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30/06/2022

Pink Floyd: Animals 2018 Remix confirmado para setembro




A Sony Music anunciou nesta quinta-feira, dia 30, o próximo lançamento de “Animals”, do Pink Floyd, nos formatos Deluxe Gatefold, CD, LP, Blu-ray e SACD, no exterior, e na versão digital no Brasil. As versões individuais estarão disponíveis em 16 de setembro de 2022 com a versão Deluxe disponível a partir de 7 de outubro. Esta é a primeira vez que o álbum estará disponível em 5.1 Surround Sound.

"Animals" é o décimo álbum de estúdio do Pink Floyd, lançado originalmente em janeiro de 1977. Foi gravado no Britannia Row Studios em Londres ao longo de 1976 e início de 1977, e foi produzido pela própria banda. O álbum de sucesso alcançou a 2ª posição no Reino Unido e a 2ª nos EUA, e é considerado um dos melhores trabalhos da banda. O álbum foi gravado pelos membros da banda David Gilmour, Nick Mason, Roger Waters e Richard Wright.


 


"Animals" é um álbum conceitual, com foco nas condições sócio-políticas da Grã-Bretanha de meados da década de 1970, e foi uma mudança no estilo dos trabalhos anteriores da banda. O álbum foi desenvolvido a partir de uma coleção de canções não relacionadas em um conceito que descreve a aparente decadência social e moral da sociedade, comparando a condição humana à dos animais. Inspirando-se em “Animal Farm”, de George Orwell, o álbum retrata as diferentes classes de pessoas como animais, com porcos no topo da cadeia social, descendo para as ovelhas como o rebanho irracional seguindo o que lhes é dito, com cães como chefes de negócios engordando com o dinheiro e o poder que detêm sobre o outro. Embora já tenha se passado muito tempo desde 1977, a narrativa do álbum ainda ressoa hoje, pois nossa situação social e econômica reflete a da época.


 


 A capa icônica do álbum mostra um porco inflável (agora conhecido como Algie) flutuando entre duas chaminés da Battersea Power Station, concebida por Roger Waters e projetada pelo designer e colaborador de longa data Storm Thorgerson do Hipgnosis Studios. Para este novo lançamento, a arte foi redesenhada para a era moderna pelo parceiro de Hipgnosis da Storm, Aubrey ‘Po’ Powell. Tirando novas fotos do edifício, Po experimentou novos ângulos e produziu algumas novas tomadas no original clássico. Po elabora: “Com a capa do álbum original de 1977 sendo uma peça tão icônica de arte por si própria, tive a chance de atualizá-la, o que foi uma tarefa bastante assustadora, mas a Hipgnosis aproveitou a oportunidade para refotografar a imagem para refletir uma mudança. mundo, e usando técnicas modernas de coloração digital, mantive a mensagem bastante sombria do Pink Floyd de decadência moral, usando os temas orwellianos de animais e o porco 'Algie', fiel à mensagem do álbum”.










12/12/2018

Nick Mason: "Discórdia entre Waters e Gilmour é decepcionante"



O baterista Nick Mason falou, em entrevista à Rolling Stone, sobre a eterna briga entre o vocalista e guitarrista David Gilmour e o baixista e também cantor Roger Waters, que costumavam ser seus colegas no Pink Floyd. Embora os dois tenham dividido o mesmo palco nos shows do Live Aid - com o restante da banda, em 2005 - e na O2 Arena de Londres - em uma apresentação solo de Waters, em 2011 -, não há uma relação amigável entre ele,

Inicialmente, Mason refletiu sobre os motivos pelos quais a briga começou. "É muito estranho esse impasse continuar, na minha opinião. Acho que o problema é que Roger não respeita David. Ele acha que compor é tudo e que tocar guitarra e cantar são coisas que... eu não diria que são coisas que qualquer um pode fazer, mas que, para ele, tudo deve ser julgado na composição e não na interpretação", disse.

O baterista pontuou que a decisão de David Gilmour em seguir com o Pink Floyd a partir de 1985, após a saída de Roger Waters, ainda causa discórdia entre eles. "Acho que é estranho para Roger, que ele tenha cometido uma espécie de erro na forma em que ele saiu da banda, supondo que, sem ele, deixaria de existir. É uma irritação constante que ele ainda esteja voltando a isso", afirmou.

Mason destacou que se dá bem com os dois, mas lamentou a existência desse impasse. "Acho muito decepcionante que esses senhores idosos ainda estejam em conflito", disse ele, que revelou, ainda, como se mantém neutro diante de tudo isso: "mantendo a cabeça para baixo, atrás do parapeito".

O músico contou, ainda, que os conflitos ressurgem sempre que uma novidade relacionada ao Pink Floyd entra em pauta. "Acho que vai e vem. E acho que se torna exacerbado por alguma diferença específica de opinião em algum relançamento e como deve ser a abordagem, ou o que deve ser feito", afirmou.

Por fim, Nick disse que "vive em esperança" de ver os dois deixando as diferenças de lado. "Não acho que a gente vá fazer turnê como Pink Floyd novamente, mas parece bobo, nesta fase de nossas vidas, ainda estar brigando", concluiu.



Whiplash.Net
Por Igor Miranda, Fonte: Rolling Stone



24/11/2018

Pink Floyd divulga "Interstellar Overdrive" gravado ao vivo em 1967. (Vídeo)




O canal oficial do Pink Floyd no youtube disponibilizou o vídeo de "Interstellar Overdrive" gravado ao vivo no The Roundhouse de Londres em 1967, com cenas psicodélicas em uma versão sub-intitulada ('Science Fiction - Das Universum Des Ichs').

Interstellar Overdrive, foi uma das primeiras improvisações instrumentais psicodélicas gravadas por uma banda de rock A composição é considerada como a primeira incursão do Pink Floyd no space rock (juntamente com Astronomy Domine), apesar de, mais tarde, os membros da banda terem depreciado este termo.

Interstellar Overdrive surgiu quando o primeiro gestor da banda, Peter Jenner, estava tentando cantarolar uma música que não conseguia lembrar-se do nome (habitualmente identificada como uma versão de My Little Red Book - da banda Love). O guitarrista e vocalista Syd Barrett acompanhou Jenner com a sua guitarra e utilizou a melodia como base para o principal refrão de Interstellar Overdrive. O baixista Roger Waters disse a Barrett que o riff lhe recordava o tema principal de Steptoe and Son (de Ron Grainer). Na altura em que a música foi escrita, Barrett também era inspirado pelo AMM e o seu guitarrista Keith Rowe, que tinha um estilo que consistia em movimentar de peças de metal ao longo da escala da sua guitarra. A parte da composição improvisada (e também, Pow R. Toc H.), foi inspirada nas improvisações delirantes de Frank Zappa e em Eight Miles High dos The Byrds'.

A música foi escrita em 1966, e foi incluída no primeiro álbum do Pink Floyd, 'The Piper at the Gates of Dawn', lançado em 1967, o único álbum da banda que foi feito sob a liderança de Syd Barrett.

23/11/2018

Roger Waters em defesa da educação gratuita na Colômbia


"Precisamos de mais educação"



Roger Waters declarou apoio aos estudantes colombianos em greve há várias semanas em defesa da educação gratuita 



O Estado de S.Paulo
22 Novembro 2018


BOGOTÁ - O cantor britânico e fundador do grupo Pink Floyd Roger Waters expressou nesta quinta-feira, 22, seu apoio aos estudantes colombianos, atualmente em greve, depois de um show em Bogotá carregado de rock, luzes, cores e críticas sociais.

"Precisamos de mais educação", disse Waters ao se referir às manifestações protagonizadas pelos estudantes colombianos nas últimas semanas. O músico britânico disse que se reuniu com três líderes estudantis e ressaltou que na Colômbia é necessária educação gratuita e de qualidade.

Os estudantes, que protestam há várias semanas, pedem ao governo uma ampliação da verba para as universidades públicas já que, segundo dados de especialistas, a educação superior no país tem um déficit de 3,2 bilhões de pesos (cerca de R$ 3,8 milhões).
Música e críticas

Waters abriu o show na Colômbia com a música "Speak to me", do lendário álbum "The Dark Side of the Moon", enquanto o telão exibia imagens do espaço e de cidades. Na sequência, com "Breathe", estabeleceu uma conexão com o público que perdurou durante o resto da noite.

Mas sem dúvida o ponto alto da noite foi quando começou a tocar "The Happiest Days of Our Lives", prelúdio do clássico "Another Brick in Wall Part 2". 

rianças subiram ao palco com máscaras marrom e uma camiseta com a inscrição "resist" (resista, em tradução livre). Os jovens fazem parte do coletivo Movtómico, liderado pela artista Laura Zambrano e formado por jovens de baixa renda da capital colombiana.

Depois, o músico britânico fez uma pausa de 20 minutos no show e, durante esse intervalo, foram exibidas mensagens nos telões convidando os colombianos a "resistirem" e criticando vários líderes políticos como o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, e a ex-candidata à presidência da França Marine Le Pen.

Durante a música "Pigs (Three different ones)", o artista exibiu imagens ridicularizando o presidente dos EUA, Donald Trump, sob coro da plateia. A crítica ao republicano prosseguiu na canção seguinte, "Money".

Waters encerrou o show sob aplauso do público com o clássico "Comfortably Numb". / EFE

17/11/2018

Projeto Cine Floyd faz última apresentação do ano em Porto Alegre


Espetáculo ganha o palco do Teatro da AMRIGS neste sábado


Projeto sincroniza filmes clássicos com discos do Pink Floyd

O espetáculo Cine Floyd encerra sua temporada 2018 neste sábado, com uma apresentação no Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311), em Porto Alegre. O projeto mistura a obra do Pink Floyd executada ao vivo com banda, projeção de cinema e a sincronia mítica de clássicos da cultura popular como "O Mágico de Oz" (1939) com "The Dark Side of the Moon" (1973) e "2001: Uma Odisseia no Espaço" (1968) com "Echoes" (1971).

Criado em 2014, o Cine Floyd tem a assinatura dos músicos Arthur Tabbal, Gabriel Sacks, Paulo Nascimento e Alexandre Alles e é resultado da paixão dos quatro amigos pela banda britânica. O projeto começou sua jornada em casas noturnas da Capital e em 2015 passou a promover a experiência completa da sincronização nas salas de cinema, iniciando por duas sessões lotadas na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro. De lá para cá, a iniciativa soma mais de 20 apresentações em casas de shows, teatros e cinemas de Porto Alegre, Novo Hamburgo, Lajeado, Caxias do Sul e Criciúma.

A sessão deste sábado ocorre a partir das 20h. Os ingressos do primeiro lote custam R$ 40 (inteira) - na promoção solidária, o valor é de R$ 30 mediante a doação de 1kg de alimento não perecível. (Correio do Povo).


Entrevista com Caderno 2:



Caderno 2 - Cine Floyd no Bar Ocidente

08/11/2018

Petrobras Sinfônica homenageia 45 anos de "The Dark Side of the Moon" no Vivo Rio



Time


Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta obras do Pink Floyd
Por Carlos Brito, G1 Rio

Quem passou em frente à Fundição Progresso durante as últimas semanas nem imaginava, mas no interior da sala 7 da antiga fábrica de fogões localizada na Lapa, uma das obras mais importantes da história do Rock estava em execução pela Orquestra Petrobras Sinfônica (Opes).


Us And Them


Orquestra Petrobras Sinfônica toca versão inédita do 
"Dark Side Of The Moon" do Pink Floyd 


Nestas quinta (8) e sexta-feira (9), além da quinta-feira (15) da próxima semana, o público que for ao Vivo Rio poderá acompanhar, na íntegra, a interpretação que os músicos, sob a regência do maestro Isaac Karabtchevsky, darão a "The Dark Side of the Moon", maior obra do grupo inglês Pink Floyd, terceiro álbum mais vendido da história e capítulo fundamental da música do século XX.


Money


Maestro Isaac Karabtchevsky rege a Orquestra Petrobras Sinfônica
 durante ensaio na Fundição Progresso. 


"Escolhemos muito bem, não?", questionou brincando o regente, durante ensaio realizado na tarde desta quarta-feira (7). "Eu vivia na Europa na época em que 'The Dark Side of the Moon' foi lançado. Lembro bem do impacto do álbum. O que o Pink Floyd fez ali foi impressionante – há elementos de vários tipos de música naquele álbum, da erudita à popular, passando até por composições concretistas. Não por acaso, a obra se tornou o sucesso que é. Queríamos mostrar ao grande público o quanto o clássico e o Rock podem andar de mãos dadas e achamos que essa foi a escolha certa", explicou Karabtchevsky.

A apresentação do repertório do Pink Floyd faz parte da série "Álbuns", da Opes. Nas duas edições anteriores, os mais de 50 músicos da orquestra apresentaram, também na íntegra, as canções dos álbuns "Ventura", do Los Hermanos, e "Thriller", de Michael Jackson.



Músicos irão apresentar versões das faixas
 de "The Dark Side of the Moon"


As 10 apresentações reuniram mais de 20 mil pessoas em três cidades, entre 2016 e 2017, e integram um conjunto de iniciativas da Opes para popularizar a música clássica e renovar o público do gênero.

“Esta série nasceu da vontade de homenagear artistas e discos que marcaram a história da música brasileira e internacional e em pouco tempo já se tornou uma das mais esperadas por parte do público na nossa temporada. Depois do sucesso do 'Thriller', em 2017, as pessoas já estavam perguntando o que vinha por aí e queríamos apresentar algo especial. Foi quando, depois de algumas conversas, lembramos que 'The Dark Side of the Moon' completaria 45 anos em 2018. Achamos a ocasião perfeita e decidimos fazer a apresentação", relembrou o gerente de Marketing da Opes, João Magalhães.


O álbum

 
O prisma da capa de "The Dark Side of the Moon" 
na capa da partitura dos músicos 


Lançado em 1 de março de 1973, "The Dark Side of the Moon" é um dos melhores e mais bem sucedidos álbuns da história da música.

Fruto das experimentações sonoras dos trabalhos anteriores da banda, porém apresentada de forma mais amigável para o grande público, no formato de canções mais curtas e melódicas, a obra se transformou em sucesso mundial, graças a canções como "Money", "Time", "Us & Them", "Brain Damage" e "Eclipse".

O álbum vendeu 45 milhões de cópias e permaneceu na Billboard – a parada musical americana – durante quase 15 anos. No Reino Unido, a obra ficou nas paradas por 364 semanas seguidas.

"Os integrantes do Pink Floyd conseguiram captar o clima do pós-guerra na Europa e transformaram aquilo tudo em música de qualidade muito elevada. A orquestra está muito feliz em tocar essas composições", garantiu o maestro.

Importante: além das 10 faixas que compõem "The Dark Side of the Moon", ao fim da apresentação os músicos apresentarão um medley de três grandes sucessos da banda que não fazem parte do álbum: "Wish You Were Here", "Run Like Hell" e "Another Brick in the Wall (Part 2)", esta última, de longe a obra mais popular do Floyd.


Wish You Were Here/Run Like Hell/
Another Brick in the Wall (Part 2) 


Prevendo o sucesso do espetáculo, uma nova apresentação já está marcada para o ano que vem, no dia 3 de fevereiro, na Jeunesse Arena, Barra da Tijuca.

Todas as 10 canções do álbum "The Dark Side of the Moon" serão executadas na íntegra. Espetáculo faz parte da série "Álbuns".

Serviço:

Data: 8, 9 e 15 de novembro.
Horário: 21h
Local: Vivo Rio - Avenida Infante Dom Henrique 85 - Flamengo, Rio de Janeiro.
Telefones: (21) 2272-2901
Ingressos: eventim.com.br
Valores:
Frisa: R$85 (meia) e R$170 (inteira)
Setor VIP: R$140 (meia) R$280
Setor 1: R$100 (meia) R$200 (inteira)
Setor 2: R$85,00 (meia) R$170 (inteira
Setor 3: R$70,00 (meia) R$140 (inteira)
Setor 4: R$45,00 (meia) R$90 (inteira)
Balcão: R$70 (meia) e R$140 (inteira)
Camarote B: R$140 (meia) e R$280 (inteira)
Camarote A: R$100 (meia) e R$200 (inteira)
Classificação: livre 




02/11/2018

Pink Floyd divulga vídeo promocional de Jugband Blues



Jugband Blues

É imensamente atencioso de sua parte pensar em mim aqui
E eu fico muito grato por você deixar claro
Que não estou aqui

E eu nunca soube que a lua poderia ser tão grande
E eu nunca soube que a lua poderia ser tão azul
E estou grato por você ter jogado fora meu sapatos velhos
E ter me trazido aqui ao invés, vestido de vermelho

E estou pensando quem poderia estar escrevendo esta canção

Eu não me importo se o sol não brilha
E não me importo se nada é meu
E não me importo se estou nervoso contigo
E vou fazer meu amor no inverno

E o mar não é verde
E eu amo a Rainha
E o que exatamente é um sonho?
E o que exatamente é uma piada?



Pink Floyd divulgou nesta sexta-feira, 02 de novembro, em seu canal no YouTube, o vídeo promocional da canção 'Jugband Blues' filmado em dezembro de 1967. A canção é a sétima faixa do segundo álbum do Pink Floyd, 'A Saucerful of Secrets', lançado em 1968. Escrita por Syd Barrett, foi sua única contribuição composicional para o álbum. 'Jugband Blues' também entrou na coletânea de 2001 'Echoes'.

Nos estúdios De Lane Lea em 19 de Outubro de 1967, Pink Floyd gravou 'Jugband Blues' com o produtor Norman Smith, e com a presença da banda do Exército de Salvação, a pedido de Barrett. Quando o Exército de Salvação entrou para tocar na música, Barrett disse-lhes para "tocarem o que quisessem", e Smith insistiu em partes já gravadas. 



BLITZ: Roger Waters retirou todas as referências a Bolsonaro no último concerto no Brasil



Roger Waters retirou todas as referências a Bolsonaro no último concerto no Brasil. “Cuidem uns dos outros!”



Chegou ao fim a digressão brasileira de Roger Waters

Waters deu na passada terça-feira o último concerto da sua digressão pelo Brasil, durante a qual foi bastante criticado pela sua oposição a Jair Bolsonaro, vencedor das eleições presidenciais recentes.

Neste concerto, que se realizou em Porto Alegre, e ao contrário dos demais Roger Waters não fez qualquer menção a Bolsonaro. Durante o espetáculo e ao enumerar políticos que considera "neofascistas", o músico tapou o nome de Jair Bolsonaro com a mensagem "ponto de vista político censurado".

A mensagem #EleNão, hashtag utilizada pelos opositores de Bolsonaro, também foi removida do espetáculo após ter sido utilizada em concertos em São Paulo e Curitiba. No Instagram, Waters partilhou ainda um vídeo deste último concerto com uma mensagem de agradecimento aos fãs e um pedido: "Cuidem uns dos outros!". Veja aqui:





Uma publicação compartilhada por Roger Waters (@rogerwaters) em


Fonte: BLITZ

31/10/2018

The Dark Side Of The Moon: O álbum sensorial da banda Pink Floyd





Fonte: Rota Principal
Por Isabelle Vasconcelos

A banda que surgiu em 1965 e provocou uma reviravolta musical ao lançar seu álbum experimental, filosófico e psicodélico The Dark Side Of The Moon, em 1973, mostrou sua vertente questionadora sobre a realidade e o propósito existencial humano. O grupo revolucionário psicodélico agrupou um total de 10 músicas que segue uma narrativa específica e por isso não deve ser escutada de forma aleatória, respeitando sua estrutura quase que cinematográfica, que nos dá um vislumbre sobre os questionamentos existenciais do homem, desde política, tempo, ambição, alienamento, sociedade e solidão. O grupo Pink Floyd era formado por Roger Waters, David Gilmour, Syd Barrett, Richard Wright e Nick Mason, que foram os principais em impulsionar divagações para o público hipster do auge da década de 1970.

O principal conceito da banda para a elaboração do projeto deve-se a alguns fatores, mas o principal dele é o ex-integrante do grupo Syd Barrett, que saiu do Pink Floyd por causa de seus problemas com a saúde mental, que se agravaram devido ao excesso do uso de drogas. Sua significativa contribuição artística para a banda foi revertida como uma homenagem dos outros integrantes para sua arte, que inquestionavelmente tem sua essência nos alicerces da banda. Procurando atribuir um valor pessoal e subjetivo para a obra, os músicos desenvolveram visionariamente de modo erudito e ao mesmo tempo acessível à compreensão para os fãs. Produzido no clássico estúdio inglês Abbey Road, seu sucesso foi imediato chegando ao topo da Billboard 200, nos Estados Unidos, e sendo considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos pela crítica especializada que reconhece a relevância sonora para o mundo da música.

Nós somos introduzidos ao álbum com a música prelúdio ‘Speak to Me’, que nos apresenta uma pequena mostra sobre os elementos do disco com duração de 1 minuto. De maneira contínua passa para a faixa seguinte, ‘Breath (in the air)’, trazendo arranjos experimentais numa letra que fala sobre a solidão, o desapego emocional, a brevidade da vida, com seus momentos de auge e decadência, e a busca interminável por êxito. Sem pausas a próxima faixa ‘ On the Run ‘ segue adiante na continuidade com instrumentos ou técnicas inéditas até então, mostrando sua singularidade musical. A quarta música ‘ Time ‘ nos bombardeia com inúmeros relógios tocando, a relatividade do temporal e as várias perspectivas de como o tempo afeta cada um e como estamos gastando ele, como estamos matando o tempo e a sua rapidez passa despercebida. As horas deslizam sob seus dedos, lembrando muito a inconsistência do tempo da obra surrealista de Salvador Dalí. Você foi colocado involuntariamente numa corrida tentando vencê-lo, mas o final parece inevitável.




“E eu não tenho medo de morrer, qualquer hora pode acontecer, sei lá. Por que eu deveria ter medo de morrer? Não há razão para isso, um dia você vai. Eu nunca disse que tinha medo de morrer”, toca ‘The Great Gig In The Sky‘, antes intitulada The Mortality sequence. O grande espetáculo no céu questiona os mistérios celestiais que todos já se perguntam, mas não se tem respostas concretas e totalmente verdadeiras. Temos essa introdução do vocal de Clare Torry “ lamentando”, o vocal desesperador da cantora exemplifica seu horror perante a morte que contrapõe a fala do áudio no início da música. Com ‘Money’ vemos a mais ácida do disco, com críticas ao status quo da sociedade de consumo, o exagero, a satisfação do ato da compra, o exibicionismo, a estabilidade social que o dinheiro pode lhe oferecer e assim como a instabilidade mental. Com mensagem direta sem muitas aberturas para outras interpretações, deixando claro o ponto crucial abordado pela banda.

Em ‘Us and Them’ temos mais uma vez o homem como personagem principal dos sofrimentos de se viver em grupo, da necessidade de se ter união. Somente homens comuns que estão em busca da realização. ‘Any Color You Like’ sucede com a parte instrumental com Dick Perry no saxofone e um coral pequeno de apoio. Logo após entra ‘Brain Damage’, que de forma lunática nos diz “tem alguém na minha cabeça, mas não sou eu “, iniciando a narrativa com a loucura que está em toda parte, fazendo relação ao Syd Barrett e seus problemas mentais. Concluindo a trajetória do enredo, a música ‘eclipse’ traz o desfecho perfeito para a história, resumindo todos os aspectos levantados ao longo da obra. Pink Floyd traz todos os mártires e hipóteses que fazemos ao pensarmos sobre as diretrizes da vida e todas as influências que temos ao longo dela. Com aspectos dignos de um roteiro de um filme de ficção cientifica, a banda sintetiza poeticamente as interrogações e as consequências do ser pensante.


26/10/2018

Roger Waters faz show histórico no Maracanã


Roger Waters usa camisa com a frase "Lute como Marielle Franco"


Para o cantor, compositor e músico inglês Roger Waters, o show que apresentou na noite desta quarta-feira (24), no Maracanã, com aplausos e vaias ao posicionamento do artista contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), começou, na verdade, há cerca de seis meses. Em uma manhã cinza de Londres, ele olhou a edição daquele dia do jornal The Independent e soube da morte da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018.

"Ela acreditava em direitos humanos, assim como eu", ele diria mais tarde, já próximo ao fim das quase três horas de apresentação da etapa carioca da turnês "Us + Them". Antes disso, porém, o eterno baixista e principal compositor do Pink Floyd entregaria um show com 18 sucessos da carreira da banda inglesa e quatro canções de sua obra solo.


Cantor Roger Waters homenageia vereadora Marielle Franco durante show


Com atraso incomum para um artista britânico – o show estava marcado para as 21h mas começou às 21h20, retardo causado pela chuva que cairia sem parar ao longo de toda a apresentação –, o espetáculo teve início com a colagem sonora de "Speak to me", faixa inicial de "The dark side of the moon", álbum de 1973 que é pedra fundamental do Rock e quarto disco mais vendido da história da música. O artista seguiria no mesmo álbum com "Breath".

Logo em seguida, foi a vez da instrumental "One of theses days", solitária incursão do repertório do show no álbum "Meddle", de 1971, quando o Floyd estava no auge de sua fase progressiva.


Os relógios no telão marcam o início da execução de 
"Time", terceira canção do show.


Na sequência, mais três faixas de "The dark side of the moon": o hino "Time", "Breath (reprise)" e "The great gig in the sky", esta última com as vocalizações feitas pelas cantoras Jess Wolfe e Holly Laessig – vocalistas do grupo indie americano Lucius, que acompanham Waters na turnê.

"Welcome to the machine" – comentário ácido do Pink Floyd sobre a desilução da banda com a indústria musical e segunda faixa do álbum "Wish you were here", de 1975 – chegou em seguida. No telão, a animação original assinada pelo artista inglês Gerald Scarfe feita para a canção à época do lançamento garantia o pano de fundo.

A obra abriu caminho para um momento pouco menos amigável da apresentação – da mesma forma como já fizera nos shows anteriores desta turnê, Waters tocou três canções de seu álbum solo mais recente, "Is this the life we really want?", de 2017: "Déjà vu", "The last refugee" e "Picture that".

Por serem novas e ainda pouco conhecidas, esse momento marcou o único instante do show no qual pareceu haver algum distanciamento entre público e artista. Ainda assim, a plateia ouviu as faixas com atenção respeitosa.

Mas não demorou muito para Waters voltar a pegar nas mãos das 47 mil pessoas que estavam no Maracanã. "Wish you were here" foi cantada em coro pela plateia, já familizarizada com a canção cuja letra é um lamento pelo afastamento e progressiva deterioração mental de Syd Barrett, membro fundador do Floyd.

Neste momento, o show enfim entrou no repertório de "The wall", álbum de 1979 que é um dos maiores sucessos comerciais e artísticos da história da banda. O som de helicópeteros que marca o início de "The happiest days of our lives" tomou conta dos auto-falantes – cuja potência já havia impressionado a plateia durante a execução de "Welcome to the machine".


Crianças da Associação Beneficente São Martinho participam de 
"Another brick in the wall - Part 2"


Em seguida, um dos momentos mais emocionais da apresentação: "Another brick in the wall - Part 2", de longe a canção mais popular do Floyd, foi apresentada com o coral de crianças da Associação Beneficente São Martinho. Todas usavam camisas com a palavra "Resist". Elas ainda permaneceriam no palco para cantar "Another brick in the wall - Part 3".

Diante de uma plateia eufórica, Waters anunciou o intervalo de 20 minutos que divide as duas partes do show.

O show do artista é, durante quase todo o tempo, um ato de manifestação política. Isso fica ainda mais claro na pausa, quando o telão apresenta uma série de mensagens. Os alvos são variados: misoginia, fascismo, militarização, antissemitismo e racismo estão entre eles.

O músico também apresenta, ainda por meio do telão, uma lista de políticos de vários países do mundo apontados por ele como fascistas – é neste momento que a frase "Ponto de vista político censurado" surge para cobrir o nome do candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro.


Telão reproduz fachada da Usina de Energia Battersea, 
capa do álbum "Animals", de 1977

A pausa chegou ao fim quando, no telão, uma reprodução visual da hoje desativada Usina de Energia de Battersea – presente na capa do álbum "Animals", do Pink Floyd, 1977 – irrompeu em direção ao céu nublado do Rio de Janeiro, com suas quatro chaminés gigantes. Sobre elas, pairava o porco que é marca registrada da obra.

Para marcar de forma clara a entrada no repertório de "Animals", duas músicas do álbum foram tocadas em sequência: "Dogs", com seus 17 minutos de duração, e "Pigs (Three different ones)".

Na primeira, os integrantes da banda usaram máscaras de porcos para simular um jantar entre corruptos. Neste momento, o próprio Waters, também utilizando uma máscara suína, levantou dois cartazes - o primeiro dizia "O mundo é governado por porcos". Já no segundo, a mensagem foi bem menos sutil": "F...-se os porcos".


O porco inflável sobrevoa a plateia durante
a execução de "Pigs (Three different ones 


Em "Pigs", um gigantesco porco inflável – em mais uma referência direta a "Animals", álbum livremente inspirado em "A revolução dos bichos", de George Orwell – pairou sobre a plateia. No corpo do animal, uma frase: "Stay human" – "Continue humano". É durante esta canção que Waters despeja toda sua crítica sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma série de ilustrações irônicas relativas ao chefe do executivo americano aparecem no telão.

O show retorna ao repertório de "The dark side of the moon" com dois clássicos: "Money" e "Us & Them" – esta última, canção que batiza a turnê.


Raios laser reproduziram de forma tridimensional o prisma da capa do álbum 
"The dark side of the moon".

"Smell the roses", outra passagem pela carreira solo de Waters, é seguida por mais duas faixas de "The dark side of the moon": "Brain damage" e "Eclipse". Neste momento, uma sequência de raios laser reproduz em forma tridimensional o prisma que está na capa do álbum. O efeito é impressionante e compreendido de forma imediata pelos fãs mais atentos.

É neste momento que o show de Roger Waters e a história de Marielle Franco se encontram.

Justiça


Filha, irmã e viúva de Marielle Franco subiram ao palco


O cantor pediu que a filha, Luyara Santos, a irmã, Anielle Franco, e viúva de Mariella Franco, Mônica Benício, subissem ao palco.

Juntas, elas protestaram contra a demora no esclarecimento do assassinato da vereadora e exigiram justiça. O pedido foi acolhido pelo público na forma de gritos de "Justiça!"

"O problema é que nem todo mundo acredita em direios humanos", lamentou Waters, já vestido com uma camisa onde estava escrita a frase "Lute como Marielle Franco".

Após o protesto, a apresentação foi retomada como "Mother". Na canção que explora a relação do filho inseguro com a mãe dominadora – uma das composições mais poderosas de "The wall" –, Waters repetiu um artifício que já havia utilizado em 2011, durante a turnê na qual tocava as faixas do álbum.

Para responder a pergunta de um dos versos da canção - "Mother, should I trust the government?" (Mãe, devo acreditar no governo?") -, a resposta é dada no telão: "Nem f...".

"Comfortably numb", também de "The wall", encerrou o show em momento inspirado do guitarrista Dave Kilminster, improvisando com liberdade criativa sobre o solo original de David Gilmour.


Ao fim do show, Waters agradece a presença do público.

Desde antes do início da apresentação até depois do fim do espetáculo, quando a plateia já saía da Maracanã, uma situação se repetiu várias vezes: parte do público griatava "Ele não!", grito que se tornou símbolo da crítica ao candidato ao candidato Jair Bolsonaro.

Na maioria das vezes, no entanto, os gritos eram confrontados com vaias de outra parte do público, favoráveis ao candidato – situação semelhante às ocorridas nos shows anteriores desta turnê no Brasil.

Diferenças políticas à parte, o que se viu durante a maior parte do tempo na noite de quarta-feira (24), no Maracanã, bem mais que embates e desentendimentos, foram pessoas que pensam de maneiras opostas cantando juntas, em uma única voz.

Situação resumida nas duas primeiras frases de "Us and them", canção que dá nome à turnê: "Us and them. And after all, we're only ordinary men". ("Nós e eles. E depois tudo, somos apenas homens comuns"). 


Roger Waters - Comfortably Numb





Fonte: G1
Por Carlos Brito, G1 Rio

Caetano Veloso entrevista Roger Waters (Vídeo)




Roger Waters concedeu uma entrevista a Caetano Veloso na última segunda-feira (22) para debater sobre a atual situação política do Brasil e a "onda fascista" no mundo, como definiu Paula Lavigne, produtora e mulher do compositor baiano.

O ex-baixista do Pink Floyd aponta que nos Estados Unidos há pessoas vivendo em condições subumanas, sem qualquer possibilidade financeira de bancar um plano de saúde, e compara Jair Bolsonaro a Donald Trump. 

"Eles não podem pagar nada. Não há vida. Não me surpreende que eles estejam revoltados, e o triste de tudo isso é que eles não estão revoltados com as pessoas que estão fazendo isso, Eles acabaram de eleger uma delas", analisa Waters.

"Trump é o cara que te fod**. Assim como Bolsonaro", completa o músico, pedindo desculpas na sequência por ter levantado a voz ao falar sobre o tema. 

 

24/10/2018

Orquestra Petrobras Sinfônica vai tocar “Dark Side of The Moon” em São Paulo


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No dia 26 de novembro, a Orquestra Petrobras Sinfônica vai tocar o histórico disco “Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd, no Allianz Parque, em São Paulo. O concerto é em comemoração aos 45 anos do disco, que ocupa até hoje a terceira posição entre os mais vendidos da história, com mais de 45 milhões de cópias.

A orquestra de 50 músicos apresentará sucessos como “Money” e “Time”, com regência do ícone Isaac Karabtchevsky, diretor artístico e maestro titular do grupo, e arranjos inéditos de Ricardo Candido. 

Em São Paulo, os ingressos para o concerto estão à venda no site da Eventim e na bilheteria do Allianz Parque (Rua Palestra Itália, 214). Os ingressos custam de 50 reais a 260 reais. 

A orquestra também levará o espetáculo para o palco do Vivo Rio, no Rio de Janeiro, nos dias 8 e 15 de novembro.

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“Dark Side of the Moon” foi o primeiro trabalho do Pink Floyd a entrar para a lista dos mais vendidos e ficou nas paradas norte-americanas por 741 semanas. O disco também ficou em segundo lugar na lista dos 200 álbuns definitivos do Rock and Roll Hall of Fame, da revista Rolling Stone.


Na época em que foi lançado, “Dark Side of The Moon” foi celebrado por músicas que criticavam a ganância, como ”Money”. Letras como as de “Time” e Breath” também criticavam o vazio ideológico da sociedade britânica de 1973.

Imagem relacionada

De acordo com os organizadores, as 10 apresentações da série realizadas até agora reuniram mais de 20 mil pessoas em três cidades brasileiras, entre 2016 e 2017.

SERVIÇO:

Orquestra Petrobras Sinfônica - The Dark Side of The Moon
Data: Segunda-feira, 26 de novembro
Local: Allianz Parque Hall
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 1705 - Água Branca, São Paulo - SP, 05001-200
Horário: 18h30 (abertura dos portões) | 20h30 (início do show)
Ingressos: de R$ 50 a R$ 260
Cadeira VIP - R$ 230 (inteira) / R$ 115 (meia)
Deck VI`P - R$ 260 (inteira) / R$ 130 (meia)
Cadeira Premium - R$ 100 (inteira) / R$ 50 (meia)
Classificação etária: 16 anos. Menores entre 5 e 15 anos de idade, acompanhados do responsável legal. *Sujeito à alteração Judicial / Acesso para deficientes.

  

Fonte: Exame

18/10/2018

Com homenagem a Moa do Katendê, Roger Waters pede paz e chora diante de 28 mil pessoas na Bahia


Two Suns In The Sunset inédita ao vivo - Salvador

O músico Roger Waters e sua banda tornaram o primeiro show deles na Bahia inesquecível, na noite desta quarta-feira (17). Na apresentação, para mais de 28 mil pessoas, na Arena Fonte Nova, em Salvador, além de muito rock, os artistas fizeram críticas sociais e homenagearam o capoeirista baiano Moa do Katendê, que foi morto após uma discussão política em um bar da capital baiana.

Durante o tributo a Moa, um telão de 70 metros de largura integrado ao palco exibiu uma foto do capoeirista de braços abertos. Em seguida, Roger Waters pediu paz e chorou no palco. O momento levou o público à loucura e a reação foi instantânea.

Foto de Moa do Katendê foi projetada em telão durante show 

Segundo a polícia, a briga que levou à morte de Moa teria começado após o capoeirista se posicionar contra o candidato. O suspeito do crime, Paulo Sérgio Ferreira de Santana, teria se irritado e, em seguida, esfaqueou a vítima 12 vezes. O caso ocorreu na madrugada após a votação. Em depoimento, o homem negou a questão política como causa da briga. No entanto, as testemunhas ouvidas pela polícia não confirmaram a versão do suspeito.

Roger Waters chorou após homenagem a Moa em Salvador 

A homenagem a Moa foi um dos pontos altos da apresentação de Roger Waters e marcou o encerramento do show.

O espetáculo começou por volta das 21h20 e durou mais de duas horas. Durante a apresentação, Waters e sua banda reuniram diversos sucessos do Pink Floyd, além de músicas lançadas pelo cantor após a saída do grupo. Entre as canções, "Breathe", "Welcome to the Machine", "The Last Refugee", "Picture That", "Eclipse", "Money" e "Pigs".

Porco usado durante apresentação de Roger Waters em Salvador

Assim como nas outras apresentações da turnê "Us + Them" no Brasil, o show teve duas partes e um intervalo de 20 minutos. No final da primeira parte, ao som de "Another Brick in the Wall Part 2", Waters e banda dividiram o palco com 12 crianças do Projeto Axé, que atua na área de educação, arteducação e defesa de direitos de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social em Salvador.

Os meninos e meninas, com idades entre 8 e 13 anos, entraram usando um macacão laranja e máscaras. Contudo, ao decorrer da apresentação, tiraram os trajes, revelando uma camisa com a palavra resistir (em inglês) estampada. Assim como tinham ensaiado, as crianças dançaram enquanto Waters cantava.

Crianças do Grupo Axé no show de Roger Waters em Salvador 

Outro momento que chamou atenção do público foi quando pontos de luz formaram o símbolo da banda Pink Floyd no meio da Arena Fonte Nova.

Em Salvador, Waters também cantou a música "Two Suns In The Sunset" ao vivo pela primeira vez. O fato curioso foi revelado pelo próprio artista durante o show. A canção é do álbum "The Final Cut" do , , lançado em 1983.

Roger Waters em show na Bahia 

Com todos os momentos marcantes da noite, o público terminou o show em êxtase. Muitos ainda chegaram a pedir mais músicas, mas a apresentação foi encerrada sem o tão esperado bis. Por volta de 0h10, Waters e banda se despediram. Antes de ir embora, o cantor ainda desceu do palco e tirou fotos com alguns fãs.

Salvador foi a única capital do Norte e Nordeste a fazer parte da turnê de Waters na América do Sul. Da capital baiana, o artista vai para Belo Horizonte, onde se apresenta no domingo (21). Em seguida, terão shows no Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Antes, o cantor se apresentou em São Paulo e em Brasília.

Roger Waters foi ovacionado por 28 mil pessoas em show na BA 

Roger Waters durante performance em Salvador  




Meninos e meninas do Grupo Axé no show de Roger Waters 



16/10/2018

Fãs fazem Roger Waters chorar em Brasília




Roger Waters, em série de shows pelo Brasil, passou por um turbilhão de emoções. Depois de ser vaiado e dividir opiniões em show em SP ao exibir “Ele Não” no telão, em crítica ao candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, o líder do Pink Floyd voltou a fazer protestos políticos no Distrito Federal, no domingo (14).

O cantor e compositor exibiu novamente no telão os dizeres “ponto de vista político censurado” onde exibiu o nome de Bolsonaro em primeiro show e dividiu mais uma vez a plateia entre vaias e aplausos.

Mas Roger não arredou o pé de suas convicções, cuja motivação ele explicou em entrevista ao Fantástico, e manteve o nome "censurado" no telão onde exibe uma lista de nomes de políticos neofascistas, assim como também exibiu a mensagem "Nem Foden..." após perguntar ao público “Should I trust the government?” (“devo confiar no governo?”, em tradução livre). enquanto tocava "Mother"

A marca do show, no entanto, ficou para a emoção de Waters ao ser ovacionado pela plateia. Apesar dos anos de estrada, ele foi às lágrimas e agradeceu o carinho. 

Roger ainda fará cinco shows no Brasil com a turnê Us + Them: Salvador (17 de outubro), Belo Horizonte (21 de outubro), Rio de Janeiro (24 de outubro), Curitiba (27 de outubro) e Porto Alegre (30 de outubro).




Fonte: Jovem Pan

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