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06/03/2012

Finch - Galeons of Passion (1977)




As One

O 3º e último álbum do grupo holandês "Finch", "Galeons of Passion", que ainda é uma banda com o melhor dos músicos; o baixista "Peter Vink" é definitivamente um dos melhores da cena progressiva. E o guitarrista "Joop van Nimwegen", (Já anteriormente comentado, via "Glory of Inner Force 1975" e "Beyond Expression 1976", aqui no blog), foi reconhecido por nada menos que o mestre "Jan Akkerman", como um dos mais talentosos que a Holanda já houvera gerado ao longo de sua história.

A mudança de direção musical, trouxe reações adversas à banda, cuja proposta nesta obra seria tornar-se mais agradável, de proporcionar melodias mais suaves visando tornar-se mais acessível para um público maior, principalmente porque seus dois álbuns anteriores, embora considerados obras primas do progressivo, por qualquer razão, seja pela divulgação ou pela complexidade de seu alto nível exigir um público seleto, decepcionaram financeiramente. 

Todas as faixas aqui ainda são instrumentais, o grupo tem como foco um "prog-fusion" mais moderno, progressões de acordes, bem como dos teclados, bastante melódicos. Contudo, a banda ainda impressiona, pois sua natureza deriva da virtuosidade de seus componentes e soa muito profissional. E as composições dispõem suas estruturas harmônicas e melodias ainda com influências em suas obras mais antigas, todas as faixas em seu desenvolvimento possuem grandes momentos equilibrados e atmosféricos, sustentando-se nos incríveis solos de "Joop", e na base eclética do genial "Peter Vink", fluem constantemente entre sinfônico clássico e fusion. "Ad Wammes", o novo tecladista também merece destaque, principalmente sua linda composição "As One". O resultado global é um relaxante, e  emocionante registro do progressivo.

Muito embora pudesse ser mais progressivo, este trabalho ainda pode ser considerado com sobras, superior à grande parte das obras similares. Todos são grandes músicos, todos têm grandes momentos e o registro é realmente de alto nível, cabendo ainda um merecido destaque a produção, a sonoridade é perfeita, e todos os instrumentos cuidadosamente nivelados.

Reforçando a ideia da qualidade desta obra, quando tomou ciência do projeto, Mike "Clay" Stone - engenheiro e produtor respeitadíssimo, produzindo obras do "Genesis", (Nursey Cryme), "Queen", (De 71 até 77, foi ele quem projetou a obra-prima de camadas vocais, "Bohemian Rhapsody"), "Kiss", "Blue Öyster Cult", "Foreigner", "Whitesnake", e muitos outros... Quis tomar parte da empreitada assumindo sua produção, entretanto a gravadora EMI, detentora do contrato, impediu a transição da banda. Boa audição!


Reconciling


Finch
Galeons of Passion - 1977

Tracks:

01. Unspoken Is The Word (Joop van Nimwegen) - 7:53
02. Remembering The Future (Joop van Nimwegen/Peter Vink) - 4:21
03. As One (Ad Wammes) - 4:43
04. With Love As The Motive (Joop van Nimwegen) - 9:15
a). Impulse
b). Reaching
c). Sinful Delight?
05. Reconciling (Joop van Nimwegen) - 8:29


Personnel:
  • Joop van Nimwegen - guitars, cabasa
  • Ad Wammes - keyboards, flute
  • Peter Vink - bass guitars, cowbell
  • Hans Bosboom - drums, percussion


With Love As The Motive

Mp3
narod.ru  (82.31 МB / 320 Kbps)
FLAC
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14/02/2012

Finch - Beyond Expression (1976)




A Passion Condensed

Finch foi uma banda holandesa formada em 1973 e que permaneceu em atividade até 1977, conforme já comentado no blog com referência ao álbum "Glory of Inner Force (1975)". 

"Beyond the Expression", é segundo trabalho do grupo. Possui três faixas longas onde a banda retorna a demonstrar todo seu potencial técnico.  Pouco mais de 43 minutos muito bem aproveitados em razão de sua competência criativa e natureza experimental, mesclando o progressivo e ritmos de jazz numa "fusion" muito bem temperada. A textura de suas obras caracteriza-se pela fluidez através de melódicas introduções, contrapontos cadenciados aos acordes de guitarra e teclados que gradativamente evoluem à passagens dinâmicas variadas ora  riffs ao melhor estilo do rock clássico ou diálogos de teclados ajustados nos solos de puro virtuosismo de Joop, para então retomar interlúdios singelos de belas melodias, como num processo de exercícios vigorosos, acontecem para recuperar o folego. Os solos se alternam com a mesma categoria, "Determeijer" é um mago dos teclados. Então democraticamente, ambos exibem-se a seu tempo, enriquecendo os temas com muita propriedade. Harmônico ao longo das interpretações destas belas composições de Joop, este processo de ritmos intensos combinados a lindas melodias, proporciona uma atmosfera bem balanceada que sempre funciona

O grupo deve ter em seu conterrâneo "Jan Akkerman", um ídolo e um exemplo para ser seguido, é possível também associar sua estética melódica ás obras do Camel, tudo muito salutar e bastante agradável de se ouvir. "Finch", ao longo desse álbum, deixa patente um profundo conhecimento e pleno domínio de diversas técnicas. Pode trazer seu trabalho à semelhança de grandes ícones do gênero, entretanto exibem personalidade e consistência suficientes à sua própria identidade como referência de qualidade, sobretudo a nobre arte da qual são ilustres  representantes, pérolas do universo extremamente laboral e criativo do rock progressivo. Boa audição!


Finch
Beyond Expression (1976)
Tracks:

  1. A Passion Condensed - 20:08
  2. Scars On The Ego - 8:53
  3. Beyond The Bizarre - 14:24


Personnel:

  • Cleem Determeijer - keyboards
  • Joop van Nimwegen - guitars
  • Peter Vink - bass
  • Beer Klaasse - drums

Beyond The Bizarre

Mp3 - 320 Kbps
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09/12/2011

Finch - Glory of the Inner Force (1975)


Glory of the Inner Force


Paradoxical Moods

Um grande grupo instrumental holandês que nesta obra-prima do rock progressivo, em parte, soava como uma versão mais fusion com influências do "Focus". "Glory of the Inner Force" foi seu primeiro álbum e consistiu-se de quatro faixas longas e complexas. A musicalidade e o desempenho da banda é realmente muito técnico, impressionante e energético. Há diversas passagens de "Jan Akkerman", nas linhas de melodia da guitarra de "Joop Van Nimwegen" e os teclados de "Clem Determeijer" são virtuosos; ele é rápido e muito habilidoso através de sons frenéticos de Hammond , moog e Mellotron, que propiciam a atmosfera sinfônica do Focus e também do Camel.

A história do grupo começou, como tantas vezes acontece, com a morte de outro. Era o grupo - "Q65", onde  "Peter Vink" (Peter Vink) era o baixista, e o baterista era "Klaassen Beer" (Beer Klaasse). A equipe viveu na cidade de Haia Het Paard. Quando chegou o momento de colapso do Q65, ambos os músicos decidiram continuar juntos, e criar o seu próprio grupo, inicialmente chamado: "Kjoe". Além deles, também ingressou o cantor "Johnny Fredericks" (Johnny Frederiks) e o guitarrista "Frank Nyuyens" (Frank Nuyens). Este último, entretanto, não ficou muito tempo, na época quebrou braço e foi substituído por Ronnie Mayer (Ronnie Meijer).

A banda percorreu vários clubes noturnos tentando obter recursos e reconhecimento, Ronnie, bem como Fredericks, abandonaram o barco atrás de bandas já estabelecidas. Quis assim o destino, porque então após ouvirem diversos músicos, descobriram um jovem talento de 19 anos chamado Joop van Breukelen Nimvegen, (hoje reconhecido entre os melhores guitarristas holandeses).  Joop gostava de jazz , blues e rock-arte - seus heróis eram John McLaughlin, Eric Clapton, Peter Green, Steve Howe e Alvin Lee. Muito técnico e rápido, Van Nimvegen imediatamente se juntou à equipe. Os músicos continuaram ensaiando como um trio - Vink, Klaassen e van Nimvegen. Com o ingresso de Clem Determeijer eles decidiram permanecer sem um vocalista. O que permitiu ao grupo concentrar-se em aperfeiçoar mais o conteúdo instrumental de suas criações. Surgia o "Finch"

A faixa de abertura "Register Magister" é considerada um épico instrumental na Holanda e a preferida pela crítica no conteúdo deste álbum. Entretanto sua sonoridade muito complexa, com muitos temas inspirados e de extremo bom gosto ratificam o conjunto por inteiro como uma excelente obra instrumental. Boa audição!


Register Magister


Finch 

Album: Glory of the Inner Force
Country: Netherlands 
Genre: Symphonic Progressive Rock


Personnel:


  • Joop van Nimwegen - Guitar, Acoustic Guitar
  • Peter Vink - Bass, Bass pedal
  • Clem Determeijer- Organ, Mellotron, Electric Piano, Grand Piano, Honky Tonk Piano
  • Beer Klaasse - Drums


Tracklist:


  1. Register Magister - 9:18
  2. Paradoxical Moods - 10:40
  3. Pisces - 9:27
  4. A Bridge To Alice - 13:10
  5. Colosus Part 1 - 3:26 (Bonus)
  6. Colosus Part 2 - 3:35 (Bonus)

Duration: 00:49:49

A Bridge To Alice


Format: APE (Image +. Cue +. log) 
Size: 308.40 Mb



Senha : onlyforlisten
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ifolder.ru (308.40 MB)
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