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30/06/2022

Pink Floyd: Animals 2018 Remix confirmado para setembro




A Sony Music anunciou nesta quinta-feira, dia 30, o próximo lançamento de “Animals”, do Pink Floyd, nos formatos Deluxe Gatefold, CD, LP, Blu-ray e SACD, no exterior, e na versão digital no Brasil. As versões individuais estarão disponíveis em 16 de setembro de 2022 com a versão Deluxe disponível a partir de 7 de outubro. Esta é a primeira vez que o álbum estará disponível em 5.1 Surround Sound.

"Animals" é o décimo álbum de estúdio do Pink Floyd, lançado originalmente em janeiro de 1977. Foi gravado no Britannia Row Studios em Londres ao longo de 1976 e início de 1977, e foi produzido pela própria banda. O álbum de sucesso alcançou a 2ª posição no Reino Unido e a 2ª nos EUA, e é considerado um dos melhores trabalhos da banda. O álbum foi gravado pelos membros da banda David Gilmour, Nick Mason, Roger Waters e Richard Wright.


 


"Animals" é um álbum conceitual, com foco nas condições sócio-políticas da Grã-Bretanha de meados da década de 1970, e foi uma mudança no estilo dos trabalhos anteriores da banda. O álbum foi desenvolvido a partir de uma coleção de canções não relacionadas em um conceito que descreve a aparente decadência social e moral da sociedade, comparando a condição humana à dos animais. Inspirando-se em “Animal Farm”, de George Orwell, o álbum retrata as diferentes classes de pessoas como animais, com porcos no topo da cadeia social, descendo para as ovelhas como o rebanho irracional seguindo o que lhes é dito, com cães como chefes de negócios engordando com o dinheiro e o poder que detêm sobre o outro. Embora já tenha se passado muito tempo desde 1977, a narrativa do álbum ainda ressoa hoje, pois nossa situação social e econômica reflete a da época.


 


 A capa icônica do álbum mostra um porco inflável (agora conhecido como Algie) flutuando entre duas chaminés da Battersea Power Station, concebida por Roger Waters e projetada pelo designer e colaborador de longa data Storm Thorgerson do Hipgnosis Studios. Para este novo lançamento, a arte foi redesenhada para a era moderna pelo parceiro de Hipgnosis da Storm, Aubrey ‘Po’ Powell. Tirando novas fotos do edifício, Po experimentou novos ângulos e produziu algumas novas tomadas no original clássico. Po elabora: “Com a capa do álbum original de 1977 sendo uma peça tão icônica de arte por si própria, tive a chance de atualizá-la, o que foi uma tarefa bastante assustadora, mas a Hipgnosis aproveitou a oportunidade para refotografar a imagem para refletir uma mudança. mundo, e usando técnicas modernas de coloração digital, mantive a mensagem bastante sombria do Pink Floyd de decadência moral, usando os temas orwellianos de animais e o porco 'Algie', fiel à mensagem do álbum”.










10/02/2018

Pink Floyd: Definitive MSG 1977 (Sigma 192) 1977-07-02 FLAC




Pink Floyd
Definitive MSG 1977 (Sigma 192)  
Madison Square Garden, New York City, NY, USA - July 2, 1977

Tracklist

1-1 Sheep
1-2 Pigs On The Wing Pt. 1
1-3 Dogs
1-4 Pigs On The Wing Pt. 2
1-5 Pigs (Three Different Ones)
2-1 Shine On You Crazy Diamond Pts. 1-5
2-2 Welcome To The Machine
2-3 Have A Cigar
2-4 Wish You Were Here
2-5 Shine On You Crazy Diamond Pts. 6-9
2-6 Money
2-7 Us And Them




Resenha:


One of the first Pink Floyd vinyl bootlegs I bought in the late 80’s was Caught In The Crossfire(Pharting Pharoah Records 13153), a double LP that feature three quarters of the bands performance at New York City’s famed Madison Square Gardens. The sound was very good, the performance was sublime and as I had previously done with Crackers, made a copy on cassette so I could listen in the car, at work and the likes. While the record featured about half of the Animals portion of the show, what was there became one of my most beloved shows in my small (back then) bootleg collection. The CD era brought titles like Caught In The Crossfire (Neutral Zone NZCD 89017) and New York 1977 (The Welfare Pig TWP-CD-203). Both were incomplete with only the second half, the Wish You Were Here set. Prog King (Sirene 099) featured the complete show in very good quality but for me the title never really clicked, it sounded, to my ears, dull and lifeless. Sigma would tackle the concert twice, Day Of The Animals (Sigma 77) was an upgrade to Prog King, and the best version of the tape was New York 1977 2nd Night (Sigma 125). The latter title was taken from a torrent posted on the excellent Yeeshkul site, boasting a direct transfer of the master cassettes. This new title from Sigma is merely the second edition of Sigma 125, minus the bonus replica mini tour program.

This recording was made by the prolific team of Bob Menke and Louis Falanga, two tapers who’s primary interest was recording the Grateful Dead, one must remember that in the 1970’s the Dead had not yet adopted their taper friendly stance and tapers had to smuggle their equipment into a venue. Bob Menke preferred quality and used a Sony TC-152 deck and Sony ECM microphones (either 250 or 270). Their recording of Pink Floyd’s second concert at Madison Square Garden is among the most vivid of the tour, and in my humble opinion, the best overall recording from 1977. Sure Paris, Oakland, and Boston are excellent recordings, but the Floyd’s performance in MSG is incredible, their playing is fierce and the atmosphere inside the Garden is electric, when you combine these factors, the equation is simple. First off this title, as well as Sigma 125, is sourced directly from the master cassettes, so the lineage is direct. Work was done to speed correct the second half of Shine On, Money and Us And Them as there batteries were dying, and the second source was used to fill the gaps in Shine On You Crazy Diamond Pts. 6-9 and Us And Them. Lastly the folks at Sigma gently boosted the sounds levels on the Animals set slightly to better mirror the second Wish You Were Here set as the tapers moved up during the intermission. The results of this work provide an incredible aural experience, this recording sounds superb with a nice three dimension sound so vivid you feel like you are in the crowd, and as previously stated (a couple times) the performance is excellent as the Floyd were really hitting their stride during the latter portion of the tour.

In issue 40 of Brain Damage magazine Elliot Tayman gives a reader flashback of the build up to the MSG shows, the only performances the band would give during Roger Waters’ tenure in the band. In February 1977, a publicity stunt featuring a flatbed truck and live Animals were paraded up 6th Avenue to Central Park with the newly released Animals record serving as soundtrack. A couple weeks later WNEW-FM staged an event in the parks Sheep Meadow (now called Strawberry Fields) where priority mail order forms were handed out for the four MSG dates. Elliot states that most of the shows at the venue were handled mail order only, one would assume to avoid shenanigans of fans waiting in lines for box office tickets. Elliot scored tickets for three of the four shows and gives a nice play by play of his experience at the first concert, the music and visuals and overall vibe of the concerts. The two page article also featured a ticket stub, mail order coupon pictures as well as live band shots from the event, being a fan of the Caught In The Crossfire vinyl, it was nice to read a first hand account.

As Gerard tells during both his reviews for Prog King and Day Of The Animals, the summer of 1977 found marijuana being decriminalized in New York, and being so close to the Fourth of July holiday, the atmosphere inside the Garden sounds like a war zone, during the Animals set the amount of fireworks set off is incredible, surprisingly Roger holds his tongue, something he would not do over the next days performances. Full marks must go to the generous folks at Yeeshkull whose hard work is often the source for these Sigma titles. Their diligent effort to circulate the best and lowest generation copies of these Floyd artifacts free of charge, the way it should be. While they do not endorse anything other than free trading of material, the collectors market is certainly a benefactor of their laborious work.

Boa audição!


FLAC
mediafire.CD1 - (324.74 MB)
mediafire.CD2 - (413.89 MB)


30/08/2015

Pink Floyd recuperou "Algie", uma das imagens mais icônicas do rock


"O porco está voltando para o Pink Floyd. Eles o querem em casa novamente." 
Rob Harries, proprietário da Air Artists

Pink Floyd conseguiu recuperar uma das imagens mais icônicas do rock, "Algie" o porco inflável que sobrevoou a Usina Termelétrica de Battersea em Londres para se conceber a capa de "Animals" (1977), décimo álbum de estúdio da banda, e que iria ser leiloado por erro, mas que por outro lado, será doado aos integrantes do grupo, anunciou nesta sexta-feira a Air Artists, proprietária do artefato.

O animal de plástico, de 12 metros de comprimento, foi lançado ao ar em 1976 sobre a antiga central elétrica de Battersea, ao sul de Londres, mas voou sem controle e terminou causando problemas aos voos que aterrissavam e decolavam no aeroporto de Heathrow.


Uma imagem do porco no céu de Londres decorou a capa do décimo álbum de estúdio da banda

A firma Air Artists, fabricante do globo e atuais proprietários, informaram que a casa Durrants, em Suffolk (leste da Inglaterra), incluiu por erro o objeto na lista de lotes de um leilão previsto para o dia 15 de setembro.


"A casa de leilões se precipitou ao publicar uma lista de objetos que eu lhes tinha transferido e divulgou que o porco ia ser leiloado", explicou Robin Harries, proprietário da Air Artists.

Harries assinalou que conversou com a banda para organizar uma exposição com objetos do Pink Floyd e espera que a doação seja "a faísca para ligar o motor" desse projeto.

04/07/2015

Pink Floyd ‎- Animals - 1977 (EMI ‎- TOCP-65741 - Japan Edition)







Eleito pela Rolling Stone entre os 50 melhores álbuns (13º) de rock progressivo de todos os tempos, (50 Greatest Prog Rock Albums of All Time), "Animals" é o terceiro álbum conceitual consecutivo do Pink Floyd, Roger Waters substituí a crítica de Orwell ao stalinismo, por uma acusação contundente contra a opressão capitalista durante o mandato de Margaret Thatcher como primeira-ministra da Inglaterra. 

Talvez para muitos fãs, uma resposta da banda aos punks que a exemplo do Sex Pistols tentavam através da mídia ou shows na época ridicularizá-los publicamente, chamando-os de "dinossauros" do rock... A resposta veio com alguns dos solos mais geniais de David Gilmour, brincando em meio a panoramas sombrios num contexto visceral de valores morais corrompidos.

Gravado no estúdio da banda, Britannia Row, em Londres, foi o décimo álbum do Pink Floyd, lançado em janeiro de 1977.

Confira parte de uma matéria da BLITZ (Portugal), que aborda este álbum: 

"Na ressaca do sucesso à escala universal, Pink Floyd já não era aquela banda experimental à procura de uma identidade, fugindo da sombra de Barrett. Agora eram colossos desconfortáveis na sua nova pele de rock stars e editavam um disco seco e cru chamado "Animals". 

É tido como o primeiro sinal evidente da plena ditadura 'Wateriana' e assenta numa novela 'Orwelliana' da pena do Roger Waters, na qual a Sociedade é dividida em Porcos, Cães e Ovelhas. É uma obra conceitual, mas muito diferente daquelas que fizeram a era de ouro do Prog Rock. Esta é direta ao assunto, sem floreados. Densa, lúcida e visceral, ao ponto de eu estar quase certo de que os Punks que cuspiam palavras de ordem na altura viram-se na obrigação de gostar desse disco de temas longos e "fora de moda", em segredo.

O que ouvimos em 'Animals' já andava a ser experimentado em palco muito antes. Na verdade, avaliando pelos Bootlegs da era 'Wish You...' é curioso como duas das três peças do disco, inéditas, foram adquirindo forma em palco, perante uma audiência que as desconhecia, à boa maneira bizarra do funcionamento da máquina Pink Floyd. Numa fase inicial, chamaram-se 'You Gotta Be Crazy' e 'Raving And Drooling'. Mais tarde, 'Dogs" e "Sheep'. 

Contrariando a 'luminosidade' e o simbolismo nostálgico da brilhante sequência dos discos anteriores (e ainda hoje os mais reverenciados), 'Animals' contrastou pela sua frieza. A crítica especializada que, tal como acontece hoje, voltara as costas à banda quando esta começou a ter sucesso, ficou boquiaberta e desfez-se em vênias. 

O disco era composto por três peças, intercaladas por dois pequenos e suaves interlúdios, chamados 'Pigs on the Wing'. Os Porcos, dominadores e corruptos ('Pigs (Three different ones)') foram musicados por uma melodia Rock ilusoriamente fácil, as Ovelhas, cegas e obedientes ("Sheep"), servidas com um dinâmico exercício a recordar um certo Space Rock e os Cães, aprendendo a sobreviver entre opressores e seguidores ("Dogs") a merecerem uma das mais magistrais e dinâmicas peças dos Floyd, dominando toda a face A do LP. Gilmour brilha especialmente ao longo dos cerca de dezoito minutos de duração. Este tema pode considerar-se a trave mestra da obra.

Waters domina como compositor, mas a marca de Gilmour é de excelência, pela sua voz característica e pela sua guitarra, enveredando por dinâmicas que não lhe eram habituais, abandonando por vezes o solar melódico (próprio de um cantor que por acaso é guitarrista, segundo o próprio) e optando por passagens bem mais ousadas. De resto, a performance do conjunto é excelsa e mais focada, distante dos experimentos dos tempos de 'Ummagumma'".

Boa audição!





Pink Floyd  
Animals  1977
(EMI ‎- TOCP-65741 - Japan Edition)
Toshiba EMI Ltd
Recorded At – Britannia Row Studios




Tracklist

1 Pigs On The Wing 1 1:25
2 Dogs 17:08
3 Pigs (Three Different Ones) 11:28
4 Sheep 10:20
5 Pigs On The Wing 2 1:24




FLAC
ulozto - (349 MB)

12/01/2014

Pink Floyd - Charade (1977) Sigma 10




Pigs (Three Different Ones)


Pink Floyd já se apresentava com seu novo material, e a esta altura da turnê, desenvolvera uma apresentação mais enxuta e precisa.


Há cerca de quatro anos a Sigma lançou uma grande versão do Pink Floyd em Paris no dia 25 de fevereiro, de 1977, denominada Charade (Sigma-10) de excelente qualidade sonora. Foi a primeira vez que todo o show foi disponibilizado, sendo que  as duas canções ausentes da fita master, "Have A Cigar" e "Wish You Were Here" foram editadas a partir de uma outra fita disponível à época, um pouco inferior em qualidade.  

"Pigs (Three Different Ones)" é sem dúvida o ponto mais alto do show, um clímax tremendo. "Waters" grita: "Six One ...." para indicar que este é o décimo sexto espetáculo da turnê mundial, e já se percebe que Gilmour estava bastante inspirado nesta noite, literalmente "cuspindo" riffs metálicos com raiva, com o público ali sentado boquiaberto e extasiado... 

A segunda metade do show trás "Wish You Were Here", o material é mais bem conhecido. O som torna-se um pouco mais difuso durante "Shine On You Crazy Diamond, partes 1-5," e o ritmo de novo é muito agressivo, Dick Parry com seu saxofone se supera, e como maior destaque a exuberância instrumental do sempre genial "Richard Wright". Entretanto, aos poucos se torna mais evidente que este é definitivamente um concerto de "David Gilmour", que além de impecável, aproveita cada oportunidade para produzir solos originais,  improvisos no seu peculiar alto nível, fazendo esse show bastante pessoal.

Mais recentemente, Sigma lançou "Definitive Paris Final", (que estarei postando em breve), que é um upgrade muito bom. Ela provém de uma fita de platéia estéreo de primeira geração"Reel-to-reel audio tape recording" e é muito mais dinâmica do que os últimos lançamentos. Inclusive têm também as duas músicas que faltavam no primeiro lançamento, de modo que o concerto pode ser apreciado sem qualquer alteração na qualidade do som. Com certeza... Boa audição!


Dogs



Pink Floyd
"Charade"
25 February 1977 Live at Pavillion de Paris, Paris, France
MD5 & Artwork incl.
Label: Sigma - 10


Disc 1:

1. Sheep 11:49
2. Pigs On The Wing 1 1:51
3. Dogs 18:25
4. Pigs On The Wing 2 2:15
5. Pigs (Three Different Ones) 17:26
Total Time: 51:46

Disc 2:

1. Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-5) 13:40
2. Welcome To The Machine 8:00
3. Have A Cigar 6:12
4. Wish You Were Here 6:11
5. Shine On You Crazy Diamond (Parts 6-9) 18:02
6. Money 9:44

Total Time: 64:19



FLAC
mediafire.CD1.pt1 - (195,00 MB) 
mediafire.CD1.pt2 - (126,26 MB)
mediafire.CD2.pt1 - (194,52 MB)
mediafire.CD2.pt2 - (184,03 MB)
ou
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire.CD1 - (108,96 MB)
mediafire.CD2 - (126,09 MB)

31/08/2013

Quill - Sursum Corda (1977)





Quill foi fundada por três amigos músicos em 1975. Progressivo sinfônico sem um guitarrista de ofício, a magia do grupo está em seu belo conteúdo melódico bastante acessível. A banda está contando uma história, um álbum conceitual que combina a magia dos contos de fadas e da busca do eu interior. Aquela paixão característica dos épicos do progressivo.

Ele aborda um apocalipse que cobre o universo conhecido e a salvação através da proteção de um único livro que contém a "soma de todo o conhecimento". Lembra o filme "The Book of Eli", com Denzel Washington, mas expandido-se aos reinos intergalácticos e multi-dimensionais.

O título do álbum "Sursum Corda", que significa "Levantai os vossos corações" em latim, diz tudo. A música de Quill evoca sonhos, fantasia, drama, e paixão. Eles capturaram a essência de estilos clássicos que vão de marchas (como Edward Elgar), à música de câmara quase barroca, (Bach). O uso do Combo Harpsichord da Baldwin (Cravo elétrico), combinado com o Moog cujo som se assemelha a flauta por DeLoria, fica muito bonito. Jim com o carrilhão de orquestra (orchestral & tubular bells), também chamado de sinos tubulares, acentua os belos momentos, e as passagens mais calmas, com rara beleza.

O trabalho de baixo de Keith, certamente complementa os teclados e vocais com habilidade e harmonia. Nos concertos, Keith também acrescenta partes com guitarra. E é um dos principais letristas.

Descrever Quill como um mero clone do lendário ELP seria um grande erro. Em comum, ambos DeLoria e Emerson, são exímios tecladistas, mas o fluxo de conteúdo lírico da música do Quill é muito distante do estilo de abordagem dinâmica do mais puro virtuosismo técnico, onde Emerson é provavelmente o mais talentoso dos dois. Mas para linhas melódicas claras, poderosas e principalmente mais acessíveis, sem abdicar do virtuosismo, o trabalho de DeLoria nos oferece uma atmosfera bastante agradável, semelhante, (respeitando as proporções), as obras mais conhecidas de Rick Wakeman, por exemplo "Journey to the Centre of the Earth", que considero uma obra-prima singular. 

A qualidade da remasterização deste CD pela Syn-Phonic (1993) é de primeira. A banda ganhou status de filme cult, mas Quill nunca teve o apoio de uma grande gravadora e eles devem ser louvados pela dedicação ao seu ofício que nos trouxe esta maravilhosa obra produzida de forma independente. Outra rara preciosidade do universo progressivo. Boa audição!


First Movement Part 2



Quill
Sursum Corda
Studio Album, released in 1977
CD Syn-Phonic SYNCD 10 (1993)

Tracks:
I. First movement: (19:58) 
a) Floating 
b) Interlude 
c) The march of dreams 
d) The march of kings 
e) Storming the mountain 
f) Princess of the mountain 
g) Storming the mountain (part II) ~ Lift up your heart 

II. Second movement: (15:32)
a) The call 
b) Timedrift 
c) Earthsplit 
d) The black wizard 
e) Counterspell 
f) The white wizard 
g) The hunt 
h) Rising 
i) The spell 
j) Sumnation 
k) Finale 

Total Time: 35:30
Line-up / Musicians
Quill imagem
Keith Christian / vocals, Rickenbacker 4001 bass, nylon string guitar
Ken DeLoria / Hammond B2 organ, Moog synths, Mellotron, Baldwin electric harpsichord, Steinert grand piano-forte, Arp string ensemble, RMI Keyboard Computer. 
Jim Sides / vocals, drums, orchestral & tubular bells, tympani



Second Movement Part 2

FLAC
mediafire.pt1 - (108,65 MB)
mediafire.pt2 - (95,86 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire - (71,68 MB)

08/05/2013

Atmosphera - Lady Of Shalott (1977) 2002 Remaster




Cuckoo - Alternate Version

Único álbum do Atmosphera, é outra joia do baú de tesouros prog obscuros dos anos 70. Altamente progressivo, feito com muita sensibilidade. Sendo oriundo de Israel torna-se especial. A ausência de tradição em rock progressivo, é provavelmente a principal razão pela qual esta banda não recebeu a atenção que merecia. Era difícil para a banda promover-se durante a era pré-internet. É uma pena porque "Lady of Shalott" é um excelente álbum. A música apresentada aqui é prog sinfônico da melhor qualidade. Costuma ser caracterizado como o "Yes" de Israel, Efrayim Barak consegue atingir as notas mais agudas de "Jon Anderson". Cada músico desempenha seus respectivos instrumentos à semelhança do Yes. A musicalidade é fantástica. Todos são competentes, mas o componente musical mais impressionante deste álbum é sem dúvida o baterista Ami Lipner, combinando requinte técnico com o exercício da criatividade. Embora Yuval Rivlin, nos teclados, e o guitarrista Moti Fonseka, sejam igualmente excepcionais.

A confiança da banda em seu trabalho, apesar de serem muito jovens se traduz na elaboração de dois épicos, as duas primeiras faixas, (todo o material em inglês). Outra infelicidade ainda mais comprometedora literalmente detonou com a banda, desta feita pela modesta indústria fonográfica israelense que não teve coragem de apostar no sucesso da banda, projeto engavetado, as fitas-master nunca foram gravadas, e o álbum sequer foi lançado em vinil. Somente 25 anos depois, um pequeno selo MIO Records, reuniu todas as fitas e informações esquecidas da banda, finalmente lançando um conjunto de CDs com todo o repertório, incluindo faixas bônus (CD2) e um vídeo clip, trazendo à luz esta excelente obra.  Ao meu ver, os destaques são a faixa título, a versão alternativa de "Cuckoo" (foi incluído um Hammond, que ficou muito bom, além de melhorar a acústica) e "Tomorrow" pelo excelente desenvolvimento da guitarra. Boa audição!


Pro-Shot 

Lady of Shalott



Atmosphera
Lady Of Shalott (1977) 
2002 Remaster + Bonus Disc

Songs / Tracks Listing

CD 1

1. Lady of Shalott (16:24)
2. Cuckoo (Love's Labour's Lost) (16:47)
3. Tomorrow (10:47)
4. Love is waiting for a Lover (7:58)
5. Cuckoo - Alternate Version (16:25)

CD 2

1. Announcement (Shaul Grossberg, Bet Lessin) (0:36)
2. Tomorrow - Live at Beit Lessin (11:00)
3. Lady of Shalott - Live at Galei-Tzahal (12:41)
4. Catharsis (Istopy) (7:46)
5. Nightmare (Me El-Ma) (6:31)
6. Toridtagitar (Me El-Ma) (5:22)
7. The Children Dance (Me El-Ma) (8:59)


Line-up / Musicians

Efrayim Barak / vocals
Moti Fonseka /guitar
Alon Nadel / bass
Yuval Rivlin / keyboards
Ami Lipner (later re-named himself to Mi El-Ma) / drums



Tomorrow

Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire.CD1 - (168,03)
mediafire.CD2 - (113,68)
FLAC
CD1:
mediafire.part1 - (172,79 MB)
mediafire.part2 - (160,09 MB)
mediafire.part3 - (101,57 MB)
CD2:
mediafire.part1 - (182,69 MB)
mediafire.part2 - (134,46 MB)

30/03/2013

Starcastle - Fountains of Light (1977) Japan Edition 2011



Fountains

"Fountains of Light" não raro é visto como o auge das obras de "Starcastle". O grupo têm o estilo frequentemente comparado ao "Yes" muito em função da voz de "Luttrell", que às vezes é indistinguível da de "Jon Anderson", e dos arranjos dada alguma semelhança com álbuns como "Time and a Word", e "Fragile". Também suas letras abordam os temas favoritos de Anderson, evocando a admiração pela natureza, o alto astral e a fantasia. O grupo considera no entanto, a influência de outros estilos, nomeadamente grupos norte-americanos como Kansas, Boston e REO Speedwagon. E de fato, eles conseguem atender toda esta demanda com qualidade, produzindo um ótimo álbum de rock progressivo.

O grupo foi fundado em 1969, intitulado "St. James". Em 1974 adotou o nome "Starcastle", e em 1976 lançou seu primeiro álbum, homônimo. Embora os críticos apontem o "Starcastle" como réplica do "Yes", o álbum foi reconhecidamente um sucesso, principalmente no Estados Unidos e no Canadá. Sua gravadora, a Epic, decidiu então confiar o grupo para Roy Thomas Baker, (multi-premiado produtor musical),  responsável por descobrir o "Queen", com quem produziu seus 5 primeiros álbuns.

E com Baker, "Starcastle" produziu "Fountains of Light" (1977), considerado sua obra-prima. O álbum não reeditou o mesmo sucesso comercial de seu antecessor, ainda assim vendeu muito bem. Os argumentos na época foram de considerar a primeira obra mais acessível, enquanto este com linhas mais complexas terminou por reciclar seu público de ouvintes.

A década chegou ao fim e o rock progressivo sofreu uma queda brusca nas estimativas comerciais. A Epic colocou pressão sobre o grupo, para que eles se encaixassem  nos novos cânones, com peças mais curtas e cativantes, e até que parcialmente, o terceiro álbum Citadel (1977), procurou ser produzido dentro desta estrutura, no entanto, manteve-se fiel ao espírito do progressivo tradicional. Então no próximo álbum, Real To Reel (1978), a gravadora rejeitou todo o material de natureza progressiva proposta pelo grupo. Embora este álbum ainda contenha algumas canções consideradas entre as melhores do "Starcastle" ("Song for Alaya" e "When the Sun Shines at Midnight"), o grupo estava decepcionado com o álbum e sua relação com a gravadora. Logo, os principais membros (o tecladista Herbert Schildt e cantor Terry Luttrel) deixaram o grupo, e o contrato com a Epic foi dissolvido. Só esta atitude, digna somente daqueles que realmente amam o rock progressivo, já é prova de que a banda merece respeito e admiração. Contudo na qualidade de ouvinte, este álbum por si, é uma grande obra do progressivo que vale a pena conferir. Boa audição!

Portraits



Starcastle
Fountains of Light

Studio Album, released in 1977
Airmail Records (2011)
Japan Edition - AIRAC 1638

Songs / Tracks Listing

1. Fountains (10:22)
2. Dawning of the Day (3:43)
3. Silver Winds (4:54)
4. True to the Light (6:25)
5. Portraits (5:02)
6. Diamond Song (Deep is the Light) (5:35)

Total Time: 36:01


Line-up / Musicians

Terry Luttrell / lead vocals
Gary Strater / bass guitars, moog pedals, vocals
Stephen Tassler / drums, percussion, vocals
Herb Schildt / synthesizers, organ, piano
Matthew Stewart / guitars, vocals
Stephen Hagler / guitars, vocals



Diamond Song

FLAC
uloz.to - (271,91 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire (82,22 MB)

20/10/2012

Pink Floyd - Animals in Paris (1977) 2011


Welcome To The Machine

"Pink Floyd" realizou durante a turnê "Animals", 04 shows em Paris, entre 22 e 25 de fevereiro de 1977. Muitos críticos consideram que alguns dos melhores momentos da turnê aconteceram aqui, com a banda alcançando o auge em energia e vibração, proporcionando espetáculos memoráveis. O "Pavilhão" (Pavillion de Paris) foi em sua origem um matadouro, o que lhe confere uma aura mais sinistra, como palco do evento. Faixas como "Sheep", inevitavelmente ganham um sentimento mais profundo. "Roger" não manifesta seus gritos em nenhum momento dos shows.

"Welcome to the Machine", "Shine On You Crazy Diamond (partes 6-9)" que dura mais de 20 min. e contém um grande dueto entre "Gilmour" e "Snowy White",  e o encore "Money", (que em Paris, têm seu desempenho integral, visto que ao longo da turnê são tocados apenas fragmentos desta em conjunto com "Us and Them"), são consideradas os maiores destaques em Paris. Também em "Money" que têm duração de 10 min., uma boa performance de "Parry" no sax, acompanhado por "Gilmour" e "Snowy" em outro dueto grandioso.

O público parisiense se mostra entusiasmado, participando sempre, mas sem prejuízo das músicas a nível de possíveis ruídos nas gravações, em nenhum momento. Na minha opinião, "Animals" é uma turnê brilhante, de um dos meus álbuns preferidos. A gravação é excelente em mais um trabalho caprichoso da Godfather Records. Boa audição!



Pink Floyd
Animals in Paris (1977) 2011
Godfather Records



Disc 1:

1. Sheep 11:06
2. Pigs On The Wing 1 1:36
3. Dogs 17:31
4. Pigs On The Wing 2 2:47
5. Pigs (Three Different Ones) 18:03

Total Time: 53:03


Disc 2:

1. Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-5) 14:00
2. Welcome To The Machine 7:46
3. Have A Cigar 5:53
4. Wish You Were Here 5:41
5. Shine On You Crazy Diamond (Parts 6-9) 18:20
6. Money 9:38

Total Time: 61:18











22 February 1977
Live at Pavillion de Paris, Paris, France


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20/07/2012

Locanda Delle Fate - Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu (1977)

Locanda Delle Fate - Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu (1977/2009)



"Locanda delle Fate" foi fundada em 1971. Tocavam covers. Em entrevista com a Euro Rock Magazine eles comentam:  "King Crimson, Gentle Giant, Yes, Genesis foram nossos mestres incontestáveis. Este estilo de música nos levou a enxergar mais longe. No início dos anos 70 na Itália, com o advento do Progressivo, chefiado pela Premiata Forneria Marconi (PFM) e Banco del Mutuo Soccorso (BMS), houve uma grande revolução musical. Era o surgimento de um rock inteligente, bem refinado, com uma pitada de música clássica, trabalhando em perfeita sintonia com movimentos dos jovens de 68 que estavam se espalhando por toda a Itália. Um dia, fomos contatados por Giorgio Calabrese, da rede de televisão RAI. Ele nos convidou para seu programa, onde apresentamos quase a integra de "Forse le lucciole ....

"Locanda Delle Fate" - Live At RAI (1977) Full Show

Após esse show, tudo se tornou mais fácil, todos queriam nos oferecer um contrato de gravação. Optou-se pela Polydor, e o álbum foi gravado nos estúdios da Phonogram na Piazza Cavour, em Milão, em pouco mais de 100 horas no total, um tempo recorde, dada a complexidade da nossa música. Então, em 1977, o álbum "Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu", foi lançado. Fomos contratados por nossa gravadora, a Phonogram, para uma turnê promocional pela Itália com muitos outros artistas do mesmo selo. O show foi chamado de ".. Phonogra .. mania" e estivemos no palco com Ronnie Jones, Morelli Leano, Foini Walter, Lear Amanda, Renato Brioschi e outros. *O concerto mais memorável foi realizado em 21 de novembro de 1977 no Teatro Alfieri da Asti, lotado."

Publicado numa altura em que o rock progressivo estava se tornando um gênero marginal nas vendas de discos,  "Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu"  não obteve o sucesso comercial merecido, apesar de ter sido aclamado pela crítica como um dos melhores trabalhos do progressivo italiano. O grupo se desfez logo depois.

Na década de noventa, aconteceu a redescoberta do álbum, tendo em vista o interesse público no rock progressivo desde então. O álbum foi relançado em CD e também foi lançada uma *gravação ao vivo do período. Uma pérola do cenário progressivo italiano, proveniente de um grupo extremamente técnico e talentoso. Boa audição!



Locanda Delle Fate
Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu (1977)



• Tracklist:
01 A volte un istante di quiete (6:31)
02 Forse le lucciole non si amano più (9:48)
03 Profumo di colla Bianca (8:25)
04 Cercando un nuovo confine (6:41)
05 Sogno di Estunno (4:41)
06 Non chiudere a chiave le stelle (3:34)
07 Vendesi saggezza (9:37)
08 New York (4:35)

• Line-up:
Giorgio Gardino - drums, vibraphone
Luciano Boero - bass, Hammond
Ezio Vevy - 12-string, acoustic & electric guitars, voice, flute
Alberto Gaviglio - acoustic, electric, 12-string electric guitars, voice
Michele Conta - pianos, Moog, clavinet, synths
Oscar Mazzoglio - Hammond, piano, Moog, synths
Leonardo Sasso - voice


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19/03/2012

Fermáta - Huascaran (1977) 1996 Edition




Huascaran 

"Huascaran", o melhor álbum da banda, um dos melhores álbuns do progressivo sinfônico / jazz-rock, já produzido. Fermáta foi fundada em 1973, por "Fero Griglák", talentoso guitarrista checo que iniciou-se profissionalmente ("Prudy" e "Collegium Musicum") com apenas 16 anos. Por ocasião deste álbum "Griglák", reuniu músicos lendários da Checoslováquia. 

Seu 3º trabalho, é um álbum conceitual totalmente instrumental, e é inspirado em uma trágico acidente ocorrido no Peru em 1970 - Uma expedição de alpinistas checos morreu por causa do terremoto inesperado no lado norte da montanha Huascarán, a maior montanha dos Andes que entrou em colapso e literalmente caiu sobre o povoado de Yungay a 15 km da geleira e do maciço rochoso, matando cerca de 80.000 pessoas. Seu epicentro se deu justamente em Huascaran'daki. Todos os membros da equipe de montanhismo, estavam localizados na aldeia çavirdi, e sequer podem ser localizados os corpos, a aldeia se transformou em túmulo para milhares de vidas.

O álbum evoca idéias do poder da destruição, e da solidariedade com várias cores e humores. Todo o álbum é uma joia da música checa. E mais um dos vários episódios em que um registro sublime do progressivo eslovaco permanece desconhecido por muitos anos, apenas por causa do regime comunista que o governou. 

"Huascaran" desenvolve-se na entrega de humores crescentes na veia do space-rock, e nuances clássicas em uma obra sinfônica. Ornamentos cósmicos, sintetizadores devidamente acompanhados nas linhas flutuantes de piano elétrico. Seções rítmicas que propiciam a banda transmitir calor através da essência do jazz-rock, sua principal fonte, (tradição rica e profunda de países da Europa Central), para retornar em direção a um piano elegante, solene, bem como o violoncelo em passagens suaves que parecem retratar a dor dos sobreviventes. O sentimento de tristeza soa um pouco como Pink Floyd dos anos 70.

O elemento sinfônico é mantido por todo o caminho até a seção final que traz uma reprise do motivo inicial de jazz com toques latinos. A melodia em "Solidarity", evoca imagens de união e amor para o seu próximo, e é tão colorido que nunca se faz monótono, talvez alusão à reconciliação entre o homem e a natureza, ao lado dos solos de guitarra sempre espectaculares por "Grilák", e também dos virtuosos teclados de "Berka" em todo o álbum. O canto das aves, agitando suas asas contam da reconciliação cósmica que foi alcançada no passado. 

Uma obra-prima, que poderia facilmente nivelar-se com o melhor jazz-rock fusion do Reino Unido ou EUA, e é uma pena que "Fermáta" fora mais uma vítima da guerra fria, porque ele merecia muito mais. Esta reedição vem com três faixas bônus excelentes. Com certeza... Boa audição!


Solidarity


Fermáta
Huascaran (1977) 
1996 Opus Edition


Songs / Tracks Listing

1. Huascaran I (13:41)
2. 80 000 (7:30)
3. Solidarity (6:34)
4. Huascaran II (11:13)

Total Time: 38:58

Bonus tracks:
 
5. 15 (4:03)
6. Valparaiso (6:09)
7. Perpetuum (2:17)



Line-up / Musician 
 
  • Tomás Berka / piano, synthesizer
  • Frantisek Griglák / guitar, piano, synthesizer
  • Ladislav Lučenič / bass
  • Karol Oláh / drums, percussion
  • Peter Oláh / vocals
  • Dezider Pito / violoncello 




Valparaiso 


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ifolder.ru (126 MB / 320 Kbps)

06/03/2012

Finch - Galeons of Passion (1977)




As One

O 3º e último álbum do grupo holandês "Finch", "Galeons of Passion", que ainda é uma banda com o melhor dos músicos; o baixista "Peter Vink" é definitivamente um dos melhores da cena progressiva. E o guitarrista "Joop van Nimwegen", (Já anteriormente comentado, via "Glory of Inner Force 1975" e "Beyond Expression 1976", aqui no blog), foi reconhecido por nada menos que o mestre "Jan Akkerman", como um dos mais talentosos que a Holanda já houvera gerado ao longo de sua história.

A mudança de direção musical, trouxe reações adversas à banda, cuja proposta nesta obra seria tornar-se mais agradável, de proporcionar melodias mais suaves visando tornar-se mais acessível para um público maior, principalmente porque seus dois álbuns anteriores, embora considerados obras primas do progressivo, por qualquer razão, seja pela divulgação ou pela complexidade de seu alto nível exigir um público seleto, decepcionaram financeiramente. 

Todas as faixas aqui ainda são instrumentais, o grupo tem como foco um "prog-fusion" mais moderno, progressões de acordes, bem como dos teclados, bastante melódicos. Contudo, a banda ainda impressiona, pois sua natureza deriva da virtuosidade de seus componentes e soa muito profissional. E as composições dispõem suas estruturas harmônicas e melodias ainda com influências em suas obras mais antigas, todas as faixas em seu desenvolvimento possuem grandes momentos equilibrados e atmosféricos, sustentando-se nos incríveis solos de "Joop", e na base eclética do genial "Peter Vink", fluem constantemente entre sinfônico clássico e fusion. "Ad Wammes", o novo tecladista também merece destaque, principalmente sua linda composição "As One". O resultado global é um relaxante, e  emocionante registro do progressivo.

Muito embora pudesse ser mais progressivo, este trabalho ainda pode ser considerado com sobras, superior à grande parte das obras similares. Todos são grandes músicos, todos têm grandes momentos e o registro é realmente de alto nível, cabendo ainda um merecido destaque a produção, a sonoridade é perfeita, e todos os instrumentos cuidadosamente nivelados.

Reforçando a ideia da qualidade desta obra, quando tomou ciência do projeto, Mike "Clay" Stone - engenheiro e produtor respeitadíssimo, produzindo obras do "Genesis", (Nursey Cryme), "Queen", (De 71 até 77, foi ele quem projetou a obra-prima de camadas vocais, "Bohemian Rhapsody"), "Kiss", "Blue Öyster Cult", "Foreigner", "Whitesnake", e muitos outros... Quis tomar parte da empreitada assumindo sua produção, entretanto a gravadora EMI, detentora do contrato, impediu a transição da banda. Boa audição!


Reconciling


Finch
Galeons of Passion - 1977

Tracks:

01. Unspoken Is The Word (Joop van Nimwegen) - 7:53
02. Remembering The Future (Joop van Nimwegen/Peter Vink) - 4:21
03. As One (Ad Wammes) - 4:43
04. With Love As The Motive (Joop van Nimwegen) - 9:15
a). Impulse
b). Reaching
c). Sinful Delight?
05. Reconciling (Joop van Nimwegen) - 8:29


Personnel:
  • Joop van Nimwegen - guitars, cabasa
  • Ad Wammes - keyboards, flute
  • Peter Vink - bass guitars, cowbell
  • Hans Bosboom - drums, percussion


With Love As The Motive

Mp3
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FLAC
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