.

.
Mostrando postagens com marcador 45 anos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 45 anos. Mostrar todas as postagens

08/11/2018

Petrobras Sinfônica homenageia 45 anos de "The Dark Side of the Moon" no Vivo Rio



Time


Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta obras do Pink Floyd
Por Carlos Brito, G1 Rio

Quem passou em frente à Fundição Progresso durante as últimas semanas nem imaginava, mas no interior da sala 7 da antiga fábrica de fogões localizada na Lapa, uma das obras mais importantes da história do Rock estava em execução pela Orquestra Petrobras Sinfônica (Opes).


Us And Them


Orquestra Petrobras Sinfônica toca versão inédita do 
"Dark Side Of The Moon" do Pink Floyd 


Nestas quinta (8) e sexta-feira (9), além da quinta-feira (15) da próxima semana, o público que for ao Vivo Rio poderá acompanhar, na íntegra, a interpretação que os músicos, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky, darão a "The Dark Side of the Moon", maior obra do grupo inglês Pink Floyd, terceiro álbum mais vendido da história e capítulo fundamental da música do século XX.


Money


Maestro Isaac Karabtchevsky rege a Orquestra Petrobras Sinfônica
 durante ensaio na Fundição Progresso. 


"Escolhemos muito bem, não?", questionou brincando o regente, durante ensaio realizado na tarde desta quarta-feira (7). "Eu vivia na Europa na época em que 'The Dark Side of the Moon' foi lançado. Lembro bem do impacto do álbum. O que o Pink Floyd fez ali foi impressionante – há elementos de vários tipos de música naquele álbum, da erudita à popular, passando até por composições concretistas. Não por acaso, a obra se tornou o sucesso que é. Queríamos mostrar ao grande público o quanto o clássico e o Rock podem andar de mãos dadas e achamos que essa foi a escolha certa", explicou Karabtchevsky.

A apresentação do repertório do Pink Floyd faz parte da série "Álbuns", da Opes. Nas duas edições anteriores, os mais de 50 músicos da orquestra apresentaram, também na íntegra, as canções dos álbuns "Ventura", do Los Hermanos, e "Thriller", de Michael Jackson.



Músicos irão apresentar versões das faixas
 de "The Dark Side of the Moon"


As 10 apresentações reuniram mais de 20 mil pessoas em três cidades, entre 2016 e 2017, e integram um conjunto de iniciativas da Opes para popularizar a música clássica e renovar o público do gênero.

“Esta série nasceu da vontade de homenagear artistas e discos que marcaram a história da música brasileira e internacional e em pouco tempo já se tornou uma das mais esperadas por parte do público na nossa temporada. Depois do sucesso do 'Thriller', em 2017, as pessoas já estavam perguntando o que vinha por aí e queríamos apresentar algo especial. Foi quando, depois de algumas conversas, lembramos que 'The Dark Side of the Moon' completaria 45 anos em 2018. Achamos a ocasião perfeita e decidimos fazer a apresentação", relembrou o gerente de Marketing da Opes, João Magalhães.


O álbum

 
O prisma da capa de "The Dark Side of the Moon" 
na capa da partitura dos músicos 


Lançado em 1 de março de 1973, "The Dark Side of the Moon" é um dos melhores e mais bem sucedidos álbuns da história da música.

Fruto das experimentações sonoras dos trabalhos anteriores da banda, porém apresentada de forma mais amigável para o grande público, no formato de canções mais curtas e melódicas, a obra se transformou em sucesso mundial, graças a canções como "Money", "Time", "Us & Them", "Brain Damage" e "Eclipse".

O álbum vendeu 45 milhões de cópias e permaneceu na Billboard – a parada musical americana – durante quase 15 anos. No Reino Unido, a obra ficou nas paradas por 364 semanas seguidas.

"Os integrantes do Pink Floyd conseguiram captar o clima do pós-guerra na Europa e transformaram aquilo tudo em música de qualidade muito elevada. A orquestra está muito feliz em tocar essas composições", garantiu o maestro.

Importante: além das 10 faixas que compõem "The Dark Side of the Moon", ao fim da apresentação os músicos apresentarão um medley de três grandes sucessos da banda que não fazem parte do álbum: "Wish You Were Here", "Run Like Hell" e "Another Brick in the Wall (Part 2)", esta última, de longe a obra mais popular do Floyd.


Wish You Were Here/Run Like Hell/
Another Brick in the Wall (Part 2) 


Prevendo o sucesso do espetáculo, uma nova apresentação já está marcada para o ano que vem, no dia 3 de fevereiro, na Jeunesse Arena, Barra da Tijuca.

Todas as 10 canções do álbum "The Dark Side of the Moon" serão executadas na íntegra. Espetáculo faz parte da série "Álbuns".

Serviço:

Data: 8, 9 e 15 de novembro.
Horário: 21h
Local: Vivo Rio - Avenida Infante Dom Henrique 85 - Flamengo, Rio de Janeiro.
Telefones: (21) 2272-2901
Ingressos: eventim.com.br
Valores:
Frisa: R$85 (meia) e R$170 (inteira)
Setor VIP: R$140 (meia) R$280
Setor 1: R$100 (meia) R$200 (inteira)
Setor 2: R$85,00 (meia) R$170 (inteira
Setor 3: R$70,00 (meia) R$140 (inteira)
Setor 4: R$45,00 (meia) R$90 (inteira)
Balcão: R$70 (meia) e R$140 (inteira)
Camarote B: R$140 (meia) e R$280 (inteira)
Camarote A: R$100 (meia) e R$200 (inteira)
Classificação: livre 




20/05/2018

Maestro Karabtchevsky: "Pink Floyd deixou uma música atemporal para todas as idades e gerações"


Karabtchevsky é fã de rock

O maestro Isaac Karabtchevsky falou sobre o concerto com o repertório do disco The Dark Side of the Moon, que completa 45 anos em 2018.

O Pink Floyd ganha uma homenagem da Orquestra Petrobras Sinfônica, em novembro, no Vivo Rio, na capital carioca (veja serviço abaixo). O maestro Isaac Karabtchevsky vai reger o concerto com o repertório do disco The Dark Side of the Moon, que completa 45 anos em 2018.

A apresentação contará com mais de 50 músicos e faz parte da série Álbuns, que já prestou tributos aos discos Thriller (Michael Jackson) e Ventura (Los Hermanos).

Karabtchevsky, diretor artístico e regente titular da orquestra, confirma que também é fã de rock.

— Tenho um carinho especial pelas bandas nacionais dos anos 80, entre elas, o Barão Vermelho, que tive o prazer de reger na Praça da Apoteose (Rio). E os Beatles sempre foram uma influência para mim. O calor de um show de rock é emocionante!

O maestro de 83 anos não economiza elogios ao ícone britânico Pink Floyd.

— O álbum do grupo é, definitavamente, um dos maiores discos da história do rock. E a banda deixou uma música atemporal para todas as idades e gerações.

Karabtchevsky afirma que o rock dos britânicos é operístico. 

— A banda se aproxima muito do universo clássico. Dark Side possui claramente três movimentos, fechando com a belíssima Eclipse. Os sintetizadores, as melodias de voz e os teclados de Rick Wright criam um ambiente magnífico. E as letras me remetem a óperas, ainda mais Brain Damagee sua inspiração em Syd Barrett (primeiro guitarrista do grupo). É uma honra fazer parte dessa nova leitura de um álbum tão envolvente.

A ideia da orquestra fez tanto sucesso que dois dias de evento (8 e 15) se esgotaram rapidamente, fazendo com que a produtora abrisse uma data extra, no dia 9 do mesmo mês. Os convites para o terceiro espetáculo começam a ser vendidos no começo de junho. A produção ainda não sabe se haverá shows em outras cidades, além do Rio.




Serviço:

Quando: Dias 8 (esgotado), 9 (a partir de junho) e 15 (esgotado) de novembro, às 21h
Onde: Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85 - Flamengo, Rio)
Ingressos: eventim.com.br
Contato: (21) 2272-2901
Classificação: Livre
Quanto: De R$ 90 (setor 4, inteira) a R$ 280 (camarote B, inteira)


Fonte: Daniel Vaughan, do R7

11/04/2018

Orquestra Petrobras Sinfônica homenageia os 45 anos de 'The Dark Side of The Moon'




A Orquestra Petrobras Sinfônica irá apresentar o 'The Dark Side of The Moon', do Pink Floyd, na íntegra, em novembro no Vivo Rio. O concerto será em 8 de novembro, no Vivo Rio, mas a venda de ingressos começa já nesta quarta-feira (11/4), às 11h, pelo site eventim.com.br, com preços a partir de R$45 (meia-entrada).

O concerto terá regência de Isaac Karabtchevsky, Diretor Artístico e Maestro Titular do grupo, e arranjos inéditos de Ricardo Candido.

O show acontecerá poucos dias depois do fim da turnê que Roger Waters fará pelo país. O músico britânico, ex-baixista e principal compositor do Pink Floyd no auge da banda, apresentará a "Us + them tour" sete cidades brasileiras, entre 9 e 30 de outubro.

A apresentação da Petrobras Sinfônica, com mais de 50 músicos, será uma homenagem aos 45 anos de lançamento do disco 'The Dark Side of The Moon'. O show faz parte da série “Álbuns”, que já recriou “Thriller”, de Michael Jackson, e “Ventura”, do Los Hermanos. As 10 apresentações reuniram mais de 20 mil pessoas em três cidades, entre 2016 e 2017.


Resultado de imagem


Veja abaixo a programação e serviço:

Programação

Isaac Karabtchevsky, regente

Speak to Me
Breathe (In The Air)
On The Run
Time
The Great Gig in the Sky
Money
Us and Them
Any Colour You Like
Brain Damage
Eclipse

Serviço

Data: 8/11 (quinta-feira)
Horário: 21h
Local: Vivo Rio - Avenida Infante Dom Henrique 85 - Flamengo, Rio de Janeiro / RJ
Telefones: (21) 2272-2901
Ingressos: eventim.com.br

Frisa: R$85 (meia) e R$170 (inteira)
Setor VIP: R$140 (meia) R$280
Setor 1: R$100 (meia) R$200 (inteira)
Setor 2: R$85,00 (meia) R$170 (inteira
Setor 3: R$70,00 (meia) R$140 (inteira)
Setor 4: R$45,00 (meia) R$90 (inteira)
Balcão: R$70 (meia) e R$140 (inteira)
Camarote B: R$140 (meia) e R$280 (inteira)
Camarote A: R$100 (meia) e R$200 (inteira)

Capacidade: 2400 pessoas
Classificação: livre

21/03/2018

Entenda Melhor “The Dark Side Of The Moon” (Homenagem aos 45 anos)



Em 01 de Março de 1973, há 45 anos, o Pink Floyd mudaria o rumo da música para sempre. Em seu oitavo álbum de estúdio, a banda trouxe ao mundo uma verdadeira revolução musical, conceitual e estética. Intitulado 'The Dark Side Of The Moon', o disco é não só o mais aclamado da carreira do grupo, mas também uma das mais aclamadas produções culturais do mundo. O álbum perene do Pink Floyd, continua a ter o recorde, de longe, na Billboard 200: 937 semanas (até agora) desde o seu lançamento.

O que faz deste álbum tão grandioso? Por que, mesmo após quatro décadas, este disco ainda é tão ovacionado e idolatrado? Para tentar descobrir, vamos embarcar em uma jornada através da história e das músicas deste grande e cultuado disco, buscando as inspirações e significados que ele tenta passar. (*Confira a ótima resenha abaixo)

*Dentre tantas resenhas a respeito desta obra prima, segue a matéria muito bem redigida por Handerson Ornelas, em 9 de agosto de 2014, no seu site intitulado Plano Crítico:


Entenda Melhor | “The Dark Side Of The Moon”


Em 1973 era lançado um certo álbum com um prisma na capa, me pergunto se os primeiros a escutarem a obra imaginavam que aquela imagem ia ser usada pelo resto da história. Aquilo viria a ser um símbolo não só do rock, mas da música.

The Dark Side Of The Moon foi responsável por mudar os parâmetros da música, alguns foram influenciados diretamente, outros indiretamente. Se for comparada com clássicos do cinema possivelmente suas melodias e arranjos seriam relacionados com o excelente roteiro de O Poderoso Chefão, enquanto sua temática com a complexidade de 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Todo mundo sabe que a música é uma das maiores expressões artísticas, mas as melodias, letras e ambições daquele álbum não se limitavam à música. “O Lado Oculto da Lua”: o nome tinha uma justificativa. A obra nasceu com um tema sólido: o ser humano. O Pink Floyd queria falar da vida nas suas mais míseras partes. Queria falar dos problemas que persistem – e alguns que sempre vão persistir – na vida humana.

Inspirados no seu ex-vocalista, Syd Barret, que teve sua saúde mental abalada devido a drogas, a banda embarcou sério na mente humana. Os temas mais controversos estavam no The Dark Side Of The Moon. Os conceitos que escravizam e definem o ser humano: o tempo, o dinheiro, a cobiça; além de temas como a loucura e as drogas. A banda pegou a sociedade inglesa e mostrou seus podres como forma de exemplificar os podres do ser humano, estavam gritando a berros a forma de vida medíocre da sociedade.

A introdução com máquinas de escrever, risadas e barulhos aleatórios de Speak To Me chamam você para a loucura do disco. No entanto, tudo aquilo muda para a melancolia de Breathe, faixa que funciona quase como um poema sobre a miséria humana. A grande prova de como cada integrante era essencial para as composições, a excelente letra foi criada com a participação de quase todos os membros (assim como Time). O tema sobre o efeito da loucura e das drogas chega, seja em forma de efeitos eletrônicos ou de guitarras psicodélicas, em faixas como On The Run e Any Colour You Like.

Time é um dos maiores destaques do Pink Floyd, o clima tenso de sua introdução acumula até certo ponto e desaba em letra e melodia bem fortes. A faixa fala sobre o tempo, desde o simples ato de envelhecer evidenciado em versos como And you run and run/ To catch up with the sun/ But it’s sinking (E você corre e corre/ Pra alcançar o sol/ Mas ele está se pondo) até o medo da morte em versos como But you are older/ And shorter of breath/ And one day closer to death (Mas você está mais velho/ E com menos fôlego/ E a cada dia mais próximo da morte).

A capa virou um símbolo da arte, 
e passou a ser representado de diversas formas.

The Great Gig In The Sky é uma metáfora para o desespero que se pode ter frente aos temas citados no disco, Clare Torry brilha com sua voz e sabe os momentos certos de causar desespero e de acalmar. O clima de melancolia é quebrado quando entra Money. Afinal, é preciso um clima animado pra falar do dinheiro e de todo seu poder, seja usando o excelente saxofonista, Dick Parry, ou com o solo espetacular de David Gilmour.

Us And Them sabe transpor o tema da solidão totalmente para a melodia. Difícil descrever o brilhante arranjo da canção, talvez, só afirmando que é uma melhores canções que a banda já fez. Nela tem tudo, Dick com sua extrema competência no saxofone, brilhantes notas ao piano, coral afinado e a calma essencial na voz de Gilmour e Wright. Brain Damage se caracteriza pelo tom apropriado pra falar de Syd Barret, as drogas e a loucura são o tema central aqui. Roger Waters parece escrever diretamente para seu amigo: “I will see you on the dark side of the moon”.

O fim de Brain Damage emenda na poesia chamada Eclipse. Digo isso pois é isso que ela é, claramente escrita com a métrica de uma poesia. Um resumo das ideias colocadas no disco, simplifica o ser humano com atos e metáforas em um arranjo que parece de fim de espetáculo. Até hoje, não achei uma faixa que terminasse um álbum tão bem quanto essa. Ainda procuro.

P.S.: Você está proibido de escutar o álbum no aleatório! A ordem possui toda uma importância nesse álbum.

A Capa

Provavelmente a capa mais famosa da história, junto da capa de Abbey Road dos The Beatles. A arte de um disco muitas vezes pode até ser isenta de significado, no entanto, não é o caso desse álbum. A arte criada pelo designer Storm Thorgerson foi feita pra corresponder completamente às ideias da banda para o álbum. Storm e a banda chegaram a visitar o Egito em busca de ideias para a capa. Eis que ela surge: um feixe de luz transpassando um prisma e se decompondo em um espectro de cores. Uma metáfora, não só para as dúvidas que a humanidade possui, mas para a própria humanidade. Todos sabemos que a ciência diz que a lua tem um lado oculto que ninguém foi capaz de ver. O título relaciona esse “lado oculto da lua” como o lado que todo ser humano possui e tenta esconder, nosso lado repleto de falhas, mas o mais humano. Além das inúmeras filosofias que você pode fazer, um mais simples e citada por Thorgerson é de como aquele simples som – representado pelo feixe – poderia significar uma complexidade de coisas que a banda queria tratar.

Onde, quando e porquê

The Dark Side Of The Moon foi o oitavo disco do Pink Floyd, lançado em 24 de março de 1973, correspondeu a uma pequena e importante mudança no som da banda, se caracterizou pela diminuição na duração das canções e a adaptação para uma sonoridade um pouco mais direta e com mensagens mais claras. O álbum, inicialmente, ia ser chamado de Eclipse, uma ideia que até combinaria com o disco, além de relacionar com a excelente faixa que fecha o disco. Gravado no lendário estúdio Abbey Road, em Londres, no período de junho de 1972 até janeiro de 1973, o álbum teve supervisão de mixagem de Chris Thomas e do excelente engenheiro de som, Alan Parsons. Apesar de não contar com o ex-vocalista, Syd Barret, este se mostra um personagem essencial para o disco. Syd saiu da banda devido a problemas graves com drogas. Só pra ter uma ideia do fundo do poço para Barret: a banda conta que, nas gravações de Wish You Were Here, o ex-membro apareceu nas gravações todo maltrapilho, gordo e com a aparência acabada. Apenas depois de algumas horas os integrantes o reconheceram.

O ex-vocalista foi a principal inspiração de Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright para o disco. Um ser humano falho e cheio de problemas, foi o plot twist para a banda falar do que mais queriam: o ser humano. Syd e seus problemas inspiraram o grupo, principalmente no que se refere à loucura, o obscuro, o lado falho e humano que é escondido dentro de cada um de nós. O famoso “lado escuro da lua”.

O álbum entrou pra história com títulos de causar inveja a muita gente:

Vendeu mais de quinze milhões de cópias, considerado o terceiro álbum mais vendido do mundo.

Segundo estatísticas, um em cada cinco lares em Londres possui o álbum.

É o único disco a constar no The Guiness Book of World Records como o álbum na indústria fonográfica a ficar por 591 semanas (11 anos e 4 meses) ininterruptos na lista dos 200 mais vendidos da revista Billboard, além de 741 semanas (15 anos e 4 meses) que passou oscilando entre entradas e saídas dessa lista.

A famosa capa já foi alvo de vários mashups…


The Dark Side Of The Rainbow – O álbum e O Mágico de Oz

Está aí uma das histórias mais bizarras do mundo da música. The Dark Side Of The Rainbow é o nome que se refere ao efeito de tocar The Dark Side Of The Moon com o filme de 1939, O Mágico de Oz

. Se ligar o disco do Pink Floyd exatamente após o terceiro rugido do leão da MGM, a sincronia entre filme e álbum será incrivelmente quase perfeita. A sincronia vai desde as melodias – que se encaixam muito bem nas cenas, parecendo trilha sonora – até frases que combinam com o que está acontecendo no filme. Esse efeito é realmente espetacular, e o pior é que a banda insiste que isso não foi proposital e que não passa de uma coincidência! Se o que eles dizem é verdade, essa é uma das maiores coincidências do universo. Existem muitos detalhes que podem ser observados, confira abaixo uma pequena amostra sobre esse efeito.

A duração da maioria das canções coincide exatamente com a duração das cenas no filme. O tom de suspense de On The Run começa exatamente quando Dorothy cai do cercado; a tensão de The Great Gig In The Sky termina assim que o furacão cessa, e quando inicia Money – a canção mais animada do álbum – aparece a primeira visão colorida do filme (Dorothy chega em Oz).

Quando Dorothy está na fazenda, ela olha para o céu no mesmo momento que toca um barulho de avião.

Os gritos e o clima de desespero de The Great Gig In The Sky (o nome da faixa também se encaixa com o fato) se sincronizam com os efeitos do tornado no filme.

No exato momento que surge a bruxa má do oeste, é cantado “Black!” em Us And Them.

Dorothy encontra o Espantalho quando toca Brain Damage. As coincidências aí são gigantescas. O que o espantalho queria? Um cérebro (Brain). Os versos “The lunatic is on the grass” (o lunático está no gramado) são cantados e adivinhe onde o espantalho lunático está? Além de tudo, os solos psicodélicos de Any Colour You Like formam a trilha sonora perfeita para o jeito desengonçado de andar e dançar do personagem.

Quando certa personagem aparece de bicicleta, começam os sinos de Time, barulho muito similar a de campainhas de bicicletas.

Quando Dorothy coloca o ouvido no peito do homem de lata, há uma ligação perfeita com a batida de coração no fim de Eclipse.

As frases ao fundo

A obra possui alguns momentos um tanto obscuros, se aprofundando no conceito de loucura (inspirada nos devaneios e situações de Syd) que o álbum tenta tocar. Durante quase todas as faixas podem ser ouvidas conversas e frases ao fundo, são vozes de pessoas selecionadas pela equipe de gravação, foram gravadas de forma descontraída, como se não soubessem que estavam a ser gravadas. Algumas vozes incluem risadas um tanto assustadoras, além de frases aleatórias.

Speak To Me
I’ve been mad for fucking years, absolutely years, been over the edge of yonks, been working me buns off for bands…
(Eu tenho estado louco por malditos anos, um longo tempo, tenho estado no limite, tenho trabalhado muito por bandas…)

I’ve always been mad, I know I’ve been mad, like the most of us… very hard to explain why you’re mad, even if you are not mad…
(Eu sei que fui louco, eu sempre fui louco, como a maioria de nós… muito difícil de explicar porque você está com raiva, mesmo se você não é louco…)

On The Run
Live for today, gone tomorrow, that’s me!
(Vive pra hoje, se vai amanhã, esse sou eu!)

Great Gig In The Sky
I never said I was frightened of dying.
(Eu nunca disse que estava com medo de morrer.)

Us And Them
I haven’t had a good thump in years, absolutely years.
(Eu não tive um bom baque em anos, absolutamente em anos.)

I don’t know! I was really drunk at the time.
(Eu não sei! Eu estava muito bêbado na hora.)

Brain Damage
I can’t think of anything to say except… ahahahahahaha! I think it’s marvellous!
(Eu não consigo pensar em nada, exceto… ahahahahahaha! Eu acho maravilhoso!)

Eclipse
There is no dark side of the moon, really… as a matter of fact it’s all dark.
(Não há lado escuro da lua, na verdade… ela é toda escura.)

Álbuns cover (tributos ao disco)

Como dito, o disco influenciou e revolucionou, o que levou a muitos artistas e bandas a criarem álbuns tributo ao disco, fazendo suas próprias versões e adaptações da obra. Confira a seguir, um pouco sobre alguns discos que prestaram homenagem ao The Dark Side of The Moon.

The Flaming Lips and Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches Doing The Dark Side of the Moon:




Provavelmente um dos álbuns de maior nome que existe. O The Flaming Lips e toda essa galera resolveu fazer um álbum tributo ao disco do Pink Floyd, mas o resultado foi bastante fraco. Apesar do rock psicodélico ser uma característica muito presente em The Dark Side Of The Moon, o The Flaming Lips pegou isso e elevou à estratosfera. O álbum é extremamente psicodélico e experimental e, nesse caso, isso não é um elogio. O disco fiou cru, tirou todas as boas melodias do trabalho original, além de soar como um disco preocupado apenas com a sonoridade e não com a temática. Ainda que cheio de defeitos, ele possui algumas boas surpresas, como as versões de Any Colour You Like – um ótimo rock psicodélico – e Eclipse, que ficou com uma boa cara de rock alternativo.

Easy Star All Stars – “The Dub Side Of The Moon”:


Esse é um dos covers mais inovadores e sensacionais. Easy Star All Stars é uma banda de reggae que faz tributo a discos clássicos, um dos álbuns que eles lançaram se chama The Dub Side Of The Moon. Bem, acho que não preciso dizer a qual álbum era esse tributo. O fato é que se você é um cara preconceituoso com outros estilos de música, não vai gostar dessa obra. No entanto, se você tem a mente aberta e gosta de reggae, vai amar esse álbum. A banda já mostrou em sua discografia que é bastante competente, vale dizer que os grandes acertos do álbum são: manter uma aparente temática do original, além de manter as ótimas melodias, agora inseridas de uma forma diferente, em instrumentos característicos do reggae. É incrível como a versão de Money tira todo o elemento rock, substituindo pelo reggae, e ainda soa como a mesma canção. O álbum inteiro é excelente, mas as versões de Time e Us and Them são de explodir a cabeça de muita gente. Fantástico!

Dream Theater – “The Dark Side Of The Moon”


A maior banda de metal progressivo tem o Pink Floyd como uma de suas bandas preferidas, assim, não é surpresa ter um álbum cover do “Lado Escuro da Lua”. O álbum é ótimo, mas peca por não ser muito inovador, apresenta ser apenas um cover bem executado. Esse trabalho é o The Dark Side Of The Moon tocado com riffs de guitarra mais pesados, nada muito além disso. O respeito que se teve com as músicas originais, assim como a destreza com que os integrantes tocaram (o solo de Money que já era mítico, se tornou uma verdadeira lenda nessa versão) são qualidades que fazem dele um bom álbum.

As histórias sobre o álbum são quase infinitas, tamanho são os enigmas que o disco possui. E você? Conhece outras histórias desse álbum misterioso? Sinta-se livre para comentar. Caso não conheça o disco, espero que esse texto tenha te convencido a escutá-lo. Afinal, você está perdendo um dos maiores clássicos da música.

The Dark Side Of The Moon
Artista: Pink Floyd
País: Inglaterra
Lançamento: 23 de março de 1973
Gravadora: Harvest Records (UK) e Capitol Records (USA)
Estilo: Rock Progressivo, Rock Psicodélico


20/03/2018

Os 45 anos de um mito: 'The Dark Side of the Moon'





Matéria:
Veja SP
Por Roosevelt Garcia


Houve um tempo em que havia lojas de discos nas ruas. Aliás, houve um tempo em que havia lojas de discos. Pensando bem, houve um tempo em que havia discos. Bom, mas isso não vem ao caso. A questão é que, certo dia em 1976 eu estava andando pela rua e passei em frente a uma loja de discos, e quando passei, fui surpreendido por uns sons estranhos, que normalmente não se ouvem num lugar daqueles. Relógios despertando, um monte deles, de diversos tipos, e parecia que eles estavam todos em sincronia, um som ensurdecedor que vinha das caixas acústicas da loja. Me deti por um instante, pra tentar entender o que era aquilo. O despertar dos relógios foi abaixando, e em seu lugar entrou uma batida grave, hipnótica. Aquilo me deixou curioso, e esperei mais um pouco. Quando o cara começou a cantar, senti uma tremedeira, daquelas que a gente sente quando se apaixona. Imediatamente entrei na loja e perguntei correndo pro vendedor o que era aquilo que estava tocando. “Ah, é o Prisma do Pink Floyd”, ele me respondeu, já me revelando o apelido brasileiro do disco The Dark Side of the Moon, que tinha sido lançado três anos antes, mas eu nunca havia ouvido falar.

Eu tinha 13 anos de idade, já curtia rock naquela época, mas o Floyd era uma completa novidade pra mim. Não me lembro quanto o disco custava, e nem como consegui o dinheiro, mas algum tempo depois, lá estava eu pra levar aquele tesouro pra casa. Aquele foi o início de uma relação que dura até hoje entre mim e o Floyd, e ainda hoje, 42 anos depois daquele dia, e 45 anos depois do lançamento do disco, ouço The Dark Side of the Moon como se fosse a primeira vez. E claro, depois fui atrás dos discos anteriores deles e acompanhei o lançamento dos próximos.

Isso não é um sentimento só meu. Esse é um dos álbuns mais vendidos e mais cultuados de todos os tempos. Pra se ter uma ideia, mesmo depois de vinte anos de seu lançamento, ele ainda figurava entre os 100 álbuns mais vendidos de cada ano, e calcula-se que vendeu mais de 50 milhões de cópias no total. É o álbum que ficou mais tempo na lista da Billboard; no entanto, nunca chegou ao primeiro lugar.

O álbum foi lançado em março de 1973, completando portando 45 anos neste mês, e sua história, antes e depois do lançamento, é repleta de curiosidades. Veja algumas:

O grupo fez shows completos com as músicas do disco, mesmo antes de ele ser gravado, o que lhe permitia ir ajustando as músicas a cada apresentação.

O disco foi gravado nos Estúdios Abbey Road, em Londres, pois era o único do mundo que tinha capacidade técnica de realizar o que os músicos queriam.

Foto da turnê Dark Side of the Moon, em 1973 

O engenheiro de som do disco foi Alan Parsons, que já tinha trabalhado com eles no disco anterior Atom Heart Mother, e também tinha sido engenheiro do disco dos Beatles Let it Be. Tempos depois, Alan Parsons criou seu próprio grupo, o Alan Parsons Project.

Alan Parsons durante mixagem do disco The Dark Side of the Moon

Os sons de moedas e caixas registradoras na faixa “Money” são reais, gravados por Roger Waters, que fez um loop com uma fita magnética. Não existia gravação digital, por isso a fita era tocada num gravador enquanto o som era gravado em outro.

O grupo às vezes atrasava as gravações para assistir ao programa Monty Python Flying Circus, cultuada série do grupo Monty Python, que foi a inspiração para um estilo de humor copiado à exaustão por todo o mundo, inclusive no Brasil, com TV Pirata, Casseta & Planeta e Zorra Total. O grupo era tão fã do Monty Python que parte do lucro das vendas do The Dark Side of the Moon foi usada para ajudar a financiar o filme Monty Python e o Cálice Sagrado.

Monty Python e o Cálice Sagrado, financiado com a ajuda do Pink Floyd 

A faixa The Great Gig in the Sky, uma das músicas mais marcantes de toda a história do Floyd, é um grande improviso. A cantora Clare Torry, contratada para o vocal dessa música, foi somente instruída pelo grupo sobre o tema e ela poderia fazer o que quisesse no microfone. Saiu uma das mais belas músicas do rock de todos os tempos. Em 2005, ela ganhou na Justiça do direito de figurar como uma das compositoras da faixa, o que não era creditado até então.


Clare Torry, a voz por trás da fantástica the Great Gig in the Sky

Time, a música que mencionei no início deste artigo, ainda é uma das mais reproduzidas no rádio nos Estados Unidos, tendo uma média de 13 000 execuções por ano nas rádios por todo o país.

Houve uma versão “quadrifônica” do disco lançada em em seguida, com uma mixagem completamente nova. O disco era feito para ser reproduzido nos novíssimos sistemas (da época), com quatro caixas acústicas que circundavam o ouvinte, um sistema pioneiro de imersão de som, que muito mais tarde evoluiu para o surround.


Edição quadrifônica alemã do álbum 

A icônica capa do disco foi elaborada pelo estúdio Hipgnosis, responsável por grandes artes de capas de todos os tempos. Seu significado, no entanto, permanece um segredo. Por se tratar de um disco que fala das relações e sentimentos humanos, muitos dizem que a luz branca ascendente incidindo sobre um prisma, e se decompondo numa direção descendente, significaria que o espírito humano é monocromático enquanto evolui, mas que enfrenta a decadência logo depois. Outros sugerem que o gráfico diz mais respeito ao próprio grupo, simples a princípio (linha branca), mas que se revela complexo (arco-íris).

Surgiu pela internet há algum tempo uma teoria de que The Dark Side of the Moon é na verdade uma trilha sonora para o filme O Mágico de Oz, de 1939. Isso porque o disco parece perfeitamente sincronizado com o filme.

Assista a uma montagem e tire suas próprias conclusões.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

David Gilmour


Por gentileza informe links quebrados - Please report broken links

Nome

E-mail *

Mensagem *