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23/07/2020

Roger Waters: Há 30 anos, show "The Wall" celebrava Alemanha reunificada



Roger Waters fez história em 1990 ao levar "The Wall" como show beneficente à Berlim recém-reunificada. Mais do que um megaevento de rock, uma reencenação catártica da queda do Muro.

A Potsdamer Platz é um local de peso simbólico para a história alemã do século 20. Na metrópole em ascensão Berlim dos anos 1920, a praça evoluiu como polo não só para o tráfego cada vez mais intenso, mas também para uma cena cultural cosmopolita e inovadora.

Poucos anos mais tarde, pouco sobrava dela, a Segunda Guerra a destruíra quase completamente. O ditador Adolf Hitler escapou da justiça dos vencedores aliados cometendo suicídio no bunker subterrâneo próxima dela. Mas isso não foi tudo: também a subsequente divisão da Alemanha literalmente transcorreu na Potsdamer Platz, transformada em zona proibida na terra de ninguém do Muro de Berlim.

Assim, é quase impossível fazer jus ao significado do local e do momento, quando, em 21 de julho de 1990, o ano da reunificação alemã, Roger Waters, da banda Pink Floyd, encena o lendário show The Wall justamente na Potsdamer Platz.

Celebração da Alemanha reunificada

"Não é um comício do partido do Reich, tampouco uma convenção de fusão de dois partidos irmãos de Leste e Oeste", salientava em 1990 a revista Der Spiegel, ao anunciar o concerto, numa alusão aos grandes eventos típicos do século 20. Em vez disso, o que se realizou na icônica praça há exatamente 30 anos foi um concerto beneficente de dimensões gigantescas.


A construção do megapalco de 168 metros de largura e 41 metros de profundidade ocupou uns 600 trabalhadores durante mais de quatro semanas. Foram vendidos 220 mil ingressos com antecedência. De prontidão, estavam gruas para manipular colossais marionetes, assim como diversos helicópteros, uma banda de sopros do Exército Vermelho e participações musicais especiais do calibre de Bryan Adams, Cyndi Lauper ou a banda Scorpions.

E no entanto foram os sons mais suaves que ressoaram mais longamente. "What shall we use to fill the empty spaces where we used to talk" (O que vamos usar para encher os espaços vazios onde costumávamos conversar), pergunta, na canção Empty spaces, Pink, o protagonista do álbum estruturado como ópera-rock.

Como era sequer possível entender-se mutuamente, depois de tantos anos de separação e de confrontação de sistemas entre Leste e Oeste? A tentativa de resposta do show parece inequívoca, 30 anos mais tarde: apresentando o espaço de experiências recém-criado na Alemanha e aberto à vivência conjunta, como megaespetáculo de rock, a uma multidão estimada em 350 mil fãs – os portões haviam sido abertos por razões de segurança, devido à enorme afluência – e a centenas de milhões de espectadores diante da televisão.

Álbum icônico, show catártico

Antes de Berlim, o show The Wall já fora apresentado 31 vezes, nos Estados Unidos, Inglaterra e na cidade alemã de Dortmund, além de filmado em 1982, com Bob Geldof no papel principal. Mas sua origem foi o álbum homônimo, lançado em novembro de 1979. Ele marcara uma guinada estilística na música do Pink Floyd, o que não impediu uma duradoura trajetória de sucesso.

The Wall Live in Berlin von Roger Waters inszenierte Show und Konzert Performance 1990 in Berlin (Imago/Brigani-art)

Fãs mascarados no show de 1990

Com 19 milhões de cópias vendidas já em 1990, até hoje The Wall mantém o recorde de álbum duplo mais vendido, assim como de um dos 30 mais bem sucedidos no mundo. Por outro lado, esse sucesso acabou acarretando a saída de Roger Waters da banda em 1985.

O cantor e baixista, que também escrevera a maioria das canções, exigia o controle artístico exclusivo, o que resultou na briga e separação. Indagado numa entrevista se voltaria a apresentar a ópera-rock na íntegra, Waters respondeu com um decidido "não". Mas se o Muro de Berlim caísse, então se poderia pensar a respeito, acrescentou.

Quando, cinco anos mais tarde, o impensável aconteceu, o roqueiro foi imediatamente consultado: criada um ano antes com o fim de reunir doações para vítimas de catástrofes, a fundação britânica Memorial Fund for Disaster Relief planejava um concerto beneficente. Waters reuniu então uma banda para substituir musicalmente seus colegas do Pink Floyd.

O fato de que o lendário show ia além de "apenas" música fica claro, por exemplo, em Another brick in the wall, Part 1, "irmã mais nova" da canção mais famosa do álbum. O protagonista Pink pensa no paí que não retornou da guerra: "Daddy's flown across the ocean, leaving just a memory" (Papai voou através do oceano, só deixando uma lembrança). Essa memória é visualizada como um tijolo de isopor que, juntamente com outros traumas e vivências forma um muro crescente: "All in all it was just a brick in the wall" (No fim das contas, foi só um tijolo no muro).

Mais de 300 mil pessoas compareceram ao 
show histórico em 21 de julho de 1990

E mesmo que esse traumático muro simbólico se preste a diversas interpretações alternativas, para o concerto de 1990 em Berlim, a rigor, só existe uma: com 170 metros de largura e 25 metros de altura, o tremendo muro representava as lembranças dolorosas, biografias e realidades de vida dilaceradas da história alemã, assim como seu autoisolamento ideológico.

Nesse sentido, é também possível interpretar o fim do show como uma terapia de grupo histórica para a Alemanha reunificada. Quando, após duas horas de música e imagens, o muro cai ao som da palavra de ordem "Tear down the Wall" (Derrubem o muro), a multidão delirou: estavam esquecidas todas as panes técnicas, em parte graves, com quedas de energia e péssima qualidade de som.

Elas não passaram de acessórios incômodos de um espetáculo historicamente muito maior: a massa unida pelo evento, na Potsdamer Platz e diante dos monitores de TV, não apenas vivenciara um tremendo show de rock, mas fizera acontecer mais uma vez, numa catarse coletiva, a queda do Muro de Berlim.



Fonte: 2020 Deutsche Welle

17/04/2020

Confira Pink Floyd - PULSE (Restored & Re-Edited 90 Minute Version) na íntegra




Em campanha beneficente a banda anunciou a transmissão ao vivo pelo seu canal no YouTube de shows lendários e filmagens raras de sua carreira. E o início aconteceu nesta sexta, 17 de Abril, com o filme do icônico show Pulse em sua mais recente versão remasterizada parte integrante do projeto “The Later Years”, que você confere no vídeo acima.

Filmado ao vivo em 20 de outubro de 1994 no Earls Court, Londres, Reino Unido, o show retrata a última digressão da banda. Um lançamento épico que além de incluir a versão integral, ao vivo, de “The Dark Side Of The Moon” e a canção “Astronomy Domine”, de Syd Barrett, que o Pink Floyd não tocava desde o início dos anos 70, é recheado de diversos clássicos como “Another Brick in the Wall, Part II”, “Wish You Were Here”, "Shine on You Crazy Diamond" e "Comfortably Numb". 

O som foi misturado em “Q Sound”, (processo que, teoricamente, aumenta a sensação de estereofônica das músicas), para simular um efeito 3D. Um resultado impressionante, com a elegância da “era Gilmour”, e a imagem perfeita de uma era na indústria que já não volta... Imperdível.

O espetáculo cuja  transmissão teve início às 13h, horário de Brasília, é composto de 15 músicas nesse setlist:

0:00 Speak To Me
1:17 Breathe (In The Air)         
4:00 On The Run        
7:43 Time
14:23 The Great Gig In The Sky
19:34 Money
28:30 Us And Them
35:31 Any Colour You Like
38:48 Brain Damage
42:34 Eclipse
44:27 Sorrow
55:37 Keep Talking
1:03:13 High Hopes
1:11:20 Wish You Were Here
1:17:30 Comfortably Numb





13/10/2019

David Gilmour tocou 'Fat Old Sun' no Royal Albert Hall em festa de Richard Thompson, confira





David Gilmour abrilhantou a festa de aniversário de Richard Thompson, quando cantor e compositor da música folk se juntou a vários convidados, durante um show no Royal Albert Hall, em Londres, na noite de segunda-feira, dia 30 de setembro de 2019. O show aconteceu em comemoração aos 70 anos de Thompson.

Gilmour cantou e tocou guitarra numa apresentação de "Dimming of the Day", a faixa final do álbum de 1975 de Richard e Linda Thompson, Pour Down Like Silver, e, com uma excelente performance, brindou os presentes quando ele e Thompson tocaram a belíssima “Fat Old Sun”, do álbum Atom Heart Mother, vídeo acima


Dimming of the Day

04/10/2019

Pink Floyd ‎– Definitive Millard 1975 (Sigma 228) FLAC



Have A Cigar


Considerada uma das melhores performances da turnê pelos EUA em 1975, e graças a Mike Millard, um registro em qualidade muito superior a qualquer outro disponível no período, esta captura da apresentação do Pink Floyd na Arena Los Angeles Memorial Sports em Los Angeles, CA, USA., no dia 26 de abril de 1975, é peça da primeira prateleira de qualquer coleção, principalmente em se tratando de um fã da banda que aprecia a riqueza de cada concerto do grupo, cujas performances têm identidade própria graças a genialidade dos improvisos, fruto do talento excepcional de Rick e Gilmour que se fundem através das interpretações numa atmosfera extremamente agradável aos nossos ouvidos.

Homenagem: "Mike The Mike" Millard

Esta é uma gravação do lendário Mike Millard, "sempre gratuita aos fãs", de um concerto que é realmente uma extensão do tempo. Voltar nos anos 60 e 70 através de um registro a partir de gravador cassete. Imaginem agir sorrateiramente num desses concertos hoje em dia. Provavelmente, o "gravador" secreto escolhido hoje em dia seria um smartphone, e você simultaneamente retransmitiria online pela internet, quem sabe até via youtube. Sendo pequeno o suficiente para caber em seu bolso.

Mas no caso de Millard era muito diferente... Em 26 de abril, 1975, ele chegou cedo ao show, a arena era perto da sua casa, puxou uma cadeira de rodas do porta-malas do seu carro, e começou a deslocar-se para o show como se fosse deficiente. (Freqüentemente usava uma cadeiras de rodas que ele tinha para esconder seu equipamento, fato que por si só já é incrível, surreal).

A Nakamichi 550, the expensive Japanese tape deck 
that Mike Millard used for his recordings.

Assim, ele conseguiu garantir "assento" na primeira fila, em frente e no centro. Escondido debaixo de sua cadeira de rodas um gravador cassete estéreo Nakamichi, conectado à dois microfones AKG de alta fidelidade. Os seguranças daqueles dias, provavelmente desconhecem tais acontecimentos até hoje. 

Suas gravações foram muito procuradas por sua qualidade - capturadas em extensão acústica de um grande ambiente, característico devido a acústica do local. Sua proximidade eliminou qualquer eco em suas gravações. Todos os instrumentos gravados imediatamente após os alto-falantes frontais. Ele tinha o hábito de marcar suas fitas, Mike nunca se envolveu em venda de bootlegs e foi totalmente contra a venda ilegal de suas gravações históricas - fato hoje que reduziu muito audiência de seus registros. Notório por "catalogar" suas cópias meticulosamente, tornou-se mais tarde possível que as gravações aparecessem para venda em LP ou CD, entretanto como detestava contrabandistas que o pressionavam para comercialização, na época ele seria capaz de delatar às autoridades, qualquer pessoa que conseguisse através de seus amigos uma cópia para contrabando. Ele mantinha um diário das gravações detalhando os eventos através de marcações, exceções eram bastante raras. Há alguns anos, algumas cópias desmarcadas de gravações de primeira geração do Led Zeppelin surgiram em círculos de troca, um momento verdadeiramente histórico para colecionadores de todo o mundo. 

Ele trabalhava como zelador em uma escola pública e sempre morou com sua mãe. Em um momento de depressão, infelizmente cometeu suicídio em 1990, (alegadamente sofria de depressão severa).

Seus amigos dizem que ele destruiu muitas das cópias de suas gravações. Os poucos que restaram são os que agora estão sendo negociados e ou compartilhados desde então.

Millard esteve ativo desde 1974 até os anos 80, e disse ter gravado shows do Led Zeppelin, Pink Floyd, Yes, The Rolling Stones, The Who, Jethro Tull e até Kansas. Até hoje, nunca encontrou-se uma cópia de suas gravações de The Who ou do JT. Os originais Zeppelin são conhecidos por estar de posse da família Millard. Um amigo que o conhecia muito bem, após sua morte esteve na residência de sua mãe para ajudá-la a organizar e embalar todo material remanescente, e segundo ele, ela não teria outro objetivo senão manter tudo no quarto onde sempre estiveram. Tanto quanto se sabe, ainda estão no quarto onde ele estava vivendo ao longo de sua vida. Esperemos que um dia eles venham ser compartilhados. (Harvested)

Este bootleg é especial, pois é um dos poucos de 1975 que é completo e com soberba qualidade dentre os disponíveis. Ele contém as versões mais atuais de "Dick Parry" com um solo de saxofone em "Echoes", "Raving and Drooling" e "You Gotta Be Crazy", que acabariam por se tornarem "Sheep" e "Dogs", respectivamente. 

Depois de "You Gotta Be Crazy", "Dave Gilmour" comentou que "Era uma canção cruel .... Mas justa. Para então anunciar: "A próxima música que vamos tocar para vocês é mais um novo número, que é chamado de 'Shine On You Crazy Diamond'. Tem algo a ver com "Syd Barrett", que alguns de vocês devem se lembrar ..... e alguns de vocês mais jovens provavelmente não irão." 
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Boa audição!


Echoes




Pink Floyd
Definitive Millard 1975 (Sigma 228)
Live At Los Angeles Memorial Sports Arena, 
Los Angeles, CA, USA 26th April 1975


  Disc 1
   1. Mike Test
   2. Intro.
   3. Raving And Drooling
   4. You Gotta Be Crazy
   5. Shine On You Crazy Diamond (Part 1-5)
   6. Have A Cigar
   7. Shine On You Crazy Diamond (Part 6-9)
   TOTAL TIME (63:14)

  Disc 2
   [The Dark Side Of The Moon]
   1. Speak To Me
   2. Breathe
   3. On The Run
   4. Time
   5. Breathe (Reprise)
   6. The Great Gig In The Sky
   7. Money
   8. Us And Them
   9. Any Colour You Like
   10. Brain Damage
   11. Eclipse
   TOTAL TIME (56:49)

  Disc 3
   1. Audience
   2. Echoes
   TOTAL TIME (24:22)





Bonus DVDR



Abaixo matéria da Sigma a respeito do registro, confira:  

Pink Floyd / Definitive Millard / 3CD+1Bonus DVDR / Sigma

Live at Los Angeles Memorial Sports Arena, Los Angeles, CA, USA 26th April 1975 plus Bonus DVDR “Los Angeles 1975 5th Night”

The Pink Floyd 1975 legendary recording updated by that Mike Millerd! The long-stopped LA performance is finally at the top of the 2019 latest technology!

Speaking of the United States tour of Floyd 75 for sound source fans, it is a treasure trove of excellent sound sources with excellent recordings. In particular, high-quality audience recordings such as “ARMS OF VANCOUVER (Sigma 56)”, “SEATTLE MASTER REELS (Sigma 58)”, “THEORY OF RUIN VALUE (Sigma 46)” such as the first US tour in April It is lined up and fascinates sound source fans. However, it is a legendary taper that the recording excellent in sound quality was outstanding during these performances of April in the 70’s, Los Angeles performances of April 26 by Mike Millerd. This is a very special-grade high-quality sound recording, and so far this Sigma label has released a decisive strike such as “LOS ANGELES 1975 4TH NIGHT (Sigma 148)” including “PINK MILLARD (Sigma 31)”. In particular, the Sigma 148, like the Sigma 31, does not have a slight excess equalization and convenient cut editing, and keeps the 1st Gen’s clear mirrored recording transferred to DAT tape almost untouched and untouched except for pitch adjustment. It was highly appreciated that this show was well received by fans as an overwhelming title, not an exaggeration to say that it is the top of all existing 1975 sound sources.

It is a translation that is a standard sound source that represents the Floyd 75 sound source, but this is why it is also possible to push the perfection to the ultimate thing that brings the perfection from the beginner to the expert. I think that it is the mission of leading Sigma. As well known, this sound source is so excellent in recording that it does not feel particularly uncomfortable on hearing, and it seems that there is no problem in sound quality, but it is not necessarily true if it is completely essential It is not. Especially I would like to pay attention to the variation of the mid-bass range, which I notice to visualize with the master sound waveform of the mirror, but some of this range expand slightly and the sound image becomes cramped (= something that has a close feeling) In the meantime, there are places where the sound component runs short and you feel light. In addition, it is also possible to see some places where the spread of the sound can not exert its original potential.

From an audio point of view, it is assumed that the density of this midrange is high and the balance between bass and treble is well in order to make a sound that is responsive. In particular, if this middle to low range is properly organized, the sound will be more stable and energetic, and at the same time improvement in sharpness and extension of the range can be expected. It can not be done. Even if it is a standard recording representative of Floyd 75, it is also carefully restored to the ideal waveform with the latest equipment and technology of 2019, and it is arranged to the sound image of the next level without defects even in a severe eye You should see the crown overhead. Yes, it is the 2019 edition of the mirrord recording of this latest film, the most vivid sound image of the source ever, that made it come true!

However, since it was a quite high-quality sound board even at the time of Sigma 148, if you have that, you might be wondering, “Is there anything that makes a difference?” However, if you listen to this film, it is a content that you can understand in a skin sense how carefully adjusting the middle to low range has a great effect on musical energy and driving feeling and the directionality of the music. is. For example, it is Mike Millard’s voice heard at the beginning of Disc 1, but I would like to pay attention to the silent part behind his voice. With this board, you will notice from this slight opening scene that the sound has not already been clogged up (= the band has broadened and the gap has improved). “Raving And Drooling” also shows the strength based on accurate waveform control noticeably in the sound, and in “You Gotta Be Crazy”, clear sound and luster appear with a beautifully arranged sound image, and the music is final Interesting musical vocabularies before they are shaped are becoming more and more in full swing. The difference between the sharpness and power of single tones is easy to grasp in the beginning of “Shine On You … Part 1-5”, and the thickness of the hard sound coming out from 3:46 is unique to this record. “Have A Cigar” also shows that the reach of the two voices is clearer by the extension of the range, “Shine On You … Part 6-9” in the gap between the sound and sound Sigma 148 or more I think that you will be scolded by the sense of density of From the middle stage 7:03, the impressive bass sound jumps out with a sense of massive elasticity, and the MC and in-the-field reaction that can not conceal the discomfort (to the audience with low morale audience) who enters after the final performance You can experience it with a sound image with an even greater feeling.

The dark side set also has a three-dimensional cross between the guitar and the bass in the early stages of “Breathe” and “Money” than the Sigma 148, and the increase in space and the omission of reverberation in “Time” and the goodness of the reverb The singing line also became clearer, and it became possible to grasp the charm attractive to the original sound. As for “Us And Them”, the voice of the female chorus appearing slightly like the voice behind Gilmore’s voice becomes clear, and this seems to be proof that the original sound has been polished with the latest technology. Although the reverse point (with a slight loss of sound) of the master tape at 5: 01 of “Any Color You Like” remains as it is, this mirrord recording can not be patched on the same day as a source that can compensate for the patch. , Here is the form of the original sound recording. However, it will be necessary to check the cymbal sound and the point where the delicate weak sound of the guitar touch is more easily heard. Towards the final stage “Brain Damage ~ Eclipse” soft dreamy sound image, and the mellow sound of the bell sound coming after the final performance is a finish that can be affirmed that the best figure of mirrord sound source. I think you can see that the loud sound of the bass that stands out from around 7:15 is sharper than the Sigma 148 version in response to “Echoes”, and similarly, it is also due to a drop in the number of toms coming in from around 9:49 The appearance that the first half scene disappears is also better than ever, and both have produced results by close scrutiny and review of the range. In addition, the sound of fireworks (※ Pyro?) Rising at 17:50 is also clearer, and even the documentary nature as a recording that the original sound is hidden is embossed with the best sound.

In order to make the best use of the high-quality sound originally recorded in the milled, I kept in mind remastering that does not make the feeling of equalization appear, so the difference with the old Sigma 148 is slightly different from just listening lightly in the component and car stereo It may be hard to understand. However, as mentioned above, the sound is definitely clear, so if you have an old board, I strongly recommend you to listen carefully compared with headphones. Such a Sigma 148 has been sold out for a long time, and of course the store is completely out of stock in the warehouse sent for overseas sales at that time, but it was a situation where it was out of stock although it was a standard for a while. As a matter of fact, many requests for recurrence have been received, and this time it was also a version upgrade in a form that meets that expectation, therefore “The standard that makes you feel totally lost from beginners to collectors sound source The goal is to achieve the finish of the sound source, and a definitive mirror sound is realized. Now over time
Please check carefully with the ear, the difference in the case of the sound that is appropriate for being heard afterward !!!

(Remastered note)
★ Adjusted the mid-low range to broaden the entire range and to make the performance clearer. It is difficult to understand because it is an adjustment that does not bring out a sense of equalizing and high-quality sound originally, but it is clear.


Shine On You Crazy Diamond (Part 1-5)
 
FLAC
mega.nz - (898.1 MB)
ou
ulozto.net - (942 MB)

King Crimson hoje em São Paulo no Espaço das Américas





Folha de São Paulo
Thales de Menezes


Pela primeira vez no país, King Crimson traz seu rock inclassificável ao Brasil. O grupo se manteve fiel ao gênero progressivo e não abriu concessões em 50 anos de carreira

Show de três horas de duração, oito músicos no palco, sendo que três deles estão tocando baterias. No repertório, sempre surpresas, pinçadas em 13 álbuns de estúdio lançados em 50 anos de carreira. Rock inclassificável, que nasceu no progressivo e ali permaneceu, mas com novas maneiras de fazer música nesse gênero intrincado. 

Isso é o King Crimson, a banda do guitarrista inglês Robert Fripp formada em janeiro de 1969. E, incrível, esse grupo de rock virtuoso chega ao Brasil pela primeira vez só agora, tocando nesta sexta (4) em São Paulo e, no domingo (6), no Rock in Rio. 

“Não sei por que demorou tanto para um show do King Crimson no Brasil”, diz o baixista Tony Levin, 73, que desde 1981 faz parte da banda. “Você deve perguntar ao Robert.” 

Bem que a imprensa quer perguntar coisas a Fripp, 73, mas o guitarrista não dá entrevistas. E o King Crimson é mesmo dele, único integrante em todas as formações já criadas. “Sim, falam muito sobre Robert ser o dono da banda, mandar em tudo. É isso mesmo”, confirma Levin, rindo.

Mas ele destaca que tocar sob ordens de Fripp é incrível. Diz que o chefe é uma usina de ideias e tem na cabeça todos os rumos do King Crimson. 

“Ao contrário de outros grupos que começaram no progressivo e tiveram suas guinadas para outros estilos, o King Crimson segue fazendo o que sempre fez. E o mais legal é que faz muitas coisas diferentes”, brinca Levin. 

Ele tem razão. Talvez Fripp seja o artista de rock que menos concessões fez ao showbizz. Yes e Genesis —para citar dois exemplos de gigantes de raízes progressivas— tiveram suas aventuras no pop, num rock mais acessível a quem liga o rádio. Fripp nem chegou perto disso. 

“Você pode não saber o que vai encontrar num show do King Crimson, mas com certeza sabe o que não vai encontrar, ou seja, música fácil, tranquila. Robert é muito inquieto, genial”, afirma Levin, que tem muitas experiências ao lado de gênios nos palcos e nos estúdios. 

Ele tocou em mais de 500 álbuns, contratado por nomes estelares, como Peter Gabriel, John Lennon, David Bowie, Tom Waits, Lou Reed, Dire Straits, Pink Floyd, Alice Cooper, Bryan Ferry e Paul Simon. 

Levin já esteve no Brasil com Peter Gabriel e diz gostar da receptividade do público a vários tipos de som. “É preciso ter a mente aberta para novidades quando você vai a um show do King Crimson. A começar pelas três baterias no palco, o que abre espaço para muita experimentação.”

Jeremy Stacey, Gavin Harrison e Pat Mastelotto são os bateristas. Bill Rieflin também toca bateria, mas atualmente assume os teclados. O vocalista Jakko Jakszyk toca guitarra, flauta e teclados. Mel Collins é o saxofonista. Fripp e Levin, embora passem mais tempo na guitarra e no baixo, respectivamente, também se revezam nos teclados e computadores. 



Se o repertório do King Crimson permite muitas mudanças de um show para outro, há duas fases da banda que sempre marcam boa presença na lista das músicas que serão tocadas. 
“Discipline”, “Beat” e “Three of a Perfect Pair”, trilogia de álbuns lançados entre 1981 e 1984, fornecem várias boas faixas para as apresentações, entre elas o quase hit “Elephant Talk”. 

“Quem define o que entra é Robert, mas acredito que ele misture coisas que os fãs querem ouvir com outras que são bem desafiadoras para tocar ao vivo”, diz Levin. 

Mas a obra mais venerada é ainda o álbum de estreia, “In the Court of the Crimson King”, de 1969. Na formação desse disco, os vocais e o baixo estavam com Greg Lake, que sairia da banda poucos meses depois para formar o Emerson, Lake & Palmer. 

Às vezes, o King Crimson toca na mesma noite quatro ou cinco músicas desse álbum, entre elas “Epitaph”, hino do rock e maior clássico da banda. 

“Claro que temos de lidar com esse álbum, é uma obra-prima. O público ama esse disco, e nós também. O King Crimson pode desafiar as convenções de uma carreira típica de banda de rock, mas não vai deixar os fãs tristes”, afirma Levin. 




KING CRIMSON 

Onde Espaço das Américas, r. Tagipuru, 795, São Paulo. Sexta (4), às 22h 
Preço Ingressos pesquisar (ingresso rápido)
Onde Rock in Rio, palco Sunset. Domingo (6)

26/10/2018

Roger Waters faz show histórico no Maracanã


Roger Waters usa camisa com a frase "Lute como Marielle Franco"


Para o cantor, compositor e músico inglês Roger Waters, o show que apresentou na noite desta quarta-feira (24), no Maracanã, com aplausos e vaias ao posicionamento do artista contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), começou, na verdade, há cerca de seis meses. Em uma manhã cinza de Londres, ele olhou a edição daquele dia do jornal The Independent e soube da morte da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018.

"Ela acreditava em direitos humanos, assim como eu", ele diria mais tarde, já próximo ao fim das quase três horas de apresentação da etapa carioca da turnês "Us + Them". Antes disso, porém, o eterno baixista e principal compositor do Pink Floyd entregaria um show com 18 sucessos da carreira da banda inglesa e quatro canções de sua obra solo.


Cantor Roger Waters homenageia vereadora Marielle Franco durante show


Com atraso incomum para um artista britânico – o show estava marcado para as 21h mas começou às 21h20, retardo causado pela chuva que cairia sem parar ao longo de toda a apresentação –, o espetáculo teve início com a colagem sonora de "Speak to me", faixa inicial de "The dark side of the moon", álbum de 1973 que é pedra fundamental do Rock e quarto disco mais vendido da história da música. O artista seguiria no mesmo álbum com "Breath".

Logo em seguida, foi a vez da instrumental "One of theses days", solitária incursão do repertório do show no álbum "Meddle", de 1971, quando o Floyd estava no auge de sua fase progressiva.


Os relógios no telão marcam o início da execução de 
"Time", terceira canção do show.


Na sequência, mais três faixas de "The dark side of the moon": o hino "Time", "Breath (reprise)" e "The great gig in the sky", esta última com as vocalizações feitas pelas cantoras Jess Wolfe e Holly Laessig – vocalistas do grupo indie americano Lucius, que acompanham Waters na turnê.

"Welcome to the machine" – comentário ácido do Pink Floyd sobre a desilução da banda com a indústria musical e segunda faixa do álbum "Wish you were here", de 1975 – chegou em seguida. No telão, a animação original assinada pelo artista inglês Gerald Scarfe feita para a canção à época do lançamento garantia o pano de fundo.

A obra abriu caminho para um momento pouco menos amigável da apresentação – da mesma forma como já fizera nos shows anteriores desta turnê, Waters tocou três canções de seu álbum solo mais recente, "Is this the life we really want?", de 2017: "Déjà vu", "The last refugee" e "Picture that".

Por serem novas e ainda pouco conhecidas, esse momento marcou o único instante do show no qual pareceu haver algum distanciamento entre público e artista. Ainda assim, a plateia ouviu as faixas com atenção respeitosa.

Mas não demorou muito para Waters voltar a pegar nas mãos das 47 mil pessoas que estavam no Maracanã. "Wish you were here" foi cantada em coro pela plateia, já familizarizada com a canção cuja letra é um lamento pelo afastamento e progressiva deterioração mental de Syd Barrett, membro fundador do Floyd.

Neste momento, o show enfim entrou no repertório de "The wall", álbum de 1979 que é um dos maiores sucessos comerciais e artísticos da história da banda. O som de helicópeteros que marca o início de "The happiest days of our lives" tomou conta dos auto-falantes – cuja potência já havia impressionado a plateia durante a execução de "Welcome to the machine".


Crianças da Associação Beneficente São Martinho participam de 
"Another brick in the wall - Part 2"


Em seguida, um dos momentos mais emocionais da apresentação: "Another brick in the wall - Part 2", de longe a canção mais popular do Floyd, foi apresentada com o coral de crianças da Associação Beneficente São Martinho. Todas usavam camisas com a palavra "Resist". Elas ainda permaneceriam no palco para cantar "Another brick in the wall - Part 3".

Diante de uma plateia eufórica, Waters anunciou o intervalo de 20 minutos que divide as duas partes do show.

O show do artista é, durante quase todo o tempo, um ato de manifestação política. Isso fica ainda mais claro na pausa, quando o telão apresenta uma série de mensagens. Os alvos são variados: misoginia, fascismo, militarização, antissemitismo e racismo estão entre eles.

O músico também apresenta, ainda por meio do telão, uma lista de políticos de vários países do mundo apontados por ele como fascistas – é neste momento que a frase "Ponto de vista político censurado" surge para cobrir o nome do candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro.


Telão reproduz fachada da Usina de Energia Battersea, 
capa do álbum "Animals", de 1977

A pausa chegou ao fim quando, no telão, uma reprodução visual da hoje desativada Usina de Energia de Battersea – presente na capa do álbum "Animals", do Pink Floyd, 1977 – irrompeu em direção ao céu nublado do Rio de Janeiro, com suas quatro chaminés gigantes. Sobre elas, pairava o porco que é marca registrada da obra.

Para marcar de forma clara a entrada no repertório de "Animals", duas músicas do álbum foram tocadas em sequência: "Dogs", com seus 17 minutos de duração, e "Pigs (Three different ones)".

Na primeira, os integrantes da banda usaram máscaras de porcos para simular um jantar entre corruptos. Neste momento, o próprio Waters, também utilizando uma máscara suína, levantou dois cartazes - o primeiro dizia "O mundo é governado por porcos". Já no segundo, a mensagem foi bem menos sutil": "F...-se os porcos".


O porco inflável sobrevoa a plateia durante
a execução de "Pigs (Three different ones 


Em "Pigs", um gigantesco porco inflável – em mais uma referência direta a "Animals", álbum livremente inspirado em "A revolução dos bichos", de George Orwell – pairou sobre a plateia. No corpo do animal, uma frase: "Stay human" – "Continue humano". É durante esta canção que Waters despeja toda sua crítica sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma série de ilustrações irônicas relativas ao chefe do executivo americano aparecem no telão.

O show retorna ao repertório de "The dark side of the moon" com dois clássicos: "Money" e "Us & Them" – esta última, canção que batiza a turnê.


Raios laser reproduziram de forma tridimensional o prisma da capa do álbum 
"The dark side of the moon".

"Smell the roses", outra passagem pela carreira solo de Waters, é seguida por mais duas faixas de "The dark side of the moon": "Brain damage" e "Eclipse". Neste momento, uma sequência de raios laser reproduz em forma tridimensional o prisma que está na capa do álbum. O efeito é impressionante e compreendido de forma imediata pelos fãs mais atentos.

É neste momento que o show de Roger Waters e a história de Marielle Franco se encontram.

Justiça


Filha, irmã e viúva de Marielle Franco subiram ao palco


O cantor pediu que a filha, Luyara Santos, a irmã, Anielle Franco, e viúva de Mariella Franco, Mônica Benício, subissem ao palco.

Juntas, elas protestaram contra a demora no esclarecimento do assassinato da vereadora e exigiram justiça. O pedido foi acolhido pelo público na forma de gritos de "Justiça!"

"O problema é que nem todo mundo acredita em direios humanos", lamentou Waters, já vestido com uma camisa onde estava escrita a frase "Lute como Marielle Franco".

Após o protesto, a apresentação foi retomada como "Mother". Na canção que explora a relação do filho inseguro com a mãe dominadora – uma das composições mais poderosas de "The wall" –, Waters repetiu um artifício que já havia utilizado em 2011, durante a turnê na qual tocava as faixas do álbum.

Para responder a pergunta de um dos versos da canção - "Mother, should I trust the government?" (Mãe, devo acreditar no governo?") -, a resposta é dada no telão: "Nem f...".

"Comfortably numb", também de "The wall", encerrou o show em momento inspirado do guitarrista Dave Kilminster, improvisando com liberdade criativa sobre o solo original de David Gilmour.


Ao fim do show, Waters agradece a presença do público.

Desde antes do início da apresentação até depois do fim do espetáculo, quando a plateia já saía da Maracanã, uma situação se repetiu várias vezes: parte do público griatava "Ele não!", grito que se tornou símbolo da crítica ao candidato ao candidato Jair Bolsonaro.

Na maioria das vezes, no entanto, os gritos eram confrontados com vaias de outra parte do público, favoráveis ao candidato – situação semelhante às ocorridas nos shows anteriores desta turnê no Brasil.

Diferenças políticas à parte, o que se viu durante a maior parte do tempo na noite de quarta-feira (24), no Maracanã, bem mais que embates e desentendimentos, foram pessoas que pensam de maneiras opostas cantando juntas, em uma única voz.

Situação resumida nas duas primeiras frases de "Us and them", canção que dá nome à turnê: "Us and them. And after all, we're only ordinary men". ("Nós e eles. E depois tudo, somos apenas homens comuns"). 


Roger Waters - Comfortably Numb





Fonte: G1
Por Carlos Brito, G1 Rio

16/10/2018

Roger Waters fez show exclusivo para o Fantástico (vídeo)




Exclusivo: Roger Waters no Fantástico

Músico inglês, em turnê pelo Brasil, fez show exclusivo para o Show da Vida.

Nos estúdios da Globo em São Paulo, o cantor e compositor inglês Roger Waters, ex-integrante da banda Pink Floyd, fez show exclusivo para o Fantástico. 

Waters comenta polêmica em show e diz que luta não deveria ser entre fãs, mas contra os poderosos

Roger Waters foi vaiado e aplaudido em São Paulo depois de exibir #elenão em show para 45 mil. Músico inglês fez show exclusivo para o Fantástico e defendeu que artistas têm responsabilidade para expressar ideias políticas.

O cantor e compositor inglês Roger Waters, ex-integrante da banda Pink Floyd, falou ao Fantástico sobre a polêmica causada no show para 45,5 mil pessoas, no Allianz Parque, em São Paulo, na terça-feira (9), que abriu a turnê de "Us + Them" pela América Latina.

A turnê é cheia de críticas políticas, como é comum na carreira de Waters. No Brasil, ele incluiu crítica ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) e recebeu aplausos e muitas vaias da maioria como resposta. Ele exibiu #elenão no telão e colocou o nome de Bolsonaro em uma lista de líderes mundiais classificados por Waters como neo-fascistas.

Roger Waters admite erro em hashtag #EleNão 

Roger Waters é vaiado após criticar Jair Bolsonaro

Ao Fantástico, ele explicou o que aconteceu. "É interessante porque... duas coisas aconteceram. Durante a música 'Eclipse' eles colocaram a hashtag que desagradou a todos. Aquilo foi um erro. Era para ter aparecido mais tarde durante a música 'Mother', durante a parte 'Mother should I trust the government?' (mãe, devo confiar no governo?). Seria nessa parte que apareceria 'Ele não', aí faria sentido. Mas colocar no meio da 'Eclipse' foi um erro do meu time. Aquela parte da música era para aparecer pirâmides, lasers coloridos. Estávamos amando uns aos outros. No fim é o clímax depois da jornada longa que atravessamos", comentou o britânico.

Waters também afirmou que não sabia o que estava provocando a reação do público. "Foi totalmente inapropriado, seu eu pudesse dizer. Na segunda noite em São Paulo nós não usamos hashtag, mas deixe-me terminar a historia. Na primeira noite, eu não soube que tinha aparecido no telão. Achei que todos aplaudiriam, porque era isso que deveria acontecer. Naquele momento do show, em todos os lugares que tocamos no mundo todo, todos ficam tão contentes nessa parte, todos aplaudem. Aí me perguntei: 'O que está acontecendo?'"

Depois, ele disse que o que viu acontecer em seu show o fez lembrar de outros momentos na história de outros povos, como a Inglaterra antes da Segunda Guerra, quando comunistas e fascistas brigavam nas ruas. E disse que, no seu show, a luta não deveria ser entre as pessoas ali presentes, mas contra os poderosos.

"Eles são os inimigos, eles são quem deveríamos lutar contra, não entre nós. Isso é o que eles [poderosos] querem, que lutemos entre nós, porque enquanto lutamos entre nós, não focamos no nosso verdadeiro problema".

Sobre as críticas que recebeu de seus fãs por ter se manifestado politicamente, Roger afirma, em tom desafiador, que eles estão errados e que não deveriam ir aos seus shows.

"Se vocês, meus fãs, acharam que músicos devem apenas tocar suas músicas... É obviamente apenas errado. Não, não devemos. Nós temos responsabilidade como políticos e também como músicos. Eu acredito que todos os artistas, não interessa qual tipo de arte você faça, todos têm responsabilidades de usar a arte para expressar ideias políticas e criar demandas em favor dos direitos humanos para todos."

"Francamente, para as pessoas que comentaram na minha página do Facebook 'cala a boca e apenas toca a música'. Se você não gosta, não entre no meu Facebook, não vá aos meus shows, ok? Se não gosta, não venha! Tudo isso é ridículo", disse.

Roger Waters já foi vaiado em outros shows, como nos EUA, quando colocou o rosto do presidente Donald Trump no porco da música "Pigs".

No fim da entrevista ao Fantástico, Waters reafirmou a admiração que tem pelo ídolo John Lennon. "Acredito em John Lennon que tudo o que precisamos é de amor. Eu acredito que o poder das pessoas de amarem as outras um dia vai vencer. Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único."

Show exclusivo

Ele cantou "Deja Vu" e "Wish You Were Here". Confira as íntegras das duas músicas:



'Wish You Were Here'


"Deja Vu" 





Fonte: G1, Globo

12/10/2018

Roger Waters em São Paulo no Allianz Parque


No show do dia seguinte, o cantor reagiu às vaias e se disse "censurado"




Fontes:
O Globo
Zero Hora


Roger Waters não decepcionou quem esperava dele um show cheio de música, espetáculo visual e muito discurso político na abertura da porção brasileira da turnê "Us + them" , nesta terça à noite, na Arena Palmeiras, em São Paulo . 

Apesar de Waters ter posicionamentos progressistas e ser um ativista social, além de constantemente realizar manifestações políticas em suas apresentações, uma parte do público foi pega de surpresa no show da última terça-feira (9), no Allianz Parque, em São Paulo. No primeiro espetáculo em solo brasileiro da turnê, foi exibido mais de uma vez no telão a hashtag #EleNão, símbolo do movimento contra o candidato a presidente do Brasil Jair Bolsonaro (PSL). Quando o fundador do Pink Floyd – banda na qual atuou como baixista e vocalista – exibiu slogan durante a canção Eclipse, que gravou com seu ex-grupo, muitas vaias ecoaram por parte dos quase 40 mil presentes, que desembolsaram entre R$ 330 e R$ 810 para o evento.

Embora o presidente americano Donald Trump continue sendo o alvo preferido do cofundador do Pink Floyd, Jair Bolsonaro foi mencionado algumas vezes direta e indiretamente na apresentação. 


A primeira vez foi durante intervalo que Waters e banda fizeram após a execução da seminal "Another brick in the Wall", que contou com a participação de meninos e meninas de comunidades paulistanas acompanhando a música numa espécie de coreografia. Vestidos com macacões laranja, como prisioneiros americanos, eles terminam o número exibindo camisetas com a inscrição "Resist" (resista, em inglês).


Já no no intervalo do show, o telão exibiu um vídeo com uma lista de líderes políticos de diversos países com os dizeres "Neo-fascism is on the rise" ("Neofascismo está em alta", em tradução livre), relacionando nomes de presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, a líder nacionalista francesa Marine Le Pen e, entre outros, Bolsonaro. A projeção também pedia que as pessoas resistissem à guerra, aos maus governantes, à corrupção, entre outras mazelas.

Show de Roger Waters levou multidão ao Allianz Parque 

Mais para o final do show, após outro grande sucesso do Pink Floyd, "Eclipse", o telão exibiu pela primeira vez a inscrição #Ele não, em referência à campanha nas redes sociais contra o voto em Bolsonaro. Antes de começar o bis, que teve "Mother" e "Confortably numb".

Claro que também houve aplausos e gritos de consentimento ao "Ele não". De qualquer maneira, Roger Waters foi xingado por muitos espectadores. Há relatos de pessoas que saíram do estádio. Durante a divisão de manifestações do público, o músico permaneceu no palco sem dizer nada por cerca de cinco minutos. Ressaltou que não sabia direito o que acontece no Brasil, afirmou saber que há uma eleição em andamento no país e que "não tem nada a ver com isso". Mas, disse ele, não poderia deixar de se posicionar:

– Vocês têm uma eleição muito importante daqui a três semanas. Sei que isso não é da minha conta, mas devemos sempre combater o fascismo. Não dá para ser conduzido por alguém que acredita que uma ditadura militar pode ser uma coisa boa. 

— Eu sou a favor dos direitos humanos — afirmou ele, que agradeceu o carinho do público. — Prefiro estar num lugar em que o líder não acredita que a ditadura é uma coisa boa. Lembro das ditaduras da América do sul e não foi bonito.



07/03/2018

Pink Floyd Reunion apresenta 'The Wall - o filme' e lança DVD em BH


CARLOS REINESCH/Divulgação


Neste fim de semana, 9 e 10, o Cine Theatro Brasil, em BH, abre as portas para o show a banda Pink Floyd Reunion. Eles são belohorizontinos e reconhecidos no Brasil todo como uma das bandas covers mais fiéis ao estilo da banda de rock britânica. 

O grupo, conhecido por reproduzir ao vivo a íntegra de vários álbuns do Pink Floyd, apresenta a versão de 'The Wall - o filme', loga metragem lançado em 1982, que conta a história de Pink, um roqueiro que foi criado pela mãe após perder o pai durante a Segunda Guerra Mundial.

A banda faz a execução ao vivo da trilha sonora do filme em sincronia com um coral e a Factal Osquestra, regida pelo maestro Rodrigo Garcia. O espetáculo faz parte das comemorações de 15 anos de carreira da banda que também lança o DVD da apresentação.




SERVIÇO
Local: Cine Theatro Brasil Vallourec
Data: 9 e 10 de março de 2018
Horário: 21h
Ingressos: R$90,00 (Plateia I) e R$70,00 (Plateia II).
*Meia-entrada limitada a 40% da carga total de ingressos (Lei Federal 12.933/2013)
Vendas: Bilheteria do teatro (31 2626-1251) ou www.compreingressos.com


Fonte: Portal UAI
por Francelle Marzano




28/11/2017

Roger Waters se apresenta no Brasil em outubro de 2018


Roger Waters vem ao Brasil fazer shows em outubro de 2018 


Seis anos depois de fazer um show eletrizante no estádio do Morumbi, em São Paulo, em 2012, Roger Waters está se preparando para uma nova turnê mundial e a escala inclui algumas cidades do Brasil. De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo"

A jornalista Monica Bergamo publicou em sua coluna de hoje (28) no jornal Folha de S. Paulo que Waters virá no início de outubro de 2018. Na nota, a jornalista disse que as apresentações devem ocorrer nos dias 9 e 10 em São Paulo, e, entre outras cidades, também em Brasília, no Estádio Mané Garrincha. No Rio de Janeiro, o Maracanã inclusive já reservou data. E em Curitiba confirmado, dia 27 de outubro no estádio Couto Pereira.

Na semana passada, o UOL Esporte compartilhou o calendário de eventos do estádio do Maracanã, que  informa show de Waters no dia 24 de outubro.

Waters atualmente está se apresentando nos EUA e Canadá até o final desse ano, tem uma longa turnê mundial já agendada para 2018 — que começa em janeiro, em Auckland, na Nova Zelândia, e termina em agosto, em Moscou, na Rússia, depois de passar por mais de 23 países.

13/06/2017

Show histórico de David Gilmour em Pompeia será exibido em 12 cidades brasileiras


David Gilmour - Live at Pompeii (Cinema Trailer)
for one night only September 13th


Os melhores momentos dos dois shows históricos que David Gilmour fez nas ruínas de Pompeia, na Itália, em junho do ano passado, serão exibidos em cinemas de 12 cidades brasileiras no dia 13 de setembro.

A apresentação no Anfiteatro Piazza, mesmo local onde o Pink Floyd registrou o clássico "Live at Pompeii" em 1971, chegará a São Paulo, Campo Grande, Salvador, Ribeirão Preto, Curitiba, Rio de Janeiro, Recife, São Luis, Porangaba, Fortaleza, Belém e Manaus. 

Os ingressos para a transmissão simultânea poderão ser adquiridos no próprio site de Gilmour. Ao todo, cerca de 2.000 cinemas ao redor do mundo exibirão o show, que foi gravado em dois dias e marcou a volta do músico a Pompeia após 45 anos.



Interview 

08/07/2016

David Gilmour em Pompéia: “Um lugar mágico” (vídeo)




David Gilmour retornou a Pompéia nesta quinta-feira (07) para o primeiro de dois shows no palco do mítico Pink Floyd: Live at Pompeii, filme gravado em 1971 e lançado um ano depois. Ele concedeu ontem (2016-07-07), uma entrevista à Rolling Stone, conforme vídeo acima.

“Esta noite será a primeira vez desde 79 A.D. que haverá público assistindo alguma coisa aqui”, brincou, fazendo referência à erupção vulcânica que transformou esta parte da Itália em cinzas. A segunda apresentação ocorre nesta sexta-feira.

“É um lugar fantástico”, afirmou ele nos bastidores, ao lado da mulher, a letrista, escritora e jornalista Polly Samson. “É um lugar extraordinário para estar porque preserva exatamente como foi. Se você visitar outros locais antigos pelo mundo verá que muitos estão bastante danificados com o que aconteceu ao longo de séculos em que ficaram abandonados. Mas isso aqui é como se tivesse sido selado. Se você olhar os nomes e as inscrições nas pedras, parece que foram feitas ontem”, afirmou.

Chamando Pompéia como “um lugar mágico”, Gilmour deu sua definição sobre o museu da antiguidade a céu aberto: “É um lugar de fantasmas… de uma maneira amigável”.


Vídeo mostra pessoas acessando o local do show


Algumas imagens deste épico acontecimento:









David Gilmour é homenageado cidadão honorário de Pompéia:





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David Gilmour


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