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06/10/2019

King Crimson leva fãs ao êxtase em estreia no país




Se o som do King Crimson é inclassificável, o show da banda é muito mais, é uma experiência radical de música, para extasiar fãs.

Como era de se esperar, o show teve foco maior no álbum "In the Court of the Crimson King" (1969), o grande clássico do King Crimson, além de outras pérolas, como "Island", "Cirkus", "Indiscipline", "Red".

A banda criada há 50 anos pelo guitarrista britânico Robert Fripp fez seu primeiro show no Brasil na noite de sexta (4), no paulistano Espaço das Américas, antes de se apresentar no palco Sunset do Rock in Rio, no domingo (6). 

No festival carioca, limitações de tempo pela escala de shows do evento vão obrigar o grupo a reduzir drasticamente seu set para pouco mais de uma hora no palco.Em São Paulo, o King Crimson conseguiu mostrar seu show habitual, tocando por quase três horas. 

Na verdade, um pouco menos na contagem final de tempo, porque depois de uma primeira parte de quase 70 minutos, o público teve um intervalo de 20 minutos para circular fora das cadeiras no grande salão. Aí a banda voltou para tocar mais uma hora e meia. 

Intervalo parece mais coisa de concerto de orquestra do que de show de rock. E, no palco, a atitude da banda estava mesmo mais próxima do clima das salas eruditas. 


Os músicos não caminham pelo palco. As três baterias, mais uma das peculiaridades do King Crimson, ficam na frente, junto ao público. Atrás, sobre uma plataforma elevada, os outros quatro integrantes. O líder Fripp passa o show inteiro sentado, tocando guitarra e às vezes algum teclado.

Normalmente usados para imagens fechadas que ajudam a plateia a ver os músicos com mais detalhes, os telões perdem a função com o King Crimson. A única imagem exibida neles é uma visão geral do palco, de frente, mostrando toda a banda. Exatamente a mesma visão de quem está vendo do meio da plateia. E é só. 

Não são feitas projeções no fundo do palco, apenas uma discreta forma abstrata em azul, imóvel durante todo o show. Definitivamente, o King Crimson não dá a mínima para o visual. Só quer saber de música. 

E aí a banda faz toda a diferença. Os caras tocam uma barbaridade, principalmente Fripp e o baixista Tony Levin. O vocalista e também guitarrista Jakko Jakszyk se sai muito bem na dificílima missão de cantar quatro músicas que em 1969 foram imortalizadas pelo vozeirão de Greg Lake (1947-2016), que antes de integrar o gigante Emerson, Lake & Palmer foi cantor do King Crimson em seu álbum de estreia. 

É justamente esse disco, "In the Court of the Crimson King", que pontua momentos ímpares no show. É o álbum do grupo que mais chega perto de um, digamos, rock progressivo "tradicional". Depois, com as inúmeras mudanças de formação da banda feitas pelo onipresente Fripp, o grupo ficou bem mais experimental, com um leve flerte com o jazz.

Tem a ver com o perfil da banda, que apresenta peças longas, às vezes passando de dez minutos, com muito improviso e um tom de desafio instrumental que lembra os melhores combos do jazz moderno. 

Mas é muito emocionante quando o repertório do álbum de estreia é resgatado. São hinos do rock, de arrepiar: "Epitaph", "Moonchild", "In the Court of the Crimson King" e "21st Century Schizoid Man", esta fechando o bis. 


Todo o show é impactante, desde a abertura com "Hell Hounds of Krim", que incluiu trechos de "Garota de Ipanema". "Red", "Cirkus", "Indiscipline" e tantas outras eram recebidas com urros da plateia já nos primeiros acordes. 

E a plateia é um caso à parte. Longos cabelos brancos eram facilmente avistados em qualquer canto do Espaço das Américas, além de muitas cabeças calvas. O público era quase todo cinquentão e sessentão. Nas camisetas, estampas de bandas tão veteranas quanto o King Crimson —Jethro Tull, Yes, Aphrodite's Child, Pink Floyd, Tangerine Dream e outras das antigas. 
Depois de três horas simulando com as mãos guitarras e baterias tocadas no ar, esses fãs saíram muito satisfeitos. A questão é ver se o grupo vai agradar tanto a plateia heterogênea do Rock in Rio. Em São Paulo, tocando para seu público original, o King Crimson foi mesmo rei.

Veja, a seguir, o set-list em São Paulo:

Act I

1. Hell Hounds of Krim (com trecho de "Garota de Ipanema")
2. Larks' Tongues in Aspic (Part I)
3. Suitable Grounds for the Blues
4. Red
5. Epitaph
6. Drumsons
7. Neurotica
8. Moonchild
9. Radical Action II
10. Level Five

Act II

11. Drumzilla
12. Cirkus
13. EleKtriK
14. Easy Money
15. Larks' Tongues in Aspic (Part IV)
16. Islands
17. Indiscipline
18. The Court of the Crimson King
19. Starless

Bis:

20. 21st Century Schizoid Man



Fonte: Folha de São Paulo
por Thales de Menezes. 

24/09/2019

Roger Waters divulgou trecho de "One of These Days", tour Us + Them nos cinemas




Roger Waters divulgou um novo trecho, desta feita da música "One of These Days", retirado de seu filme-concerto intitulado "Us + Them". O longa-metragem será exibido nos cinemas de todo o mundo em 2 e 6 de outubro, incluindo no Brasil.

Àqueles que não sabem, Waters não conheceu o avô, George Henry Waters, morto na Primeira Guerra Mundial, ainda em 1916. Na ocasião, seu pai, Eric Fletcher Waters tinha cinco anos. E o drama se repetiria, em 1944, quando o pai do cantor também foi morto, mas na Segunda Guerra Mundial, na Batalha de Anzio, na Itália. Roger estava com apenas cinco meses. O baixista foi criado neste ambiente antibélico e contestatório.

"Us + Them", que leva o nome de uma das faixas, exatamente a sétima, do genial disco lançado em 1973, "The Dark Side of the Moon". No repertório Floydiano estão garantidas obras-primas como "One of These Days" (vídeo com trecho acima), "Wish You Were Here", "Welcome to the Machine", "Dogs", "Pigs (Three different ones)", até com a aparição do porco inflável de 6mx10m, marca do disco "Animals", de 1977, "Speak to Me”, “Breathe”, “Time”, “The Great Gig in the Sky”.



26/08/2019

Roger Waters, “Another Brick in the Wall”, os jovens que subiram ao palco do Maracanã.


Roger Waters, ao fundo, com jovens atendidos na São Martinho, 
que subiram ao palco do Maracanã. 



Vidas transformadas
Fundação São Martinho

25 de agosto de 2019 


Em outubro do ano passado, 12 jovens colocaram em evidência, no Brasil e no mundo, o trabalho da Fundação São Martinho. Alunos de canto do Projeto Educagente, eles subiram ao palco do Maracanã, no Rio, para fazer coro com o músico Roger Waters em “Another brick in the wall” (“Outro tijolo no muro”, em tradução livre) – sucesso do Pink Floyd, banda da qual o músico fez parte nos anos 1970, quando os jovens que subiram ao palco nem sonhavam em nascer. Os 12 são tijolinhos não de um muro, mas de uma ponte que a São Martinho constrói há 35 anos entre jovens em situação de vulnerabilidade social e “uma sociedade mais justa, respeitosa, igualitária e acolhedora para todos”, como prega em seu site. “Onde houver uma criança ou adolescente com os seus direitos violados, ali estará a São Martinho para defender esses direitos que são fundamentais ao desenvolvimento humano”, anunciam.

Só no ano passado, foram 1.803 beneficiados e 5.476 atendimentos realizados por colaboradores e voluntários da instituição. O trabalho rendeu à São Martinho, que vive integralmente de doações, o Prêmio Prix Cáritas 2019, uma espécie de Oscar do setor de desenvolvimento social oferecido há 17 anos pela Cáritas Suíça a instituições em todo o mundo que se destacam na atuação no âmbito social, na cooperação voltada para o desenvolvimento ou na comunicação intercultural. A instituição concorreu com nove outras entidades. E, pela primeira vez, uma ONG brasileira foi premiada pela organização filantrópica, que é ligada à Igreja Católica, recebendo 10 mil francos suíços (cerca de R$ 38 mil) para ajudar a financiar seus projetos


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Frei Adailson e Lucimar Correa mostram 
o prêmio que a São Martinho recebeu na Suíça 

“Foi uma emoção muito grande! A coroação de um trabalho feito há mais de três décadas e o sinal de que estamos no caminho certo”, comemora o diretor da instituição, Frei Adailson dos Santos, que esteve em Lucerna, na Suíça, para receber o prêmio ao lado da coordenadora do Núcleo de Acompanhamento Interdisciplinar (NAI) da São Martinho, Lucimar Correa. “A transformação de crianças e jovens, principalmente dos que vivem em situação de rua no Rio de Janeiro é muito complexa, tanto para o trabalho social quanto para o de desenvolvimento. Precisamos impactar a vida deles. Só não ampliamos nossos projetos, com mais oficinas e unidades, porque existe uma limitação financeira”.

Nascida em 1984, quando um grupo de educadores sociais iniciou um trabalho de abordagem de crianças nas ruas, a São Martinho é uma organização sem fins lucrativos inspirada na Campanha da Fraternidade de 1984 (cujo lema foi “Para que todos tenham vida”). De lá para cá, mais de 90 mil crianças e jovens já passaram pela instituição, vinculada à Província Carmelitana de Santo Elias.

“Começamos o trabalho com crianças que viviam nas ruas, como engraxates. Era uma inciativa da Igreja, que contava com um grupo de voluntários. Chegamos a ter sete unidades socioeducativas só no Rio, além de uma casa de acolhida, que foi fechada em 2009 por falta de verbas. Hoje mantemos a sede, na Lapa, além da unidade de Vicente de Carvalho, onde atendemos crianças que têm famílias no contraturno, oferecendo oficinas para elas não se tornarem presas fáceis e seguirem por outros caminhos”, diz Frei Adailson. Hoje, a São Martinho conta com 87 colaboradores, entre educadores, psicólogos, pedagogos, advogados, assistentes sociais, fora o quadro de aproximadamente 15 voluntários.

“No Centro, temos menos oficinas. Hoje atendemos aproximadamente 500 crianças em situação de rua lá. Já em Vicente de Carvalho estão cerca de 1.500 estudantes sendo atendidos antes ou depois da escola”, acrescenta o diretor.


 
Alunos e professores da São Martinho, instituição 
que atende, por anos, cerca de 2000 crianças e jovens. 

Em 2015, com a consultoria do Instituto Ekloos, o modelo de atendimento da São Martinho foi reestruturado e dividido em cinco eixos de atuação integrados e centrados nas crianças e jovens beneficiados. O primeiro eixo é a Abordagem, porta de entrada para a instituição: diariamente, uma equipe de assistentes sociais e educadores percorre diferentes espaços públicos, como comunidades, ocupações urbanas e praças, fazendo o primeiro contato com a garotada através de atividades lúdicas.

Fizemos um mapeamento de onde crianças e adolescentes que vivem em situação de rua estão. Os educadores convidam para a acolhida, que inclui banho e alimentação. Depois fazemos uma avaliação técnica com psicólogos e assistentes sociais para ver, por exemplo, interesses e aptidões de cada um
Frei Adailson diretor da instituição

“Fizemos um mapeamento de onde crianças e adolescentes que vivem em situação de rua estão. Os educadores convidam para a acolhida, que inclui banho e alimentação. Depois fazemos uma avaliação técnica com psicólogos e assistentes sociais para ver, por exemplo, interesses e aptidões de cada um”, explica Frei Adailson. Quem topa participar é encaminhado para oficinas como as de informática, capoeira, percussão, esporte, arte e educação, na unidade da Lapa.

Uma vez lá dentro, os beneficiados contam com o Núcleo de Acompanhamento Interdisciplinar (NAI), formado por pedagogos, assistentes sociais, psicólogos e advogados. A equipe de profissionais trabalham com as crianças, os jovens e as famílias intermediando situações de conflito. O objetivo é promover uma mudança gradual que assegure o bem-estar e minimize os problemas decorrentes da pobreza, do acesso a serviços públicos de má qualidade e da exposição aos mais diversos tipos de riscos, incluindo violência e drogas.

Há também o Núcleo Comunitário Educagente, que envolve atividades de esporte, lazer, cultura e educação, e onde são oferecidas oficinas de educação ambiental, judô, capoeira, gastronomia educativa, informática, jogos coletivos e música, muitas formas de fazer e tocar música. O Centro de Música Jim Capaldi, projeto iniciado pelo músico inglês, ex-baterista da banda Traffic, que tocou com artistas como Jimi Hendrix, Eric Clapton e Goerge Harison (com este gravou uma versão, em inglês, de “Anna Júlia”, do Los Hermanos). Capaldi foi casado com uma brasileira, Ana Capaldi, morou no Brasil e, durante anos, o casal ajudou financeiramente o Educagente.

Assim, surgiram o Coral Jim Capaldi e oficinas de canto, cavaquinho, percussão, violão e prática de conjunto. “O Centro de Música teve início há mais de 15 anos, com Jim querendo apadrinhar uma iniciativa que trabalhasse as crianças na arte, no canto, nos instrumentos. O projeto, totalmente montado por ele e, sobretudo, pela Ana, sobrevive, há dois anos, com contribuições esporádicas. Mas as oficinas continuam acontecendo. Descobrimos muitos talentos lá”, conta Frei Adailson. Os alunos, de 7 a 17 anos, são moradores de comunidades como o Conjunto Residencial do Ipase, Morro do Juramento, Jardim do Saco, Morro do Trem, Jardim do Carmo e Morro da Fé. Todos têm família, estudam e frequentam as oficinas no contraturno escolar. No ano passado, as turmas somaram 203 participantes. Entre eles, estavam os 12 que cantaram com Waters, cuja filha Tabitha é amiga de uma das filhas de Jim e Ana. Assim nasceu a ideia da participação dos jovens no show, que exigiu uma preparação de quatro meses.

Outro eixo de atuação da São Martinho é a Profissionalização, que acontece em duas etapas. A primeira, através do Curso de Formação Básica, que inclui oficinas e ciclo de palestras focados em dar aos jovens acesso a conteúdos e vivências capazes de desenvolver suas primeiras competências profissionais. Ao concluírem o curso, eles são encaminhados para processos seletivos nas 46 empresas públicas e privadas conveniadas à São Martinho. Entre as empresas, estão a Petrobras, Ipiranga e Prodigy Hotel.

Por fim, há o eixo de Desenvolvimento Institucional, que, entre outras atribuições, é responsável por mobilizar recursos financeiros. “Nosso objetivo é que essas crianças sejam inseridas no mercado de trabalho no futuro. Elas precisam estar matriculadas e ter um bom rendimento na escola para participar das oficinas e dos processos de profissionalização. Temos uma equipe para acompanhá-las. Muitas são incorporadas às empresas onde estagiam e outras tantas chegam à universidade”, orgulha-se o diretor da instituição.

Michelle dos Santos Pavão, da São Martinho, trabalha no IRB 

Michelle dos Santos Pavão, de 20 anos, trilhou este caminho de sucesso. Filha única de pai segurança e mãe dona de casa, morava com eles em uma quitinete na Lapa e estudava numa escola pública quando, aos 14 anos, ouviu falar na São Martinho. “Sempre quis ajudar meus pais e vi ali uma chance. Dos 14 aos 15 anos, ligava para lá insistentemente para perguntar se podia participar. Na época, havia vagas para quem tinha nascido de abril de 1999 em diante, e eu sou de fevereiro daquele ano”, relembra ela, que um dia, finalmente, conseguiu falar com um coordenador da instituição e foi submetida a uma entrevista. “Passei, e duas semanas depois estava fazendo um curso básico de três meses. Tive aulas de matemática, informática (nunca tinha mexido em um computador) e até de como me comportar no ambiente de trabalho”.

Logo, a menina começou como Jovem Aprendiz no setor administrativo do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), onde ficou por um ano e onze meses. Depois, tornou-se estagiária de nível médio lá mesmo. Fez o Enem e passou, pelo ProUni, para o curso de Direito da Universidade Veiga de Almeida, onde cursa o quinto período como bolsista. Também com uma bolsa, estuda inglês na Cultura Inglesa, faltando três anos para se formar. Há um ano, foi contratada no próprio IRB – Brasil Resseguros.

“Eu nem sabia sobre o que era a empresa quando cheguei lá. Na minha turma de Jovem Aprendiz, éramos 11 alunos da São Martinho. Sete de nós fomos efetivados no instituto”, conta Michelle. “Meus chefes são advogados. Eles me deram muita força e apoio. Lá, tenho um plano de carreira”.

A futura advogada não se esquece da instituição que ajudou a mudar seu destino: “Foi a melhor fase da minha vida. Não teria oportunidades se não fosse a São Martinho. Mantenho contato com a fundação, troco experiências com eles até hoje”. As mudanças influíram também nas vidas de seus pais. “Eles não queriam que eu trabalhasse, pois não têm ensino superior e queriam que eu estudasse para chegar à universidade. Hoje vivemos num dois quartos, também no Centro, bem melhor. Eles estão bem felizes”.

02/11/2018

BLITZ: Roger Waters retirou todas as referências a Bolsonaro no último concerto no Brasil



Roger Waters retirou todas as referências a Bolsonaro no último concerto no Brasil. “Cuidem uns dos outros!”



Chegou ao fim a digressão brasileira de Roger Waters

Waters deu na passada terça-feira o último concerto da sua digressão pelo Brasil, durante a qual foi bastante criticado pela sua oposição a Jair Bolsonaro, vencedor das eleições presidenciais recentes.

Neste concerto, que se realizou em Porto Alegre, e ao contrário dos demais Roger Waters não fez qualquer menção a Bolsonaro. Durante o espetáculo e ao enumerar políticos que considera "neofascistas", o músico tapou o nome de Jair Bolsonaro com a mensagem "ponto de vista político censurado".

A mensagem #EleNão, hashtag utilizada pelos opositores de Bolsonaro, também foi removida do espetáculo após ter sido utilizada em concertos em São Paulo e Curitiba. No Instagram, Waters partilhou ainda um vídeo deste último concerto com uma mensagem de agradecimento aos fãs e um pedido: "Cuidem uns dos outros!". Veja aqui:





Uma publicação compartilhada por Roger Waters (@rogerwaters) em


Fonte: BLITZ

26/10/2018

Caetano Veloso entrevista Roger Waters (Vídeo)




Roger Waters concedeu uma entrevista a Caetano Veloso na última segunda-feira (22) para debater sobre a atual situação política do Brasil e a "onda fascista" no mundo, como definiu Paula Lavigne, produtora e mulher do compositor baiano.

O ex-baixista do Pink Floyd aponta que nos Estados Unidos há pessoas vivendo em condições subumanas, sem qualquer possibilidade financeira de bancar um plano de saúde, e compara Jair Bolsonaro a Donald Trump. 

"Eles não podem pagar nada. Não há vida. Não me surpreende que eles estejam revoltados, e o triste de tudo isso é que eles não estão revoltados com as pessoas que estão fazendo isso, Eles acabaram de eleger uma delas", analisa Waters.

"Trump é o cara que te fod**. Assim como Bolsonaro", completa o músico, pedindo desculpas na sequência por ter levantado a voz ao falar sobre o tema. 

 

16/10/2018

Fãs fazem Roger Waters chorar em Brasília




Roger Waters, em série de shows pelo Brasil, passou por um turbilhão de emoções. Depois de ser vaiado e dividir opiniões em show em SP ao exibir “Ele Não” no telão, em crítica ao candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, o líder do Pink Floyd voltou a fazer protestos políticos no Distrito Federal, no domingo (14).

O cantor e compositor exibiu novamente no telão os dizeres “ponto de vista político censurado” onde exibiu o nome de Bolsonaro em primeiro show e dividiu mais uma vez a plateia entre vaias e aplausos.

Mas Roger não arredou o pé de suas convicções, cuja motivação ele explicou em entrevista ao Fantástico, e manteve o nome "censurado" no telão onde exibe uma lista de nomes de políticos neofascistas, assim como também exibiu a mensagem "Nem Foden..." após perguntar ao público “Should I trust the government?” (“devo confiar no governo?”, em tradução livre). enquanto tocava "Mother"

A marca do show, no entanto, ficou para a emoção de Waters ao ser ovacionado pela plateia. Apesar dos anos de estrada, ele foi às lágrimas e agradeceu o carinho. 

Roger ainda fará cinco shows no Brasil com a turnê Us + Them: Salvador (17 de outubro), Belo Horizonte (21 de outubro), Rio de Janeiro (24 de outubro), Curitiba (27 de outubro) e Porto Alegre (30 de outubro).




Fonte: Jovem Pan

No Brasil, turnê de Roger Waters chega aos US$ 100 mi em ingressos vendidos



A passagem cheia de polêmicas de Roger Waters pelo Brasil coincidiu com um grande marco da carreira dele: na estrada desde maio do ano passado com a turnê global “Us + Them Tour”, o ex-Pink Floyd ultrapassou a marca dos US$ 100 milhões (R$ 377,9 milhões) em ingressos vendidos justamente com os shows que fez em São Paulo e Brasília nos últimos dias 9 e 13, respectivamente. Ele fica no Brasil até o fim do mês, e ainda vai se apresentar em Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

A turnê anterior de Waters, “The Wall Live”, entrou para a história como a de maior sucesso de um artista solo em 2013, quando foi encerrada com mais de US$ 458,6 milhões (R$ 1,73 bilhão) arrecadados nas bilheterias internacionais. Os primeiros US$ 100 milhões, no entanto, demoraram mais de dois anos para serem contabilizados, ao contrário da “Us + Them Tour”, cujo nome é inspirado no hit “Us and Them”, que está no álbum “The Dark Side of the Moon” que o Pink Floyd lançou em 1973.

Pra quem não acompanhou o noticiário dos últimos dias, Waters acirrou ânimos com a exibição em um telão da hashtag #EleNão enquanto tocava “Eclipse” no show que fez na capital paulista. Em entrevista ao “Fantástico” neste domingo, o músico de 75 anos atribuiu o “protesto” a membros de sua equipe e o classificou como “totalmente inapropriado”. 



Fonte: Glamurama 
Por Anderson Antunes 

05/10/2018

Roger Waters de volta ao Brasil com um dos shows mais incríveis do planeta




Tá chegando: lenda do Pink Floyd fará shows no Brasil nos próximos dias e você não pode perder


Por Tony Aiex 


O lendário músico britânico conhecido por alguns dos maiores clássicos do Rock And Roll vem ao Brasil com a turnê Us+Them naquela que pode ser a última do cara em toda sua carreira.

Aos 75 anos de idade e com o avançado custo de logística que uma turnê desse porte requer, é provável mesmo que outra viagem do cara não aconteça, pelo menos por aqui, e há uma série de outros motivos para que você garanta imediatamente o seu ingresso e não fique de fora dessa.

Um dos Maiores Palcos do Mundo

O palco que Roger Waters leva aos shows da sua turnê é um dos maiores do planeta, desbancando até mesmo estrelas do pop e suas mega apresentações.

A convite da produtora T4F, e como contamos recentemente nos Stories do nosso Instagram, nós vimos a montagem da estrutura do cara e é algo surreal, com cerca de 750 metros quadrados de área.

 

No site da TAIT, que fabricou o palco, é possível ter a noção exata do que você irá assistir indo a um dos shows de Roger Waters no Brasil, em turnê que começa já na semana que vem.

Porcos voadores, chaminés e um show de luzes, lasers e projeções fazem com que você se sinta em outro mundo enquanto Waters toca clássicos do Pink Floyd e músicas próprias.

Todos os detalhes e especificações, bem como os números grandiosos, também podem ser vistos no site da VYV, empresa canadense responsável pela parte das luzes.

São 17 projetores de 30k, cinco projetores de 7k para as chaminés e mais uma imensa tela LED de 6k alimentada por 6 feeds HD com resolução de 32 Mpixels.

Para o icônico porco voador, foram usadas 48 câmeras e 12 Copernics para rastrear e iluminar o dito cujo, que sobrevoa a plateia através de um drone, com uma surpresa em outro momento do show que recria a lendária capa do disco Animals.

Setlist

O setlist da turnê Us+Them é outro show à parte, já que pode ser a última vez que você terá a oportunidade de assistir a clássicos como “Another Brick In The Wall”, “Wish You Were Here”, “Money” e “Comfortably Numb” com Roger Waters.

Como exemplo, pegamos o setlist de um show recente dessa turnê que rolou na Rússia em 31 de Agosto. Dá uma sacada:
Breathe (Pink Floyd)
One of These Days (Pink Floyd)
Time (Pink Floyd)
Breathe (Reprise) (Pink Floyd)
The Great Gig in the Sky (Pink Floyd)
Welcome to the Machine (Pink Floyd)
Déjà Vu
The Last Refugee
Picture That
Wish You Were Here (Pink Floyd)
The Happiest Days of Our Lives (Pink Floyd)
Another Brick in the Wall Part 2 (Pink Floyd)
Another Brick in the Wall Part 3 (Pink Floyd)
Set 2:
Dogs (Pink Floyd)
Pigs (Three Different Ones) (Pink Floyd)
Money (Pink Floyd)
Us and Them (Pink Floyd)
Smell the Roses
Brain Damage (Pink Floyd)
Eclipse (Pink Floyd)
Bis:
The Bravery of Being Out of Range
Comfortably Numb (Pink Floyd)


Ingressos

Por aqui você ainda pode encontrar r ingressos para os shows de Roger Waters em São Paulo (incluindo data extra), Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Curitiba e Porto Alegre.


Não deixe a oportunidade passar!

24/09/2018

Roger Waters na Paulista e Parque Ibirapuera


Ações especiais de pré-aquecimento para os shows em SP (09 e 10/10) de Roger Waters, cantor britânico e líder do Pink Floyd, ocorrem neste mês de setembro em frente ao MASP na Avenida Paulista e na fonte musical do Parque do Ibirapuera.

Roger Waters está invadindo São Paulo! Confira e tome nota sobre essas duas ações que ocorrerão neste mês de setembro:

  • Flash Mob de “Another Brick in the Wall” (Pink Floyd) em frente ao MASP na avenida Paulista

Roger Waters: fonte do Ibirapuera exibe trechos de shows do cantor nos fins de semana

No domingo, 23 de setembro, às 14h e 14h30, a Avenida Paulista será palco de uma ação única de caráter cultural e social que promete emocionar.

Cerca de 45 crianças, entre 8 e 13 anos, da associação filantrópica Unibes vão participar de um Flash Mob na avenida. Elas cantarão uma das mais conhecidas músicas do Pink Floyd, “Another Brick in The Wall” (We don’t need no education), em frente ao MASP, com a avenida aberta aos pedestres.


Um momento para curtir, dançar, cantar e relembrar porque o Pink Floyd é uma das maiores bandas de todos os tempos. Uma ação imperdível em homenagem à São Paulo!

  • Projeção do show do Roger Waters no Lago do Ibirapuera



Além disso, a turnê “Us+Them” ainda reserva muitas surpresas. A fonte musical do Ibirapuera, icônico ponto turístico da capital paulista, recebe, nos finais de semana de setembro, um pocket show do artista britânico.

Com apresentações às 20h e 20h30 de sábados e domingos, os visitantes do parque podem assistir trechos da atual turnê e os maiores sucessos de Pink Floyd.

Roger Waters, fundador do Pink Floyd, dá esse presente para os paulistanos já sentirem um gostinho do que será visto nos shows da turnê “Us+Them”, que chega em São Paulo para duas apresentações, nos dias 9 e 10 de outubro, no Allianz Parque. Com ingressos esgotados para a primeira noite (09).

Serviços – Projeção na fonte do lago do parque Ibirapuera e Shows nos dias 09 e 10 de outubro no Allianz Parque:

+ Infos sobre as datas da projeção na fonte do lago do Ibirapuera: clique aqui;
+ Infos sobre os shows da turnê “Us+Them”: clique aqui e clique aqui



06/08/2018

Atmosphera - Fogo e Ar - 1998 (Flac)





Rock progressivo de primeira qualidade, bem raro de se encontrar na internet, abaixo uma matéria a respeito da banda, confira:


Resenha do site
Progbrasil
Renato Glaessel

Provavelmente uma maiores pérolas escondidas do progressivo nacional, ao escutar e re-escutar esse trabalho de 1998 fico tomado por uma certa incompreensão, afinal somente uma péssima divulgação e distribuição poderiam ser responsáveis pelo baixo impacto causado por esse lançamento.


Atmosphera é uma banda brasileira formada na década de noventa na capital de São Paulo. Sua formação consiste em "Sérgio Vicêncio" no baixo, "Edu Lima" na bateria, "Calê Luis" nos vocais e guitarra, "Sandro Premmero" nos teclados, e "Rogério Bacceli" na guitarra. O som combina música popular brasileira com um suave rock progressivo, predominantemente instrumental, seu material é delicado e requintado, com freqüentes passagens melódicas na flauta e violino, combinando com a excelente guitarra acústica bem como partes interessantes de baixo e bateria. 


Seu único álbum chamado "Fogo e Ar" foi lançado em 1998 pelo selo Progressive Worldwide, também apresenta alguns elementos de fusão e jazz; mas as maravilhosas melodias e a variedade de temas e ambientes que são o destaque do álbum, às vezes lembram as bandas "Quantum", Rousseau" ou Tempus Fugit", em outros momentos "Eris Pluvia", "Clarion" ou "Camel" (para as passagens melódicas de guitarra). Ao contrário da doce melancolia de bandas escandinavas, o material da "Atmosphera" é ensolarado e brilhante. 


Trata-se de um trabalho homogêneo, e que quase parece uma grande suíte, tal a coesão existente entre as faixas. Os temas basicamente aludem à natureza, seja no tocante à exaltação, ou mesmo à preservação, sempre com bom gosto e tratados de forma indireta pelos inspiradíssimos vocais de "Calê", dono de um timbre suave e agradável que nos remete a alguns bons vocalistas do progressivo Italiano, que conseguem ser eficientes e emocionantes na medida certa. O disco é quase todo instrumental e mesmo nas faixas com vocais os solos são sempre longos e bem estruturados, com diversas mudanças de andamento e retomadas da melodia principal. 


O trabalho das guitarras merece atenção especial, tanto nos acompanhamentos como nos timbres utilizados que lembram bastante a técnica de dois grandes guitarristas, "Mario Millo" e "Sebastian Hardie".

Outro aspecto a ser salientado é a presença da flauta nas primeiras músicas, as intervenções sempre fazem contraponto, ora em relação às melodias, ora retomando as mesmas em momentos de solo de outros instrumentos, junto com os teclados (digitais mas se utilizando de timbres analógicos de hammond e mellotron) acaba formando um perfeito "pano de fundo" para as composições da banda, curiosamente essa associação remete diretamente a outra grande banda, trata-se dos espanhóis "Crack - Si todo Hiciera", existe grande similaridade na estrutura das composições. 


Sem dúvida fica a sensação de que a banda tinha todo esse material represado por anos, tal é a qualidade e a eficiência com que exploram todos os temas.

A gravação é de boa qualidade e o encarte traz todas as letras em português e inglês, além de alguns desenhos e arte gráfica computadorizada.

O tipo de prog que é perfeitamente adequado para uma pausa de fim de tarde, sentado sob a sombra de uma árvore, saboreando uma boa caipirinha, recomendo.

Boa audição! 

FLAC
mega.nz - (390.20 MB)

02/05/2018

5 razões para você ir aos shows do Roger Waters no Brasil



Wait For Her
Espere Por Ela

Com um copo incrustado de pedras preciosas
Em uma piscina, pela tarde
Por entre as rosas perfumadas
Espere por ela

Com a paciência de um cavalo de carga
Carregado para subir a montanha
Como um príncipe nobre e resistente
Espere por ela

Com sete travesseiros colocados pela escada
O perfume de mulher preenche o ar
Fique calmo
E espere por ela

Não espante os pardais
Que fazem ninhos em suas tranças
Ao longo das barricadas
Espere por ela

E se ela vier em breve
Espere por ela
E se ela vier depois
Espere

Deixa-a permanecer quieta como uma tarde de verão
Um jardim cheio de flores

Deixa-a respirar o ar
Que é estranho a seu coração
Deixe seus lábios se abrirem
Espere por ela

Leve-a até a sacada
Veja a lua banhada em leite
Ouça o sussurro de sua seda
Espere por ela

Não deixe seus olhos se acenderem sobre
As duas pombas em seu peito
Para que elas não voem assustadas
Espere por ela

E se ela vier em breve
Espere por ela
E se ela vier depois
Espere, espere

Sirva-a água antes do vinho
Não toque suas mãos
Deixe que seus dedo repousarem ao comando dela

Fale suavemente, como uma flauta faria a um violino temeroso
Expire
Inspire

E enquanto o eco daquele último tiroteio se esvai
Lembre-se das promessas que você fez




Matéria
Nação da Música
Por Juliana Izaias

Em outubro, Roger Waters desembarca em terras brasileiras para uma série de shows de sua nova turnê “Us + Them”.

O inglês se apresenta dias 09 e 10 em São Paulo, depois segue para Brasília no dia 13, 17 em Salvador, 21 Belo Horizonte, 24 Rio de Janeiro, 27 Curitiba e encerra no dia 30 em Porto Alegre. Os ingressos para todas as datas já estão disponíveis.

A Nação da Música reuniu cinco motivos para você não perder os shows do Roger Waters no Brasil.

# Retorno ao Brasil

A última passagem de Roger Waters no Brasil foi em 2012 com a “The Wall Live”, uma das maiores turnês da história. Dessa vez, ele retorna com um novo formato baseado em uma mescla entre suas músicas solos e seu trabalho no Pink Floyd. A expectativa tá forte.

O álbum solo do inglês, “Is This the Life We Really Want?”, foi lançado em junho de 2017 e está presente em boa parte do repertório das apresentações da nova turnê. Entre as faixas que podem ser aguardadas estão “Déjà Vu”, “Part Of Me Died” e “Smell The Roses”.


Mas se tem alguém que toma conta da setlist dos shows de Waters é o Pink Floyd. As faixas de seu antigo grupo preenchem mais da metade dos shows e agrada os fãs de todas suas épocas. Podem preparar a garganta para cantar muito ao som de “Wish You Were Here”, “Another Brick In The Wall”, “Dogs”, “Pigs” e muito mais.


A nova turnê do britânico promete ser um espetáculo. Além de uma grande banda de apoio com inúmeros músicos, o palco conta com belos efeitos visuais, um grande telão e imagens que se conectam com as músicas e criam uma atmosfera única.


Roger Waters é o que gostamos de chamar de “lenda viva”. Ao lado do Pink Floyd, revolucionou o rock mundial, criou músicas atemporais, vendeu mais de 250 milhões de álbuns, entrou pra o Hall da Fama do Rock and Roll, ganhou premiações, inclusive o Grammy Award em 1995, e ainda teve uma espécie de camarão batizada em homenagem ao grupo. A oportunidade de presenciar a genialidade dessa lenda deve ser aproveitada.





24/04/2018

Tudo sobre a turnê de Roger Waters no Brasil:


Setlist incluirá músicas de sua carreira solo 
e grandes sucessos do Pink Floyd.


'Us + Them' desembarcará no Brasil em outubro.


Roger Waters, ex-baixista do Pink Floyd, confirmou a realização de 8 shows no Brasil em 2018. A turnê Us + Them passará por 7 capitais do País a partir do dia 9 de outubro e terá duas apresentações em São Paulo, ambas no Allianz Parque, estádio do Palmeiras – nos dias 9 e 10.

Depois de São Paulo, Roger Waters seguirá, pela ordem, para Brasília (13), Salvador (17), Belo Horizonte (21), Rio de Janeiro (24) e Curitiba (27), encerrando sua passagem por terras brasileiras em Porto Alegre, no dia 30 de outubro, em apresentação marcada para o estádio Beira-Rio.

O lendário músico de 74 anos montou a setlist com as músicas mais conhecidas do Pink Floyd, além, claro, das canções mais recentes, grande parte encontrada no trabalho solo compilado no álbum Is This the Life We Really Want?

Os ingressos para assistir a Roger Waters custam entre R$ 90 (meia entrada para o show da arquibancada superior da Fonte Nova, em Salvador) e R$ 810 (inteira para as apresentações no Allianz Parque, setor Premium).

Recado ao Brasil

Antes do lançamento do último álbum, em junho do ano passado, o cantor mostrou ciência do momento complicado que o Brasil vive em âmbito político e mandou um recado endereçado ao País em uma postagem nas redes sociais. Nela, usou uma foto do presidente Michel Temer e a legenda: "Brasil, é essa a vida que vocês realmente querem?".

Publicação no Facebook faz alusão à crise política no Brasil.

A publicação dividiu os fãs de Waters, com comentários a favor, seguidos da frase 'Fora, Temer', e contra, com conselhos ao artista para ficar fora das questões políticas envolvendo um País que não lhe diz respeito.

O 'legal' dessa tour do Roger Waters é que ele vem no mês das eleições e com shows colados ou até coincidindo com os dias de votação. Vai dar para falar 'fora Temer' ao vivo.

Roger Waters ataca Temer! Dá-lhe, mordomo! Já Lula é boa gente e Maduro é um fofo. Just another brick in the wall da demagogia milionária...

Ingressos: datas, preços e locais da turnê

Engajamento político à parte, o público pode esperar por shows inesquecíveis, marca das 7 passagens anteriores de Roger Waters pelo Brasil e das mais famosas turnês: In the Flesh (2002), The Dark Side of the Moon (2007) e The Wall - Live (2011).

Confira abaixo locais, datas e preços dos ingressos em cada uma das 7 capitais. Os bilhetes para a primeira apresentação de Roger Waters no Allianz Parque, em São Paulo, já estão esgotados. Os demais seguem à venda no site da Tickets For Fun.

Baixista do Pink Floyd passará por 7 capitais brasileiras.

SÃO PAULO (dias 9 e 10 de outubro)
Local: Estádio Allianz Parque – Rua Turiassú, 1840
Horário: 21 horas
Abertura dos portões: 17 horas
Censura: A partir de 16 anos. Menores entre 10 e 15 anos poderão entrar, desde que estejam acompanhados por um responsável maior de 16 anos.
Preços: Entre R$ 165 e R$ 810 (tabela abaixo)

 

BRASÍLIA (13 de outubro)
Local: Estádio Nacional Mane Garrincha – Asa Norte
Horário: 21h30
Abertura dos portões: 17 horas
Censura: A partir de 16 anos. Menores entre 10 e 15 anos poderão entrar, desde que estejam acompanhados por um responsável maior de 16 anos.
Preços: Entre R$ 120 e R$ 720 (tabela abaixo)

 

SALVADOR (17 de outubro)
Local: Estádio Arena Fonte Nova – Ladeira da Fonte das Pedras, sem número
Horário: 21 horas
Abertura dos portões: 17 horas
Censura: A partir de 16 anos. Menores entre 10 e 15 anos poderão entrar, desde que estejam acompanhados por um responsável maior de 16 anos.
Preços: Entre R$ 90 e R$ 710 (tabela abaixo)

 

BELO HORIZONTE (dia 21 de outubro)
Local: Estádio Mineirão – Avenida Antônio Abrahão Caram, 1001
Horário: 21 horas
Abertura dos portões: 17 horas
Censura: A partir de 16 anos. Menores entre 10 e 15 anos poderão entrar, desde que estejam acompanhados por um responsável maior de 16 anos.
Preços: Entre R$ 150 e R$ 720 (tabela abaixo)

 

RIO DE JANEIRO (dia 24 de outubro)
Local: Estádio do Maracanã – Rua Professor Eurico Rabelo, sem número
Horário: 21 horas
Abertura dos portões: 17 horas
Censura: A partir de 16 anos. Menores entre 10 e 15 anos poderão entrar, desde que estejam acompanhados por um responsável maior de 16 anos.
Preços: Entre R$ 110 e R$ 720 (tabela abaixo)

 

CURITIBA (dia 27 de outubro)
Local: Estádio Couto Pereira – Rua Ubaldino do Amaral, 37
Horário: 21h30
Abertura dos portões: 17 horas
Censura: A partir de 16 anos. Menores entre 10 e 15 anos poderão entrar, desde que estejam acompanhados por um responsável maior de 16 anos.
Preços: Entre R$ 110 e R$ 720 (tabela abaixo)

 

PORTO ALEGRE (dia 30 de outubro)
Local: Estádio Beira-Rio – Avenida Padre Cacique, 891
Horário: 21 horas
Abertura dos portões: 17 horas
Censura: A partir de 16 anos. Menores entre 10 e 15 anos poderão entrar, desde que estejam acompanhados por um responsável maior de 16 anos.
Preços: Entre R$ 110 e R$ 720 (tabela abaixo)

 

Setlist

Se resolver manter nos shows aqui no Brasil a setlist que vem apresentando em sua turnê nos outros países que já visitou, o público pode começar a decorar as letras das músicas abaixo para cantar junto com Roger Waters.

Setlist - parte 1

- Speak to Me
- Breathe
- One of These Days
- Time
- Breathe (reprise)
- The Great Gig in The Sky
- Welcome to The Machine
- When We Were Young
- Déjà Vu
- The Last Refugee
- Wish You Were Here
- The Happiest Days of Our Lives
- Another Brick In The Wall - Partes 2 e 3

Setlist - parte 2

- Dogs
- Pigs
- Money
- Us and Them
- Smell The Roses
- Brain Damage
- Eclipse
- Vera
- Bring the Boys Back Home
- Comfortably Numb

Assista abaixo a mais um pouco do que o público brasileiro pode esperar da passagem de Roger Waters por aqui.


Roger Waters 2017 Us and Them Live Complete Show



Matéria
Fonte: HuffPost Brasil

09/12/2017

Roger Waters de férias no Brasil concede entrevista (Vídeo)




De férias no Brasil depois de levar a turnê Us + Them aos Estados Unidos e Canadá, Rogers Waters aproveitou para reunir a imprensa do país, do Uruguai, da Argentina, do Chile e do Peru numa mesa redonda nesta sexta-feira (8), no hotel Fasano, em São Paulo, onde esteve dando entrevistas visando divulgar sua turnê e falar dos shows que fará na América do Sul no ano que vem.

No aguardado show, ele tocará músicas de seu disco mais novo, o político e polêmico 'Is This the life we really want?', e sucessos de álbuns como 'The Wall', 'The Dark Side of the Moon', 'Animals' e 'Wish You Were Here'. Assim foi na turnê norte-americana, quando ele se apresentou para mais de 750 mil pessoas em 63 shows. "São 75% de material antigo, do Pink Floyd, e 25% do álbum novo", afirmou Waters, na coletiva.

"Será que devo usar uma imagem de Temer no show? O que vocês acham?", pergunta Roger Waters aos jornalistas. Silêncio do lado de cá. Caras de não sei. "Talvez", diz Waters.

A turnê, que começou nos EUA há seis meses, traz o porco inflável que está na capa do álbum "Animals" (1977). Nos shows americanos, o presidente Donald Trump aparecia estampado no lombo do animal.

"Estão querendo começar uma guerra com a Rússia. O fim do mundo é agora, e não li isso na Bíblia", afirmou. 

Vindo de Trancoso, onde passou férias, Waters disse que não gosta de ouvir música nenhuma quando não está trabalhando. "Quando entro nos bares, peço para desligarem o som", contou.

O compositor disse também que não pensa em compor músicas que não façam parte de um álbum conceitual. "Gosto de música pop. Adoro 'Everybody Hurts' [R.E.M., 1992], por exemplo. Gosto de Neil Young e Bob Dylan. Mas não está em mim fazer canções de três minutos. O que me interessa são histórias." 

"No fim do show, eu encorajo as pessoas a se juntar a mim na crença da capacidade que a gente têm de amar um ao outro, de criar empatia um pelo outro, como seres humanos", adianta Waters. E, então, ele solta a língua para criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "A administração de Trump nos EUA é o exemplo perfeito da manifestação de como destruir o mundo é uma 'coisa boa’ para eles". E diz que não descarta citar o presidente brasileiro, Michel Temer, nos shows de outubro do ano que vem, em plena campanha eleitoral.



Durante a turnê norte-americana, ao cantar a música 'Pigs', o telão atrás da banda mostrava o nome e uma foto de Trump. Ao ser perguntado se faria o mesmo com o líder brasileiro, ele sorriu. "Eu acho que não, não sei, talvez eu faça isso. O que vocês acham?", deixou no ar. Depois, virou-se para alguém da produção e pediu: "Me lembre disso depois", com um sorriso no rosto.

Roger Waters esteve no Brasil em seis oportunidades (2002, 2007, 2008, 2001, 2012 e 2013), mas nunca fez tantos shows em território nacional. Além de fazer a estreia em Brasília, o músico primeiro se apresentará em São Paulo (9/10), Salvador (17/10), Belo Horizonte (21/10), Rio de Janeiro (24/10), Curitiba (27/10) e Porto Alegre (30/10). A etapa latino-americana passa ainda por Uruguai, Argentina, Chile e Peru. A turnê recomeça em janeiro de 2018 na Nova Zelândia, seguindo para o verão europeu, com 61 shows no continente.

'Us + Them' traz um apanhado do melhor do Pink Floyd, pontuado com o último álbum solo de Water, o político 'Is This The Life We Really Want?'.

A pré-venda vai de segunda (dia 11) a quarta-feira (13 de dezembro), para portadores dos cartões de bandeira ELO. Para o público geral as vendas começam em 15 de dezembro, a partir da 0h01 pela internet pelo site da Tickets For Fun. As vendas nos pontos de vendas físicos começam a partir das 10h, na Fnac, do Park Shopping. 





Roger Waters faz show em Porto Alegre em outubro de 2018





06/12/2017

O que esperar dos shows de Roger Waters no Brasil em 2018





Por Jornal O Globo


RIO — Roger Waters encerrou, em setembro de 2013, em Paris, a turnê mais extensa de sua carreira, a superprodução "The wall live", que rendeu um registro ao vivo gravado em diversos shows. No giro, que teve início em 2010 e passou pelo Brasil em 2012, o baixista e compositor do Pink Floyd levava ao grandioso palco um muro de 137 metros de largura e 424 blocos, que formava um telão ao ar livre e reproduzia os efeitos especiais da turnê.

Em maio deste ano, Waters deu início à "Us + them tour" (referência à faixa homônima do disco "The dark side of the moon", do Pink Floyd, de 1973), que já teve 64 apresentações entre Estados Unidos e Canadá, e chegará ao Brasil em outubro de 2018, com shows em sete estádios do país.

Por onde passou, a turnê recebeu avaliações positivas dos críticos. Segundo o jornal "Montreal Gazette", o show do cantor, compositor e baixista prova ser "mais contemporâneo do que nostálgico": "o ex-comandante do Pink Floyd levou um número generoso de canções do grupo e algumas amostras de seu primeiro álbum solo em 25 anos ("Is this the life we really want?", lançado em junho), tocadas por uma grande e impecável banda diante de telões panorâmicos de última geração".

A "impecável banda" é formada por Dave Kilminster (guitarra, baixo), Gus Seyffert (guitarra, baixo e teclados), Jonathan Wilson (guitarra, baixo e vocais), Bo Koster (piano, teclados), Jon Carin (piano, teclados, programações, guitarra, vocais), Ian Ritchie (saxofone), Joey Waronker (bateria), Jess Wolfe (vocais de apoio, percussão) e Holly Laessig (vocais de apoio, percussão).



'MÚSICA E ARTE PERFORMÁTICA'

O site "The Star" lembrou que Waters tem aproveitado os shows para fazer, como era de se esperar diante de sua famosa inquietude política, diversos posicionamentos contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: "em uma exibição de duas horas e meia que foi tão sobre arte performática quanto sobre música, Waters e sua banda de dez pessoas alcançaram todas as maiores notas em termos de despertar a multidão ao desabafar sua frustração sobre a atual situação política americana".

Nos shows, o britânico de 74 anos apresenta grandes sucessos de "The Dark Side of the Moon", "The Wall", "Animals" e "Wish You Were Here", álbuns lendários do Pink Floyd, a maior banda de rock psicodélico e progressivo da história, cujas atividades foram oficialmente encerradas em 2014, após diversas idas e vindas.

As apresentações, que contam com diversos efeitos visuais usando painéis de LED, laser e projeções, são divididas em dois sets: o primeiro, de cerca de 13 músicas, costuma abrir com "Breathe" e terminar com a sequência "Another Brick in the Wall Part 2" e "Part 3", enquanto o segundo, de onze faixas, começa com "Dogs" e despede-se com "Comfortably Numb" — música que fez os fãs de Pink Floyd chorarem quando o guitarrista David Gilmour estreou no Brasil em 2015, passando por São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Com "Us + Them Tour" , Roger Waters passará por São Paulo (dia 9/10, no Allianz Parque), Brasília (13/10, no Mané Garrincha), Salvador (17/10, na Itaipava Arena Fonte Nova), Belo Horizonte (21/10, no Mineirão), Rio (24/10, no Maracanã), Curitiba (27/10, no Couto Pereira) e Porto Alegre (30/10, no Beira-Rio).

A pré-venda de ingressos reservada para clientes do cartão Elo será aberta na próxima segunda-feira, dia 11, às 21h, no site "Tickets for Fun", e segue até quarta. Na quinta-feira, dia 14, às 0h01, começa a venda para o público geral. 

Confira a programação da turnê de Roger Waters no Brasil:

São Paulo (09/10) – Allianz Parque
Ingressos variam de R$ 165 a R$ 810
Brasília (13/10) – Estádio Mané Garrincha
Ingressos variam de R$ 120 a R$ 720
Salvador (17/10) – Arena Fonte Nova
Ingressos variam de R$ 90 a R$ 710
Belo Horizonte (21/10) – Estádio do Mineirão
Ingressos variam de R$ 150 a R$ 720
Rio de Janeiro (24/10) – Estádio do Maracanã
Ingressos variam de R$ 110 a R$ 720
Curitiba (27/10) – Estádio Couto Pereira
Ingressos variam de R$ 110 a R$ 720
Porto Alegre (30/10) – Estádio Beira-Rio
Ingressos variam de R$ 110 a R$ 720
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David Gilmour


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