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01/08/2013

King Crimson - Live in Munich (1982) KCCC32 - 2006






"King Crimson" em turnê o durante o verão de 1982, aqui, em 29 de setembro, no Alabamahalle (Rock Aus Alabama), em Munique, Alemanha. A encarnação de 80 da banda ostentava habilidades formidáveis, Adrian Belew (guitarra/vocal), Robert Fripp (guitarra), Tony Levin (baixo/vara/vocais), e Bill Bruford (bateria/percussão), conseguindo manter a tradição. O set list é composto principalmente do material de Discipline (1981) e seu mais recente lançamento Beat (1982) - "Larks' Tongues In Aspic Part II" é a única exceção. A potente "Waiting Man" inicia a apresentação com Belew entre o violão e a percussão. Têm também Levin nos vocais de base com um pouco mais de destaque, e pela primeira vez em "Frame by Frame", um exemplo de sua capacidade neste papel.

"Matte Kudasai" se destaca com "Belew" deslizando sobre as cordas de sua guitarra um efeito slide, algo similar ao que ocorre durante os mais de dez minutos de "The Sheltering Sky". A melhor forma de tirar sons exóticos da guitarra é com um slide. Em seguida "Belew", faz o anúncio à platéia "... do nosso último LP chamado 'Beat' ... ", antes do mergulho que o quarteto super ajustado e inspirado, oferece na interpretação de "Neal e Jack and Me". 

"Elephant Talk," é vista pela crítica como um dos destaques absolutos de Live in Munich, 1982. Para mim a performance de "Bruford" torna "Indiscipline" o tema central, e ao lado de "Larks' Tongues In Aspic Part II" (que traz "Levin" como ingrediente ultra-especial). O concerto foi filmado profissionalmente, contendo em pouco mais de 40 minutos boa parte do show. Ele foi apresentado na televisão alemã, como você poderá conferir no último vídeo deste post. Boa audição!




King Crimson
Live in Munich 1982 (2006)
The King Crimson Collectors' Club CLUB32

Tracks:



01 - Waiting Man
02 - Thela Hun Ginjeet
03 - Frame By Frame
04 - Matte Kudasai
05 - The Sheltering Sky
06 - Neal And Jack And Me
07 - Elephant Talk
08 - Indiscipline
09 - Heartbeat
10 - Larks' Tongues In Aspic Part II

Members:

Adrian Belew - guitar & vocals
Robert Fripp - guitar, vocals
Tony Levin - bass guitar & Chapman Stick
Bill Bruford - drums & percussion

Larks' Tongues In Aspic Part II

Recorded September 29, 1982 in Munich, Germany.
Produced by David Singleton and Alex R Mundy on behalf of King Crimson & the King Crimson Collectors’ Club.

Tight, complex, startling and sonically ambitious, this was a King Crimson full of energy, the embodiment of what Rolling Stone magazine critic Chip Stern had in mind when he declared "Crimson creates a new kind of electronic string music that achieves an orchestral density without resorting to ersatz art-rock bombast." Sid Smith


FLAC
mediafire.pt1 - (184,91 MB)
mediafire.pt2 - (170,86 MB)
mediafire.pt3 - (054,96 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire - (154,40 MB)


Live in Munich (1982)

00:00 Waiting Man
09:32 Matte Kudasai
13:20 The Sheltering Sky
24:00 Neal And Jack And Me
29:45 Indiscipline
37:02 Heartbeat

25/07/2013

King Crimson Live in Philadelphia (1982) KCCC 26 - 2004



Red

A geração de 81 do "King Crimson" de "Fripp", época em que "Adrian Belew" e "Tony Levin" se juntaram a banda, teve reflexos bastante distintos do que até então pudemos ouvir (e nos deleitar). Como prova de sua intenção em rumos totalmente diferentes daqueles levados com o grupo até então, além de admitir um segundo guitarrista, "Belew" (que também assumiu os vocais), "Robert Fripp" que jamais tinha tocado com outro guitarrista na banda, abdicou do mellotron, do sax, e do violino, a direção musical mudou.

Por outro lado com seu método experimental e impressionista de tocar guitarra, incrivelmente versátil, a presença de Adrian (com algo em torno de 20 álbuns em sua carreira solo, inclusive indicado para o Grammy na categoria Melhor Performance Instrumental de Rock), iria propiciar Discipline (inicialmente o nome do grupo), o primeiro disco do grupo nos anos 80, e também o início de uma nova fase totalmente diferente de tudo o que a banda já havia feito até então, mas ainda mantendo um alto nível de qualidade. Agressivo e simultaneamente descontraído e complexo, o álbum é um clássico na discografia do "King Crimson" não só pela mudança na sonoridade, mas também pela criação de sons não explorados até então, no uso de tecnologia para criar timbres diferentes e na execução com instrumentos inusitados. 

Entre algumas características marcantes deste período, justamente o trabalho feito pelos guitarristas em contraponto e polirritmia, o genial "Bill Bruford", que apresentou inovações tecnológicas para bateria além de sua famosa habilidade para tocar em compassos alternados, e o trabalho do excepcional baixista "Tony Levin" que se encaixa de maneira brilhante ao perfil pioneiro do grupo. Ele não só criou novas maneiras de se tocar contrabaixo na musica, como ajudou a difundir a técnica de Two Handed Tapping e um instrumento pouco usual na época, o Chapman Stick de 12 cordas

Sem dúvida, outro marco histórico de uma banda que vêm desde o final da década de 60 revolucionando o rock progressivo sem nenhum grande apoio de parte da mídia. Este disco mudou o conceito sonoro de vários grupos nos anos posteriores ao seu lançamento, influenciando bandas como Primus e Dream Theater, entre outras, apresentou novos instrumentos, novos sons, e além de tudo é executado por quatro músicos geniais com larga experiência musical. Realmente um clássico que só poderia ser feito por uma banda com anos de estrada. Manteve o alto padrão de qualidade da década de 70, flertou com várias vertentes da música, e ainda criou uma identidade sonora que acompanhou o "King Crimson" até suas últimas apresentações. 
   
Gosto mais das obras do "King Crimson" do período inicial até sua dissolução em 74, mas continuo a apreciar muita coisa desde então, a banda prossegue sendo uma das principais referências do gênero, aliás considerando a queda vertiginosa no potencial criativo do progressivo nos anos 80, este trabalho é fundamental à elegância do gênero. 

Esta apresentação ocorreu no dia 30 de julho, 1982, logo depois do lançamento do álbum 'Beat' (como o próprio nome indica, aludi a geração beat), que representou o terceiro álbum desta encarnação. Entre os destaques, a de minha preferência, é a performance surpreendente da instrumental "Sartori in Tangier". O título vêm de um livro de Jack Kerouac, Satori in Paris, sendo que Paris foi substituída por Tangier (uma cidade em Marrocos) por ser uma cidade conhecida em reunir escritores da geração beat. Da mesma forma que "The Sheltering Sky", outra instrumental, título do livro do escritor Paul Bowles, constantemente associado com a geração Beat. A história no livro também é parcialmente localizada em Tangier. 

'Thela Hun Ginjeet' do Discipline abre muito bem o show com sua música dinâmica, com Levin combinando linhas sólidas de baixo, ao trabalho das guitarras com diferentes estilos de Fripp e Belew, e a sempre majestosa percussão de Bruford. A música flui muito bem desde a abertura, e o lendário 'Red', ao meu ver, é outro excelente destaque desta apresentação. 'Red' ao vivo, é ainda mais interessante do que a versão de estúdio. Isto é principalmente devido ao baixo mais dinâmico, combinado com improvisações de guitarra, bem como da bateria. Como a exemplo da abertura de 'Indiscipline', onde Bruford realiza um longo solo de bateria tornando a faixa ainda mais atraente, e as harmonias são muito boas, especialmente os solos de guitarra e baixo.

No geral,  este registro é gratificante por dois motivos. Em primeiro lugar, o desempenho dos membros da banda estava no auge, oferecendo excelentes desempenhos ao longo das faixas. Em segundo lugar, a qualidade sonora do registro é realmente excelente, muito próximo de uma versão de estúdio. Boa audição!


Sartori in Tangier


King Crimson
Live in Philadelphia 1982
Recorded July 30, 1982 at Mann Music Center, 
Philadelphia, PA
The King Crimson Collectors' Club 
CLUB26  (2004)

Tracks:

01 - Thela Hun Ginjeet
02 - Red
03 - The Howler
04 - Frame By Frame
05 - Matte Kudasai
06 - The Sheltering Sky
07 - Discipline
08 - Elephant Talk
09 - Indiscipline
10 - Neurotica
11 - Heartbeat
12 - Sartori in Tangier
13 - Larks' Tongues in Aspic Part II

Musicians:

Adrian Belew - guitar & vocal
Robert Fripp - guitar
Tony Levin - bass guitar & Stick
Bill Bruford - drums & percussion



Indiscipline



*Indiscipline

Eu me lembro de uma coisa
Levei horas e horas mas...
Na hora em que eu terminei isso
Eu estava tão envolvido
Eu não sabia o que pensar
Eu carreguei isso comigo por dias e dias...
Fingindo
Como se eu não estivesse vigiando durante o dia todo
E então... olhei para isso.
Para ver se eu ainda gostava
Eu gostava

Eu me repito quando estou estressado
Eu me repito quando estou estressado
Eu me repito quando estou estressado
Eu me repito quando estou estressado
Eu me repito...
Quanto mais eu olhava para isso
Mais eu gostava
Eu acho que isso é bom
O fato é que...
Não importa o quanto eu examinava de perto
Não importa o quanto eu me afastava
Não importa o quanto eu tentava destruir
Parecia consistente
Eu queria que você estivesse aqui para ver isso

*A letra de Indiscipline foi baseado em uma carta escrita por Adrian Belew para sua esposa na época, Margaret Belew. O objeto misterioso pelo o qual o personagem da letra esta obcecado seria uma escultura que ela fez.

Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire (168,28 MB)
FLAC
mediafire.pt1 - (199,71 MB)
mediafire.pt2 - (188,27 MB)
mediafire.pt3 - (121,87 MB)

20/05/2013

Pythagoras - After The Silence (1982) 2008 Edition





3rd movement

Pythagoras teve início na loja de discos holandesa chamada Moonlight Records em Haia, no final dos anos setenta. O proprietário Bob De Jong, era também um baterista, ele já havia tocado em bandas como Key, Pine-Apple e também como músico de estúdio para a Phongram na Holanda. Um dos visitantes freqüentes em sua loja era o tecladista Rene De Haan que certo dia contou-lhe sobre seus planos em fazer música eletrônica. Seu quarto, na casa de seus pais, foi adaptado como um mini estúdio com equipamentos como um Korg MS 20, um sintetizador Trilogy , um piano digital Roland, um Solina string-ensemble e uma sequenciador digital Firstman 1024. O Bob foi positivo e Rene com 19 anos de idade conseguia a partir daquele momento principiar de forma efetiva seu projeto "Journey To The Unknown Vast", álbum que seria lançado em 1981, 500 cópias. Bob enviaria alguns LPs promo à conhecidos DJs como Wim Van Putten (famoso na época pelo programa: LP-Show, great for progrock freaks!), e para Skip Voogd e Frits Spits igualmente conhecidos no período. Num curto espaço de tempo a caixa postal de Bob, ficou repleta de centenas de correspondências todo o país. Eles reagiram de maneira bastante positiva em decorrência da divulgação nas rádios pelos DJs. O álbum alcançou a venda de 5000 exemplares, um resultado incrível para uma prensagem longe das grandes gravadoras, e por um desconhecido duo holandês tocando apenas sintetizador. Em 1982 Pythagoras lançou seu segundo LP, auto intitulado. A música agora é prog sinfônico, inclui Mellotron, e conta com a contribuição de músicos convidados: Nick Blaser (violin), Martin Knaap (bass), Carolien Krul (flute)e especialmente o guitarrista Arjen Lucassen (Ayreon). 

A esta altura a gravadora WEA se mostrouy interessada na distribuição e 500 exemplares foram vendidos rapidamente. A WEA pediu a opção para fazer um terceiro LP da banda. Infelizmente, isso nunca aconteceu, embora Pitágoras houvesse realizado alguns shows, a banda foi dissolvida. Rene ainda tocou com Cloud Nine uma banda alemã fundada em 1983, e depois fui para a Academia de Artes, tornou-se pintor e designer gráfico (ele desenhou as capas da banda holnadesa Sjako). Entre 1991 e 1996, ele se uniu à banda The Blue Man Can. 

Os dois álbuns do Pythagoras são distintos entre si. No primeiro a música é cósmico/espacial toda desenvolvida em sintetizador, enquanto este segundo registro é progressivo sinfônico de extremo bom gosto.  Um conjunto homogêneo permeado de influências da música clássica, a primazia da guitarra de Arjen Lucassen, e o desenvolvimento majestoso de Rene no Mellotron em seu Hammond. Boa audição!


4th movement



 
Pythagoras
After The Silence - 1982
Netherlands
Remaster Edition 2008

TrackList:

1st movement:
01. Introduction (0:56)
2nd movement:
02. Opus I: diabolus in musica (3:30)
03. Opus II: étude for flying V (6:39)
04. Opus III: scherzo (1:44)
3rd movement:
05. Endless hymn (7:16)
4th movement:
06. Opus I: turn (2:37)
07. Opus II: return (2:34)
5th movement:
08. Opus I: caprice (6:55)
09. Opus II: interludium (0:56)
10. Opus III: reprice (2:10)
6th movement:
11. Scherzo reprice (3:28)
7th movement:
12. Grand finale (2:15)

Members:

René de Haan / synthesizers, strings, Mellotron, church organ, choir arrangements
Bob de Jong / drums, bass pedals, electric piano, Sony TCS 310

Guest musicians:
Nick Blaser / violin
Martin Knaap / bass
Carolien Krul / flute
Arjen Lucassen / guitar, bass pedals
Michel van Wassem / Novotron




3nd movement


Mp3 - 320 kbps - 48 kHz
mediafire - (138 MB)
mediafire.part1 - (184 MB)
mediafire.part2- (87 MB)

18/02/2013

Sirius - Running To Paradise (1982)




Até mesmo na desacreditada década de 80, podemos encontrar pequenas jóias raras. Uma delas é o álbum de estréia de Sirius - "Running To Paradise" (1982), uma competente e obscura banda alemã do início dos anos 80, que soa como um clássico dos 70. Órgão Hammond e piano elétrico Wurlitzer são a base dos destaques da banda, o vocalista Stefan Neubauer (líder e fundador) e Stefan Papshorst, ambos tecladistas. Além deles, o ótimo guitarrista Martin Vogel, que também responde pelo baixo em todo o trabalho. O pouco que já foi escrito a respeito do grupo, denota a sua influência e ou inspiração no progressivo oriundo da Inglaterra, como "Yes" ou do "Genesis". Ao meu ver, a banda em suas composições, resgata o lirismo e a fantasia das obras do excepcional grupo irlandês "Fruupp", com rara felicidade. Talvez a banda tivesse muita mais chances de se consagrar no meio artístico caso fosse inglesa, tomando por base o IQ por exemplo, de certa forma com características semelhantes, e sendo do mesmo período, conseguiu uma boa projeção.

A faixa de abertura, que você pode ouvir aqui, é uma obra prima regida ao piano, melódica e harmoniosa. ''The Fiddler of Dooney'' sem dúvida aproxima-se mais ao "Genesis" dos anos 70, sendo acrescidos belos momentos de violino e flauta pastoral, um trabalho muito bom, num grande momento de Vogel na guitarra. Enquanto à 3º faixa (Why Should...), vejo a beleza melódica do "Fruupp" reencarnada, e é especial, porque ela é linda.  

Os teclados proporcionam a atmosfera sinfônica ao longo de todo o álbum, e os vocais de Neubauer se encaixam perfeitamente neste propósito. Todo trabalho é rico em alternâncias entre belos e melódicos, à intensos desempenhos; como preceitua o gênero progressivo -  ótimos solos de guitarra e cativantes harmonias vocais, conciliados com emocionantes e majestosos acordes de teclado.

Sirius é outra banda obscura dos anos 80, foram excelentes músicos e compuseram algumas das músicas que melhor representaram o progressivo sinfônico daquela década. Este álbum pode não ser considerado uma obra-prima, talvez pelo quesito originalidade, mas com certeza essencial aos fãs do estilo. Boa audição!






Sirius
Running To Paradise (1982)


Songs / Tracks Listing

1. The Sad Shepherd (4:54)
2. The Fiddler of Dooney (4:54)
3. Why Should Not Old Man Be Mad? (5:08)
4. Running to Paradise (7:24)
5. September 1913 (5:51)
6. From Mountain To Mountain (4:40)
7. Cocooning Inside (2:28)
8. The Happy Townland (7:54)

Total Time: 42:58

Stefan Neubauer / vocals, keyboards
Stefan Papsthorst / keyboards
Thomas Honninger / drums
Martin Vogel / guitar, bass






uloz.to  82,60 MB
4shared 80,70 MB
uploading 78,80 MB


Resenhas:

Enchanting keyboard-based symphonic prog. Led by singer Stefan Neubauer, whose flamboyant, Liberace-like piano playing is oddly apropos for this type of music. He has a high-pitched tenor which, is very easy on the ear; it's the perfect vehicle to carry along the bouncy, likable melodies. Organist/string-synthesist/harpsichordist Stefan Papsthorst adds additional colour to Neubauer's piano and synths. There's some good, clear guitar solos here and there by Martin Vogel, who doubles on bass. Might be compared to other European symphonic bands like early Flame Dream, England or Dragonfly. Both albums are of the highest quality: Running To Paradise featuring guests on strings and flute, The Three Bushes on sax and percussion. Also, Neubauer contributes some most un-Indian-sounding sitar to The Three Bushes. While one would think the instrument would sound quite incongruous in a symphonic context, it sounds like it has always belonged. - MIke Ohman (Gibraltar Encyclopedia of Progressive Rock)


Sirius' debut is one of the better Genesis inspired albums out there and compares favorably to other German bands like M.L. Bongers Project, Ivory or Neuschwanstein. As far as these kind of albums go, Sirius is better than most of their contemporaries, and are nowhere near as laughable as a band like Deyss or most of the SI stable, for example. In fact, had they been part of the UK new wave of progressive rock, then I could imagine them having the same kind of success as IQ, who they resemble perhaps the most. "The Three Bushes" has a more modern sound, with a more determined pop approach, though still no mistaking their early 1970s Genesis minded heritage. I would imagine that Marillion was also an influence at this stage. - CD Reissue Wishlist

09/03/2012

Anyone's Daughter - In Blau (1982)

Enviado foto


Tanz und Tod 

Numa época de profundo declínio do progressivo sinfônico, quando grandes bandas estavam deixando a desejar deslocados por outros movimentos de música como o punk e o new wave, começa a emergir um novo movimento de renovação que resultou no progressivo neo Inglês no início dos anos 80, a exemplo de "IQ", "Twelfth Nigth', 'Marillion' e 'Pendragon', entre outros. Enquanto na Alemanha este movimento é ativo, porém mais ligado às fontes clássicas preservando a autenticidade do estilo, deste seleto nicho surge "Anyone's Daughter" com um álbum excelente, "In Blau", de 1982, o quarto de sua discografia, baseado em uma guitarra delicada, instrumentação rica e música eletrônica suave,.é uma obra refinada, melódica, estilo sinfônico de caráter poético e lírico, concebido como um clássico exemplo de proficiência e versatilidade pelo perfeito equilíbrio entre técnica e emoção, deste período. Boa audição!


Anyone's Daughter

In Blau - 1982

Sonnenzeichen - Feuerzeichen



Tracks:
  1. Sonnenzeichen - Feuerzeichen (5:19)
  2. Fur ein kleines Mädchen (5:23)
  3. Nichts fur mich (6:33)
  4. Nach diesem Tag (4:08)
  5. La la (3:17)
  6. Sonne (4:45)
  7. Tanz und Tod (15:11)
a) Der Begleiter (5:20)
b) Yaqui (3:30)
c) Tanz und Tod (6:15)
Total Time: 44:10


 

Musicians:
  • Harald Bareth / bass, lead vocals, voice 
  • Uwe Karpa / acoustic & electric guitars 
  • Peter Schmidt / drums, percussion 
  • Matthias Ulmer / keyboards, vocals


Fur ein kleines Mädchen

FLAC (297 MB)
fileserve (Pass: vchk)
e
ifolder.ru1 (95.78 МB)
ifolder.ru4 (09.42 МB)
ou
Mp3 / 320 Kbps
narod.ru (117.47 МB)
fileserve  (117.20 MB) (Pass: vchk)

03/11/2011

Profil - For You - Germany (1982) Instrumental - Eclectic Prog




Magdalena

Lançado em 1982, "For You", trata-se de uma obra instrumental de excepcional qualidade, e é o único registro da banda germânica "Profil". Outro exemplo de bom desempenho, que permanece obscuro por insuficiência na divulgação, se é que existe algum comentário da crônica especializada ou sites dedicados em dissertação musical, a seu respeito.

O desenvolvimento deste trabalho têm sua principal referência no guitarrista Schneider que conduz as peças com maestria, digno de ser destaque no cenário progressivo. Contudo, a banda prima pelo conjunto bastante democrático, onde todos têm oportunidades de destaque. Biebl exibe um baixo vigoroso,  num estilo jazz fusion cadenciado, flertando a técnica slap, (cujo monstro sagrado Stanley Clarke difundiu e gerou discípulos no mundo inteiro), proporcionando ao grupo substancial referência à um vasto campo no exercício criativo. Hans-Rainer também têm sua cota excelência participando com solos espaciais nos teclados que aliado a Mayer em bateria ritmada proporcionam momentos de agradabilíssima beleza harmônica.

Um trabalho consistente e equilibrado que se mantêm em alto nível ao longo de sua extensão. Devido a sua raridade e da qualidade em questão, se tornou extremamente valorizado. Boa audição!


Kick


Hans Schneider: Acoustic and Electric Guitars
Alfred "Phonts"Biebl: Bass,Perc and Effect
Hans-Rainer Kolb: Keyboards,Perc and Guitar
Bernd Mayer: Drums and Perc.

A
1.Kick (5:08)
2.Monday Evening (4:21)
3.Magdalena (4:19)
4.Difficult (4:19)

B
1.Gangster Parade (5:06)
2.Touch me there (6:30)
3.Ta-tü-ta-ta (5:55)


Gangster Parade

Mp3
mediafire - (79,47 MB)
FLAC
mega.co.nz - (348,10 MB)



16/09/2011

Pink Floyd - The Final Cutting (1982) "Demos"

The Final Cutting

Por alguma razão esta gravação não foi muito divulgada, e está envolta em mistério. Final Cut foi gravado em oito estúdios em toda a Grã-Bretanha, de julho a dezembro de 1982. Como com a maioria da discografia do Pink Floyd, uma gama de músicos eram empregados como contribuintes, multiplicando o número de possibilidades no trânsito do material de estúdio. Não restam dúvidas  quanto à autenticidade da gravação. O que se conclui a respeito é tratar-se de material remanescente originado a partir de fitas "demo" consequentes do trabalho de finalização do álbum "The Final Cut" - o último álbum que o grupo lançaria com Roger Waters no "Line-UP". Em alguns trechos desta gravação, a diferença entre este e o lançamento real são sutis, e em outros, as diferenças são bastante relevantes, mudando o tom geral de alguns do significados inferidos a partir da versão atual. 

Final Cut foi originalmente planejado como um álbum de trilha sonora do filme "The Wall do Pink Floyd e também do conflito particular centrado em Waters, com o que ele considerava dentro de um contexto relativo à imagem de traição de seu pai. Contudo, com o início da Guerra das Malvinas, Waters mudou o perfil de seu conteúdo priorizando suas intenções políticas, que transformou-se em uma crítica da guerra. As proporções misteriosas ganham maior amplitude porque sua produção era dominada pelas tensões crescentes entre Waters e seus companheiros de banda, particularmente Gilmour. Em virtude da escassez de informações  para o embasamento necessário, não existe disponibilidade de listagem à todas as diferenças aqui, caberá ao amigo desfrutar da sua própria exploração pessoal deste trabalho que na altura dos acontecimentos ainda estaria em andamento.

Após o lançamento do álbum de cada membro da banda concentrou-se em projetos solo, mas Waters, em seguida, anunciou que ele havia deixado o grupo, e que mais tarde principiaria o tão propalado imbróglio   envolvendo Gilmour e o baterista Nick Mason  na disputa judicial pelos direitos do nome Pink Floyd. Gilmour, desde então, manifestou sua antipatia por grande parte da obra "The Final Cut".

 Este post se dá devido a sua importância histórica. Enquanto a qualidade do som não é "decepcionante", a gravação "mostra a sua idade" em alguns pontos. Não posso precisar sua procedência, mas soa como  gravado em um estúdio profissional, por isso é muito provável que em algum lugar neste mundo de possibilidades, uma cópia sonoramente superior exista. Até lá...

Um quadrado azul escuro texturizada, com um quarto de uma papoila no canto superior esquerdo, e uma selecção de medalhas britânica ao longo da borda inferior.
A embalagem do original lançado em março de 1983, foi desenhada por Waters, e reflete o conteúdo do álbum. Ele chegou ao topo da parada britânica, mas recebeu críticas mistas. Um curta-metragem foi agregado mais tarde.




THE FINAL CUTTING - A prerequiem for the post war dream

The Post War Dream / One Of The Few / Not Now John
Tracks:
  1. The Post War Dream
  2. Your Possible Pasts
  3. One Of The Few
  4. The Heroes Return (part1)
  5. The Gunners Dream
  6. The Heroes Return (part2)
  7. Paranoid Eyes
  8. Get Your Filthy Hands Of My Desert
  9. The Fletcher Memorial Home
  10. Southampton Dock
  11. The Final Cut
  12. Not Now John
  13. Two Suns In The Sunset
Duration: 00:40:05
Label Free Range Pigs (CDR 021)
Sound Quality EX- / Source Studio
filefactory (84.15 MB / 320 Kbps)
freakshare (84.15 MB / 320 Kbps)
Roger Waters & Pink Floyd – The Final Cutting: A Prerequiem For The Post War Dream – 1982

23/06/2011

GENESIS - "Six Of the Best" - 1982

Peter Gabriel & Genesis, somente uma vez.


Turn It On Again
Como é sabido, o vocalista Peter Gabriel deixou Genesis após The Lamb Lies Down On Broadway Tour em 1975, a banda posteriormente tornanou-se um quarteto com o baterista Phil Collins assumindo os vocais. O guitarrista Steve Hackett também saiu por volta de 1977, deixando o trio remanescente para transformar-se de uma banda de rock progressivo em um grupo pop mainstream. Estes desenvolvimentos exigiram o recrutamento de membros adicionais à turnê, Bruford Bill, Chester Thompson na bateria e Daryl Stuermer na guitarra e baixo. 
Enquanto isso, Gabriel não  apenas lançou material solo, mas se tornou uma figura importante na música do mundo como o co-fundador, com Thomas Brooman Hooton e Bob, da World of Music, Arts and Dance (WOMAD). WOMAD foi criada no pressuposto de que muitas pessoas viriam a apreciar a música de outras culturas se que a música seria mais acessível, assim o 1º festival WOMAD foi realizado em Shepton Mallett, Inglaterra em 1982.

 Infelizmente para Gabriel, seu investimento substancial na organização teve pouco retorno e ele se viu em dificuldades financeiras. (Como disse o próprio Gabriel, ele "perdeu um monte de dinheiro.") O gerente do Genesis, Tony Smith foi, portanto, fundamental para reuni-lo com seus antigos colegas de banda Gabriel e realizar um concerto único concebido visando facilitar difícil situação econômica de Gabriel. Este concerto, recebeu o nome de "Six Of The Best", realizado no The National Bowl, Milton Keynes, Inglaterra, em 02 outubro de 1982.

A simples presença de Peter Gabriel gera a autenticidade quase esquecida, alguns anos após a sua prematura saída da banda, ouvi-lo, trás a sensação de que o formato original da banda é algo imutável, e que de outra forma a banda outrora uma das principais expressões de todos os tempos no rock progressivo finda com as ausências dele e de Steve Hackett. Pois é o que está registrado no bootleg, "Six Of the Best", que foi gravado em 1982, no Milton Keynes Concert Bowl, Milton Keynes, Reino Unido.
Deve ter sido uma emoção muito grande ver a banda, mesmo que somente por uma vez, reunida com todo o seu elenco, remetendo a todos que lá estiveram, de volta aos loucos anos setenta, com toda a magia que representa ter de volta ao palco Peter Gabriel.

O show teve uma ênfase maior em cima do álbum, "The Lamb Lies Down On Broadway" com cinco músicas,  o que em minha opinião se faz justiça, trata-se de uma referência histórica do gênero, uma obra genial, que na voz de Peter Gabriel reflete sua excelência de maneira impar, impossível ser diferente, assim como vejo a guitarra de Gilmour em Comfortably Numb.
E a bem da verdade, sempre será um prazer ver o Genesis reunido tocando sua músicas, que incansavelmente escutamos há anos e sempre encontramos um motivo, um novo estímulo que nos leva a escutá-las novamente.  
É opinião unanime que o Genesis faz parte de um rol seleto das bandas de rock progressivo que conseguem produzir uma música atemporal, que nunca envelhece, sua sonoridade está positivamente sempre em sintonia com o presente,  modelo e inspiração para as bandas das novas gerações do rock progressivo. 
Vale lembrar que Steve Hackett também havia deixado a banda, no ano de 1978, e fez apenas uma participação especial, mas com toda a sua sobriedade que é sua marca registrada, abrilhantando mais ainda este tão esperado reencontro do Genesis em toda a sua plenitude com uma gigantesca platéia ávida por este momento histórico.


MUSICIANS:

Tony Banks 
Peter gabriel 
Phil Collins 
Mike Rutheforth 
Chester Tompson 
Daryl Stuemer 
Special Guest: Steve Hackett
TRACKS:
01 - Introduction
02 - Back In NYC
03 - Selling England Intro
04 - The Carpet Crawlers
05 - Greetings
06 - Firth Of Fifth
07 - The Musical Box
08 - Solsbury Hill
09 - Turn It On Again
10 - The Lamb Lies Down On Broadway
11 - Fly On A Windshield
12 - Broadway Melody Of 1974
13 - In The Cage
14 - Supper's Ready
15 - I Know What I Like
16 - The Knife

Genesis com Peter Gabriel, 1982 Rehearsal


FAde 003: www.sendspace.

Genesis, 1982-9-29, Reunion Rehearsal (w/Gabriel)

21/06/2011

Eloy - Time to turn - 1982

O início dos anos 80 exigiu severas adaptações dos grupos que já estavam no cenário internacional desde o início da década de 70. O rock progressivo havia perdido definitivamente o espaço que possuia-

Mantém a veia progressiva mas já detona novas tendências, sem contudo perder a qualidade que lhe é peculiar, e reedita o extremo bom gosto e criatividade na concepção da capa,
Com Fritz Randow na bateria lançaram “Planets” e em 1982 é editado Time to Turn na , dois álbuns conceituais sobre ficção-científica, criados originalmente para tornarem-se um só disco duplo, mas como dito no post anterior, por pressão da gravadora foram lançados separadamente.
Chama a atenção a guitarra mais "virulenta" que nos albuns anteriores, o baixo contundente, melódico, os tapetões de sintetizadores Oberheim e a simplicidade da guitarra acústica que fechao disco com a bela Say, It's Realy True;

  
The Flash

Cosmic Space Rock singular, Eloy contribui para elevar o nível rock progressivo de 82 com este álbum excepcional. "Time to Turn", onde Frank Bornemann, que esbanjando criatividade, é sem dúvidas um ícone do gênero, demonstrando ao longo de sua brilhante carreira como poucos, incrível versatilidade abrangendo todos os aspectos desde a concepção do álbum a conformação da banda, sempre na busca da sua perfeição musical e é claro está sempre muito bem acompanhado de exímios músicos que o auxiliam a manter a qualidade em cada álbum que produz. .  
Na época de seu lançamento, o formato de mídia mais habitual eram os LP's, portanto temos um álbum, curto (o que é uma lástima), que para atender interesses comerciais de gravadoras não foi lançado como um álbum duplo, pois música suficiente para completar a mídia, Frank Bornemann teria em quantidade e qualidade suficiente, porém temos que nos contentar e aproveitar e muito, mais esta demonstração de inspiração e talento.
Behind The Walls Of Imgination


Musicians:
Hannes Arkona / guitars, keyboards, percussion
Frank Bornemann / vocals, guitars
Hannes Folberth / keyboards
Klaus-Peter Matziol / bass, pedals
Fritz Randow / drums
Amy, Anna & Sabine / vocals

Tracks:
1. Through A Somber Galaxy
2. Behind The Walls Of Imgination
3. Time To Turn
4. Magic Mirrors
5. End Of An Odyssey
6. The Flash
7. Say, Is It Really True
8. Wings Of Vision
9. Carried By Cosmic Winds

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