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15/12/2012

Camel - The Paris Collection (2001) Japan Edition 2007



Sahara


Um excelente registro, este álbum ao vivo do "Camel" no teatro Le Bataclan em Paris, 30 de outubro de 2000. Embora gravado durante o "Rajaz Tour", apenas um número é oriundo deste álbum, "Sahara", e em minha opinião, ótimo destaque. Além deste, "Chord Change" e "Lady Fantasy" também têm excelentes desempenhos. "Fingertips" ("Stationary Traveller"), é tratada com uma abordagem mais acústica que se encaixa muito bem, assim como "Ice" ("I can See Your House From Here"), uma das mais belas do progressivo, sendo a faixa de abertura.

Outro fato merece destaque; o show foi gravado sem os vocais de "Andrew Latimer", que não podia cantar naquela noite por razões de saúde. "Guy Leblanc" e "Colin Bass", o representam com brilho, proporcionando algo exclusivo no desempenho da banda dentro da turnê. Canções como "Ice", "Sahara", e "Lady Fantasy", por assim se dizer, ganharam excelentes interpretações. "Slow Yourself Down" (uma versão de estúdio de "Latimer" e "Leblanc"), vêm como interessante faixa bônus tendo "Latimer" nos vocais e violão acústico. Boa audição!








 Camel


Recorded live at the Bataclan, 
Paris - France, Oct. 30th, 2000
The Paris Collection
Label: WHD Entertainment, Inc.
Camel Productions Paper Sleeve Collection – 7
Japan Edition: 19 Dec 2007


Songs / Tracks Listing

1. Ice (8:47)
2. Chord Change (8:52)
3. Fingertips (6:40)
4. Slow Yourself Down (4:30)
5. Sahara (6:51)
6. Mother Road (6:07)
7. Little Rivers and Little Rose (1:55)
8. Hopeless Anger (5:43)
9. Lady Fantasy (16:04)
10. Slow Yourself Down (5:34) bonus

Total Time: 71:03

Members:





Bass Guitar, Acoustic Guitar, Vocals – Colin Bass
Drums, Percussion – Denis Clement
Keyboards, Vocals – Guy LeBlanc
Mastered By – Ken Lee
Mixed By [Live Mix], Guitar, Producer – Andrew Latimer*


Fingertips

FLAC
uloz.to (476, 16 MB)
multiupload (454,09 MB)
Mp3
 4shared (158,57 MB / 320 Kbps x 48 kHz)
multiupload (154,86 MB / 320 Kbps x 48 kHz)

17/05/2012

Camel - I Can See Your House From Here (1979) Japan Edition 2009




Eye Of The Storm

  "I Can See Your House From Here" é tido como a obra mais popular do "Camel". Mas também sem dúvida um trabalho bastante polêmico, dividindo opiniões, pode ser visto como uma tentativa de tornar-se  um trabalho mais rentável pois entre as composições vemos "Remote Romance" e "Your Love Is Stranger Than Mine" francamente voltadas ao pop rock. Contudo existem belíssimas composições, como "Ice" e "Eye Of The Storm", dentro do nível característico da banda. 

Também o ingresso de "Colin Bass" e de "Kit Watkins" (ex-Happy the Man), além de participações de "Phil Collins" e "Mel Collins" e tendo mantido "Andy Ward", excepcional baterista, propiciam um excelente nível técnico. Outrossim, este registro vêm ratificar a liderança definitiva de "Andy Latimer", e esta formação permaneceria intacta até 1981. Merecem destaque, "Survival" e "Who We Are" apresentam belas orquestrações, e "Latimer" oferece um trabalho excepcional. (Sua flauta é, infelizmente, quase ausente desta vez, mas  guitarra e teclados ofertam momentos brilhantes.)  Boa audição!


Ice


Camel
Аlbum : I Can See Your House From Here
Year : 1979 (2009)



Track List:
  1. Wait
  2. Your Love Is Stranger Than Mine
  3. Eye Of The Storm
  4. Who We Are
  5. Survival
  6. Hymn Ho Her
  7. Neon Magic
  8. Remote Romance
  9. Ice


Musicians:
  • Andrew Latimer – Guitars, Flute, Autoharp, Backing Vocals, Lead Vocals
  • Colin Bass – Bass, Backing Vocals, Lead Vocals
  • Kit Watkins – Hammond, Synthesizer, Electric Piano, Moog, Mini Moog, Clavinet.
  • Jan Schelhaas – Electric Grand Piano, Grand Piano, Prophet 5, Moog, Mini Moog, EMS Sequencer
  • Andy Ward – Drums, Percussion
Guest musicians:
  • Mel Collins – Alto Saxophone
  • Phil Collins – Percussion
  • Rupert Hine – Backing Vocals
  • Simon Jeffes – Orchestral arrangements



 

(FLAC / 339.45 MB)

Interesting cover picture: reminds me of Quiet Zone (VDG). Is there some message in the picture and in the title? ("The Lord said Peter, I can see your house from here..." [It's a Miracle] - Roger Waters)

15/03/2012

Camel - A Live Record (1978) Japan Edition 2009







 "A Live Record" lançado em 1978, engloba shows gravados entre 1974 e 1977. Nele encontra-se a versão exaltada como a melhor já realizada da obra conceitual "The Snow Goose", inteiramente instrumental e ainda com a formação original da banda, uma histórica apresentação com a "London Symphony Orchestra" no Royal Albert Hall lotado, ocorrida em Londres, 1975. 

As gravações do "A Live Record", distam entre si em mais de 3 anos, comportando a presença tanto do baixista "Doug Ferguson" como seu sucessor Richard Sinclair ("Caravan", "Hatfield and the North"). Ferguson é bastante sólido no baixo, enquanto "Sinclair" nos dava um bom exemplo do que estaria por vir do "Camel", de um modo mais "jazzier". Destaque soberbo, "Mel Collins"  ("King Crimson", "Richard Wright", "Roger Waters", "Rolling Stones", etc...), simplesmente é um show à parte, seus lindos solos e improvisações genias dão um brilho especial em todas as músicas. Por sua identificação com a banda, Collins viria a fechar a década tocando com "Camel".  

Eu acredito que são raros, os bateristas do progressivo se igualam a "Andy Ward", extremamente hábil e tecnicamente perfeito, demonstra sincronia absurda com "Andy Latimer", virtuoso como de costume, sempre impressionando com o lirismo de sua guitarra e flauta, e o genial "Peter Bardens", que ao longo das execuções é basicamente o regente. O puro sangue, o coração, e o pulmão. A ausência de um deles seria um implante.

No 1º disco, "Never Let Go" e "Song Within a Song" foram gravados no Hammersmith Odeon, Londres; "Lunar Sea" no Colston Hall, Bristol; "Skylines" na Universidade de Leeds, todas no mês de Outubro em 1977 durante a turnê do álbum "Rain Dances". "Ligging at Louis'" (inédita / Bardens) e "Lady Fantasy", foram gravadas no lendário Marquee Club, Londres, em Outubro de 1974, turnê do álbum "Mirage". 

O material adicional do álbum "Rain Dances" agora reintegrado ao CD, realmente brilha, todas as melhores músicas do álbum em versões muito mais potentes do que em estúdio. As performances soam mais fluidas, consistentes e enérgicas. As duas obras-primas de estúdio ('Moonmadness "e" Mirage") estão bem representadas aqui também. "A Song Within A Song" é uma das preferidas, (embora brilhante em "Moonmadness") é sensivelmente melhor e mais dinâmica aqui. A interpretação vocal de "Richard Sinclair" é muito melhor que no original, acrescentando uma beleza ainda mais sutil e melancólica. 

Acho que "Camel", soma com a inclusão de "Sinclair". Mas "Mel Collins" também contribui para a magnificência de "A Song Within A Song" ao vivo, seus solos enriquecem ainda mais a canção, flutuam em conjunto ao solo de "Peter Bardens" nos seus teclados de primeira classe... Que já há muito é considerado ser o maior solo de Moog na história do rock progressivo.

Como incrível curiosidade, não pode ser esquecido que "A Live Record" registra um dos mais inacreditáveis erros já vistos na indústria fonográfica, pois a quase totalidade da prensagem brasileira veio com um disco inteiro gravado ao contrário, ou seja, só pode ser reproduzido corretamente em toca-discos que girarem em sentido inverso ao convencional. (imagino que deva ser um delírio à colecionadores)

Quando a gente gosta das músicas de uma banda, normalmente existe uma identificação com seus álbuns de estúdio, com os originais. Estes shows contêm versões que fogem a regra, quando acontece a familiarização, viram prediletas. A versão re-masterizada é muito superior ao LP duplo original ou da primeira versão em CD . Não só o som é melhor, como o benefício da inclusão das faixas adicionais. 

Ao final, meu destaque preferido é "Never Let Go", sua interpretação extrapola todas as minhas melhores expectativas, desde os solos nelas incorporados à dinâmica de sua execução, realmente cativante. A região litorânea onde moro, ainda conservam-se muitas áreas de mata, muitas trilhas  que dão de encontro à praias quase sempre desertas. Gosto de pedalar no meio da natureza, ouvindo som, e muita coisa vai ser desta coletânea...   Com certeza... Boa audição!


Migration 


Camel
A Live Record 1978
Japan Edition 2009


CD1

01 First Light
02 Metrognome
03 Unevensong
04 Skylines
05 A Song Within A Song
06 Lunar Sea
07 Raindances
08 Never Let Go
09 Chord Change
10 Ligging At Louis'
11 Lady Fantasy


A Song Within A Song 


CD2

01 Spoken Introduction by Peter Bardens
02 The Great Marsh
03 Rhayader
04 Rhayader Goes To Town
05 Sanctuary
06 Fritha
07 The Snow Goose
08 Friendship
09 Migration
10 Rhayader Alone
11 Flight Of The Snow Goose
12 Preparation
13 Dunkirk
14 Epitaph
15 Fritha Alone
16 La Princesse Perdue
17 The Great Marsh
18 The White Rider
19 Another Night

Line-up / Musicians

  • Andrew Latimer / guitar, flute, vocal 
  • Andy Ward / drums, percussion 
  • Mel Collins / saxophones, flute 
  • Richard Sinclair / bass, vocal 
  • Doug Ferguson / bass
  • Peter Bardens / keyboards  
 



Skylines 

 

FLAC
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ou
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Mp3
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19/02/2012

Camel - The Last Flight - Reading (1975)




The Last Flight


1:34:26


A última vez que a obra prima “The Snow Gosse” seria na integra pelo Camel. O grupo, por sugestão do baixista Doug Ferguson, desenvolveu este tema a partir de um conto escrito por Paul Galico, escritor americano, que acompanhando o desenvolvimento da “Segunda Grande Guerra Mundial”, conta a história de um homem, uma bela jovem e os encontros e desencontros que um momento tão complexo como o de uma guerra pode promover. O romance "The Snow Goose" foi publicado em 1940 no The Saturday Evening Post e recebeu o prêmio "O. Henry prize" para contos em 1941. O crítico Robert van Gelder o chamou de "talvez a história mais sentimental que já tenha tido a honra de receber uma impressão "Borzoi", (impressão de prestigio do publicador Knopf)".

Gallico, (26 de Julho de 1897–15 de Julho de 1976), uma vez escreveu ao New York Magazine "Eu sou um romancista enferrujado. Não sou literário. Apenos gosto de contar histórias, e meus livros contam histórias… Se eu tivesse vivido há 2 mil anos, estaria explorando cavernas e perguntaria 'Posso entrar? Estou faminto. Gostaria de uma ceia. Em troca, contarei-lhes uma história. Era uma vez…', e contaria-lhes uma história sobre dois homens-da-caverna".

A maravilhosa história que descreve o estado emocional da banda e como eles chegaram a gravar suas músicas inspirados em "The Snow Goose", pode ser encontrada no encarte do seu álbum de estúdio remasterizado. Lá, ficamos sabendo que o insubstituível e genial "Pete Bardens", sugeriu a criação de um álbum conceitual baseado em "Siddhartha" do também genial "Herman Hesse", ou o seu "Steppenwolf", igualmente famoso, e que ambos foram rejeitados pelos demais componentes da banda. Foi quando então o baixista Doug Ferguson, que sugeriu a belíssima história de "The Snow Goose", que foi finalmente aceito. Obviamente familiarizados com a história, os membros do Camel começaram a escrever uma única peça de música com muitos movimentos, cada um referente a uma parte diferente do livro. Para aqueles não são familiarizados com a história, e os títulos dos diferentes movimentos da suite "The Snow Goose" abaixo se segue um resumo que nos propicia uma luz ao clima pertinente deste brilhante desenvolvimento da banda. 

A seqüência de movimentos e os respectivos títulos correspondem à progressão da história. "The Great Marsh" foi o cenário para a história. Lá, em 1930 um homem chamado Rhayader veio morar sozinho em um farol. Ele era um homem aleijado com uma corcunda e um braço atrofiado, o esquerdo. Ele passou a maior parte do seu tempo a pintar e cuidar das aves da região. Quando Rhayader ia à cidade para buscar suprimentos,  geralmente era ridicularizado pelos aldeões e visto como "... uma aberração, um estranho pintor que vivia isolado no farol". 

Na verdade, a razão que fomenta o seu repúdio se dá, porque quando era praticado o "Fowling" (Um tipo de jogo estúpido, onde pássaros, pato, ganso, peru, faisão, etc., eram usados como alvo, vários ficavam apenas feridos)" um "esporte" popular na região, e as aves rapidamente aprenderam que podiam evitar a carnificina, procurando abrigo no farol que tornou-se "Sanctuary" de aves. Um dia, uma pequena menina chamada "Fritha", veio ao farol com um pássaro ferido nas mãos. Era "The Snow Goose". Embora inicialmente senti-se medo do homem de aparência estranha, ela sabia que ele seria capaz de ajudar a criatura e assim ela superou o medo e foi em seu auxílio. Como o pássaro recuperou-se lentamente ao longo dos meses de inverno, o homem e a menina formaram uma bela amizade. 

Embora vivendo na cidade, Fritha viria a visitar o farol constantemente, e aos dois novos amigos que tinha lá. Em junho do ano seguinte, o ganso da neve estava saudável novamente e levantou voo para a "Migration" com os outros pássaros que todos os anos retornavam ao farol. O ganso de neve era natural do Canadá, seu destino, mas tinha chegado a Essex após uma tempestade que tirou-o fora de curso. Após a partida do ganso da neve, Fritha prometeu que iria continuar visitando Rhayader, mas não seria o caso, como eles iriam descobrir mais tarde. Quando o ganso da neve se foi, Fritha não veio mais para o farol. Novamente, "Rhayader Alone", sem amigos ou mesmo da convivência humana. Mais tarde naquele ano, Rhayader foi saudado pelo retorno do ganso da neve. Ele rapidamente enviou uma mensagem à Fritha que foi muito feliz veio se reunir aos seus dois amigos novamente. 

O Verão viria e o ganso da neve iria deixá-los de novo, mas voltaria outra vez no outono. Assim, o "Flight of the Snow Goose" era recebido com grande expectativa na mudança de cada ano, ao longo das estações. Eventualmente, o ganso de neve tornou-se um residente permanente do farol e um companheiro constante de Rhayader. Mas um dia, após uma visita aos seus dois amigos, Fritha descobriu que Rhayader estava planejando uma viagem. A "Preparation", envolve a sua separação do farol e adição de equipamentos para o seu barco. Ele tinha ouvido homens conversando na aldeia. "Ele então sente que precisa ir para "Dunkirk"; Cem milhas através do mar do Norte. Uma companhia do exército britânico ficara encurralado por lá, à espera da destruição pelas mãos dos alemães que avançavam. "Era 1940 e a Inglaterra estava no meio da guerra. Rhayader sentiu que precisava ajudar seja qual maneira lhe fosse possível. Impróprio para o serviço normal, ele argumentou que ajudar a salvar estes homens com seu barco era sua única maneira demonstrar  seu esforço na guerra. 

Quando ele partiu em sua tarefa, o ganso da neve o seguiu, permanecendo com ele durante toda a viagem através do Mar do Norte. Indo e voltando ele foi levando soldados para a segurança, sendo o tempo todo  acompanhado por seu amigo de penas. Infelizmente, a guerra é cruel, Rhayader morre a tiros por um alemão. Um destróier britânico avança sobre o barco que transportava seu corpo sem vida observando o belo pássaro ao seu lado. Noutra fatalidade, ele e seu barco estavam afundado pela explosão de uma mina flutuante, deixada pelos alemães. O ganso da neve então aterrorizado voou de volta para sua casa. Em uma "Epitaph", soldados britânicos contam a história deste "homenzinho defeituoso, e sua garra heroica em seus diversos salvamentos", acompanhado por "um ganso belo e vigoroso". 

Eles contaram como foram salvos por este homem, pois certamente teriam morrido nas mãos dos alemães, se ele não tivesse vindo em socorro. "Fritha Alone", que constantemente ia ao farol na esperança de reencontrá-lo, soube então que Rhayader estava morto, e nunca mais iria voltar. Pouco tempo depois, ela ouviu o som familiar do ganso da neve, a quem anos atrás, deram o nome de "La Princesse Purdue", ela vinha para uma última visita ao farol. Como a ave passou por ali,  Fritha sentiu que estava carregando alma de "Rhayader" para o "Céu", em sua última viagem de volta à casa original. Com a perda de seus dois amigos Fritha decidiu nunca mais visitar o farol novamente. A história termina com um ataque alemão confundindo o farol com um posto militar e destruindo-o rapidamente. O tempo passou e o "Grande Pântano" tinha retornado ao seu estado natural, e todas as evidências de Rhayader, suas pinturas, Fritha e o ganso da neve desapareceram para sempre. 

Como diz Peter Bardens durante o show, esta é a última apresentação de "The Snow Goose", aqui, neste dezembro de 1975 em Reading, Inglaterra. Felizmente, alguém estava lá para gravá-lo. Esta é uma gravação excepcional para a época. Um "fade in" (transição relativamente lenta e suave entre o preto e uma imagem qualquer), captura Peter Bardens quando da introdução de "The Snow Goose" e o fato de que esta será sua última apresentação. “The Snow Goose”, a alma de um dos melhores álbuns de rock progressivo de todos os tempos. Com certeza... Boa audição!


CAMEL
The Last Flight
Reading Town Hall
Reading, UK
18.12.75


Disc 1:
  1. The White Rider - audience (10:18)
  2. Supertwister (3:25)
  3. The Snow Goose - introduction (0:33)
  4. The Great Marsh (1:51)
  5. Rhayader (3:00)
  6. Rhayader Goes To Town (5:14)
  7. Sanctuary (1:07)
  8. Fritha (1:22)
  9. The Snow Goose (3:00)
  10. Migration (3:39)
  11. Rhayader Alone (1:49)
  12. Flight Of The Snow Goose (3:13)
  13. Preparation (4:31)
  14. Dunkirk (5:35)
  15. Epitaph (2:37)
  16. Fritha Alone (1:09)
  17. La Princesse Perdue (4:55)
  18. The Great Marsh (reprise) (3:20) 


Disc 2:
  1. Hommage To The God Of Light (17:40) 
  2. Lady Fantasy (16:12) 


Musicians:
  • Peter Bardens
  • Doug Ferguson 
  • Andrew Latimer
  • Andy Ward

FLAC
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07/11/2011

Camel - Camel - 1973 (2009)




Japan Edition


Arubaluda

Considerada uma das melhores bandas emergentes da cena progressiva da década de 1970, Camel já trazia em sua bagagem experiencia com elementos de jazz, música clássica e barroca, blues e até música eletrônica, o que lhe propiciou  a produção de álbuns de notável criatividade  e precisão técnica. 

A critica da época o associaria ao movimento musical ou sub-gênero "Canterbury Scene", com Caravan e outros grupos, o tempo mostrou que seu destino era ser referência.

A origem embrionária do Camel foi concebida por volta de 1964 quando os irmãos Andrew e Ian Latimer se reuniram com seus respectivos amigos Alan Butcher e Richard Over para formar o "The Phantom Four" que rapidamente conquistaria notoriedade em sua cidade natal, "Guildford". Foi colocado um anúncio por um baixista. Em 13 de novembro de 1968, Ferguson chegou para uma audição e imediatamente impressionou.


Pouco depois de ingressar , Ferguson diz a Latimer sobre um baterista emocionante que ele conhecia. A necessidade de novos recursos de percussão estava mais do que provado e em 15 de janeiro de 1969, Andy Ward entrou para o para o grupo, isso com apenas 14 anos de idade ... Andrew constitui o "The Brew" (um trio de blues), juntamente com Doug Ferguson no baixo e Andy Ward na bateria.



O coração de Camel tinha começado a tomar forma.




Ferguson rapidamente provou ser um grande trunfo com o seu talento para conseguir a atenção à banda e consequentemente, shows. Ele também era muito bom em persuadir promotores. Como resultado, o Brew desfrutaram de um fluxo constante de desempenhos e gravaram seu primeiro demo, "Crossroads".

Após uma experiência com o músico pianista Phil Tait, os três músicos concordavam que no grupo um tecladista iriar ampliar as perspectivas sonoras do Brew e um novo anúncio no Melody Maker acontecia. Em 20 de setembro de 1971, Peter Bardens responderia ao anúncio com um extenso currículo: ( "Shotgun Express" [Rod Stewart & Beryl Marsden], "Them" [Van Morrison], "Peter B do Looners" [Peter Green & Mick Fleetwood] para citar apenas alguns...), bem como dois álbuns solo. Os quatro se deram bem imediatamente. Assim, em 08 de outubro de 1971, o grupo realizou seu primeiro show em Belfast sob o nome de "Peter Bardens On".

Pouco depois, todos iriam concordar com um novo nome ...  

Em agosto de 1972, assinam contrato com a MCA Records, entrando em estúdio para gravar sua primeira produção oficial. No meio da gravação o produtor Dave Williams pediu para contratar um cantor. Depois da audição de quase 30 candidatos  para o trabalho, simplesmente decidiu-se que os vocais ficariam ao encargo do próprio grupo. As músicas ganham vocais bastante singulares, pois as vozes eram de Latimer e Bardens. 

camel - Andrew LatimerSeu álbum de estréia lançado em 1973, autointitulado "Camel", obteve um discreto sucesso, no entanto, um álbum profundamente representativo, tanto em sua história como porque reunia algumas de suas canções mais reverenciadas, "Never Let Go", "Slow Yourself Down", e a instrumental "Arubaluba", que juntamente com "Mystic Queen" prenunciavam o som da banda rumo a composição de épicos do progressivo mundial, referências indispensáveis em qualquer apologia do gênero, os clássicos "The Snow Goose" e "Moonmadness". Devido ao sucesso limitado a "MCA" pula do barco, como por vezes se comentou por aqui da filosofia que impera sob as gravadoras e seus critérios para obtenção de lucros...    Decorrido algum tempo,  firmam com o selo "Decca",  com o qual iriam permanecer pelos os próximos 10 anos.

Neste primeiro álbum de estúdio o órgão rítmico cheio de efeitos e algumas peças de mellotron, piano e VCS3, bem como baixo que é muito presente e bastante complexo, são um excelente destaque e a bateria do "menino prodígio" é sofisticada e repleta de recursos. Os vocais são muito bons, e viriam a se constituir como uma das principais referências do Camel; a guitarra é coisa de gênio e dispensa comentários. Boa audição!

Never Let Go
Artist : Camel
Country : UK
Аlbum : Camel
Year : 1973 (2009)
Style : progressive rock

  • Peter Bardens : Keyboards
  • Doug Ferguson : Bass
  • Andy Ward : Drums, Percussion
  • Andrew Latimer : Guitar, Vocals

Tracklist :

  1. Slow Yourself Down
  2. Mystic Queen
  3. Six Ate
  4. Separation
  5. Never Let Go
  6. Curiosity
  7. Arubaluda
  8. Never Let Go (single version)
  9. Homage To The God Of Light (live)

Mystic Queen

Japan
Format : FLAC (image + .cue)
Quality : lossless
320 kbps

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ou
1992, Camel Productions 
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21/07/2011

Camel - The Snow Goose - Japan - 1975




Após entregue o esplendoroso "Mirage", sua obra-prima, Camel pela segunda vez consecutiva  traz um álbum conceitual denominado "The Snow Goose". Para este, Latimer e Bardens escreveram um material que têm a banda explorando mais as profundezas de sua tendência sinfônica  criando uma seqüência de temas de acordo com a história de "The Snow Goose" - novela de Paul Gallico, escrita em 1940 e incluindo o uso de orquestra em sua introdução.

Todo o repertório composto em "The Snow Goose" soa como uma fantasia em si, uma fantasia bonita que traduz este conto que flui entre amizade, amor, guerra e separação, em um continuum bem estruturado sonoro.

O fato é que todas as peças individuais foram realmente ensaiadas e gravadas separadamente, e apenas quando a fase de produção foi concluída, puderam, (os quatro músicos, sendo dois escritores), estar cientes do desfecho em sua íntegra. Esta ironia expressa muito bem o poder criativo de Latimer e a inteligência de Bardens como compositores, e dos quatro como um conjunto integrado.

Acho que inteligência e integração são duas palavras que indicam com exatidão, os ativos principais deste álbum, todo o caminho a partir dos primeiros sons de piano ao suave fluxo da água, como da energia elétrica no início de "Great Marsh", até os acordes finais, no reprise do mesmo  "Great Marsh".

Este álbum é basicamente um conto "literalmente" traduzido para a linguagem da música. O lírico "Rhayader" e o expressionista 'Rhayader Goes to Town' são clássicos atemporais da  pegada do Camel.

Outros destaques são: a faixa-título, majestosa em sua variante prolongada "La Princesse Perdue", a dramática "Dunkirk" além de "Fritha Alone", um número solo de piano, cuja tristeza é quase palpável. Um trabalho musical para ser apreciado como uma unidade plena em harmonia. 

Disc 1:

01. Great Marsh, The 
02. Rhayader 
03. Rhayader Goes To Town 
04. Sanctuary 
05. Fritha 
06. Snow Goose, The 
07. Friendship 
08. Migration 
09. Rhayader Alone 
10. Flight Of The Snow Goose 
11. Preparation [Instrumental Album Version]
12. Dunkirk [Instrumental Album Version]
13. Epitaph [Instrumental Album Version] 
14. Fritha Alone [Instrumental Album Version] 
15. La Princesse Perdue [Instrumental Album Version] 
16. Great Marsh [Instrumental Reprise Version], The 
17. Flight Of The Snow Goose [Instrumental Single Edit] G 
18. Rhayader [Instrumental Single Edit] 
19. Rhayader Goes To Town ["Live At The Marquee" Instrumental Version] 
20. Snow Goose/Freefall ["Live At The Marquee" Instrumental Version], The

Disc 2: 

01. Rhayader Goes To Town [BBC Radio One "In Concert"] - (live) 
02. Sanctuary [BBC Radio One "In Concert"] - (live) 
03. Snow Goose [BBC Radio One "In Concert"], The - (live) 
04. Migration [BBC Radio One "In Concert"] - (live) 
05. Rhayader Alone [BBC Radio One "In Concert"] - (live) 
06. Flight Of The Snow Goose [BBC Radio One "In Concert"] - (live) 
07. Preparation [BBC Radio One "In Concert"] - (live) 
08. Dunkirk [BBC Radio One "In Concert"] - (live) 
09. Epitaph [BBC Radio One "In Concert"] - (live) 
10. La Princesse Perdue [BBC Radio One "In Concert"] - (live) 
11. Great Marsh [BBC Radio One "In Concert"], The - (live) 
12. Selections from The Snow Goose [BBC TV "Old Grey Whistle Test"] - (live) 

Camel:

*Andy Ward: drums, percussion, vibes
*Doug Ferguson: bass, duffle coat
*Peter Bardens: organ, Minimoog, acoustic & electric pianos, pipe organ, ARP Odyssey
*Andy Latimer: electric, acoustic & slide guitars, flute, vocals

Camel - The Snow Goose (1975 uk classic progressive symphonic rock deluxce 
SHM-CD japan remaster edition with 02 CDs and bonus - MP3 320Khz)

18/07/2011

Camel - 2002 A Nod And A Wink




O excelente "A Nod And A Wink" é o 14º e último álbum do grupo de rock progressivo Camel publicado em Julho de 2002 . Andy Latimer voltou a escrever com outros músicos, aqui presente Guy Le Blanc , o que resulta em um maior peso dos teclados do álbum , em comparação com o anterior. 

A maneira mais simples de descrever o som do "A Nod And A Wink" aos que ainda desconhecem o último álbum desta lenda do Rock Progressivo inglês, é compará-lo ao "Division Bell", dos seus conterrâneos do insuperável PINK FLOYD, pois, como se não bastasse alguns arranjos e solos de guitarra que nos remetem diretamente ao "Division...", o timbre vocal de Mr.Latimer está soando bastante similar ao de David Gilmour.


Tal comparação, entretanto, apesar de também ser o melhor elogio, é de fato uma grande injustiça, pois embora realmente lembre, uma audição mais atenta vai revelar que a conhecida sonoridade "camelística" continua presente na maioria dos temas.

Evidentemente o fato de ser "histórico" não confere imunidade artística a ninguém - muito pelo contrário, na maior parte dos casos isto se torna um fardo difícil ou até mesmo impossível de se carregar, pois a cobrança pela superação dos limites não é algo imputado somente a esportistas...

A única faixa que foge um pouco ao padrão é "Fox Hill", que, de acordo com a opinião de algumas pessoas, lembra bastante a estrutura rítmica de "Harold The Barrel", do GENESIS, opinião que pessoalmente não compartilho, mas enfim...
Este álbum foi dedicado a Peter Bardens , (1945-2002).

Simple Pleasures

  1. "A Nod and a Wink" (Andrew Latimer, Susan Hoover, Guy LeBlanc) – 11:16
  2. "Simple Pleasures" (Latimer, Hoover) – 5:31
  3. "A Boy's Life" (Latimer, Hoover) – 7:20
  4. "Fox Hill" (Latimer, Hoover) – 9:19
  5. "The Miller's Tale" (Latimer, Hoover) – 3:34
  6. "Squigely Fair" (Latimer) – 8:02
  7. "For Today" (Latimer, Hoover, LeBlanc) – 10:40
  8. "After All These Years" * (Latimer, LeBlanc) – 5:52


A Nod and a Wink


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David Gilmour


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