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06/01/2020

Alta Fidelidade: 50 anos de lançamento do disco "The Madcap Laughs" de Syd Barrett (vídeo)



Neste vídeo do Alta Fidelidade: a genial (e louca) estreia de Syd Barrett com "The Madcap Laughs". Veja o que diz o apresentador Bruno Ascari: "Hoje, comento sobre os 50 anos de lançamento do disco de estreia da carreira solo de Syd Barrett, o incrível 'The Madcap Laughs'. O álbum teve uma produção complicada, mas que no fim deu tudo certo com a ajuda de David Gilmour e Roger Waters. Confira acima


Syd Barrett - The Madcap Laughs (Full Album HQ)


02/07/2017

Pink Floyd & Barbet Schroeder (Matéria) + More (1969) LP 180 Gr - Remix 2016 EU (FLAC)



David Gilmour, diretor Barbet Schroeder, Rick Wright, Nick Mason, Roger Waters e Dominique Blanc-Francard, gravação da trilha sonora do filme More.


Texto por Danilo, site Oganpazan

Pink Floyd & Barbet Schroeder formaram uma dupla muito interessante para a história do cinema e da música no final dos 60 e inicio dos 70’s!

Uma das bandas mais importantes do rock mundial, o Pink Floyd teve também uma carreira extremamente prolífica e importante dentro do cinema. Ao longo dos anos inspirou grandes diretores do cinema mundial em seus filmes, produzindo trilhas sonoras que terminaram por compor parte importante de sua discografia. Assim como inspirou produções visuais a partir de suas ideias musicais, como em The Wall. São produções importantes que longe de serem trabalhos menores, ou meros anexos ao desenvolvimento artístico do grupo, se tornaram necessários para a compreensão de sua música e de sua obra.

Nessa relação entre a música do Pink Floyd e o cinema, encontramos não traduções audiovisuais para ideias musicais da banda, mas correlatos artísticos que compõe excelentes registros, tanto ao tempo histórico, quanto a temas abordados pela banda. De realizadores de grande envergadura como Michelangelo Antonioni, um dos grandes mestres do cinema mundial até o pouco conhecido Peter Sykes, encontraremos obras que se inscreveram na história do cinema e da música. Curiosamente em alguns casos, exatamente por serem filmes ligados ao Pink Floyd. É o caso por exemplo de La Vallée(1972), do cineasta francês Barbet Schroeder ou do desaparecido The Committee (1968) do inglês Peter Sykes.

E é da parceria entre Barbet Schroeder, realizador naturalizado francês, nascido no Irã de mãe alemã e pai suíço e o Pink Floyd que vamos nos ater aqui. Pois esse encontro nos relegou dois filmes que são necessários a todos aqueles que curtem cinema e principalmente a música da banda inglesa. Aos 23 anos o jovem Barbet funda a famosa produtora francesa Les Films Du Losange, responsável por produzir grandes filmes da nouvelle vague francesa e até hoje funcionando em plena atividade.

Tendo trabalhando como ator em filmes de grandes nomes com Godard e Rohmer é possível afirmar que o inicio da carreira de diretor de Barbet Schroeder tem em filmes como Pierrot Le Fou, Acossado e Le Mépris grandes inspirações. Curiosamente hoje, esses primeiros filmes de sua carreira parecem sobreviver, pelo menos entre nós, mais pela curiosidade de terem como trilha sonora discos feitos especialmente pelo Pink Floyd do que por suas qualidades cinematográficas. O que nos parece injusto, após revermos recentemente More (1969) e La Vallée (1972), se o situarmos juntos ás obras da época que hoje possuem grande vulto. 

More (Pink Floyd) Legenda PT BR

More
Direção: Barbet Schroeder
Alemanha/França, 1969, Colorido, 111 min.
Jovem estudante viaja da Alemanha a Paris quando uma expatriada norte-americana usuária de heroína cruza seu caminho. Uma paixão avassaladora e sórdida contamina os dois, e juntos partem para a ensolarada ilha de Ibiza. Alucinações, drogas, amor livre e meditações fazem parte do dia a dia do casal. A trilha sonora foi composta integralmente pelo Pink Floyd.



O Pink Floyd por sua vez por pouco não terminou virando uma banda especializada em trilhas sonoras, dada a qualidade e o sucesso feito principalmente por Obscured by Clouds, mas também pela trilha de More. Que inclusive chamou muita a atenção de Michelangelo Antonioni e os caras não deixaram por menos, produzindo outra porrada – ops – banda sonora fantástica, para Zabriskie Point (1970). O que por sua vez levou Stanley Kubrick a querer a composição dos caras no grande clássico Laranja Mecânica. Reza a lenda que a suíte Atom Heart Mother (disco homônimo) faria parte do filme, mas foi vetado de última hora pelo Roger Waters.


More é a estreia de Schroeder na direção, com roteiro do próprio após alguns anos trabalhando com cineastas voltados a ideia de cinema de autor. E essa característica, apesar de ser incorreto encaixá-lo dentro da Novelle Vague, é amplamente notada em seu debut. O Pink Floyd por outro lado não era a essa altura um iniciante na produção de trilhas sonoras, pois já tinham feito um ano antes a trilha de The Committee (1968). E é possível afirmar que em seu próprio DNA musical já estava inscrito a facilidade em transformar temas da época em ideias sonoras. Na realidade, os temas tratados pelo filme já estavam, digamos, em desenvolvimento musical pela própria banda.

Depois que o mestre Roger Corman abriu alas com The Trip (1967) ainda no olho do furação flower power, o cinema passou a produzir obras sobre as questões desse importante momento histórico. More (1969) apesar de não entendido dessa forma deveria ser pensado como uma espécie de continuação de outro grande e aclamado clássico do mesmo ano: Easy Rider (1969).

Se é verdade que no filme de Dennis Hopper chegamos ao final com a morte das esperanças de uma juventude em busca de liberdade e da mudança nos costumes e nas ideias de toda uma sociedade. Barbet Schroeder propõe-nos uma continuação demonstrando o esfacelamento completo da ingenuidade hippie ao propor os personagens de Estelle Miller (Mimsy Farmer) e Stefan Bruckner (Klaus Grunberg). Lá havia a morte como destino, aqui existe a busca já não propriamente da liberdade, mas de alguma vitalidade, de outras experimentações capazes de sanar a eterna busca humana de sentido.

Livremente inspirado no mito de Ícaro, Schroeder vai justamente desenvolver essa ideia na medida em que junta um jovem Stefan, com algumas poucas características da juventude hippie e uma junkie novaiorquina, Estelle. O garoto está em busca de alguma coisa quente (sentido) e nos diz logo nas primeiras cenas: “Eu queria queimar todas as pontes, todas as fórmulas, e se eu me queimar, tudo bem também. Eu queria ser quente. Eu queria o sol, e eu fui atrás dele…”

Lembremos que esse filme vem a luz no ano seguinte ao Maio de 68 francês e certamente dialoga com todos os problemas levantados pela juventude francesa de então. O tema das drogas aparece na película de uma forma pioneira, não lembramos de cenas tão explicitas do uso de heroína até então. A fuga dos costumes e da sociedade para “paraísos naturais”, também está aqui em sua ambientação de todo o grande desenrolar do filme em Ibiza. Sexo livre, expansão da consciência, enfim, todo vocabulário conceitual daquele momento é encontrado aqui sendo reelaborado de modo a mostrar naquela altura o seu desenrolar.

E o tom pessimista que a trama vai adquirindo esta presente na capa da trilha sonora do Pink Floyd, a foto do Dom Quixote moderno, na visão apresentada pelo diretor, lutando contra os moinhos de vento da época. E obviamente a fabulosa trilha que a banda preparou acompanha de perto as ideias propostas pelo diretor, elaboradas com toda a maestria progressiva e versatilidade rítmica e instrumental que a banda vinha desenvolvendo. O disco é preenchido de belíssimas canções como a pesadíssima “The Nile Song” que em sua letra e intensidade evoca metaforicamente a força do rio africano a tomar o personagem de Stefan em seu primeiro encontro com Estelle. “I was standing by the Nile/ When I saw the lady smile/ I would take her out for a while/ For a while”. É o que sempre se diz quando da sedução daquele olhar doce e prestes a nos tragar em sua imensidão: “vai ser só por um tempo, só por um tempo“.

Poderíamos preencher laudas e mais laudas, mostrando como as canções compostas pela banda traduzem poética e musicalmente de forma perfeita o filme. Mas é preciso lembrar que um disco que tem Cymbaline, não é pra brincadeira, a música foi executada durante anos pela banda em seus shows, o que prova que não estamos diante de um trabalho menor ou de ocasião da banda.

Se você não viu o filme, pra sua felicidade encontramos o mesmo no youtube (vídeo acima) com legendas em português. Mas ele pode ser adquirido em alta definição em qualquer cine torrent da vida, assim como as legendas em português. Tive contato com o filme num release de baixa qualidade uns 10 anos atrás e assisti-lo em alta definição é realmente uma experiência muito boa.



O álbum "More" ficou em nono lugar no Reino Unido, e duas músicas do LP acabaram entrando em uma futura coletânea do grupo, "Cirrus Minor" e "The Nile Song", o álbum "Relics", lançado em 1971. "More" obteve boas vendas, servindo de estímulo para uma segunda parceria do grupo com Schroeder: "Le Vallée" (1972) dando origem ao álbum "Obscured by Clouds", de 1972. Boa audição!





Pink Floyd
Soundtrack From The Film "More" (1969) 2016
The stereo remastered album on heavyweight 180ɢ vinyl
Remastered from the original analogue tapes by Bernie Grundman, James Guthrie, Joel Plante



Side A

1. "Cirrus Minor" (Roger Waters) – 5:18
2. "The Nile Song" (Waters) – 3:26
3. "Crying Song" (Waters) – 3:33
4. "Up the Khyber" (Nick Mason, Richard Wright) – 2:12
5. "Green Is the Colour" (Waters) – 2:58
6. "Cymbaline" (Waters) – 4:50
7. "Party Sequence" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 1:07


Lado B

1. "Main Theme" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 5:28
2. "Ibiza Bar" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 3:19
3. "More Blues" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 2:12
4. "Quicksilver" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 7:13
5. "A Spanish Piece" (Gilmour) – 1:05
6. "Dramatic Theme" (Gilmour, Mason, Waters, Wright) – 2:15




(FLAC)
ulozto.net - (972 MB)
ou
nitroflare - (927,20 MB)

19/08/2016

Atom Heart Mother, Meddle e Obscured By Clouds serão relançados em vinil a partir de setembro



Pink Floyd vai relançar os discos Atom Heart Mother, Meddle e Obscured By Clouds em vinil no dia 26 de setembro, através da Pink Floyd Records em parceria com a Columbia.


Todos eles sairão em vinil 180 gramas e as embalagens serão réplicas das originais.


Os LPs são o mais recente passo na campanha de relançamentos do grupo britânico, que teve início há poucos meses com as reedições dos quatro primeiros álbuns: The Piper at the Gates of Dawn(1967), A Saucerful of Secrets (1968), a trilha-sonora More (1969) e o disco duplo Ummagumma(1969).

Atom Heart Mother, Meddle e Obscured By Clouds foram lançados, respectivamente, em 1970, 1971 e 1972, e capturam o Pink Floyd à beira do estrelato. Atom Heart Mother, o quinto disco da banda, notavelmente se tornou a primeira obra do Pink Floyd a chegar no primeiro lugar dos mais vendidos no Reino Unido.

Meddle – incursão mais experimental – também foi bem nas paradas, indicando a mudança de uma banda psicodélica para uma sonoridade mais progressiva. Obscured By Clouds foi originalmente gravado como trilha sonora para o filme francês La Vallee, e feito quando a banda havia começado a trabalhar no que viria a ser Dark Side of the Moon, de 1973.

Além dos relançamentos em vinil do começo dos anos 1970, o Pink Floyd vai levar de volta às lojas edições em vinil previamente feitas de The Wall e The Division Bell, a partir de 26 de agosto.

Como dito aqui no blog, em 11 de novembro, a banda também vai relançar uma imensa caixa com 27 discos, chamada The Early Years 1965 – 1972, que trará sobras de estúdio, demos, aparição em TV, sete horas de gravações de shows, 15 horas de vídeos (incluindo entrevistas, performances, filmes) e mais de 20 músicas inéditas.


por ROLLING STONE EUA
18 de Ago. de 2016


08/06/2015

David Gilmour revela título do seu novo álbum


David Gilmour e Polly Samson - 2015 Borris House Festival of Writing and Ideas

O próximo álbum de David Gilmour será chamado "Rattle That Lock". 


Neste sábado, dia 6 de junho, David Gilmour e Polly Sampson participaram do festival literário 'Borris House Festival of Writing and Ideas 2015', em County Carlow, Irlanda, e além de divulgar o título do futuro LP, Gilmour e sua esposa trouxeram ainda algumas informações interessantes sobre o conteúdo do novo trabalho, o destaque ficou é claro por conta da música, dois trechos inéditos do recém desvendado "Rattle That Lock", e algumas velhas conhecidas como 'High Hopes, Smile, bem com a recente 'Louder Than Words', dentre outras revisitadas ao longo de uma hora ao vivo, divertindo e encantando a platéia. (acima o áudio do evento na íntegra)

Polly, que trouxe ao evento seu novo livro 'A Kindness', disse ao Irish Times: "Um amigo nosso, curador do festival, perguntou se eu poderia convencer David à vir... E quando eu perguntei, ele prontamente concordou . " 

O novo álbum é um segmento de "On an island", o terceiro de Gilmour, lançado em 2006. Detalhes do desenvolvimento, curiosidades, momentos emocionantes, uma platéia privilegiada pode degustar a intimidade e as primeiras notas do novo trabalho,  Gilmour se apresentou com as músicas "Girl with a Yellow Dress" e "Boots on the Ground", sendo que está última, digo o trecho que podemos ouvir, nos passa uma ótima impressão, ao menos pra mim, que já perdi a conta das vezes que ouvi, achei muito promissor...


O Brain Damage (site de fãs) se fez presente através de um correspondente na Irlanda, e observou que Gilmour não estava disposto a revelar o título, mas por fim acabou cedendo. 

O álbum deve ser lançado em setembro, e além de Polly Sampson, conta com colaborações de Phil Manzanera, da banda Roxy Music, do pianista Jools Holland. Polly descreveu o tema do disco como sendo o de "aproveitar cada momento, olhar para o futuro... e não ter medo ou se conter."

Até o presente momento o destaque é 'Boots on the Ground', com Gilmour dizendo que o riff da faixa foi criado a partir de quatro ou cinco notas do sino que o sistema ferroviário nacional francês utiliza para anunciar os trens que chegam. O trecho que Gilmour tocou foi descrito por Brain Damage como "Na melodia da guitarra, um solo, muito, muito promissor, uma reminiscência de 'The Nile Song,".



O festival literário 'Borris House Festival of Writing and Ideas' é evento de três dias, que acontece em junho na Irlanda .


Ambos David e Polly foram muito abertos com as suas perguntas e respostas compartilhando um pouco sobre o processo de criação das letras de 'On an Island' e 'Division Bell.'. Polly relata como ela acha penoso instigar David para escrever, comparando-o à uma criança que precisa fazer sua lição de casa na marra. 

Contudo para ela foi mais do que um orgulho escrever para David e para o Pink Floyd. Quando perguntas da platéia vieram à tona, ela foi questionada sobre se houve no passado alguma canção para o Pink Floyd que ela gostaria de ter escrito; ela em tom de gozação, disse "Sim - Eu queria ter escrito 'Nós precisamos de educação, e ela deve ser gratuita' !!"

Polly disse que inicialmente ela não queria ter crédito algum na obra The Division Bell, mas David disse que sim , que ela realmente deveria ter, ou iria se arrepender no futuro. Agora ela diz que ele estava certo. Ao ser perguntado sobre escrever as letras, David respondeu "Não é algo com que eu me sinta confortável. Gostaria muito de encontrar a chave que abre a porta para a escrita". 

Foi muito bom ouvir Polly dizer como a "sinergia" entre David e Rick era algo único, raro, impossível ser reeditada neste tempo. Polly mencionou também (mas não entrou em detalhes) problemas recentes com Charlie (filho) - respeitosamente o público não pressionou sobre isso. 

Os sinos na introdução de High Hopes foram definitivamente os sinos de Cambridge, e as palavras (de acordo com Polly) foram em parte sobre David tomar a decisão de sair.


Falando sobre a parceria musical do casal, Gilmour diz que recrutou sua esposa, escritora e jornalista, para escrever as letras dos álbuns do Pink Floyd, ou seja, 'The Division Bell' e do último álbum 'The Endless River' ano passado. Agora ela escreve para o seu quarto álbum solo, que esta semana foi previsto ser lançamento em setembro. A dupla falou sobre seu relacionamento criativo e do processo de composição, no festival literário em Carlow, realizado entre os dias 05 e 07 de junho. 

Polly já havia se esquivado de sua associação com o marido, um músico veterano, que se juntou a um grupo de rock prog ainda em 1967 e lançou um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, 'The Dark Side of the Moon'... Polly explicou: "Eu sempre fui relutante em me abrir sobre isso, porque parecia um domínio dos homens com guitarras. Mas David e eu conversamos muito sobre isso nas entrevistas que ele fez para The Endless River, e foi quase como sendo uma descoberta... Em seguida, de repente houveram alguns artigos sobre escritores que atuavam como letristas, especialmente depois que Mark Ronson (DJ, guitarrista) se reuniu com o escritor Michael Chabon, (que ganhou o Prêmio Pulitzer de ficção em 'The Amazing Adventures of Kavalier & Clay'), para escrever as letras do seu último álbum. Então eu estava incluída também, e me se senti bem para falar sobre isso - e lá foram outros escritores também letristas, parece que estamos autorizados a realizar mais do que um tipo de escrita". Também apareceram no festival, agora em seu quarto ano, Ian McEwan, Ann Enright, Kevin Barry, Lisa Hannigan, Joanne O'Riordan e Anthony Beevor. Polly Samson, cujo novo livro 'A Kindness' ela lançou recentemente, também é abordado.

Na sequência do bate-papo, David e Polly concordaram em uma sessão de autógrafos do lado de fora,como você pode ver na imagem abaixo, Martin (extrema direita) sentou-se com seu amigo Conor (extrema esquerda), e .o casal no meio



Após o auto-intitulado 'David Gilmour' (1978), 'About Face' (1984) e 'On an Island' (2006), "Rattle That Lock", é o primeiro em quase 10 anos de sua carreira solo, Em setembro terá início sua turnê pela Europa e Reino Unido, começando na Croácia, no dia 12. Na Inglaterra ele se apresenta por três noites consecutivas (de 23 a 25 de setembro) no Royal Albert Hall de Londres.



Fontes: Brain Damage, Irish Post, Classic Rock Magazine

15/12/2011

David Gilmour - Mihalis - Stockholm (1984) SBD




Mihalis


  • People Magazine 1984, artigo sobre o álbum solo de David Gilmour: "About Face"


"Não mais contra a parede, 'Gilmour' é o primeiro membro do 'Floyd' a pegar a estrada sozinho."

Rapidamente agora, qual o grupo ou cantor pop que teve o maior período nas paradas de álbuns da Billboard? Elvis? Os Beatles? Bing Crosby?

Antes de desistir, algumas dicas úteis. Embora esta banda tenha feito turnês e gravações por 16 anos com apenas uma mudança importante em sua formação, você provavelmente nunca ouviu falar da intimidade de um único membro, no passado ou presente, os membros da banda criaram uma aura de escuridão e mistério sobre si mesmos. Muitos fãs de rock teriam problemas para nomear qualquer das suas canções. Eles não permitirão que suas imagens apareçam nas capas de seus álbuns, eles quase nunca concedem entrevistas, e eles preferem ser vivissectados do que fazer um vídeo para a MTV. Imediatamente, você sabe que nós não estamos falando sobre os Rolling Stones.

Okay. "Perdedor Trivial", tente "Pink Floyd". Nunca houve nada semelhante à abordagem do fenômeno de 1973, "Dark Side Of The Moon", e provavelmente nunca haverá outra vez.

Quando o álbum saiu,  Floyd tornou-se um grupo britânico com um hit e um culto a ser seguido. O lado escuro, sombrio e gótico, estendeu a mão e tocou alguns... cidadãos em nosso planeta. Em 10 de março irá se tornar Top 200 da Billboard por 510 semanas consecutivas. Quinhentas e dez. Em 19 de maio deve tornar-se o único álbum gráfico eleito como a melhor concepção por interruptos 10 anos .

Para colocar este feito em perspectiva, considere que "Dark Side" superou o ex-campeão (Greatest Hits Johnny Mathis ') há cinco meses. O álbum seguinte, de maior duração da música pop original (Tapestry, Carol King) pulou para fora após 320 semanas. Thriller de Michael Jackson ( 64 semanas até agora), pouco vale a pena mencionar.

Como você pode entender isso?

Como todo mundo, "David Gilmour" não tem uma pista. "Isto sempre confundiu-me, e ainda me deixa perplexo", diz o homem cujo os licks de guitarra espacial estão mais estreitamente identificados com o inconfundível som do Pink Floyd. "Quero dizer, quando nós fizemos isso, sabíamos que era o melhor que tínhamos feito. Mas nós ainda não tínhamos experimentado nada parecido  antes disso."

Agora que ele decidiu agir por conta própria com um álbum solo, "About Face", e uma turnê americana em maio e junho, "Gilmour", 37 anos, é relax na proibição habitual contra falar à imprensa sobre "Pink Floyd". Em sua suíte de hotel com vista para o Central Park de Manhattan, em um sofá, traje simples, jeans, camisa  e sapatos esporte, ele liga para a esposa "Ginger", que está na Inglaterra, para conversar com suas filhas Alice, 7, Clare, 3, e Sarah, 2.

"Pete Seeger" é uma das minhas pessoas favoritas", diz "Gilmour", "é o rei da acid-music, com quem aprendi a tocar banjo-picking folkie."

"Gilmour" juntou-se ao "Pink Floyd" no início de 1968 para fazer backups - e eventualmente substituir - o visionário fundador da banda , "Syd Barrett". Barrett tinha se inspirado a nomear a banda depois assistir a dois bluesmen do sul, Floyd Council e Pink Anderson. Infelizmente, o blues fluiu para a psicodelia, e Barrett, depois de inúmeras viagens de ácido, tornou-se "muito estranho", lembra Gilmour, e foi convidado a sair da banda. Coube ao Gilmour, o baixista "Roger Waters", o baterista "Nick Mason" e o tecladista "Rick Wright" para continuar. Gilmour, um estudante de línguas,  foi inspirado pelo primeiro álbum de Bob Dylan a abandonar tudo por um  tempo, isso aos 18 anos, para tocar rock. Em 1964, antes de a que maioria das bandas tinham ouvido falar da droga, ele já havia passado por sua fase de LSD.

"Nenhum de nós jamais foi um grande apaixonado das drogas", diz Gilmour, apesar das lendas - e  da realidade pessoal de Barrett incapacitado permanentemente - ao contrário. "Nós dissemos isso, mas as pessoas não ouvem coisas que eles não querem ouvir. Muita gente pensa que está no seu comprimento de onda, quando na verdade você não é aquilo. Recebemos e-mails de pessoas nos dizendo que estavam enviando-nos mensagens individuais que elas estavam se correspondendo. Muito, muito estranho. "Essa foi outra razão, diz ele, por isso que a banda manteve um perfil distante: "Os fãs poderia ter obtido muita informação sobre nós, sentados em casa assistindo televisão e bebendo cerveja."

O segundo LP solo de Gilmour  contém duas músicas anti-mísseis, uma é Cruise, um canto fúnebre que tem de ser destinado ao escritor de homicidios, Jack Henry Abbott, - e não há canções de amor... Ainda assim, o estado de espírito de Gilmour demonstra toda a inspiração em um instrumental intitulado "Let's Get Metaphysical". Há também momentos de beleza estranha deste veterano do rock cadenciado, letras progressivas sobre estar brilhando,  flutuando dentro e fora do azul, do céu azul. (Out Of the Blue)

"Eu acho que você pode escrever letras fatalistas", diz, "que pode estar a vontade para discutir o mórbido ou terminará infeliz. Estes temas podem ser edificantes e alegres ao mesmo tempo. Existe beleza na melancolia." - Gilmour, 1984. Por: Chet Flippo - (Rolling Stone, People Magazine)

Ouvindo este show, além do fato de ser uma gravação "soundboard", (para alguns amigos que possam desconhecer, é a referência dada quando os mics de gravação estão muito próximos do palco, dos instrumentos e dos vocais, tudo alto e claro, e se a qualidade também é boa, torna-se o melhor resultado que um bootleg poderia oferecer), trata-se de uma ótima apresentação da banda, e acredito que será interessante à todos que apreciam este período inicial da carreira solo de "David Gilmour". "Let's Get Metaphysical" que por si só, em minha opinião já justifica o ingresso em sua coleção, aqui é espetacular. Além de toda a beleza da guitarra, nesta incrível peça, o trabalho de sax e teclados é realmente inspirado, elevam a performance ao nível das melhores edições do próprio "Pink Floyd". Boa audição!



David Gilmour

"Mihalis" (Wow ‎– 240-484) Vinyl, LP

April 24th, 1984 – Live in Isstadion, Stockholm, Sweden


Side One:
  1. Until We Sleep 6:30
  2. All Lovers Are Deranged 4:30
  3. No Way Out 6:35
  4. Love On the Air 6:08
23:43

Side Two:
  1. Mihalis 9:40
  2. Cruise 6:20
  3. Short and Sweet 6:50
  4. Run Like Hell 6:36
29:26

Side Three:
  1. Out Of the Blue 4:00
  2. Let's Get Metaphysical 7:20
  3. You Know I'm Right 7:30
  4. Blue Light 9:40
28:30

Side Four:
  1. Murder 6:40
  2. Near the End 10:30
  3. Comfortably Numb 9:00
26:10

Band:
  • David Gilmour
  • Gregg Dechart (keyboards)
  • Micky Feat (bass)
  • Jody Linscott (percussion)
  • Mick Ralphs (guitar)
  • Raphael Ravenscroft (saxophone)
  • Chris Slade (drums)

Participações especiais: 
  • Steve Winwood / piano, órgão
  • Anne Dudley / sintetizador
  • Bob Ezrin / teclados
  • Louis Jardine / percussão
  • Ray Cooper / percussão
  • Jon Lord / sintetizador
  • Roddy Lorimer, Barbara Snow, Tim Sanders, Simon Clerk / The Kick Horns
  • Vicki & Sam Brown, Mickey Feat, Roy Harper / vocais
  • Steve Rance / Fairlight programming
  • The National philharmonic Orchestra arranged by Micheal Kamen com Bob Ezrin


Format: 2 LPs (vinyl)
Produced: Made in England 
FLAC
mega.co.nz.Pt1 - (306,90 MB)
mega.co.nz.Pt2 - (310,30 MB)
ou
uloz.to.Pt1 - (321,82 MB)
uloz.to.Pt2 - (325,37 MB)

Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire.Pt1 - (160,50 MB)
mediafire.Pt2  - (61,88 MB)

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David Gilmour


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