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23/10/2013

Primórdios - Pink Floyd (PDF) ebook




Pink Floyd – Primórdios

Autor: Barry Miles
Editora: Madras Editora
Lançamento: 2010
Páginas: 244
Português


Sinopse:

Um relato do início da carreira do Pink Floyd, de suas raízes em Cambridge ao status de culto na Londres dos anos 1960. Um retrato detalhado de um grupo musical em sua ascensão. O autor, Barry Miles, viu a banda tocar quando eles ainda eram chamados ‘The Pink Floyd Sound’ e escreveu o primeiro artigo feito sobre eles para um jornal alternativo de Nova York em 1966. Miles acompanhou o progresso deles, de uma banda de covers de R&B até se tornarem a força musical que criaria o álbum de sucesso – ‘The Dark Side of the Moon’. Ele também conheceu socialmente os membros da banda, testemunhou o declínio rápido de Syd Barrett e se envolveu ativamente na organização de alguns dos shows mais importantes do grupo. Então, aqui está a história do grupo que forneceu a primeira trilha sonora da Londres alternativa e iniciou no mundo do rock uma combinação radical de música, espetáculos de luzes e efeitos pirotécnicos no palco.

Da ocasião do lançamento no Brasil:

Para o grande público, o Pink Floyd está associado principalmente à duas figuras-chave para a banda: o baixista Roger Waters e o guitarrista David Gilmour. Mas, sem um outro músico, o Floyd nem sequer teria existido. Syd Barrett foi não só o fundador, mas o primeiro guitarrista, vocalista e principal compositor do quarteto britânico em seus anos iniciais (e também quem o batizou). Mesmo depois de sua saída do grupo, em 1968, devido a complicações relacionadas ao uso abusivo de LSD e outras drogas (que despertaram sua adormecida esquizofrenia), Syd continuou como uma espécie de sombra pairando sobre a banda. Músicas foram inspiradas em suas concepções artísticas e outras criadas em sua homenagem. O impacto da curta, porém intensa, carreira musical de Barrett afetou tanto os outros integrantes do Floyd quanto o rock inglês da época (e de posteriores gerações também) e, mais especificamente, a emergente cena psicodélica. O tempo tratou de transformar Syd Barrett em um ídolo misterioso, pois no começo dos anos 1970 ele retornou para a casa da família, em Cambridge, afastou-se dos antigos amigos e da música e passou a viver isolado, mantendo pouco contato com o mundo exterior, dedicando-se apenas à pintura, sua primeira paixão. Nunca mais deu entrevistas. Morreu em 2006, supostamente de complicações ligadas ao diabetes. 

Por todo esse contexto, o interesse por Syd Barrett é imenso. E para quem gosta do músico, a boa notícia é a chegada de Pink Floyd: primórdios às livrarias brasileiras. Como o título deixa claro, o livro aborda o começo da banda (de 1965 a 1973, precisamente), mas dos 12 capítulos, 10 têm Syd ainda como líder da banda. Seus dois discos solo, ambos de 1970, também ganham atenção na obra escrita pelo inglês Barry Miles(1). Syd, pelos motivos enumerados, é o foco da publicação, mas Waters, Gilmour, o baterista Nick Mason e o tecladista Richard Wright (1943-2008) também estão lá, com inúmeras informações biográficas e sobre suas atuações no Floyd. 

Psicodélico
O Pink Floyd surgiu em 1965, da união dos amigos Roger “Syd” Barrett e Roger Waters, ambos jovens de Cambridge estudando em Londres, o primeiro, artes plásticas, o segundo, arquitetura. Depois de algumas formações, o grupo se estabeleceria com a entrada de Wright e Mason (também alunos de arquitetura). O repertório inicial, composto principalmente de números de R&B, longo se expandiu para uma orientação mais livre, com influências de rock, jazz e música oriental. Com a ajuda de projeções e luzes psicodélicas em suas apresentações, logo a banda conseguiu uma boa reputação no underground londrino e, pouco depois, os primeiros singles, o álbum de estreia (o clássico The piper at the gates of dawn, de 1967) e shows pela Inglaterra e Europa. Depois, Syd foi substituído por Gilmour. Até aqui, nada que um fã da banda não saiba. 

Mas Miles leva o leitor além, contando sobre a infância e adolescência dos músicos, o ambiente onde cresceram, seus discos, livros e poetas favoritos, as primeiras experiências com drogas, namoradas, suas bandas pré-Floyd e a decadência mental de Barrett. 

A lenta ascensão do grupo ao estrelato é explicada como uma reação direta à postura da banda, que não queria gravar singles pop de três minutos para as rádios, mas longas faixas, esculturas de som, para serem ouvidas com o restante do álbum, como uma obra completa. O público jovem, cansado dos velhos formatos do indústria musical, logo embarcaria na proposta da banda, culminando no sucesso comercial alcançado no começo da década de 1970. Em 1973 é lançado The dark side of the moon, um dos discos de rock mais populares de todos os tempos. 

Barry Miles conta toda essa história com riqueza de detalhes e muitos depoimentos, tanto dos integrantes da banda, quanto de outros músicos e amigos próximos. Miles foi testemunha ocular do começo do Floyd e escreveu o primeiro artigo publicado sobre o quarteto. Uma pena a edição brasileira não ter uma lista das fontes bibliográficas. Não fica muito claro quando os depoimentos foram dados diretamente ao escritor ou quando são reproduzidos de entrevistas antigas. Um texto introdutório também seria bem-vindo. Mas se Pink Floyd: primórdios (publicado lá fora em 2006) tem um problema é a tradução, claramente feita por alguém que não conhece o universo do rock (resultando em um uso equivocado de suas terminologias). Além disso, algumas vezes o texto soa duro, como se carecesse de algumas adaptações. São detalhes que não estragam o prazer da leitura. Até porque, além das informações, o livro apresenta um rico acervo fotográfico. 

O cara das palavras
Barry Miles tem 67 anos e viveu intensamente os anos 1960. Conheceu e trabalhou com alguns dos principais protagonistas do rock da década. Ele é autor de biografias sobre John Lennon, Paul McCartney, William S. Burroughs, Jack Kerouac, Frank Zappa, Charles Bukowski e Allen Ginsberg. Escreveu também Hippie (inédito no Brasil) sobre a geração do amor. 

Por Pedro Brandt - Correio Braziliense


Barry Miles no Brasil em 2012
PDF - (133 MB)
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18/11/2012

Barry Miles, biográfo de "Pink Floyd Primórdios" está no Brasil.


Uma parte importante da contracultura está no Brasil. O inglês Barry Miles, 69, autor, jornalista, ativista e agitador cultural dos anos 60 e 70, amigo pessoal de Roger Waters, Paul McCartney, Allen Ginsberg e dos poetas "beat", está em Olinda (PE) para a Fliporto e depois irá a São Paulo e ao Rio autografar e debater "Jack Kerouac - King of the Beats", a biografia que escreveu sobre o autor de "On the Road".

Falar sobre os anos 60 sem mencionar Barry Miles é impossível. Em 1966, ele foi um dos fundadores do "International Times", um dos jornais alternativos mais importantes da Inglaterra.
Fundou também a Indica, galeria e livraria, que teve Paul McCartney como um de seus primeiros clientes e onde John Lennon conheceu Yoko Ono.

Miles é autor de mais de 30 livros, incluindo biografias de McCartney, Frank Zappa, Bob Dylan, Ginsberg e Kerouac. Escreveu dois volumes de memórias, "In the Sixties" e "In the Seventies" e publicou o importante "London Calling", sobre a história da contracultura londrina desde 1945.Na "Swinging London" dos anos 60 ele foi fundador de um importante jornal alternativo, o "International Times", e da galeria de arte onde John Lennon conheceu Yoko Ono, a Indica.

Um evento organizado por Miles em prol do jornal foi encabeçado pelo Pink Floyd e se transformou em um dos mais importantes acontecimentos da história da psicodelia, o "14 Hour Technicolour Dream" (The 14 Hour Technicolour Dream).

Como personagem central da efervescência dos anos 60, Miles tem uma visão crítica sobre a percepção, muito em voga hoje em dia, de que a década foi marcada só por loucuras e delírios.

"Muito do que se fala sobre os anos 60 --a liberdade sexual, a intensa experimentação com drogas-- só aconteceu, de fato, nos anos 70", diz. "Nos anos 60, não havia sequer pelos pubianos em fotos de revistas, era um tempo muito pudico e reacionário."

Miles esteve muito próximo de ídolos da música dos anos 60. Foi gerente do Zapple, o subselo da gravadora Apple, dos Beatles. O Zapple foi criado para lançar discos experimentais e falados, mas fechou depois de apenas dois lançamentos.

Miles foi uma espécie de "mentor" de McCartney quando este passou a se interessar por arte de vanguarda, no fim de década de 60. Apresentou o beatle a gente como Ginsberg e William Burroughs. Acabou escrevendo, em 1997, "Many Years From Now", a biografia oficial do músico.

O escritor está em Olinda (PE) para a Fliporto e depois irá a São Paulo (dia 19) e ao Rio (dia 21) autografar e debater "Jack Kerouac - King of the Beats", a biografia que escreveu sobre o autor de "On the Road".

O autor, que morou na casa de campo de Ginsberg no estado de Nova York, no início dos anos 70, quando foi contratado pelo poeta para organizar seus arquivos, elogiou "Na Estrada", a adaptação que o diretor Walter Salles fez de "On the Road".

"Gostei muito do filme, acho que ele (Salles) fez um ótimo trabalho de reconstituição da época e capturou bem o espírito libertário da história", diz o autor.

Sobre sua relação com o Pink Floyd, o autor, Barry Miles, viu a banda tocar quando eles ainda eram chamados The Pink Floyd Sound e escreveu o primeiro artigo feito sobre eles para um jornal alternativo de Nova York em 1966. Miles acompanhou o progresso deles, de uma banda de covers de R&B até se tornarem a força musical lendária que criaria um dos álbuns de maior sucesso de todos os tempos - The Dark Side of the Moon. Ele também conheceu socialmente os membros da banda, testemunhou o declínio rápido de Syd Barrett e se envolveu ativamente na organização de alguns dos shows mais importantes do grupo. Então, aqui está a história autêntica e irresistível do grupo que forneceu a primeira trilha sonora da Londres alternativa e iniciou no mundo do rock uma combinação radical de música, espetáculos de luzes e efeitos pirotécnicos no palco. 

Barry Miles nasceu em 1943, em Cirencester, Inglaterra. Ele é autor e empresário. Nos anos 1960, trabalhou na Better Books. Depois, criou a Indica Gallery and Bookshop, onde teve contato com muitas das estrelas do cenário social da Swinging London. Miles conheceu Paul McCartney e colocou-o em contato com as pessoas que queriam iniciar o International Times, que McCartney ajudou a fundar. Miles se tornaria, mais tarde, o administrador do selo de curta duração Zapple Records, da Apple, e escreveu, em 1998, a biografia oficial de McCartney, Many Years from Now. Com John Hopkins, Miles organizou o The 14 Hour Technicolor Dream, um concerto realizado em 29 de abril de 1967, no Alexandra Palace, para angariar fundos para o International Times. O evento, liderado pelo Pink Floyd, contou com a presença de poetas, artistas visuais e músicos, como Yoko Ono e John Lennon. Miles publicou o livro Hippie, que aborda a subcultura hippie vivenciada pela geração dos anos 1960 ao início dos 1970, com entrevistas, citações e imagens.

Atualmente, Miles prepara uma biografia de William Burroughs, que será lançada em 2014, ano do centenário de nascimento do escritor. Miles teve acesso até aos arquivos de internações psiquiátricas de Burroughs. "Os relatórios médicos sobre a saúde mental dele são fascinantes", diz.
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David Gilmour


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