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29/06/2023

A mítica das capas do Pink Floyd - Squaring The Circle (The Story of Hipgnosis) vídeo




A história do atelier que criou capas míticas do Pink Floyd ou Peter Gabriel surge num documentário. A aventura da Hipgnosis contada por Anton Corbijn
  

Filão fértil no atual panorama do documentarismo, o contar das histórias que a música guarda entre os discos ou os palcos tem aberto frentes narrativas nem sempre muito exploradas. É o caso do universo do design gráfico que, mais frequentemente abordado pela imprensa escrita, começa a conquistar o espaço dos ecrãs. Fotógrafo, com importantes trabalhos feitos para a música tanto em vídeo como na criação de imagens, algumas delas usadas em capas de discos, o realizador Anton Corbijn é quem nos convida, em Squaring The Circle (The Story Of Hipgnosis), a conhecer a aventura visual criada por Storm Thorgersson e Aubrey Powell, aos quais depois se juntou Peter Martin Christopherson e pela qual surgiram capas históricas para discos do Pink Floyd, Led Zeppelin, Peter Gabriel, Wishbone Ash ou Wings, entre outros.

Essencialmente filmando em preto e branco, escutando entre outros nomes como Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason, Robert Plant, Jimmy Page, Peter Gabriel, Paul McCartney ou o designer Peter Saville, naturalmente sem esquecer os próprios Aubrey Powell ou Thorgerson (este em imagens de arquivo), o documentário de Anton Corbijn começa por nos levar à Cambridge, em meados dos anos 60, quando ambos fazem amizade com um grupo de amigos que começava a fazer música, mal imaginando todos eles que, ali estava não só a gênese do Pink Floyd mas também da mais importante história de parceria criativa entre o que em breve seria a Hipgnosis e o grupo criativamente comandado por Syd Barrett em seus primeiros passos. 

Começaram por colaborar em A Saucerful of Secrets, iniciando também aí o filme acompanhando a história que, com o tempo, os colocou numa rota quer feita de desafios (como o da capa de Atom Heart Mother, com a foto de uma vaquinha) ou sucessos colossais, representando aí The Dark Side of The Moon o episódio de definitiva confirmação das visões de Thorgersson, cuja difícil personalidade (referida pelos entrevistados) em nada ofuscava a sua rara criatividade.

O filme avança cronologicamente, relatando como a Hipgnosis cresceu num tempo em que haviam álbuns gerando grandes sucessos de vendas e, portanto, largos rendimentos. Fato que, consequentemente, abriu cordões das bolsas das editoras à propostas cada vez mais arrojadas (e caras) deste atelier que então ia somando na sua lista de clientes alguns dos nomes maiores dos anos 70. A entrada em cena da geração de 80, com novos artistas, novos designers (e novos orçamentos) mudou o cenário, com consequências na história da própria Hipgnosis, com uma etapa que desviou os trabalhos para o vídeo e, depois, fruto de má gestão, uma tragédia financeira que acabou mal. Com detalhados relatos sobre a criação de algumas capas marcantes, Squaring The Circle (The Story Of Hipgnosis) é, através destas memórias do design gráfico, mais uma declaração de amor do realizador Anton Corbijn com o mundo da música e dos discos. (Nuno Galopim - Antena 1 - RTP)

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27/05/2023

Polícia alemã investiga Roger Waters por alusão ao nazismo



Personagem que aparece vestido como líder fascista 
vem do álbum 'The Wall', de 1979, e já apareceu 
em turnês anteriores de Waters
#thinkfloyd61
Polícia alemã investiga Roger Waters por  
usar roupas com alusão ao nazismo durante show


A polícia de Berlim anunciou nesta sexta-feira que está investigando o co-fundador do Pink Floyd, Roger Waters, por incitar o ódio depois que ele usou traje de estilo nazista em um show na capital alemã. Em algumas imagens divulgadas nas redes sociais, Waters pode ser visto vestido com um casaco preto e pulseiras vermelhas, em show oferecido no dia 17 de maio na Arena Mercedes-Benz, em Berlim.

O figurino já era usado pelo músico e pela banda na turnê "The Wall" — inclusive no show especial "The Wall em Berlim", de 1990, pouco depois da queda do muro. A inspiração vem da trama do álbum "The Wall", de 1979, no qual o personagem Pink constrói um muro metafórico (e real no show) a partir dos seus traumas de infância (a morte do pai na guerra, a mãe opressora, o sistema educacional que transforma crianças em robôs, etc). Após se isolar completamente, o personagem têm delírios autoritários e passa a agir como um líder fascista diante da plateia, numa crítica de Waters à relação entre público e artistas.

"Estamos investigando as suspeitas de incitação ao ódio, porque as roupas usadas no palco podem exaltar ou justificar o regime nacional-socialista e perturbar a ordem pública", disse à AFP o porta-voz da polícia de Berlim, Martin Halweg. "A roupa lembra a de um oficial da SS."

As mídias alemã e israelense também indicam que, durante o show, foram utilizadas inscrições em letras vermelhas em uma tela com os nomes de Anne Frank e Shireen Abu Akleh, a jornalista palestina-americana do canal Al Jazeera que morreu em uma operação israelense em maio de 2022.

"Estamos investigando e assim que o processo estiver concluído, vamos transmitir ao ministério público para uma avaliação jurídica final", disse o porta-voz da polícia, que destacou que será o Ministério Público quem decidirá se entre ou não com uma ação contra o cantor britânico.

O show, que também passará pelo Brasil em outubro e novembro, atraiu fortes críticas em Israel. O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusou Waters na quarta-feira "de ter manchado a memória de Anne Frank e dos seis milhões de judeus assassinados durante o Holocausto".

"Waters quer comparar Israel aos nazistas" e é "um dos maiores detratores dos judeus de nosso tempo", disse o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, no Twitter.

Waters é um conhecido ativista pró-palestino, que encenou um porco inflável com a estrela de David em seus shows e apoiou ações de boicote contra produtos israelenses. As próprias autoridades de Frankfurt cancelaram um concerto do músico britânico no dia 28 de maio, mas a decisão foi anulada por um tribunal administrativo em nome da liberdade de expressão.

Um vídeo publicado pelo perfil "StopAntisemitism" ("Pare com o antissemitismo", em tradução livre) mostra a parte do show em que o cantor usa os trajes e interpreta um fuzilamento. O Twitter manteve o vídeo, mas sinalizou que o registro estava fora de contexto, explicando se tratar de uma encenação.

"Roger Waters interpreta um Pink Floyd, um astro do rock que toma uma overdose e cai na loucura, alucinando que é um ditador em um comício fascista, e o público é seu apoiador. É um papel famoso interpretado por Bob Geldof no filme “Pink Floyd: The Wall” (1982)", diz a nota da rede social.




20/05/2023

Guy Pratt, no Pink Floyd a partir de 1985, no podcast No Treble (Confira a integra da entrevista)

 



O músico Guy Pratt, lendário e habilidoso baixista, que cativou, e ainda continua cativando o público, agora em turnê com Nick Mason, além de inspirar tantos outros baixistas por décadas, concedeu entrevista ao podcast No Treble (acima)

Como membro central do Pink Floyd desde o final dos anos 80, Guy contribuiu significativamente para o som icônico da banda, mostrando suas habilidades excepcionais e versatilidade como baixista eclético.



Nascido em Londres em 1962, a paixão de Guy pela música o levou a dominar a arte de tocar baixo, tornando-se um dos músicos de sessão e de turnê mais requisitados da indústria musical

Seu talento notável e dedicação inabalável ao seu ofício contribuíram para sua impressionante, duradoura e impactante carreira no mundo do contrabaixo. 

Ao longo dos anos, Guy tocou e gravou com alguns dos maiores nomes da música, incluindo Pink Floyd (Delicate Sound of Thunder, Pulse, The Division Bell), David Gilmour, Madonna (“Like A Prayer”), Michael Jackson e com o Roxy Music (trabalho solo de Bryan Ferry também).  

Com uma extensa discografia, a influência de Guy Pratt pode ser ouvida em vários gêneros e épocas da música. Guy provou ser um compositor talentoso, co-escrevendo faixas para artistas como Robert Palmer, Bryan Ferry e David Gilmour. 

Ele também explorou o mundo da atuação e da comédia stand-up, demonstrando suas habilidades multifacetadas além do reino da música. 

Como um contador de histórias natural e músico apaixonado, Guy "co-apresenta" o popular podcast, ao lado do colega, também músico Gary Kemp (Spandau Ballet). Ele também é o autor de seu próprio livro de memórias, My Bass And Other Animals (publicado em 2009).




30/04/2023

Syd Barrett: estreia documentário em sua homenagem




“Have You Got It Yet?: The Story of Syd Barrett and Pink Floyd” retrata a vida e carreira do vocalista que ajudou a fundar o Pink Floyd.

Um documentário sobre o lendário fundador dos Pink Floyd, Syd Barrett vai ser lançado em Junho e já se pode ver o primeiro trailer.

“Have You Got It Yet?: The Story of Syd Barrett and Pink Floyd” tem realização de Roddy Bogawa e Storm Thorgerson e detalha a vida e o tempo de Barrett nos Pink Floyd. Os membros clássicos da banda David Gilmour, Nick Mason e Roger Waters foram todos entrevistados para o filme, bem como aqueles que foram mais próximos de Barrett durante a sua vida, como os managers originais da banda, Peter Jenner e Andrew King.


“Durante a vida de Syd, o Storm e os Floyd protegeram-no ferozmente», comentou Robert Truman, sócio fundador da casa de coprodução do filme, A Cat Called Rover. “Storm recusava todas as entrevistas sobre ele e não me contava nada sobre a vida de Syd. Após a sua morte, Storm em discussão com Roddy Bogawa e Dan Abbott sentiu que deveria fazer o filme, tendo conhecido Syd desde os tempos de escola. Storm conhecia bem todos os que fizeram parte da vida pessoal e profissional de Syd e o filme seria um caleidoscópio de impressões, uma imagem mais precisa de Syd feita a partir da soma das suas várias partes.”

Bogawa acrescenta: “O Syd era apenas mais uma vítima das drogas? Ele sofria de uma condição mental não diagnosticada? Ou ele não gostou da atenção e fama quando a diversão se transformou em trabalho? Embora não haja respostas claras sobre qual possa ter sido o caso, todos ao redor de Syd sentem que algo correu muito mal. “Have You Got It Yet?” é uma crónica e um mosaico dos impulsos criativos e destrutivos de Barrett, a sua presença e ausência cativantes – um retrato do complexo quebra-cabeças que era a sua vida.”

Produzido pelos Mercury Studios, Believe Media e A Cat Called Rover, “Have You Got It Yet?” teve a sua estreia no Everyman King’s Cross em Londres a 27 de abril de 2023






22/04/2023

A animação que me mudou: Hisko Hulsing em 'Pink Floyd — The Wall' (Cartoon Brew)




Hisko Hulsing revisita sua adolescência para a edição desta semana de The Animation That Changed Me , uma série na qual artistas importantes discutem uma obra de animação que os influenciou profundamente.

Pintor, compositor, animador e diretor, Hulsing entrou em cena com seus curtas-metragens Harry Rents a Room, Seventeen e Junkyard (o último dos quais ganhou o grande prêmio no Ottawa Int'l Animation Festival). O cineasta holandês é diretor e designer de produção de Undone, a primeira série animada original da Amazon, e supervisionou os segmentos animados de Kurt Cobain: Montage of Heck, o retrato documental do vocalista do Nirvana.




A escolha de Hulsing é o longa-metragem de 1982 de Alan Parker, Pink Floyd - The Wall, uma dramatização do álbum conceitual homônimo da banda de rock britânica. O filme combina ação ao vivo com segmentos animados, dirigidos pelo renomado cartunista Gerald Scarfe. Abaixo, Hulsing fala sobre o que torna o filme especial para ele:

Lembro-me de ter visto Pink Floyd — The Wall em uma fita de vídeo durante uma visita a um amigo de meus pais que fumava maconha. Fiquei imediatamente impressionado com a música e a animação. Isso me atraiu. Aqui estava um filme insanamente lindo que era sobre mim! Sobre minha rica vida interior adolescente! Sobre a dor, a depressão e a loucura que senti.

Eu tinha quinze anos e fumava maconha diariamente. Eu estava chapado, nervoso e deprimido, e a maconha parecia mudar minha percepção de maneiras muito sombrias, criando alucinações e delírios confusos.

Hisko Hulsing
Hey! Teacher! Leave them kids alone!

The Wall romantizou completamente minha autopiedade e fez tudo parecer fantástico, bonito e alucinante. As sequências de animação foram ainda mais alucinantes do que minhas próprias viagens!

O filme também se encaixou muito bem na minha visão sombria da vida naquela época. Ele contém uma grande peça de animação que ilustrou perfeitamente como eu via a sociedade e a escola. Alunos sem rosto estão sendo espremidos em um picador de carne por um professor frustrado. Foi exatamente assim que me senti: espremido em um moedor de carne pela sociedade, para me encaixar perfeitamente no sistema e fazer parte de uma massa disforme uniforme, junto com meus pares.


Em retrospectiva, provavelmente me senti exatamente assim porque tinha visto The Wall … É realmente difícil saber depois de tantos anos. Hoje em dia tenho visões de mundo mais matizadas, não se preocupe. Não é tão ruim, pessoal!



Eu diria que a maior parte da animação é feita para entretenimento familiar e comédia, provavelmente porque a animação se adapta tão bem ao humor físico. Mas descobri por meio de The Wall e de outros filmes de animação que a animação também é um meio excelente para diluir as barreiras entre sonho e realidade e mostrar o mundo interior de um personagem.

Usei animação para retratar psicose e delírios em meus curtas-metragens Seventeen e Junkyard, e na série da Amazon Undone (com os showrunners Kate Purdy e Raphael Bob-Waksberg). F h unciona de uma forma bem estranha, porque os atores são rotoscopados. Primeiro filmamos os atores, depois os localizamos e os colocamos em um mundo pintado a óleo. O mundo parece muito real, mas também irreal, sonhador e pictórico. Nunca fica totalmente claro para o público se estamos em uma viagem na cabeça de Alma, que pode estar sofrendo de esquizofrenia, ou se estamos realmente assistindo à realidade.



Isso não poderia ser feito sem animação. Se tivéssemos filmado como uma série live-action, haveria uma distinção clara entre a realidade e todas as coisas estranhas acontecendo, o que criaria uma distância clara entre nós e Alma. Nosso objetivo era levar o público em uma viagem com Alma. Veja e sinta o que ela vê e sente, através da animação.

Em Montage of Heck, percebemos, é claro, que estávamos fazendo algo comparável a The Wall, pois estávamos integrando a animação à ação ao vivo. A diferença era que estávamos tentando capturar a vida interior de uma pessoa real – ou seja, o vocalista do Nirvana, Kurt Cobain – e não de uma pessoa fictícia, como é o caso de The Wall .

Para Montage of Heck, tivemos oito minutos de áudio em fita cassete, com colagens de sons e histórias que Kurt Cobain gravou aos 20 anos. Seu uso de maconha, suas lutas na vida e até mesmo seus primeiros pensamentos suicidas. Parecia dar uma visão única de seu caráter problemático.

Como era apenas áudio, o diretor Brett Morgen precisava de recursos visuais que aprimorassem e contra narrassem esses fragmentos. Quando ele viu meu filme Junkyard, pensou que minhas animações sombrias e realistas complementariam muito bem o personagem de Kurt Cobain. Ele notou o mesmo tipo de energia bruta.



A história de amadurecimento que Kurt Cobain contou era tão semelhante ao meu próprio passado adolescente que me senti muito à vontade para animá-la. Não poderíamos ser muito psicodélicos, então a animação não poderia ser tão selvagem quanto The Wall. Mas nossa animação pictórica definitivamente parece sonhadora e estranha e ajuda o público a ter um vislumbre da vida interior rica e autopiedade de Kurt Cobain, assim como The Wall nos ajudou a entrar na cabeça de Floyd. Quase como em um sonho.

All Animated Scenes | Cobain: Montage Of Heck

Acho que The Wall foi construído como um álbum em primeiro lugar, não como um filme. Como muitas letras de músicas pop, [a narrativa do álbum] é tão vaga que é muito possível projetar todos os tipos de significados nela e sentir todos os tipos de sentimentos que podem ou não ter sido intencionados pelos escritores. Não há nada de errado nisso, e funciona para quem é sensível a toda aquela violência visual bombástica. Como eu.

Mas de um ponto de vista puramente narrativo, o filme muitas vezes carece de motivação. Poderia ser visto como uma série de fatias de vida bastante não relacionadas, magicamente costuradas com a música. Existem muitos elementos da história que parecem o início de pensamentos que nunca se cristalizam: paralelos entre as lutas da Segunda Guerra Mundial e os tumultos modernos, imagens fascistas, mídia de massa e shows pop. Muitas e muitas associações e dificilmente uma história real. Mas muito eficaz para alguns públicos!

Uma das coisas estranhas sobre The Wall é que parece um filme de animação com algumas belas cenas de ação ao vivo no meio, enquanto na verdade é o contrário. Há apenas 11 minutos de animação no filme. Mas a animação é usada de forma tão icônica e impressionante que se funde perfeitamente.

The Wall tocou por anos como um show noturno nos cinemas de Amsterdã. Eu assisti muitas vezes. Aparentemente, gosto de mergulhar de vez em quando no tipo de autopiedade melodramática que sentia quando era um maconheiro de 15 anos e reviver tudo de novo. Por que?!

Mas também ainda é muito inspirador. O rapper Kid Cudi uma vez me convidou para ir a LA para passar um tempo em sua casa e no estúdio de som de Hollywood onde ele estava gravando seu novo álbum. Ele adorava Montage of Heck e queria que eu fizesse um videoclipe longo e insano, encharcado de LSD. As paredes de sua casa foram decoradas com fotos de The Wall. Não havia como escapar da espessa camada de fumaça em sua casa e no estúdio. Parei de fumar maconha há 32 anos, mas seu fumo passivo me deixou chapado de novo. Não foi ruim, na verdade…

Kid Cudi e eu não nos demos muito bem, então aquele filme nunca se materializou, e ele foi institucionalizado não muito depois disso. No entanto, ele me deu muita inspiração para um curta-metragem que fiz um storyboard completo, mas que não posso fazer agora por falta de tempo. Por causa da segunda temporada de Undone, na verdade.



Eu descreveria o curta como uma mistura entre Pink Floyd – The Wall, a série impressa de Francisco Goya “The Disasters of War” e suas “Black Paintings”. Muito sombrio e intenso, animado pela fantástica música sinfônica de Dmitri Shostakovich. É o projeto dos meus sonhos, então deve se tornar realidade um dia!





Original: www.cartoonbrew





15/10/2022

Mercury Studios anuncia ‘Have You Got It Yet?’ filme documentário de Syd Barrett




Syd Barrett será o tema de um novo documentário intitulado Você já conseguiu? A história de Syd Barrett e Pink Floyd.

De acordo com Data limite, o próximo filme foi co-dirigido por Roddy Bogawa e o falecido designer gráfico Storm Thorgerson. Este último foi o co-fundador da Hipgnosis, a empresa sediada em Londres especializada na criação de capas de álbuns para bandas de rock.

A empresa fez a arte icônica de ‘Dark Side Of The Moon’ do Pink Floyd (1973), ‘Wish You Were Here’ (1975) e muito mais. Thorgerson conhecia Barrett – que morreu em 2006 – desde os anos 60, e foi para o ensino médio com ele e Roger Waters.

Thorgerson faleceu em 2013 aos 69 anos. Já conseguiu?… “foi completado por Bogawa com o fotógrafo da StormStudios Rupert Truman e o produtor Julius Beltrame após a morte prematura de Storm”.

O documentário contará com entrevistas com Waters, Nick Mason e David Gilmour, do Pink Floyd, assim como a irmã de Barrett, Rosemary Breen, e os empresários do Pink Floyd, Peter Jenner e Andrew King.

Pete Townshend do The Who, Graham Coxon do Blur e Andrew VanWyngarden do MGMT também devem aparecer, entre outros.

A trilha sonora oficial traz mais de 50 músicas dos catálogos solo de Pink Floyd e Barrett. O ator Jason Isaacs (Harry Potter, O OA) narra o doc.

“É a trágica história de Brian Wilson e Kurt Cobain e muitos outros na música e na arte cujos impulsos criativos explosivos muitas vezes repousam em uma energia frágil e exuberante que é pressionada por seu sucesso”, explicou Bogawa.

“O filme não é apenas um retrato de uma das figuras cult mais icônicas da música através das lentes e memórias de seus companheiros de banda, amantes, amigos e músicos, mas também uma retrospectiva de um grupo de amigos crescendo em meados dos anos sessenta. e seu idealismo, ambições, esperanças e sonhos durante um momento cultural tão incrível.”

Uma data de lançamento para ‘Have You Got It Yet?’, ainda não foi divulgada.


Fonte – www.nme.com




26/07/2022

Pink Floyd: Nova versão de “A Great Day For Freedom” aludindo a Guerra da Ucrânia (vídeo)




Com imagens dos ensaios de “Pulse”, o álbum ao vivo gravado no Earl’s Court em Londres durante o ano de 1994, “A Great Day For Freedom” recebe nova versão e vídeo. Inspirada pela queda do Muro de Berlim, a canção recebeu um tratamento sonoro atualizado e servirá como o lado-B para a cópia física de seu mais recente single Hey Hey Rise Up, que saiu no início de abril e ganhará lançamento em vinil em 21 de outubro.

Em comunicado, a banda refere que David Gilmour já tinha manifestado a sua intenção, há algum tempo, em gravar uma versão mais simples e direta da música. 

Gilmour regravou a faixa em cima dos takes originais de Nick Mason na bateria e Richard Wright nos teclados, sendo que os “novos” backing vocals ficaram a cargo de Sam Brown, Claudia Fontaine e Durga McBroom.

O conflito na Ucrânia desencadeou o lançamento do primeiro single em formato físico em 25 anos (“Hey Hey Rise Up”), agora, com a escolha de “A Great Day For Freedom” para o acompanhar vemos, mais uma vez, o Pink Floyd usar a sua música para abordar o conflito.

David em entrevista ao Guitar World em 1994 sobre a inspiração da canção comentou: “Havia um sentimento magnífico de otimismo quando o muro de Berlim caiu – a libertação da Europa de Leste do lado não democrático do sistema socialista. Mas o que têm agora não parece ser muito melhor. Sou algo pessimista sobre tudo isto. Meio desejo e vivo em esperança, mas acabo por pensar que a história se move bem mais lentamente do que achamos que move. Sinto que mudanças reais demoram muito, muito tempo.” Comentários estes que, dada a situação atual, ganham renovada relevância.




13/07/2022

Nick Mason - The Echoes Tour 2022




Quando "A Saucerful of Secrets", o segundo álbum do Pink Floyd, foi lançado em junho de 1968, Nick Mason contava apenas 24 anos. O antigo estudante de arquitetura provaria ser o mais sólido alicerce da banda de "The Dark Side of the Moon" e de todos os outros incontornáveis marcos da história do rock. 

O baterista e compositor foi o único membro constante em toda a discografia do grupo, incluindo "The Endless River", o último álbum de originais, lançado em 2014, uma espécie de homenagem super merecida ao teclista Rick Wright. Mason foi igualmente presença certa em todas as digressões do Pink Floyd, incluindo a última de todas, "The Division Bell Tour" em 1994. Entende-se por isso que em 2018 tenha resolvido voltar aos palcos para interpretar material de uma época particular da sua banda de sempre.

“Estamos felizes por estar de volta e tocar Pink Floyd para os fãs de música que podem nunca ter tido a chance de experimentar ao vivo.” O grupo foi formado em 2018 por Mason, o guitarrista do Spandau Ballet, Gary Kemp, o ex-baixista do Pink Floyd Guy Pratt, o guitarrista Lee Harris e o tecladista Dom Beken. O plano desde o início era tocar apenas as músicas que o Pink Floyd gravou antes de "Dark Side of the Moon" transformar a banda em superstars.

“Eu sabia que não poderia tocar 'Comfortably Numb' melhor do que David ou Roger, ou mesmo o Pink Floyd australiano”, disse Mason em 2018. “Tornou-se uma questão de encontrar outra coisa que nos envolvesse. É um material que não tem sido ouvido com frequência, então há algo um pouco novo nele.” Esse material inclui canções escritas por Syd Barrett como "Astronomy Domine" e "Arnold Layne", canções dos primeiros dias de David Gilmour na banda, como "Childhood's End" e “Fearless”. E até mesmo o ocasional favorito das rádios de rock clássico como "One of those Days.”

Mas desta vez sob uma diferente luz. A Nick Mason’s Saucerful of Secrets apresentou ao vivo uma música desse período que eles não tocaram até agora "Echoes". “O problema com‘ Echoes ’é que havia uma sensação de que tinha tanto a ver com Rick que queríamos evitar isso”, disse Mason. “Acho que, a longo prazo, podemos olhar para isso porque é uma peça maravilhosa, uma homenagem a Rick. É algo sobre o qual falamos, mas não abordamos pessoalmente.”


Nick Mason’s Saucerful of Secrets’ The Echoes Tour Rescheduled Dates

September 22 – Boston, MA @ Shubert Theatre – Boch Center
September 23 – Philadelphia, PA @ Merriam Theater
September 25 – Providence, RI @ Providence Performing Arts Center
September 26 – Port Chester, NY @ The Capitol Theatre
September 27 – Washington, DC @ Lincoln Theatre
September 29 – Akron, OH @ Akron Civic Theatre
September 30 – Pittsburgh, PA @ Benedum Center
October 1 – Columbus, OH @ The Palace *
October 3 – Chicago, IL @ Chicago Theatre
October 4 – Minneapolis, MN @ State Theatre *
October 5 – Milwaukee, WI @ Riverside Theatre
October 7 – Detroit, MI @ Royal Oak Music Theatre *
October 8 – Toronto, ON @ Massey Hall
October 9 – Buffalo, NY @ Shea’s Performing Arts Center *
October 11 – Montreal, QC @ Théâtre Saint-Denis 1
October 12 – New York, NY @ Beacon Theatre
October 14 – Indianapolis, IN @ Clowes Hall *
October 16 – Tulsa, OK @ Tulsa Theatre *
October 17 – Grand Prairie, TX @ Texas Trust CU Theatre at Grand Prairie
October 18 – Austin, TX @ Bass Concert Hall *
October 20 – Denver, CO @ Paramount Theatre
October 22 – Phoenix, AZ @ The Madison Center for the Arts
October 24 – San Diego, CA @ Balboa Theatre
October 25 – Los Angeles, CA @ The Orpheum Theatre
October 26 – Santa Barbara, CA @ Arlington Theatre *
October 28 – Oakland, CA @ Fox Theater
October 31 – Seattle, WA @ The Moore Theatre
November 1 – Vancouver, BC @ The Centre




09/07/2022

Pink Floyd - The Worms At The Exhibition, London, UK (Sigma 62) 1981-06-16




O segundo período de shows do Pink Floyd agendado no Earls Court em Londres no mês de junho de 1981, foi planejado com o propósito de ser filmado e gravado para o filme "The Wall". Como se viu, o diretor Alan Parker e Roger Waters decidiram ficar com a narrativa da peça em vez de inserir qualquer filmagem do show. 

Dia 16 de junho foi a penúltima apresentação do The Wall e a última turnê da banda com Roger Waters (até o Live 8). Este show contribuiu com três músicas, 'Mother', 'The Show Must Go On' e 'Hey You' para o álbum oficial ao vivo "Is There Anybody Out There?" lançado em 2000.

Este foi sem dúvida um grande concerto, um dos melhores do Wall. Abaixo o link do show completo (FLAC): 




Pink Floyd - The Worms At The Exhibition (Sigma 62)
Earls Court Exhibition Hall, London, UK 16th June 1981

Disc 1
01 MC Intro
02 In The Flesh?
03 The Thin Ice
04 Another Brick In The Wall Part 1
05 The Happiest Days Of Our Lives
06 Another Brick In The Wall Part 2
07 Mother
08 Goodbye Blue Sky
09 Empty Spaces
10 What Shall We Do Now?
11 Young Lust
12 One Of My Turns
13 Don't Leave Me Now
14 Another Brick In The Wall Part 3
15 The Last Few Bricks
16 Goodbye Cruel World

Disc 2
01 Hey You
02 Is There Anybody Out There?
03 Nobody Home
04 Vera
05 Bring The Boys Back Home
06 Comfortably Numb
07 The Show Must Go On
08 MC Intro
09 In The Flesh
10 Run Like Hell
11 Waiting For The Worms
12 Stop
13 The Trial
14 Outside The Wall


mega.nz - 654,30 MB


30/06/2022

Pink Floyd: Animals 2018 Remix confirmado para setembro




A Sony Music anunciou nesta quinta-feira, dia 30, o próximo lançamento de “Animals”, do Pink Floyd, nos formatos Deluxe Gatefold, CD, LP, Blu-ray e SACD, no exterior, e na versão digital no Brasil. As versões individuais estarão disponíveis em 16 de setembro de 2022 com a versão Deluxe disponível a partir de 7 de outubro. Esta é a primeira vez que o álbum estará disponível em 5.1 Surround Sound.

"Animals" é o décimo álbum de estúdio do Pink Floyd, lançado originalmente em janeiro de 1977. Foi gravado no Britannia Row Studios em Londres ao longo de 1976 e início de 1977, e foi produzido pela própria banda. O álbum de sucesso alcançou a 2ª posição no Reino Unido e a 2ª nos EUA, e é considerado um dos melhores trabalhos da banda. O álbum foi gravado pelos membros da banda David Gilmour, Nick Mason, Roger Waters e Richard Wright.


 


"Animals" é um álbum conceitual, com foco nas condições sócio-políticas da Grã-Bretanha de meados da década de 1970, e foi uma mudança no estilo dos trabalhos anteriores da banda. O álbum foi desenvolvido a partir de uma coleção de canções não relacionadas em um conceito que descreve a aparente decadência social e moral da sociedade, comparando a condição humana à dos animais. Inspirando-se em “Animal Farm”, de George Orwell, o álbum retrata as diferentes classes de pessoas como animais, com porcos no topo da cadeia social, descendo para as ovelhas como o rebanho irracional seguindo o que lhes é dito, com cães como chefes de negócios engordando com o dinheiro e o poder que detêm sobre o outro. Embora já tenha se passado muito tempo desde 1977, a narrativa do álbum ainda ressoa hoje, pois nossa situação social e econômica reflete a da época.


 


 A capa icônica do álbum mostra um porco inflável (agora conhecido como Algie) flutuando entre duas chaminés da Battersea Power Station, concebida por Roger Waters e projetada pelo designer e colaborador de longa data Storm Thorgerson do Hipgnosis Studios. Para este novo lançamento, a arte foi redesenhada para a era moderna pelo parceiro de Hipgnosis da Storm, Aubrey ‘Po’ Powell. Tirando novas fotos do edifício, Po experimentou novos ângulos e produziu algumas novas tomadas no original clássico. Po elabora: “Com a capa do álbum original de 1977 sendo uma peça tão icônica de arte por si própria, tive a chance de atualizá-la, o que foi uma tarefa bastante assustadora, mas a Hipgnosis aproveitou a oportunidade para refotografar a imagem para refletir uma mudança. mundo, e usando técnicas modernas de coloração digital, mantive a mensagem bastante sombria do Pink Floyd de decadência moral, usando os temas orwellianos de animais e o porco 'Algie', fiel à mensagem do álbum”.










24/06/2022

Pink Floyd, a música "Hey Hey Rise Up" em apoio à Ucrânia ganha formato físico (vídeo)




Todos os lucros da faixa serão revertidos para ajuda humanitária na Ucrânia. As receitas angariadas com as vendas da canção revertem para o Ukraine Humanitarian Relief Fund - fundo solidário das Nações Unidas que ajuda a população ucraniana afetada pela guerra. 
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O single, que foi lançado digitalmente em abril, esteve em primeiro lugar nos tops em 27 países. Agora 'Hey Hey Rise Up' vai estar disponível em single 7 e CD single. Ambos os formatos incluem uma nova versão de 'A Great Day For Freedom' retirada do álbum de 1994, "The Division Bell". O single estará disponível em formato físico a 15 de julho.

O Pink Floyd prepara-se para lançar duas versões físicas de 'Hey Hey Rise Up' - a canção que fizeram para apoiar a Ucrânia que continua a resistir à invasão russa.

O cantor ucraniano Andriy Khlyvnyuk, da banda Boombox, foi convidado para participar da música. Ele desistiu de uma turnê nos Estados Unidos para lutar pelo seu país.

É a primeira faixa inédita da banda em 28 anos. O tema traz David Gilmour e Nick Mason acompanhados por Guy Pratt, baixista de longa data do Pink Floyd, Nitin Sawhney nos teclados e apresenta uma performance vocal extraordinária de Andriy Khlyvnyuk.

Os vocais de Andriy foram tirados de uma postagem no Instagram do cantor na Praça Sofiyskaya, em Kiev, cantando "Oh, The Red Viburnum In The Meado", uma música de protesto ucraniana escrita durante a Primeira Guerra Mundial.

"Nós, como tantos, temos sentido a fúria e a frustração desse ato vil de um país democrático independente e pacífico sendo invadido e tendo seu povo assassinado por uma das maiores potências mundiais", afirma David Gilmour, que tem uma nora e netos ucranianos.

O artista espera que a música receba "amplo apoio e publicidade" para ajudar o país. Gilmour diz: "qualquer guerra, mas particularmente uma guerra que é iniciada por uma superpotência mundial contra uma nação democrática independente, deve gerar em simultâneo enorme raiva e frustração. Como eu disse antes, tenho uma pequena ligação àquele país; a minha nora é da Ucrânia. E a banda Boombox são ucranianos que eu já conhecia, não bem, mas de algum tempo atrás. É uma coisa extremamente difícil, frustrante e irritante que um ser humano possa ter o poder de entrar em outra nação democrática independente e começar a matar a população. É apenas obsceno a um ponto que está além da minha crença".

"Queremos mostrar nosso apoio à Ucrânia e, dessa forma, mostrar que a maior parte do mundo pensa que é totalmente errado uma superpotência invadir o país democrático independente em que a Ucrânia se tornou".




A capa do single apresenta uma pintura da flor nacional da Ucrânia, o girassol, do artista cubano Yosan Leon. Esta imagem é uma referência direta à mulher que foi filmada para uma reportagem que deu a volta ao mundo dando sementes de girassol aos soldados russos enquanto lhes dizia para eles as colocarem nos bolsos para que, quando morrerem, os girassóis crescessem. Pre-order Amazon

A grande novidade das edições físicas é uma regravação da música “A Great Day for Freedom”, original do álbum “The Division Bell” (1994). David Gilmour retrabalhou a faixa em cima dos takes originais de Nick Mason (bateria) e Richard Wright (teclados). Os backing vocals ficaram a cargo de Sam Brown, Claudia Fontaine e Durga McBroom.




22/06/2022

Roger Waters aparece no 'The Late Show' para uma performance especial de "Another Brick in the Wall"




A força criativa por trás do Pink Floyd, o lendário Roger Waters, retorna ao The Late Show para apresentar um medley de músicas, incluindo um clássico que os fãs podem esperar ouvir em sua turnê norte-americana de 40 datas, intitulada "This Is Not A Drill."

Waters está prestes a embarcar em uma nova turnê e, antes disso, passou pelo programa de Stephen Colbert na TV dos EUA para dar uma prévia aos fãs do que vem por aí.

Intitulado “This Is Not a Drill” — algo como “Isso Não É Um Teste”, em tradução livre —, o novo giro do músico terá início em 6 de Julho na cidade de Pittsburgh, nos EUA, e parece ter uma pegada tão intensa quanto a da última ocasião em que Roger subiu aos palcos, quando inclusive passou pelo Brasil e se tornou um dos assuntos mais comentados do país por envolver política e outras questões sociais em seu show.

No programa The Late Show, Waters apresentou um medley de músicas do icônico The Wall, começando com “The Happiest Days of Our Lives” e seguindo para a clássica “Another Brick in the Wall, Pt. 2” antes de fechar com “Another Brick in the Wall, Pt. 3”. Enquanto se apresentava, Roger era cercado por telas que exibiam mensagens como “They’re evil” — “eles são maus”.

Por enquanto sem data para vir ao Brasil, a turnê This Is Not a Drill terá uma banda de apoio um pouco diferente da anterior.

Estarão acompanhando Roger nos próximos meses os músicos Jonathan Wilson e Dave Kilminster na guitarra, Joey Waronker na bateria, Gus Seyffert na guitarra/baixo, Jon Carin no teclado/guitarra, Robert Walter no órgão, Ian Ritchie no saxofone e Amanda Blair e Shanay Johnson nos backing vocals.







Novo livro do Pink Floyd documenta a turnê Animals


Novo livro com foco no álbum e turnê 'Animals' do Pink Floyd será publicado em agosto.

De acordo com o Louder Sound (confira a íntegra abaixo), um novo livro do Pink Floyd, documentando a turnê de 1977 na época que a banda promovia o álbum Animals, será lançado ainda em 2022.

A obra será intitulada Pink Floyd – The Animals Tour – A Visual History e virá assinada por Glenn Povey, que já publicou diversos livros sobre a banda, incluindo The Complete Pink Floyd (2015) e Pink Floyd (1977). O título chega pela editora Apples And Oranges Publishing e está previsto para ser distribuído a partir do dia 1º de agosto.

“Animals sempre teve um lugar especial no coração dos fãs do Floyd”, disse o autor ao portal Prog. “Possivelmente porque era a antítese de tudo o que veio antes dele. Um disco de hard rock, quase punk rock. Um álbum que sem dúvida tem alguns dos melhores trabalhos de guitarra de [David] Gilmour e as letras mais afiadas de [Roger] Waters”. Ele complementa:

Escrevi este livro com a intenção de ser um volume complementar ao prometido lançamento da edição do 45º aniversário do álbum e vasculhei meu arquivo montanhoso junto com o material recém-pesquisado e produzi um livro abrangente do período que espero ser uma adição valiosa à estante dos fãs mais exigentes do Floyd.




A brand new Pink Floyd book documenting the band's 1977 tour for their tenth album, Animals, is to be published later this year.

Pink Floyd – The Animals Tour – A Visual History by Glenn Povey will be published by Apples And Oranges Publishing on Auust 1. It's noted Floyd author Povey's second book on the band to be announced within a week. Pink Floyd In North America 1966-1983, which looks at how the band fared over in the USA, will be published by Wymer Publishing on September 23.

"Animals has always held a special place in the hearts of Floyd fans,"" Povey tells Prog. "Possibly because it was the antithesis of all that had come before it. A hard rock - almost punk rock - Floyd album. An album that arguably has some of Gilmour's finest guitar work and Waters' most pointed lyrics.

"The shows that supported the album are legend - spectacular theatrical presentations that, much to the band's chagrin, were never captured on film for posterity. Audience recordings from those shows are among the most cherished in fans' collections and represent some of the best-recorded bootlegs of any era. So, the release of a 5.1 box set this year with the possibility, finally, of a professionally mixed live performance that has been dangled under the noses of fans for years was tantalising, to say the least.

"I wrote this book with the intention of it being a complementary volume to the promised release of the 45th-anniversary edition of the album and trawled through my mountainous archive and together with newly researched material produced a comprehensive book of the period which I hope will be a worthwhile addition to the discerning Floyd fans bookcase."

The spectacular tour, which took place during the first half of 1977, ended with band members personal issues, ultimately led to inter-band rifts and Roger Waters’ increasing intolerance of and disdain towards the adulation of the fans, culminating in the incident at the final show of the tour in Montreal of Waters spitting at a fan, which became the lynchpin of his vision of isolation and madness that eventually led to the creation of The Wall two years later.




08/10/2021

Animals Reimagined – A Tribute To Pink Floyd


Animals Re-imagined: Tribute Cleopatra Records

Dogs (Graham Bonnet; Vinnie Moore; Kasim Sulton; Jordan Rudess; Pat Mastelotto)


Seguindo o projeto de grande sucesso Still Wish You Were Here (confira abaixo) lançado em maio deste ano, outro encontro de estrelas do rock clássico progressivo se reúne para interpretar o ambicioso álbum conceitual "Animals" do Pink Floyd de 1977.

Combinando o magnífico trabalho de guitarra de David Gilmour com o humor ácido e cínico das letras do gênio Roger Waters, Animals é amplamente saudado pelos fãs do Pink Floyd como um dos álbuns mais conceituais e intransigentes do grupo em sua carreira, sendo aclamado por grande parte como senão o melhor, ao vivo certamente o é, mas o mais impactante, chocante metaforicamente, "Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros"

Inspirado reconhecido pelo próprio Waters, na obra literária A Revolução dos Bichos (Animal Farm, 1946), de George Orwell, o álbum Animals rendeu inclusive um livro intitulado "A distopia animalesca de George Orwell no rock progressivo", de *Lucas Moreira, UFBA, acessível em PDF aqui.

Quem é porco? Quem é cachorro? Quem é ovelha? Quem é humano? Quais as diferenças entre eles? Quais as semelhanças? De acordo com suas atitudes, um ser humano pode se assemelhar a um porco, a um cachorro ou a uma ovelha, se, para efeitos de comparação fabulosa e metafórica, forem levadas em conta algumas características atribuídas a esses animais. O porco é o ser que atropela tudo movido pelo incontrolável desejo de saciar seus interesses imediatos, resumidos a uma fome voraz (que, transposta para o universo humano, pode ser entendida como fome de poder, de riquezas, de fama etc.). O cachorro é o bajulador inconsequente desprovido da proatividade do porco, mas que se alia a ele para também atender a seus interesses próprios e de ascensão. A ovelha é a grande população submissa, vampirizada pelos porcos e pelos cachorros, sem iniciativa de reação; os inocentes úteis; a massa ignara. (Marcos Kirst, GZH- RBS)

Animals Reimagined - A Tribute To Pink Floyd está programado para lançamento em 19 de novembro de 2021 em CD, versão digital e também em vinil, chegando em 2022. A versão em CD vem editado em um Digipak Deluxe com arte criada em 6 painéis pelo artista digital de maior sucesso atualmente, Mike “Beeple” Winkelmann, e com capa desenhada por James McCarthy.


O projeto reúne alguns dos músicos e cantores mais consagrados do planeta, incluindo a lenda da guitarra do jazz-rock Al Di Meola, o mago dos teclados Rick Wakeman, o padrinho do rock psicológico Arthur Brown, o mestre da bateria Billy Cobham, o eclético e exímio guitarrista Jan Akkerman do Focus, Vinnie Moore do UFO, David J do Bauhaus, e James LaBrie e Jordan Rudess do Dream Theater.

Cada faixa deste trabalho inovador foi completamente reinventada com elegância e recursos de produção modernos, adições musicais de bom gosto, contudo, mantendo-se fiel às composições inebriantes e sutilmente complexas do álbum original.

Basta ouvir a nova versão de “Dogs”, vídeo acima, uma soberba suíte de 17 minutos cantada por Graham Bonnet do Rainbow com Vinnie Moore na guitarra, Kasim Sulton do Utopia no baixo, Jordan Rudess do Dream Theater nos teclados e o baterista do King Crimson Pat Mastelotto.


Track Listing and Artisis

1. Pigs On A Wing 1 – Nick van Eede (Cutting Crew) & Martin Barre (Jethro Tull)

2. Dogs – Graham Bonnet (Rainbow), Vinnie Moore (UFO), Kasim Sulton (Utopia), Jordan Rudess (Dream Theater) & Pat Mastelotto (King Crimson)

3. Pigs (Three Different Ones) – James LaBrie (Dream Theater), Al Di Meola, Joe Bouchard (Blue Öyster Cult), Patrick Moraz (The Moody Blues) & Billy Cobham (Mahavishnu Orchestra)

4. Sheep – Arthur Brown, Rick Wakeman (Yes), Jan Akkerman (Focus), David J. (Bauhaus) & Carmine Appice (Cactus/Vanilla Fudge)

5. Pigs On A Wing 2 – Jon Davison (lead vocalist for Yes), Albert Lee & Billy Sherwood (Yes).


A Tribute to Pink Floyd 2021 - Still Wish You Were Here
Confira abaixo a íntegra do projeto anterior:



"Still Wish You Were Here - A Tribute To Pink Floyd", foi lançado 28 de maio e igualmente conta com a participação de músicos consagrados, como o fantástico guitarrista Steve Hackett, o também o virtuoso Joe Satriani, o genial saxofonista Mel Collins, os vocalistas James Labrie (Dream Theater) e Geoff Tate (Queensryche), o baixista David Ellefson (ex-Megadeth), o baterista, mestre Ian Paice (Deep Purple) além do extraordinário Rick Wakeman.

Track Listing and Artisis

"Shine On You Crazy Diamond" (parte1-parte5)
Geoff Tate, Steve Hackett , Billy Sheehan, Mel Collins, Geoff Downes, e Ian Paice

"Welcome To The Machine"
Todd Rundgren, Rick Wakeman e Tony Levin

"Have A Cigar"
James LaBrie, Steve Stevens, Patrick Moraz, Rat Scabies e Jah Wobble

"Wish You Were Here"
Rik Emmett, Joe Satriani, Edgar Froese, David Ellefson e Carmine Appice

"Shine On You Crazy Diamond" (parte 6-parte9)
Rod Argent, Steve Hillage, Ian Paice e Bootsy Collins




"A distopia animalesca de George Orwell no rock progressivo"
*Estudo linguístico e literário de Lucas Moreira, Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (laboratório urbano)

Resumo:
À luz das traduções intersemióticas, reaproximamos a obra literária A Revolução dos Bichos (Animal Farm, 1946), de George Orwell, e o álbum Animals (1977), da banda de rock progressivo Pink Floyd, de modo a realizarmos análises comparativas sobre as transmutações que os signos de linguagens verbais sofreram ao migrarem para um código de linguagem musical. Com o foco nos aspectos da animalidade, veremos como tal instinto, compartilhado entre humanos e alegorias animalescas para representar formas de poder na arte, foi tratado nas duas distopias de linguagens diferentes, sendo que a obra pinkfloydiana é declarada e explicitamente decalque da literatura orwellinana.




“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”

Bezerra de Menezes


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David Gilmour


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