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11/10/2019

Como a obra-prima de King Crimson liderou uma geração ao 'The Dark Side of the Moon' do Pink Floyd


 'In the Court of Crimson King'  


Lançado há 50 anos, em 10 de outubro de 1969, o álbum ‘In the Court of the Crimson King’ inspirou bandas como Yes e Pink Floyd.


Show da banda King Crimson no Rock in Rio 2019 


Resultado de imagem para Ian Macdonald, membro fundador do King CrimsonIan Macdonald, membro fundador do King Crimson e multi-instrumentista (tocou flauta, sax e teclados no disco de estreia do grupo), contou ao jornal "The Independent" que o álbum "mudou completamente o jogo" da época. "Eu sequer conseguia definir o que havíamos acabado de criar", disse ele, que compôs boa parte das oito faixas de "In the Court of the Crimson King". "Nunca pensamos nesse disco como rock progressivo. Esse termo me faz rir, porque ele sequer estava sendo usado na época."

LONDRES — Cinquenta anos atrás, em Londres, todo mundo que se interessava em música estava falando sobre uma extraordinária banda nova. Eles ainda não haviam lançado um álbum, mas apresentavam sua mistura inovadora de rock, jazz, música clássica e psicodélica em shows ao vivo. Um desses shows foi para meio milhão de pessoas, abrindo para os Rolling Stones no Hyde Park. Outro fez um ilustre membro da plateia, Jimi Hendrix, chamá-los de melhor banda do mundo.

King Crimson - Hyde Park 1969

As revistas de música (bíblias para os fãs no período pré-digital) destacavam algumas características e as gravadoras disputavam seu contrato. A banda se chamava King Crimson e seu primeiro álbum foi “In the court of the Crimson King”, lançado há 50 anos, em 10 de outubro de 1969. Assim como “Nevermind”, do Nirvana, “Ziggy Stardust”, de David Bowie, e a estreia homônima do Run DMC, foi definidor de um gênero.

As cinco canções eram pastorais, pesadas, extravagantes e até simples, com riffs apocalípticos se misturando a influências do hard rock, do jazz clássico e moderno até canções da Idade Média.

Fripp, Michael Giles, Greg Lake, Ian McDonald, Peter Sinfield

— Foi um divisor de águas — diz Ian McDonald fundador da banda e um dos co-autores das canções do  álbum. — Lembro de ouvir e pensar: “O que é isso?”. As bandas voltavam para repensar suas músicas quando ouviram. Eu sei que o Yes fez isso quando ouviu.

Isso pode não ter sido completamente bom. Apenas quatro anos depois, o Yes lançou seu álbum “Tales from Topographic Oceans”, uma composição única dividida em quatro lados do vinil e inspirada em uma nota de rodapé na autobiografia de um místico indiano. Na turnê, o palco trazia casulos de fibra de vidro que em um show não se abriram, deixando o baixista preso. As canções eram tão longas que uma vez o tecladista Rick Wakeman pediu uma refeição no palco e comeu enquanto os outros membros da banda tocavam. Mas isso dificilmente poderia ter sido previsto quando “In the Court of the Crimson King” foi lançado.

— Nunca pensamos nisso como rock progressivo — diz McDonald, que tocava flauta, saxofone e teclado. — É até engraçado, esse termo não era usado. Só fizemos o que achávamos que a música precisava.

Robert Fripp, Ian McDonald, Greg Lake, Michael Giles 

A transição do blues ao jazz

O King Crimson não foi a única banda britânica em 1969 a abandonar o elemento blues do rock e buscar a complexidade e virtuosismo do clássico e do jazz. Em setembro daquele ano, o Deep Purple se apresentaria para grupos e orquestras com a Royal Philarmonic no Albert Hall; álbuns de referência de The Moody Blues, Procol Harum, Genesis, Yes, Pink Floyd e outros foram lançados; e bandas da futura realeza do prog-rock, como Wishbone Ash, Hawkwind e Supertramp, estavam sendo formadas. Mas “In the Court of the Crimson King” foi o momento decisivo, “uma obra-prima misteriosa”, de acordo com Pete Townshend, do The Who.

Greg Lake

O grupo era (e ainda é) liderado pelo mago da guitarra Robert Fripp, um mestre em afinações incomuns e acordes e vozes complexas, diz McDonald. Fripp é o único membro permanente do King Crimson nesses 50 anos. O baixista e vocalista principal era Greg Lake, que mais tarde iria se transferir para a superbanda Emerson Lake & Palmer.

Peter Sinfield e Robert Fripp

McDonald, co-fundador da Foreigner, gigante do final da década de 1970 ("I want to know what love is”), trouxe uma série de influências — “banda de exército, coros de vozes masculinas, trios de jazz...”. Um solo de flauta que ele toca na faixa-título “é um aceno direto a Scheherazade [de Rimsky-Korsakov] ”. As letras do poeta Peter Sinfield, sem querer, estabeleceram um modelo para grande parte do rock progressivo, admite McDonald.

— Algumas pareciam medievais. Infelizmente, isso significa que as pessoas pensam que o rock progressivo precisa ter dragões e fadas.
As capas viram obras de arte

Outro elemento que virou modelo para o rock progressivo foi a capa do álbum: um pesadelo de cores vivas pintado por um amigo de Sinfield, Barry Godber. Aquela capa parecia ter transcendido a simples embalagem para se tornar arte, da mesma forma que a música ia além das formas simplistas do pop da época. Os lançamentos seguintes aprenderam essa lição — as paisagens alienígenas de Roger Dean alavancaram a popularidade do Yes quanto as letras místicas.

“In the Court of the Crimson King” abriu muitas portas. Yes, ELP, Pink Floyd e outros venderam dezenas de milhões de álbuns de rock progressivo — só “Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd, já vendeu quase 50 milhões de cópias desde seu lançamento, em 1973.

Robert Fripp

Mas então veio o punk rock com seu minimalismo “faça você mesmo” e ética de lo-fi que quase instantaneamente fizeram qualquer esforço progressivo parecer ridículo. Robert Fripp não ficou surpreso — muitas bandas progressivas saíram “tragicamente do caminho”, disse ele, acrescentando: “O King Crimson teve a inteligência de deixar de existir em 1974; o que torna aqueles que associam a banda aos ‘excessos bombásticos do rock progressivo’ no mínimo idiotas”.

No entanto, o rock progressivo se recusa a morrer. Annie Clark (St Vincent) descreve como aprendeu na adolescência a tocar Jethro Tull, uma das bandas que mudou seu som por causa de “In the Court of the Crimson King” — numa sala de prática com um pôster do King Crimson. Ao mesmo tempo, bandas como Marillion, Radiohead, Mars Volta e Muse usam, abusam ou reinventam o rock progressivo (mesmo que, como o Radiohead, eles se recusem veementemente a admiti-lo). E Fripp reformou o King Crimson várias vezes, com várias formações – este mês, a última encarnação encerra uma turnê mundial, com direito a passagem pelo Rock in Rio .

Michael Giles, Robert Fripp, Ian McDonald

Enquanto isso, como diz McDonald, “50 anos depois, o álbum ainda se mantém”. Ele está certo. E isso é muito mais do que se pode dizer sobre “Tales of Topographic Oceans”.




Fonte: Jornal O Globo

02/07/2017

Pink Floyd & Barbet Schroeder (Matéria) + More (1969) LP 180 Gr - Remix 2016 EU (FLAC)



David Gilmour, diretor Barbet Schroeder, Rick Wright, Nick Mason, Roger Waters e Dominique Blanc-Francard, gravação da trilha sonora do filme More.


Texto por Danilo, site Oganpazan

Pink Floyd & Barbet Schroeder formaram uma dupla muito interessante para a história do cinema e da música no final dos 60 e inicio dos 70’s!

Uma das bandas mais importantes do rock mundial, o Pink Floyd teve também uma carreira extremamente prolífica e importante dentro do cinema. Ao longo dos anos inspirou grandes diretores do cinema mundial em seus filmes, produzindo trilhas sonoras que terminaram por compor parte importante de sua discografia. Assim como inspirou produções visuais a partir de suas ideias musicais, como em The Wall. São produções importantes que longe de serem trabalhos menores, ou meros anexos ao desenvolvimento artístico do grupo, se tornaram necessários para a compreensão de sua música e de sua obra.

Nessa relação entre a música do Pink Floyd e o cinema, encontramos não traduções audiovisuais para ideias musicais da banda, mas correlatos artísticos que compõe excelentes registros, tanto ao tempo histórico, quanto a temas abordados pela banda. De realizadores de grande envergadura como Michelangelo Antonioni, um dos grandes mestres do cinema mundial até o pouco conhecido Peter Sykes, encontraremos obras que se inscreveram na história do cinema e da música. Curiosamente em alguns casos, exatamente por serem filmes ligados ao Pink Floyd. É o caso por exemplo de La Vallée(1972), do cineasta francês Barbet Schroeder ou do desaparecido The Committee (1968) do inglês Peter Sykes.

E é da parceria entre Barbet Schroeder, realizador naturalizado francês, nascido no Irã de mãe alemã e pai suíço e o Pink Floyd que vamos nos ater aqui. Pois esse encontro nos relegou dois filmes que são necessários a todos aqueles que curtem cinema e principalmente a música da banda inglesa. Aos 23 anos o jovem Barbet funda a famosa produtora francesa Les Films Du Losange, responsável por produzir grandes filmes da nouvelle vague francesa e até hoje funcionando em plena atividade.

Tendo trabalhando como ator em filmes de grandes nomes com Godard e Rohmer é possível afirmar que o inicio da carreira de diretor de Barbet Schroeder tem em filmes como Pierrot Le Fou, Acossado e Le Mépris grandes inspirações. Curiosamente hoje, esses primeiros filmes de sua carreira parecem sobreviver, pelo menos entre nós, mais pela curiosidade de terem como trilha sonora discos feitos especialmente pelo Pink Floyd do que por suas qualidades cinematográficas. O que nos parece injusto, após revermos recentemente More (1969) e La Vallée (1972), se o situarmos juntos ás obras da época que hoje possuem grande vulto. 

More (Pink Floyd) Legenda PT BR

More
Direção: Barbet Schroeder
Alemanha/França, 1969, Colorido, 111 min.
Jovem estudante viaja da Alemanha a Paris quando uma expatriada norte-americana usuária de heroína cruza seu caminho. Uma paixão avassaladora e sórdida contamina os dois, e juntos partem para a ensolarada ilha de Ibiza. Alucinações, drogas, amor livre e meditações fazem parte do dia a dia do casal. A trilha sonora foi composta integralmente pelo Pink Floyd.



O Pink Floyd por sua vez por pouco não terminou virando uma banda especializada em trilhas sonoras, dada a qualidade e o sucesso feito principalmente por Obscured by Clouds, mas também pela trilha de More. Que inclusive chamou muita a atenção de Michelangelo Antonioni e os caras não deixaram por menos, produzindo outra porrada – ops – banda sonora fantástica, para Zabriskie Point (1970). O que por sua vez levou Stanley Kubrick a querer a composição dos caras no grande clássico Laranja Mecânica. Reza a lenda que a suíte Atom Heart Mother (disco homônimo) faria parte do filme, mas foi vetado de última hora pelo Roger Waters.


More é a estreia de Schroeder na direção, com roteiro do próprio após alguns anos trabalhando com cineastas voltados a ideia de cinema de autor. E essa característica, apesar de ser incorreto encaixá-lo dentro da Novelle Vague, é amplamente notada em seu debut. O Pink Floyd por outro lado não era a essa altura um iniciante na produção de trilhas sonoras, pois já tinham feito um ano antes a trilha de The Committee (1968). E é possível afirmar que em seu próprio DNA musical já estava inscrito a facilidade em transformar temas da época em ideias sonoras. Na realidade, os temas tratados pelo filme já estavam, digamos, em desenvolvimento musical pela própria banda.

Depois que o mestre Roger Corman abriu alas com The Trip (1967) ainda no olho do furação flower power, o cinema passou a produzir obras sobre as questões desse importante momento histórico. More (1969) apesar de não entendido dessa forma deveria ser pensado como uma espécie de continuação de outro grande e aclamado clássico do mesmo ano: Easy Rider (1969).

Se é verdade que no filme de Dennis Hopper chegamos ao final com a morte das esperanças de uma juventude em busca de liberdade e da mudança nos costumes e nas ideias de toda uma sociedade. Barbet Schroeder propõe-nos uma continuação demonstrando o esfacelamento completo da ingenuidade hippie ao propor os personagens de Estelle Miller (Mimsy Farmer) e Stefan Bruckner (Klaus Grunberg). Lá havia a morte como destino, aqui existe a busca já não propriamente da liberdade, mas de alguma vitalidade, de outras experimentações capazes de sanar a eterna busca humana de sentido.

Livremente inspirado no mito de Ícaro, Schroeder vai justamente desenvolver essa ideia na medida em que junta um jovem Stefan, com algumas poucas características da juventude hippie e uma junkie novaiorquina, Estelle. O garoto está em busca de alguma coisa quente (sentido) e nos diz logo nas primeiras cenas: “Eu queria queimar todas as pontes, todas as fórmulas, e se eu me queimar, tudo bem também. Eu queria ser quente. Eu queria o sol, e eu fui atrás dele…”

Lembremos que esse filme vem a luz no ano seguinte ao Maio de 68 francês e certamente dialoga com todos os problemas levantados pela juventude francesa de então. O tema das drogas aparece na película de uma forma pioneira, não lembramos de cenas tão explicitas do uso de heroína até então. A fuga dos costumes e da sociedade para “paraísos naturais”, também está aqui em sua ambientação de todo o grande desenrolar do filme em Ibiza. Sexo livre, expansão da consciência, enfim, todo vocabulário conceitual daquele momento é encontrado aqui sendo reelaborado de modo a mostrar naquela altura o seu desenrolar.

E o tom pessimista que a trama vai adquirindo esta presente na capa da trilha sonora do Pink Floyd, a foto do Dom Quixote moderno, na visão apresentada pelo diretor, lutando contra os moinhos de vento da época. E obviamente a fabulosa trilha que a banda preparou acompanha de perto as ideias propostas pelo diretor, elaboradas com toda a maestria progressiva e versatilidade rítmica e instrumental que a banda vinha desenvolvendo. O disco é preenchido de belíssimas canções como a pesadíssima “The Nile Song” que em sua letra e intensidade evoca metaforicamente a força do rio africano a tomar o personagem de Stefan em seu primeiro encontro com Estelle. “I was standing by the Nile/ When I saw the lady smile/ I would take her out for a while/ For a while”. É o que sempre se diz quando da sedução daquele olhar doce e prestes a nos tragar em sua imensidão: “vai ser só por um tempo, só por um tempo“.

Poderíamos preencher laudas e mais laudas, mostrando como as canções compostas pela banda traduzem poética e musicalmente de forma perfeita o filme. Mas é preciso lembrar que um disco que tem Cymbaline, não é pra brincadeira, a música foi executada durante anos pela banda em seus shows, o que prova que não estamos diante de um trabalho menor ou de ocasião da banda.

Se você não viu o filme, pra sua felicidade encontramos o mesmo no youtube (vídeo acima) com legendas em português. Mas ele pode ser adquirido em alta definição em qualquer cine torrent da vida, assim como as legendas em português. Tive contato com o filme num release de baixa qualidade uns 10 anos atrás e assisti-lo em alta definição é realmente uma experiência muito boa.



O álbum "More" ficou em nono lugar no Reino Unido, e duas músicas do LP acabaram entrando em uma futura coletânea do grupo, "Cirrus Minor" e "The Nile Song", o álbum "Relics", lançado em 1971. "More" obteve boas vendas, servindo de estímulo para uma segunda parceria do grupo com Schroeder: "Le Vallée" (1972) dando origem ao álbum "Obscured by Clouds", de 1972. Boa audição!





Pink Floyd
Soundtrack From The Film "More" (1969) 2016
The stereo remastered album on heavyweight 180ɢ vinyl
Remastered from the original analogue tapes by Bernie Grundman, James Guthrie, Joel Plante



Side A

1. "Cirrus Minor" (Roger Waters) – 5:18
2. "The Nile Song" (Waters) – 3:26
3. "Crying Song" (Waters) – 3:33
4. "Up the Khyber" (Nick Mason, Richard Wright) – 2:12
5. "Green Is the Colour" (Waters) – 2:58
6. "Cymbaline" (Waters) – 4:50
7. "Party Sequence" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 1:07


Lado B

1. "Main Theme" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 5:28
2. "Ibiza Bar" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 3:19
3. "More Blues" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 2:12
4. "Quicksilver" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 7:13
5. "A Spanish Piece" (Gilmour) – 1:05
6. "Dramatic Theme" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 2:15




(FLAC)
ulozto.net - (972 MB)
ou
nitroflare - (927,20 MB)

27/10/2016

"Green Is The Colour" do Pink Floyd é lançado em vídeo, confira




O Pink Floyd antecipou o box The Early Years 1965 – 1972 com um novo clipe de “Green Is The Colour”, canção lançada originalmente na trilha sonora do filme More (1969), de Barbet Schroeder.

O novo vídeo da canção de 1969 intercala imagens da banda tocando no festival Pop Deux, em Saint-Tropez (França), com imagens atmosféricas de praias ou de nuvens no céu. O registro audiovisual do grupo se apresentando no evento francês, que aconteceu em oito de agosto de 1970, foi realizado por Nick Edwards. Já a direção do clipe ficou a cargo de Aubrey Powell, que pertenceu ao grupo de design gráfico Hipgnosis. 




05/09/2015

Pink Floyd - Careful With These Tracks (1969)


 Unreleased & Alternate Mix Ummagumma recordings

Set The Controls For The Heart Of The Sun - legendado


Este registro é simplesmente extraordinário, material original que não foi distribuído oficialmente, tendo sido gravado em estúdio profissional, a sonoridade é perfeita. O grande destaque deste registro é a presença de Interstellar Overdrive, que não foi selecionado para constar em Ummagumma.

Oriundos das fontes originais do álbum Ummagumma. São realmente versões alternativas (blends diferentes). Não quero descrever as execuções, trata-se ao meu ver de um destes casos em que as palavras jamais irão aferir o resultado.

Boa audição!


   

Pink Floyd 
"Careful With These Tracks" 
 a) Birmingham Mother’s, 27 Avril 1969
 b) Manchester, College Of Commerce, 2 Mai 1969
 Label : Yellow Cow (Réf. : YCCD 016)
 Soundboard  9/10




Tracks :
  1. Astronomy Domine - 8.46 (Same as Ummagumma version, different mix)
  2. Careful With That Axe, Eugene - 9.27 (Same as Ummagumma version, longer intro, no vocals in mix)
  3. Interstellar Overdrive - 13.35 (Pulled from official release)
  4. Set The Controls For The Heart Of The Sun - 9.51 (Same as Ummagumma version, different mix)
  5. A Saucerful Of Secrets - 14.25 (Birmingham Mother's) (Ummagumma version uses a composite of this and the Manchester recording)



FLAC
 mega.nz  (277,63 MB)

Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
 mediafire - (121,77 MB)


Notes:
Pink Floyd - 1969-04-27, Mother's, Birmingham & 1969-05-02 Manchester College Of Commerce, Unreleased & Alternate Mix Ummagumma recordings. 56 minutes, Stereo Soundboard Recordings. This is lossy sourced but this is the best that has ever been available to date. Prepare to have your minds blown...






09/10/2013

Pink Floyd - Song Days Festival '69 (Gift DVDR)





Um registro excepcional do "Pink Floyd" apresentando-se no festival alemão na arena Grugahalle, em Essen, no dia 11 de outubro de 1969. A equipe da Gift fez um trabalho de remasterização absolutamente perfeito, (áudio e vídeo), digno destas imagens incríveis do ponto de vista em que os músicos foram focados, e da própria interpretação das canções. A filmagem em si, transferindo as emoções da ocasião quase que como se estivéssemos assistindo em cima do palco é algo fantástico. Momento alucinante da banda.

A banda tocou na última noite deste festival de três dias (9-10-11/10), ficando em segundo lugar na avaliação dos jurados do festival. Algumas das bandas em destaque neste dia foram: o Yes, Cuby's Blues Band, Deep Purple, e Fleetwood Mac, entre outros. O set list incluía "Astronomy Domine", "Green is the Colour", "Careful with that Axe, Eugene", "Interstellar Overdrive" e "A Saucerful of Secrets".


Pink Floyd
Song Days Festival '69
PRO-SHOT
Remaster (Gift DVDR)
Internationales Essener Pop & Blues Festival 1969
Live at Grugahalle, Essen, West Germany - 11th Oct 1969


SET LIST
Careful With That Axe, Eugene
A Saucerful Of Secrets



A Saucerful Of Secrets



"Song Days '69" - Para não passar em branco, inclui este bootleg no post. Ao contrário do que vimos nos vídeos, aqui a qualidade deixa um pouco a desejar, entretanto é raro, e dentre os registros existentes, creio que este deve ser o melhor áudio. Confira no vídeo abaixo. Boa audição!

Astronomy Domine

Pink Floyd
Song Days '69
Free Range Pigs FRP CDR-001
Essener International Pop and Blues Festival
Grugahalle
Essen, Germany
11 October 1969


Tracks:

1. Introduction/Tuneups
2. Astronomy Domine
3. Green is the Colour
4. Careful with that Axe, Eugene
5. Interstellar Overdrive (cuts early)





FLAC
mediafire.pt1 - (173,56 MB)
mediafire.pt2 - (58,85 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire  - (56,00 MB)



Release Notes:

Pink Floyd played on the last night of this three day festival (10/9-10/11) and were second on the bill to The Nice. The Festival featured bands of the day including; Yes, Cuby's Blues Band, Deep Purple, Fleetwood Mac and others. The set list included A Saucerful of Secrets as the closer, but that has not made it to this recording or any other known recording.

This recording is *very old* however sound quality rates Good to Very Good in places. This recording has been speed corrected, and some cuts have been treated with fades to produce a more enjoyable listen. Some of the dropouts were unable to be treated as this is a mono recording.

Enjoy!

12/03/2012

Pink Floyd - More (1969) Japan Edition

Pink Floyd : © 1969 ''More''(Toshiba-EMI Records - 1st issue CP32-5273)

Cymbaline 

O Pink Floyd ainda estava tentando se organizar após a saída de "Barrett", quando recebeu um convite do diretor Barbet Schroeder para participar da trilha-sonora de um filme que ia dirigir.

Essa seria a segunda experiência da banda com trilhas-sonoras, já que em 1967 haviam feito as músicas de Tonight! Let's All Make Love in London e também do filme The Committee, em 1968, que trazia a inédita "Careful with That Axe, Eugene". A banda aceitou prontamente o convite.

Foi o primeiro trabalho de Shroeder como diretor. Sobre a gravação do álbum, segundo "Roger Waters", a trilha sonora foi um tipo de “favor pessoal”. As canções foram gravadas em apenas uma semana durante o mês de março de 1969, na mesma época em que "Ummagumma" estava sendo produzido (a banda interrompeu a gravação de "Ummagumma" por alguns dias para trabalhar no álbum More).

O filme conta a história de uma estudante alemã que vai para Ibiza e que se envolve com drogas, especialmente a heroína. O filme não faz muito sucesso e, segundo David Gilmour, o diretor Schroeder, que mesmo conhecendo bem a língua inglesa, fez um roteiro sem força, usando gírias fora de contexto e de forma errônea.

O filme fez sua estréia no Festival Internacional de Cannes, em 13 de maio de 1969, e a trilha-sonora foi lançada em junho. Uma curiosidade: duas músicas que aparecem no filme compostas  pela banda não constam no disco: "Seabird" e "Hollywood".



Green Is The Colour 




Pink Floyd 
''More'' 1969
(Toshiba-EMI Records - 1st issue CP32-5273)


Cirrus Minor é uma música com um clima onírico. Inicia-se com cantos de pássaros que se prolongam durante o primeiro minuto. Os primeiros acordes de violão começam a ecoar e a voz agradável de David Gilmour pronuncia os primeiros versos. No último verso a voz parece se distanciar para dar lugar ao órgão de Richard Wright que constrói um ambiente celestial. Os pássaros voltam a cantar no final. 

The Nile Song é a canção que fala sobre o dia em que Stefan conheceu Estelle. É uma composição bem pesada.

Crying Song  passa uma sensação de angústia, principalmente o triste solo de guitarra no final. É uma canção essencialmente acústica, acompanhada por teclado e contra-baixo. 

Up The Khyber é basicamente um solo de bateria de "Nick Mason" com algumas passagens de teclado de "Rick Wright". “Khyber” é uma passagem que liga o Afeganistão ao Paquistão. Nota-se que o Afeganistão é o maior produtor de ópio do mundo (matéria-prima da heroína) sendo que filme conta a história de viciados em heroína. 

Green Is The Colour é uma belíssima música acústica, contando com a participação da mulher de "Nick Manson" na época, "Lindy Mason", nas passagens de flauta. Com quase três minutos de duração, considero-a a melhor música do disco. A voz de "David Gilmour" é um dos destaques, assim como o maravilhoso piano de "Wright". 

Outro grande destaque do disco é Cymbaline, cantada por "David Gilmour". No filme essa canção é cantada por "Roger Waters" e o verso “Will the tightrope reach the end? Will the final couplet rhyme?” (coincidentemente ou propositalmente o último verso não rima) é substituído por “Standing by with a book in his hand/It’s an easy word to rhyme”. A atmosfera criada pela música é poeticamente obscura , como já era de se esperar em um filme com um tema sombrio. 

Party Sequence é uma música percussiva pontuada em alguns trechos por flauta. 

Main Theme têm ênfase nos teclados de Rick Wright. Em alguns momentos uma guitarra com slide se incorpora à música. Somando tudo a bateria de Mason, tem-se uma canção agradável com um clima oriental. 

Ibiza Bar é uma espécie de irmã gêmea bivitelina da canção The Nile Song, porém contém uma sonoridade cristalina. 

More Blues, tornou-se conhecida como uma rara composição de Blues da banda e ao vivo iria se tornar uma grande atração. 

Quicksilver é composta por teclados envolta num ambiente fúnebre, de suspense. 

Spanish Piece é uma canção curta, tocada à moda espanhola (música flamenca). Há algumas frases ditas quase inaudíveis: 

Pass the tequila, Manuel
(glug, snort)
Listen, gringo, laugh at my lisp and I kill you
I think
This Spanish music
It sets my soul on fire
Lovely seniorita
Your eyes are like stars
Your teeth are like pearls
Your ruby lips 

Outra curiosidade: Na versão para o filme, um bandolim é tocado em A Spanish Piece (a única vez que a banda utilizou o instrumento). 

E finalmente Dramatic Theme encerra o álbum. Contra-baixo em destaque, com solos de guitarra e os pratos da bateria pontuando toda a canção. 

Seabirds, omitida do álbum, trata-se de uma canção com uma bela melodia. Eis a letra:

Mighty waves come crashing down
The spray is lashing high into the eagle’s eye
Shrieking as it cuts the devil wind, is calling sailors to the deep
But I can hear the sound of seabirds in my ear
And I can see you smile
Surf is high an’ the sea is awash
an' a haze of candy floss, glitter and beads
Rock that we sat on and watched in the sun
That was hot to the touch
And the sea was an emerald green
I can hear the sound of seabirds in my ear
And I can see you smile
Surf comes rushing up the beach
Now will it reach the castle wall and will it fall
Catfish dappled silver flashing
Dogfish puffing bubbles in my deep 

Nos Estados Unidos, o disco foi chamado apenas de "More" e no Reino Unido teve títulos diferentes.

A edição da EMI chamou o disco de "Soundtrack from the Film More", mas quando saiu apenas pela Harvest (uma subsidiária) o nome era "Original Motion Picture More - Played and Composed by The Pink Floyd".

O disco ficou em 9º no Reino Unido, mas apenas em 153ª posição nos EUA. Apenas duas músicas do LP acabaram entrando em uma futura coletânea do grupo, "Cirrus Minor" e "The Nile Song", presentes em "Relics", lançada em 1971.

Logo após o lançamento, "Pink Floyd" se tranca novamente em estúdio para lançar um novo disco autoral. Para muitos, "Ummagumma" - uma gíria de Cambridge para designar relação sexual - não pode ser considerado um disco do grupo, já que cada membro escreveu um tema próprio no lado "de estúdio", por sugestão do tecladista "Richard Wright".

"Esse não é um disco do grupo. O lado ao vivo soa, hoje em dia, incrivelmente antiquado, embora o show do "Pink Floyd" no Mothers, em Birmigham tenha sido considerado um grande evento. Estávamos procurando uma maneira de montar um novo disco e a EMI era muito mesquinha nessa época e não tínhamos muitos recursos", relembra "Nick Mason".

O mais apavorado de todos era "Gilmour". Ele confessou que ficou tenso com a idéia, pois jamais havia escrito uma canção e não tinha idéia do que usar nas letras. "Liguei para Roger e pedi para me ajudar. Ele disse 'não' e desligou."

More marca o início da procura da banda por uma identidade própria e o início do domínio criativo de "Roger Waters". O "Pink Floyd" ainda gravaria mais duas trilhas sonoras: algumas músicas para o filme "Zabriskie Point" de Michelangelo Antonioni e a trilha do filme "La Valeé" do próprio Barbet Schroeder, intitulada "Obscured By Clouds". Com certeza... Boa audição!


Tracklist:
  1. Cirrus Minor[05:12]
  2. The Nile Song[03:22]
  3. Crying Song[03:31]
  4. Up The Khyber[02:10]
  5. Green Is The Colour[02:55]
  6. Cymbaline[04:46]
  7. Party Sequenee[01:07]
  8. Main Theme[05:28]
  9. Ibiza Bar[03:13]
  10. More Blues[02:12]
  11. Quicksilver[07:07]
  12. A Spanish Piece[01:02]
  13. Dramatic Theme[02:16] 


Cirrus Minor 

FLAC (221.5 MB)
 
Ifolder1 (100 MB)
Ifolder2 (100 MB)
ifolder.ru3 (21.5 MB)

Uriel - Arzachel (1969) - 2007 Edition


(Steve Hillage project)



Garden Of Earthly Delights 

Progressivo psicodélico-espacial por "Steve Hillage" e "Dave Stewart", hoje lendas de um período iluminado da história do rock britânico. Nas crônicas de sua história, a cena Canterbury tem sido amplamente definida por grupos como o "Caravan", "Gong", "Hatfield And The North", "National Health" e "Soft Machine. Mas "Uriel" e seu sucessor, "Egg", são considerados precursores seminais.

A trajetória de Hillage e seu amigo Dave foi comentada recentemente aqui no blog, em respeito ao álbum "Khan - Space Shanty", obra-prima de ambos, realizada em 1972. Em verdade tudo o que a dupla desenvolveu, foi sempre rico de alternativas. Enquanto "Hillage" inclinava-se para o blues rock, inspirado por "Hendrix" e "Eric Clapton", "Campbell" tornava-se cada vez mais interessado em formatos longos e escrita mais complexa. "Hillage" iria continuar a evoluir a sua mistura pessoal de rock-psicodelía consolidada no "Gong". Campbell, junto com Stewart e Brooks caminharia sob o prisma de "Uriel", que seria renomeado "Egg". 

A natureza extremamente diversificada pode ser medida pela comparação da prog. clássica "Garden Of Earthly Delights", de "Campbell", e também "Azazoth" por "Campbell" e "Stewart", com a bluesy de "Hillage", "Clean Innocent Fun". O contraste pode ser ouvido também nos vocais, com "Campbell" de voz mais escolarizada, e "Hillage" mais visceral.

Enquanto a banda original nunca teve oportunidade de gravar, Egg assina contrato com a Decca, mas eis que neste interregno são abordados pela Evolution, selo de menor expressão, para produzir um álbum psicodélico. Então, não querendo criar problemas com a Decca, "Stewart", "Campbell" e "Brooks" decidem convidar "Hillage", e sob os pseudônimos, Simeão Sasparella (Hillage), Njerogi Gategaka (Campbell), Basil Dowling (Brooks) e Sam Lee-Uff ( Stewart) desenvolvem o projeto "Arzachel".

Esta reedição conhecida como "Arzachel Collector's Edition", foi realizada por alguns dos membros remanescentes num esforço conjunto, destinada aos fãs. Além das músicas do álbum de 1969, traz também seis faixas bônus, e finalmente creditada ao "Uriel".

A qualidade de gravação das faixas de bônus varia de média à bootleg, mas principalmente aos fãs, uma luz dos primeiros passos do que seria Uriel e um antecedente ao próprio estilo do "Egg". Uma gravação de audiência de Freddie King, "The Stumble" pode ser breve, mas é uma ocasião rara para ouvir Stewart, Campbell e Brooks numa formação inesperadamente fina de blues debaixo de  de um solo escaldante de "Hillage".

As 3 demos oriundas da transição de 68/69, mostram "Uriel", historicamente como um trio, e são as mais reveladoras. Enquanto a psicodelía ainda está no ar, há o início das tendências progressivas que tornariam o voo mais alto do "Egg". Hoje em dia o álbum de 69, é tido como uma obra prima completa e "Garden Of Earthly Delights" um dos maiores expoentes de toda a cena. Boa audição!


Soul Thing 


Uriel
Arzachel - 1969
(2007 - Collectors Edition)


Tracklist:
  1. Garden Of Earthly Delights
  2. Azathoth
  3. Soul Thing (Queen Street Gang Theme)
  4. Leg
  5. Clean Innocent Fun
  6. Metempsychosis
  7. Introducing The Bass Guitarist
  8. Egoman
  9. Swooping Bill
  10. The Salesman Song
  11. Saturn The Bringer Of Old Age
  12. The Stumble


Line-up/Musicians:
  • Dave Stewart / organ, piano
  • Mont Campbell / bass, vocals, French horn, tuba
  • Clive Brooks / drums
  • Steve Hillage / guitar, vocals

Azathoth 

FLAC (pass: xara)
depositefiles1 (204.1 MB)
depositefiles2 (202.7 MB)
hotfile1 (204.1 MB)
hotfile2 (202.7 MB)
ou 
 
Mp3 /192 Kbps
crocko (108.5 MB)
Mp3 /320 Kbps (pass: xara)
hotfile1 (107.4 MB)
hotfile2 (104.8 MB)

05/11/2011

Pink Floyd - Celestial Instruments (1969)

Soundboard


Full Version

As quatro canções vêm de uma fita soundboard masterizada recentemente de uma gravação feita do Pink Floyd no Paradiso em Amesterdan, Holanda em 09 agosto de 1969. O set da banda foi gravado profissionalmente com a intenção de ser transmitido na Hilversum Radio 3FM, que em face das circunstâncias acabou por ser descartado em seu propósito original.

Quando esta fita surgiu pela primeira vez foi dito que havia uma avaria com o microfone dos vocais e a banda foi forçada a tocar as músicas como instrumentais, (abaixo relacionei os comentários originais a título de curiosidade). Este fato não é exatamente preciso, porque você pode ouvir "Waters" cantando em "Set The Controls For The Heart Of The Sun", "Careful With That Axe, Eugene", e na última parte de "A Saucerful Of Secrets". Os vocais estão presentes mas são quase inaudíveis. Nem o público nem a banda parecem perceber o ocorrido e nos leva a conclusão de que o defeito ocorreu com o equipamento da estação de rádio.

De qualquer maneira, realmente parecem interpretações instrumentais, e como poderá constatar no áudio acima, foram excelentes performances, todas. Interessante observar que no todo, ao menos me parece, estas são as mais brandas execuções que ouvi, tudo muito tranquilo, o que de certa forma cria uma atmosfera diferente. Boa audição!











Pink Floyd

  • Celestial Instruments
  • 1969-08-09
  • The Paradiso
  • Amsterdam, The Netherlands


Tracks:

  1. Interstellar Overdrive 04:19
  2. Set The Controls For The Heart of The Sun 12:25 
  3. Careful With That Axe, Eugene 10:10
  4. A Saucerful of Secrets 13:00
 
uploading (91.0 MB)


Reportedly taken from the soundboard of the gig, this is a passage from Povey's ITF book on that performance:
"Hilversum 3 Radio were recording this show for a future broadcast, but after a microphone failure early in the show the band were forced to perform an instrumental set and as a result the show was never broadcast"
So we've got a short set of 4 numbers with absolutely no vocals, but the SQ is amazing, even before you take the age of the recording into consideration.

03/09/2011

Frank Zappa - The Artisan Acetate (1969)


Copenhagen Night Music

"Arranjado, compilado, editado e produzido por Frank Zappa, esse acetato de registros originais ao vivo, projetado pela Kunc Dick, foi gravado entre Outubro de 1968 e Maio de 1969. Contém as únicas gravações originais do "Mothers of Invention" tocando "Wipe Out", "East LA", "Weasels Ripped My Flesh", "Kung Fu", "Boogie Igor", "Passacaglia", "Copenhagen Night Music", "Help, I’m A Rock", "Chocolate Halvah", "Prelude To The Afternoon Of A Sexually Aroused Gas Mask", "The Cookie Jar Lecture" e "It Must Be Your Breath". Este acetato, conhecido oficialmente como "Artisan RS6406 Test Pressing", foi generosamente liberado por seu proprietário, um colecionador que o comprou em leilão por 12.000 libras. tornando possível este arquivo que então obtido a partir do disco original, (acetato de vinila), foi disponibilizado num conjunto de doze flacs numerados e nomeados corretamente. 


Detailed Track Information

1. Wipe Out
Acetate label attribution: “Shrine Auditorium”
Time – 3:04
Official releases – Unreleased.
Source – There is no record of FZ playing the Shrine Auditorium prior to 23 February 1974. An informed guess: 6-7 December 1968, The Shrine Exposition Hall, Los Angeles CA.

2. East L.A.
Acetate label attribution: “Columbia University”
Time – 4:59
Official releases – Unreleased extended edit. Redacted edits of this track were released as You Call That Music? on the YCDTOSA Sampler LP (the first 3:04 only of this track) and on YCDTOSA 4 (the first 4:07 only).
Source – 14 February 1969, Columbia University.

3. Weasels Ripped My Flesh
Acetate label attribution: “The Ballroom”
Time – 4:09
Official releases – The first 2:58 of this track was performed at The Ballroom, Stratford CT (not Hartford as stated by FZ in his OM 2 Mystery Disc LP liner notes), and released as Skweezit Skweezit Skweezit on the OM 2 Mystery Disc LP and Mystery Disc CD. The next 1:09 was performed at Thee Image, Miami Beach FL., and released as the last 1:09 of Right There on YCDTOSA 5 (this segment begins with the final drum hit prior to the applause, and ends with FZ’s spoken “Thank you”). The last 0:02 is the end of the applause from the Miami performance; on YCDTOSA this applause is cut short with a cross-fade into Where Is Johnny Velvet? This edit of two disparate live performances explains why Bunk Gardner’s ‘Peggy tape’ does not appear in the acetate mix; in Stratford the tape was not played, and in Miami the tape, if played, had already finished. The complete YCDTOSA track Right There begins with a 0:31 segment of Miami live performance not heard on the acetate; a crossfade from live take into Criteria Studios material, which includes the ‘Peggy tape’, can be heard from 0:31 (the beginning of a studio segment of Estrada vocal) to 0:37 (the fadeout of the live horns); the Miami live tape resumes at 4:00 with a hard splice to the final drum hit before the audience applause; a consummate example of FZ’s razor-blade wizardry. This same edit can also be heard as Variations On A Theme From Run Home Slow on the cassette-sourced Columbia YSA 6477 Test Pressing.
Source – First 2:58, 16 February 1969, The Ballroom, Stratford CT; last 1:11, 7 February 1969, Thee Image, Miami Beach FL.

4. Kung Fu
Acetate label attribution: “Phil Wenz”
Time – 2:16
Official releases – The first 1:45 was released as 5:05 to 6:50 of Didja Get Any Onya? on the extended Ryko Weasels Ripped My Flesh CD. The last 0:32 is unreleased. This track can also be heard, at a slower running speed, on The Columbia Test Pressing, and on Apocrypha, where it runs at the Columbia Test Pressing speed (thus revealing its original source) but omits FZ’s stage announcement. The Weasels LP and CD edits both end with a 0:01 instrumental flourish; this is clearly a post-production addition to the basic track, as it does not appear on this raw live take.
Source – 2 March 1969, Philadelphia Arena.

5. Igor’s Boogie
Acetate label attribution: “Phil Wenz”
Time – 1:28
Official releases – An unreleased, unedited continuation from the last track. This track can also be heard as the first section of a much longer track of the same name on The Columbia Test Pressing, with a time of 1:32 due to slower running speed. The complete Columbia Test Pressing track continues with material from 25 October 1968, The Royal Festival Hall, London; this material is also heard on Ahead Of Their Time under the title King Kong (test pressing 1:32-1:51, CD 2:52-3:10). At 1:51 the test pressing omits a section heard on the CD (3:10-4:02). The next 2:51 is heard on both versions (test pressing 1:51-4:02, CD 4:02-6:49). The last 2:15 of the test pressing (4:42-6:57) is a unique, unreleased collage of studio and live material — though the ‘live’ material may well have been recorded live in the studio. Studio overdubs begin to dominate the mix beginning with the overdubbed ‘snorks’ from 5:03-5:10; from 5:40 to the end the track consists entirely of studio collage. This track alone makes The Columbia Test Pressing worth the price of admission.
Source – An unedited continuation of 2 March 1969, Philadelphia Arena.

6. Passacaglia
Acetate label name: “Passalaglia”
Acetate label attribution: “Phil Wenz”
Time – 3:11
Official releases – Unreleased — but material from this track can be heard as the background to the FZ radio promo 1969 Hot Rats LP spot 2 ("Frank Zappa took a heavy trip recently ..."). This performance contains themes from King Kong.
Source – Probably from the same concert as Tracks 4 and 5 — the venue acoustics are a dead match.



7. Copenhagen Night Music (This track was recorded in mono).
Time – 3:00
Official releases – Unreleased.
Source – 3 October 1968, Tivoli Gardens, Copenha
gen

8. Help, I’m A Rock
Time – 3:46
Official releases – This track was thoroughly re-constructed for Ahead Of Their Time in an alternate edit with added digital reverb, creating the illusion of an alternate take. The first 0:20 of the test pressing is unreleased. The next 1:20 is also heard under the same title on Ahead Of Their Time (0:00-1:20). There is an audible splice at 1:20 of the CD, shortly after the word “Mayor;” the next 0:11 is heard on the test pressing but not on the CD. The next 0:09 is heard on both versions. There is an audible splice on the test pressing at 5:27; the CD version concludes with a short section (1:29-1:38) not heard on the test pressing. The test pressing continues after the edit with a long section not heard on the CD. The next section is also heard as King Kong (7:29-7:55) on Ahead Of Their Time. A brief section of the test pressing is edited out of the CD at 7:55. The final section is heard on both versions. The sound quality of this dry test pressing mix is exceptional, probably surpassing the reverb-heavy mix heard on Ahead Of Their Time.
Source – 25 October 1968, The Royal Festival Hall, London.

9. Chocolate Halvah
Time – 3:33
Official releases – The first 0:03 and the last 0:07 are unreleased; the bulk of the track was released on YCDTOSA 5.
Source – 7 February 1969, Thee Image, Miami Beach FL.


10. Prelude To The Afternoon Of A Sexually Aroused Gas Mask
Time – 3:35
Official releases – Released on the original and Old Masters Weasels Ripped My Flesh LPs, without the extra material added to the extended Ryko CD. This test pressing version does include the studio-overdubbed ‘snorks’ heard on the Weasels LP (at 3:11) and CD (at 3:25).
Source – 25 October 1968, The Royal Festival Hall, London.


11. The Cookie Jar Lecture
Time – 3:11
Official releases – The test pressing features a unique redacted edit of Tiny Sick Tears on YCDTOSA 4, with three lines of lyrics edited out (0:08-0:20 of the CD) and a redacted ending, omitting the last 1:10 (3:20-4:30) of the CD edit. At the end we hear the same radio power switch and laughter that ends The Orange County Lumber Truck on Weasels Ripped My Flesh, which then segues, like Weasels, into the album-ending Weasels title track (here titled It Must Be Your Breath). The radio power switch sound is in fact the same as the sound on the original Weasels LP; digital reverb added to the CD and Old Masters LP causes reverb from the musical portion of Orange County Lumber Truck to overlap the radio switch, and thus alter its sound; the original LP mix is a better basis for comparison.
Source – 13 February 1969, The Factory, The Bronx, New York City.


12. It Must Be Your Breath
Time – 2:04
Official releases – Released as the title track on Weasels Ripped My Flesh.
Source – 30 May 1969, Birmingham Town Hall.


O download também contém imagens digitalizadas dos rótulos para os dois lados do disco de acetato.

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David Gilmour


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