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22/06/2022

Novo livro do Pink Floyd documenta a turnê Animals


Novo livro com foco no álbum e turnê 'Animals' do Pink Floyd será publicado em agosto.

De acordo com o Louder Sound (confira a íntegra abaixo), um novo livro do Pink Floyd, documentando a turnê de 1977 na época que a banda promovia o álbum Animals, será lançado ainda em 2022.

A obra será intitulada Pink Floyd – The Animals Tour – A Visual History e virá assinada por Glenn Povey, que já publicou diversos livros sobre a banda, incluindo The Complete Pink Floyd (2015) e Pink Floyd (1977). O título chega pela editora Apples And Oranges Publishing e está previsto para ser distribuído a partir do dia 1º de agosto.

“Animals sempre teve um lugar especial no coração dos fãs do Floyd”, disse o autor ao portal Prog. “Possivelmente porque era a antítese de tudo o que veio antes dele. Um disco de hard rock, quase punk rock. Um álbum que sem dúvida tem alguns dos melhores trabalhos de guitarra de [David] Gilmour e as letras mais afiadas de [Roger] Waters”. Ele complementa:

Escrevi este livro com a intenção de ser um volume complementar ao prometido lançamento da edição do 45º aniversário do álbum e vasculhei meu arquivo montanhoso junto com o material recém-pesquisado e produzi um livro abrangente do período que espero ser uma adição valiosa à estante dos fãs mais exigentes do Floyd.




A brand new Pink Floyd book documenting the band's 1977 tour for their tenth album, Animals, is to be published later this year.

Pink Floyd – The Animals Tour – A Visual History by Glenn Povey will be published by Apples And Oranges Publishing on Auust 1. It's noted Floyd author Povey's second book on the band to be announced within a week. Pink Floyd In North America 1966-1983, which looks at how the band fared over in the USA, will be published by Wymer Publishing on September 23.

"Animals has always held a special place in the hearts of Floyd fans,"" Povey tells Prog. "Possibly because it was the antithesis of all that had come before it. A hard rock - almost punk rock - Floyd album. An album that arguably has some of Gilmour's finest guitar work and Waters' most pointed lyrics.

"The shows that supported the album are legend - spectacular theatrical presentations that, much to the band's chagrin, were never captured on film for posterity. Audience recordings from those shows are among the most cherished in fans' collections and represent some of the best-recorded bootlegs of any era. So, the release of a 5.1 box set this year with the possibility, finally, of a professionally mixed live performance that has been dangled under the noses of fans for years was tantalising, to say the least.

"I wrote this book with the intention of it being a complementary volume to the promised release of the 45th-anniversary edition of the album and trawled through my mountainous archive and together with newly researched material produced a comprehensive book of the period which I hope will be a worthwhile addition to the discerning Floyd fans bookcase."

The spectacular tour, which took place during the first half of 1977, ended with band members personal issues, ultimately led to inter-band rifts and Roger Waters’ increasing intolerance of and disdain towards the adulation of the fans, culminating in the incident at the final show of the tour in Montreal of Waters spitting at a fan, which became the lynchpin of his vision of isolation and madness that eventually led to the creation of The Wall two years later.




08/10/2021

Animals Reimagined – A Tribute To Pink Floyd


Animals Re-imagined: Tribute Cleopatra Records

Dogs (Graham Bonnet; Vinnie Moore; Kasim Sulton; Jordan Rudess; Pat Mastelotto)


Seguindo o projeto de grande sucesso Still Wish You Were Here (confira abaixo) lançado em maio deste ano, outro encontro de estrelas do rock clássico progressivo se reúne para interpretar o ambicioso álbum conceitual "Animals" do Pink Floyd de 1977.

Combinando o magnífico trabalho de guitarra de David Gilmour com o humor ácido e cínico das letras do gênio Roger Waters, Animals é amplamente saudado pelos fãs do Pink Floyd como um dos álbuns mais conceituais e intransigentes do grupo em sua carreira, sendo aclamado por grande parte como senão o melhor, ao vivo certamente o é, mas o mais impactante, chocante metaforicamente, "Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros"

Inspirado reconhecido pelo próprio Waters, na obra literária A Revolução dos Bichos (Animal Farm, 1946), de George Orwell, o álbum Animals rendeu inclusive um livro intitulado "A distopia animalesca de George Orwell no rock progressivo", de *Lucas Moreira, UFBA, acessível em PDF aqui.

Quem é porco? Quem é cachorro? Quem é ovelha? Quem é humano? Quais as diferenças entre eles? Quais as semelhanças? De acordo com suas atitudes, um ser humano pode se assemelhar a um porco, a um cachorro ou a uma ovelha, se, para efeitos de comparação fabulosa e metafórica, forem levadas em conta algumas características atribuídas a esses animais. O porco é o ser que atropela tudo movido pelo incontrolável desejo de saciar seus interesses imediatos, resumidos a uma fome voraz (que, transposta para o universo humano, pode ser entendida como fome de poder, de riquezas, de fama etc.). O cachorro é o bajulador inconsequente desprovido da proatividade do porco, mas que se alia a ele para também atender a seus interesses próprios e de ascensão. A ovelha é a grande população submissa, vampirizada pelos porcos e pelos cachorros, sem iniciativa de reação; os inocentes úteis; a massa ignara. (Marcos Kirst, GZH- RBS)

Animals Reimagined - A Tribute To Pink Floyd está programado para lançamento em 19 de novembro de 2021 em CD, versão digital e também em vinil, chegando em 2022. A versão em CD vem editado em um Digipak Deluxe com arte criada em 6 painéis pelo artista digital de maior sucesso atualmente, Mike “Beeple” Winkelmann, e com capa desenhada por James McCarthy.


O projeto reúne alguns dos músicos e cantores mais consagrados do planeta, incluindo a lenda da guitarra do jazz-rock Al Di Meola, o mago dos teclados Rick Wakeman, o padrinho do rock psicológico Arthur Brown, o mestre da bateria Billy Cobham, o eclético e exímio guitarrista Jan Akkerman do Focus, Vinnie Moore do UFO, David J do Bauhaus, e James LaBrie e Jordan Rudess do Dream Theater.

Cada faixa deste trabalho inovador foi completamente reinventada com elegância e recursos de produção modernos, adições musicais de bom gosto, contudo, mantendo-se fiel às composições inebriantes e sutilmente complexas do álbum original.

Basta ouvir a nova versão de “Dogs”, vídeo acima, uma soberba suíte de 17 minutos cantada por Graham Bonnet do Rainbow com Vinnie Moore na guitarra, Kasim Sulton do Utopia no baixo, Jordan Rudess do Dream Theater nos teclados e o baterista do King Crimson Pat Mastelotto.


Track Listing and Artisis

1. Pigs On A Wing 1 – Nick van Eede (Cutting Crew) & Martin Barre (Jethro Tull)

2. Dogs – Graham Bonnet (Rainbow), Vinnie Moore (UFO), Kasim Sulton (Utopia), Jordan Rudess (Dream Theater) & Pat Mastelotto (King Crimson)

3. Pigs (Three Different Ones) – James LaBrie (Dream Theater), Al Di Meola, Joe Bouchard (Blue Öyster Cult), Patrick Moraz (The Moody Blues) & Billy Cobham (Mahavishnu Orchestra)

4. Sheep – Arthur Brown, Rick Wakeman (Yes), Jan Akkerman (Focus), David J. (Bauhaus) & Carmine Appice (Cactus/Vanilla Fudge)

5. Pigs On A Wing 2 – Jon Davison (lead vocalist for Yes), Albert Lee & Billy Sherwood (Yes).


A Tribute to Pink Floyd 2021 - Still Wish You Were Here
Confira abaixo a íntegra do projeto anterior:



"Still Wish You Were Here - A Tribute To Pink Floyd", foi lançado 28 de maio e igualmente conta com a participação de músicos consagrados, como o fantástico guitarrista Steve Hackett, o também o virtuoso Joe Satriani, o genial saxofonista Mel Collins, os vocalistas James Labrie (Dream Theater) e Geoff Tate (Queensryche), o baixista David Ellefson (ex-Megadeth), o baterista, mestre Ian Paice (Deep Purple) além do extraordinário Rick Wakeman.

Track Listing and Artisis

"Shine On You Crazy Diamond" (parte1-parte5)
Geoff Tate, Steve Hackett , Billy Sheehan, Mel Collins, Geoff Downes, e Ian Paice

"Welcome To The Machine"
Todd Rundgren, Rick Wakeman e Tony Levin

"Have A Cigar"
James LaBrie, Steve Stevens, Patrick Moraz, Rat Scabies e Jah Wobble

"Wish You Were Here"
Rik Emmett, Joe Satriani, Edgar Froese, David Ellefson e Carmine Appice

"Shine On You Crazy Diamond" (parte 6-parte9)
Rod Argent, Steve Hillage, Ian Paice e Bootsy Collins




"A distopia animalesca de George Orwell no rock progressivo"
*Estudo linguístico e literário de Lucas Moreira, Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (laboratório urbano)

Resumo:
À luz das traduções intersemióticas, reaproximamos a obra literária A Revolução dos Bichos (Animal Farm, 1946), de George Orwell, e o álbum Animals (1977), da banda de rock progressivo Pink Floyd, de modo a realizarmos análises comparativas sobre as transmutações que os signos de linguagens verbais sofreram ao migrarem para um código de linguagem musical. Com o foco nos aspectos da animalidade, veremos como tal instinto, compartilhado entre humanos e alegorias animalescas para representar formas de poder na arte, foi tratado nas duas distopias de linguagens diferentes, sendo que a obra pinkfloydiana é declarada e explicitamente decalque da literatura orwellinana.




“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”

Bezerra de Menezes


08/03/2019

Roger Floyd: Álbum conceitual em homenagem ao Pink Floyd; ouça




Roger Floyd é o pseudônimo de um canadense fanático por Pink Floyd e que sentia falta de seus álbuns conceituais. Ao invés de ficar apenas na nostalgia, o poli músico e compositor gravou o álbum "No Servie", em sua própria casa.



Trata-se da história da desintegração de um casamento devido ao uso excessivo da tecnologia. Exceto pelas vozes femininas, todo o resto foi feito por Roger Floyd e a intenção era mesmo soar o mais próximo possível do Pink Floyd.



Fonte: Whiplash
Por Roberto Rillo Bíscaro

31/10/2018

The Dark Side Of The Moon: O álbum sensorial da banda Pink Floyd





Fonte: Rota Principal
Por Isabelle Vasconcelos

A banda que surgiu em 1965 e provocou uma reviravolta musical ao lançar seu álbum experimental, filosófico e psicodélico The Dark Side Of The Moon, em 1973, mostrou sua vertente questionadora sobre a realidade e o propósito existencial humano. O grupo revolucionário psicodélico agrupou um total de 10 músicas que segue uma narrativa específica e por isso não deve ser escutada de forma aleatória, respeitando sua estrutura quase que cinematográfica, que nos dá um vislumbre sobre os questionamentos existenciais do homem, desde política, tempo, ambição, alienamento, sociedade e solidão. O grupo Pink Floyd era formado por Roger Waters, David Gilmour, Syd Barrett, Richard Wright e Nick Mason, que foram os principais em impulsionar divagações para o público hipster do auge da década de 1970.

O principal conceito da banda para a elaboração do projeto deve-se a alguns fatores, mas o principal dele é o ex-integrante do grupo Syd Barrett, que saiu do Pink Floyd por causa de seus problemas com a saúde mental, que se agravaram devido ao excesso do uso de drogas. Sua significativa contribuição artística para a banda foi revertida como uma homenagem dos outros integrantes para sua arte, que inquestionavelmente tem sua essência nos alicerces da banda. Procurando atribuir um valor pessoal e subjetivo para a obra, os músicos desenvolveram visionariamente de modo erudito e ao mesmo tempo acessível à compreensão para os fãs. Produzido no clássico estúdio inglês Abbey Road, seu sucesso foi imediato chegando ao topo da Billboard 200, nos Estados Unidos, e sendo considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos pela crítica especializada que reconhece a relevância sonora para o mundo da música.

Nós somos introduzidos ao álbum com a música prelúdio ‘Speak to Me’, que nos apresenta uma pequena mostra sobre os elementos do disco com duração de 1 minuto. De maneira contínua passa para a faixa seguinte, ‘Breath (in the air)’, trazendo arranjos experimentais numa letra que fala sobre a solidão, o desapego emocional, a brevidade da vida, com seus momentos de auge e decadência, e a busca interminável por êxito. Sem pausas a próxima faixa ‘ On the Run ‘ segue adiante na continuidade com instrumentos ou técnicas inéditas até então, mostrando sua singularidade musical. A quarta música ‘ Time ‘ nos bombardeia com inúmeros relógios tocando, a relatividade do temporal e as várias perspectivas de como o tempo afeta cada um e como estamos gastando ele, como estamos matando o tempo e a sua rapidez passa despercebida. As horas deslizam sob seus dedos, lembrando muito a inconsistência do tempo da obra surrealista de Salvador Dalí. Você foi colocado involuntariamente numa corrida tentando vencê-lo, mas o final parece inevitável.




“E eu não tenho medo de morrer, qualquer hora pode acontecer, sei lá. Por que eu deveria ter medo de morrer? Não há razão para isso, um dia você vai. Eu nunca disse que tinha medo de morrer”, toca ‘The Great Gig In The Sky‘, antes intitulada The Mortality sequence. O grande espetáculo no céu questiona os mistérios celestiais que todos já se perguntam, mas não se tem respostas concretas e totalmente verdadeiras. Temos essa introdução do vocal de Clare Torry “ lamentando”, o vocal desesperador da cantora exemplifica seu horror perante a morte que contrapõe a fala do áudio no início da música. Com ‘Money’ vemos a mais ácida do disco, com críticas ao status quo da sociedade de consumo, o exagero, a satisfação do ato da compra, o exibicionismo, a estabilidade social que o dinheiro pode lhe oferecer e assim como a instabilidade mental. Com mensagem direta sem muitas aberturas para outras interpretações, deixando claro o ponto crucial abordado pela banda.

Em ‘Us and Them’ temos mais uma vez o homem como personagem principal dos sofrimentos de se viver em grupo, da necessidade de se ter união. Somente homens comuns que estão em busca da realização. ‘Any Color You Like’ sucede com a parte instrumental com Dick Perry no saxofone e um coral pequeno de apoio. Logo após entra ‘Brain Damage’, que de forma lunática nos diz “tem alguém na minha cabeça, mas não sou eu “, iniciando a narrativa com a loucura que está em toda parte, fazendo relação ao Syd Barrett e seus problemas mentais. Concluindo a trajetória do enredo, a música ‘eclipse’ traz o desfecho perfeito para a história, resumindo todos os aspectos levantados ao longo da obra. Pink Floyd traz todos os mártires e hipóteses que fazemos ao pensarmos sobre as diretrizes da vida e todas as influências que temos ao longo dela. Com aspectos dignos de um roteiro de um filme de ficção cientifica, a banda sintetiza poeticamente as interrogações e as consequências do ser pensante.


06/08/2018

Atmosphera - Fogo e Ar - 1998 (Flac)





Rock progressivo de primeira qualidade, bem raro de se encontrar na internet, abaixo uma matéria a respeito da banda, confira:


Resenha do site
Progbrasil
Renato Glaessel

Provavelmente uma maiores pérolas escondidas do progressivo nacional, ao escutar e re-escutar esse trabalho de 1998 fico tomado por uma certa incompreensão, afinal somente uma péssima divulgação e distribuição poderiam ser responsáveis pelo baixo impacto causado por esse lançamento.


Atmosphera é uma banda brasileira formada na década de noventa na capital de São Paulo. Sua formação consiste em "Sérgio Vicêncio" no baixo, "Edu Lima" na bateria, "Calê Luis" nos vocais e guitarra, "Sandro Premmero" nos teclados, e "Rogério Bacceli" na guitarra. O som combina música popular brasileira com um suave rock progressivo, predominantemente instrumental, seu material é delicado e requintado, com freqüentes passagens melódicas na flauta e violino, combinando com a excelente guitarra acústica bem como partes interessantes de baixo e bateria. 


Seu único álbum chamado "Fogo e Ar" foi lançado em 1998 pelo selo Progressive Worldwide, também apresenta alguns elementos de fusão e jazz; mas as maravilhosas melodias e a variedade de temas e ambientes que são o destaque do álbum, às vezes lembram as bandas "Quantum", Rousseau" ou Tempus Fugit", em outros momentos "Eris Pluvia", "Clarion" ou "Camel" (para as passagens melódicas de guitarra). Ao contrário da doce melancolia de bandas escandinavas, o material da "Atmosphera" é ensolarado e brilhante. 


Trata-se de um trabalho homogêneo, e que quase parece uma grande suíte, tal a coesão existente entre as faixas. Os temas basicamente aludem à natureza, seja no tocante à exaltação, ou mesmo à preservação, sempre com bom gosto e tratados de forma indireta pelos inspiradíssimos vocais de "Calê", dono de um timbre suave e agradável que nos remete a alguns bons vocalistas do progressivo Italiano, que conseguem ser eficientes e emocionantes na medida certa. O disco é quase todo instrumental e mesmo nas faixas com vocais os solos são sempre longos e bem estruturados, com diversas mudanças de andamento e retomadas da melodia principal. 


O trabalho das guitarras merece atenção especial, tanto nos acompanhamentos como nos timbres utilizados que lembram bastante a técnica de dois grandes guitarristas, "Mario Millo" e "Sebastian Hardie".

Outro aspecto a ser salientado é a presença da flauta nas primeiras músicas, as intervenções sempre fazem contraponto, ora em relação às melodias, ora retomando as mesmas em momentos de solo de outros instrumentos, junto com os teclados (digitais mas se utilizando de timbres analógicos de hammond e mellotron) acaba formando um perfeito "pano de fundo" para as composições da banda, curiosamente essa associação remete diretamente a outra grande banda, trata-se dos espanhóis "Crack - Si todo Hiciera", existe grande similaridade na estrutura das composições. 


Sem dúvida fica a sensação de que a banda tinha todo esse material represado por anos, tal é a qualidade e a eficiência com que exploram todos os temas.

A gravação é de boa qualidade e o encarte traz todas as letras em português e inglês, além de alguns desenhos e arte gráfica computadorizada.

O tipo de prog que é perfeitamente adequado para uma pausa de fim de tarde, sentado sob a sombra de uma árvore, saboreando uma boa caipirinha, recomendo.

Boa audição! 

FLAC
mega.nz - (390.20 MB)

21/03/2018

Entenda Melhor “The Dark Side Of The Moon” (Homenagem aos 45 anos)



Em 01 de Março de 1973, há 45 anos, o Pink Floyd mudaria o rumo da música para sempre. Em seu oitavo álbum de estúdio, a banda trouxe ao mundo uma verdadeira revolução musical, conceitual e estética. Intitulado 'The Dark Side Of The Moon', o disco é não só o mais aclamado da carreira do grupo, mas também uma das mais aclamadas produções culturais do mundo. O álbum perene do Pink Floyd, continua a ter o recorde, de longe, na Billboard 200: 937 semanas (até agora) desde o seu lançamento.

O que faz deste álbum tão grandioso? Por que, mesmo após quatro décadas, este disco ainda é tão ovacionado e idolatrado? Para tentar descobrir, vamos embarcar em uma jornada através da história e das músicas deste grande e cultuado disco, buscando as inspirações e significados que ele tenta passar. (*Confira a ótima resenha abaixo)

*Dentre tantas resenhas a respeito desta obra prima, segue a matéria muito bem redigida por Handerson Ornelas, em 9 de agosto de 2014, no seu site intitulado Plano Crítico:


Entenda Melhor | “The Dark Side Of The Moon”


Em 1973 era lançado um certo álbum com um prisma na capa, me pergunto se os primeiros a escutarem a obra imaginavam que aquela imagem ia ser usada pelo resto da história. Aquilo viria a ser um símbolo não só do rock, mas da música.

The Dark Side Of The Moon foi responsável por mudar os parâmetros da música, alguns foram influenciados diretamente, outros indiretamente. Se for comparada com clássicos do cinema possivelmente suas melodias e arranjos seriam relacionados com o excelente roteiro de O Poderoso Chefão, enquanto sua temática com a complexidade de 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Todo mundo sabe que a música é uma das maiores expressões artísticas, mas as melodias, letras e ambições daquele álbum não se limitavam à música. “O Lado Oculto da Lua”: o nome tinha uma justificativa. A obra nasceu com um tema sólido: o ser humano. O Pink Floyd queria falar da vida nas suas mais míseras partes. Queria falar dos problemas que persistem – e alguns que sempre vão persistir – na vida humana.

Inspirados no seu ex-vocalista, Syd Barret, que teve sua saúde mental abalada devido a drogas, a banda embarcou sério na mente humana. Os temas mais controversos estavam no The Dark Side Of The Moon. Os conceitos que escravizam e definem o ser humano: o tempo, o dinheiro, a cobiça; além de temas como a loucura e as drogas. A banda pegou a sociedade inglesa e mostrou seus podres como forma de exemplificar os podres do ser humano, estavam gritando a berros a forma de vida medíocre da sociedade.

A introdução com máquinas de escrever, risadas e barulhos aleatórios de Speak To Me chamam você para a loucura do disco. No entanto, tudo aquilo muda para a melancolia de Breathe, faixa que funciona quase como um poema sobre a miséria humana. A grande prova de como cada integrante era essencial para as composições, a excelente letra foi criada com a participação de quase todos os membros (assim como Time). O tema sobre o efeito da loucura e das drogas chega, seja em forma de efeitos eletrônicos ou de guitarras psicodélicas, em faixas como On The Run e Any Colour You Like.

Time é um dos maiores destaques do Pink Floyd, o clima tenso de sua introdução acumula até certo ponto e desaba em letra e melodia bem fortes. A faixa fala sobre o tempo, desde o simples ato de envelhecer evidenciado em versos como And you run and run/ To catch up with the sun/ But it’s sinking (E você corre e corre/ Pra alcançar o sol/ Mas ele está se pondo) até o medo da morte em versos como But you are older/ And shorter of breath/ And one day closer to death (Mas você está mais velho/ E com menos fôlego/ E a cada dia mais próximo da morte).

A capa virou um símbolo da arte, 
e passou a ser representado de diversas formas.

The Great Gig In The Sky é uma metáfora para o desespero que se pode ter frente aos temas citados no disco, Clare Torry brilha com sua voz e sabe os momentos certos de causar desespero e de acalmar. O clima de melancolia é quebrado quando entra Money. Afinal, é preciso um clima animado pra falar do dinheiro e de todo seu poder, seja usando o excelente saxofonista, Dick Parry, ou com o solo espetacular de David Gilmour.

Us And Them sabe transpor o tema da solidão totalmente para a melodia. Difícil descrever o brilhante arranjo da canção, talvez, só afirmando que é uma melhores canções que a banda já fez. Nela tem tudo, Dick com sua extrema competência no saxofone, brilhantes notas ao piano, coral afinado e a calma essencial na voz de Gilmour e Wright. Brain Damage se caracteriza pelo tom apropriado pra falar de Syd Barret, as drogas e a loucura são o tema central aqui. Roger Waters parece escrever diretamente para seu amigo: “I will see you on the dark side of the moon”.

O fim de Brain Damage emenda na poesia chamada Eclipse. Digo isso pois é isso que ela é, claramente escrita com a métrica de uma poesia. Um resumo das ideias colocadas no disco, simplifica o ser humano com atos e metáforas em um arranjo que parece de fim de espetáculo. Até hoje, não achei uma faixa que terminasse um álbum tão bem quanto essa. Ainda procuro.

P.S.: Você está proibido de escutar o álbum no aleatório! A ordem possui toda uma importância nesse álbum.

A Capa

Provavelmente a capa mais famosa da história, junto da capa de Abbey Road dos The Beatles. A arte de um disco muitas vezes pode até ser isenta de significado, no entanto, não é o caso desse álbum. A arte criada pelo designer Storm Thorgerson foi feita pra corresponder completamente às ideias da banda para o álbum. Storm e a banda chegaram a visitar o Egito em busca de ideias para a capa. Eis que ela surge: um feixe de luz transpassando um prisma e se decompondo em um espectro de cores. Uma metáfora, não só para as dúvidas que a humanidade possui, mas para a própria humanidade. Todos sabemos que a ciência diz que a lua tem um lado oculto que ninguém foi capaz de ver. O título relaciona esse “lado oculto da lua” como o lado que todo ser humano possui e tenta esconder, nosso lado repleto de falhas, mas o mais humano. Além das inúmeras filosofias que você pode fazer, um mais simples e citada por Thorgerson é de como aquele simples som – representado pelo feixe – poderia significar uma complexidade de coisas que a banda queria tratar.

Onde, quando e porquê

The Dark Side Of The Moon foi o oitavo disco do Pink Floyd, lançado em 24 de março de 1973, correspondeu a uma pequena e importante mudança no som da banda, se caracterizou pela diminuição na duração das canções e a adaptação para uma sonoridade um pouco mais direta e com mensagens mais claras. O álbum, inicialmente, ia ser chamado de Eclipse, uma ideia que até combinaria com o disco, além de relacionar com a excelente faixa que fecha o disco. Gravado no lendário estúdio Abbey Road, em Londres, no período de junho de 1972 até janeiro de 1973, o álbum teve supervisão de mixagem de Chris Thomas e do excelente engenheiro de som, Alan Parsons. Apesar de não contar com o ex-vocalista, Syd Barret, este se mostra um personagem essencial para o disco. Syd saiu da banda devido a problemas graves com drogas. Só pra ter uma ideia do fundo do poço para Barret: a banda conta que, nas gravações de Wish You Were Here, o ex-membro apareceu nas gravações todo maltrapilho, gordo e com a aparência acabada. Apenas depois de algumas horas os integrantes o reconheceram.

O ex-vocalista foi a principal inspiração de Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright para o disco. Um ser humano falho e cheio de problemas, foi o plot twist para a banda falar do que mais queriam: o ser humano. Syd e seus problemas inspiraram o grupo, principalmente no que se refere à loucura, o obscuro, o lado falho e humano que é escondido dentro de cada um de nós. O famoso “lado escuro da lua”.

O álbum entrou pra história com títulos de causar inveja a muita gente:

Vendeu mais de quinze milhões de cópias, considerado o terceiro álbum mais vendido do mundo.

Segundo estatísticas, um em cada cinco lares em Londres possui o álbum.

É o único disco a constar no The Guiness Book of World Records como o álbum na indústria fonográfica a ficar por 591 semanas (11 anos e 4 meses) ininterruptos na lista dos 200 mais vendidos da revista Billboard, além de 741 semanas (15 anos e 4 meses) que passou oscilando entre entradas e saídas dessa lista.

A famosa capa já foi alvo de vários mashups…


The Dark Side Of The Rainbow – O álbum e O Mágico de Oz

Está aí uma das histórias mais bizarras do mundo da música. The Dark Side Of The Rainbow é o nome que se refere ao efeito de tocar The Dark Side Of The Moon com o filme de 1939, O Mágico de Oz

. Se ligar o disco do Pink Floyd exatamente após o terceiro rugido do leão da MGM, a sincronia entre filme e álbum será incrivelmente quase perfeita. A sincronia vai desde as melodias – que se encaixam muito bem nas cenas, parecendo trilha sonora – até frases que combinam com o que está acontecendo no filme. Esse efeito é realmente espetacular, e o pior é que a banda insiste que isso não foi proposital e que não passa de uma coincidência! Se o que eles dizem é verdade, essa é uma das maiores coincidências do universo. Existem muitos detalhes que podem ser observados, confira abaixo uma pequena amostra sobre esse efeito.

A duração da maioria das canções coincide exatamente com a duração das cenas no filme. O tom de suspense de On The Run começa exatamente quando Dorothy cai do cercado; a tensão de The Great Gig In The Sky termina assim que o furacão cessa, e quando inicia Money – a canção mais animada do álbum – aparece a primeira visão colorida do filme (Dorothy chega em Oz).

Quando Dorothy está na fazenda, ela olha para o céu no mesmo momento que toca um barulho de avião.

Os gritos e o clima de desespero de The Great Gig In The Sky (o nome da faixa também se encaixa com o fato) se sincronizam com os efeitos do tornado no filme.

No exato momento que surge a bruxa má do oeste, é cantado “Black!” em Us And Them.

Dorothy encontra o Espantalho quando toca Brain Damage. As coincidências aí são gigantescas. O que o espantalho queria? Um cérebro (Brain). Os versos “The lunatic is on the grass” (o lunático está no gramado) são cantados e adivinhe onde o espantalho lunático está? Além de tudo, os solos psicodélicos de Any Colour You Like formam a trilha sonora perfeita para o jeito desengonçado de andar e dançar do personagem.

Quando certa personagem aparece de bicicleta, começam os sinos de Time, barulho muito similar a de campainhas de bicicletas.

Quando Dorothy coloca o ouvido no peito do homem de lata, há uma ligação perfeita com a batida de coração no fim de Eclipse.

As frases ao fundo

A obra possui alguns momentos um tanto obscuros, se aprofundando no conceito de loucura (inspirada nos devaneios e situações de Syd) que o álbum tenta tocar. Durante quase todas as faixas podem ser ouvidas conversas e frases ao fundo, são vozes de pessoas selecionadas pela equipe de gravação, foram gravadas de forma descontraída, como se não soubessem que estavam a ser gravadas. Algumas vozes incluem risadas um tanto assustadoras, além de frases aleatórias.

Speak To Me
I’ve been mad for fucking years, absolutely years, been over the edge of yonks, been working me buns off for bands…
(Eu tenho estado louco por malditos anos, um longo tempo, tenho estado no limite, tenho trabalhado muito por bandas…)

I’ve always been mad, I know I’ve been mad, like the most of us… very hard to explain why you’re mad, even if you are not mad…
(Eu sei que fui louco, eu sempre fui louco, como a maioria de nós… muito difícil de explicar porque você está com raiva, mesmo se você não é louco…)

On The Run
Live for today, gone tomorrow, that’s me!
(Vive pra hoje, se vai amanhã, esse sou eu!)

Great Gig In The Sky
I never said I was frightened of dying.
(Eu nunca disse que estava com medo de morrer.)

Us And Them
I haven’t had a good thump in years, absolutely years.
(Eu não tive um bom baque em anos, absolutamente em anos.)

I don’t know! I was really drunk at the time.
(Eu não sei! Eu estava muito bêbado na hora.)

Brain Damage
I can’t think of anything to say except… ahahahahahaha! I think it’s marvellous!
(Eu não consigo pensar em nada, exceto… ahahahahahaha! Eu acho maravilhoso!)

Eclipse
There is no dark side of the moon, really… as a matter of fact it’s all dark.
(Não há lado escuro da lua, na verdade… ela é toda escura.)

Álbuns cover (tributos ao disco)

Como dito, o disco influenciou e revolucionou, o que levou a muitos artistas e bandas a criarem álbuns tributo ao disco, fazendo suas próprias versões e adaptações da obra. Confira a seguir, um pouco sobre alguns discos que prestaram homenagem ao The Dark Side of The Moon.

The Flaming Lips and Stardeath and White Dwarfs with Henry Rollins and Peaches Doing The Dark Side of the Moon:




Provavelmente um dos álbuns de maior nome que existe. O The Flaming Lips e toda essa galera resolveu fazer um álbum tributo ao disco do Pink Floyd, mas o resultado foi bastante fraco. Apesar do rock psicodélico ser uma característica muito presente em The Dark Side Of The Moon, o The Flaming Lips pegou isso e elevou à estratosfera. O álbum é extremamente psicodélico e experimental e, nesse caso, isso não é um elogio. O disco fiou cru, tirou todas as boas melodias do trabalho original, além de soar como um disco preocupado apenas com a sonoridade e não com a temática. Ainda que cheio de defeitos, ele possui algumas boas surpresas, como as versões de Any Colour You Like – um ótimo rock psicodélico – e Eclipse, que ficou com uma boa cara de rock alternativo.

Easy Star All Stars – “The Dub Side Of The Moon”:


Esse é um dos covers mais inovadores e sensacionais. Easy Star All Stars é uma banda de reggae que faz tributo a discos clássicos, um dos álbuns que eles lançaram se chama The Dub Side Of The Moon. Bem, acho que não preciso dizer a qual álbum era esse tributo. O fato é que se você é um cara preconceituoso com outros estilos de música, não vai gostar dessa obra. No entanto, se você tem a mente aberta e gosta de reggae, vai amar esse álbum. A banda já mostrou em sua discografia que é bastante competente, vale dizer que os grandes acertos do álbum são: manter uma aparente temática do original, além de manter as ótimas melodias, agora inseridas de uma forma diferente, em instrumentos característicos do reggae. É incrível como a versão de Money tira todo o elemento rock, substituindo pelo reggae, e ainda soa como a mesma canção. O álbum inteiro é excelente, mas as versões de Time e Us and Them são de explodir a cabeça de muita gente. Fantástico!

Dream Theater – “The Dark Side Of The Moon”


A maior banda de metal progressivo tem o Pink Floyd como uma de suas bandas preferidas, assim, não é surpresa ter um álbum cover do “Lado Escuro da Lua”. O álbum é ótimo, mas peca por não ser muito inovador, apresenta ser apenas um cover bem executado. Esse trabalho é o The Dark Side Of The Moon tocado com riffs de guitarra mais pesados, nada muito além disso. O respeito que se teve com as músicas originais, assim como a destreza com que os integrantes tocaram (o solo de Money que já era mítico, se tornou uma verdadeira lenda nessa versão) são qualidades que fazem dele um bom álbum.

As histórias sobre o álbum são quase infinitas, tamanho são os enigmas que o disco possui. E você? Conhece outras histórias desse álbum misterioso? Sinta-se livre para comentar. Caso não conheça o disco, espero que esse texto tenha te convencido a escutá-lo. Afinal, você está perdendo um dos maiores clássicos da música.

The Dark Side Of The Moon
Artista: Pink Floyd
País: Inglaterra
Lançamento: 23 de março de 1973
Gravadora: Harvest Records (UK) e Capitol Records (USA)
Estilo: Rock Progressivo, Rock Psicodélico


19/05/2017

Roger Waters divulga a inédita “The Last Refugee” com videoclipe, confira



"The Last Refugee"

Lie with me now
Under lemon tree skies
Show me the shy, slow smile you keep hidden by warm brown eyes

Catch the sweet hover of lips just barely apart
And wonder at loves sweet ache
And the wild beat of my heart

Oh, rhapsody tearing me apart

And I dreamed I was saying goodbye to my child
She was taking a last look at the sea
Wading through dreams, up to our knees in warm ocean swells
While bathing belles, soft beneath
Hard bitten shells punch their iPhones
Erasing the numbers of radon done lovers

And search the horizon
And you'll find my child
Down by the shore
Digging a mound for a chain or a bone
Searching the sand for a relic washed up by the sea

The last refugee



Roger Waters continua a promoção de seu futuro álbum solo "Is This The Life We Really Want?" mostrando a faixa inédita "The Last Refugee". Na última sexta-feira (19), publicou o videoclipe através de seu canal oficial do Youtube. A canção ganhou um belo clipe que mescla dança e sensibilidade. Confira acima.

"The Last Refugee" mostra todas as emoções que uma mulher deslocada de sua terra natal em condições miseráveis pode sentir. Começando em uma casa abandonada, um fogareiro aceso e um colchão improvisado entre folhas de papelão surradas, ela dança usando uma parka longa  maltrapilha, imaginando-se num cenário de teatro onde ela dança com trajes refinados, talvez um flashback de sua vida anterior ou um sonho futuro. À medida que a canção avança, ela aparece na praia vestindo um hijab tradicionalmente usado por mulheres muçulmanas, e em alusão a boneca de pano que carrega consigo,  a  memória de uma filha brincando na areia, levando a um clímax emocional.

O músico assina com Sean Evans a direção do belo curta-metragem, seu colaborador que anteriormente também co-dirigiu o documentário 'Roger Waters The Wall (2014)'. O vídeo é divulgado duas semanas antes do lançamento do último álbum de Waters - e o primeiro lançamento em 25 anos, produzido por Nigel Godrich (Radiohead), e anunciando o LP como um "comentário inflexível sobre o mundo moderno e tempos incertos".

Além do videoclipe de “The Last Refugee”, recentemente Waters lançou as músicas “Deja-Vu” e “Smell Like Roses”, faixas que irão compor o disco solo ‘Is This The Life We Really Want”, previsto para sair no dia 2 de junho.

08/05/2017

Roger Waters divulga linda balada "Déjà Vu"


“Comentários sobre o mundo moderno e estes tempos incertos” Roger Waters

A menos de um mês de lançar o primeiro disco de rock em 25 anos, 'Is This the Life We Really Want?', Roger Waters revelou mais uma música nova, a belíssima “Déjà Vu”, que inicialmente é dirigida por uma guitarra acústica acompanhada por um piano e mais tarde desenvolve-se em volta de um arranjo orquestral.

“Déjà Vu” traz uma temática familiar do passado do Pink Floyd, desde a sutil batida de Dark Side of the Moon sob as cordas até às gravações de guerra no estilo musique concrete. A faixa também lembra a era final de Waters com o Pink Floyd, com baladas como “The Final Cut” e “Fletcher Memorial Home”. (Rolling Stone)

“Déjà Vu” é a segunda canção que Waters apresenta, após trazer a tona o primeiro single de seu próximo disco “Smell the Roses”. Durante a publicação, o músico disse para os fãs assistirem ao “The Late Show with Stephen Colbert” que a nova música seria tocada ao vivo.

Confira abaixo a canção:


If I had been God
I would have rearranged the veins in the face to make them more resistant to alcohol and less prone to ageing
If I had been God
I would have sired many sons and I would not have suffered the Romans to kill even one of them
If I had been God
With my staff and my rod
If I had been given the nod
I believe I could have done a better job

If I were a drone
Patrolling foreign skies
With my electronic eyes for guidance
And the element of surprise
I would be afraid to find someone home
Maybe a woman at a stove
Baking bread, making rice, or just boiling down some bones
If I were a drone

The temple's in ruins
The bankers get fat
The buffalo's gone
And the mountain top's flat
The trout in the streams are all hermaphrodites
You lean to the left but you walk to the right

And it feels like déjà vu
The sun goes down and I'm still missing you
Counting the cost of love that got lost
And under my Gulf Stream, in circular balls
There's ninety-nine cents worth of drunkards and fools


Tune in to The Late Show with Stephen Colbert on CBS tonight to see Roger performing “Déjà Vu”, from his new album 'Is This the Life We Really Want?', available June 2. http://smarturl.it/RogerWaters

O novo trabalho contém 12 faixas e está com data de lançamento marcada para o dia 2 de junho, mas você já pode garantir a pré-venda aqui.

28/08/2015

Porco da capa do álbum do Pink Floyd vai a leilão


A imagem de 'Algie' sobrevoando a usina no sul de Londres estampa a capa do disco 'Animals'

O porco inflável que flutua sobre a usina de Battersea, no sul de Londres, na capa do histórico álbum Animals, da banda de rock Pink Floyd, vai ser leiloado na Grã-Bretanha.

Batizado de "Algie", ele faz parte de um lote de criações infláveis do coletivo Air Artists, da cidade de Halesworth, no litoral leste da Inglaterra, a ser vendido no dia 15 de setembro.

Antes de ser imortalizado na capa do álbum do álbum psicodélico, o suíno atrapalhou o tráfego aéreo do maior aeroporto londrino, Heathrow, ao se soltar de suas amarras em 1976.

Ele foi recuperado mais tarde ao cair em uma fazenda no condado de Kent.

O palco dos Rolling Stones imortalizou a imagem da Mulher Babilônica

As criações dos Air Artists são feitas em tecido branco e pintadas a mão

"Está na hora de outras pessoas o levarem para passear", brincou o seu criador, Rob Harries.

O porco e outros infláveis foram retirados no ateliê de Harries depois que ele decidiu mudar a direção do seu trabalho, passando a usar argila como matéria-prima.

Apesar do porco ilustre, a casa de leilões Durrant não soube estimar quanto o lote de infláveis deve arrecadar, já que se trata de uma coleção tão incomum.

  
Para se ter uma ideia das dimensões da cabeça de porco, basta comparar com o homem ao lado

Outra figura que faz parte lote é a chamada Mulher Babilônica, que foi imortalizada no palco durante uma turnê dos Rolling Stones.

"Estou triste por me desfazer deles, mas eles raramente veem a luz do dia, então até vou ficar feliz de saber que outras pessoas os levarão para passear", disse o artista.

Harries conta também que a limpeza do ateliê foi uma espécie de catarse e trouxe à tona diversas lembranças.

"Mas acho que está na hora de deixar isso para trás e seguir adiante."

'Algie' foi recuperado em uma fazenda em Kent após atrapalhar o tráfego aéreo de Londres

Um dos objetos favoritos do artista é a gigantesca cabeça de porco usada pelo ex-baixista e cantor do Pink Floyd, Roger Waters, criada em 1990 para o famoso show no Muro de Berlim.

Além dos Stones e do Pink Floyd, Harries também trabalhou com AC/DC, Iron Maiden e Bon Jovi.

Os infláveis são todos feitos em tecido branco, costurado pela companheira do artista, Shirley, e depois pintados à mão pelo artista Andy Ireland.

A maior parte das encomendas dos Air Artists foi feita através do diretor de palco Mark Fisher, que trabalhou com diversos artistas famosos.

Fonte: BBC

08/06/2015

David Gilmour revela título do seu novo álbum


David Gilmour e Polly Samson - 2015 Borris House Festival of Writing and Ideas

O próximo álbum de David Gilmour será chamado "Rattle That Lock". 


Neste sábado, dia 6 de junho, David Gilmour e Polly Sampson participaram do festival literário 'Borris House Festival of Writing and Ideas 2015', em County Carlow, Irlanda, e além de divulgar o título do futuro LP, Gilmour e sua esposa trouxeram ainda algumas informações interessantes sobre o conteúdo do novo trabalho, o destaque ficou é claro por conta da música, dois trechos inéditos do recém desvendado "Rattle That Lock", e algumas velhas conhecidas como 'High Hopes, Smile, bem com a recente 'Louder Than Words', dentre outras revisitadas ao longo de uma hora ao vivo, divertindo e encantando a platéia. (acima o áudio do evento na íntegra)

Polly, que trouxe ao evento seu novo livro 'A Kindness', disse ao Irish Times: "Um amigo nosso, curador do festival, perguntou se eu poderia convencer David à vir... E quando eu perguntei, ele prontamente concordou . " 

O novo álbum é um segmento de "On an island", o terceiro de Gilmour, lançado em 2006. Detalhes do desenvolvimento, curiosidades, momentos emocionantes, uma platéia privilegiada pode degustar a intimidade e as primeiras notas do novo trabalho,  Gilmour se apresentou com as músicas "Girl with a Yellow Dress" e "Boots on the Ground", sendo que está última, digo o trecho que podemos ouvir, nos passa uma ótima impressão, ao menos pra mim, que já perdi a conta das vezes que ouvi, achei muito promissor...


O Brain Damage (site de fãs) se fez presente através de um correspondente na Irlanda, e observou que Gilmour não estava disposto a revelar o título, mas por fim acabou cedendo. 

O álbum deve ser lançado em setembro, e além de Polly Sampson, conta com colaborações de Phil Manzanera, da banda Roxy Music, do pianista Jools Holland. Polly descreveu o tema do disco como sendo o de "aproveitar cada momento, olhar para o futuro... e não ter medo ou se conter."

Até o presente momento o destaque é 'Boots on the Ground', com Gilmour dizendo que o riff da faixa foi criado a partir de quatro ou cinco notas do sino que o sistema ferroviário nacional francês utiliza para anunciar os trens que chegam. O trecho que Gilmour tocou foi descrito por Brain Damage como "Na melodia da guitarra, um solo, muito, muito promissor, uma reminiscência de 'The Nile Song,".



O festival literário 'Borris House Festival of Writing and Ideas' é evento de três dias, que acontece em junho na Irlanda .


Ambos David e Polly foram muito abertos com as suas perguntas e respostas compartilhando um pouco sobre o processo de criação das letras de 'On an Island' e 'Division Bell.'. Polly relata como ela acha penoso instigar David para escrever, comparando-o à uma criança que precisa fazer sua lição de casa na marra. 

Contudo para ela foi mais do que um orgulho escrever para David e para o Pink Floyd. Quando perguntas da platéia vieram à tona, ela foi questionada sobre se houve no passado alguma canção para o Pink Floyd que ela gostaria de ter escrito; ela em tom de gozação, disse "Sim - Eu queria ter escrito 'Nós precisamos de educação, e ela deve ser gratuita' !!"

Polly disse que inicialmente ela não queria ter crédito algum na obra The Division Bell, mas David disse que sim , que ela realmente deveria ter, ou iria se arrepender no futuro. Agora ela diz que ele estava certo. Ao ser perguntado sobre escrever as letras, David respondeu "Não é algo com que eu me sinta confortável. Gostaria muito de encontrar a chave que abre a porta para a escrita". 

Foi muito bom ouvir Polly dizer como a "sinergia" entre David e Rick era algo único, raro, impossível ser reeditada neste tempo. Polly mencionou também (mas não entrou em detalhes) problemas recentes com Charlie (filho) - respeitosamente o público não pressionou sobre isso. 

Os sinos na introdução de High Hopes foram definitivamente os sinos de Cambridge, e as palavras (de acordo com Polly) foram em parte sobre David tomar a decisão de sair.


Falando sobre a parceria musical do casal, Gilmour diz que recrutou sua esposa, escritora e jornalista, para escrever as letras dos álbuns do Pink Floyd, ou seja, 'The Division Bell' e do último álbum 'The Endless River' ano passado. Agora ela escreve para o seu quarto álbum solo, que esta semana foi previsto ser lançamento em setembro. A dupla falou sobre seu relacionamento criativo e do processo de composição, no festival literário em Carlow, realizado entre os dias 05 e 07 de junho. 

Polly já havia se esquivado de sua associação com o marido, um músico veterano, que se juntou a um grupo de rock prog ainda em 1967 e lançou um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, 'The Dark Side of the Moon'... Polly explicou: "Eu sempre fui relutante em me abrir sobre isso, porque parecia um domínio dos homens com guitarras. Mas David e eu conversamos muito sobre isso nas entrevistas que ele fez para The Endless River, e foi quase como sendo uma descoberta... Em seguida, de repente houveram alguns artigos sobre escritores que atuavam como letristas, especialmente depois que Mark Ronson (DJ, guitarrista) se reuniu com o escritor Michael Chabon, (que ganhou o Prêmio Pulitzer de ficção em 'The Amazing Adventures of Kavalier & Clay'), para escrever as letras do seu último álbum. Então eu estava incluída também, e me se senti bem para falar sobre isso - e lá foram outros escritores também letristas, parece que estamos autorizados a realizar mais do que um tipo de escrita". Também apareceram no festival, agora em seu quarto ano, Ian McEwan, Ann Enright, Kevin Barry, Lisa Hannigan, Joanne O'Riordan e Anthony Beevor. Polly Samson, cujo novo livro 'A Kindness' ela lançou recentemente, também é abordado.

Na sequência do bate-papo, David e Polly concordaram em uma sessão de autógrafos do lado de fora,como você pode ver na imagem abaixo, Martin (extrema direita) sentou-se com seu amigo Conor (extrema esquerda), e .o casal no meio



Após o auto-intitulado 'David Gilmour' (1978), 'About Face' (1984) e 'On an Island' (2006), "Rattle That Lock", é o primeiro em quase 10 anos de sua carreira solo, Em setembro terá início sua turnê pela Europa e Reino Unido, começando na Croácia, no dia 12. Na Inglaterra ele se apresenta por três noites consecutivas (de 23 a 25 de setembro) no Royal Albert Hall de Londres.



Fontes: Brain Damage, Irish Post, Classic Rock Magazine

06/07/2014

"The Endless River", novo álbum do Pink Floyd chega em outubro



Rick Wright's swansong

"Pink Floyd" vai lançar um novo álbum em outubro, disse a mulher de "David Gilmour", Polly Samson, no Twitter, neste sábado. A Warner, selo atual da banda britânica, ainda não confirmou a notícia. Segundo Samson, o disco, intitulado "The Endless River", é proveniente de gravações das sessões feitas em 1994 do "Division Bell". Polly descreveu o disco como o "canto do cisne" de "Richard Wright".


A cantora Durga McBroom-Hudson, que saiu em turnê com o "Pink Floyd" nas décadas de 1980 e 1990, deu mais detalhes em sua página no Facebook

"As gravações começaram durante as sessões do 'Division Bell'", escreveu ela. "É por isso que há faixas com "Richard Wright". Mas "David (Gilmour)" e "Nick (Mason)" fizeram muita coisa desde então. Originalmente, seria um álbum completamente instrumental, mas em dezembro eu cantei em algumas faixas. "David", então, ofereceu vocais em pelo menos uma delas. É a música que você observa sendo feita na foto abaixo", completou, referindo-se à fotografia que usou para acompanhar a publicação:


Durga McBroom Hudson, backing vocal do Pink Floyd desde 1987, 
partilhou uma foto das sessões e adiantou outros detalhes no Facebook.

A cantora explana sobre isso, observando que a foto recentemente divulgada em que "David Gilmour" aparece no estúdio com ela (Durga), juntamente com Sarah Brown e Louise Clare Marshall, não era, na realidade decorrente de sessões de gravação de um trabalho inédito de "Gilmour", mas sessões para a realização do novo álbum do "Pink Floyd".

Durga McBroom esclareceu ainda que todas as canções contidas no "The Endless River" são inéditas. Segundo ela, até o momento não há planos para uma turnê: "Eu não sei ainda se haverá uma turnê ou não, fique atento. Todas as canções serão inéditas." Ela adiantou também que "Guy Pratt" será o baixista. Além disso o possível álbum solo de "Gilmour" não está descartado: "ele ("David Gilmour") vai lançar um álbum solo... bem, evidentemente a gestão de projetos do "Pink Floyd", bem como trabalhos solo, (aka Paul Loasby), não está feliz com a quebra de sigilo..." acrescentando: "Eu sei - ele queria manter o silêncio sobre tudo... Mas ninguém vai dizer a Polly o que fazer! gargalhadas... "

O novo trabalho tem como base material inédito registado em 1994, durante as sessões de gravação de "Division Bell" (Como dito anteriormente por aqui, "The Division Bell (1994)", o último trabalho lançado pela banda, comemora duas décadas neste ano com edição especial.)



Richard Wright escreveu grande parte da música no álbum.


Segundo o site Neptune Pink Floyd supõem, um álbum de música ambiente chamado The Big Spliff é, provavelmente, a base deste novo lançamento. Você pode ouvir abaixo a soundscape, que foi destaque no DVD Pulse:

soundscape


Trecho da matéria no Neptune:

A Richard Wright Swansong
DG RichardWrightIt all makes sense now that "The Endless River" will likely be these additional songs from the "Division Bell" recording sessions which have now been tidied up – adding backing vocals, more instruments etc – and made ready to share with fans. I imagine there will be a heavy "Richard Wright" bias on the album – I speculate that a lot of the songs could be his songs he brought to the table back during the production of the album but didn’t make “the final cut” so to speak.

Polly Samson’s twitter description gives her a lyric writing credit for "The Endless River" so at least we know it is not just an Instrumental only album but has songs!

Whilst "David Gilmour" and wife Polly Samson wrote most of the lyrics for The Division Bell album, "Richard Wright" wrote much of the music on the album. Songs such as "Cluster One", "What Do You Want from Me", "Marooned", "Wearing The Inside Out" and "Keep Talking" have a music credit given to "Wright". It would be a fitting tribute to the late "Richard Wright" to feature some more of his work.

As sessions do Division Bell ocorreram no Astoria


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David Gilmour


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