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13/11/2013

Alphataurus - Alphataurus (1973) Japan SHM-CD 2010



La mente vola

Um dos mais incríveis tesouros de muitos lançados na Itália durante os anos 70. Alphataurus oriunda de Milão, foi uma banda muito talentosa e obscura. Trata-se de um grande trabalho, tão bem construído que parece improvável que tenha sido realizado por músicos desconhecidos.

A musicalidade varia entre um potente heavy prog e passagens melódicas muito cativantes. Eles combinam arranjos variados desde os mais complexos aos mais clássicos do gênero sinfônico italiano. A singularidade da banda é demonstrada também pela caprichosa arte da capa. Foi desenhada por Adriano Marangoni. Um pombo com um ramo de oliveira em seu bico (tradicionalmente um símbolo da paz), jogando bombas sobre um mundo fantástico. Talvez um planeta extraterrestre... No horizonte, uma explosão nuclear impressiona. O lado interno contém uma grande foto dos membros da banda, que parecem assistir com curiosidade o que está acontecendo com esse mundo paralelo.


"Peccato D'Orgoglio" (pecado da arrogância) é um excelente épico de 12,25 minutos de duração. A introdução é mais escura. Uma espécie de presságio ou profecia sobre o que está para acontecer... Menção especial para os vocais de Michele Bavaro, dentre os melhores da escola italiana. Há também grande participação da guitarra. Os teclados, apesar de ter importância proeminente como sempre acontece no cenário prog italiano, não são tão "ditatoriais", como costumam ser.

Essas peculiaridades são evidentes na segunda faixa "Dopo L'Uragano" (Após o furacão). Outra obra de qualidade, triste e escura (afinal retrata a guerra), o que parece ser a marca registrada do Alphataurus: "À luz do sol, as sombras, o furacão é apenas passado. Volto para minha cidade, sozinho e com dor. Eu não vejo o meu povo, as estradas estão desertas, eu olho ao meu redor e vejo que a vida se esvai ..."

A instrumental "Croma" é, sem dúvida, o trabalho mais original e progressivo no álbum. Muitas mudanças de humor e de tempos, teclados fortes e poderosos.

"La Mente Vola" (vôo da mente) é outro épico, sendo inevitável, ela vai atrair sua atenção. Sua introdução é uma das mais belas e impressionantes do prog italiano, eu creio que se possa afirmar do prog em geral. A seção e a estrutura rítmica da canção, não passará desapercebido de nenhum fã do gênero, com certeza. Um arranjo muito moderno e bem executado. Os vocais são maravilhosos e poéticos - sobre o homem que compreende a importância de orar à Deus: "... lá em cima existe alguém ...", Carisma impressionante. O maior destaque do álbum.

"Ombra Muta" (Sombra Mutante): Estrutura fina e melódica, guitarra e teclados cativantes. Com o tempero escuro habitual.

No todo, Alphataurus, sem dúvida, é uma verdadeira obra-prima italiana. Em minha opinião, sem exagero, um álbum top ten dentre os melhores de toda a safra italiana do cenário progressivo na década de 70.

Infelizmente o grupo se dissolve durante as gravações do segundo disco devido a "uma série de eventos pessoais" em 1973, ainda assim o material (todo instrumental), foi lançado em 1992 intitulado "Dietro l'uragano", pela Mellow Records.

No ano de 2009, Guido Wassermann e Pietro Pellegrini, decidiram que era o momento de voltar à cena. O baterista Giorgio Santandrea também voltou à banda, e em novembro de 2010 eles anunciaram oficialmente a reunião, após mais de 30 anos de ausência, se apresentando no Progvention 2010, em Milan. A formação, que inclui o cantor Claudio Falcone, o tecladista Andrea Guizzetti e o baixista Fabio Rigamonti, permaneceu também para alguns concertos em 2011. Um álbum ao vivo "Live In Bloom" foi lançado em março de 2012, mas antes do final de 2011 Giorgio Santandrea deixou a banda, sendo substituído na bateria por Alessandro "Pacho" Rossi. Seu segundo álbum de estúdio "AttosecondO" foi lançado em setembro de 2012, incluindo temas revistos a partir do segundo álbum incompleto, bem como novas músicas. 

Com o retorno as atividades houve maior evidência para este álbum de 1973, que mais uma vez recebeu ótimas críticas, consequentemente novas edições, e com vendagem muito superior à época de seu lançamento original. Boa audição!


Peccato d´orgoglio



Alphataurus
Alphataurus (1973)
Japan LTD Mini LP SHM-CD 
BELLE-101744 (2010)







Tracks:
1. Le chamadere(Peccato d´orgoglio) (12:18)
2. Dopo L´uragano (4:48)
3. Croma (3:14)
4. La mente vola (9:21)
5. Ombra Muta (9:48)


Ombra Muta

Line-up:

Michele Bavaro (vocals)
Pietro Pellegrini (keyboards, vibes)
Guido Wassermann (guitar)
Alfonso Oliva (bass)
Giorgio Santandrea (drums)



Croma

Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire - (96,87 MB)
FLAC
mediafire.pt1 - (183,34 MB)
mediafire.pt2 - (70,51 MB)

23/10/2013

Primórdios - Pink Floyd (PDF) ebook




Pink Floyd – Primórdios

Autor: Barry Miles
Editora: Madras Editora
Lançamento: 2010
Páginas: 244
Português


Sinopse:

Um relato do início da carreira do Pink Floyd, de suas raízes em Cambridge ao status de culto na Londres dos anos 1960. Um retrato detalhado de um grupo musical em sua ascensão. O autor, Barry Miles, viu a banda tocar quando eles ainda eram chamados ‘The Pink Floyd Sound’ e escreveu o primeiro artigo feito sobre eles para um jornal alternativo de Nova York em 1966. Miles acompanhou o progresso deles, de uma banda de covers de R&B até se tornarem a força musical que criaria o álbum de sucesso – ‘The Dark Side of the Moon’. Ele também conheceu socialmente os membros da banda, testemunhou o declínio rápido de Syd Barrett e se envolveu ativamente na organização de alguns dos shows mais importantes do grupo. Então, aqui está a história do grupo que forneceu a primeira trilha sonora da Londres alternativa e iniciou no mundo do rock uma combinação radical de música, espetáculos de luzes e efeitos pirotécnicos no palco.

Da ocasião do lançamento no Brasil:

Para o grande público, o Pink Floyd está associado principalmente à duas figuras-chave para a banda: o baixista Roger Waters e o guitarrista David Gilmour. Mas, sem um outro músico, o Floyd nem sequer teria existido. Syd Barrett foi não só o fundador, mas o primeiro guitarrista, vocalista e principal compositor do quarteto britânico em seus anos iniciais (e também quem o batizou). Mesmo depois de sua saída do grupo, em 1968, devido a complicações relacionadas ao uso abusivo de LSD e outras drogas (que despertaram sua adormecida esquizofrenia), Syd continuou como uma espécie de sombra pairando sobre a banda. Músicas foram inspiradas em suas concepções artísticas e outras criadas em sua homenagem. O impacto da curta, porém intensa, carreira musical de Barrett afetou tanto os outros integrantes do Floyd quanto o rock inglês da época (e de posteriores gerações também) e, mais especificamente, a emergente cena psicodélica. O tempo tratou de transformar Syd Barrett em um ídolo misterioso, pois no começo dos anos 1970 ele retornou para a casa da família, em Cambridge, afastou-se dos antigos amigos e da música e passou a viver isolado, mantendo pouco contato com o mundo exterior, dedicando-se apenas à pintura, sua primeira paixão. Nunca mais deu entrevistas. Morreu em 2006, supostamente de complicações ligadas ao diabetes. 

Por todo esse contexto, o interesse por Syd Barrett é imenso. E para quem gosta do músico, a boa notícia é a chegada de Pink Floyd: primórdios às livrarias brasileiras. Como o título deixa claro, o livro aborda o começo da banda (de 1965 a 1973, precisamente), mas dos 12 capítulos, 10 têm Syd ainda como líder da banda. Seus dois discos solo, ambos de 1970, também ganham atenção na obra escrita pelo inglês Barry Miles(1). Syd, pelos motivos enumerados, é o foco da publicação, mas Waters, Gilmour, o baterista Nick Mason e o tecladista Richard Wright (1943-2008) também estão lá, com inúmeras informações biográficas e sobre suas atuações no Floyd. 

Psicodélico
O Pink Floyd surgiu em 1965, da união dos amigos Roger “Syd” Barrett e Roger Waters, ambos jovens de Cambridge estudando em Londres, o primeiro, artes plásticas, o segundo, arquitetura. Depois de algumas formações, o grupo se estabeleceria com a entrada de Wright e Mason (também alunos de arquitetura). O repertório inicial, composto principalmente de números de R&B, longo se expandiu para uma orientação mais livre, com influências de rock, jazz e música oriental. Com a ajuda de projeções e luzes psicodélicas em suas apresentações, logo a banda conseguiu uma boa reputação no underground londrino e, pouco depois, os primeiros singles, o álbum de estreia (o clássico The piper at the gates of dawn, de 1967) e shows pela Inglaterra e Europa. Depois, Syd foi substituído por Gilmour. Até aqui, nada que um fã da banda não saiba. 

Mas Miles leva o leitor além, contando sobre a infância e adolescência dos músicos, o ambiente onde cresceram, seus discos, livros e poetas favoritos, as primeiras experiências com drogas, namoradas, suas bandas pré-Floyd e a decadência mental de Barrett. 

A lenta ascensão do grupo ao estrelato é explicada como uma reação direta à postura da banda, que não queria gravar singles pop de três minutos para as rádios, mas longas faixas, esculturas de som, para serem ouvidas com o restante do álbum, como uma obra completa. O público jovem, cansado dos velhos formatos do indústria musical, logo embarcaria na proposta da banda, culminando no sucesso comercial alcançado no começo da década de 1970. Em 1973 é lançado The dark side of the moon, um dos discos de rock mais populares de todos os tempos. 

Barry Miles conta toda essa história com riqueza de detalhes e muitos depoimentos, tanto dos integrantes da banda, quanto de outros músicos e amigos próximos. Miles foi testemunha ocular do começo do Floyd e escreveu o primeiro artigo publicado sobre o quarteto. Uma pena a edição brasileira não ter uma lista das fontes bibliográficas. Não fica muito claro quando os depoimentos foram dados diretamente ao escritor ou quando são reproduzidos de entrevistas antigas. Um texto introdutório também seria bem-vindo. Mas se Pink Floyd: primórdios (publicado lá fora em 2006) tem um problema é a tradução, claramente feita por alguém que não conhece o universo do rock (resultando em um uso equivocado de suas terminologias). Além disso, algumas vezes o texto soa duro, como se carecesse de algumas adaptações. São detalhes que não estragam o prazer da leitura. Até porque, além das informações, o livro apresenta um rico acervo fotográfico. 

O cara das palavras
Barry Miles tem 67 anos e viveu intensamente os anos 1960. Conheceu e trabalhou com alguns dos principais protagonistas do rock da década. Ele é autor de biografias sobre John Lennon, Paul McCartney, William S. Burroughs, Jack Kerouac, Frank Zappa, Charles Bukowski e Allen Ginsberg. Escreveu também Hippie (inédito no Brasil) sobre a geração do amor. 

Por Pedro Brandt - Correio Braziliense


Barry Miles no Brasil em 2012
PDF - (133 MB)
mediafire 
ou



06/10/2013

Pink Floyd: "Hollywood Bowl Revisited" Los Angeles (1972) Sigma 55 - 2010




The Great Gig In The Sky

"Hollywood Bowl Revisited" (Sigma 55) é a versão da gravadora japonesa Sigma, (a mais recente deste show), para a apresentação do "Pink Floyd" no Hollywood Bowl, Los Angeles, CA, USA., no dia 22 de setembro, e é tida como um dos melhores registros do ano de 1972. A faixa "The Great Gig In The Sky", é um ótimo exemplo, você poderá desfrutar de um som impressionante, possivelmente o melhor existente. Mas existem várias faixas em destaque, "Money" além da qualidade, ganha uma excelente interpretação. Minha predileta aqui é "A Saucerful Of Secrets", uma interpretação hipnótica, irretocável, soberba, e outro maravilhoso exemplo de qualidade sonora.

Recentemente postei no blog a versão da Sirene deste mesmo evento: Damn Braces: Bless Relaxes (Siréne 060). Ambas são o que de melhor se pode encontrar a nível de qualidade do registro. Talvez, ao menos ouvindo me parece, que a Sigma conseguiu contribuir para um melhor resultado nas frequências e volume sem causar distorções, e ainda eliminando qualquer ruído. Como no lançamento da Sirene já havia havia compartilhado as informações que obtive com respeito a apresentação da banda nesta data, neste caso me sirvo dos vídeos publicados para que você possa através dos áudios tirar suas conclusões. No final desta publicação, uma gravação de platéia contendo fragmentos deste episódio, e na pior das hipóteses, (digo, porque infelizmente a visualização é precária), nos oferece uma impressão real de como tudo aconteceu. Boa audição!

Echoes

Pink Floyd 
"Hollywood Bowl Revisited" (Sigma 55)
Hollywood Bowl - 1972-09-22
Los Angeles, CA, USA.


CD1:

01 Breathe
02 The Travel Sequence
03 Time
04 Home Again
05 The Great Gig In The Sky
06 Money
07 Us And Them
08 Any Colour You Like
09 Brain Damage
10 Eclipse

CD2:

01 One Of These Days
02 Careful With That Axe, Eugene
03 Echoes
04 A Saucerful Of Secrets
05 Set The Controls For The Heart Of The Sun


Money

Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
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FLAC
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A Saucerful Of Secrets


Footage

09/09/2013

Solaris - Marsbeli Kronikak (1984) Japan Edition 2010



Solaris

O álbum de estréia da banda húngara Solaris é amplamente reconhecido como uma das obras mais importantes no cenário do prog sinfônico dos anos 80, e certamente de qualquer época. Marsbeli Kronikak é uma obra prima aclamada em todo o mundo mas somente a partir da década de 90, durante a segunda fase da carreira deste grupo húngaro excepcional. A proposta musical da banda é inteligente, criando um mix progressivo muito dinâmico e atraente de música clássica e rock. Seu repertório dá espaço à uma variedade de melodias que servem até mesmo para rejuvenescer a ideologia do prog sinfônico de uma forma peculiar. A partir de poderosos riffs de guitarra, teclados de bom gosto, uma flauta magnífica, repleto de mudanças de clima, quebras surpreendentes, e muita dinâmica em seu desenvolvimento a banda nunca perde o folego. 

Solaris foi fundada por alguns amigos de escola em 1980. O nome da banda é derivado do título de um livro do escritor SF Stanislaw Lem. Depois de terem causado uma boa impressão em um concurso de talentos no The Budai Park para um grande público, a banda obteve a oportunidade de gravar seu primeiro single, intitulado "Rock Hullám" em 1980. O line-up inicial era Ferenc Raus (drums), Gabor Kisszabop (bass), Csaba Bogdan (guitars),além de outros colegas de escola, Istvan Cziglan (guitars), Attila Kollar (flute) and Robert Erdesz (keyboards). Eles lançaram o segundo single "Eden/Counterpoint" em 81. E finalmente em 1984 o álbum em questão, que vendeu cerca de 40.000 cópias. O prog rock é muito popular na Hungria: OMEGA fazia shows para multidões de 100.000 espectadores. O line-up clássico da Solaris se deu entre '83 e '85 com Attila Kollar, Istvan Cziglan, Robert Erdesz e os recém-chegados Laszlo Gomor (bateria) e Tamas Pocs (baixo). A partir de 90, a gravadora húngara Gong então reeditou suas obras. Em 1995 a banda foi convidada como o "headliner" do Progfest Festival em Los Angeles por Greg Walker, cérebro por trás da Syn-Phonic, nos EUA. A banda foi aplaudida de pé um seleto grupo de críticos "symphomaniacs" das principais revistas da época. No ano seguinte Solaris esteve aqui no Brasil participando do Rio Art Rock Festival, organizado por Leonardo Nahoum. Confira o vídeo abaixo:


De fato um trabalho em equipe com ênfase para as performances, e arranjos das idéias musicais, no entanto, é justo salientar o trabalho relevante de Erdesz Róbert em suas orquestrações de teclado como suporte harmônico para a banda, e de Kollár Attila impecável tocando flauta, muitas vezes o foco principal do som da banda. Um tesouro por muito tempo obscuro, que revitalizou o legado do prog sinfônico dos anos 80. Boa audição!


A sárga kör 

Solaris 
Marsbeli kronikak
Studio Album, released in 1984
Belle Antique / BELLE 101711 / SHM-CD
25 Jun 2010


Songs / Tracks Listing

1. Marsbéli krónikák I. (3:34)
2. Marsbéli krónikák II.-III. (6:32)
3. Marsbéli krónikák IV.-VI. (13:15)
4. M'ars poetica (6:39)
5. Ha felszáll a köd (3:58)
6. Apokalipszis (3:44)
7. E-moll elõjáték (0:29)
8. Legyõzhetetlen (2:46)
9. Solaris (4:53)
10. Orchideák bolygója (3:17)
11. A sárga kör (4:54)

Total Time: 54:01


Line-up / Musicians
Solaris picture
- Istvan Czigman / electric & acoustic guitar, synthesizer, keyboard efect, percussion
- Robert Erdesz / piano, organ, synthesizer, keyboard efect
- Laszlo Gomor / drums, percussion, synthesizer
- Attila Kollar / flute, recorder, synthesizer, keyboard efect, percussion, vocals
- Tamas Pocs / bass

GUESTS:
- Casaba Bogdan / guitar
- Gabor Kisszabo / bass
- Ferenc Raus / drums, percussion
- Vilmos Toth / percussion




Marsbéli krónikák Part I - II - III

Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
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FLAC
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31/08/2013

Fantasia - Fantasia (1975) 2010 - ROK-048




Hautausmaani rannoilla

Inicialmente uma banda finlandesa de blues, em meados de 72 / 73, o grupo "St. Marcus" foi se transformando mais experimental. Com o novo estilo de música, tocando refinado eclético rock progressivo, tornou-se popular durante a década de setenta. Bandas como "Genesis", Crimson", "Camel", "Yes" e "Mahavishnu Orchestra", foram suas influências, e por consequência, mudaram para um nome mais apropriado: "Fantasia". 

No início, os membros da banda eram praticamente os mesmos que tocaram no "Stmbb"; Jukka "Juki" Halttunen, guitarra; Markku Lönngren, baixo; Paavo Osola, teclados e Karl-Erik Rönngård na bateria. Outro integrante, Hannu Lindblom. guitarra e vocal, teve breve passagem por causa de divergências musicais, culminando com sua saída. No final de 1973, o line-up da banda definiu-se com Roul Helantie nos teclados, violino e guitarra, Hannu Lindblom, guitarra e vocais, Harri Piha, baixo e Karl-Erik Rönngård na bateria.  

A banda conquistou o campeonato nacional de rock da Finlândia de 1974, ( Kulttuuritalo, Helsínquia), e por consequência, publicidade, muitos shows e inclusive a assinatura de um contrato com a Hi-Hat Records, uma nova gravadora criada pelo selo Finnlevy, (Finnlevy foi uma das poucas gravadoras de grande porte que dominaram a indústria fonográfica finlandesa na época.), como tentativa de abocanhar um pedaço do jovem mercado da música progressiva dominado pela Loves Records.

O álbum homônimo "Fantasia" saiu no final de 1975 como o novo release da Hi-Hat, (seu sétimo LP, no gênero). O álbum foi produzido pelo baterista Wigwam Ronnie Österberg e Mikael Wiik. Foi gravado no estúdio Finnlevy em Helsínquia e incluídos músicos adicionais, Mikael Wiik, que interpretou o solo de guitarra em "Depressio", e o saxofonista Pekka Pöyry, (Tasavallan Presidentti). A University of Turku's student magazine descreveu o álbum: "Uma abordagem honesta e idiomática. "Fantasia" deseja criar impressões, aumentar a consciência social e fazer as pessoas ouvirem e desenvolverem as suas relações com a música".  

O álbum "Fantasia", é hoje um item de colecionador, muitas vezes valorizado em centenas de euros. Como a popularidade do progressivo foi perdendo sua expressão no final dos anos setenta, a gravadora Hi-Hat  não se dispôs à uma nova produção, e a frustração da banda levou-os a outra mudança de elenco. O baixista Harri Piha ingressou no exército, e como muitos outros durante este período, ele se mudou para a Suécia, em busca de  "maior projeção". Roul Helantie passou a ser o baixista e a inclusão nos teclados de Paavo Osola, já conhecido desde o início quando da bluesband "St.Marcus".

Em 1976 a banda fez uma pequena incursão pela  Rússia, (Leninegrado - Riga - Moscow), turnê com line-up de cinco músicos, propiciando ao tecladista Mikko Laine Roul Helantie se concentrar mais no violino elétrico e no sintetizador ARP. Pouco depois, o baterista Karl-Erik Rönngård, o recém chegado Paavo Osola e Mikko Laine deixaram a banda. Os novos membros a partir de então foram o baterista Lindström Thomas, o guitarrista Timo Hautamäki e o tecladista Ronnie EHRs. - Boa audição!


Depressio

Fantasia
Style: Eclectic Prog
Finland - 1975
2010, Rocket Rec.
ROK-048 Remastered

Tracks Listing:

1 Pilvien Takaa 4:30
Composed By – Hannu Lindblom
Lyrics By – Kari Ilmonen

2 Unikuva 3:38
Composed By – Hannu Lindblom
3 Huutokauppa 2:54
Composed By – Hannu Lindblom, Roul Helantie
4 Suihkuliidolla 3:49
Composed By – Hannu Lindblom, Roul Helantie
5 Hautausmaani Rannoilla 3:12
Composed By – Hannu Lindblom
Lyrics By – Kari Ilmonen
6 Tulen Pisara 5:50
Composed By – Fantasia (12)
Lyrics By – Kari Ilmonen
7 Agressio 2:41
Composed By – Hannu Lindblom, Roul Helantie
8 Härmä Jazz 1:29
Composed By – Hannu Lindblom, Roul Helantie
9 Depressio 6:54
Guitar [Solo] – Mikael Wiik
Composed By – Hannu Lindblom, Roul Helantie

Line Up:


Roul Helantie: keyboards, violin, guitar 
Hannu Lindblom: guitar, vocals
Harri Piha: bass
Karl-Erik Rönngård: drums



Unikuva 

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Review: FANTASIA 1973-1979
-72 / 73 St. Marcus blues band music turned more experimental. The new music style, progressive rock, became popular in the seventies. Bands like Genesis, Yes, Mahavishnu Orchestra were big fluences, and the name was changed to a more suitable name: Fantasia.
In the beginning the Fantasia members were almost the same as in Stmbb; Jukka "Juki" Halttunen guitar; Markku Lönngren bass; Paavo Osola keyboards; Karl-Erik Rönngård drums; Hannu Lindblom guitar and vocals.
Quite soon, because of musical disagreements, there was a configuration change, and in the end of 1973, the new band was born:
Roul Helantie: keyboards, violin, guitar
Hannu Lindblom: guitar, vocals
Harri Piha: bass
Karl-Erik Rönngård: drums
This band won the Finnish rock championship 1974 and got a lot of publicity and gigs. A record deal with Hi-hat was also a part of the victory.
The record was released in 1975, produced by Mikael Wiik and Ronnie Österberg .
The record called, "Fantasia", is today a popular collectible, often valued in hundreds of euros.
As the popularity of progmusic faded at the end of the seventies, and as Hi-hat records was not willing to make a new record, the frustration in the band led to another crew change.
Bassplayer Harri Piha joined the army, and like many others in this time period, he moved to Sweden, searching "for bigger events”.
Roul Helantie changed to bass and keyboard player became Paavo Osola, already known from early St.Marcus bluesband lineups.
In 1976 the band made a small Russian tour (Leningrad - Riga - Moscow), and was after the tour joined by a fifth member; keyboard player Mikko Laine. Roul Helantie could concentrate more on the electric violin and ARP syntheziser.
Shortly after this, drummer Karl-Erik Rönngård, keyboardplayers Paavo Osola and Mikko Laine left the band. New members were; drummer Thomas Lindström, guitar player Timo Hautamäki and keyboard player Ronnie Ehrs.
Lineup: 1976 - 1978
Hannu Lindblom: guitar,vocals
Roul Helantie: bass
Thomas Lindström: drums
Timo Hautamäki: guitar
Ronnie Ehrs: keyboards
The last (?!) lineup from 1979 did also contained some new members:
guitar, vocals: Hannu Lindblom
guitar: Pekka Jusslin
bass: Hannu Pirttimaa
keyboards: Ronnie Ehrs
drums: Thomas Lindström
After a few years, it was time to get " back to the basics" or musically back to the time before Fantasia, so Stmbb was recreated.
The double CD STMBB released 2007, called ”2 Sides”, contains songs that sound like done by Fantasia in the 2000 century. Even after the songs where recorded, a name change was considered, but the ”bluesy” over all feeling, left us with no choice: St.marcus bluesband, later shortened to STMBB.

16/08/2013

Gentle Giant - Gentle Giant (1970) Japan SHM-CD 2010



Este excelente álbum de estréia do Gentle Giant é marcante, original e de longe o mais acessível disco dentre os clássicos da banda. A história do Gentle Giant começa com uma banda chamada de "Simon Dupree and the Big Sound" formada em 1966 por 3 irmãos: Phil, Derek e Ray Shulman, o pai também era músico e faziam muitos ensaios juntos, chegando inclusive a gravar um álbum, "Presentin Simon Dupree and the Big Sound" editado pela Capitol Records. A formação era: Derek nos vocais, Ray na guitarra, Phil no saxofone, além de Tony Ransley nas baterias e Pete O´Flaherty no baixo.

Pelo final de 1969, os Shulmans terminaram a Simon Dupree e lançaram seus olhares sobre o crescente fascínio do meio musical por uma música mais criativa, inteligente e complexa que viria a ser chamada de rock progressivo. Surgia então em 1970 o "Gentle Giant" junto com Martin Smith, Kerry Minnear, e Gary Green, para se tornar uma das maiores bandas no gênero. 

O novo grupo começou a fazer um som mais experimental e instigante, reservado à um seleto grupo músicos inovadores, tais como "Pink Floyd", "King Crimson", "Van der Graaf Generator", "Le Orme", "ELP", etc., e distinto da maioria do que se conhecia em termos de música. Dentre as características marcantes do grupo incluíam, vocais múltiplos e dessincronizados, (As estruturas internas criadas para cada uma das vozes, contribuíam separadamente, para a estrutura polifônica), rápidas mudanças de tempo, compassos de alta complexidade diversificados dentro duma mesma canção, melodias extensivamente elaboradas, e com harmonias frequentemente contrastando devido à dissonância. 

O vasto uso de instrumentos musicais não convencionais, como instrumentos medievais e renascentistas (Clavicórdio, Cravo, Alaúde, Harpa...) e até mesmo criados pelos próprios membros (como o "Shulberry", inventado por Derek Shulman), foi outro componente distintivo à maioria de sua época. Estruturas musicais contrapontísticas tipicamente associadas à música erudita clássica, como fugas e madrigais, e música erudita contemporânea atonal do começo do século XX.

Letras complexas, recheadas de conteúdo altamente conotativo, de difícil interpretação e compreensão, por vezes fantásticas, muitas delas fazendo referências a livros, como os do autor francês François Rabelais (escritor prestigiado por alguns membros da banda). Muitos críticos comparam a inovação do "Gentle Giant" para o rock progressivo com a que os "Beatles" representaram para o rock na década anterior.

"Gentle Giant" é conhecida como a banda de rock progressivo paradigmático, uma referência do segmento. Com uma musicalidade incomparável, eles foram tão longe como nunca ninguém o fez dentro do gênero no âmbito experimental, navegando sobre a música clássica de câmara, medieval, symphonic prog, jazz, rock e blues. A capacidade destes músicos multi-instrumentistas deu um caráter tão dinâmico à sua música, que estabeleceu parâmetros para várias gerações chegando até os dias de hoje. Eles exploraram moogs, Mellotrons e Fender Rhodes como poucos. Já para não falar de outros instrumentos como oboés, violinos, violoncelos, harpas, entre outros. A banda foi capaz de vivenciar a gloriosa década de 70, estabelecendo novos níveis ao rock progressivo de excelência com obras-primas como "Three Friends", "Octopus", "In A Glass House", "The Power And The Glory" e "Free Hand",  evoluindo o seu estilo ao longo dos anos e mantendo a qualidade como poucas bandas conseguiram fazer.  

Foi o único álbum da banda na lista da Billboard 200, ocupando o 48º lugar. Dentre os destaques, há criações da mais pura beleza e refinamento, como a introdução de “Funny Ways“, um dos maiores clássicos da banda e um trabalho simplesmente estupendo no arranjo de cordas, e a belíssima "Nothing At All". Boa audição!



Full Album


Gentle Giant
1970 Gentle Giant 
Universal Music Japan SHM-CD 2010
Catalog No. UICY-20126
Vertigo / Mercury / Universal Records
Ⓟ 1970 & 2010 © Mercury Records Ltd.
(UK) Universal International
A Universal Music Company
Made in Japan


Tracks Listing:

1. Giant (6:22)
2. Funny Ways (4:21)
3. Alucard (6:00)
4. Isn't It Quiet And Cold? (3:51)
5. Nothing At All (9:08)
6. Why Not (5:31)
7. The Queen (1:40)


Total Time: 36:57


Line-up / Musicians

- Gary Green / lead guitar, 12 string guitar
- Kerry Minnear / keyboard, some bass, cello, lead vocals, backing vocals, some tuned percussion
- Derek Shulman / lead vocals, backing vocals, some bass
- Phil Shulman / sax, trumpet, recorder, lead vocals, backing vocals
- Ray Shulman / most bass, violin, some guitar, percussion, backing vocals
- Martin Smith / drums, percussion




FLAC
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Gentle Giant biography
Formed on the late 60's by the Shulmman brothers, Gentle Giant is known as the paradigmatic progressive rock band. With an uncomparable musicianship, they went as far as no one ever did into unexplored grounds in the progressive music, navigating over dissonant 20th-century classical chamber music, medieval vocal music, jazz and rock. The multi-instrumentation capabilities of the musicians gave such dynamic to their music, which set parameters to a whole coming generation up to these very days. They explored Moogs, Mellotrons and Fender Rhodes usage with such majesty! Not to mention other instruments like oboes, violins, cellos and horns among others.

16/06/2013

PFM con Ian Anderson - Live In Roma (2010) 2012




La Carozza Di Hanz

O PFM ao vivo em Roma acompanhado pelo flautista mágico do Jethro Tull - Um mergulho em um passado inesquecível

Premiata Forneria Marconi (PFM) é o pioneiro de grupos progressistas italianos. Um dos líderes da década de 1970 deste movimento na Itália. A banda desenvolveu um estilo único, sempre em conexão com o resto do mundo. PFM consegue como poucos ser romântico, delicado, e sofisticado. Instrumentalmente rico e melódico, com composições e arranjos suntuosos quase perfeitos. Às vezes, comparado com "King Crimson", o grupo foi capaz de manter sua própria personalidade musical. E ainda hoje fiel às suas raízes o PFM se mantêm como uma forte referência mundial, um dos monstros sagrados do rock progressivo.

Sobre Roma:

"Foi a festa dos progressistas, quarenta anos de sólida paixão. Uma noite fantástica com o melhor da cena progressiva italiana e alguns convidados importantes da cena britânica. Tocamos com Ian Anderson que parecia ter tocado sempre conosco. Até a sua versão de "La Carozza Di Hanz" foi super e a flauta foi verdadeiramente mágica."  Franz Di Giocco (baterista e cantor da lendária PFM)


Abaixo a reportagem de uma revista de rock italiana sobre este acontecimento fantástico que se tornou uma lenda desde o dia em que aconteceu:


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LIVE REPORT: Roma Prog Exhibition Festival - Roma, Teatro Tendastrisce, 5 e 6 novembre 2010

Nel 1970, anno di grandi fermenti musicali internazionali, mentre sull’Isola di Wight si contendevano (letteralmente, come rivelano gli aneddoti narrati dagli stessi musicisti) il palco Hendrix, Jethro Tull, Miles Davis, i neo-costituiti Emerson Lake and Palmere tanti altri grandi, in Italia, a Roma, per la precisione, si avvicendava sul palco di Caracalla tutta la crème di quel movimento che all’epoca fu semplicemente battezzato ‘nuovo pop italiano’ e che negli anni conquistò una planetaria popolarità, dal Giappone al Sud America, con il nome diItalian Progressive Rock.

Venerdì 5 e sabato 6 novembre 2010, le Edizioni Musicali Aereostella di Iaia De Capitanihanno voluto commemorare il quarantennale di quello straordinario evento con una due-giorni di progressive rock presso il Teatro Tendastrisce di Roma, laRoma ProgExhibition Festival. Tra il foltissimo pubblico accorso, anche delegazioni, con bandiere e striscioni, dagli USA, dal Messico, dalla Costarica, dal Giappone e da quasi tutte le nazioni europee.

5 Novembre

L’arduo compito di rompere il ghiaccio è affidato ai Synesthesia, in rappresentanza di quel recente filone che fonde certe atmosfere del prog con la violenza del power-metal. Il connubio esalta i più giovani tra i presenti ma fa un po’ storcere il naso ai vecchi puristi.

Dopo di loro salgono sul palco i genovesi La Maschera di Cera, band nata all’inizio di questo decennio ma con l’intento di riproporre in maniera fedele nelle proprie originali composizioni le sonorità (e persino la grafica e il packaging) dei grandi concept album prog dell’epoca. La loro performance è potente e grintosa, in particolar modo da parte del front-manAlessandro Corvaglia, che si scatena con grande teatralità, ma purtroppo la band è in assoluto quella più penalizzata in termini di suoni. Soprattutto le tastiere diAgostino Macor, sempre molto attento nel ricreare timbriche vintage, sono soffocate quando invece meriterebbero di emergere con vigore.

Iniziano le band storiche: i primi sono The Trip, che propongono materiale dai due loro album più famosi, cioè “Caronte” e “Atlantide”. Sul palco ritroviamo il tastierista Joe Vescovi, il cantante (e originariamente bassista, ma oggi purtroppo vittima di problemi articolari) Wegg Andersen e il drummer Furio Chirico (anche degli Arti & Mestieri), oltre a due giovani comprimari alla chitarra e al basso, rispettivamente Fabrizio Chiarelli e Angelo Perini. 

L’esibizione, seppur penalizzata da qualche inconveniente tecnico iniziale (inevitabile nei festival, quando molte band devono condividere una stessa strumentazione sul palco), è talmente emozionante da far sgorgare più di una lacrima tra chi, nel pubblico, li aveva amati in gioventù e da lasciare a bocca aperta i più giovani. Serpeggia, però, un po’ di delusione, per non aver visto chiamare sul palco dalla band, neanche per un saluto, il primo drummer Pino Sinnone, che pure era presente tra il pubblico.

Dopo i Trip salgono sul palco Tony Pagliuca (tastiere), Aldo Tagliapietra (voce, basso, chitarra 12 corde) e Tolo Marton (chitarra) che, pur essendo tutti membristorici de Le Orme, non possono esibirsi con questo nome per una questione di diritti (probabilmente dovuta a qualche attrito con il batterista Michi Dei Rossi, che detiene il nome e lo utilizza con un’altra line-up). Anche in questo caso il materiale eseguito è quello degli album più amati ma, soprattutto, più progressivi nelle sonorità, come “Collage” e“Felona & Sorona". Proprio nei momenti finali di Felona & Soronai musicisti vengono affiancati sul palco da David Cross, violinista elettrico dei King Crimson, che dà un ulteriore valore aggiunto in termini di sonorità magiche a una già ottima esibizione. 

"Le Orme" (concedeteci di chiamarle così), dal canto loro, ricambiano il favore eseguendo Exiles insieme a Cross. La calda, corposa voce di Tagliapietra, assai simile a tratti a quella dei vari cantanti avvicendatisi nella band guidata da Robert Fripp, è davvero assai a suo agio nel repertorio crimsoniano, ed il risultato non lascia adito a perplessità.

Chiude la prima serata la Premiata Forneria Marconi. All’inizio i musicisti sono visibilmente indispettiti da alcuni inconvenienti tecnici, in particolare all’ampli del basso, ma come abbiamo già detto in un festival fa tutto parte del gioco. 

Di Cioccio salta e corre su e giù per il palco come un ragazzino ma,diversamente a molti show recenti, siede più spesso alla batteria (che condivide con l’ottimo Pietro Monterisi) e lascia a Franco Mussida la maggior parte delle parti cantate, riservandosi piccoli e delicati momenti intimisti comeHarlequin, Out of the Roudaboute la blueseggiante Maestro della Voce, dedicata al compiantoDemetrio Stratos che, nell’intro affidata al basso, viene anche ricordato da Patrick Djivas con una citazione da Luglio Agosto Settembre (nero).

Ma il momento sicuramente più emozionante per i fans, che si alzano in una standing ovation, é quando la PFM divide il palco conIan Anderson, dei Jethro Tull. Il flautista/cantante/chitarrista inglese fa il suo tradizionale ingresso sul palco in posa da fauno (con la gamba destra alzata e appoggiata al ginocchio sinistro) e manda in visibilio la platea. Tutti sono emozionati, a cominciare dallo stesso Mussida che, con voce rotta dalla commozione, ricorda:“Avevo 22 anni quando saltai sulla sedia esattamente come voi, vedendoli per la prima volta dal vivo. Immaginate come mi sento in questo istante”. Con Ian la PFM esegue una irrinunciabile Bourée, poi My God (dall’album“Aqualung”) ma, soprattutto, una spettacolare versione della Carrozza di Hansnella quale Anderson al flauto non si risparmia. Un momento indimenticabile per tutto il pubblico presente.

6 Novembre

L’apertura è affidata ai Periferia del Mondo, band molto giovane ma che può già vantare collaborazioni illustri (da Mauro Pagani a Rodolfo Maltese, e molti altri) nei propri album. Il loro sound è una riuscita contaminazione tra prog-rock dalle forti aperture romantiche, jazz-rock e influenze etniche arabeggianti e mediorientali, con in primo piano i molti fiati (sax alto, tenore e soprano, clarinetto, flauto) del cantante Alessandro Papotto. Il pubblico mostra di apprezzare la solida e rodata band come merita.

Dopo di loro, salgono sul palco gli Abash, che danno una ulteriore sterzata al sound della serata verso atmosfere multietniche, con forti influenze anche della musica popolare del Sud Italia. Purtroppo anche nel loro caso tante finezze a livello di sonorità, come certi piccoli tocchi di percussioni sapientemente posti a colorare qua e là, si perdono un po’ nell’impasto generale dei suoni, ma il loro show è comunque trascinante e coinvolgente.

È la volta di una band che nel 1972 lasciò una traccia tangibile, con l’album “Per un mondo di cristallo”, nella scena prog romana: la (Nuova) Raccomandata con Ricevuta di Ritorno. La voce del cantante nonché ‘pittore volante’ (come recita il titolo del nuovo album) Luciano Regoli è ancora più potente, alta, brillante e versatile che negli anni ’70, frutto di un lungo periodo di studio e di esercizio. Con lui sul palco, della vecchia formazione, troviamoNanni Civitenga, che all’epoca del primo album era il chitarrista e oggi è invece un bassista dalle quotazioni molto elevate (ha lavorato, tra gli altri, con Ennio Morricone). 

Il loro ospite sul palco è Thijs Van Leer, flautista e organista dei Focus, con il quale eseguono The house of the King, di certo il brano più famoso della band olandese (fu usato anche dalla Rai come sigla) e Palco di Marionette, dall’album dei RRR “Per un mondo di cristallo”. Ma oltre a Van Leer un altro ospite, totalmente a sorpresa e ingiustamente non citato sui manifesti, divide il palco con la Raccomandata: è Claudio Simonetti, dei Goblin, che delizia il pubblico con un’introduzione pianistica d’alta scuola, in cui cita anche alcuni dei suoi temi più famosi (Profondo Rosso su tutti), prima di porsi totalmente al servizio della band con risultati notevoli, anche nelle interazioni con il mattacchione Van Leer, che intervalla le sue performances ad alto livello tecnico con bizzarre gag ironiche.

Salgono sul palco gli Osanna e, senza nulla voler togliere a nessuna delle straordinare band avvicendatesi nel corso del festival, sono forse il miglior live-act di prog-rock italiano di sempre: potenti, trascinanti, travolgenti, energici come un fiume in piena, precisi e perfetti come una macchina, un ben oliato macchinario in cui ogni suono è al suo posto e non può essere che lì. 


Gli Osanna, poi, hanno un ulteriore valore aggiunto: i due straordinari ospiti che li affiancano sul palco,David Jackson dei Van Der Graaf Generator (sax sopranino, soprano, alto, tenore, flauto e tin whistle) e Gianni Leone delBalletto di Bronzo (all’organo Hammond) non sono due star di passaggio che si sono preparati un paio di pezzi, sono ormai da parecchio tempo due membri effettivi della band e sanno interagire con gli altri musicisti in ogni dettaglio. E il pubblico dà prova di apprezzare tutto ciò con un’ovazione tra le più esplosive di questi due giorni.

Chiude la rassegna il Banco del Mutuo Soccorso, con la formazione rinforzata daPapotto, dei Periferia del Mondo,che integra perfettamente le sue parti di fiati con gli arrangiamenti storici della band. Il Banco, però, come è spesso nello stile di questa formazione dal vivo, sceglie di chiudere il festival con una punta di malinconia, che traspare dagli amari monologhi di Di Giacomo e di Nocenzi sul tema Come eravamo, chisiamo, cosa saremo.

Francesco ‘Big’ Di Giacomodenuncia apertamente alcuni problemi vocali, ma ciononostante la sua performance è egregia. Il repertorio, come da tradizione, è soprattutto quello dei primi tre album, con poche incursioni leggermente più recenti, come Il Ragno (dall’Lp “Come in un’ultima cena”), mentre in generale è “Darwin” l’album più saccheggiato. 

L’ospite speciale del Banco è John Wetton, bassista-cantante che ha militato in alcune tra le più grandi formazioni degli anni ’70: King Crimson, Family, Uriah Heep, Uk, Roxy Music, Asia e collaborazioni con diversi artisti, da Phil Manzanera, a Martin Orford, a Peter Banks, e non solo. Con Wetton il BMS esegue Leave me alone (edizione inglese della famosa Non mi rompete, dall’album "Io sono nato libero”) e Starless dei King Crimson.

Conclusioni

Non una semplice rassegna di concerti, ma un evento con qualcosa di unico che resterà nel cuore di ogni vero amante del rock progressivo italiano e mondiale. Meravigliosa l’atmosfera che si respirava non soltanto sul palco, ma anche prima e dopo le due serate, grazie anche alla straordinaria disponibilità verso i fan dimostrata dalla maggior parte degli artisti italiani e internazionali coinvolti.

Ottima, infine, l’idea di alleviare i tempi morti del cambio palco con interviste e presentazioni di libri, condotte dal giornalista Donato Zoppo o dalla stessa Iaia De Capitani. Molte e interessanti le opere letterarie citate, tra cui il bel giallo “Com’era nero il vinile"di Glauco Cartocci, il volume antologico a molteplici firme “Prog 40”, dedicato ai quarant’anni di storia di questo genere musicale in ogni sua accezione e sfumatura, e un’autobiografia di Bill Brudford. 


Alberto Sgarlato


Bourée


PFM con Ian Anderson 
Live In Rome (2010) 2012


Songs / Tracks Listing

CD 1

1. La luna nuova (7:51)
2. Il banchetto (5:01)
3. Harlequin (7:40)
4. La terra dell'acqua (8:28)
5. Intro Bach (1:30)
6. Bourée (4:22)
7. My God (8:58)


CD 2

1. Out Of The Roundabout (9:47)
2. Maestro della voce / Luglio, agosto, settembre nero (8:32)
3. Cyber alpha 3.1 (5:03)
4. Impressioni di settembre (5:29)
5. La carrozza di Hans (6:56)
6. É festa (3:57)
7. Se le brescion (2:27)
8. La tentazione (2:00)




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