.

.
Mostrando postagens com marcador estreia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estreia. Mostrar todas as postagens

06/10/2019

King Crimson leva fãs ao êxtase em estreia no país




Se o som do King Crimson é inclassificável, o show da banda é muito mais, é uma experiência radical de música, para extasiar fãs.

Como era de se esperar, o show teve foco maior no álbum "In the Court of the Crimson King" (1969), o grande clássico do King Crimson, além de outras pérolas, como "Island", "Cirkus", "Indiscipline", "Red".

A banda criada há 50 anos pelo guitarrista britânico Robert Fripp fez seu primeiro show no Brasil na noite de sexta (4), no paulistano Espaço das Américas, antes de se apresentar no palco Sunset do Rock in Rio, no domingo (6). 

No festival carioca, limitações de tempo pela escala de shows do evento vão obrigar o grupo a reduzir drasticamente seu set para pouco mais de uma hora no palco.Em São Paulo, o King Crimson conseguiu mostrar seu show habitual, tocando por quase três horas. 

Na verdade, um pouco menos na contagem final de tempo, porque depois de uma primeira parte de quase 70 minutos, o público teve um intervalo de 20 minutos para circular fora das cadeiras no grande salão. Aí a banda voltou para tocar mais uma hora e meia. 

Intervalo parece mais coisa de concerto de orquestra do que de show de rock. E, no palco, a atitude da banda estava mesmo mais próxima do clima das salas eruditas. 


Os músicos não caminham pelo palco. As três baterias, mais uma das peculiaridades do King Crimson, ficam na frente, junto ao público. Atrás, sobre uma plataforma elevada, os outros quatro integrantes. O líder Fripp passa o show inteiro sentado, tocando guitarra e às vezes algum teclado.

Normalmente usados para imagens fechadas que ajudam a plateia a ver os músicos com mais detalhes, os telões perdem a função com o King Crimson. A única imagem exibida neles é uma visão geral do palco, de frente, mostrando toda a banda. Exatamente a mesma visão de quem está vendo do meio da plateia. E é só. 

Não são feitas projeções no fundo do palco, apenas uma discreta forma abstrata em azul, imóvel durante todo o show. Definitivamente, o King Crimson não dá a mínima para o visual. Só quer saber de música. 

E aí a banda faz toda a diferença. Os caras tocam uma barbaridade, principalmente Fripp e o baixista Tony Levin. O vocalista e também guitarrista Jakko Jakszyk se sai muito bem na dificílima missão de cantar quatro músicas que em 1969 foram imortalizadas pelo vozeirão de Greg Lake (1947-2016), que antes de integrar o gigante Emerson, Lake & Palmer foi cantor do King Crimson em seu álbum de estreia. 

É justamente esse disco, "In the Court of the Crimson King", que pontua momentos ímpares no show. É o álbum do grupo que mais chega perto de um, digamos, rock progressivo "tradicional". Depois, com as inúmeras mudanças de formação da banda feitas pelo onipresente Fripp, o grupo ficou bem mais experimental, com um leve flerte com o jazz.

Tem a ver com o perfil da banda, que apresenta peças longas, às vezes passando de dez minutos, com muito improviso e um tom de desafio instrumental que lembra os melhores combos do jazz moderno. 

Mas é muito emocionante quando o repertório do álbum de estreia é resgatado. São hinos do rock, de arrepiar: "Epitaph", "Moonchild", "In the Court of the Crimson King" e "21st Century Schizoid Man", esta fechando o bis. 


Todo o show é impactante, desde a abertura com "Hell Hounds of Krim", que incluiu trechos de "Garota de Ipanema". "Red", "Cirkus", "Indiscipline" e tantas outras eram recebidas com urros da plateia já nos primeiros acordes. 

E a plateia é um caso à parte. Longos cabelos brancos eram facilmente avistados em qualquer canto do Espaço das Américas, além de muitas cabeças calvas. O público era quase todo cinquentão e sessentão. Nas camisetas, estampas de bandas tão veteranas quanto o King Crimson —Jethro Tull, Yes, Aphrodite's Child, Pink Floyd, Tangerine Dream e outras das antigas. 
Depois de três horas simulando com as mãos guitarras e baterias tocadas no ar, esses fãs saíram muito satisfeitos. A questão é ver se o grupo vai agradar tanto a plateia heterogênea do Rock in Rio. Em São Paulo, tocando para seu público original, o King Crimson foi mesmo rei.

Veja, a seguir, o set-list em São Paulo:

Act I

1. Hell Hounds of Krim (com trecho de "Garota de Ipanema")
2. Larks' Tongues in Aspic (Part I)
3. Suitable Grounds for the Blues
4. Red
5. Epitaph
6. Drumsons
7. Neurotica
8. Moonchild
9. Radical Action II
10. Level Five

Act II

11. Drumzilla
12. Cirkus
13. EleKtriK
14. Easy Money
15. Larks' Tongues in Aspic (Part IV)
16. Islands
17. Indiscipline
18. The Court of the Crimson King
19. Starless

Bis:

20. 21st Century Schizoid Man



Fonte: Folha de São Paulo
por Thales de Menezes. 

01/10/2019

Roger Waters divulga trailer: "Dogs", Us + Them estreia mundial amanhã, confira




Roger Waters divulgou um novo trecho da música "Dogs", retirado de seu filme-concerto intitulado "Us + Them". O longa-metragem será exibido nos cinemas de todo o mundo amanhã, quarta-feira (2), e domingo (6), incluindo no Brasil.

12/12/2015

David Gilmour estreia no Brasil com show para 40 mil fãs em São Paulo (Vídeos)


David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)


David Gilmour tinha acabado de tocar “Wish you were here” pela primeira vez no Brasil, para 40 mil fãs, na noite de sexta-feira (11), no Allianz Parque, em São Paulo. Fãs nas “cadeiras premium”, coladas no palco, se levantaram para aplaudir. “Não pode levantar nããão! Por favor, senteeem”, gritavam dois funcionários desesperados. Eram “bedéis” ajudando a manter a ordem na área em que cada ingresso custou R$ 1200.

Estavam todos de olhos brilhando no estádio lotado, dos fãs abastados sentados na frente aos de pé lá na turma do fundão, por “apenas” R$ 400. Não tinha coordenador de disciplina que segurasse a emoção de ouvir as notas lentas, precisas e elegantes do músico inglês de 69 anos, um dos guitarristas mais importantes da história do rock. David Gilmour tocou durante duas horas e meia.

David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)

Calmo e com jeitão “cool”, Gilmour não se abalava com as reações disparatadas entre as músicas dos seus álbuns mais recentes e os velhos clássicos do Pink Floyd. Pouco menos da metade do repertório era de “On an island.” (2006) e principalmente de “Rattle that lock”, recém-lançado. Todos aplaudiam, mas ninguém cantava ou se empolgava. Os fãs esperavam, claro, as antigas do Pink Floyd.

‘Ocupação dos VIPs’
O espaço surreal de gente sentada postando foto no Instagram a poucos metros do músico foi mantido em ordem até antes do bis. Em “Run like hell”, uma das poucas faixas com assinatura dele de “The Wall”, uma turma mais empolgada na esquerda começou a se abraçar e pular. Os bedéis e até seguranças tentaram empurrá-los de volta para o lugar.

No instinto jornalístico, me levantei para tentar tirar fotos do início de confusão e acabei criando um efeito dominó ao contrário de gente se levantando atrás de mim, no lado direito. Não tinha mais jeito. “Já rolava um coro de ‘Olê olê olê olê, Gilmour, Gilmour’”. De pé continuaram todos até o final, muitos ocupando a beira do palco em “Confortably numb”.

David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)

Money

Problemas de ‘Money’
O início do show teve dois problemas. O primeiro foi que muita gente chegou atrasada, por causa do trânsito parado em volta do estádio. Na área mais cara, funcionários se desdobravam para ajudar a multidão de fãs premium a se enfiar nas longas fileiras com cadeiras marcadas.


O segundo contratempo foi no início de “Money”, uma das músicas mais esperadas. A vinheta com as moedas começou duas vezes em vão. O problema era no contrabaixo. Gilmour brincou: “A única música que precisa do baixo e ele some...” Na terceira tentativa se fez ouvir a marcante linha blueseira da música.

Não foi “Wish you were here” o maior coro, mesmo sendo a mais manjada. “Shine on you crazy Diamond” foi cantada com mais força. Seria o ponto mais alto de um show com vários deles, se não fosse o finalzinho. “Confortably numb”, com o solo clássico dele, e ainda ajudada pela “revolta dos VIPs” que eletrizou a parte perto do palco, foi o grande momento.

O saxofonista brasileiro João de Macedo Mello (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)

O bom álbum “Rattle that lock” e o anterior renderam momentos que, se não empolgavam, ajudaram a dar diversidade ao set. Dois destaques foram o belo solo da arrastada “The blue” e o jazz de “The girl in the yellow dress”. Essa foi uma em que brilhou o jovem saxofonista brasileiro João de Macedo Mello.

João foi muito aplaudido durante o show e teve momentos de destaque em “Money”, “Us and them” e outras. Na hora em que Gilmour apresentou a banda, o brasileiro foi mais aplaudido do que Phil Manzanera, ex-Roxy Music e um dos produtores de “Rattle that lock”.

Exceto o problema em “Money”, o som estava bom. A produção dispensa efeito especial ou pirotecnia. Apenas boa iluminação, com destaque para o grande telão no meio do palco.

Gilmour repete o show em São Paulo neste sábado (12), desta vez sem a área VIP turbinada com cadeiras. Os fãs premium, desta vez, pagam R$ 850 e ficam em pé mesmo. O ex-Pink Floyd ainda toca em Curitiba (14) e Porto Alegre (16).

David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)



Astronomy Domine

Us and Them



Fonte: Rodrigo Ortega Do G1, em São Paulo
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

David Gilmour


Por gentileza informe links quebrados - Please report broken links

Nome

E-mail *

Mensagem *