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30/06/2022

Pink Floyd: Animals 2018 Remix confirmado para setembro




A Sony Music anunciou nesta quinta-feira, dia 30, o próximo lançamento de “Animals”, do Pink Floyd, nos formatos Deluxe Gatefold, CD, LP, Blu-ray e SACD, no exterior, e na versão digital no Brasil. As versões individuais estarão disponíveis em 16 de setembro de 2022 com a versão Deluxe disponível a partir de 7 de outubro. Esta é a primeira vez que o álbum estará disponível em 5.1 Surround Sound.

"Animals" é o décimo álbum de estúdio do Pink Floyd, lançado originalmente em janeiro de 1977. Foi gravado no Britannia Row Studios em Londres ao longo de 1976 e início de 1977, e foi produzido pela própria banda. O álbum de sucesso alcançou a 2ª posição no Reino Unido e a 2ª nos EUA, e é considerado um dos melhores trabalhos da banda. O álbum foi gravado pelos membros da banda David Gilmour, Nick Mason, Roger Waters e Richard Wright.


 


"Animals" é um álbum conceitual, com foco nas condições sócio-políticas da Grã-Bretanha de meados da década de 1970, e foi uma mudança no estilo dos trabalhos anteriores da banda. O álbum foi desenvolvido a partir de uma coleção de canções não relacionadas em um conceito que descreve a aparente decadência social e moral da sociedade, comparando a condição humana à dos animais. Inspirando-se em “Animal Farm”, de George Orwell, o álbum retrata as diferentes classes de pessoas como animais, com porcos no topo da cadeia social, descendo para as ovelhas como o rebanho irracional seguindo o que lhes é dito, com cães como chefes de negócios engordando com o dinheiro e o poder que detêm sobre o outro. Embora já tenha se passado muito tempo desde 1977, a narrativa do álbum ainda ressoa hoje, pois nossa situação social e econômica reflete a da época.


 


 A capa icônica do álbum mostra um porco inflável (agora conhecido como Algie) flutuando entre duas chaminés da Battersea Power Station, concebida por Roger Waters e projetada pelo designer e colaborador de longa data Storm Thorgerson do Hipgnosis Studios. Para este novo lançamento, a arte foi redesenhada para a era moderna pelo parceiro de Hipgnosis da Storm, Aubrey ‘Po’ Powell. Tirando novas fotos do edifício, Po experimentou novos ângulos e produziu algumas novas tomadas no original clássico. Po elabora: “Com a capa do álbum original de 1977 sendo uma peça tão icônica de arte por si própria, tive a chance de atualizá-la, o que foi uma tarefa bastante assustadora, mas a Hipgnosis aproveitou a oportunidade para refotografar a imagem para refletir uma mudança. mundo, e usando técnicas modernas de coloração digital, mantive a mensagem bastante sombria do Pink Floyd de decadência moral, usando os temas orwellianos de animais e o porco 'Algie', fiel à mensagem do álbum”.










22/06/2022

Novo livro do Pink Floyd documenta a turnê Animals


Novo livro com foco no álbum e turnê 'Animals' do Pink Floyd será publicado em agosto.

De acordo com o Louder Sound (confira a íntegra abaixo), um novo livro do Pink Floyd, documentando a turnê de 1977 na época que a banda promovia o álbum Animals, será lançado ainda em 2022.

A obra será intitulada Pink Floyd – The Animals Tour – A Visual History e virá assinada por Glenn Povey, que já publicou diversos livros sobre a banda, incluindo The Complete Pink Floyd (2015) e Pink Floyd (1977). O título chega pela editora Apples And Oranges Publishing e está previsto para ser distribuído a partir do dia 1º de agosto.

“Animals sempre teve um lugar especial no coração dos fãs do Floyd”, disse o autor ao portal Prog. “Possivelmente porque era a antítese de tudo o que veio antes dele. Um disco de hard rock, quase punk rock. Um álbum que sem dúvida tem alguns dos melhores trabalhos de guitarra de [David] Gilmour e as letras mais afiadas de [Roger] Waters”. Ele complementa:

Escrevi este livro com a intenção de ser um volume complementar ao prometido lançamento da edição do 45º aniversário do álbum e vasculhei meu arquivo montanhoso junto com o material recém-pesquisado e produzi um livro abrangente do período que espero ser uma adição valiosa à estante dos fãs mais exigentes do Floyd.




A brand new Pink Floyd book documenting the band's 1977 tour for their tenth album, Animals, is to be published later this year.

Pink Floyd – The Animals Tour – A Visual History by Glenn Povey will be published by Apples And Oranges Publishing on Auust 1. It's noted Floyd author Povey's second book on the band to be announced within a week. Pink Floyd In North America 1966-1983, which looks at how the band fared over in the USA, will be published by Wymer Publishing on September 23.

"Animals has always held a special place in the hearts of Floyd fans,"" Povey tells Prog. "Possibly because it was the antithesis of all that had come before it. A hard rock - almost punk rock - Floyd album. An album that arguably has some of Gilmour's finest guitar work and Waters' most pointed lyrics.

"The shows that supported the album are legend - spectacular theatrical presentations that, much to the band's chagrin, were never captured on film for posterity. Audience recordings from those shows are among the most cherished in fans' collections and represent some of the best-recorded bootlegs of any era. So, the release of a 5.1 box set this year with the possibility, finally, of a professionally mixed live performance that has been dangled under the noses of fans for years was tantalising, to say the least.

"I wrote this book with the intention of it being a complementary volume to the promised release of the 45th-anniversary edition of the album and trawled through my mountainous archive and together with newly researched material produced a comprehensive book of the period which I hope will be a worthwhile addition to the discerning Floyd fans bookcase."

The spectacular tour, which took place during the first half of 1977, ended with band members personal issues, ultimately led to inter-band rifts and Roger Waters’ increasing intolerance of and disdain towards the adulation of the fans, culminating in the incident at the final show of the tour in Montreal of Waters spitting at a fan, which became the lynchpin of his vision of isolation and madness that eventually led to the creation of The Wall two years later.




08/10/2021

Animals Reimagined – A Tribute To Pink Floyd


Animals Re-imagined: Tribute Cleopatra Records

Dogs (Graham Bonnet; Vinnie Moore; Kasim Sulton; Jordan Rudess; Pat Mastelotto)


Seguindo o projeto de grande sucesso Still Wish You Were Here (confira abaixo) lançado em maio deste ano, outro encontro de estrelas do rock clássico progressivo se reúne para interpretar o ambicioso álbum conceitual "Animals" do Pink Floyd de 1977.

Combinando o magnífico trabalho de guitarra de David Gilmour com o humor ácido e cínico das letras do gênio Roger Waters, Animals é amplamente saudado pelos fãs do Pink Floyd como um dos álbuns mais conceituais e intransigentes do grupo em sua carreira, sendo aclamado por grande parte como senão o melhor, ao vivo certamente o é, mas o mais impactante, chocante metaforicamente, "Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros"

Inspirado reconhecido pelo próprio Waters, na obra literária A Revolução dos Bichos (Animal Farm, 1946), de George Orwell, o álbum Animals rendeu inclusive um livro intitulado "A distopia animalesca de George Orwell no rock progressivo", de *Lucas Moreira, UFBA, acessível em PDF aqui.

Quem é porco? Quem é cachorro? Quem é ovelha? Quem é humano? Quais as diferenças entre eles? Quais as semelhanças? De acordo com suas atitudes, um ser humano pode se assemelhar a um porco, a um cachorro ou a uma ovelha, se, para efeitos de comparação fabulosa e metafórica, forem levadas em conta algumas características atribuídas a esses animais. O porco é o ser que atropela tudo movido pelo incontrolável desejo de saciar seus interesses imediatos, resumidos a uma fome voraz (que, transposta para o universo humano, pode ser entendida como fome de poder, de riquezas, de fama etc.). O cachorro é o bajulador inconsequente desprovido da proatividade do porco, mas que se alia a ele para também atender a seus interesses próprios e de ascensão. A ovelha é a grande população submissa, vampirizada pelos porcos e pelos cachorros, sem iniciativa de reação; os inocentes úteis; a massa ignara. (Marcos Kirst, GZH- RBS)

Animals Reimagined - A Tribute To Pink Floyd está programado para lançamento em 19 de novembro de 2021 em CD, versão digital e também em vinil, chegando em 2022. A versão em CD vem editado em um Digipak Deluxe com arte criada em 6 painéis pelo artista digital de maior sucesso atualmente, Mike “Beeple” Winkelmann, e com capa desenhada por James McCarthy.


O projeto reúne alguns dos músicos e cantores mais consagrados do planeta, incluindo a lenda da guitarra do jazz-rock Al Di Meola, o mago dos teclados Rick Wakeman, o padrinho do rock psicológico Arthur Brown, o mestre da bateria Billy Cobham, o eclético e exímio guitarrista Jan Akkerman do Focus, Vinnie Moore do UFO, David J do Bauhaus, e James LaBrie e Jordan Rudess do Dream Theater.

Cada faixa deste trabalho inovador foi completamente reinventada com elegância e recursos de produção modernos, adições musicais de bom gosto, contudo, mantendo-se fiel às composições inebriantes e sutilmente complexas do álbum original.

Basta ouvir a nova versão de “Dogs”, vídeo acima, uma soberba suíte de 17 minutos cantada por Graham Bonnet do Rainbow com Vinnie Moore na guitarra, Kasim Sulton do Utopia no baixo, Jordan Rudess do Dream Theater nos teclados e o baterista do King Crimson Pat Mastelotto.


Track Listing and Artisis

1. Pigs On A Wing 1 – Nick van Eede (Cutting Crew) & Martin Barre (Jethro Tull)

2. Dogs – Graham Bonnet (Rainbow), Vinnie Moore (UFO), Kasim Sulton (Utopia), Jordan Rudess (Dream Theater) & Pat Mastelotto (King Crimson)

3. Pigs (Three Different Ones) – James LaBrie (Dream Theater), Al Di Meola, Joe Bouchard (Blue Öyster Cult), Patrick Moraz (The Moody Blues) & Billy Cobham (Mahavishnu Orchestra)

4. Sheep – Arthur Brown, Rick Wakeman (Yes), Jan Akkerman (Focus), David J. (Bauhaus) & Carmine Appice (Cactus/Vanilla Fudge)

5. Pigs On A Wing 2 – Jon Davison (lead vocalist for Yes), Albert Lee & Billy Sherwood (Yes).


A Tribute to Pink Floyd 2021 - Still Wish You Were Here
Confira abaixo a íntegra do projeto anterior:



"Still Wish You Were Here - A Tribute To Pink Floyd", foi lançado 28 de maio e igualmente conta com a participação de músicos consagrados, como o fantástico guitarrista Steve Hackett, o também o virtuoso Joe Satriani, o genial saxofonista Mel Collins, os vocalistas James Labrie (Dream Theater) e Geoff Tate (Queensryche), o baixista David Ellefson (ex-Megadeth), o baterista, mestre Ian Paice (Deep Purple) além do extraordinário Rick Wakeman.

Track Listing and Artisis

"Shine On You Crazy Diamond" (parte1-parte5)
Geoff Tate, Steve Hackett , Billy Sheehan, Mel Collins, Geoff Downes, e Ian Paice

"Welcome To The Machine"
Todd Rundgren, Rick Wakeman e Tony Levin

"Have A Cigar"
James LaBrie, Steve Stevens, Patrick Moraz, Rat Scabies e Jah Wobble

"Wish You Were Here"
Rik Emmett, Joe Satriani, Edgar Froese, David Ellefson e Carmine Appice

"Shine On You Crazy Diamond" (parte 6-parte9)
Rod Argent, Steve Hillage, Ian Paice e Bootsy Collins




"A distopia animalesca de George Orwell no rock progressivo"
*Estudo linguístico e literário de Lucas Moreira, Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (laboratório urbano)

Resumo:
À luz das traduções intersemióticas, reaproximamos a obra literária A Revolução dos Bichos (Animal Farm, 1946), de George Orwell, e o álbum Animals (1977), da banda de rock progressivo Pink Floyd, de modo a realizarmos análises comparativas sobre as transmutações que os signos de linguagens verbais sofreram ao migrarem para um código de linguagem musical. Com o foco nos aspectos da animalidade, veremos como tal instinto, compartilhado entre humanos e alegorias animalescas para representar formas de poder na arte, foi tratado nas duas distopias de linguagens diferentes, sendo que a obra pinkfloydiana é declarada e explicitamente decalque da literatura orwellinana.




“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”

Bezerra de Menezes


18/04/2020

Por que o Pink Floyd não quer uma reedição de ‘Animals’? (Rolling Stone)


O disco da banda foi lançado em 1977


Rolling Stone Brasil 
17/04/2020 

Em entrevista para a Rolling Stone EUA, Roger Waters relevou o motivo do Pink Floyd não querer uma reedição do disco Animals (1977).

Primeiro, o músico revelou que tentou marcar um encontro com os ex-colegas,  David Gilmour e Nick Mason. No entanto, o plano não se concretizou: "Escrevi uma espécie de plano... Mas meu plano não deu frutos".

O artista ainda revelou que uma reunião da banda não daria muito certo: "Não, [uma reunião] não seria legal. Seria horrível. Obviamente, se você é fã daqueles dias do Pink Floyd, então você tem um ponto de vista diferente. Tive que viver com isso. Essa foi a minha vida. E sei que depois disso, fui escalado como um vilão por quem quer que seja. Que assim seja. Posso viver com isso. Mas trocaria minha liberdade por essas correntes? De nenhuma maneira".

Enquanto David Gilmour não nega reunião com Pink Floyd,  também não menciona Roger Waters, como visto na reportagem desta revista em 18/06/2019, quando causou impacto com seu comentário ‘Nunca diga nunca’, ao ser questionado sobre um possível reencontro com os companheiros de banda durante o último episódio de The David Gilmour Podcast,

Sobre Animals, Waters revelou que foi exatamente sobre o álbum que a banda conversou. “[A conversa] foi que podemos lançar o vinil remasterizado de "Animals" sem que ele se transforme na terceira guerra mundial?".

O artista completou: "Na verdade, sugeri que fosse democrático. Disse: 'Por que simplesmente não temos uma votação? Somos apenas três. E então podemos decidir tudo isso'. E pelo menos podemos simplesmente seguir em frente. Mas eles não aceitaram isso. Eles não queriam".

Animals foi um sucesso de crítica e ficou em 3º lugar na Billboard, além de garantir uma certificação quádrupla de disco de platina. Roger Waters saiu do Pink Floyd em 1985.



18/02/2017

Ummagumma – The Brazilian Pink Floyd no Metropolitan




Considerada o melhor cover do Pink Floyd, reconhecido por seus grandes espetáculos áudio visuais, a banda Ummagumma – The Brazilian Pink Floyd, está de volta ao Rio de Janeiro, e faz única apresentação no dia 19 de maio, no Metropolitan, com a turnê You Gotta Be Crazy.

A venda para o público em geral estará disponível a partir do dia 21 de fevereiro. Os ingressos poderão ser adquiridos pela internet (www.ticketsforfun.com.br), nos pontos de venda espalhados pelo Brasil e na bilheteria do Metropolitan.

A turnê You Gotta Be Crazy é uma homenagem aos 40 anos do álbum “Animals” e, além deste disco, passará por outras fases da banda e também apresentará o clássico “Dark Side of The Moon”, na íntegra, com a participação especial de Lorelei McBroom, cantora americana que trabalhou com Pink Floyd no final dos anos 1980.

O UMMAGUMMA The Brazilian Pink Floyd, que se formou após a primeira vinda de Roger Waters ao Brasil, em 2002, é o fruto de um inspirado, primoroso e incansável trabalho de uma gente dedicada, que ao longo de mais de dez anos vem apresentando a obra dessa memorável banda inglesa, de maneira fidedigna, ao público brasileiro mais exigente. O grupo faz questão de passar ao público uma das maiores marcas do Pink Floyd: os ousados e irreverentes espetáculos ao vivo.


UMMAGUMMA – THE BRAZILIAN PINK FLOYD – YOU GOTTA BE CRAZY TOUR 2017

METROPOLITAN – RIO DE JANEIRO

Realização: TIME FOR FUN

Copatrocínio: Antárctica

Data: Sexta-feira, dia 19 de maio de 2017

Horários: 22h

Local: Metropolitan – Rio de Janeiro (RJ)
Av. Ayrton Senna, 3000 – Shopping Via Parque – Barra da Tijuca

Duração: Aproximadamente 2h20.

Capacidade: 3.120 lugares.
Ingressos: de R$ 30 a 150 (ver tabela completa).
Classificação etária: 12 a 14 anos: permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal. 15 anos em diante: permitida a entrada desacompanhados.

Fonte: Sopa Cultural

23/01/2017

Animals faz 40 anos




‘Animals’, álbum do Pink Floyd inspirado em ‘Animal Farm’, de George Orwell, faz hoje 40 anos

Na música, a década de 70 do século XX foi fortemente marcada pelo domínio de uma série de bandas que reinventaram o rock tornando-o progressivo, um estilo baseado no rock psicodélico mas algo mais sinfônico, tornando-se em alguns casos próximo de uma ópera (a chamada ópera rock). Se há banda que dominou por completo esta década, não só no modo como reinventou o rock mas também como atingiu um sucesso estrondoso que lhes valeu um reconhecimento universal e certamente eterno, o Pink Floyd. Depois de uma busca árdua pelo sucesso que apenas fora atingido com o seu oitavo álbum em 1973, Dark Side of The Moon, e que vendeu 45 milhões de cópias, sendo considerado por muitos o melhor álbum rock de todos os tempos, e em 1975 com o seu nono álbum, Wish You Were Here, uma espécie de homenagem depois do sucesso a Syd Barrett, fundador da banda que fora afastado em 1968 devido a problemas com o LSD e que desde aí se tornara quase que um líder espiritual, era altura de continuar o trabalho desenvolvido de forma a prolongar o sucesso. O décimo álbum do Pink Floyd não teria um nome tão poético e sublime como os anteriores e o título seria apenas e só uma palavra. Animals, seria assim o nome do álbum lançado a 23 de Janeiro de 1977 sob uma liderança cada vez mais notória por parte do baixista e também vocalista Roger Waters. Após dois trabalhos de sucesso, bastante cooperativos, e músicas onde os solos extraordinários e a voz de David Gilmour bem como as teclas e voz de Richard Wright e a percussão e bateria de Nick Mason eram essenciais, a hegemonia de Roger Waters sob o Pink Floyd era cada vez mais evidente. Isso foi demonstrado não só neste álbum, mas também no álbum seguinte, The Wall, uma ópera rock de dois discos lançada em 1979 que teria um impacto tão grande que valeria um filme baseado no conteúdo do próprio álbum e tours extremamente produtivas e rentáveis.

Animals é inspirado na famosa obra de George Orwell Animal Farm (O triunfo dos porcos) e tal como o álbum anterior, Wish You Were Here, é apenas composto por cinco faixas embora algumas de grande duração: “Pigs on The Wing (Part One)”, “Dogs”, “Pigs (The Three Different Ones)”, “Sheep”, “Pigs on The Wing (Part Two)”. A obra de George Orwell escrita em 1945, que é uma crítica ao modo como Stalin liderava a União Soviética e ao próprio Estalinismo, retrata uma quinta onde os animais expulsam o ser humano e gerem a sua quinta por si sós, impondo uma série de princípios quase utópicos. Os porcos, animais descritos como os mais inteligentes, lideram a quinta e existe uma alusão de cada personagem/animal a uma identidade real do contexto retratado. O porco que acaba por liderar a quinta, Napoleão, representa Stalin, líder da União Soviética; Snowball, o porco expulso da quinta devido aos seus ideais antagônicos a Napoleão, representa Leon Trotsky, o adversário de Estaline na disputa pela liderança da União Soviética após a morte de Lenine e que após a derrota exilou-se no México; Mr. Jones, o dono da quinta, expulso pelos animais, representa o Czar Nicolau II que abdicou durante a revolução bolchevique em 1917; os cães representam a polícia política da União Soviética; as ovelhas, que repetem tudo aquilo que lhes dizem, representam o povo dominado pela propaganda, e por aí adiante. Acontece que em 1977 a União Soviética, já sem Estaline, ainda existia mas outras transformações e consequências chamavam mais a atenção no mundo ocidental. Na Grã-Bretanha, durante meados dos anos 70, os acontecimentos inspirariam Roger Waters em adaptar este livro à época, à semelhança do que Aldoux Huxley fez com Brave New World tendo publicado 26 anos depois Brave New World Revisited. Só que George Orwell não teve tempo de o fazer pois falecera em 1950 vítima de tuberculose, mas Roger Waters estaria apto para adaptar a obra ao momento atual através de um álbum de rock progressivo bastante cativante e acima de tudo crítico e pertinente. As analogias a cada animal diferenciavam-se mas estes seriam os mesmos, embora relacionados com diferentes elementos e seres humanos na sociedade. O desemprego, o maior foco na industrialização, os contrastes sociais bem como o surgimento de ideais neoliberais que viriam a ter uma enorme influência no mundo durante os anos seguintes, inspiraram Roger Waters na adaptação desta obra ao contexto da época. Outro fator importante que inspirou o músico foi também o aparecimento, devido essencialmente a questões de cariz social, dos movimentos punk que teriam como principal alvo abater o rock até à altura desenvolvido (desde o rock n’ roll até ao então rock progressivo) impingindo o Punk Rock que, mais do que um movimento musical, seria um movimento cultural. Daí que o rock, que até à altura se teria desenvolvido a partir das suas raízes originais, tivesse sentido necessidade de se defender em relação a um movimento que parecia ter necessidade de acabar com este. Os Pink Floyd souberam defender-se, e bem, com Animals, que apesar de não ter tido um sucesso tão grande como os álbuns anteriores, teve um impacto notório e um nível de vendas bastante considerável.

Sendo todas as letras do álbum escritas por Roger Waters, embora “Dogs” com a ajuda do companheiro David Gilmour, a ideia logo na primeira canção de meter porcos a voar fez com que o porco se tornasse um símbolo dos próprios Pink Floyd, sendo lançado em muitos dos seus concertos (e em grande parte dos concertos de Roger Waters após a sua saída em 1984) um porco gigante, por norma insuflável, de modo a sobrevoar sobre os espectadores provocando a histeria total. Sendo os porcos o principal animal do livro e a capa do álbum consistir num porco a sobrevoar a Battersea Power Station em Londres, o toque dos Pink Floyd foi importantíssimo para mistificar uma espécie de suínos que nos é bastante familiar: o porco. A primeira e última faixas do álbum, “Pigs On The Wing”, são canções em forma de balada dedicadas a Carolyn, mulher de Roger Waters na altura. A ideia de colocar os porcos a voar (que é romântica por si só) surge associada à expressão popular que remete para uma hipótese improvável: “Isso só quando as galinhas tiverem dentes e os porcos tiverem asas”, o que torna esta noção, no que toca aos porcos, bem verdadeira.

Segue-se então “Dogs”, segunda faixa com uns esplendorosos 17 minutos em que o ritmo de balada se mistura instantaneamente com o rock progressivo. A música é inspirada no cão enquanto animal e no modo como determinada classe de seres humanos se poderia associar aos cães, à semelhança da metáfora de George Orwell no seu livro. Porém, os cães de George Orwell não serão iguais aos cães de Roger Waters, pelo menos na analogia. Estes cães assemelhavam-se a homens de negócios obcecados pelo dinheiro, que eram vistos como sabujos e que ganhavam terreno na sociedade dos anos 70. Isto é notório logo no primeiro verso da canção: “You got to be crazy, gotta have a real need”, e em outros tantos ao longo da música, como: “And when you lose control you’ll reap the harvest you have sown”. Sendo o Homem comparado ao cão, animal condicionado pelo próprio ser humano, significa que este se deixa condicionar por si só, arrastado por algo mais forte como a música evidencia: “Dragged down by the stone”. Existem fortes frases dentro da música que envolve uma sinfonia progressiva deslumbrante onde todos os instrumentos são facilmente identificados.


Se são os porcos que começam e acabam o álbum, estes têm que também estar presentes no meio. Daí que a terceira faixa seja “Pigs (The Three Different Ones)”, onde uma série de grunhidos acompanham a música e cuja letra se inicia logo com uma frase que remete para o final de Animal Farm, onde o porco e o ser humano são impossíveis de se distinguirem um do outro: “Big man, pig man/ Ha ha charade you are”. Não remetida para aqueles que dominavam a União Soviética, mas sim para outro tipo de políticos que surgiram no mundo ocidental entretanto. A música faz alusão a Mary Whitehouse, uma política conservadora dos anos 70 na Grã-Bretanha especialista na propaganda cristã e acusada de vários actos de manipulação e censura políticas e também à própria Casa Branca dos Estados Unidos, nomeadamente ao presidente Gerald Ford (embora Roger Waters tenha desmentido tal analogia com este último numa entrevista anos mais tarde). A música contém versos com críticas muito descaradas à política inglesa e que podem ter diferentes interpretações: “Hey you, White House/ Ha, ha, charade you are (…) “Mary you’re nearly a treat/ Mary you’re nearly a treat/ But you’re really a cry”, pois, tal como na obra de Orwell, os porcos são análogos à classe política. As novas políticas e os métodos de propaganda assentariam que nem uma luva em Animal Farm, muitos seriam aqueles que facilmente entrariam no sistema de maneira quase cega com escassa informação, tal como outro animal também presente na obra.

Como tal surgem as ovelhas, “Sheep”, seres que na fábula de Orwell repetem o que lhes é dito constantemente, nomeadamente, e de uma maneira simplificada, que o ser humano é um animal a evitar e que tudo o que não tenha duas pernas é confiável “Four legs good, two legs bad”. Em Animals representam aqueles que seguem cegamente um líder, dominados pela propaganda repetitiva que viria a prevalecer no final dos anos 70. O balir das ovelhas acompanha esta canção que se assemelha a um rebanho a andar a grande velocidade devido ao ritmo da música. O rebanho, que muitas vezes é associado figurativamente a uma religião onde os fiéis são as ovelhas que seguem aquele que é o seu pastor, a principal figura da sua religião (embora esta analogia esteja mais relacionada com o Cristianismo), está presente também no meio da música com a citação bíblica do “Salmo 23” enunciada por meio de uma voz transfigurada (nos concertos essa voz é feita pelo baterista Nick Mason) e com algumas alterações satíricas. Tal como “Pigs (The Three Different Ones)”, a canção ultrapassa os 10 minutos de duração, em que a qualidade se consegue sobrepor à quantidade.

Hoje, 40 anos depois de Animals dos Pink Floyd e mais de 70 de Animal Farm de George Orwell, a quinta mantém-se com os mesmos animais mas com diferentes seres humanos a representá-la. Embora a obra tenha tido uma crítica dirigida a uma política específica, a analogia pode ser feita a outras políticas e políticos. Os cães podem ser outros mas continuam à caça, as ovelhas podem ser outras mas continuam a seguir sem pensar aquilo que os slogans e os media dizem, e os porcos podem ser outros… mas continuam a triunfar. Tal animal simpático e até ilustre na nossa gastronomia pelos melhores motivos, não merecia esta cruel comparação. Ainda assim seria bom terminar uma crônica sobre este álbum que hoje celebra 40 anos com uma das últimas performances de “Pigs (The Three Different Ones)”. Durante Setembro e Outubro de 2016, Roger Waters atuou no México onde fez questão de dedicar a canção àquela que é a figura política do momento, com imagens a acompanham a música e frases que surgem durante o solo final, terminando com uma evidente conclusão.

Fonte: Comunidade, Cultura e Arte - Portugal

04/11/2016

Pink Floyd ‎– Wish You Were Here / Animals Outtakes: The Original Cassette Tapes Transfer (Sigma 165)



A gravadora japonesa Sigma nesta edição traz as gravações originais, a fita mestre sem nenhum processo de masterização com a melhor qualidade possível na obtenção dos CDs. O material em fitas demo surgiu a questão de dois anos surpreendendo a todos, principalmente nós que somos fãs, e foi divulgado na época aqui no blog com maiores detalhes. Boa audição!





Pink Floyd
Wish You Were Here / Animals Outtakes: The Original Cassette Tapes Transfer (Sigma 165) 
Unissued Alternate Studio Recordings 1975 - 1976: Raw & Unprocessed Versions [Stereo soundboard]


Disc 1 (44:10)
Wish You Were Here

1. Have A Cigar (partial) 
2. Have A Cigar 
3. Welcome To The Machine
4. Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-8) 
5. Welcome To The Machine

Disc 2 (48:23)
Animals

1. Dogs (Part 1) 
2. Synth/Click/Space 
3. Dogs (Part 2) 
4. Sheep Sound Effects, Synth/Click/Space
5. Sheep (Raving And Drooling) 
6. Pigs (Three Different Ones)




FLAC
uloz.to.CD1 - (280 MB)
 uloz.to.CD2 - (277 MB)




Abaixo resenha original Sigma:

“WISH YOU WERE HERE” and “ANIMALS”, what was happening in the studio sessions of the two albums. Witness to the scene, is the emergence of direct sucked master cassette the air. This time, Omoto cassette of the kind that had been used in the field of studio work was brought in its own route. This work, not remain entirely 1 sound it’s the two sets of studio album was transferred to CD.

A few years ago, it has appeared this two studio demo / outtakes collection, also still fresh in memory of shocked the world. Although there had been constructed and tightly aware of the finished product album, this work is completely different. Studio work is recorded vividly in, there is also a recording and repetition of things that do not form the body of the song, not even trimmed in order to those people is heard again. It was just “studio-recording leave the sound of”.

In, and say whether the idea phrases are arranged as in the memo, nor is why. Unfinished while also, the mix has been, from each song is said to be seen firmly …, also appear take that was very similar to its outstanding demonstration. The relationship between the current brought the master and its outstanding demo I do not know, but perhaps what this time of the cassette will be thought that it is the wound have been kind in the studio. Despite its outstanding demonstration and take of ghosting can not affirm, work stage, sound, there is a track the performance was similar too. On top of that, there is also plenty to sound or “between” not in its outstanding demonstration. Even more than its outstanding demo, do not see things that do not have enough. This also there is no excuse, but completely speculation, extracting only the part close to someone finished product album from this cassette, heart deprived up to solve it Tour of extended the lead or not was the world out as a demo by ……… such a mystery one of you be irretrievably.

In addition, also from the natural sound too vividly, “This is what source, the starting point” can be convinced. Demo title of until now is editing marks and equalizing marks were found, not like in this work. Very extremely You have caused a faint enter era feeling of 40 years ago to hiss, series of flow is too non-editing more than anything. Unlike its outstanding demonstration that had to resemble the official album, in Sonomanma the song order also had been sealed in the actual cassette, or vacant between Omoikkiri, the same part is also or repeated. The is trial and error in the studio is entirely reproduced. If one example, of the disk 2 “Dogs”. When played in was approaching the middle part is finished, while caught fragments and clicking sound of synth sound, become silent. In this “fragment” or “between” to speculation or hesitation, such as “Let’s either put something in here,” even stand the smell. It was best if there until the conversation of the members, but even if not, the phrase one one, one one of the sound, but rather the even silence me tell breathing feeling in the studio.

And I said honestly, this film is not a musical perfection of about demo / out TAKES until now. Rather, cassette happened the air in the studio on the scene, it is a maniac 2 Disc was revived from a cassette that would have also touched Roger and Gilmore. Masterpiece “WISH YOU WERE HERE” and what is happening in the studio the “ANIMALS” went birth, whether the member was wondering what. ‘re Stuck in this work, as originally not allowed be touch only to human beings, who was involved in the production “sound”, “breath”, “smell”.

People who devote a lifetime to Floyd research, of course, ancient documents I would like also to experience for those who want to peep the “that the studio”. To behind closed doors in London, to the site of that name record us, two sets to sneak softly. This weekend, we will deliver to you your hand.

30/06/2016

Estúdio do Pink Floyd vai virar condomínio de luxo


Britannia Row, Canonbury, onde Pink Floyd gravou o álbum Animals


O estúdio em que a banda Pink Floyd gravou três álbuns será transformado em um condomínio de apartamentos de luxo, segundo o Islington Tribune. O lugar, batizado de Britannia Row, foi construído pela banda nos anos 70, em Londres, após o lançamento de “Wish You Were Here”.

Foi no Britannia Row que Pink Floyd gravou o álbum “Animals” e partes de “The Wall” e “The Division Bell”. Artistas como Jimmy Page, Björk, Kylie Minogue, Robert Plant, entre outros, também usaram o estúdio durante seus anos de funcionamento.

No começo dos anos 90, o baterista Nick Mason, que na época era o proprietário do estúdio, vendeu o local para Kate Koumi, que já administrava o Britannia Row desde meados de 1980. Mason transferiu os equipamentos de gravação para Fulham, Londres, onde o estúdio continua em funcionamento.

O Comitê de Planejamento, do Conselho de Islington, decidiu nesta terça-feira (28), que os oito apartamentos de luxo serão construídos, mas com a condição de que parte da propriedade continue com um espaço para o estúdio e para escritórios, de acordo com a Team Rock.


"Have a Cigar" - Pink Floyd: From Abbey Road to Britannia Row - The Extraction Tapes 


"Raving and Drooling" - Pink Floyd: From Abbey Road to Britannia Row - The Extraction Tapes 

30/08/2015

Pink Floyd recuperou "Algie", uma das imagens mais icônicas do rock


"O porco está voltando para o Pink Floyd. Eles o querem em casa novamente." 
Rob Harries, proprietário da Air Artists

Pink Floyd conseguiu recuperar uma das imagens mais icônicas do rock, "Algie" o porco inflável que sobrevoou a Usina Termelétrica de Battersea em Londres para se conceber a capa de "Animals" (1977), décimo álbum de estúdio da banda, e que iria ser leiloado por erro, mas que por outro lado, será doado aos integrantes do grupo, anunciou nesta sexta-feira a Air Artists, proprietária do artefato.

O animal de plástico, de 12 metros de comprimento, foi lançado ao ar em 1976 sobre a antiga central elétrica de Battersea, ao sul de Londres, mas voou sem controle e terminou causando problemas aos voos que aterrissavam e decolavam no aeroporto de Heathrow.


Uma imagem do porco no céu de Londres decorou a capa do décimo álbum de estúdio da banda

A firma Air Artists, fabricante do globo e atuais proprietários, informaram que a casa Durrants, em Suffolk (leste da Inglaterra), incluiu por erro o objeto na lista de lotes de um leilão previsto para o dia 15 de setembro.


"A casa de leilões se precipitou ao publicar uma lista de objetos que eu lhes tinha transferido e divulgou que o porco ia ser leiloado", explicou Robin Harries, proprietário da Air Artists.

Harries assinalou que conversou com a banda para organizar uma exposição com objetos do Pink Floyd e espera que a doação seja "a faísca para ligar o motor" desse projeto.

28/08/2015

Porco da capa do álbum do Pink Floyd vai a leilão


A imagem de 'Algie' sobrevoando a usina no sul de Londres estampa a capa do disco 'Animals'

O porco inflável que flutua sobre a usina de Battersea, no sul de Londres, na capa do histórico álbum Animals, da banda de rock Pink Floyd, vai ser leiloado na Grã-Bretanha.

Batizado de "Algie", ele faz parte de um lote de criações infláveis do coletivo Air Artists, da cidade de Halesworth, no litoral leste da Inglaterra, a ser vendido no dia 15 de setembro.

Antes de ser imortalizado na capa do álbum do álbum psicodélico, o suíno atrapalhou o tráfego aéreo do maior aeroporto londrino, Heathrow, ao se soltar de suas amarras em 1976.

Ele foi recuperado mais tarde ao cair em uma fazenda no condado de Kent.

O palco dos Rolling Stones imortalizou a imagem da Mulher Babilônica

As criações dos Air Artists são feitas em tecido branco e pintadas a mão

"Está na hora de outras pessoas o levarem para passear", brincou o seu criador, Rob Harries.

O porco e outros infláveis foram retirados no ateliê de Harries depois que ele decidiu mudar a direção do seu trabalho, passando a usar argila como matéria-prima.

Apesar do porco ilustre, a casa de leilões Durrant não soube estimar quanto o lote de infláveis deve arrecadar, já que se trata de uma coleção tão incomum.

  
Para se ter uma ideia das dimensões da cabeça de porco, basta comparar com o homem ao lado

Outra figura que faz parte lote é a chamada Mulher Babilônica, que foi imortalizada no palco durante uma turnê dos Rolling Stones.

"Estou triste por me desfazer deles, mas eles raramente veem a luz do dia, então até vou ficar feliz de saber que outras pessoas os levarão para passear", disse o artista.

Harries conta também que a limpeza do ateliê foi uma espécie de catarse e trouxe à tona diversas lembranças.

"Mas acho que está na hora de deixar isso para trás e seguir adiante."

'Algie' foi recuperado em uma fazenda em Kent após atrapalhar o tráfego aéreo de Londres

Um dos objetos favoritos do artista é a gigantesca cabeça de porco usada pelo ex-baixista e cantor do Pink Floyd, Roger Waters, criada em 1990 para o famoso show no Muro de Berlim.

Além dos Stones e do Pink Floyd, Harries também trabalhou com AC/DC, Iron Maiden e Bon Jovi.

Os infláveis são todos feitos em tecido branco, costurado pela companheira do artista, Shirley, e depois pintados à mão pelo artista Andy Ireland.

A maior parte das encomendas dos Air Artists foi feita através do diretor de palco Mark Fisher, que trabalhou com diversos artistas famosos.

Fonte: BBC

04/07/2015

Pink Floyd ‎- Animals - 1977 (EMI ‎- TOCP-65741 - Japan Edition)







Eleito pela Rolling Stone entre os 50 melhores álbuns (13º) de rock progressivo de todos os tempos, (50 Greatest Prog Rock Albums of All Time), "Animals" é o terceiro álbum conceitual consecutivo do Pink Floyd, Roger Waters substituí a crítica de Orwell ao stalinismo, por uma acusação contundente contra a opressão capitalista durante o mandato de Margaret Thatcher como primeira-ministra da Inglaterra. 

Talvez para muitos fãs, uma resposta da banda aos punks que a exemplo do Sex Pistols tentavam através da mídia ou shows na época ridicularizá-los publicamente, chamando-os de "dinossauros" do rock... A resposta veio com alguns dos solos mais geniais de David Gilmour, brincando em meio a panoramas sombrios num contexto visceral de valores morais corrompidos.

Gravado no estúdio da banda, Britannia Row, em Londres, foi o décimo álbum do Pink Floyd, lançado em janeiro de 1977.

Confira parte de uma matéria da BLITZ (Portugal), que aborda este álbum: 

"Na ressaca do sucesso à escala universal, Pink Floyd já não era aquela banda experimental à procura de uma identidade, fugindo da sombra de Barrett. Agora eram colossos desconfortáveis na sua nova pele de rock stars e editavam um disco seco e cru chamado "Animals". 

É tido como o primeiro sinal evidente da plena ditadura 'Wateriana' e assenta numa novela 'Orwelliana' da pena do Roger Waters, na qual a Sociedade é dividida em Porcos, Cães e Ovelhas. É uma obra conceitual, mas muito diferente daquelas que fizeram a era de ouro do Prog Rock. Esta é direta ao assunto, sem floreados. Densa, lúcida e visceral, ao ponto de eu estar quase certo de que os Punks que cuspiam palavras de ordem na altura viram-se na obrigação de gostar desse disco de temas longos e "fora de moda", em segredo.

O que ouvimos em 'Animals' já andava a ser experimentado em palco muito antes. Na verdade, avaliando pelos Bootlegs da era 'Wish You...' é curioso como duas das três peças do disco, inéditas, foram adquirindo forma em palco, perante uma audiência que as desconhecia, à boa maneira bizarra do funcionamento da máquina Pink Floyd. Numa fase inicial, chamaram-se 'You Gotta Be Crazy' e 'Raving And Drooling'. Mais tarde, 'Dogs" e "Sheep'. 

Contrariando a 'luminosidade' e o simbolismo nostálgico da brilhante sequência dos discos anteriores (e ainda hoje os mais reverenciados), 'Animals' contrastou pela sua frieza. A crítica especializada que, tal como acontece hoje, voltara as costas à banda quando esta começou a ter sucesso, ficou boquiaberta e desfez-se em vênias. 

O disco era composto por três peças, intercaladas por dois pequenos e suaves interlúdios, chamados 'Pigs on the Wing'. Os Porcos, dominadores e corruptos ('Pigs (Three different ones)') foram musicados por uma melodia Rock ilusoriamente fácil, as Ovelhas, cegas e obedientes ("Sheep"), servidas com um dinâmico exercício a recordar um certo Space Rock e os Cães, aprendendo a sobreviver entre opressores e seguidores ("Dogs") a merecerem uma das mais magistrais e dinâmicas peças dos Floyd, dominando toda a face A do LP. Gilmour brilha especialmente ao longo dos cerca de dezoito minutos de duração. Este tema pode considerar-se a trave mestra da obra.

Waters domina como compositor, mas a marca de Gilmour é de excelência, pela sua voz característica e pela sua guitarra, enveredando por dinâmicas que não lhe eram habituais, abandonando por vezes o solar melódico (próprio de um cantor que por acaso é guitarrista, segundo o próprio) e optando por passagens bem mais ousadas. De resto, a performance do conjunto é excelsa e mais focada, distante dos experimentos dos tempos de 'Ummagumma'".

Boa audição!





Pink Floyd  
Animals  1977
(EMI ‎- TOCP-65741 - Japan Edition)
Toshiba EMI Ltd
Recorded At – Britannia Row Studios




Tracklist

1 Pigs On The Wing 1 1:25
2 Dogs 17:08
3 Pigs (Three Different Ones) 11:28
4 Sheep 10:20
5 Pigs On The Wing 2 1:24




FLAC
ulozto - (349 MB)

08/02/2014

Pink Floyd - The Extraction Tapes (1975/76) 2014




Dois lançamentos contendo excelentes demos do "Pink Floyd" que recentemente vieram à tona, nos dão a grata oportunidade de avaliar o processo em pleno desenvolvimento de "Animals" em sessões de estúdio. Muita coisa realmente interessante, como por exemplo, a versão de "Wish You Were Here" com a glamourosa participação do genial Stéphane Grapelli, "Pigs On The Wing" e "Shine On You Crazy Diamond", estendidas (ambas com as duas partes), e "Raving and Drooling" pela primeira vez em estúdio, tudo excepcional e raro.

Em 1975, depois que o álbum "Wish You Were Here" foi lançado, seu contrato com a EMI utilizando o estúdio Abbey Road em troca de uma percentagem reduzida nas vendas havia expirado. Ocasião em que a banda comprou um edifício de três andares localizado na rua Britannia Row 35, Islington, em Londres, (originalmente parte da igreja St. Mary).


O estúdio foi rapidamente construído no andar térreo, enquanto o resto do edifício seria usado para acomodar a administração, todo o equipamento de iluminação, e o enorme sistema de amplificação que "Pink Floyd" usou em suas turnês.

Eles passaram a usar o estúdio para gravar aquele que seria seu próximo álbum, "Animals", O álbum foi lançado em 23 de janeiro de 1977,  sendo o primeiro e único álbum do "Pink Floyd" gravado em seu próprio estúdio.  

Nick Mason, posteriormente, assumiu a propriedade do estúdio, mas no início dos anos 90, decidiu vende-lo para o seu atual proprietário e diretor, Kate Koumi (Polydor Records), contratado por Nick Mason à gerir desde meados de 1980.

Este período é lembrado por Nick Mason, em seu livro "Inside Out: A Personal History of Pink Floyd" (capítulo oito, veja o link abaixo), onde ele fornece uma leitura muito agradável, com detalhes sobre a construção do estúdio, a gravação de 'Animals' , as ambições de negócios, e tensões internas da banda, inclusive a história de como ele veio a ser o produtor improvável de uma banda punk.

O Google Books tem uma prévia deste capítulo, que contém também fotos do estúdio na época: Chapter 8, The Baloon goes Up (Nick Mason).

Logo conclamado o mais raro de "Animals", este conjunto de outtakes em estúdio é sem dúvida precioso, inestimável aos fãs, e com ótima qualidade sonora. Boa Audição!


Raving and Drooling



Pink Floyd

Wish You Were Here:

01 Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-9 In 1 Track)
02 Welcome To The Machine (Studio Demo)
03 Have A Cigar (Studio Demo)
04 Wish You Were Here (Studio 1975, with Stéphane Grapelli)

Animals:

01 Pigs On The Wing (Extended Version)
02 Dogs
03 Raving and Drooling
04 Pigs (Three Different Ones)
05 Blues
06 Message from the Sheep




Dogs

Animals (Extraction Tapes)
FLAC
mediafire.pt1 - (148,42 MB)
mediafire.pt2 - (194,69 MB)
mediafire.pt3 - (121,88 MB)
Mp3 - 320Kbps - 48 kHz
mediafire - (112,42 MB)

Wish You Were Here
FLAC
mega.co.nz - (274,60 MB)
ou
ulozto - (287,90 MB)
Mp3 - 320Kbps - 48 kHz
mega.co.nz - (103,10MB)


Pigs (Three Different Ones)



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David Gilmour


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