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06/10/2019

King Crimson leva fãs ao êxtase em estreia no país




Se o som do King Crimson é inclassificável, o show da banda é muito mais, é uma experiência radical de música, para extasiar fãs.

Como era de se esperar, o show teve foco maior no álbum "In the Court of the Crimson King" (1969), o grande clássico do King Crimson, além de outras pérolas, como "Island", "Cirkus", "Indiscipline", "Red".

A banda criada há 50 anos pelo guitarrista britânico Robert Fripp fez seu primeiro show no Brasil na noite de sexta (4), no paulistano Espaço das Américas, antes de se apresentar no palco Sunset do Rock in Rio, no domingo (6). 

No festival carioca, limitações de tempo pela escala de shows do evento vão obrigar o grupo a reduzir drasticamente seu set para pouco mais de uma hora no palco.Em São Paulo, o King Crimson conseguiu mostrar seu show habitual, tocando por quase três horas. 

Na verdade, um pouco menos na contagem final de tempo, porque depois de uma primeira parte de quase 70 minutos, o público teve um intervalo de 20 minutos para circular fora das cadeiras no grande salão. Aí a banda voltou para tocar mais uma hora e meia. 

Intervalo parece mais coisa de concerto de orquestra do que de show de rock. E, no palco, a atitude da banda estava mesmo mais próxima do clima das salas eruditas. 


Os músicos não caminham pelo palco. As três baterias, mais uma das peculiaridades do King Crimson, ficam na frente, junto ao público. Atrás, sobre uma plataforma elevada, os outros quatro integrantes. O líder Fripp passa o show inteiro sentado, tocando guitarra e às vezes algum teclado.

Normalmente usados para imagens fechadas que ajudam a plateia a ver os músicos com mais detalhes, os telões perdem a função com o King Crimson. A única imagem exibida neles é uma visão geral do palco, de frente, mostrando toda a banda. Exatamente a mesma visão de quem está vendo do meio da plateia. E é só. 

Não são feitas projeções no fundo do palco, apenas uma discreta forma abstrata em azul, imóvel durante todo o show. Definitivamente, o King Crimson não dá a mínima para o visual. Só quer saber de música. 

E aí a banda faz toda a diferença. Os caras tocam uma barbaridade, principalmente Fripp e o baixista Tony Levin. O vocalista e também guitarrista Jakko Jakszyk se sai muito bem na dificílima missão de cantar quatro músicas que em 1969 foram imortalizadas pelo vozeirão de Greg Lake (1947-2016), que antes de integrar o gigante Emerson, Lake & Palmer foi cantor do King Crimson em seu álbum de estreia. 

É justamente esse disco, "In the Court of the Crimson King", que pontua momentos ímpares no show. É o álbum do grupo que mais chega perto de um, digamos, rock progressivo "tradicional". Depois, com as inúmeras mudanças de formação da banda feitas pelo onipresente Fripp, o grupo ficou bem mais experimental, com um leve flerte com o jazz.

Tem a ver com o perfil da banda, que apresenta peças longas, às vezes passando de dez minutos, com muito improviso e um tom de desafio instrumental que lembra os melhores combos do jazz moderno. 

Mas é muito emocionante quando o repertório do álbum de estreia é resgatado. São hinos do rock, de arrepiar: "Epitaph", "Moonchild", "In the Court of the Crimson King" e "21st Century Schizoid Man", esta fechando o bis. 


Todo o show é impactante, desde a abertura com "Hell Hounds of Krim", que incluiu trechos de "Garota de Ipanema". "Red", "Cirkus", "Indiscipline" e tantas outras eram recebidas com urros da plateia já nos primeiros acordes. 

E a plateia é um caso à parte. Longos cabelos brancos eram facilmente avistados em qualquer canto do Espaço das Américas, além de muitas cabeças calvas. O público era quase todo cinquentão e sessentão. Nas camisetas, estampas de bandas tão veteranas quanto o King Crimson —Jethro Tull, Yes, Aphrodite's Child, Pink Floyd, Tangerine Dream e outras das antigas. 
Depois de três horas simulando com as mãos guitarras e baterias tocadas no ar, esses fãs saíram muito satisfeitos. A questão é ver se o grupo vai agradar tanto a plateia heterogênea do Rock in Rio. Em São Paulo, tocando para seu público original, o King Crimson foi mesmo rei.

Veja, a seguir, o set-list em São Paulo:

Act I

1. Hell Hounds of Krim (com trecho de "Garota de Ipanema")
2. Larks' Tongues in Aspic (Part I)
3. Suitable Grounds for the Blues
4. Red
5. Epitaph
6. Drumsons
7. Neurotica
8. Moonchild
9. Radical Action II
10. Level Five

Act II

11. Drumzilla
12. Cirkus
13. EleKtriK
14. Easy Money
15. Larks' Tongues in Aspic (Part IV)
16. Islands
17. Indiscipline
18. The Court of the Crimson King
19. Starless

Bis:

20. 21st Century Schizoid Man



Fonte: Folha de São Paulo
por Thales de Menezes. 

04/10/2019

King Crimson hoje em São Paulo no Espaço das Américas





Folha de São Paulo
Thales de Menezes


Pela primeira vez no país, King Crimson traz seu rock inclassificável ao Brasil. O grupo se manteve fiel ao gênero progressivo e não abriu concessões em 50 anos de carreira

Show de três horas de duração, oito músicos no palco, sendo que três deles estão tocando baterias. No repertório, sempre surpresas, pinçadas em 13 álbuns de estúdio lançados em 50 anos de carreira. Rock inclassificável, que nasceu no progressivo e ali permaneceu, mas com novas maneiras de fazer música nesse gênero intrincado. 

Isso é o King Crimson, a banda do guitarrista inglês Robert Fripp formada em janeiro de 1969. E, incrível, esse grupo de rock virtuoso chega ao Brasil pela primeira vez só agora, tocando nesta sexta (4) em São Paulo e, no domingo (6), no Rock in Rio. 

“Não sei por que demorou tanto para um show do King Crimson no Brasil”, diz o baixista Tony Levin, 73, que desde 1981 faz parte da banda. “Você deve perguntar ao Robert.” 

Bem que a imprensa quer perguntar coisas a Fripp, 73, mas o guitarrista não dá entrevistas. E o King Crimson é mesmo dele, único integrante em todas as formações já criadas. “Sim, falam muito sobre Robert ser o dono da banda, mandar em tudo. É isso mesmo”, confirma Levin, rindo.

Mas ele destaca que tocar sob ordens de Fripp é incrível. Diz que o chefe é uma usina de ideias e tem na cabeça todos os rumos do King Crimson. 

“Ao contrário de outros grupos que começaram no progressivo e tiveram suas guinadas para outros estilos, o King Crimson segue fazendo o que sempre fez. E o mais legal é que faz muitas coisas diferentes”, brinca Levin. 

Ele tem razão. Talvez Fripp seja o artista de rock que menos concessões fez ao showbizz. Yes e Genesis —para citar dois exemplos de gigantes de raízes progressivas— tiveram suas aventuras no pop, num rock mais acessível a quem liga o rádio. Fripp nem chegou perto disso. 

“Você pode não saber o que vai encontrar num show do King Crimson, mas com certeza sabe o que não vai encontrar, ou seja, música fácil, tranquila. Robert é muito inquieto, genial”, afirma Levin, que tem muitas experiências ao lado de gênios nos palcos e nos estúdios. 

Ele tocou em mais de 500 álbuns, contratado por nomes estelares, como Peter Gabriel, John Lennon, David Bowie, Tom Waits, Lou Reed, Dire Straits, Pink Floyd, Alice Cooper, Bryan Ferry e Paul Simon. 

Levin já esteve no Brasil com Peter Gabriel e diz gostar da receptividade do público a vários tipos de som. “É preciso ter a mente aberta para novidades quando você vai a um show do King Crimson. A começar pelas três baterias no palco, o que abre espaço para muita experimentação.”

Jeremy Stacey, Gavin Harrison e Pat Mastelotto são os bateristas. Bill Rieflin também toca bateria, mas atualmente assume os teclados. O vocalista Jakko Jakszyk toca guitarra, flauta e teclados. Mel Collins é o saxofonista. Fripp e Levin, embora passem mais tempo na guitarra e no baixo, respectivamente, também se revezam nos teclados e computadores. 



Se o repertório do King Crimson permite muitas mudanças de um show para outro, há duas fases da banda que sempre marcam boa presença na lista das músicas que serão tocadas. 
“Discipline”, “Beat” e “Three of a Perfect Pair”, trilogia de álbuns lançados entre 1981 e 1984, fornecem várias boas faixas para as apresentações, entre elas o quase hit “Elephant Talk”. 

“Quem define o que entra é Robert, mas acredito que ele misture coisas que os fãs querem ouvir com outras que são bem desafiadoras para tocar ao vivo”, diz Levin. 

Mas a obra mais venerada é ainda o álbum de estreia, “In the Court of the Crimson King”, de 1969. Na formação desse disco, os vocais e o baixo estavam com Greg Lake, que sairia da banda poucos meses depois para formar o Emerson, Lake & Palmer. 

Às vezes, o King Crimson toca na mesma noite quatro ou cinco músicas desse álbum, entre elas “Epitaph”, hino do rock e maior clássico da banda. 

“Claro que temos de lidar com esse álbum, é uma obra-prima. O público ama esse disco, e nós também. O King Crimson pode desafiar as convenções de uma carreira típica de banda de rock, mas não vai deixar os fãs tristes”, afirma Levin. 




KING CRIMSON 

Onde Espaço das Américas, r. Tagipuru, 795, São Paulo. Sexta (4), às 22h 
Preço Ingressos pesquisar (ingresso rápido)
Onde Rock in Rio, palco Sunset. Domingo (6)

28/09/2019

Rede UCI abre venda para “Roger Waters: Us + Them”




Texto por Cabide Cultural

Nos dias 2 e 6 de outubro, quarta e domingo, um astro do rock vai dominar as salas da UCI: Roger Waters. Sucesso em sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Veneza, o aguardado e imperdível documentário “Roger Waters: Us + Them” foi filmado em Amsterdã, durante sua turnê europeia, que contou com mais de dois milhões de pessoas ao redor do mundo.

Agora, é a vez do cofundador do Pink Floyd invadir as telonas da UCI, onde a experiência de assistir a um show é transformada em verdadeiro espetáculo, com imersão completa, dos áudios superpotentes às imagens de tirar o fôlego! Quer sentir o gostinho do que vem por aí?

Dirigido por Sean Evans, além de juntar singles do grupo e do último álbum solo do inglês, “Is This The Life We Really Want?”, a produção é inspiradora e traz mensagens voltadas para os direitos humanos, a liberdade e o amor.

A UCI Music começou em grande estilo em julho, com um show lendário da banda Soundgarden. No dia 29 de agosto, a invasão do rock foi com “The Cure: Anniversary 1978-2018 Live in Hyde Park London”. Mas não para por aí… pode aumentar o som porque a UCI será palco de mais apresentações incríveis: “Metallica: WorldWired” (9 e 13 de outubro), “Shakira In Concert: El Dorado World Tour” (13 de novembro), “Depeche Mode: Spirits in the Forest” (21 de novembro) e muito mais!

Clientes UNIQUE têm desconto no ingresso e pagam valor de meia-entrada: Salas convencionais e XPLUS (R$ 20 – meia e R$ 40 – inteira) e DE LUX (R$ 30 – meia e R$ 60 – inteira). Para participar do UNIQUE, basta comprar o cartão em uma das bilheterias dos cinemas e se cadastrar no site do programa (www.ucicinemas.com.br/UNIQUE) para validar a inscrição e obter todas as informações. Os novos membros recebem um ingresso para usar em sessões regulares de 2ª a 5ª nas salas 2D, 3D e UCI XPLUS®.

E, se você é cliente Itaú (cartões de crédito Itaucard, cartões de débito Itaú, cartões Itaú Personnalité e cartões Itaú Uniclass), tem mais promoção: 50% de desconto em qualquer filme ou dia da semana!

Nas salas XPLUS, os musicais são muito mais poderosos e potentes, proporcionando um mergulho completo em todos os detalhes da trilha sonora! A tecnologia Dolby Atmos utiliza canais de áudio com até 128 deslocamentos simultâneos de objetos sonoros, que criam a ilusão de um campo de som infinito ao redor do espectador. As caixas acústicas ficam localizadas inclusive no teto, para preencher a sala com o retrato sonoro mais preciso do filme, exatamente da maneira como o diretor o imaginou. No Rio de Janeiro (UCI New York City Center) e em Recife (UCI Kinoplex Shopping Tacaruna), a rede conta com as únicas salas XPLUS Laser do país, que torna ainda mais extraordinária a qualidade das imagens. A diferença de se assistir a um filme projetado a laser é enorme, com cores mais vibrantes, contraste mais profundo e brilho muito mais intenso. A tecnologia inovadora oferece a melhor qualidade de imagem e desempenho de cores disponíveis atualmente.

“Roger Waters: Us + Them” será destaque também nas salas DE LUX da UCI, que oferecem o que há de mais moderno no conceito de sala vip. O atendimento exclusivo vai desde a compra de ingressos em local especial, elevadores e um confortável lounge privativos, poltronas chaise longue de couro reclináveis eletronicamente e um cardápio diferenciado. Garçons ficam sempre à disposição para levar os pedidos para as salas de cinema.

SERVIÇO
Roger Waters: Us + Them
Valor:
Salas convencionais e XPLUS (R$ 20 – meia, associados UNIQUE e clientes Itaú e R$ 40 – inteira) e DE LUX (R$ 30 – meia, associados UNIQUE e clientes Itaú; e R$ 60 – inteira)
Classificação: 12 anos
Para mais informações: http://www.ucicinemas.com.br

24/09/2019

Roger Waters divulgou trecho de "One of These Days", tour Us + Them nos cinemas




Roger Waters divulgou um novo trecho, desta feita da música "One of These Days", retirado de seu filme-concerto intitulado "Us + Them". O longa-metragem será exibido nos cinemas de todo o mundo em 2 e 6 de outubro, incluindo no Brasil.

Àqueles que não sabem, Waters não conheceu o avô, George Henry Waters, morto na Primeira Guerra Mundial, ainda em 1916. Na ocasião, seu pai, Eric Fletcher Waters tinha cinco anos. E o drama se repetiria, em 1944, quando o pai do cantor também foi morto, mas na Segunda Guerra Mundial, na Batalha de Anzio, na Itália. Roger estava com apenas cinco meses. O baixista foi criado neste ambiente antibélico e contestatório.

"Us + Them", que leva o nome de uma das faixas, exatamente a sétima, do genial disco lançado em 1973, "The Dark Side of the Moon". No repertório Floydiano estão garantidas obras-primas como "One of These Days" (vídeo com trecho acima), "Wish You Were Here", "Welcome to the Machine", "Dogs", "Pigs (Three different ones)", até com a aparição do porco inflável de 6mx10m, marca do disco "Animals", de 1977, "Speak to Me”, “Breathe”, “Time”, “The Great Gig in the Sky”.



28/08/2019

Roger Waters divulgou um novo trailer do filme "Us + Them", confira




Roger Waters divulgou um novo vídeo trailer, desta feita um trecho da música "Us and Them", retirada de seu filme-concerto "Us + Them". O longa-metragem será exibido nos cinemas de todo o mundo em 2 e 6 de outubro.

Poster for Roger Waters   Us + ThemO longa, que mostrará a performance do músico e de sua banda durante quatro dias em Amsterdã, é uma nova parceira entre Waters e seu colaborador Sean Evans. Us + Them terá locais seletos de exibição no Brasil. A lista pode ser conferida aqui. A turnê do fundador do Pink Floyd passou pelo Brasil no final de 2018.

10/07/2019

Roger Waters anuncia lançamento do filme da turnê Us + Them em outubro



A turnê Us + Them, de Roger Waters, virou filme e ganhou duas datas para exibição mundial. Após passar pelo Brasil, o show ganhará um formato para as telas e será apresentado nas salas de cinema em 2 e 6 de outubro. O filme é assinado por Sean Evans e Roger Waters, parceria que já tinha realizado o longa anterior, de 2014, documentando a turnê The Wall, do ex integrante do grupo de rock progressivo Pink Floyd. 

O resultado final mistura as cenas passadas no telão e o show do baixista e vocalista, que nesta turnê bateu forte em temas políticos, a ponto de causar polêmica durante sua passagem pelo Brasil, ao incluir o então candidato à presidência Jair Bolsonaro em uma lista de políticos neofascistas. Boa parte do público em São Paulo o vaiou. 

"Registrado em Amsterdã, na perna europeia da turnê de 2017/2018 Us + Them que teve mais de 2 milhões de espectadores do mundo, o filme apresenta músicas lendárias do Pink Floyd e de seu mais recente álbum, Is This the Life We Really Want?", descreve a sinopse. "Waters colabora mais uma vez com Sean Evans para entregar sua música poderosa e a mensagem de direitos humanos, amor e liberdade."

O site oficial do projeto anuncia venda de ingressos para 17 de julho, mas ainda não dispõe de informações específicas sobre sessões a serem realizadas no Brasil.

26/10/2018

Roger Waters faz show histórico no Maracanã


Roger Waters usa camisa com a frase "Lute como Marielle Franco"


Para o cantor, compositor e músico inglês Roger Waters, o show que apresentou na noite desta quarta-feira (24), no Maracanã, com aplausos e vaias ao posicionamento do artista contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), começou, na verdade, há cerca de seis meses. Em uma manhã cinza de Londres, ele olhou a edição daquele dia do jornal The Independent e soube da morte da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018.

"Ela acreditava em direitos humanos, assim como eu", ele diria mais tarde, já próximo ao fim das quase três horas de apresentação da etapa carioca da turnês "Us + Them". Antes disso, porém, o eterno baixista e principal compositor do Pink Floyd entregaria um show com 18 sucessos da carreira da banda inglesa e quatro canções de sua obra solo.


Cantor Roger Waters homenageia vereadora Marielle Franco durante show


Com atraso incomum para um artista britânico – o show estava marcado para as 21h mas começou às 21h20, retardo causado pela chuva que cairia sem parar ao longo de toda a apresentação –, o espetáculo teve início com a colagem sonora de "Speak to me", faixa inicial de "The dark side of the moon", álbum de 1973 que é pedra fundamental do Rock e quarto disco mais vendido da história da música. O artista seguiria no mesmo álbum com "Breath".

Logo em seguida, foi a vez da instrumental "One of theses days", solitária incursão do repertório do show no álbum "Meddle", de 1971, quando o Floyd estava no auge de sua fase progressiva.


Os relógios no telão marcam o início da execução de 
"Time", terceira canção do show.


Na sequência, mais três faixas de "The dark side of the moon": o hino "Time", "Breath (reprise)" e "The great gig in the sky", esta última com as vocalizações feitas pelas cantoras Jess Wolfe e Holly Laessig – vocalistas do grupo indie americano Lucius, que acompanham Waters na turnê.

"Welcome to the machine" – comentário ácido do Pink Floyd sobre a desilução da banda com a indústria musical e segunda faixa do álbum "Wish you were here", de 1975 – chegou em seguida. No telão, a animação original assinada pelo artista inglês Gerald Scarfe feita para a canção à época do lançamento garantia o pano de fundo.

A obra abriu caminho para um momento pouco menos amigável da apresentação – da mesma forma como já fizera nos shows anteriores desta turnê, Waters tocou três canções de seu álbum solo mais recente, "Is this the life we really want?", de 2017: "Déjà vu", "The last refugee" e "Picture that".

Por serem novas e ainda pouco conhecidas, esse momento marcou o único instante do show no qual pareceu haver algum distanciamento entre público e artista. Ainda assim, a plateia ouviu as faixas com atenção respeitosa.

Mas não demorou muito para Waters voltar a pegar nas mãos das 47 mil pessoas que estavam no Maracanã. "Wish you were here" foi cantada em coro pela plateia, já familizarizada com a canção cuja letra é um lamento pelo afastamento e progressiva deterioração mental de Syd Barrett, membro fundador do Floyd.

Neste momento, o show enfim entrou no repertório de "The wall", álbum de 1979 que é um dos maiores sucessos comerciais e artísticos da história da banda. O som de helicópeteros que marca o início de "The happiest days of our lives" tomou conta dos auto-falantes – cuja potência já havia impressionado a plateia durante a execução de "Welcome to the machine".


Crianças da Associação Beneficente São Martinho participam de 
"Another brick in the wall - Part 2"


Em seguida, um dos momentos mais emocionais da apresentação: "Another brick in the wall - Part 2", de longe a canção mais popular do Floyd, foi apresentada com o coral de crianças da Associação Beneficente São Martinho. Todas usavam camisas com a palavra "Resist". Elas ainda permaneceriam no palco para cantar "Another brick in the wall - Part 3".

Diante de uma plateia eufórica, Waters anunciou o intervalo de 20 minutos que divide as duas partes do show.

O show do artista é, durante quase todo o tempo, um ato de manifestação política. Isso fica ainda mais claro na pausa, quando o telão apresenta uma série de mensagens. Os alvos são variados: misoginia, fascismo, militarização, antissemitismo e racismo estão entre eles.

O músico também apresenta, ainda por meio do telão, uma lista de políticos de vários países do mundo apontados por ele como fascistas – é neste momento que a frase "Ponto de vista político censurado" surge para cobrir o nome do candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro.


Telão reproduz fachada da Usina de Energia Battersea, 
capa do álbum "Animals", de 1977

A pausa chegou ao fim quando, no telão, uma reprodução visual da hoje desativada Usina de Energia de Battersea – presente na capa do álbum "Animals", do Pink Floyd, 1977 – irrompeu em direção ao céu nublado do Rio de Janeiro, com suas quatro chaminés gigantes. Sobre elas, pairava o porco que é marca registrada da obra.

Para marcar de forma clara a entrada no repertório de "Animals", duas músicas do álbum foram tocadas em sequência: "Dogs", com seus 17 minutos de duração, e "Pigs (Three different ones)".

Na primeira, os integrantes da banda usaram máscaras de porcos para simular um jantar entre corruptos. Neste momento, o próprio Waters, também utilizando uma máscara suína, levantou dois cartazes - o primeiro dizia "O mundo é governado por porcos". Já no segundo, a mensagem foi bem menos sutil": "F...-se os porcos".


O porco inflável sobrevoa a plateia durante
a execução de "Pigs (Three different ones 


Em "Pigs", um gigantesco porco inflável – em mais uma referência direta a "Animals", álbum livremente inspirado em "A revolução dos bichos", de George Orwell – pairou sobre a plateia. No corpo do animal, uma frase: "Stay human" – "Continue humano". É durante esta canção que Waters despeja toda sua crítica sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma série de ilustrações irônicas relativas ao chefe do executivo americano aparecem no telão.

O show retorna ao repertório de "The dark side of the moon" com dois clássicos: "Money" e "Us & Them" – esta última, canção que batiza a turnê.


Raios laser reproduziram de forma tridimensional o prisma da capa do álbum 
"The dark side of the moon".

"Smell the roses", outra passagem pela carreira solo de Waters, é seguida por mais duas faixas de "The dark side of the moon": "Brain damage" e "Eclipse". Neste momento, uma sequência de raios laser reproduz em forma tridimensional o prisma que está na capa do álbum. O efeito é impressionante e compreendido de forma imediata pelos fãs mais atentos.

É neste momento que o show de Roger Waters e a história de Marielle Franco se encontram.

Justiça


Filha, irmã e viúva de Marielle Franco subiram ao palco


O cantor pediu que a filha, Luyara Santos, a irmã, Anielle Franco, e viúva de Mariella Franco, Mônica Benício, subissem ao palco.

Juntas, elas protestaram contra a demora no esclarecimento do assassinato da vereadora e exigiram justiça. O pedido foi acolhido pelo público na forma de gritos de "Justiça!"

"O problema é que nem todo mundo acredita em direios humanos", lamentou Waters, já vestido com uma camisa onde estava escrita a frase "Lute como Marielle Franco".

Após o protesto, a apresentação foi retomada como "Mother". Na canção que explora a relação do filho inseguro com a mãe dominadora – uma das composições mais poderosas de "The wall" –, Waters repetiu um artifício que já havia utilizado em 2011, durante a turnê na qual tocava as faixas do álbum.

Para responder a pergunta de um dos versos da canção - "Mother, should I trust the government?" (Mãe, devo acreditar no governo?") -, a resposta é dada no telão: "Nem f...".

"Comfortably numb", também de "The wall", encerrou o show em momento inspirado do guitarrista Dave Kilminster, improvisando com liberdade criativa sobre o solo original de David Gilmour.


Ao fim do show, Waters agradece a presença do público.

Desde antes do início da apresentação até depois do fim do espetáculo, quando a plateia já saía da Maracanã, uma situação se repetiu várias vezes: parte do público griatava "Ele não!", grito que se tornou símbolo da crítica ao candidato ao candidato Jair Bolsonaro.

Na maioria das vezes, no entanto, os gritos eram confrontados com vaias de outra parte do público, favoráveis ao candidato – situação semelhante às ocorridas nos shows anteriores desta turnê no Brasil.

Diferenças políticas à parte, o que se viu durante a maior parte do tempo na noite de quarta-feira (24), no Maracanã, bem mais que embates e desentendimentos, foram pessoas que pensam de maneiras opostas cantando juntas, em uma única voz.

Situação resumida nas duas primeiras frases de "Us and them", canção que dá nome à turnê: "Us and them. And after all, we're only ordinary men". ("Nós e eles. E depois tudo, somos apenas homens comuns"). 


Roger Waters - Comfortably Numb





Fonte: G1
Por Carlos Brito, G1 Rio

12/10/2018

Roger Waters em São Paulo no Allianz Parque


No show do dia seguinte, o cantor reagiu às vaias e se disse "censurado"




Fontes:
O Globo
Zero Hora


Roger Waters não decepcionou quem esperava dele um show cheio de música, espetáculo visual e muito discurso político na abertura da porção brasileira da turnê "Us + them" , nesta terça à noite, na Arena Palmeiras, em São Paulo . 

Apesar de Waters ter posicionamentos progressistas e ser um ativista social, além de constantemente realizar manifestações políticas em suas apresentações, uma parte do público foi pega de surpresa no show da última terça-feira (9), no Allianz Parque, em São Paulo. No primeiro espetáculo em solo brasileiro da turnê, foi exibido mais de uma vez no telão a hashtag #EleNão, símbolo do movimento contra o candidato a presidente do Brasil Jair Bolsonaro (PSL). Quando o fundador do Pink Floyd – banda na qual atuou como baixista e vocalista – exibiu slogan durante a canção Eclipse, que gravou com seu ex-grupo, muitas vaias ecoaram por parte dos quase 40 mil presentes, que desembolsaram entre R$ 330 e R$ 810 para o evento.

Embora o presidente americano Donald Trump continue sendo o alvo preferido do cofundador do Pink Floyd, Jair Bolsonaro foi mencionado algumas vezes direta e indiretamente na apresentação. 


A primeira vez foi durante intervalo que Waters e banda fizeram após a execução da seminal "Another brick in the Wall", que contou com a participação de meninos e meninas de comunidades paulistanas acompanhando a música numa espécie de coreografia. Vestidos com macacões laranja, como prisioneiros americanos, eles terminam o número exibindo camisetas com a inscrição "Resist" (resista, em inglês).


Já no no intervalo do show, o telão exibiu um vídeo com uma lista de líderes políticos de diversos países com os dizeres "Neo-fascism is on the rise" ("Neofascismo está em alta", em tradução livre), relacionando nomes de presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, a líder nacionalista francesa Marine Le Pen e, entre outros, Bolsonaro. A projeção também pedia que as pessoas resistissem à guerra, aos maus governantes, à corrupção, entre outras mazelas.

Show de Roger Waters levou multidão ao Allianz Parque 

Mais para o final do show, após outro grande sucesso do Pink Floyd, "Eclipse", o telão exibiu pela primeira vez a inscrição #Ele não, em referência à campanha nas redes sociais contra o voto em Bolsonaro. Antes de começar o bis, que teve "Mother" e "Confortably numb".

Claro que também houve aplausos e gritos de consentimento ao "Ele não". De qualquer maneira, Roger Waters foi xingado por muitos espectadores. Há relatos de pessoas que saíram do estádio. Durante a divisão de manifestações do público, o músico permaneceu no palco sem dizer nada por cerca de cinco minutos. Ressaltou que não sabia direito o que acontece no Brasil, afirmou saber que há uma eleição em andamento no país e que "não tem nada a ver com isso". Mas, disse ele, não poderia deixar de se posicionar:

– Vocês têm uma eleição muito importante daqui a três semanas. Sei que isso não é da minha conta, mas devemos sempre combater o fascismo. Não dá para ser conduzido por alguém que acredita que uma ditadura militar pode ser uma coisa boa. 

— Eu sou a favor dos direitos humanos — afirmou ele, que agradeceu o carinho do público. — Prefiro estar num lugar em que o líder não acredita que a ditadura é uma coisa boa. Lembro das ditaduras da América do sul e não foi bonito.



09/12/2017

Roger Waters de férias no Brasil concede entrevista (Vídeo)




De férias no Brasil depois de levar a turnê Us + Them aos Estados Unidos e Canadá, Rogers Waters aproveitou para reunir a imprensa do país, do Uruguai, da Argentina, do Chile e do Peru numa mesa redonda nesta sexta-feira (8), no hotel Fasano, em São Paulo, onde esteve dando entrevistas visando divulgar sua turnê e falar dos shows que fará na América do Sul no ano que vem.

No aguardado show, ele tocará músicas de seu disco mais novo, o político e polêmico 'Is This the life we really want?', e sucessos de álbuns como 'The Wall', 'The Dark Side of the Moon', 'Animals' e 'Wish You Were Here'. Assim foi na turnê norte-americana, quando ele se apresentou para mais de 750 mil pessoas em 63 shows. "São 75% de material antigo, do Pink Floyd, e 25% do álbum novo", afirmou Waters, na coletiva.

"Será que devo usar uma imagem de Temer no show? O que vocês acham?", pergunta Roger Waters aos jornalistas. Silêncio do lado de cá. Caras de não sei. "Talvez", diz Waters.

A turnê, que começou nos EUA há seis meses, traz o porco inflável que está na capa do álbum "Animals" (1977). Nos shows americanos, o presidente Donald Trump aparecia estampado no lombo do animal.

"Estão querendo começar uma guerra com a Rússia. O fim do mundo é agora, e não li isso na Bíblia", afirmou. 

Vindo de Trancoso, onde passou férias, Waters disse que não gosta de ouvir música nenhuma quando não está trabalhando. "Quando entro nos bares, peço para desligarem o som", contou.

O compositor disse também que não pensa em compor músicas que não façam parte de um álbum conceitual. "Gosto de música pop. Adoro 'Everybody Hurts' [R.E.M., 1992], por exemplo. Gosto de Neil Young e Bob Dylan. Mas não está em mim fazer canções de três minutos. O que me interessa são histórias." 

"No fim do show, eu encorajo as pessoas a se juntar a mim na crença da capacidade que a gente têm de amar um ao outro, de criar empatia um pelo outro, como seres humanos", adianta Waters. E, então, ele solta a língua para criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "A administração de Trump nos EUA é o exemplo perfeito da manifestação de como destruir o mundo é uma 'coisa boa’ para eles". E diz que não descarta citar o presidente brasileiro, Michel Temer, nos shows de outubro do ano que vem, em plena campanha eleitoral.



Durante a turnê norte-americana, ao cantar a música 'Pigs', o telão atrás da banda mostrava o nome e uma foto de Trump. Ao ser perguntado se faria o mesmo com o líder brasileiro, ele sorriu. "Eu acho que não, não sei, talvez eu faça isso. O que vocês acham?", deixou no ar. Depois, virou-se para alguém da produção e pediu: "Me lembre disso depois", com um sorriso no rosto.

Roger Waters esteve no Brasil em seis oportunidades (2002, 2007, 2008, 2001, 2012 e 2013), mas nunca fez tantos shows em território nacional. Além de fazer a estreia em Brasília, o músico primeiro se apresentará em São Paulo (9/10), Salvador (17/10), Belo Horizonte (21/10), Rio de Janeiro (24/10), Curitiba (27/10) e Porto Alegre (30/10). A etapa latino-americana passa ainda por Uruguai, Argentina, Chile e Peru. A turnê recomeça em janeiro de 2018 na Nova Zelândia, seguindo para o verão europeu, com 61 shows no continente.

'Us + Them' traz um apanhado do melhor do Pink Floyd, pontuado com o último álbum solo de Water, o político 'Is This The Life We Really Want?'.

A pré-venda vai de segunda (dia 11) a quarta-feira (13 de dezembro), para portadores dos cartões de bandeira ELO. Para o público geral as vendas começam em 15 de dezembro, a partir da 0h01 pela internet pelo site da Tickets For Fun. As vendas nos pontos de vendas físicos começam a partir das 10h, na Fnac, do Park Shopping. 





Roger Waters faz show em Porto Alegre em outubro de 2018





06/12/2017

Roger Waters dará início a turnê no Brasil no Allianz Parque




Confirmado! Voltando ao Brasil depois de quase 6 anos após a última apresentação, Roger Waters trará ao Brasil a turnê "Us + Them", combinando os destaques dos novos trabalhos de Waters com os clássicos do Pink Floyd. Serão sete apresentações e o Allianz Parque foi escolhido para abrir a turnê.

Os ingressos, em caráter de pré-venda para clientes Elo, estarão disponíveis entre os dias 11-13 de dezembro através do site da @t4f e bilheterias oficiais. O público geral tem acesso aos ingressos à partir de 14 de dezembro. #RogerWaters #AllianzParque

Serão sete apresentações no país, passando por São Paulo (9/10), Brasília (13/10), Salvador (17/10), Belo Horizonte (21/10), Rio de Janeiro (24/10), Curitiba (27/10) e Porto Alegre (30/10).

Segundo o cantor, 80% do show será de materiais antigos e, 20%, de novidades. "Mas tudo será conectado por um tema geral. Será um show legal, eu prometo! Será espetacular como todos os meus shows foram", afirma o cantor. "Wish You Were Here", "The Wall", "Animals" e "Dark Side of The Moon" estão garantidas no repertório.

A pré-venda de ingressos inicia no dia 11 de dezembro para clientes cartão Elo. Para o público geral de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, as vendas terão início em 14 de dezembro. Para Brasília, Salvador, Curitiba e Porto Alegre, elas começam em 15 de dezembro.


Confira a programação da turnê de Roger Waters no Brasil:


São Paulo (09/10) – Allianz Parque
Ingressos variam de R$ 165 a R$ 810
Brasília (13/10) – Estádio Mané Garrincha
Ingressos variam de R$ 120 a R$ 720
Salvador (17/10) – Arena Fonte Nova
Ingressos variam de R$ 90 a R$ 710
Belo Horizonte (21/10) – Estádio do Mineirão
Ingressos variam de R$ 150 a R$ 720
Rio de Janeiro (24/10) – Estádio do Maracanã
Ingressos variam de R$ 110 a R$ 720
Curitiba (27/10) – Estádio Couto Pereira
Ingressos variam de R$ 110 a R$ 720
Porto Alegre (30/10) – Estádio Beira-Rio
Ingressos variam de R$ 110 a R$ 720



28/11/2017

Roger Waters se apresenta no Brasil em outubro de 2018


Roger Waters vem ao Brasil fazer shows em outubro de 2018 


Seis anos depois de fazer um show eletrizante no estádio do Morumbi, em São Paulo, em 2012, Roger Waters está se preparando para uma nova turnê mundial e a escala inclui algumas cidades do Brasil. De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo"

A jornalista Monica Bergamo publicou em sua coluna de hoje (28) no jornal Folha de S. Paulo que Waters virá no início de outubro de 2018. Na nota, a jornalista disse que as apresentações devem ocorrer nos dias 9 e 10 em São Paulo, e, entre outras cidades, também em Brasília, no Estádio Mané Garrincha. No Rio de Janeiro, o Maracanã inclusive já reservou data. E em Curitiba confirmado, dia 27 de outubro no estádio Couto Pereira.

Na semana passada, o UOL Esporte compartilhou o calendário de eventos do estádio do Maracanã, que  informa show de Waters no dia 24 de outubro.

Waters atualmente está se apresentando nos EUA e Canadá até o final desse ano, tem uma longa turnê mundial já agendada para 2018 — que começa em janeiro, em Auckland, na Nova Zelândia, e termina em agosto, em Moscou, na Rússia, depois de passar por mais de 23 países.

31/10/2017

David Gilmour canta “A Boat Lies Waiting” em programa da BBC, confira


David Gilmour - Interview and A Boat Lies Waiting (Live at BBC's Front Row)

David Gilmour publicou nesta terça-feira (31) o vídeo de sua apresentação em programa na BBC. Abaixo a tradução da letra: 


A Boat Lies Waiting
Um Barco Encontra-se Aguardando

Algo que eu nunca soube
Em silêncio eu ouviria você
E um barco encontra-se aguardando
Ainda assim suas nuvens estão flamejantes
Esse sentimento fácil dos velhos tempos

O que eu perdi foi um oceano
Agora eu estou deslizando através, sem você
Nesta triste barcarola

O que eu perdi foi um oceano
Agora eu estou seguindo bem atrás de você
Nesta triste barcarola

Isto te balança como um berço
Isto te atinge para o centro
Você vai dormir como um bebê
Enquanto bate às portas da morte

--------------------------------------------------

Something I never knew
In silence I'd hear you
And a boat lies waiting
Still your clouds all flaming
That old time easy feeling

What I lost was an ocean
Now I'm drifting through without you
In this sad barcarolle

What I lost was an ocean
And I'm rolling right behind you
In this sad barcarolle

It rocks you like a cradle
It rocks you to the core
You'll sleep like a baby
As it knocks at Death's door

03/10/2016

Roger Waters faz apresentação gratuita para 200 mil pessoas no México




Roger Waters, realizou uma apresentação marcante para o público do México no último sábado (01). Com um show gratuito, realizado na Cidade do México, o baixista levou 200 mil pessoas para a Plaza de la Constitución, onde tocou diversos clássicos do Pink Floyd, assim como o fizera nos shows dos dias 28 e 29 de setembro, no estádio Foro Sol, também no México

O show contou com 26 músicas (abaixo o setlist) e você pode vê-lo na íntegra acima.

1. Speak to Me (Pink Floyd)
2. Breathe (Pink Floyd)
3. Set the Controls for the Heart of the Sun (Pink Floyd)
4. One of These Days (Pink Floyd)
5. Time (Pink Floyd)
6. Breathe (Reprise) (Pink Floyd)
7. The Great Gig in the Sky (Pink Floyd)
8. Money (Pink Floyd)
9. Us and Them (Pink Floyd)
10. Fearless (Pink Floyd)
11. You’ll Never Walk Alone (Gerry & The Pacemakers)
12. Shine On You Crazy Diamond (Parts I-V) (Pink Floyd)
13. Welcome to the Machine (Pink Floyd)
14. Have a Cigar (Pink Floyd)
15. Wish You Were Here (Pink Floyd)
Intermission
16. Pigs on the Wing 1 (Pink Floyd)
17. Pigs on the Wing 2 (Pink Floyd)
18. Dogs (Pink Floyd)
19. Pigs (Three Different Ones) (Pink Floyd)
20. The Happiest Days of Our Lives (Pink Floyd)
21. Another Brick in the Wall Part 2 (Pink Floyd)
22. Mother (Pink Floyd)
23. Run Like Hell (Pink Floyd)
24. Brain Damage (Pink Floyd)
25. Eclipse (Pink Floyd)
Bis:
26. Comfortably Numb (Pink Floyd)

06/07/2014

"The Endless River", novo álbum do Pink Floyd chega em outubro



Rick Wright's swansong

"Pink Floyd" vai lançar um novo álbum em outubro, disse a mulher de "David Gilmour", Polly Samson, no Twitter, neste sábado. A Warner, selo atual da banda britânica, ainda não confirmou a notícia. Segundo Samson, o disco, intitulado "The Endless River", é proveniente de gravações das sessões feitas em 1994 do "Division Bell". Polly descreveu o disco como o "canto do cisne" de "Richard Wright".


A cantora Durga McBroom-Hudson, que saiu em turnê com o "Pink Floyd" nas décadas de 1980 e 1990, deu mais detalhes em sua página no Facebook

"As gravações começaram durante as sessões do 'Division Bell'", escreveu ela. "É por isso que há faixas com "Richard Wright". Mas "David (Gilmour)" e "Nick (Mason)" fizeram muita coisa desde então. Originalmente, seria um álbum completamente instrumental, mas em dezembro eu cantei em algumas faixas. "David", então, ofereceu vocais em pelo menos uma delas. É a música que você observa sendo feita na foto abaixo", completou, referindo-se à fotografia que usou para acompanhar a publicação:


Durga McBroom Hudson, backing vocal do Pink Floyd desde 1987, 
partilhou uma foto das sessões e adiantou outros detalhes no Facebook.

A cantora explana sobre isso, observando que a foto recentemente divulgada em que "David Gilmour" aparece no estúdio com ela (Durga), juntamente com Sarah Brown e Louise Clare Marshall, não era, na realidade decorrente de sessões de gravação de um trabalho inédito de "Gilmour", mas sessões para a realização do novo álbum do "Pink Floyd".

Durga McBroom esclareceu ainda que todas as canções contidas no "The Endless River" são inéditas. Segundo ela, até o momento não há planos para uma turnê: "Eu não sei ainda se haverá uma turnê ou não, fique atento. Todas as canções serão inéditas." Ela adiantou também que "Guy Pratt" será o baixista. Além disso o possível álbum solo de "Gilmour" não está descartado: "ele ("David Gilmour") vai lançar um álbum solo... bem, evidentemente a gestão de projetos do "Pink Floyd", bem como trabalhos solo, (aka Paul Loasby), não está feliz com a quebra de sigilo..." acrescentando: "Eu sei - ele queria manter o silêncio sobre tudo... Mas ninguém vai dizer a Polly o que fazer! gargalhadas... "

O novo trabalho tem como base material inédito registado em 1994, durante as sessões de gravação de "Division Bell" (Como dito anteriormente por aqui, "The Division Bell (1994)", o último trabalho lançado pela banda, comemora duas décadas neste ano com edição especial.)



Richard Wright escreveu grande parte da música no álbum.


Segundo o site Neptune Pink Floyd supõem, um álbum de música ambiente chamado The Big Spliff é, provavelmente, a base deste novo lançamento. Você pode ouvir abaixo a soundscape, que foi destaque no DVD Pulse:

soundscape


Trecho da matéria no Neptune:

A Richard Wright Swansong
DG RichardWrightIt all makes sense now that "The Endless River" will likely be these additional songs from the "Division Bell" recording sessions which have now been tidied up – adding backing vocals, more instruments etc – and made ready to share with fans. I imagine there will be a heavy "Richard Wright" bias on the album – I speculate that a lot of the songs could be his songs he brought to the table back during the production of the album but didn’t make “the final cut” so to speak.

Polly Samson’s twitter description gives her a lyric writing credit for "The Endless River" so at least we know it is not just an Instrumental only album but has songs!

Whilst "David Gilmour" and wife Polly Samson wrote most of the lyrics for The Division Bell album, "Richard Wright" wrote much of the music on the album. Songs such as "Cluster One", "What Do You Want from Me", "Marooned", "Wearing The Inside Out" and "Keep Talking" have a music credit given to "Wright". It would be a fitting tribute to the late "Richard Wright" to feature some more of his work.

As sessions do Division Bell ocorreram no Astoria


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David Gilmour


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