum The Pros and Cons of Hitch Hiking, que era basicamente uma música longa. Isso caiu bem. Mas na segunda parte do set tocávamos os números do Pink Floyd. Isso geralmente funcionava. Essa é a natureza da besta, como dizem.

Era uma boa banda. Foi uma ótima escalação. Acho que Eric teve um problema com Roger e não gostou muito. Foi, como você disse, praticamente cobrindo as partes do disco. Tive que copiar David Sanborn na maior parte da apresentação. Ele é um músico fantástico. Eu não estou reclamando.

As músicas mais populares do Floyd foram tocadas no primeiro set e não no segundo, como lembra Collins. Legal de Waters por saber lidar com isso naquela época.

Eu falei com algumas pessoas de sua banda que disseram que chamavam Roger de “General Waters” já que ele era como um general do exército.

MEL COLLINS: Em sua defesa, devo dizer que ele estava fazendo sua primeira turnê solo. Seguimos em frente e formamos outra formação para outra turnê. Durante aquela turnê, o Floyd estava na estrada ao mesmo tempo. Eles estavam cerca de três semanas atrás de nós. Para Roger, foi muita pressão ter isso nas costas.

Ele estava tentando desesperadamente … Você sabe aquela coisa sobre fora do Pink Floyd ser anônimo? As pessoas realmente não os conheciam. E então quando estávamos na América as pessoas dizem: “Quem é Roger Waters?” As pessoas não o conheciam tão bem além dos fãs, então ele teve que construir isso até onde está agora. Claro, todo mundo sabe quem ele é agora.

"General Waters" diz algo sobre o estilo de liderança de Waters.

Não consigo imaginar a frustração quando o Pink Floyd está tocando em um estádio de futebol lotado e eles estão tocando principalmente suas músicas. Enquanto isso, ele está em uma arena meio vazia.

MEL COLLINS: Foi muito difícil. Eles tiveram que reagendar alguns dos shows, pois não estavam vendendo ingressos suficientes. Naqueles dias, era difícil. Havia tanta pressão sobre ele. Não foi fácil.

Deve ter sido uma experiência incrível para Waters em 1987. Ele teve que reconhecer que, além dos fãs, ninguém realmente sabia quem ele era, que não importava que ele estivesse em arenas menores enquanto seus ex-colegas do Pink Floyd tocavam duas ou três vezes seguidas em um mesmo estádio, lotando todos os dias, em cidade.

Conte-me sobre a criação de Radio KAOS

MEL COLLINS: Eu estava praticamente na banda na época. Estávamos tentando coisas diferentes. Eu estaria no estúdio com ele e ele tocaria a faixa. Mais uma vez, eu ouvia e via qual instrumento funcionaria melhor, o contralto ou o tenor ou às vezes o barítono. Fizemos assim, tentativa e erro.

Eventualmente nós levávamos isso para a turnê. Foi quando eu meio que briguei um pouco com Roger. Ele disse recentemente que adoraria contar comigo de novo, então talvez eu volte algum dia.







Live radio broadcast. Best of Roger Waters live at Colisee de Quebec, Quebec City, QC, Canada, November 7, 1987



ROGER WATERS
November 21, 1987
"Soundboard KAOS"
Label: Ayanami 058
Source: SILVER>FLAC
Quality: EX+

Roger Waters (vocals, bass, guitar)
Graham Broad (drums, percussion)
Paul Carrack (keyboards, vocals)
Mel Collins (saxophones)
Andy Fairweather Low (guitars, bass)
Jay Stapley (guitar)
Katie Kissoon (backing vocals)
Doreen Chanter (backing vocals)

01. Radio Waves (5:12)
02. Welcome To The Machine (8:36)
03. Who Needs Information? (6:5
04. Me Or Him? (5:1
05. The Powers That Be (4:04)
06. Sunset Strip (4:27)
07. If (3:47)
08. Every Stranger's Eyes (5:01)
09. Nobody Home (4:26)
10. Home (6:40) 11. Four Minutes (5:16)
12. The Tide Is Turning (6:41)





09/07/2022

Pink Floyd - The Worms At The Exhibition, London, UK (Sigma 62) 1981-06-16




O segundo período de shows do Pink Floyd agendado no Earls Court em Londres no mês de junho de 1981, foi planejado com o propósito de ser filmado e gravado para o filme "The Wall". Como se viu, o diretor Alan Parker e Roger Waters decidiram ficar com a narrativa da peça em vez de inserir qualquer filmagem do show. 

Dia 16 de junho foi a penúltima apresentação do The Wall e a última turnê da banda com Roger Waters (até o Live 8). Este show contribuiu com três músicas, 'Mother', 'The Show Must Go On' e 'Hey You' para o álbum oficial ao vivo "Is There Anybody Out There?" lançado em 2000.

Este foi sem dúvida um grande concerto, um dos melhores do Wall. Abaixo o link do show completo (FLAC): 




Pink Floyd - The Worms At The Exhibition (Sigma 62)
Earls Court Exhibition Hall, London, UK 16th June 1981

Disc 1
01 MC Intro
02 In The Flesh?
03 The Thin Ice
04 Another Brick In The Wall Part 1
05 The Happiest Days Of Our Lives
06 Another Brick In The Wall Part 2
07 Mother
08 Goodbye Blue Sky
09 Empty Spaces
10 What Shall We Do Now?
11 Young Lust
12 One Of My Turns
13 Don't Leave Me Now
14 Another Brick In The Wall Part 3
15 The Last Few Bricks
16 Goodbye Cruel World

Disc 2
01 Hey You
02 Is There Anybody Out There?
03 Nobody Home
04 Vera
05 Bring The Boys Back Home
06 Comfortably Numb
07 The Show Must Go On
08 MC Intro
09 In The Flesh
10 Run Like Hell
11 Waiting For The Worms
12 Stop
13 The Trial
14 Outside The Wall


mega.nz - 654,30 MB


08/07/2022

Roger Waters - 2022-07-06 - Pittsburgh - Recorder 1 (FLAC) PPG Paints Arena




Roger Waters inicia turnê “This is Not a Drill” com surpresas no repertório.

A turnê This is Not a Drill, adiada por Roger Waters em função da pandemia, finalmente foi iniciada nos últimos dias. O segundo show do giro aconteceu na PPG Paints Arena em Pittsburgh, na Pensilvânia. A apresentação foi realizada na noite da última quarta-feira (6).

O repertório da apresentação contou com 20 clássicos do Pink Floyd. Porém, houve algumas surpresas em diferentes sentidos. Uma delas esteve logo na abertura do set: “Comfortably Numb”, que geralmente fica mais ao fim dos shows, foi tocada em uma versão mais calma e climática onde o solo de guitarra é substituído por uma performance vocal ao estilo de “The Great Gig in the Sky”.

Houve ainda a inclusão de quatro músicas da carreira solo de Waters: “The Bravery of Being Out of Range” (do álbum “Amused to Death” / 1992), “The Powers That Be” (de “Radio K.A.O.S.”, 1987), “Déjà Vu”, “Is This the Life We Really Want?” (as duas últimas do disco “Is This the Life We Really Want?” – 2017) e “The Bar”, esta última inédita.

Outra surpresa esteve a cargo de “Two Suns in the Sunset”, faixa do álbum “The Final Cut” (1983), o último com Roger Waters na formação. A canção nunca foi executada ao vivo pelo Pink Floyd e foi lembrada em apenas sete ocasiões por Waters em carreira solo – duas delas no Brasil, em 2018, mais especificamente nas cidades de Belo Horizonte e Salvador.

Na excursão, Waters se apresenta no palco junto com os guitarristas Jonathan Wilson e Dave Kilminster, o baterista Joey Waronker, o guitarrista e baixista Gus Seyffert, o tecladista e guitarrista Jon Carin, o organista Robert Walter, o saxofonista Seamus Blake e as backing vocals Amanda Belair e Shanay Johnson.

A estrutura da turnê é gigantesca e a plateia fica de frente para uma enorme cruz centralizada no palco, que faz ligação com uma passarela que segue por quatro direções.

Também há impressionantes telões de LED mostrando, claro, mensagens políticas, fotos e arquivos icônicos do Pink Floyd. Waters está em turnê pela América do Norte até meados de Outubro. Que datas sejam anunciadas no Brasil para 2023!

Abaixo o link do show completo (FLAC):

mega.nz - 688,7 MB


Roger Waters - 2022-07-06 - Pittsburgh - Recorder 1 (ijwthstd)
PPG Paints Arena, Pittsburgh, PA, USA

01 Audience
02 Intro
03 Comfortably Numb
04 The Happiest Days Of Our Lives
05 Another Brick In The Wall Part 2
06 Another Brick In The Wall Part 3
07 The Powers That Be
08 The Bravery Of Being Out Of Range 
09 Roger Welcome
10 The Bar 
11 Have A Cigar
12 Wish You Were Here
13 Shine On You Crazy Diamond (parts VI-VII)
14 Sheep
15 Audience
16 Set Two Intro
17 In The Flesh
18 Run Like Hell
19 Déjà Vu
20 Is This The Life We Really Want?
21 Money
22 Us And Them
23 Any Colour You Like
24 Brain Damage
25 Eclipse
26 Roger
27 Two Suns In The Sunset
28 The Bar (reprise) 
29 Outside The Wall




Nipote - 2022-07-06
This is the ijwthstd recording, that he shared via Wetransfer.
I don't change nothing, only slit the tracks with my old (but good) CD wave while listening.
Here the info from him : 

Sorry I don't have any way to torrent from here but maybe someone can move this to the right place


ROGER WATERS @ PPG PAINTS ARENA, PITTSBURGH, PA 2022-07-06


I likely cannot do LA and wanted to see this tour so might as well get it out of the way now!

I had some inconveniences along the way. I was walking around a few hours earlier I got completely drenched in a surprise (suprise if you don't check out the forecast) storm. Came across a thrift store and got a 99 cent pair of jeans a few sizes too big a few minutes before closing. And no front pockets! But even something in my back pocket would cause them to fall down. Did the waistband underwear flip which would work for a few minutes, At least, in spite of the bag rules I was able to carry my stuff in in a plastic bag.

I was pricing a Lyft and when I was ready to call it up, the price jumped by $6 and it wasn't raining so I just tempted fate and hit the pavement again without getting wet. Except for my soggy shoes. At least the hotel has dryers.

It was a fantastic show. This wasn't the Roger Waters presents the Pink Floyd rehash. As great as those shows were this was a refreshing brand new concept though Pink Floyd songs, especially from the big 4, made up the bulk of the set. That said, the show is mainly a visual experience so if you cannot attend hopefully someone will put together a good DVD.

If you are attending, depending on the arena layout, you do not want to be too high up. Or on the dead ends at any level. Corners are find the way the screens are positioned. Center arena is perfect. Floor ... maybe if you go multiple nights but not the best option for sure.

Untracked waves, no idea when I will have a chance to track out, feel free to do what you want with them. Keeping in the chatter I pick up at the end of set 1 should be considered part of the show however.

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22/06/2022

Roger Waters aparece no 'The Late Show' para uma performance especial de "Another Brick in the Wall"




A força criativa por trás do Pink Floyd, o lendário Roger Waters, retorna ao The Late Show para apresentar um medley de músicas, incluindo um clássico que os fãs podem esperar ouvir em sua turnê norte-americana de 40 datas, intitulada "This Is Not A Drill."

Waters está prestes a embarcar em uma nova turnê e, antes disso, passou pelo programa de Stephen Colbert na TV dos EUA para dar uma prévia aos fãs do que vem por aí.

Intitulado “This Is Not a Drill” — algo como “Isso Não É Um Teste”, em tradução livre —, o novo giro do músico terá início em 6 de Julho na cidade de Pittsburgh, nos EUA, e parece ter uma pegada tão intensa quanto a da última ocasião em que Roger subiu aos palcos, quando inclusive passou pelo Brasil e se tornou um dos assuntos mais comentados do país por envolver política e outras questões sociais em seu show.

No programa The Late Show, Waters apresentou um medley de músicas do icônico The Wall, começando com “The Happiest Days of Our Lives” e seguindo para a clássica “Another Brick in the Wall, Pt. 2” antes de fechar com “Another Brick in the Wall, Pt. 3”. Enquanto se apresentava, Roger era cercado por telas que exibiam mensagens como “They’re evil” — “eles são maus”.

Por enquanto sem data para vir ao Brasil, a turnê This Is Not a Drill terá uma banda de apoio um pouco diferente da anterior.

Estarão acompanhando Roger nos próximos meses os músicos Jonathan Wilson e Dave Kilminster na guitarra, Joey Waronker na bateria, Gus Seyffert na guitarra/baixo, Jon Carin no teclado/guitarra, Robert Walter no órgão, Ian Ritchie no saxofone e Amanda Blair e Shanay Johnson nos backing vocals.







06/09/2020

Roger Waters, comemora seu aniversário de 77 anos




Roger Waters, comemora seu aniversário de 77 anos hoje. Como inúmeros tributos confirmam, ele é um dos músicos mais aclamados de sua geração.

Popular músico, Roger Waters sempre gostou de deixar um pouco de si escondido do olhar público. Aos 77, ele continua sendo um homem de muitas faces.

Waters, um ícone cultural

Nascido George Roger Waters em Great Bookham, em 6 de setembro de 1943, sua carreira abrange um período de muitas épocas e gostos diferentes da história britânica. Waters não é apenas um excelente músico; ele é uma inspiração, um ícone e um homem de negócios de sucesso. Nesta altura em sua carreira, parece haver muito pouco que Roger ainda não realizou.

E temos a sensação de que os próximos 12 meses serão ainda maiores e melhores para Roger Waters, pois ele promete mais por vir. Afinal, ele tem apenas 77 anos.

As páginas do Pink Floyd nas redes sociais fizeram uma publicação em lembrança ao seu aniversário

A postagem chama atenção não só pela homenagem a Roger Waters, como, também, por finalmente divulgar o novo trabalho ao vivo do músico, "Us + Them", lançado neste ano. Waters criticou Gilmour, responsável por administrar o Pink Floyd mesmo após o fim da banda, por não deixá-lo usar as redes do grupo para promover "Us + Them".

"Um feliz aniversário para Roger Waters, que lançou a recente gravação do show 'Us + Them' em menos de um mês", diz a publicação.






Feliz Aniversário, Roger!



23/07/2020

Roger Waters: Há 30 anos, show "The Wall" celebrava Alemanha reunificada



Roger Waters fez história em 1990 ao levar "The Wall" como show beneficente à Berlim recém-reunificada. Mais do que um megaevento de rock, uma reencenação catártica da queda do Muro.

A Potsdamer Platz é um local de peso simbólico para a história alemã do século 20. Na metrópole em ascensão Berlim dos anos 1920, a praça evoluiu como polo não só para o tráfego cada vez mais intenso, mas também para uma cena cultural cosmopolita e inovadora.

Poucos anos mais tarde, pouco sobrava dela, a Segunda Guerra a destruíra quase completamente. O ditador Adolf Hitler escapou da justiça dos vencedores aliados cometendo suicídio no bunker subterrâneo próxima dela. Mas isso não foi tudo: também a subsequente divisão da Alemanha literalmente transcorreu na Potsdamer Platz, transformada em zona proibida na terra de ninguém do Muro de Berlim.

Assim, é quase impossível fazer jus ao significado do local e do momento, quando, em 21 de julho de 1990, o ano da reunificação alemã, Roger Waters, da banda Pink Floyd, encena o lendário show The Wall justamente na Potsdamer Platz.

Celebração da Alemanha reunificada

"Não é um comício do partido do Reich, tampouco uma convenção de fusão de dois partidos irmãos de Leste e Oeste", salientava em 1990 a revista Der Spiegel, ao anunciar o concerto, numa alusão aos grandes eventos típicos do século 20. Em vez disso, o que se realizou na icônica praça há exatamente 30 anos foi um concerto beneficente de dimensões gigantescas.


A construção do megapalco de 168 metros de largura e 41 metros de profundidade ocupou uns 600 trabalhadores durante mais de quatro semanas. Foram vendidos 220 mil ingressos com antecedência. De prontidão, estavam gruas para manipular colossais marionetes, assim como diversos helicópteros, uma banda de sopros do Exército Vermelho e participações musicais especiais do calibre de Bryan Adams, Cyndi Lauper ou a banda Scorpions.

E no entanto foram os sons mais suaves que ressoaram mais longamente. "What shall we use to fill the empty spaces where we used to talk" (O que vamos usar para encher os espaços vazios onde costumávamos conversar), pergunta, na canção Empty spaces, Pink, o protagonista do álbum estruturado como ópera-rock.

Como era sequer possível entender-se mutuamente, depois de tantos anos de separação e de confrontação de sistemas entre Leste e Oeste? A tentativa de resposta do show parece inequívoca, 30 anos mais tarde: apresentando o espaço de experiências recém-criado na Alemanha e aberto à vivência conjunta, como megaespetáculo de rock, a uma multidão estimada em 350 mil fãs – os portões haviam sido abertos por razões de segurança, devido à enorme afluência – e a centenas de milhões de espectadores diante da televisão.

Álbum icônico, show catártico

Antes de Berlim, o show The Wall já fora apresentado 31 vezes, nos Estados Unidos, Inglaterra e na cidade alemã de Dortmund, além de filmado em 1982, com Bob Geldof no papel principal. Mas sua origem foi o álbum homônimo, lançado em novembro de 1979. Ele marcara uma guinada estilística na música do Pink Floyd, o que não impediu uma duradoura trajetória de sucesso.

The Wall Live in Berlin von Roger Waters inszenierte Show und Konzert Performance 1990 in Berlin (Imago/Brigani-art)

Fãs mascarados no show de 1990

Com 19 milhões de cópias vendidas já em 1990, até hoje The Wall mantém o recorde de álbum duplo mais vendido, assim como de um dos 30 mais bem sucedidos no mundo. Por outro lado, esse sucesso acabou acarretando a saída de Roger Waters da banda em 1985.

O cantor e baixista, que também escrevera a maioria das canções, exigia o controle artístico exclusivo, o que resultou na briga e separação. Indagado numa entrevista se voltaria a apresentar a ópera-rock na íntegra, Waters respondeu com um decidido "não". Mas se o Muro de Berlim caísse, então se poderia pensar a respeito, acrescentou.

Quando, cinco anos mais tarde, o impensável aconteceu, o roqueiro foi imediatamente consultado: criada um ano antes com o fim de reunir doações para vítimas de catástrofes, a fundação britânica Memorial Fund for Disaster Relief planejava um concerto beneficente. Waters reuniu então uma banda para substituir musicalmente seus colegas do Pink Floyd.

O fato de que o lendário show ia além de "apenas" música fica claro, por exemplo, em Another brick in the wall, Part 1, "irmã mais nova" da canção mais famosa do álbum. O protagonista Pink pensa no paí que não retornou da guerra: "Daddy's flown across the ocean, leaving just a memory" (Papai voou através do oceano, só deixando uma lembrança). Essa memória é visualizada como um tijolo de isopor que, juntamente com outros traumas e vivências forma um muro crescente: "All in all it was just a brick in the wall" (No fim das contas, foi só um tijolo no muro).

Mais de 300 mil pessoas compareceram ao 
show histórico em 21 de julho de 1990

E mesmo que esse traumático muro simbólico se preste a diversas interpretações alternativas, para o concerto de 1990 em Berlim, a rigor, só existe uma: com 170 metros de largura e 25 metros de altura, o tremendo muro representava as lembranças dolorosas, biografias e realidades de vida dilaceradas da história alemã, assim como seu autoisolamento ideológico.

Nesse sentido, é também possível interpretar o fim do show como uma terapia de grupo histórica para a Alemanha reunificada. Quando, após duas horas de música e imagens, o muro cai ao som da palavra de ordem "Tear down the Wall" (Derrubem o muro), a multidão delirou: estavam esquecidas todas as panes técnicas, em parte graves, com quedas de energia e péssima qualidade de som.

Elas não passaram de acessórios incômodos de um espetáculo historicamente muito maior: a massa unida pelo evento, na Potsdamer Platz e diante dos monitores de TV, não apenas vivenciara um tremendo show de rock, mas fizera acontecer mais uma vez, numa catarse coletiva, a queda do Muro de Berlim.



Fonte: 2020 Deutsche Welle

04/07/2020

Roger Waters em entrevista ao Jornal da Globo (26/06/2020) Vídeo




Entre 2017 e 2018, quase 2,5 milhões de pessoas mundo afora assistiram o ex-membro do Pink Floyd na turnê "Us + Them" e os shows no Brasil causaram várias polêmicas.

Roger Waters isolado em uma casa em Nova York é Picasso sem tinta, Ferrari sem gasolina, mas em uma situação um pouco melhor. Hoje, pelo menos, a tecnologia permite gravar músicas à distância.

"Mother", originalmente no disco "The Wall" do Pink Floyd ganhou versão nova em maio.

Assim, o astro inglês mantém os músicos da banda em atividade e com pagamento em dia enquanto a Covid-19 não dá uma trégua.

'This Is Not A Drill' deveria ter começado no dia 8 de julho e foi adiada por causa da pandemia, mas deve passar pelo Brasil.

"Eu trabalho nesse show todo dia aqui no meu isolamento. Ele é desenhado para ginásios cobertos, com cenografia ao redor do público. Vai ser incrível", conta Waters.

Em outubro de 2018, ele veio ao Brasil para fazer oito shows. As apresentações do conhecido ativista social em meio às eleições presidenciais repercutiram. Roger Waters fez do palco plataforma de campanha contra o então candidato Jair Bolsonaro.

Naqueles shows, Roger Waters também cantou com crianças de projetos sociais e deu voz à viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, com quem se corresponde até hoje.

Tantas histórias transformaram a turnê "Us + Them" em um filme com trilha sonora de muitas gerações e fotografia de uma Inglaterra dos anos 70 afogada em toneladas de dióxido de carbono.

A Battersa Station era uma usina termoelétrica de carvão, mas hoje está virando um complexo gastronômico e residencial em Londres. Ela está na capa do álbum 'Animals' do Pink Floyd, no qual Roger Waters compara a crueldade dos homens aos instintos dos bichos. As letras fazem ainda mais sentido quase quatro décadas após terem sido escritas.

Em "Pigs", ele diz: "Homem grande, homem porco, você é uma charada. Com a cabeça enfiada no prato de comida e dizendo ao outro: 'continue cavando'".

No show, enquanto o Roger canta isso, charges do presidente americano aparecem no telão.

Ao ser perguntado se esse é um personagem da sociedade que sempre esteve na cabeça do Roger enquanto ele escrevia as músicas, ele diz: "Bem, estava na cabeça do George Orwell quando ele escreveu 'A Revolução dos Bichos'. É um tipo genérico e o Trump é apenas um exemplo extremo disso."

Uma das guerras mais famosas do rock mundial tem o Roger Waters de um lado da trincheira. Em 1985, ele deixou o Pink Floyd e rompeu relações com aqueles amigos de infância. Nesses anos todos, a formação mais conhecida da banda tocou apenas uma vez, em 2005, em um festival beneficente em Londres.

David Gilmour e Nick Mason ainda estão vivos e ativos, mas reunir os três no futuro não é uma possibilidade.

"Você não pode jogar esses dois no mesmo saco, pelo menos para mim, porque Nick é meu amigo. Existe essa coisa também de que eu fui brigar na Justiça contra eles, mas eu nunca cheguei perto de um tribunal. Só fui me aconselhar legalmente para saber se eu poderia aposentar o nome da banda e me disseram categoricamente que não e aí eu disse que não quero o nome, não sou o Pink Floyd."

O nome da banda vem de dois artistas do blues americano: Pink Anderson e Floyd Council. Ele é a prova da paixão que aqueles jovens ingleses, brancos, tinham pela música afro-americana nos anos 1960. O amor existe até hoje e reforça a luta da vida do Roger Waters por igualdade.

"De alguma forma, o 'Black Lives Matter' reabriu essa discussão, porque o racismo é endêmico, é muito destrutivo e nojento, como também é no Brasil. Sabe, antes de começar a viajar para o Brasil com frequência, eu sempre tive aquela fantasia de que o Brasil era tipo a Meca da igualdade racial. Quando eu cheguei ao Brasil, percebi como o país era racista. Mal podia acreditar e fiquei profundamente deprimido e decepcionado."

Apesar dos gritos, dos gestos agressivos, das lutas intermináveis no palco e na vida, o que move Roger Waters é um ideal simples. Bucólico como a letra de uma de suas últimas músicas "Crystal Clear Brooks".

"A nossa missão é um riacho de águas cristalinas, sabe? Quando a hora chegar, no último dia, nós teremos nos saído bem se formos capazes de dizer, enquanto o sol se põe em seu caminho final, que nós nunca desistimos. Fizemos o possível para que os nossos filhos pudessem nadar em riachos de águas cristalinas." Confira a reportagem no vídeo acima.



Fonte: Globo

22/05/2020

Roger Waters anuncia lançamento digital do filme “Us + Them”




O Roger Waters divulgou nessa quinta-feira (21) em seu canal no YouTube que o filme “Us + Them”, documentário de sua última turnê mundial, será lançado digitalmente no dia 16 de junho pela Sony Entertainment. (trailer acima) 

O documentário foi anunciado em julho de 2019 e exibido mundialmente nos cinemas, com sessões disponíveis nos dias 02 e 06 de outubro do mesmo ano. Filmado em 2017, a produção mostra o cofundador do Pink Floyd explorando a coleção de material de sua antiga banda, disponibilizando aos fãs performances de faixas dos álbuns The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall, além dos singles de seu disco solo, Is This The Life We Really Want?, de 2017. O projeto mostrou grandes momentos da turnê de Waters, a qual passou por sete cidades no Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília.

Dirigido por Sean Evans, o filme conta com gravações do show realizado em Amsterdã, na Holanda e cenas dos bastidores da turnê. A edição digital do filme contará com materiais extras, entre eles duas faixas adicionais (“Comfortably Numb” e “Smell the Roses”) que não foram inclusas na edição exibida nos cinemas. No total, a “Us + Then World Tour” realizou 157 shows entre os meses de maio de 2017 e outubro de 2018 e arrecadou mais de 261 milhões de dólares.



18/05/2020

Roger Waters apresenta versão incrível do clássico “Mother”, durante isolamento social



"O distanciamento social é um mal necessário num mundo covarde." 
                                                                                                      Roger Waters


As versões virtuais de grandes sucessos da música têm se tornado momentos bastante confortantes nesse período de isolamento social que todos nós estamos passando.

E Waters, desta feita, contribui com um material incrivelmente emocionante que disponibilizou neste domingo (17). 

Roger Waters se juntou aos músicos que o acompanhavam na turnê Us + Them para gravar uma nova versão da canção “Mother”, do disco conceitual The Wall. O vídeo foi compartilhado nas redes sociais do ex-Pink Floyd. 

Entre os músicos da gravação estão as cantoras Holly Laesig e Jess Wolfe, da banda Lucius, o tecladista Drew Erickson, os guitarristas Dave Kilminster e Jonathan Wilson, o baixista Gus Seyffert e o baterista Joey Waronker.

Ver [vídeo acima] “Mother” me lembra o quão insubstituível é o prazer de fazer parte de uma banda”, diz a legenda do cantor em sua postagem no Facebook.

Sozinho no estúdio, Waters começa a cantar e tocar a canção no violão. Poucos segundos depois, a tela se divide e os outros músicos se juntam ao astro do rock, cada um no próprio estúdio. No final, Waters diz: “Nós devíamos fazer isso de novo, certo?”.







Fontes: Roger Waters, Rolling Stone, 89FM

20/04/2020

Roger Waters: Vídeo raríssimo, “The Child Will Fly” é recheado de estrelas




Roger Waters partilhou um vídeo raríssimo. Planejado para ser transmitido em 2012 em campanha beneficente, nunca estreou oficialmente. 

“The Child Will Fly” além de Roger Waters têm a participação de outros músicos de primeiríssima grandeza como Eric Clapton, Steve Gadd, Gustavo Cerati (amplamente considerado um dos músicos mais influentes e renomados do rock hispano-americano e uma lenda do rock latino-americano), e Pedro Aznar (Pat Metheny Group).


Originalmente, este vídeo foi produzido para acompanhar a “Early Learning”, uma obra de caridade na América do Sul, em 2021. Mas o resultado final jamais foi apresentado ao público. Com 13 minutos de duração, “The Child Will Fly” mostra uma fusão da grandiosidade do Pink Floyd, ópera e música folk sul-americana. As filmagens tiveram lugar em Buenos Aires, na Argentina, e mostram uma banda estelar.

Watch New ROGER WATERS Video for "The Child Will Fly" - Prog Sphere

Nas vozes, além de Waters, estão Gustavo Cerati, Pedro Aznar, Shakira e o tenor Alek Shrader. Nas guitarras surgem Eric Clapton, Gerry Leonard (David Bowie), e David Mansfield. Na bateria está o lendário Steve Gadd e na percussão Caro Baptista (Deborah Resto), Doris Eugenio e Sophia Ramos (coros), Lorraine Cohen (trompete), Emily Hope Price (violoncelo) e Hagai Izraeli . que toca o assombrosamente belo búzio em Ré Maior, na introdução", revelou Waters.

Roger Waters

O visionário músico, em publicação nas redes sociais, pede informação sobre os indivíduos que surgem no vídeo, a maioria deles crianças argentinas com carências, para os contactar. "Só Deus sabe o que aconteceu a estas crianças, fizemos isto em 2012".

Roger Waters y Cerati - The Child Will Fly (Backstage 2012)



18/04/2020

Por que o Pink Floyd não quer uma reedição de ‘Animals’? (Rolling Stone)


O disco da banda foi lançado em 1977


Rolling Stone Brasil 
17/04/2020 

Em entrevista para a Rolling Stone EUA, Roger Waters relevou o motivo do Pink Floyd não querer uma reedição do disco Animals (1977).

Primeiro, o músico revelou que tentou marcar um encontro com os ex-colegas,  David Gilmour e Nick Mason. No entanto, o plano não se concretizou: "Escrevi uma espécie de plano... Mas meu plano não deu frutos".

O artista ainda revelou que uma reunião da banda não daria muito certo: "Não, [uma reunião] não seria legal. Seria horrível. Obviamente, se você é fã daqueles dias do Pink Floyd, então você tem um ponto de vista diferente. Tive que viver com isso. Essa foi a minha vida. E sei que depois disso, fui escalado como um vilão por quem quer que seja. Que assim seja. Posso viver com isso. Mas trocaria minha liberdade por essas correntes? De nenhuma maneira".

Enquanto David Gilmour não nega reunião com Pink Floyd,  também não menciona Roger Waters, como visto na reportagem desta revista em 18/06/2019, quando causou impacto com seu comentário ‘Nunca diga nunca’, ao ser questionado sobre um possível reencontro com os companheiros de banda durante o último episódio de The David Gilmour Podcast,

Sobre Animals, Waters revelou que foi exatamente sobre o álbum que a banda conversou. “[A conversa] foi que podemos lançar o vinil remasterizado de "Animals" sem que ele se transforme na terceira guerra mundial?".

O artista completou: "Na verdade, sugeri que fosse democrático. Disse: 'Por que simplesmente não temos uma votação? Somos apenas três. E então podemos decidir tudo isso'. E pelo menos podemos simplesmente seguir em frente. Mas eles não aceitaram isso. Eles não queriam".

Animals foi um sucesso de crítica e ficou em 3º lugar na Billboard, além de garantir uma certificação quádrupla de disco de platina. Roger Waters saiu do Pink Floyd em 1985.



Roger Waters diz em entrevista que uma reunião do Pink Floyd “seria horrível”




E nem mesmo o clima de solidariedade da quarentena fez Roger Waters repensar a situação complicada com os ex-colegas de Pink Floyd.

Em entrevista à Rolling Stone (via PROG), o músico foi perguntado se não parecia uma boa ideia deixar as diferenças de lado e reencontrar os amigos em meio à crise. A resposta mostrou que essa possibilidade ainda está bem distante:

Não, não seria legal. Seria uma porcaria. Obviamente se você é um fã daqueles dias do Pink Floyd, bom então você terá um ponto de vista diferente. Mas eu tive que viver isso. Essa era a minha vida. Eu sei que no final das contas eu fui colocado como meio que um vilão por sei lá quem… que seja! Eu posso viver com isso. Mas se eu trocaria a minha liberdade por essas correntes? Droga nenhuma.

Calma, Roger! Era só uma sugestão…

“Acordo de paz” de Roger Waters
O discurso de Waters, na verdade, não surpreende: o próprio David Gilmour já falou recentemente que a saída do vocalista e baixista da banda foi “libertadora”. No mesmo papo recente, Roger ainda explicou que tentou oferecer um “acordo de paz” aos colegas, mas não foi bem recebido:

Não tinha a nada ver com isso [reunião]. Era só tipo, ‘Será que podemos lançar uma versão remasterizada em vinil do ‘Animals’ sem que isso se torne a Terceira Guerra Mundial? Não seria legal?’. Eu na verdade sugeri que fôssemos democráticos. Eu disse, ‘Por que não fazemos uma votação? Só há três de nós e aí podemos decidir todas essas coisas tipo isso e pelo menos a gente pode seguir em frente.’ Mas eles não aceitaram isso. Sabe-se lá por quê.

Numa entrevista em dezembro de 2018, também à Rolling Stone, Mason disse que um box-set do álbum "Animals" provavelmente acontecerá em algum momento no futuro.

Enquanto isso, os caras estão pelo menos deixando as diferenças minimamente de lado para fazer transmissões ao vivo às sextas durante a quarentena. Saiba mais detalhes por aqui.


14/04/2020

Roger Waters presta homenagem a John Prine: This is his song, "Paradise". (vídeo)




Roger Waters prestou uma homenagem a John Prine, o cantor e compositor morto no último dia 7 vítima de complicações causadas pelo novo coronavírus.

Waters que era fã e amigo do cantor e compositor, ídolo de nomes como Johnny Cash, Bob Dylan, postou um vídeo onde canta "Paradise" em seu estúdio caseiro em tributo ao músico conhecido como verdadeira lenda do folk no país.




29/02/2020

Roger Waters: lembrando de quando viu pela 1ª vez uma performance de Jimi Hendrix



Roger Waters, (foto acima, junto com Jimi Hendrix), postou recentemente em rede social um trecho de vídeo, detalhando como ele viu Jimi Hendrix tocar pela 1ª vez na Inglaterra em meados dos anos 60, durante o show da banda CREAM. 

 Waters ouviu o nome de Hendrix sendo anunciado e durante muito tempo, achou que o nome artístico de Jimi Hendrix era "Junior Hendrix".

Waters explicou: "No meio do show, eles disseram: 'Gostaríamos de apresentar um amigo nosso' e esse cara apareceu no palco e começou a tocar guitarra com os dentes e numa certa hora, tocando também com a guitarra atrás da cabeça. Me peguei pensado nisso há algum tempo e me lembro que havia entendido mal o nome dele. Eu pensei que ele se chamava Junior Hendrix, mas depois descobri que não era 'Junior', era Jimi Hendrix e aquela era a 1ª vez que ele se apresentava na Inglaterra, no show do CREAM. Suponho que foi por volta de 1965”.

Em outras notícias sobre Jimi Hendrix, os fãs recentemente foram às mídias sociais para discutir o legado e o impacto de alguns dos discos de Hendrix.

 Sobre o álbum duplo "Electric Ladyland" (3º disco, 1968), um fã postou: “Lógico que é um ótimo álbum! Um clássico de Hendrix!! Não estou aqui para rever a qualidade da música, pois seria meio estúpido, não? De qualquer forma, escutar este disco em vinil é muito bom!" 

"Também adoro o disco 'Electric Ladyland', mas não está em pé de igualdade com o incrível palco sonoro e o som analógico do álbum 'Axis Bold as Love' (2º disco, 1967). Eu me lembro quando este álbum foi lançado e literalmente me dava arrepios nas costas! É um disco muito bom de escutar!!"

"O álbum 'Electric Ladyland' não é o meu favorito de Jimi Hendrix, mas com certeza vale a pena compra-lo se você quiser completar a sua coleção de discos de Hendrix".



Fonte: RockInTheHead
by Brunelson

27/02/2020

Roger Waters escolhe as 8 melhores músicas de todos os tempos em sua preferência (BBC Radio 4) entrevista




Roger Waters participou do programa Desert Island Discs, da BBC Radio 4. Durante uma entrevista escolheu oito músicas essenciais para o seu dia a dia. Confira acima a integra.

Refletindo sobre a indústria musical, Waters escolheu as oito músicas favoritas dele,  de Neil Young a Leonard Cohen.

"Neil Young cantando 'Helpless'", começou Waters. "Existe uma honestidade e uma verdade em tudo o que ele fez. Você sente a integridade e a paixão do homem. Eu posso sentir os cabelos da minha nuca ficarem arrepiados lembrando a pureza com que ele toca as primeiras notas desta música. É extraordinariamente comovente e eloquente."

Veja a lista completa abaixo:

1. Neil Young – ‘Helpless’
2. Ryuichi Sakamoto, Jaques Morelenbaum & Everton Norton – ‘Endless Flight’
3. Leonard Cohen – ‘Bird on the Wire’
4. Chet Baker – ‘My Funny Valentine’
5. Ray Charles – ‘Georgia On My Mind’
6. Giacomo Puccini – ‘E Lucevan Le Stelle’ (Tosca)
7. Billie Holiday – ‘God Bless the Child’
8. Gustav Mahler – Symphony No. 5 in C sharp minor – ‘4th Movement’


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David Gilmour


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