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20/10/2019

Pink Floyd: Auditorium Theater, Chicago 1972 (R1+R2 Stereo Matrix JFE revA) FLAC




Careful With That Axe, Eugene


Em 1972, Pink Floyd estreou não apenas algumas músicas como em turnês anteriores, mas um álbum inteiro antes do seu lançamento, e a banda revia e melhorava as canções a cada noite. O título original foi "Eclipse", para então "Dark Side of the Moon: A Piece for Assorted Lunatics", anunciado em concerto realizado no Rainbow Theatre em 17 de fevereiro de 1972 à uma plateia formada apenas por jornalistas e críticos. O título tornou a mudar para "Eclipse (A Piece for Assorted Lunatics)" entre os meses de abril e maio, durante a primeira etapa da turnê pelos EUA, depois reverteu-se em "Dark Side of the Moon - (A Piece for Assorted Lunatics) em setembro, cumprindo a segunda etapa da turnê nos EUA, e finalmente lançado em 1973 sob o título de "The Dark Side of the Moon". 

O show começa com os batimentos cardíacos e os aplausos do público, juntamente com os efeitos de sintetizador, um prenúncio a "Breathe" soando muito próximo da versão final. "Travel Sequence" ("On The Run") vêm em seguida, a seção é uma excelente jam que "Wright" e "Gilmour" iriam apresentar ao longo do ano. Alguns fãs e colecionadores mais assíduos argumentam que esta variante se encaixa à atmosfera da suite muito melhor do a versão oficial de  "On The Run". Em "Time" ainda está faltando o efeito dos relógios como frenesi de um despertar alucinante, que se tornaria sua principal referência.

Algumas canções ainda são bastante distintas. Em "The Mortality Sequence",  Wright executa progressões de acordes similares ao tema de "Celestial Voices" do álbum "A Saucerful of Secrets". Mesmo as moedas têm anida sons diferentes no início de "Money". É perceptível também a busca do sincronismo adequado. 

"Us & Them" é particularmente lenta e majestosa nesta gravação. Também uma ótima oportunidade em poder curtir "Mr. Wright" em seu solo nos teclados durante toda a extensão da canção ao invés do sax. "Dick Parry", que é excelente, mas o Hammond do mestre dá uma dimensão mais psicodélica à música e uma beleza lírica ímpar. Penso que "Brain Damage" neste show, têm sua melhor interpretação da turnê dentre os shows que ouvi, e é perceptível a reação do público de maneira positiva.

"Any Colour You Like" era na época mais conhecida como "Dave's Scat Section", e nas versões ao vivo você pode ouvir "David" cantarolando junto aos acordes de sua guitarra, uma improvisação vocal que em inglês é denominada "scat singing", (sílabas sem significado, pronunciadas no ritmo da melodia, ex: la la la...). A canção é na verdade uma jam espetacular, aqui com 6:20 minutos, onde bateria, guitarra, e sintetizador, fluem num clima espacial promovendo um verdadeiro deleite aos nossos ouvidos. Esta é a única música lançada em um álbum de estúdio durante a época com "Roger Waters" na banda, que é creditada a todos os membros da banda, exceto ao próprio "Waters". Aqui podemos perceber como seria "Pink Floyd" mais focado no instrumental, que era o desejo principalmente de "Mason", e também a essência da banda até então; interpretações longas e um repertório fantástico de improvisações. Embora sendo curta, esta jam ainda resgata momentos preciosos daquele período.

Com as velhas canções já há muito conhecidas, a segunda parte do show incendiou o público, e a eterna predileta "Echoes" foi mais uma vez a estrela da noite. A primeira música desta etapa é uma das versões mais pesadas de "One Of These Days" já realizadas. Esta quase derruba o telhado...

O áudio, que você confere nos vídeos deste post, é excelente, mixagem e gravação utilizando duas fontes diferentes (*detalhes no fim do post), proveniente de um projeto de Jimfisheye, membro do fórum Yeeshkul, o qual somos todos gratos pelo incrível acervo de shows do Pink Floyd, tudo mantido com muita dedicação de todos os envolvidos. Em minha humilde opinião este fórum é a melhor fonte de pesquisa no que diz respeito ao Pink Floyd, shows, entrevistas, e uma infinidade de temas discutidos, todos os dados acessíveis por ordem de data, fantástico. Boa audição!


Echoes



Pink Floyd 
April 28, 1972
The Auditorium Theater, Chicago, IL


Setlist:

01 Speak To Me
02 Breathe
03 Travel Sequence
04 Time - Breathe (reprise)
05 Mortality Sequence
06 Money
07 Us and Them
08 Any Colour You Like
09 Brain Damage - Eclipse
10 One Of These Days
11 Careful With That Axe, Eugene
12 Echoes
13 Set The Controls For The Heart Of The Sun



Us and Them


FLAC
mega.nz - (717.6 MB)
ou
ulozto.net - (752 MB)




Time - Breathe (reprise)




*Este registro é oriundo de um projeto de Jimfisheye, membro do¨Yeeshkul, abaixo algumas especificações, o conteúdo completo no site de origem.

Pink Floyd 1972-04-28 Auditorium Theater, Chicago R1+R2 STEREO MATRIX JFE revA (Flac)
YEESHKUL! - the home for Floydians
 Uploaded by jimfisheye May 2018 (Yeeshkul)
(torrent) 717.63 MB

Notes:

Pink Floyd concerts were presented in quadraphonic surround sound. They called this system the Azimuth Coordinator. They used a front (stage), back, left, right speaker pattern live as opposed to the L,R,Ls,Rs setup for home systems and studio recordings. This show was captured by 2 tapers who happened to be strategically located with respect to each other and the sound system. The front stereo source (rec2) sounds fairly well centered and close to the stage. The back mono recorder (rec1) is in the back of the room directly in front of the rear surround speaker. This speaker stack is captured very discreetly with the room ambiance only half the volume of the direct sounds from this PA speaker. Combined we have an amazing 3 point capture of the live surround mix.

The end result here is a very good fidelity authentic surround sound concert recording with just a few rough edges.

*** Release formats:

24 bit 96k 5.1 FLAC with the 4.0 quadraphonic master (torrent) 4.02 GB
24 bit 96k STEREO FLAC with the stereo matrix (torrent) 2.22 GB
16 bit 44.1k FLAC files with a copy of the stereo matrix for burning to CD (links acima)

The master is 24 bit 96k 4.0 quadraphonic in a 5.1 container with digital zero C & Lfe channels to insure compatibility in all media players. In addition to the quad master, I produced a 24 bit 96k stereo matrix mix with proper balances of the sources. Although a compromise next to the quad, it still retains some of the extended fidelity and completeness of the presentation.


Jimfisheye May 2018

20/09/2019

King Crimson 2019-09-10 Auditorium Theatre, Chicago, IL (50th Anniversary) FLAC



KING CRIMSON 2019 TOUR - CELEBRATING 50 YEARS



King Crimson comemora os 50 anos mantendo as características e particularidades que sempre fizeram da banda um dos primeiros nomes a serem mencionados quando se fala em rock progressivo.

Tudo na banda evoca esse estilo, a começar pela formação incomum: o grupo conta com três bateristas, todos tocando ao mesmo tempo.

"Mas fazendo coisas diferentes", diz Levin. "Nossa abordagem musical sempre foi diferente e bem mais complexa. O nível dos músicos é elevado e, de várias maneiras, isso nos inspira. No fim, esse direcionamento da banda parte da cabeça de Robert [Fripp, guitarrista e líder do grupo]". 

"Mas é o melhor líder de banda que já conheci: ele nos diz onde temos que chegar, mas não nos fala como fazer, nem nos impõe nenhum caminho específico a ser seguido. Isso nos dá muita liberdade".

"É possível que apresentemos algo novo,é verdade. Mas, se tivesse que apostar, diria que boa parte do show será formada por clássicos da década de 1970. Nossas apresentações são longas, com cerca de três horas, dá para encaixar muita coisa. Estamos na nossa melhor forma como músicos e o público vai perceber isso", explica Levin.

"As apresentações e gravações da banda dependem da vontade de Robert – e isso pode demorar algum tempo para acontecer. Além disso, todos nós temos projetos paralelos que consomem muito do nosso tempo",

"É verdade. O King Crimson nunca mudou seu estilo, nunca fez concessões. Costumo dizer que somos a banda de rock progressivo por excelência. Por isso acredito que nossos fãs também são bastante particulares. São pessoas que, de fato, se importam com a música que fazemos". Conclui Levin.

A banda de rock progressivo comemora 50 anos de carreira no Brasil com apresentações no Espaço das Américas, Barra Funda, São Paulo, no dia 4 de outubro, e no Palco Sunset (Rock in Rio) dia 6 de outubro, data de encerramento do festival.

Pelos áudios aqui disponíveis é possível se ter uma boa ideia do peculiar altíssimo nível da banda, que nesta turnê especial não poderia ser diferente.

Abaixo uma resenha pela revista Illinois Entertainer sobre o show deste post, no Teatro Chicago, Illinois, ocorrido dia 10 de setembro último. Confira


Live Review: King Crimson at The Auditorium Theatre

Chicago Theatre
Tuesday, September 10, 2019


When progressive rock titans King Crimson last visited Chicago in 2017, the proceedings at Chicago Theatre went so well that the band released an officially sanctioned live album of the concert. On Tuesday night, the English septet stopped at the venerable Auditorium Theatre for its 2019 Celebration Tour. The group were clearly aiming for similar heights, delivering a three-hour performance that spanned 50 years of musical challenges and thrills since the release of 1969 debut album In the Court of the Crimson King.

Befitting its stature as the standard-bearer for prog-rock, the band left no song in its familiar form. Instrumental excursions during songs like 1970’s “Pictures of a City” and even recent fare like 2016’s “Suitable Grounds for the Blues” were deconstructed and rebuilt to suit the considerable strengths of the current Crim line-up. The band’s spartan stage dressing put emphasis squarely onto the music, without distraction. The only change in lighting was a dramatic shift to deep red light late in the concert, when the band shifted from the moody and moving verses of “Starless” into the song’s sinister-sounding instrumental passage.


Bandleader Robert Fripp was true to form as a reluctant and reticent but virtuosic guitar hero. His position was seated in the second line of players, the better to see the band’s front-line phalanx of thundering and dazzling percussionists. Although Fripp was no flamboyant showman, his performance during instrumentals like “Red” and the slashing, chopping “Larks’ Tongues in Aspic (Part IV)” was focused, meticulous, committed and intense.

The band’s front line was a percussion trio including longtime Crim drummer Pat Mastelotto, veteran member and former Porcupine Tree drummer Gavin Harrison, and 2016 recruit Jeremy Stacey. All three branched out from standard tools and techniques with stunning dexterity, splitting into controlled chaos and returning to fuse into rhythmic unison during percussive showpieces “Hell Hounds of Krim” and “Devil Dogs of Tessellation Row.” Stacey proved equally adept at piano for songs including “Islands” and “Easy Money.” Mastelloto integrated electronic instruments into his rhythms, and had a wall of dangling percussive toys surrounding a large gong behind his kit. Harrison hewed closer to his drum set, masterfully playing beats within beats. The drummers played a rhythmic game of hot potato during “Indiscipline” by tossing tricky shapes at one another in gleeful improvisation, and shared fills that traveled the line from Harrison to Stacey to Mastelotto and back again during “Radical Action II.”


Singer and guitarist Jakko Jakszyk was featured during the band’s most accessible fare, including the retooled “Frame by Frame” where he shared rich vocal harmony with Levin. Jakszyk’s swooning vocal melody during the verses traded space with Fripp’s frenetic guitar during instrumental passages. Jakszyk followed the gentle vocal melody of “Islands” by taking a deft guitar solo. Fripp shifted to mellotron for the song, while winds player Mel Collins took flight on tenor saxophone.

The melodic core of the band was anchored by bassist Tony Levin, who held the low frequencies (and then some) with instruments including electric bass and the 12-stringed Chapman Stick. Levin took a robust pizzicato-plucked solo during “Moonchild,” before bowing his sleek electric upright bass. Meanwhile, Fripp played gliding orchestral string lines with a tone like the one he deployed on David Bowie’s “Heroes.” Levin played slippery rhythms using the Stick during “EleKtriK” and “Indiscipline.” He joined Jakszyk for more vocal harmonies during “Cat Food.” Levin’s melodic bass grounded “Starless” and led into its pensive, clockwork instrumental section that paradoxically made time stand still.


Early bandmember Collins has provided grace and texture since returning to the lineup in 2013, adding saxophones and flute to songs like “Red” as if they’d always belonged there. Collins’ free-jazz baritone sax both heightened the chaos and counterbalance the jagged rhythm of “Neurotica.” His flute adorned Jakszyk’s baroque guitar and vocal during “In the Court of the Crimson King,” earning big cheers from fans of the band’s early albums. The most demonstrative of the players on stage, Collins responded to the ovation with a broad smile and by pumping his fist to his heart in salute. Collins’ baritone saxophone also underscored “Easy Money,” a song that demonstrated precisely how funky a prog band can get outside of 4/4 time.

The set list was a worthy primer for King Crimson’s catalog of 13 albums dating to 2003’s The Power to Believe. For songs like “Suitable Grounds for the Blues” the band exceeded its studio canon to play material heard only on live albums like Radical Action to Unseat the Hold of Monkey Mind. In observance of its 50th birthday as a cornerstone of prog-rock, In The Court of the Crimson King was visited four times. Selections included the dramatic “Epitaph” and Fripp’s slashing, two-ton fretwork during a ferocious encore of “21st Century Schizoid Man.”

After fifty years of history and musical intuition, King Crimson’s imaginative improvisational sense and unparalleled technical acumen leave the band prepared to traverse as much uncharted territory as Fripp still wishes to explore. When the drum trio eventually synched up during that final blast of “20th Century Schizoid Man” for a simultaneous and flawless stick toss mid-song, it was finally acceptable to think for a moment, “Okay. Now, they’re just showing off.”

– Jeff Elbel





King Crimson
2019-09-10
Auditorium Theatre
Chicago, IL


Set 1:

01. Announcments/crowd
02. Hell Hounds of Krim
03. Pictures of a City
04. Neurotica
05. Suitable Grounds for the Blues
06. Red
07. Moonchild
08. Epitaph
09. Fairy Dust of the Drum Sons
10. Cat Food
11. EleKtriK
12. The Court of the Crimson King

Set 2:

01. Devil Dogs of Tessellation Row
02. Frame by Frame
03. Larks' Tongues in Aspic (Part IV)
04. Islands
05. Easy Money
06. Radical Action II
07. Level Five
08. Starless
09. Indiscipline
Encore:
10. 21st Century Schizoid Man
------------------
Total = 162:39
------------------




FLAC
ulozto.net (923 MB)
Torrent: King Crimson 2019-09-10 (880.28 MB) Yeeshkul




13/10/2013

Genesis - Definitive Chicago (1978) Siréne-207




Ripples

"Genesis" apresentando-se no Uptown Theatre em Chicago no dia 13 de outubro de 1978. A rádio WXRT FM Chicago transmitiu o concerto naquela noite, incluindo uma breve entrevista de sete minutos com "Phil Collins" abordando a turnê e a trajetória da banda. 

A qualidade do som deste projeto da Sirene é uma gravação soundboard incrível, o som está muito perto da perfeição. Existem três momentos em que o locutor da estação se faz presente na fita, depois de "Musical Box", "Squonk" e em "Afterglow" , além da apresentação da banda pelo DJ no final de "Los Endos".

Entre 1976-1981, "Genesis" quase sempre tinha transmissões de rádio em suas turnês, produzindo pelo menos duas ou três transmissões de excelente qualidade. Este é um dos melhores concertos deste período "intermediário" entre o "progressista" da era "Gabriel" e os anos 80 "pop" da era "Collins". Eles sempre se destacaram em canções narrativas onde cantam sobre toda uma série de personagens interessantes, e levam o público através de várias vinhetas diferentes.

"Eleventh Earl Of Mar" confere ao show uma entrada em alta energia seguido por um frenético "In The Cage" (que embora uma marca registrada de "Gabriel", a banda se desdobra no instrumental numa belíssima entrega) empolgando a platéia que aplaude intensamente. "Dancing With The Moonlit Knight" faz um breve retorno ao conjunto, e é adjunta à "The Musical Box". A beleza lírica de "Ripples" é sempre algo muito especial.

O majestoso "Afterglow" é seguido pelos ritmos "brasileiros" de "Follow You Follow Me", que foi seu grande sucesso por aqui deste período. O final com uma versão agressiva do "Dance On A Volcano", antecedendo o dueto de bateria que "Collins" realiza  com o eclético "Chester Thompson" (Frank Zappa, Weather Report). 

A entrevista é interessante, com "Phil" explicando a volta para Chicago, e porque eles não estavam felizes com a dimensão do som em estádios, optando pela acústica favorável de salões como este teatro onde se apresentam, também sobre a sua iminente primeira turnê ao Japão, e os planos para a gravação do novo álbum. Boa audição!


Squonk



Genesis
"Definitive Chicago" (Siréne-207) 
Uptown Theatre, Chicago, IL 
October 13th, 1978
FM Broadcast - Soundboard

Disc 1:

1 Intro..flac
2 Eleventh Earl Of Mar
3 In The Cage
4 Burning Rope
5 Dancing With The Moonlit Knight/The Musical Box
6 Ripples
7 Deep In The Motherlode
8 One For The Vine
9 Squonk

Disc 2:

1 Phil Talking
2 Say It's Alright Joe
3 The Lady Lies
4 Romeo And Juliet Story
5 The Cinema Show/In That Quiet Earth
6 Afterglow
7 Follow You, Follow Me
8 Dance On A Volcano
9 Drum Duet
10 Los Endos
11 I Know What I Like
12 After The Show Phil's Interview

Band:

Phil Collins: Vocals, Drums & Percussion
Mike Rutherford: Bass & Guitar
Tony Banks: Keyboard
Chester Thompson: Drums & Percussion
Daryl Stuermer: Guitar



 Afterglow


FLAC
mediafire.CD1.pt1 - (178,96 MB)
mediafire.CD1.pt2 - (176,83 MB)
mediafire.CD1.pt3 - (114,59 MB)
mediafire.CD2.pt1 - (192,81 MB)
mediafire.CD2.pt2 - (173,98 MB)
mediafire.CD2.pt3 - (92,04 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafireCD1 - (143,61 MB)
mediafire.CD2- (147,10 MB)

11/04/2013

Pink Floyd - The Unprocessed Chicago (1972) Sigma 85 - 2012



Time

Pink Floyd, 28 de abril de 1972. Esse show tem sido amplamente distribuído e comercializado em vários níveis de qualidade. Já em 2001, um novo arquivo foi encontrado e a gravação foi digitalizada pela primeira vez na forma de CD. Entretanto, somente a partir de 2004 com o lançamento nº 32 da Sirene, "Chicago 1972", o registro foi evidenciado. Para quem já tem esse show, deve ser um upgrade. Não há equalização ou remasterização. A qualidade é tão impressionante que a coisa mais sábia a fazer, foi mantê-lo como ele havia sido gravado naquela noite em 1972. E por isso o registro é chamado "The Unprocessed Chicago".

Em 1972, "Pink Floyd" estreou não apenas uma música (como em turnês anteriores), mas um álbum inteiro antes do seu lançamento. O título original era "Eclipse", para então "Dark Side of the Moon - (A Piece for Assorted Lunatics)", quando em fevereiro de 1972 fez sua estréia à imprensa no Rainbow Theatre de Londres. O título tornou a mudar para "Eclipse (A Piece for Assorted Lunatics)" entre os meses de abril e maio, durante a primeira etapa da turnê pelos EUA, depois reverteu-se em "Dark Side of the Moon - (A Piece for Assorted Lunatics) em setembro, cumprindo a segunda etapa da turnê nos EUA, e finalmente lançado em 1973 sob o título de "The Dark Side of the Moon". 

O álbum começa com os batimentos cardíacos e os aplausos do público, juntamente com os efeitos de sintetizador, um prenúncio à "Breathe" soando muito próximo da versão final. "Travel Sequence" ("On The Run") vêm em seguida, a seção é a excelente jam que "Wright" e "Gilmour" iriam apresentar ao longo do ano. Alguns fãs e colecionadores mais assíduos argumentam que esta variante se encaixa à atmosfera da suite muito melhor do a versão oficial de  "On The Run". Em "Time" ainda está faltando o efeito dos relógios como frenesi de um despertar alucinante, que se tornaria sua principal referência.

Algumas canções ainda são bastante distintas. Em "The Mortality Sequence",  Wright executa progressões de acordes similares ao tema de "Celestial Voices" do álbum "A Saucerful of Secrets". Mesmo as moedas têm anida sons diferentes no início de "Money". É perceptível também a busca do sincronismo adequado. 

"Us & Them" é particularmente lenta e majestosa nesta gravação. Também uma ótima oportunidade em poder curtir "Mr. Wright" em seu solo nos teclados durante toda a extensão da canção ao invés do sax. "Dick Parry", que é excelente, mas o Hammond do mestre dá uma dimensão mais psicodélica à música e uma beleza lírica ímpar. Penso que "Brain Damage" neste show, têm sua melhor interpretação da turnê dentre os shows que ouvi, e é perceptível a reação do público de maneira positiva.  

"Any Colour You Like" era na época mais conhecida como "Dave's Scat Section", e nas versões ao vivo você pode ouvir "David" cantarolando junto aos acordes de sua guitarra, uma improvisação vocal que em inglês é denominada "scat singing", (sílabas sem significado, pronunciadas no ritmo da melodia, ex: la la la...). A canção é na verdade uma jam espetacular, aqui com 6:20 minutos, onde bateria, guitarra, e sintetizador, fluem num clima espacial promovendo um verdadeiro deleite aos nossos ouvidos. Esta é a única música lançada em um álbum de estúdio durante a época com "Roger Waters" na banda, que é creditada a todos os membros da banda, exceto ao próprio "Waters". Aqui podemos perceber como seria "Pink Floyd"  mais focado no instrumental, que era o desejo principalmente de "Mason", e também a essência da banda até então; interpretações longas e um repertório fantástico de improvisações. Embora sendo curta, esta jam ainda resgata momentos preciosos daquele período.

Com as velhas canções já há muito conhecidas, a segunda parte do show incendiou o público, e a eterna predileta "Echoes" foi mais uma vez a estrela da noite. A primeira música desta etapa é uma das versões mais pesadas de "One Of These Days" já realizadas. Esta quase derruba o telhado. Boa audição!



Brain Damage






Pink Floyd 

The Unprocessed Chicago
April 28, 1972. 
The Auditorium Theater, 
Chicago, Illinois
Sigma 85 - 2012



Disc 1

1. Speak To Me 
2. Breathe (In The Air)
3. On The Run
4. Time
5. Breathe (Reprise)
6. The Mortality Sequence
7. Money
8. Us And Them
9. Any Colour You Like
10. Brain Damage
11. Eclipse 


1. One Of These Days
2. Careful With The Axe, Eugene
3. Echoes
4. Set The Controls For The Heart Of The Sun



Breathe (reprise)


Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire.CD1 - (99,14 MB)
mediafire.CD2 - (118,67 MB)

21/02/2013

"Beyound the Floyd" - David Gilmour 84 Tour - Chicago FM (08.06)


1ª parte

"Beyound the Floyd" trata-se de um pequeno documentário feito durante a etapa européia da turnê "About Face" em 1984. "David Gilmour" comenta toda a trajetória da turnê. Depoimentos, imagens dos bastidores, nos quartos de hotel, a banda em viagens de ônibus, e a parte técnica. Incluindo "Nick Mason" (sempre bem humorado), e "Pete Townshend" que abordam o desenrolar dos fatos. A gravação inclui também trechos de alguns vídeos promocionais, e filmagens de concertos. Este é o único documento de que eu tenho conhecimento centrado nesta turnê, sem dúvida muito interessante como oportunidade de vivenciar este que foi o primeiro projeto solo de "Gilmour" em apresentações ao vivo.


2ª parte

"Doing this album I wanted to make a really good record. I didn't want to do it very very quickly, and I wanted to get the best musicians in the world that I could get hold of to play with me, so I thought I'd just make a little list of all my favourite musicians, you know, best drummer, best bass player, best keyboard player, and I'll work through the list to see who I can get. Jeff Porcaro was top of my drummers list, Pino Palladino was top of my bass players list, and Ian Kewley, or the Rev, as he's known, he actually came and did the bulk of the hammond and piano playing, and he was terrific. Steve Winwood was top of my keyboard playing list but he couldn't do most of the album, but I got him to do a bit. He played hammond organ on "Blue Light." I had a bit more time and was feeling a bit freer about things on this album...just more "accidents" tend to occur." David Gilmour

Chicago Live - 1984

O 16º show da turnê aconteceu em Chicago, no dia 08 de junho de 1984, e é considerado uma das melhores apresentações, de "David Gilmour", onde tudo deu certo, visto pela dinâmica e o entrosamento que a esta altura a banda já tinha alcançado. Se dependesse do meu voto, este álbum deveria se chamar - A Noite de "Near The End". Sua execução é brilhante, "Gilmour" estava inspirado, produzindo ao meu ver, um dos solos mais bonitos de toda a turnê. Além disso, esta é uma gravação de FM, da rádio de Montreal, que transmitiu o show em sua integra, gerando um dos melhores registros da época. Boa audição!





David Gilmour 
About Face Tour
Chicago 1984 - Live
Recorded Live At The U.I.C.
Pavilion Chicago 06.08.1984


CD1:
1. Montreal Radio Review
2. Until We Sleep / All Lovers Are Deranged
3. Love On the Air
4. Mihalis
5. Cruise
6. Short And Sweet
7. Money
8. Out Of the Blue
9. Let's Get Metaphysical

CD2

1. You Know I'm Right
2. Run Like Hell
3. Blue Light
4. Introducing The Band
5. Murder
6. Near the End
7. Comfortably Numb



Mp3
mediafire.CD1 (112,83 MB)
mediafire.CD2 (106,38 MB)
FLAC
uploading.CD1  (335,40 MB)
uploading.CD2  (313,72 MB)


Entrevista ocorrida em 11 de maio de 1984, durante a turnê "About Face". "Gilmour" aborda o momento do "Pink Floyd", o making of do álbum "Final Cut", sobre a carreira solo e sua turnê.

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David Gilmour


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