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01/06/2015

Cathedral - Stained Glass Stories (1978)






Excelente banda do rock progressivo americano, Cathedral têm suas raízes numa banda psicodélica chamada Odyssey. Quando essa banda se separou em 1975, o baixista Fred Callan e o tecladista Tom Doncourt formaram o grupo com o baterista Mercury Caronia IV, o guitarrista Rudy Perrone, e Paul Seal nos vocais. Fãs de bandas como King Crimson, Yes, Genesis, e Gentle Giant, Tom Doncourt se refere a elas como um som "majestoso", o projeto naturalmente singrou na veia prog

Em 1978 eles se reuniram com a Delta Records, e gravaram "Stained Glass Stories". 10.000 cópias foram impressas e vendidas. 

New York City em si era um território fértil para o rock progressivo na época. Tom Doncourt conta histórias de transformar antigas salas de cinema em salas de concerto para encontros de uma única noite. A banda despertou o interesse da Atlantic Records. Eles tiveram algumas reuniões, mas já no fim dos anos 70, a popularidade do prog tinha diminuído sensivelmente, o que provavelmente impossibilitou um segundo álbum.

Com o passar do tempo a escola do progressivo resgatou seu merecido prestígio, e ainda ganhou diversas ramificações. Hoje em dia "Stained Glass Stories" é um álbum cobiçado por colecionadores, altamente valorizado, e muito elogiado pela crítica. Alguns até o consideram o melhor álbum prog americano do período.

Com o interesse renovado no progressivo, em 1990 a gravadora Syn-Phonic re-lançou o álbum em CD. O reconhecimento alcançado por Cathedral finalmente fez jus a qualidade de sua obra, e também a assinatura de um contrato com a conceituada gravadora Musea, Em 2007 lançaram seu segundo álbum "The Bridge". Boa audição!





Cathedral
Stained Glass Stories (1978)


Tracklist

1 Introspect 12:39
2 Gong 7:00
3 The Crossing 5:59
4 Days & Changes 8:39
5 The Search 11:24


Band:














Fred Callan - Bass, Effects [Moog Bass Pedals], Voice
Mercury Caronia IV - Drums, Cymbal [Cymbals], Gong [Gongs], Vibraphone [Vibes], Bells, 
Timpani [Kettle Drums], Percussion, Effects [Assorted Devices] 
Rudy Perrone - Electric Guitar, Acoustic Guitar, Guitar [6-string], Guitar [Nylon], Voice 
Tom Doncourt - Keyboards, Glockenspiel, Percussion, Sounds 
Paul Seal - Lead Vocals, Percussion, Effects [Bass Pedals] 



FLAC
mega.co.nz  - (277,70 MB)



Stained Glass Stories [full album]




Musea Records (Notes):

A rarity to be absolutely discovered, especially if you're a fan of YES, GENTLE GIANT and GENESIS. Of the first mentioned group, a complex instrumentation, virtuoso and inspired, a Chris SQUIRE type of bass, a Steve HOWE-like guitar, a Bill BRUFORD style of drums, etc... can be found. Of the other two bands, "Stained Glass Stories" inherited an ethereal romanticism and subtly arranged polyphonies. Depending on the moment, the vocals can evoke John WETTON, Peter GABRIEL or even Jon ANDERSON. Some parts can even remind of ANGLAGARD, even if those only recorded their first album about fifteen years later... Anyway, this is Seventies American Progressive rock at its best. Moreover, "Stained Glass Stories" is often quoted as an essential reference of the Seventies American scene. And for those who felt this was incomplete, here is the big comeback of CATHEDRAL, and with the (Quasi-)original line-up, for a treat ! The legend says that the keyboards player Tom DONCOURT was at a KING CRIMSON concert in 2003. This was so impressive that he decided to find again his partners, which was not so easy, in order to set to working on a second album. Nearly thirty years after the mythical "Stained Glass Stories", here it is at last, this so expected album ! The Musea label is proud to present the remastered version of "The Bridge" (2008), a gem that surprises both through its modernity and unbridled inventiveness. Not completely the CATHEDRAL that used to be, nor a pale imitation of KING CRIMSON (Even though the influences of its present incarnation are sensible), nor one more revival testimony of Seventies Progressive rock, this opus opens up new horizons, with exciting enthusiasm and ardour. Needless to say that the whole range of vintage sounds is there, starting with Mellotron, acoustic guitar ala Steve HACKETT ("Kitharia Interludium"), some nice electric cavalcades on the six-stringed instrument, and a noteworthy huge bass sound. Although this is not a true concept album, the various tracks are linked by a peal that doesn't quite sound merrily. Who's that death knell for ? Maybe the answer lies within the beautiful epic "Hollins" and its memorable guitar solo: a voyage through a dark and frightening forest, directly from the childhood memories of Tom DONCOURT... Enough to make your blood freeze !

08/01/2014

Buon Vecchio Charlie - S/T (1971)



All'Uomo Che Raccoglie I Cartoni

Outro precioso e obscuro tesouro dos anos dourados do prog italiano, único legado da banda Buon Vecchio Charlie, um álbum maravilhoso, instrumental de puro prog sinfônico, dominado por flauta e teclados, com fortes influências clássicas e um toque de jazz. Na veia do King Crimson, Genesis, ELP, arranjos complexos com muita criatividade. Seu álbum homônimo foi gravado em 1972 pelo selo Suono baseado em Veneza, mas nunca viu a luz do dia, um ano depois, o grupo já havia se desfeito. 

Eles foram homenageados no festival Rome Villa Pamphili, e com muita justiça, receberam o prêmio de "Melhor Banda" do prog italiano em 1974. O álbum, que tinha sido engavetado por mais de vinte anos, foi finalmente descoberto pelo selo Melos em 1992; a gravadora italiana Akama (o registro deste post), o re- emitiu em 99, incluindo duas faixas bônus e recebendo um tratamento digno desta obra com excelente remasterização. A banda oferece três suítes maravilhosas de excelente desempenho apresentando grandes solos de teclados, flauta e sax, além de alguns raros vocais, as peças se alternam entre música tranquila, nuances folclóricas e música clássica, imerso em prazerosos vôos sinfônicos. 

Embora a predominância do estilo sinfônico, momentos de  jazz-rock de primeira classe são um ingrediente destacado, e, como toda banda progressiva que se preze, inclui um primoroso épico de 15 minutos composto de 5 partes. Órgão soberbo, guitarra excelente, bateria oriunda do jazz , flauta e sax, vocais discretos, com muita personalidade. 

Segundo relatos, o nome da banda foi escolhido porque eles gostariam de ser lembrados como uma pessoa, o bom e velho Charlie, o que demonstra além de tudo que a banda tinha ótimo humor. Uma das obras-primas, não só do prog italiano, mas também de toda a cena prog dos anos 70. Boa audição!



Rosa



Buon Vecchio Charlie
Buon Vecchio Charlie (1971)
Studio Album, released in 1972
LP/CD Akarma AK 1011 (1999)


Tracks:
1. Venite Giù Al Fiume (12:06)
2. Evviva La Contea Di Lane (6:35)
3. All'Uomo Che Raccoglie I Cartoni - 5 parts (15:01) :
a) Prima Stanza
b) All'Uomo Che Raccoglie I Cartoni
c) Terza Stanza
d) Beffa
e) Ripresa
Bonus Tracks :
4. Rosa (4:33)
5. Il Guardiano Della Valle (2:38)
Total Time: 40:53


Line-up
 Buon Vecchio Charlie picture
- Richard Benson / lead vocals, guitar
- Luigi Calabrò / guitar, backing vocals
- Sandro Cesaroni / saxophone, flute
- Sandro Centofanti / keyboards
- Paolo Damiani / bass
- Rino Sangiorgio / drums



 Venite Giù Al Fiume
FLAC
mediafire.CD1- (191,38 MB)
mediafire.CD2 - (43,46 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire - (88,56 MB)




14/09/2013

Polyphony - Without Introduction (1972) RRCD117 - 2004





Without Introduction é uma obra prima. Jovens músicos de alto nível dotados de estonteante capacidade criativa, e ainda bem humorada, fundem o prog. sinfônico clássico com tendências psicodélicas do space rock, provendo à sua música, estruturas complexas, constantes mudanças de ritmo, riqueza em improvisos, e muito bom gosto. Com certeza, um brilhante exemplo dos anos dourados da década de 70, no Reino Unido. Mas com um detalhe exótico, eles são americanos de Virginia Beach, Virgínia, em South Hampton Roads.

E nada mais consistente... do que a própria interpretação do guitarrista Glenn Howard sobre como tudo aconteceu, foi mais ou menos assim:

"Em 1972, enquanto residente em Virginia Beach, Virgínia EUA participei de uma banda chamada "Polyphony". A palavra ficou comigo depois de ler sobre os mestres e como eles utilizavam "muitas texturas sonoras" em movimentos destinados a estimular e captar a atenção dos seus ouvintes. Claro, muito poucas pessoas realmente sabiam o que ela significava, e muito menos como pronunciá-la. Hoje em dia, principalmente a partir dos avanços na tecnologia de sintetizadores e MIDI, tornou-se termo um tanto comum. A banda era composta por Craig Massey, Marty Ruddy, Chris Spong, Chatty Cooper, e eu, Glenn Howard.

"Lembro-me de acordar de manhã cedo e ouvir do lado de fora da janela do meu quintal, alguma coisa rolando ladeira abaixo. Enquanto eu esfregava meus olhos de sono, vislumbrei em cima do armário meu equipamento, um Marshall Plexi quebrando o limite de velocidade conduzindo um caminhão de equipamentos sob seu próprio poder. No último segundo, vejo nesta estrada um dos tripulantes pará-lo antes que um míssil tivesse lhe dado um golpe certeiro ...

Quando as pessoas me perguntam sobre o que me lembro do dia em que gravamos o álbum "Without Introduction", é sempre a primeira coisa que vem à minha mente." (abro um parentese para comentar se sou só eu, ou mais alguém têm dúvidas se o cara estava viajando...), Prosseguindo: "De qualquer forma, eu tenho dedicado esta página com espaço para contar a verdadeira história da 'Polyphony'. Desde o ressurgimento imprevisto da popularidade da banda na net, tenho ouvido e lido algumas coisas muito interessantes, de fato. Vou tentar aqui manter as coisas simples, e ir direto ao ponto. E talvez dizer-lhes que a relação correta das músicas, assim como alguns pormenores, como Ah!, vamos dizer que o nome das músicas deva ser coerente. Eu estava ouvindo algumas de estações de rádio que tocavam minha música "Crimson Dagger" sendo apresentada como "40 Second Thing in 39 Seconds"... Confiem em mim, não há absolutamente nenhuma relação entre as duas. Gravei "40 Second Thing" no meu Mini Moog, somente para o engenheiro Nick Colleran completar o lado um do álbum, adicionando os 1:07 restantes. Aqui estão as listas de músicas na ordem correta do vinil original:

Side One:
Juggernaut 14:04
40 second thing in 39 seconds 1:07
Side Two:
Ariels Flight 15:15
(Gorgons Of The Glade)
(The Oneirocritic Man)
(Gift Of The Frog Prince)
Crimson Dagger 7:05


Da capa: 

A fita-mestre foi enviada para Betty Cherry em Nashville, Tennessee. Ela estava trabalhando para a Shelby Singleton Corporation, mais conhecida como "Sun Records". Betty lidava com nomes como Elvis Presley, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, Charlie Rich, entre outros. Depois de ouvir a fita, ela usou sua técnica de meditação a partir da qual obteve uma visão da pintura, como a seguir explicou: 'O que me apareceu foram os "quatro elementos do universo" atraídos em direção à uma força de energia cósmica que foi 'Polyphony'. Como você olhando para a pintura vai vê-la brilhar na ponta do dedo indicador esquerdo "do elemento água". Os outros três elementos, 'fogo', 'terra' e 'ar' estão abaixo. Você teria que ver a pintura original para realmente apreciar sua bela obra de arte. Ele ganhou vários prêmios, assim como como capa de álbum." (Como se pode perceber, a coisa toda é uma "viagem"...)

Em verdade, apenas garotos realizando entre as tomadas e nos fins de semana, algo que o próprio "Rick Wakeman" realmente poderia abismar-se durante um momento descontraído.

Eles não possuem a bagagem de grandes nomes, mas com virtuosismo, fazem um prog absolutamente autêntico, com o baterista Chris Spong implacável, o órgão Hammond de Craig Massey dominando as passagens, pequenas pausas de jazz, surpresas imprevistas, e um vocal muito competente do realmente excelente guitarrista Glenn Howard, um baixista alto nível chamado Martin Ruddy e o elemento que é outra grande sacada da banda, Chatty Cooper, tratando de maneira específica os instrumentos de percussão. Como Jamie Muir durante meados de 72 até o início de 73, o fez de maneira brilhante no "King Crimson". 

Um tesouro perdido, um daqueles lançamentos míticos que você fica com a sensação de "por que nunca ouvi isto antes?", algo inesperado e surpreendente. Como em muitos outros casos, um  único álbum, mas visto como no mesmo nível do que de melhor acontecia no Reino Unido à época. Imperdível. Boa audição!


Juggernaut


Polyphony
Without Introduction (1972)
Radioactive RRCD117 (2004 - UK)


Tracks Listing

01. Juggernaut (14:04)
02. 40 Second Thing in 39 Seconds (1:07)
03. Ariel's Flight (15:15)
a) Gorgons Of The Glade
b) The One Irocritic Man
c) The Frog Prince
04. 
Crimson Dagger (7:05)

Musicians:

Martin Ruddy / bass, vocals
Christopher Spong / drums
Craig Massey / vocals, organ, moog
Glenn Howard / vocals, guitars
Chatty Cooper / percussion



 
Ariel's Flight


mediafire.pt1 - (132,37 MB)
mediafire.pt2 - (95,78 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire (86,66 MB)


Full album

Reviews:

“Polyphony is another King Crimson-like band. Only 37 minutes of music … but what kind of music! Long, dynamic tracks with great guitar and keyboard solos and very nice vocals. Highly recommended to all King Crimson fans … and not only!” caladan.art

“Try to imagine a band who, upon hearing Emerson, Lake & Palmer’s Tarkus for the first time, indulges on heavy amounts of mescaline and drops by the studio to have a blow. Okay, assume also that they are competent musicians (by no means virtuosi) and have carefully considered their music before recording those chops to magnetic oxide. Well, I suppose you have a vague idea of what this seminal act from America were all about. Many sordid tales of the band, none that shall be taken up now, have floated about over the many years since their jaw-dropping debut; though it is also safe to say that dumping an innovative product such as this on an unsuspecting audience, even back in 1972, would have baffled most listeners. Hence, this one release, then a disappearing act which has reckoned this gem to the obscurities hall of fame!

Their music, huh? Okay, they play an extremely up-tempo brand of quasi-pyschedelic rock which is dominated by heavy Hammond and an active core of drum play and congo bashing. Add to this an extremely surrealistic lyrical bent and off-centered vocals and you get a bigger picture. Well, is it progressive, you may be wondering? Extremely so! The Hammond is employed to the hilt – the liturgical chords, the wicked fanfares, and the multitudinous exhibitions of machismo evocative of a certain Jimmy Smith, Brian Auger or, of course, a Mr. Emerson.

A casual listen to, say, “Ariel’s Flight” cannot be ignored. It’s attack and strange use of dynamics are not to be dismissed but are not for the faint of heart or weak-kneed either. This music jams, and jams hard. Very hard! Same too with the frenetic and busy “Juggernaut”, and I could even swear I heard snippets of something familiar somewhere. Oh yes, it was the excitement – the feeling of being let loose to play around – which was so evident on Tarkus. I can divine no meaning from these lyrics, nor do I really give a damned to. They are fantastical, even impressionistic, and a vital part of what made this work so different. Hey, I think my imagery of them dropping acid might be valid, owing to the wanking off bit of “40 Second Thing In 39 Seconds”. That’s it … it seems so much clearer now!!

Suffice it to say, this is not your typical progressive rock by any means. Yep, even for 1972. It is, ahem, a special document from a band who existed in a period of time where releases such as this were not uncommon. Well, perhaps I’m pushing it. This is truly unique. So, fellow traveler, if you have recently heard the early work of Keith Emerson, and even liked it, this one is bound to hit you on some level. Yes, really. My hope is that someone, anyone, will dig the vaults for the masters and give this the digital treatment!” gsk41 Progressive Ears

“German reissue of 1971 album, totally influenced by early UK exponents of prog rock of the time..think King Crimson, Van Der Graaf Generator, The Nice/early ELP. Features some excellent guitar work, keyboards naturally and cool percussion along with surrealistic lyrics and off center vocals making it moderately jaw-dropping for fans of this sort of thing, like me. Here`s a review translated from German. “The musical Melange on “Without Introduction” reflects its time of origin in many facets. Fuzz and Slidegitarrensounds pair themselves with key board sounds A l Keith Emerson and seem in this combination growing out of the Progs from the Psychedelic era to document to want. The singing contributes in particular in the last TRACK a clear Sixties Touch.. In summary, I would say Summa that the music of “Polyphony” experienced strong suggestions by “The Nice” and the early ELP.”BabyBlueEyes.”
Bruce Brodeen, Not Lame Recordings

Robert M. Briggs III at Amazon.com … Review:

This review is from: Without Introduction (Audio CD)
This was a great, lost find in terms of early progressive rock. A trio comprised of keyboards, guitar and bass, drums and percussion, and from AMERICA, no less! This album is very comparable to the very first ELP album, and came out in 1971. Anyone who thinks (like I did) that all of America had its musical head up its you-know-what MUST get a listen to this music.

Two of the tracks come in at 13+ and 15+ minutes each, while a third is just over 7 minutes long. The last track (humorously titled) actually clocks in at just over 1:15. The lyrics are off-kilter, enigmatic, and would fit in oh-so-well with those great British and German prog rock bands of the early 70′s.

If you like ELP, Genesis, or Gentle Giant, do check out this gem of a domestic release, and be proud that not all American musicians were trying to be “the next Eagles” or “the next…[whatever]“.
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David Gilmour


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