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02/07/2017

Pink Floyd & Barbet Schroeder (Matéria) + More (1969) LP 180 Gr - Remix 2016 EU (FLAC)



David Gilmour, diretor Barbet Schroeder, Rick Wright, Nick Mason, Roger Waters e Dominique Blanc-Francard, gravação da trilha sonora do filme More.


Texto por Danilo, site Oganpazan

Pink Floyd & Barbet Schroeder formaram uma dupla muito interessante para a história do cinema e da música no final dos 60 e inicio dos 70’s!

Uma das bandas mais importantes do rock mundial, o Pink Floyd teve também uma carreira extremamente prolífica e importante dentro do cinema. Ao longo dos anos inspirou grandes diretores do cinema mundial em seus filmes, produzindo trilhas sonoras que terminaram por compor parte importante de sua discografia. Assim como inspirou produções visuais a partir de suas ideias musicais, como em The Wall. São produções importantes que longe de serem trabalhos menores, ou meros anexos ao desenvolvimento artístico do grupo, se tornaram necessários para a compreensão de sua música e de sua obra.

Nessa relação entre a música do Pink Floyd e o cinema, encontramos não traduções audiovisuais para ideias musicais da banda, mas correlatos artísticos que compõe excelentes registros, tanto ao tempo histórico, quanto a temas abordados pela banda. De realizadores de grande envergadura como Michelangelo Antonioni, um dos grandes mestres do cinema mundial até o pouco conhecido Peter Sykes, encontraremos obras que se inscreveram na história do cinema e da música. Curiosamente em alguns casos, exatamente por serem filmes ligados ao Pink Floyd. É o caso por exemplo de La Vallée(1972), do cineasta francês Barbet Schroeder ou do desaparecido The Committee (1968) do inglês Peter Sykes.

E é da parceria entre Barbet Schroeder, realizador naturalizado francês, nascido no Irã de mãe alemã e pai suíço e o Pink Floyd que vamos nos ater aqui. Pois esse encontro nos relegou dois filmes que são necessários a todos aqueles que curtem cinema e principalmente a música da banda inglesa. Aos 23 anos o jovem Barbet funda a famosa produtora francesa Les Films Du Losange, responsável por produzir grandes filmes da nouvelle vague francesa e até hoje funcionando em plena atividade.

Tendo trabalhando como ator em filmes de grandes nomes com Godard e Rohmer é possível afirmar que o inicio da carreira de diretor de Barbet Schroeder tem em filmes como Pierrot Le Fou, Acossado e Le Mépris grandes inspirações. Curiosamente hoje, esses primeiros filmes de sua carreira parecem sobreviver, pelo menos entre nós, mais pela curiosidade de terem como trilha sonora discos feitos especialmente pelo Pink Floyd do que por suas qualidades cinematográficas. O que nos parece injusto, após revermos recentemente More (1969) e La Vallée (1972), se o situarmos juntos ás obras da época que hoje possuem grande vulto. 

More (Pink Floyd) Legenda PT BR

More
Direção: Barbet Schroeder
Alemanha/França, 1969, Colorido, 111 min.
Jovem estudante viaja da Alemanha a Paris quando uma expatriada norte-americana usuária de heroína cruza seu caminho. Uma paixão avassaladora e sórdida contamina os dois, e juntos partem para a ensolarada ilha de Ibiza. Alucinações, drogas, amor livre e meditações fazem parte do dia a dia do casal. A trilha sonora foi composta integralmente pelo Pink Floyd.



O Pink Floyd por sua vez por pouco não terminou virando uma banda especializada em trilhas sonoras, dada a qualidade e o sucesso feito principalmente por Obscured by Clouds, mas também pela trilha de More. Que inclusive chamou muita a atenção de Michelangelo Antonioni e os caras não deixaram por menos, produzindo outra porrada – ops – banda sonora fantástica, para Zabriskie Point (1970). O que por sua vez levou Stanley Kubrick a querer a composição dos caras no grande clássico Laranja Mecânica. Reza a lenda que a suíte Atom Heart Mother (disco homônimo) faria parte do filme, mas foi vetado de última hora pelo Roger Waters.


More é a estreia de Schroeder na direção, com roteiro do próprio após alguns anos trabalhando com cineastas voltados a ideia de cinema de autor. E essa característica, apesar de ser incorreto encaixá-lo dentro da Novelle Vague, é amplamente notada em seu debut. O Pink Floyd por outro lado não era a essa altura um iniciante na produção de trilhas sonoras, pois já tinham feito um ano antes a trilha de The Committee (1968). E é possível afirmar que em seu próprio DNA musical já estava inscrito a facilidade em transformar temas da época em ideias sonoras. Na realidade, os temas tratados pelo filme já estavam, digamos, em desenvolvimento musical pela própria banda.

Depois que o mestre Roger Corman abriu alas com The Trip (1967) ainda no olho do furação flower power, o cinema passou a produzir obras sobre as questões desse importante momento histórico. More (1969) apesar de não entendido dessa forma deveria ser pensado como uma espécie de continuação de outro grande e aclamado clássico do mesmo ano: Easy Rider (1969).

Se é verdade que no filme de Dennis Hopper chegamos ao final com a morte das esperanças de uma juventude em busca de liberdade e da mudança nos costumes e nas ideias de toda uma sociedade. Barbet Schroeder propõe-nos uma continuação demonstrando o esfacelamento completo da ingenuidade hippie ao propor os personagens de Estelle Miller (Mimsy Farmer) e Stefan Bruckner (Klaus Grunberg). Lá havia a morte como destino, aqui existe a busca já não propriamente da liberdade, mas de alguma vitalidade, de outras experimentações capazes de sanar a eterna busca humana de sentido.

Livremente inspirado no mito de Ícaro, Schroeder vai justamente desenvolver essa ideia na medida em que junta um jovem Stefan, com algumas poucas características da juventude hippie e uma junkie novaiorquina, Estelle. O garoto está em busca de alguma coisa quente (sentido) e nos diz logo nas primeiras cenas: “Eu queria queimar todas as pontes, todas as fórmulas, e se eu me queimar, tudo bem também. Eu queria ser quente. Eu queria o sol, e eu fui atrás dele…”

Lembremos que esse filme vem a luz no ano seguinte ao Maio de 68 francês e certamente dialoga com todos os problemas levantados pela juventude francesa de então. O tema das drogas aparece na película de uma forma pioneira, não lembramos de cenas tão explicitas do uso de heroína até então. A fuga dos costumes e da sociedade para “paraísos naturais”, também está aqui em sua ambientação de todo o grande desenrolar do filme em Ibiza. Sexo livre, expansão da consciência, enfim, todo vocabulário conceitual daquele momento é encontrado aqui sendo reelaborado de modo a mostrar naquela altura o seu desenrolar.

E o tom pessimista que a trama vai adquirindo esta presente na capa da trilha sonora do Pink Floyd, a foto do Dom Quixote moderno, na visão apresentada pelo diretor, lutando contra os moinhos de vento da época. E obviamente a fabulosa trilha que a banda preparou acompanha de perto as ideias propostas pelo diretor, elaboradas com toda a maestria progressiva e versatilidade rítmica e instrumental que a banda vinha desenvolvendo. O disco é preenchido de belíssimas canções como a pesadíssima “The Nile Song” que em sua letra e intensidade evoca metaforicamente a força do rio africano a tomar o personagem de Stefan em seu primeiro encontro com Estelle. “I was standing by the Nile/ When I saw the lady smile/ I would take her out for a while/ For a while”. É o que sempre se diz quando da sedução daquele olhar doce e prestes a nos tragar em sua imensidão: “vai ser só por um tempo, só por um tempo“.

Poderíamos preencher laudas e mais laudas, mostrando como as canções compostas pela banda traduzem poética e musicalmente de forma perfeita o filme. Mas é preciso lembrar que um disco que tem Cymbaline, não é pra brincadeira, a música foi executada durante anos pela banda em seus shows, o que prova que não estamos diante de um trabalho menor ou de ocasião da banda.

Se você não viu o filme, pra sua felicidade encontramos o mesmo no youtube (vídeo acima) com legendas em português. Mas ele pode ser adquirido em alta definição em qualquer cine torrent da vida, assim como as legendas em português. Tive contato com o filme num release de baixa qualidade uns 10 anos atrás e assisti-lo em alta definição é realmente uma experiência muito boa.



O álbum "More" ficou em nono lugar no Reino Unido, e duas músicas do LP acabaram entrando em uma futura coletânea do grupo, "Cirrus Minor" e "The Nile Song", o álbum "Relics", lançado em 1971. "More" obteve boas vendas, servindo de estímulo para uma segunda parceria do grupo com Schroeder: "Le Vallée" (1972) dando origem ao álbum "Obscured by Clouds", de 1972. Boa audição!





Pink Floyd
Soundtrack From The Film "More" (1969) 2016
The stereo remastered album on heavyweight 180ɢ vinyl
Remastered from the original analogue tapes by Bernie Grundman, James Guthrie, Joel Plante



Side A

1. "Cirrus Minor" (Roger Waters) – 5:18
2. "The Nile Song" (Waters) – 3:26
3. "Crying Song" (Waters) – 3:33
4. "Up the Khyber" (Nick Mason, Richard Wright) – 2:12
5. "Green Is the Colour" (Waters) – 2:58
6. "Cymbaline" (Waters) – 4:50
7. "Party Sequence" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 1:07


Lado B

1. "Main Theme" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 5:28
2. "Ibiza Bar" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 3:19
3. "More Blues" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 2:12
4. "Quicksilver" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 7:13
5. "A Spanish Piece" (Gilmour) – 1:05
6. "Dramatic Theme" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 2:15




(FLAC)
ulozto.net - (972 MB)
ou
nitroflare - (927,20 MB)

31/08/2013

Fantasia - Fantasia (1975) 2010 - ROK-048




Hautausmaani rannoilla

Inicialmente uma banda finlandesa de blues, em meados de 72 / 73, o grupo "St. Marcus" foi se transformando mais experimental. Com o novo estilo de música, tocando refinado eclético rock progressivo, tornou-se popular durante a década de setenta. Bandas como "Genesis", Crimson", "Camel", "Yes" e "Mahavishnu Orchestra", foram suas influências, e por consequência, mudaram para um nome mais apropriado: "Fantasia". 

No início, os membros da banda eram praticamente os mesmos que tocaram no "Stmbb"; Jukka "Juki" Halttunen, guitarra; Markku Lönngren, baixo; Paavo Osola, teclados e Karl-Erik Rönngård na bateria. Outro integrante, Hannu Lindblom. guitarra e vocal, teve breve passagem por causa de divergências musicais, culminando com sua saída. No final de 1973, o line-up da banda definiu-se com Roul Helantie nos teclados, violino e guitarra, Hannu Lindblom, guitarra e vocais, Harri Piha, baixo e Karl-Erik Rönngård na bateria.  

A banda conquistou o campeonato nacional de rock da Finlândia de 1974, ( Kulttuuritalo, Helsínquia), e por consequência, publicidade, muitos shows e inclusive a assinatura de um contrato com a Hi-Hat Records, uma nova gravadora criada pelo selo Finnlevy, (Finnlevy foi uma das poucas gravadoras de grande porte que dominaram a indústria fonográfica finlandesa na época.), como tentativa de abocanhar um pedaço do jovem mercado da música progressiva dominado pela Loves Records.

O álbum homônimo "Fantasia" saiu no final de 1975 como o novo release da Hi-Hat, (seu sétimo LP, no gênero). O álbum foi produzido pelo baterista Wigwam Ronnie Österberg e Mikael Wiik. Foi gravado no estúdio Finnlevy em Helsínquia e incluídos músicos adicionais, Mikael Wiik, que interpretou o solo de guitarra em "Depressio", e o saxofonista Pekka Pöyry, (Tasavallan Presidentti). A University of Turku's student magazine descreveu o álbum: "Uma abordagem honesta e idiomática. "Fantasia" deseja criar impressões, aumentar a consciência social e fazer as pessoas ouvirem e desenvolverem as suas relações com a música".  

O álbum "Fantasia", é hoje um item de colecionador, muitas vezes valorizado em centenas de euros. Como a popularidade do progressivo foi perdendo sua expressão no final dos anos setenta, a gravadora Hi-Hat  não se dispôs à uma nova produção, e a frustração da banda levou-os a outra mudança de elenco. O baixista Harri Piha ingressou no exército, e como muitos outros durante este período, ele se mudou para a Suécia, em busca de  "maior projeção". Roul Helantie passou a ser o baixista e a inclusão nos teclados de Paavo Osola, já conhecido desde o início quando da bluesband "St.Marcus".

Em 1976 a banda fez uma pequena incursão pela  Rússia, (Leninegrado - Riga - Moscow), turnê com line-up de cinco músicos, propiciando ao tecladista Mikko Laine Roul Helantie se concentrar mais no violino elétrico e no sintetizador ARP. Pouco depois, o baterista Karl-Erik Rönngård, o recém chegado Paavo Osola e Mikko Laine deixaram a banda. Os novos membros a partir de então foram o baterista Lindström Thomas, o guitarrista Timo Hautamäki e o tecladista Ronnie EHRs. - Boa audição!


Depressio

Fantasia
Style: Eclectic Prog
Finland - 1975
2010, Rocket Rec.
ROK-048 Remastered

Tracks Listing:

1 Pilvien Takaa 4:30
Composed By – Hannu Lindblom
Lyrics By – Kari Ilmonen

2 Unikuva 3:38
Composed By – Hannu Lindblom
3 Huutokauppa 2:54
Composed By – Hannu Lindblom, Roul Helantie
4 Suihkuliidolla 3:49
Composed By – Hannu Lindblom, Roul Helantie
5 Hautausmaani Rannoilla 3:12
Composed By – Hannu Lindblom
Lyrics By – Kari Ilmonen
6 Tulen Pisara 5:50
Composed By – Fantasia (12)
Lyrics By – Kari Ilmonen
7 Agressio 2:41
Composed By – Hannu Lindblom, Roul Helantie
8 Härmä Jazz 1:29
Composed By – Hannu Lindblom, Roul Helantie
9 Depressio 6:54
Guitar [Solo] – Mikael Wiik
Composed By – Hannu Lindblom, Roul Helantie

Line Up:


Roul Helantie: keyboards, violin, guitar 
Hannu Lindblom: guitar, vocals
Harri Piha: bass
Karl-Erik Rönngård: drums



Unikuva 

mediafire.pt1 - (170,80 MB)
mediafire.pt2 - (73,50 MB)

mediafire - (85,61 MB)




Review: FANTASIA 1973-1979
-72 / 73 St. Marcus blues band music turned more experimental. The new music style, progressive rock, became popular in the seventies. Bands like Genesis, Yes, Mahavishnu Orchestra were big fluences, and the name was changed to a more suitable name: Fantasia.
In the beginning the Fantasia members were almost the same as in Stmbb; Jukka "Juki" Halttunen guitar; Markku Lönngren bass; Paavo Osola keyboards; Karl-Erik Rönngård drums; Hannu Lindblom guitar and vocals.
Quite soon, because of musical disagreements, there was a configuration change, and in the end of 1973, the new band was born:
Roul Helantie: keyboards, violin, guitar
Hannu Lindblom: guitar, vocals
Harri Piha: bass
Karl-Erik Rönngård: drums
This band won the Finnish rock championship 1974 and got a lot of publicity and gigs. A record deal with Hi-hat was also a part of the victory.
The record was released in 1975, produced by Mikael Wiik and Ronnie Österberg .
The record called, "Fantasia", is today a popular collectible, often valued in hundreds of euros.
As the popularity of progmusic faded at the end of the seventies, and as Hi-hat records was not willing to make a new record, the frustration in the band led to another crew change.
Bassplayer Harri Piha joined the army, and like many others in this time period, he moved to Sweden, searching "for bigger events”.
Roul Helantie changed to bass and keyboard player became Paavo Osola, already known from early St.Marcus bluesband lineups.
In 1976 the band made a small Russian tour (Leningrad - Riga - Moscow), and was after the tour joined by a fifth member; keyboard player Mikko Laine. Roul Helantie could concentrate more on the electric violin and ARP syntheziser.
Shortly after this, drummer Karl-Erik Rönngård, keyboardplayers Paavo Osola and Mikko Laine left the band. New members were; drummer Thomas Lindström, guitar player Timo Hautamäki and keyboard player Ronnie Ehrs.
Lineup: 1976 - 1978
Hannu Lindblom: guitar,vocals
Roul Helantie: bass
Thomas Lindström: drums
Timo Hautamäki: guitar
Ronnie Ehrs: keyboards
The last (?!) lineup from 1979 did also contained some new members:
guitar, vocals: Hannu Lindblom
guitar: Pekka Jusslin
bass: Hannu Pirttimaa
keyboards: Ronnie Ehrs
drums: Thomas Lindström
After a few years, it was time to get " back to the basics" or musically back to the time before Fantasia, so Stmbb was recreated.
The double CD STMBB released 2007, called ”2 Sides”, contains songs that sound like done by Fantasia in the 2000 century. Even after the songs where recorded, a name change was considered, but the ”bluesy” over all feeling, left us with no choice: St.marcus bluesband, later shortened to STMBB.

10/06/2011

Camel - Rain Dances (Remastered)-2009



Rain Dances é o quinto álbum de estúdio da banda inglesa Camel. Foi lançado em 1977, pela Deram Records, e trouxe uma grande mudança na formação da banda, com a substituição do baixista Doug Ferguson por Richard Sinclair, ex-Caravan, e pela chegada de do saxofonista Mel Collins, ex-King Crimson
Rain Dances possui um som mais jazzístico do que os álbuns anteriores. Isso se deve principalmente à chegada de Richard Sinclair e Mel Collins, mas também ao objetivo da banda de mudar sua direção musical e deixar suas músicas com um maior apelo comercial. Outro ponto marcante é a ausência da flauta de Andy Latimer e poucas notas do órgão de Peter Bardens, que eram a marca registrada da banda  Ano: 2009

Tracklist 
First Light
Metrognome
Tell Me
Highways Of The Sun
Unevensong
One Of These Days I'll Get An Early Night
Elke
Skylines
Rain Dances
Highways Of The Sun (Single Version)
First Light (BBC "Sight & Sound" In Concert)
Metrognome (BBC "Sight & Sound" In Concert)
Unevensong (BBC "Sight & Sound" In Concert)
Skylines (BBC "Sight & Sound" In Concert)
Highways Of The Sun (BBC "Sight & Sound" In Concert)
One Of These Days I'll Get An Early Night (BBC "Sight & Sound" In Concert) 



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David Gilmour


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