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14/09/2013

Polyphony - Without Introduction (1972) RRCD117 - 2004





Without Introduction é uma obra prima. Jovens músicos de alto nível dotados de estonteante capacidade criativa, e ainda bem humorada, fundem o prog. sinfônico clássico com tendências psicodélicas do space rock, provendo à sua música, estruturas complexas, constantes mudanças de ritmo, riqueza em improvisos, e muito bom gosto. Com certeza, um brilhante exemplo dos anos dourados da década de 70, no Reino Unido. Mas com um detalhe exótico, eles são americanos de Virginia Beach, Virgínia, em South Hampton Roads.

E nada mais consistente... do que a própria interpretação do guitarrista Glenn Howard sobre como tudo aconteceu, foi mais ou menos assim:

"Em 1972, enquanto residente em Virginia Beach, Virgínia EUA participei de uma banda chamada "Polyphony". A palavra ficou comigo depois de ler sobre os mestres e como eles utilizavam "muitas texturas sonoras" em movimentos destinados a estimular e captar a atenção dos seus ouvintes. Claro, muito poucas pessoas realmente sabiam o que ela significava, e muito menos como pronunciá-la. Hoje em dia, principalmente a partir dos avanços na tecnologia de sintetizadores e MIDI, tornou-se termo um tanto comum. A banda era composta por Craig Massey, Marty Ruddy, Chris Spong, Chatty Cooper, e eu, Glenn Howard.

"Lembro-me de acordar de manhã cedo e ouvir do lado de fora da janela do meu quintal, alguma coisa rolando ladeira abaixo. Enquanto eu esfregava meus olhos de sono, vislumbrei em cima do armário meu equipamento, um Marshall Plexi quebrando o limite de velocidade conduzindo um caminhão de equipamentos sob seu próprio poder. No último segundo, vejo nesta estrada um dos tripulantes pará-lo antes que um míssil tivesse lhe dado um golpe certeiro ...

Quando as pessoas me perguntam sobre o que me lembro do dia em que gravamos o álbum "Without Introduction", é sempre a primeira coisa que vem à minha mente." (abro um parentese para comentar se sou só eu, ou mais alguém têm dúvidas se o cara estava viajando...), Prosseguindo: "De qualquer forma, eu tenho dedicado esta página com espaço para contar a verdadeira história da 'Polyphony'. Desde o ressurgimento imprevisto da popularidade da banda na net, tenho ouvido e lido algumas coisas muito interessantes, de fato. Vou tentar aqui manter as coisas simples, e ir direto ao ponto. E talvez dizer-lhes que a relação correta das músicas, assim como alguns pormenores, como Ah!, vamos dizer que o nome das músicas deva ser coerente. Eu estava ouvindo algumas de estações de rádio que tocavam minha música "Crimson Dagger" sendo apresentada como "40 Second Thing in 39 Seconds"... Confiem em mim, não há absolutamente nenhuma relação entre as duas. Gravei "40 Second Thing" no meu Mini Moog, somente para o engenheiro Nick Colleran completar o lado um do álbum, adicionando os 1:07 restantes. Aqui estão as listas de músicas na ordem correta do vinil original:

Side One:
Juggernaut 14:04
40 second thing in 39 seconds 1:07
Side Two:
Ariels Flight 15:15
(Gorgons Of The Glade)
(The Oneirocritic Man)
(Gift Of The Frog Prince)
Crimson Dagger 7:05


Da capa: 

A fita-mestre foi enviada para Betty Cherry em Nashville, Tennessee. Ela estava trabalhando para a Shelby Singleton Corporation, mais conhecida como "Sun Records". Betty lidava com nomes como Elvis Presley, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, Charlie Rich, entre outros. Depois de ouvir a fita, ela usou sua técnica de meditação a partir da qual obteve uma visão da pintura, como a seguir explicou: 'O que me apareceu foram os "quatro elementos do universo" atraídos em direção à uma força de energia cósmica que foi 'Polyphony'. Como você olhando para a pintura vai vê-la brilhar na ponta do dedo indicador esquerdo "do elemento água". Os outros três elementos, 'fogo', 'terra' e 'ar' estão abaixo. Você teria que ver a pintura original para realmente apreciar sua bela obra de arte. Ele ganhou vários prêmios, assim como como capa de álbum." (Como se pode perceber, a coisa toda é uma "viagem"...)

Em verdade, apenas garotos realizando entre as tomadas e nos fins de semana, algo que o próprio "Rick Wakeman" realmente poderia abismar-se durante um momento descontraído.

Eles não possuem a bagagem de grandes nomes, mas com virtuosismo, fazem um prog absolutamente autêntico, com o baterista Chris Spong implacável, o órgão Hammond de Craig Massey dominando as passagens, pequenas pausas de jazz, surpresas imprevistas, e um vocal muito competente do realmente excelente guitarrista Glenn Howard, um baixista alto nível chamado Martin Ruddy e o elemento que é outra grande sacada da banda, Chatty Cooper, tratando de maneira específica os instrumentos de percussão. Como Jamie Muir durante meados de 72 até o início de 73, o fez de maneira brilhante no "King Crimson". 

Um tesouro perdido, um daqueles lançamentos míticos que você fica com a sensação de "por que nunca ouvi isto antes?", algo inesperado e surpreendente. Como em muitos outros casos, um  único álbum, mas visto como no mesmo nível do que de melhor acontecia no Reino Unido à época. Imperdível. Boa audição!


Juggernaut


Polyphony
Without Introduction (1972)
Radioactive RRCD117 (2004 - UK)


Tracks Listing

01. Juggernaut (14:04)
02. 40 Second Thing in 39 Seconds (1:07)
03. Ariel's Flight (15:15)
a) Gorgons Of The Glade
b) The One Irocritic Man
c) The Frog Prince
04. 
Crimson Dagger (7:05)

Musicians:

Martin Ruddy / bass, vocals
Christopher Spong / drums
Craig Massey / vocals, organ, moog
Glenn Howard / vocals, guitars
Chatty Cooper / percussion



 
Ariel's Flight


mediafire.pt1 - (132,37 MB)
mediafire.pt2 - (95,78 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire (86,66 MB)


Full album

Reviews:

“Polyphony is another King Crimson-like band. Only 37 minutes of music … but what kind of music! Long, dynamic tracks with great guitar and keyboard solos and very nice vocals. Highly recommended to all King Crimson fans … and not only!” caladan.art

“Try to imagine a band who, upon hearing Emerson, Lake & Palmer’s Tarkus for the first time, indulges on heavy amounts of mescaline and drops by the studio to have a blow. Okay, assume also that they are competent musicians (by no means virtuosi) and have carefully considered their music before recording those chops to magnetic oxide. Well, I suppose you have a vague idea of what this seminal act from America were all about. Many sordid tales of the band, none that shall be taken up now, have floated about over the many years since their jaw-dropping debut; though it is also safe to say that dumping an innovative product such as this on an unsuspecting audience, even back in 1972, would have baffled most listeners. Hence, this one release, then a disappearing act which has reckoned this gem to the obscurities hall of fame!

Their music, huh? Okay, they play an extremely up-tempo brand of quasi-pyschedelic rock which is dominated by heavy Hammond and an active core of drum play and congo bashing. Add to this an extremely surrealistic lyrical bent and off-centered vocals and you get a bigger picture. Well, is it progressive, you may be wondering? Extremely so! The Hammond is employed to the hilt – the liturgical chords, the wicked fanfares, and the multitudinous exhibitions of machismo evocative of a certain Jimmy Smith, Brian Auger or, of course, a Mr. Emerson.

A casual listen to, say, “Ariel’s Flight” cannot be ignored. It’s attack and strange use of dynamics are not to be dismissed but are not for the faint of heart or weak-kneed either. This music jams, and jams hard. Very hard! Same too with the frenetic and busy “Juggernaut”, and I could even swear I heard snippets of something familiar somewhere. Oh yes, it was the excitement – the feeling of being let loose to play around – which was so evident on Tarkus. I can divine no meaning from these lyrics, nor do I really give a damned to. They are fantastical, even impressionistic, and a vital part of what made this work so different. Hey, I think my imagery of them dropping acid might be valid, owing to the wanking off bit of “40 Second Thing In 39 Seconds”. That’s it … it seems so much clearer now!!

Suffice it to say, this is not your typical progressive rock by any means. Yep, even for 1972. It is, ahem, a special document from a band who existed in a period of time where releases such as this were not uncommon. Well, perhaps I’m pushing it. This is truly unique. So, fellow traveler, if you have recently heard the early work of Keith Emerson, and even liked it, this one is bound to hit you on some level. Yes, really. My hope is that someone, anyone, will dig the vaults for the masters and give this the digital treatment!” gsk41 Progressive Ears

“German reissue of 1971 album, totally influenced by early UK exponents of prog rock of the time..think King Crimson, Van Der Graaf Generator, The Nice/early ELP. Features some excellent guitar work, keyboards naturally and cool percussion along with surrealistic lyrics and off center vocals making it moderately jaw-dropping for fans of this sort of thing, like me. Here`s a review translated from German. “The musical Melange on “Without Introduction” reflects its time of origin in many facets. Fuzz and Slidegitarrensounds pair themselves with key board sounds A l Keith Emerson and seem in this combination growing out of the Progs from the Psychedelic era to document to want. The singing contributes in particular in the last TRACK a clear Sixties Touch.. In summary, I would say Summa that the music of “Polyphony” experienced strong suggestions by “The Nice” and the early ELP.”BabyBlueEyes.”
Bruce Brodeen, Not Lame Recordings

Robert M. Briggs III at Amazon.com … Review:

This review is from: Without Introduction (Audio CD)
This was a great, lost find in terms of early progressive rock. A trio comprised of keyboards, guitar and bass, drums and percussion, and from AMERICA, no less! This album is very comparable to the very first ELP album, and came out in 1971. Anyone who thinks (like I did) that all of America had its musical head up its you-know-what MUST get a listen to this music.

Two of the tracks come in at 13+ and 15+ minutes each, while a third is just over 7 minutes long. The last track (humorously titled) actually clocks in at just over 1:15. The lyrics are off-kilter, enigmatic, and would fit in oh-so-well with those great British and German prog rock bands of the early 70′s.

If you like ELP, Genesis, or Gentle Giant, do check out this gem of a domestic release, and be proud that not all American musicians were trying to be “the next Eagles” or “the next…[whatever]“.

25/07/2013

King Crimson Live in Philadelphia (1982) KCCC 26 - 2004



Red

A geração de 81 do "King Crimson" de "Fripp", época em que "Adrian Belew" e "Tony Levin" se juntaram a banda, teve reflexos bastante distintos do que até então pudemos ouvir (e nos deleitar). Como prova de sua intenção em rumos totalmente diferentes daqueles levados com o grupo até então, além de admitir um segundo guitarrista, "Belew" (que também assumiu os vocais), "Robert Fripp" que jamais tinha tocado com outro guitarrista na banda, abdicou do mellotron, do sax, e do violino, a direção musical mudou.

Por outro lado com seu método experimental e impressionista de tocar guitarra, incrivelmente versátil, a presença de Adrian (com algo em torno de 20 álbuns em sua carreira solo, inclusive indicado para o Grammy na categoria Melhor Performance Instrumental de Rock), iria propiciar Discipline (inicialmente o nome do grupo), o primeiro disco do grupo nos anos 80, e também o início de uma nova fase totalmente diferente de tudo o que a banda já havia feito até então, mas ainda mantendo um alto nível de qualidade. Agressivo e simultaneamente descontraído e complexo, o álbum é um clássico na discografia do "King Crimson" não só pela mudança na sonoridade, mas também pela criação de sons não explorados até então, no uso de tecnologia para criar timbres diferentes e na execução com instrumentos inusitados. 

Entre algumas características marcantes deste período, justamente o trabalho feito pelos guitarristas em contraponto e polirritmia, o genial "Bill Bruford", que apresentou inovações tecnológicas para bateria além de sua famosa habilidade para tocar em compassos alternados, e o trabalho do excepcional baixista "Tony Levin" que se encaixa de maneira brilhante ao perfil pioneiro do grupo. Ele não só criou novas maneiras de se tocar contrabaixo na musica, como ajudou a difundir a técnica de Two Handed Tapping e um instrumento pouco usual na época, o Chapman Stick de 12 cordas

Sem dúvida, outro marco histórico de uma banda que vêm desde o final da década de 60 revolucionando o rock progressivo sem nenhum grande apoio de parte da mídia. Este disco mudou o conceito sonoro de vários grupos nos anos posteriores ao seu lançamento, influenciando bandas como Primus e Dream Theater, entre outras, apresentou novos instrumentos, novos sons, e além de tudo é executado por quatro músicos geniais com larga experiência musical. Realmente um clássico que só poderia ser feito por uma banda com anos de estrada. Manteve o alto padrão de qualidade da década de 70, flertou com várias vertentes da música, e ainda criou uma identidade sonora que acompanhou o "King Crimson" até suas últimas apresentações. 
   
Gosto mais das obras do "King Crimson" do período inicial até sua dissolução em 74, mas continuo a apreciar muita coisa desde então, a banda prossegue sendo uma das principais referências do gênero, aliás considerando a queda vertiginosa no potencial criativo do progressivo nos anos 80, este trabalho é fundamental à elegância do gênero. 

Esta apresentação ocorreu no dia 30 de julho, 1982, logo depois do lançamento do álbum 'Beat' (como o próprio nome indica, aludi a geração beat), que representou o terceiro álbum desta encarnação. Entre os destaques, a de minha preferência, é a performance surpreendente da instrumental "Sartori in Tangier". O título vêm de um livro de Jack Kerouac, Satori in Paris, sendo que Paris foi substituída por Tangier (uma cidade em Marrocos) por ser uma cidade conhecida em reunir escritores da geração beat. Da mesma forma que "The Sheltering Sky", outra instrumental, título do livro do escritor Paul Bowles, constantemente associado com a geração Beat. A história no livro também é parcialmente localizada em Tangier. 

'Thela Hun Ginjeet' do Discipline abre muito bem o show com sua música dinâmica, com Levin combinando linhas sólidas de baixo, ao trabalho das guitarras com diferentes estilos de Fripp e Belew, e a sempre majestosa percussão de Bruford. A música flui muito bem desde a abertura, e o lendário 'Red', ao meu ver, é outro excelente destaque desta apresentação. 'Red' ao vivo, é ainda mais interessante do que a versão de estúdio. Isto é principalmente devido ao baixo mais dinâmico, combinado com improvisações de guitarra, bem como da bateria. Como a exemplo da abertura de 'Indiscipline', onde Bruford realiza um longo solo de bateria tornando a faixa ainda mais atraente, e as harmonias são muito boas, especialmente os solos de guitarra e baixo.

No geral,  este registro é gratificante por dois motivos. Em primeiro lugar, o desempenho dos membros da banda estava no auge, oferecendo excelentes desempenhos ao longo das faixas. Em segundo lugar, a qualidade sonora do registro é realmente excelente, muito próximo de uma versão de estúdio. Boa audição!


Sartori in Tangier


King Crimson
Live in Philadelphia 1982
Recorded July 30, 1982 at Mann Music Center, 
Philadelphia, PA
The King Crimson Collectors' Club 
CLUB26  (2004)

Tracks:

01 - Thela Hun Ginjeet
02 - Red
03 - The Howler
04 - Frame By Frame
05 - Matte Kudasai
06 - The Sheltering Sky
07 - Discipline
08 - Elephant Talk
09 - Indiscipline
10 - Neurotica
11 - Heartbeat
12 - Sartori in Tangier
13 - Larks' Tongues in Aspic Part II

Musicians:

Adrian Belew - guitar & vocal
Robert Fripp - guitar
Tony Levin - bass guitar & Stick
Bill Bruford - drums & percussion



Indiscipline



*Indiscipline

Eu me lembro de uma coisa
Levei horas e horas mas...
Na hora em que eu terminei isso
Eu estava tão envolvido
Eu não sabia o que pensar
Eu carreguei isso comigo por dias e dias...
Fingindo
Como se eu não estivesse vigiando durante o dia todo
E então... olhei para isso.
Para ver se eu ainda gostava
Eu gostava

Eu me repito quando estou estressado
Eu me repito quando estou estressado
Eu me repito quando estou estressado
Eu me repito quando estou estressado
Eu me repito...
Quanto mais eu olhava para isso
Mais eu gostava
Eu acho que isso é bom
O fato é que...
Não importa o quanto eu examinava de perto
Não importa o quanto eu me afastava
Não importa o quanto eu tentava destruir
Parecia consistente
Eu queria que você estivesse aqui para ver isso

*A letra de Indiscipline foi baseado em uma carta escrita por Adrian Belew para sua esposa na época, Margaret Belew. O objeto misterioso pelo o qual o personagem da letra esta obcecado seria uma escultura que ela fez.

Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire (168,28 MB)
FLAC
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13/03/2013

Le Orme - Collage (1971) Japan Edition, 2004



Sguardo verso il cielo

A produção que antecedeu este álbum teve o sabor dos anos 60, na Itália. Idéias musicais oriundas da Inglaterra, misturadas com sabedoria. Psicodélica sabedoria. Veio a década de 70, e a tendência em se trabalhar a parte instrumental com harmonia e melodias complexas, aproximando-se muito da música erudita.

Evoluindo neste universo, acontecia o "Collage". E para o "Le Orme isso muda tudo". A voz inconfundível de Tagliapietra têm um talento moldado como se houvera amadurecido tempos atrás para assumir uma identidade progressiva num estado perfeito. Promovem-se ambiências experimentais e árias barrocas. Em profusa alquimia, o clássico e o progressivo se fundem habilmente criando harmonias que só os italianos conseguem idealizar com tamanha felicidade, neste contexto. E é neste estado de humor, que o estilo caminha a passos largos por lá. Este álbum é o mais experimental da banda, para mim o melhor. É convencionalmente considerado o primeiro disco de rock progressivo, e serviu de precursor para esse novo gênero musical que em pouco tempo estaria impregnado em todo o país.  Um modelo revolucionário. Melódico e sentimental.

O órgão Hammond de Pagliuca, se torna fundamental em toda a extensão da obra assim como a guitarra de Tagliapietra, edificando texturas sonoras bastante criativas. Reputo esta banda com um dos grupos mais inteligentes que já tive oportunidade de conhecer. Seus dois álbuns posteriores cuja a sonoridade seria mais acessível, tornariam-se seus maiores sucessos de crítica e público. Este trabalho além de absoluto alto nível, é denso, cru, essencialmente experimental, desenvolvendo novas linguagens musicais, e por isso genial.

Seu caráter perturbador, pode ser contatado também no que se propõem através das letras, "Era inverno" e "Morte di un fiore" falam respectivamente de prostituição e de morte violenta relacionada a drogas e overdose. Nos moldes do "Pink Floyd" e do próprio "Roger Waters", o grupo têm como característica  querer afrontar com as próprias canções, temáticas polêmicas ou, consideradas tabus, entendendo através da música contribuir para talvez formar melhores opiniões no sentido de ser fraterno, de haver igualdade. Boa audição!

 Collage




Le Orme 
Collage (1971)
Philips ‎– Japan
Remastered, 16 Sep 2004
Limited Edition, Papersleeve




CD
1. Collage (4:42)
2. Era inverno (5:00)
3. Cemento armato (8:08)
4. Sguardo verso il cielo (4:12)
5. Evasione totale (6:56)
6. Immagini (2:58)
7. Morte di un fiore (3:00)


Total Time: 34:56


Aldo Tagliapietra - vocals, bass, guitar
Toni Pagliuca - keyboards
Michi Dei Rossi - drums


Immagini


Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
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FLAC
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Cemento armato

08/03/2013

King Crimson - Live At Fillmore East (1969) - Club25, 2004




"King Crimson" em sua encarnação incipiente, sempre viveu momentos gloriosos. Em 21 de novembro de 1969 no Fillmore East, graças esta gravação, podemos conferir o quão impressionantes e virtuosos eram seus  desempenhos da época.

O mais impressionante, além de sua própria e inquestionável qualidade, é que o "King Crimson" deste período contínua se fazendo presente, inspirando e orientando grupos conceituados, muitos dos quais seus integrantes sequer haviam nascido, inclusive propondo-se à interpretações, "21st Century Schizoid Man", por exemplo, têm dezenas de registros. 

CD Cover PhotoApenas há 3 dias atrás a Rolling Stone, realizou uma longa entrevista com "Greg Lake", onde, apesar do título infeliz da matéria 'Punk Is Not a Form of Music. It's a Fashion Statement.', (o fato em si é irrelevante), a matéria é muito bem vinda pela retrospectiva traçada por "Greg Lake" em seu início de carreira. O grande enfase, até de cunho emocional, da parte de "Lake", é abordar o saudoso período KC, inclusive contando detalhes importantes, justamente por ocasião do evento em Fillmore, onde ele explica o porque da desistência por parte de "Giles" e "Ian" em permanecer na banda, quando ambos optaram por deixar o grupo ao invés da rotina de cansativas viagens decorrentes da turnê, segundo "Greg", espelhando-se no próprio "Beatles", onde os músicos passaram a privilegiar atividades de estúdio. "Giles" e "Ian", a partir de então fariam o mesmo. Em decorrência, a famosa conversa com "Keith Emerson", que coincidência ou destino, estava hospedado no mesmo hotel, e juntos naquela noite, iriam idealizar o "ELP". "Greg", ainda comenta que "Fripp" lhe propusera encontrar novos integrantes e dar prosseguimento à trajetória da banda, mas considerando a presença dos componentes originais, imprescindível em essência e à própria "química" da fórmula inicial, "Greg" preferiu interromper o ciclo, embora ainda sugerindo fundarem um novo grupo, "Fripp" apenas comentou: "Você se importaria se eu continuar?" E "Greg" então respondeu: "Em absoluto, Se você quiser fazer isso, tudo bem. E foi o que ele fez". (*Mais abaixo o trecho da entrevista original da Rolling Stone).

Em suma, este evento é um inestimável documento histórico para quem curte a trajetória da banda, cuja importância se torna ainda mais relevante, pela incrível qualidade sonora, e por estar tão próximo do fim desta formação. Fillmore East, sem dúvida foi palco de uma das melhores apresentações do grupo, o único fato lamentável no caso deste registro é que em ambas as apresentações "In The Court of Crimson King" está incompleta, mas mesmo assim pode ser ter uma ideia das belíssimas interpretações, e ao meu ver, mesmo tendo um desempenho fantástico em todas as músicas apresentadas, o destaque maior foi: "A Man A City" (futura "A Picture of the City"), ainda com letra diferente, sendo a única que não pertencia ao álbum de estréia. O próprio "Fripp" sempre fez questão de frisar, jamais reeditou-se com um desempenho do mesmo nível. Todos os músicos, pela virtuose individual, igualmente contribuem para esta inesquecível e breve apresentação, já que a banda nesta oportunidade participava de um projeto coletivo, dividindo o palco com "Joe Cocker", "Fleetwood Mac", entre outros.  Boa audição!


A Man A City



King Crimson
Live At Fillmore East (1969)
CLUB25, 2004



CD

November 21, 1969
The Court of the Crimson King (Fragment) 2'36
A Man a City 12'21
Epitaph 8'03
21st Century Schizoid Man 8'05

November 22, 1969
The Court of the Crimson King (Fragment) 2'16
A Man a City 12'19
Epitaph 8'31
21st Century Schizoid Man 7'56






Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
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*Rolling Stone entrevista Greg Lake:



I want to go back a bit here and talk about your past. First off, why do you think the original King Crimson broke up so quickly after the first album? The whole thing was so brief.
Yes, that's right. We were only together, the original King Crimson, for one album and one tour. The tour went around England and it also went to the United States. When we reached the end of the tour in the U.S.A, Mike Giles, the drummer and Ian McDonald, who would play flute, Mellotron and saxophone, they decided they didn't much enjoy life on the road. I think they particularly didn't like flying, and they just didn't like travel and the whole hectic life on the road.
They decided to work in the studio exclusively. I think perhaps that the Beatles, making that same decision, influenced them, in a way. They saw the Beatles back off from live gigs and go into the studio. I suppose they thought that was maybe a thing to do.

Anyway, that was their decision. Robert Fripp, who I grew up with . . . we even went to the same guitar teacher. We were old friends, and he wanted to continue on with King Crimson. I just didn't feel good about it because Ian, particularly, wrote a lot of the material. Also, Mike was a great drummer. They were so fundamental in the makeup and the chemistry of the band. I just didn't feel it was honest to get two new people in and pretend that nothing had happened.

I said to Robert, "If you want to form a new band, I'm happy to do that. But I just don't feel comfortable carrying on with the name King Crimson." He said, "Well, do you mind if I do that?" I said, "No, no, no, no, not at all. If you want to do it, that's fine." So that's what Robert did. 

Strangely enough – and this was an absolute coincidence – on the night this happened, King Crimson was playing at the Fillmore West in San Francisco. This is one of the few things I can remember clearly from that period. We were on the bill with the Chambers Brothers and a group called the Nice, who had Keith Emerson on keyboards. We were all booked in the same hotel, and after the show I went down to the bar and met Keith Emerson. 
I started talking to Keith, and he said, "How's King Crimson going? I hear you're doing real well." I said, "Well, sadly, Keith, it's come to an end. You know, the two boys . . . " I explained the story to him. He said, "Strangely enough, I've reached the end with the Nice. I just can't take it any further. I've done everything I can. I feel limited now." 
So anyway, that was the beginning of ELP, on that very same night. It's very weird, but there you go. Strange things happen sometime.s Music and the music business is sort of very fortuitous. It's very circumstantial. 

That first King Crimson album really changed the world. When you were making it, did you realize you were making something really bold and different? 
It's a strange thing to say, but I have to tell you I did feel that way. We did feel it as a group. We knew the chemistry was unusual, and the reason we knew that is because when the band played live we really shocked people. I think that was the case because up until that time, the music they heard was essentially United States-inspired. The influences had been drawn from blues, gospel, country and western, jazz, early rock & roll, Motown. These were the influences of rock at the time. 

It was a very strange thing to hear a rock band taking their influences from European music, as King Crimson did. I mean, I didn't sing with a mid-Atlantic accent. I sang with a British accent. The music of King Crimson was drawn almost exclusively based on more European structures. It wasn't the three-minute single. It wasn't basic blues-riff music. This was using very different harmonic components, different structures, so it wouldn't be verse, chorus, verse, verse, chorus, verse, verse, chorus. The structures were individual and not necessarily any given or prescribed length. 
The sheer lineup of the band, too, was unusual. Ian on flute, and just having a Mellotron. The other interesting thing about the band is that it was more orchestral. It wasn't like the Moody Blues, sort of mild and gentle and symphonic. It was intense. Things like "21st Century Schizoid Man" would literally scare people. 

Then suddenly there's Yes and Genesis and all these other prog bands. You guys really kicked off so much music in the Seventies. 
I drew influences from people as well. That's how musicians grow up. They absorb like a sponge. You absorb the influences and process them through yourself, and hopefully come out with something original. 

Yeah. It was just a particularly big step forward. 
Yeah, I think there was some sense of some sort of a quantum leap happening. But I have to be honest with you, it wasn't so much like we sat down and planned it that way. I think the times had something to do with it. There was a moment in time where new awarenesses were being experienced. People were doing LSD, and it expanded the type of thinking going on. There was something about the atmosphere of the streets, certainly in London at the time. You could feel the sort of excitement about the youth of the day taking control from the establishment. 

I've seen Robert Fripp say recently that he's done with Crimson and done with touring. I know that fans have this fantasy where the group will end by going full circle with the five original guys playing the first album straight though. Is that at all possible? 
[Laughs] I'm often asked this question and my answer is always the same: I certainly would be prepared to do it. I've always felt that if someone is good enough to buy your album, that you owe them a performance. I also think it would be very emotional, and very cathartic in a lot of ways. Robert and I get on OK, to be honest, but there were a lot of strange feelings that happened through the career of King Crimson. Mike didn't feel . . . or perhaps they regretted leaving. I would be happy to do it. Whether it will happen, of course, is another matter. 

I'm thinking it should be 2019 for the 50th anniversary of the album. 
There you go. Phone Robert up and tell him. [Laughs] Tell Robert him Greg says so. [Laughs]

By ANDY GREENE
March 5, 2013

07/12/2012

Eloy - Live (1978) 2004




Eloy em terra natal - o único registro oficial ao vivo da banda aconteceu neste show gravado na Alemanha,  intitulado simplesmente “Live”. Foi também o auge da carreira da banda em minha opinião. A banda (Frank Bornemann) sem dúvida teve vários álbuns excelentes, “Ocean”, creio, nenhum deles conseguiu superar. 

FRANK BORNEMANN 1978    EloyO line-up da banda é o mesmo dos discos anteriores. Todos aqui sem exceção contribuem para esta excelente performance ao vivo. Exímios em seus respectivos instrumentos, (embora o Eloy seja sempre um grupo de músicos competentes), têm aqui uma formação de referência. A paixão da entrega e um estilo muito próprio de tocar, formam um conjunto quase que perfeito com entrosamento impecável, que caracteriza este registro como uma obra prima do rock progressivo. 

Frank. é própria identidade da banda; simples, bastante emotivo, oferecendo espaço para que todos os músico possam aparecer. Peter, é um excelente baixista, e em meio as melodias, seu baixo sempre se faz presente, muitas vezes solos poderosos durante improvisações, (ex: o dialogo perfeito entre baixo e guitarra em 'Poseidon’s Creation'), um dos pontos fortes deste álbum.

DETLEV SCHMIDTCHEN 1978    EloyNos teclados, a presença de Detlev Schmidtchen é fundamental, seus múltiplos teclados, que vão desde o Hammond ao Mellotron, passando pelos sintetizadores, conferem boa parte dos solos magníficos da banda. À título de curiosodade, ele que começou em 1970 como um guitarrista de uma banda da escola, num festival chamado "Pop 75", foi premiado. Como vencedor obteve direito a uma gravação em estúdio (um vinil chamado "Syncron", publicado em uma pequena edição), e também a oportunidade de jantar com o "headliner" do festival, o grupo Eloy. Um primeiro contato com Frank Bornemann, e o consequente ingresso ao line-up do Eloy por 3 anos, de 1976 a 1979.

ELOY 1978    Eloy Jürgen, (que anteriormente participara do melhor álbum do Scorpions - Fly to the Rainbow , em 1974), é um mestre em seu ofício. Ele entrou na banda em 1976, permanecendo até 1979, e participando da gravação de quatro discos, nos quais também escreveu as letras das canções, sendo considerado pelos fãs como um dos bateristas do Eloy mais populares e influentes. Seu primeiro trabalho com o grupo foi “Dawn”. É perceptível a transformação que este instrumentista faz na banda, provendo um estilo muito mais complexo e progressivo, considerando os álbuns anteriores. Alem de virtuoso baterista, Jürgen é talvez o músico mais completo que já passou pelo Eloy. Após sua entrada na banda, ele toma frente às letras do grupo, que além de tornar-se liricamente mais belo e criativo, incorpora o aspecto conceitual. Senão bastasse o verdadeiro arsenal de baterias e percussão usados pelo músico, há ainda sua flauta, as vozes de fundo, e as narrativas em Ocean, no Dawn, e aqui neste ao vivo. Acredito, que muito das características deste Eloy mais progressivo, aconteceram através de sua passagem pela banda. Com um elenco 5 estrelas e a identidade dos alemães com o gênero progressivo, o "Ocean Tour" se tornou memorável e este álbum denota sua importância histórica. Boa audição!



Inside






Eloy - Live 1978 (2004 Remaster)
Genre: Symphonic Progressive/Space Rock
Country: Germany
Label: EMI 


Tracklist:
01 Poseidon's Creation (11:37)
02 Incarnation Of Logos (8:46)
03 The Sun-Song (8:30)
04 The Dance In Doubt And Fear (7:36)
05 Mutiny (9:56)
06 Gliding Into Light And Knowledge (4:24)
07 Inside (6:34)
08 Atlantis' Agony At June 5th - 8498, 13 p.m. Gregorian Earthtime (20:54)


Line-up:
ELOY 1978    Eloy
Frank Bornemann - vocals, guitars
Klaus-Peter Matziol - bass, vocals
Jürgen Rosenthal - drums, percussion, voice
Detlev Schmidtchen - keyboards




The Sun-Song



mediafire (177,33 MB / 320 Kbps)
multiupload (175,48 MB / 320 Kbps)
OCEAN TOUR 1978 em 1976-1979 por

20/01/2012

Yezda Urfa - Yezdaurfalive Nearfest (2004) - 2010




Boris and His Three Verses

Finalmente aconteceu! Após dez anos de tentativas, finalmente conseguimos a banda de volta juntos para um momento fantástico no tempo. Marc recebeu um e-mail de um fã que havia acabado de voltar de NEARfest 2003 (graças Eddie!). Ele sugeriu entrar em contato com Chad e Rob para ver se eles estariam interessados ​​em ter Yezda Urfa se apresentando no festival do próximo ano (2004). Chad e Rob ficaram entusiasmados, e procedeu-se a assinatura de um contrato para se apresentarem no NEARfest 2004. "Agora realidade, começamos a definir os primeiros passos. Como poderíamos fazer isso? Enfrentamos alguns obstáculos consideráveis: nós não tínhamos tocado juntos há mais de 20 anos, e Marc Rick vivia mais de mil quilômetros de distância dos outros caras. Phil optou por não participar, então ao invés de descartar o projeto, Rick sabia de um tecladista que estava disposto e capaz de assumir a nossa música, e assim, Mike Barry juntou a nós. Cada um de nós teve que reaprender a coisa toda, e esta não foi uma tarefa fácil tentar voltar e meticulosamente recriar as músicas, algo muito desafiador. Mas foi um trabalho de amor. Ao longo de 12 meses de preparação, nós praticamos individualmente e nos reuniramos para os ensaios coletivos apenas quatro vezes. Ficou claro que Rick não estava à altura da tarefa. Felizmente, Mike sabia de um cantor com uma voz semelhante a de Rick, e assim também Ron Platt se juntou ao projeto, isso com apenas cerca de quatro meses antes do festival. Quando chegou a hora, nós carregamos nossos veículos com guitarras, teclados, bateria, tudo o que se precisava, e que não seria fornecido pelo festival. Cada um de nós, levou os amigos e as famílias, de Indiana e Illinois até a Pensilvânia. Depois de um longo check-up do som na sexta à noite, tentamos dormir um pouco, levantamos cedo e seguimos para o local da apresentação. Fizemos uma outra vistoria do som, em seguida, fomos para o camarim para esperar com o teatro lotado. Após nossa introdução, abrimos o festival. Foi uma experiência incrível que nunca iremos esquecer. Esperamos que gostem de ouvir isso tanto quanto nós apreciamos realizá-lo."  Brad Christoff 

  • Boa audição!

4. 3, Almost 4, 6, Yea



Mike Barry

LIVE NEARFEST 2004
Yezda Urfa
Eclectic Prog



Line-up / Musicians:


  • Mike Barry - keyboards
  • Brad Christoff  - drums
  • Marc Miller - bass vocals
  • Ron Platt - lead vocals
  • Logan Tippins - acoustic guitar, vocals
  • Mark Tippins - electric guitar, vocals

Tracklist:


  1. Intro by Chad 0:47
  2. Give 'Em Some Rawhide Chewies 4:04
  3. Boris and His Three Verses 8:20
  4. 4. 3, Almost 4, 6, Yea 11:27
  5. To-Ta in the Moya 11:20
  6. Ron's Band Intros 0:55
  7. L.A. 4:10
  8. The Basis of Dubenglazy 11:04

Give 'Em Some Rawhide Chewies

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13/09/2011

David Gilmour - The Strat Pack (2004)



Marooned


Quando David Gilmour ingressou no Pink Floyd em 1968, estreou uma Fender Telecaster, um presente que havia ganho de seus pais. Esta guitarra, infelizmente, foi dada como "perdida" pelas companhias aéreas em sua primeira viagem interestadual com a banda.
Em Maio de 1970, Gilmour então comprou em uma loja de Nova York uma Fender Stratocaster, modelo Standart CBS-era, com número de série 266936. O corpo da guitarra é de alder, com um fundo contorno na parte superior traseira típico do período1966-1968. Os captadores, com bobinas do período 1967-1969, são acionados individualmente por uma chave de três posições. O braço original é de maple com 'headstock' grande, a escala é de "maple cap"; já a regulagem da alma é feita no final da escala. O escudo original é branco.

Durante aproximadamente um ano, Gilmour experimentou outras marcas e modelos de guitarras até retornar a usar a "Black Strat" para as primeiras apresentações contendo o material embrionário intitulado "Return to the Son of Nothing", que possuia as primeiras estruturas do que viria a ser o álbum The Dark Side of the Moon. A partir de então, Gilmour estabeleceu a Black Strat como o seu principal instrumento de trabalho, tendo realizado na guitarra diversas experimentações ao longo dos anos, que incluem:

Modificações na parte elétrica:
(1) colocação de pontos extras de aterramento na folha de cobre na parte interna do escudo;
(2) colocação de um chave tipo liga/desliga para acionamento do captador do braço.
Modificações na captação:
duas substituições no captador original da ponte, sendo a primeira por um Di-Marzio FS-1 e a segunda (4) por um Seymor-Duncan SSL-1, foi usado pela primeira vez na turnê do The Wall em 1980 e permanece até hoje.
Substituições de braço:
foram feitas 5 substituições de braço, a primeira em 1972 e a última (5) em 2005.
Troca do escudo:
Em 1974, instalação um 1-ply. 120 “Escudo acrílico preto”, 11 furos, no lugar do branco. Está até hoje.
Pouco antes de iniciar as gravações do The Final Cut a escala foi substituída por uma de maple novamente com 22 trastes que também foi destaque no About Face (álbum e turnê)
Substituição do sistema de ponte:
Em 1983, Gilmour instalou o sistema "Kahler" visando ampliar a extensão dos bends com a alavanca sem perder a afinação. Ironicamente, este foi o principal motivo da "aposentadoria" da Black Strat, pois em uma entrevista, Gilmour disse que essa modificação "matou" o som da guitarra. Em 2003, quando a guitarra voltou à ativa, ela estava novamente equipada com o sistema sincronizado da Fender.
Encurtamento da alavanca:
Em 1984, as guitarras de Gilmour tiveram suas alavancas encurtadas (6) para aproximadamente 4,25 polegadas (10,8 centímetros). Esta modificação permite melhor controle sobre os vibratos.

No ano de 1986, o Hard Rock Café fez uma proposta a David Gilmour nos seguintes termos: uma quantia em dinheiro seria doada a uma instituição de caridade se uma das guitarras de David ficasse exposta na sede de Dallas, no Texas. A guitarra continuaria pertencendo ao músico, podendo este solicitar a devolução do instrumento a qualquer tempo e o Hard Rock Café garantiria condições adequadas de conservação do mesmo. Gilmour aceitou a proposição uma vez que a Black Strat não estava em uso regular desde 1983.

Foi somente em 1997 quando David Gilmour solicitou que a Black Strat retornasse a seu poder. Inusitadamente, o Hard Rock Café devolveu a guitarra em péssimas condições, sem a alavanca e os botões de controle, além de outros pequenos danos. Para repará-la, Phil Taylor (técnico de guitarra de Gilmour) deixou o instrumento aos cuidados de Charlie Chandler, um respeitadíssimo luthier da Inglaterra. É muito provável que, dentre outros serviços, Charlie Chandler tenha substituído todas as ferragens da guitarra, equipando a Black Strat com peças da marca "Callaham".


A partir de 2003, Gilmour voltou a utilizar a Black Strat com mais frequência. A guitarra foi utilizada na gravação de seu mais recente disco de estúdio intitulado "On an Island", bem como no último show do Pink Floyd (que ocorreu no evento "Live 8") e na turnê subsequente ao lançamento de supracitado álbum. Após o show no Live 8 em 2005, ocorreu a última alteração no instrumento, com a colocação de um braço em peça única de maple, retirado de uma Fender Stratocaster 57V, equipado com tarraxas Gotoh "Vintage Style". 

Em 2008 a Fender lançou uma Stratocaster em sua homenagem, batizada de "Black Strat", na sua linha de guitarras "Artist Signature Series". O modelo recria, em detalhes, uma Stratocaster preta com escudo negro que Gilmour a muitos anos utiliza.

24 September 2004
The 50th Anniversary of the Fender Stratocaster guitar,
Wembley Arena, London, UK.
Homenagem à invenção do famoso Leo Fender, que literalmente mudou a cara da música com a sua gama de possibilidades em variantes tonais. 

David Gilmour hipnotizante, perplexa os ouvintes que de pé, permanecem completamente imóveis durante a execução da belíssima "Marooned", (vencedora no Grammy Awards de melhor performance de rock instrumental de 1995) e por fim quando em "Sorrow", a velha "Strat" ruge, fazendo toda a Arena estremecer com seu arranque poderoso, sua música descreve a destruição do ambiente .. o personagem da música é apenas uma pessoa comum que deseja uma terra melhor, ... ele teme pelo pior. Seus sonhos se exauriram...
E o solo de guitarra prenuncia o final, riff's incríveis, seu lirismo sonoro flui através da audiência... um  mencionado na canção não pode ser apenas um; até que findem seus últimos acordes, imagino um suspiro coletivo... Neste show, três jamais será demais...

"Marooned" aqui é a minha predileta, mas não restam dúvidas que a última canção de Gilmour na festa, têm seu propósito neste pequeno elenco de estrelas. "Sorrow", foi escrita e composta por Gilmour, que declarou embora as letras não sejam seu ponto forte, a música é um dos seus maiores esforços líricos, apesar das linhas de abertura terem sido apropriadas da novela de John Steinbeck, "The Grapes of Wrath" (As Vinhas da Ira), a canção para si, tem um lastro profundo.

"Sorrow, era um poema que eu havia escrito como uma letra antes de escrever a música para ele, o que é raro para mim.". - David Gilmour

O baterista Nick Mason , desde então, afirma que a canção foi quase que totalmente criada por David Gilmour em um fim de semana a bordo de seu barco, o Astoria . David Gilmour também mencionou que o solo no final de Sorrow foi feito no barco. Como observado pelo produtor / colaborador em "The Wall",  Bob Ezrin, "... com Gilmour, o equipamento é secundário ao toque. Você pode dar-lhe um ukulele e ele vai fazê-lo soar como um Stradivarius. Ele realmente é a pessoa com as mãos mais habilidosas com quem já trabalhei".

Gilmour comenta  a "Black Strat" Fender Artist Signature Series:
*por favor assistir em tela cheia
  1. Marooned
  2. Coming Back To Life
  3. Sorrow
Size: 19.5mb
Duration: 00:21:11
Bitrate: 128kbps

Sorrow

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