"Wider Horizons" é um documentário sobre David Gilmour produzido pela BBC em 2015, dirigido por Kieran Evans, que teve estréia mundial no dia 14 de Novembro pelo canal BBC Two e BBC Two HD.
O documentário que você confere acima, têm 72 minutos de duração, Gilmour fala sobre suas influências musicais, de como aprendeu a cantar e tocar guitarra, sobre o novo álbum e tour mundial. A equipe de filmagem capturou momentos da vida pessoal e profissional do músico.
Como fã do Pink Floyd desde sempre, posso dizer que ver esse documentário é como conhecer melhor um amigo de longa data. David parece estar mais a vontade no documentário do que em outras entrevistas sobre o Pink Floyd. O documentário nos dá a impressão de que ele vai continuar a fazer música e a gravar, passa a ideia de que David ainda tem muito a dizer com suas letras, e melodias... E tomara esteja de fato pretendendo... Pois não estamos prontos pra ouvir um último solo. Bom vídeo!
David Gilmour passou por SP e Curitiba, e agora chega a Porto Alegre
Depois de passar por São Paulo e Curitiba, o músico inglês David Gilmour encerra a passagem pelo Brasil com um show em Porto Alegre na noite desta quarta-feira (16). O guitarrista, ex-integrante do Pink Floyd, se apresenta a partir das 21h na Arena do Grêmio (confira o serviço completo abaixo).
Em cerca de 50 anos de carreira, é a primeira vez que Gilmour vem ao Brasil. O artista trouxe ao país a turnê do disco "Rattle That Rock", seu último trabalho solo. No entanto, o setlist promete uma série de clássicos do Pink Floyd, entre eles “Wish You Were Here”, “Money”, “Shine On You Crazy Diamond”, “Breathe”, “Time” e "Confortably Numb". O espetáculo deve ter duração de duas horas e meia e será dividido em dois blocos, com intervalo entre eles.
Os portões da Arena abrem às 17h. O show de abertura, com o músico gaúcho Duca Leindecker, está previsto para as 19h15. De Porto Alegre, a turnê de Gilmour segue para Argentina e Chile.
Esquema de trânsito
O trânsito muda um pouco na região. Para quem vai de transporte coletivo, a partir das 18h, 12 ônibus saem do Largo Glênio Peres em direção ao estádio. Também vai ser reativada a linha T2 Arena.
Ainda há a opção das seis linhas regulares que passam por ali (701 – Vila Farrapos/Voluntários, 703 - Vila Farrapos, 704 – Humaitá, 704.1 - Humaitá/A. J. Renner/Dona Teodora, B55 - Protásio/Humaitá e B25 - Arroio Feijó/Humaitá). O serviço de lotações e táxis também vai ser reforçado.
Quem optar pelo trem, pode descer na Estação Anchieta e caminhar até a Arena. Na saída do show, a Estação Anchieta vai reabrir entre 0h15 e 0h45, com partidas nos dois sentidos.
O estacionamento na Avenida Padre Leopoldo Brentano fica proibido o dia todo. As alças de acesso da BR-448 estarão liberadas, mas com uma faixa bloqueada por medida de segurança.
Depois do show, a Rua Voluntários da Pátria vai ter sentido único em direção ao Centro, entre as ruas Adelino Machado de Souza e Dona Teodora.
Apesar de ter quase 50 anos de carreira, Gilmour nunca havia se apresentado no Brasil
DAVID GILMOUR EM PORTO ALEGRE
Data: Quarta-feira (16)
Local: Arena
Horário do show: 21h
Abertura dos portões: 17h
Classificação etária: 16 anos (0 a 11 anos não entra; 12 a 15 anos só entra acompanhado dos pais; acima de 16 anos entra sozinho)
David Gilmour cumpriu o prometido, também na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, no terceiro dos quatro shows que faz no Brasil, e que não dispensou clássicos do Pink Floyd, ao lado do repertório de seu disco mais recente, “Rattle that Lock”. Como bom inglês que o guitarrista é, começou pontualmente. E seguiu o roteiro já conhecido à risca. E isso em nada diminuiu a intensidade da noite.
Primeiro, algumas canções novas. Porém, belas canções já conhecidas provocam ainda mais comoção. Fiel ao set list que circulou antes do show, e com ingressos esgotados, Gilmour viu uma Pedreira lotada cantar e uníssono o primeiro grande clássico da noite, “Wish You Were Here”, antes mesmo dos primeiros acordes dedilhados por Phil Manzanera, do Roxy Music, soarem. Foi, como se esperava um dos grandes momentos, ainda com a luz do dia iluminando a Pedreira.
Entre novas, e belas, canções do trabalho solo de Gilmour, vieram ainda “Money”, “Us and Them”, “Astronomy Domine”, “Shine on You Crazy Diamond, “Time”, “Breathe (Reprise)”, “Run Like Hell” e “Comfortably Numb”. As músicas do Floyd predominaram, as canções do album solo do guitarrista fizeram bonito também, mas a plateia queria mesmo os clássicos.
A presença de Syd Barret - vocalista original do Pink Floyd - se materializou não apenas nas músicas que reconhecidamente conversam com ele ou são sobre ele, como “Wish You Were Here e “Shine on You Crazy Diamond, mas também em “Astronomy Domine”, do álbum “The Piper and the Gates of Dawn”, momento mais psicodélico, mais ‘garage roots’ do show. “Shine on You Crazy Diamond”, por sua vez, foi o momento mais catártico vivido na Pedreira nesta noite de segunda –feira, que recebeu a visita de uma chuva leve, incapaz de estragar a alegria.
O saxofonista curitibano João Marcelo Mello entrou em cena na terceira música, Faces of Stone, e brilhou em clássicos como “Money” e “Us and Them”, traduzindo para a plateia que “Gilmour está adorando tocar aqui”. Para o bis, “Time”, “Breathe (reprise)” e “Comfortably Numb” demonstram mais uma vez o poder do set list arrebatador que o Pink Floyd deixou para a música.
De Curitiba, David Gilmour segue para Porto Alegre (RS)
Desde as 7h desta segunda-feira (14), ruas na região da Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, estão bloqueadas em virtude do show de David Gilmour que começa às 20h. Os portões da Pedreira abrem às 15h, e as interdições seguem até as 24h.
O ex-guitarrista e vocalista do Pink Floyd está em turnê pelo Brasil. O primeiro show foi em São Paulo. Depois de Curitiba, ele segue para Porto Alegre.
Veja os cruzamentos que estão bloqueados
- Rua Eugênio Flor com ruas Deputado José Carlos Ribeiro Ribas, Florentina Fernandes Camargo e Theodoro Bruno Breithaupt
- Rua Clara Kuchenny com ruas Theodoro Bruno Breithaupt e das Esmeraldas e após a Rua Bráulio Faria Prado
- Rua João Gava com ruas Manuel dos Santos da Silva, João Enéas de Sá, Nilo Peçanha e Antônio Krainiski
- Rua Antônio Krainiski com ruas Benedito Correia de Freitas e Nilo Peçanha
- Rua Nilo Peçanha com ruas Manuel dos Santos da Silva e João Enéas de Sá
- Rua Eugênio Flor com Rua São Salvador
A Rua Antônio Krainiski terá liberado o acesso para táxis. A Rua João Gava será liberada para tráfego apenas de ônibus do transporte coletivo e de veículos de caravanas e excursões trazendo pessoas para o evento.
Carros de moradores locais com autorização da Secretaria Municipal de Trânsito terão acesso às áreas bloqueadas.
Com os bloqueios, o tráfego dos demais veículos na região deverá ser feito pelas ruas Mateus Leme, Prof. Joaquim de Mattos Barreto, Nilo Peçanha, São Salvador e Des. José Carlos Ribeiro Ribas.
Agentes da Setran estarão nos pontos de bloqueio durante o dia para orientar o tráfego de veículos e permanecerão na região até a dispersão total do público após o evento.
David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)
David Gilmour tinha acabado de tocar “Wish you were here” pela primeira vez no Brasil, para 40 mil fãs, na noite de sexta-feira (11), no Allianz Parque, em São Paulo. Fãs nas “cadeiras premium”, coladas no palco, se levantaram para aplaudir. “Não pode levantar nããão! Por favor, senteeem”, gritavam dois funcionários desesperados. Eram “bedéis” ajudando a manter a ordem na área em que cada ingresso custou R$ 1200.
Estavam todos de olhos brilhando no estádio lotado, dos fãs abastados sentados na frente aos de pé lá na turma do fundão, por “apenas” R$ 400. Não tinha coordenador de disciplina que segurasse a emoção de ouvir as notas lentas, precisas e elegantes do músico inglês de 69 anos, um dos guitarristas mais importantes da história do rock. David Gilmour tocou durante duas horas e meia.
David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)
Calmo e com jeitão “cool”, Gilmour não se abalava com as reações disparatadas entre as músicas dos seus álbuns mais recentes e os velhos clássicos do Pink Floyd. Pouco menos da metade do repertório era de “On an island.” (2006) e principalmente de “Rattle that lock”, recém-lançado. Todos aplaudiam, mas ninguém cantava ou se empolgava. Os fãs esperavam, claro, as antigas do Pink Floyd.
‘Ocupação dos VIPs’
O espaço surreal de gente sentada postando foto no Instagram a poucos metros do músico foi mantido em ordem até antes do bis. Em “Run like hell”, uma das poucas faixas com assinatura dele de “The Wall”, uma turma mais empolgada na esquerda começou a se abraçar e pular. Os bedéis e até seguranças tentaram empurrá-los de volta para o lugar.
No instinto jornalístico, me levantei para tentar tirar fotos do início de confusão e acabei criando um efeito dominó ao contrário de gente se levantando atrás de mim, no lado direito. Não tinha mais jeito. “Já rolava um coro de ‘Olê olê olê olê, Gilmour, Gilmour’”. De pé continuaram todos até o final, muitos ocupando a beira do palco em “Confortably numb”.
David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)
Money
Problemas de ‘Money’
O início do show teve dois problemas. O primeiro foi que muita gente chegou atrasada, por causa do trânsito parado em volta do estádio. Na área mais cara, funcionários se desdobravam para ajudar a multidão de fãs premium a se enfiar nas longas fileiras com cadeiras marcadas.
O segundo contratempo foi no início de “Money”, uma das músicas mais esperadas. A vinheta com as moedas começou duas vezes em vão. O problema era no contrabaixo. Gilmour brincou: “A única música que precisa do baixo e ele some...” Na terceira tentativa se fez ouvir a marcante linha blueseira da música.
Não foi “Wish you were here” o maior coro, mesmo sendo a mais manjada. “Shine on you crazy Diamond” foi cantada com mais força. Seria o ponto mais alto de um show com vários deles, se não fosse o finalzinho. “Confortably numb”, com o solo clássico dele, e ainda ajudada pela “revolta dos VIPs” que eletrizou a parte perto do palco, foi o grande momento.
O saxofonista brasileiro João de Macedo Mello (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)
O bom álbum “Rattle that lock” e o anterior renderam momentos que, se não empolgavam, ajudaram a dar diversidade ao set. Dois destaques foram o belo solo da arrastada “The blue” e o jazz de “The girl in the yellow dress”. Essa foi uma em que brilhou o jovem saxofonista brasileiro João de Macedo Mello.
João foi muito aplaudido durante o show e teve momentos de destaque em “Money”, “Us and them” e outras. Na hora em que Gilmour apresentou a banda, o brasileiro foi mais aplaudido do que Phil Manzanera, ex-Roxy Music e um dos produtores de “Rattle that lock”.
Exceto o problema em “Money”, o som estava bom. A produção dispensa efeito especial ou pirotecnia. Apenas boa iluminação, com destaque para o grande telão no meio do palco.
Gilmour repete o show em São Paulo neste sábado (12), desta vez sem a área VIP turbinada com cadeiras. Os fãs premium, desta vez, pagam R$ 850 e ficam em pé mesmo. O ex-Pink Floyd ainda toca em Curitiba (14) e Porto Alegre (16).
David Gilmour (Foto: Mrossi / Camila Cara / Mercury Concerts)
Uma ótima surpresa surgiu nesta sexta, 27 de novembro, quando Pink Floyd lançou oficialmente sem nenhuma divulgação o EP "Their First Recordings", limitado a mil cópias e descrito como edição comemorativa dos 50 anos do material, traz as primeiras - e até hoje inéditas - gravações da banda, dois anos antes da chegada dos seus primeiros discos oficiais. São dois singles de sete polegadas com seis faixas inéditas contando com Syd Barrett, Rado Klose na guitarra e Juliette Gale, então futura esposa de Richard Wright, nos vocais de apoio. Abaixo matéria:
por ROLLING STONE EUA
3 de Dez. de 2015 às 15:39
Entre as exclusividades especiais da Black Friday do Record Store Day, o Pink Floyd quietamente lançou uma edição limitada do EP de seis faixas intitulado 1965 – Their First Recordings.
A coletânea, gravada anteriormente ao seminal disco do grupo, The Piper at the Gates of Dawn, de 1967, traz Syd Barrett, Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright ao lado do então guitarrista Rado Klose, colega de classe de Waters e Barrett. As seis músicas do EP foram gravadas quando a banda ainda era conhecida por nomes como Sigma 6 e Abdabs.
Pink Floyd confirmou que o EP é um lançamento oficial na última terça, 1º. “Para marcar os 50 anos de quando as faixas foram gravadas, o Pink Floyd lançou uma edição limitada de dois singles de sete polegadas contendo as primeiras gravações do grupo”, disse a banda britânica em comunicado.
David Gilmour e Roger Waters e a frágil colaboração por trás de The Dark Side of the Moon.
Para os fãs fora do Reino Unido que não tiveram oportunidade de comprar uma das mil cópias do EP – que trouxeram um design de capa inspirado por uma foto do diretor criativo da Hipgnosis, Aubrey Powell –, a banda prometeu que eles “esperavam disponibilizar as faixas em algum formato físico até o fim do ano.”
Entre as seis faixas permeadas de R&B, quatro são composições de Barrett (“Remember Me”, “Lucy Leave”, “Double O Bo” e “Butterfly”), uma (“Walk With Me Sydney”) é uma das primeiras composições de Waters. “Walk With Me Sydney”, à propósito, traz vocais de Juliette Gale, que viria a ser esposa de Wight. Andy Jackson (Tube Mastering) e Ray Staff (AIR Studios) masterizaram as fitas originais para 1965.
David Gilmour, David Bowie, Robert Plant, Björk, Coldplay, Sting, Damon Albarn, Jack Johnson, Dido, Yoko Ono e Thom Yorke e Phil Selway, do Radiohead, estão entre os vários artistas que assinaram uma carta aberta endereçada aos líderes da Conferência do Clima de Paris, que começou hoje na França. Durante a conferência, representantes de 195 países tentarão chegar a um acordo para limitar o aquecimento abaixo de um limite administrável para os ecossistemas e para as economias. Quem organizou a petição foi a organização sem fins lucrativos Julie’s Bicycle, voltada para o desenvolvimento sustentável.
“Nós estamos profundamente preocupados que a nossa economia global e nosso sistema industrial estejam acelerando taxas de extinção de espécies, desertificação do solo, degradação de ecossistemas e poluição de rios e oceanos, resultando em aumentos implacáveis de emissões de gás, que levam a mudanças climáticas irreversíveis”, diz a carta. “Em resumo, nós estamos esgotando os sistemas que sustentam a vida no planeta.” Entre as mudanças exigidas pela carta, estão “um comprometimento ambicioso em relação a ações de mudança do clima, começando agora, para limitar o futuro aquecimento global a menos de 2ºC (ou 3,6ºF), em comparação com os níveis da época pré-industrial” e “mecanismos financeiros para estimular as nações mais pobres a reduzir seus níveis de emissão e permitir, ao mesmo tempo, um desenvolvimento equivalente.”
Thom Yorke, Patti Smith e Flea, do Red Hot Chili Peppers, anunciaram que estarão pessoalmente em Paris nos dias 4 e 5 de dezembro, para, nas palavras do proprio Yorke, “pressionar os nossos gloriosos líderes da COP21 – é agora ou nunca!” A Conferência do Clima vai até o dia 11 de dezembro
Um grafite dos artistas brasileiros OsGemeos vai compor a edição de luxo do box com o novo filme do show The Wall por Roger Waters, mentor do disco lançado em 1979, quando o músico ainda integrava o Pink Floyd.
No começo do mês de novembro, Waters divulgou o longa-metragem inédito, gravado na mais recente turnê mundial dele. O espetáculo passou entre 2010 e 2013 por 219 cidades ao redor do mundo – incluindo São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
O material incluirá a trilha sonora do filme e será formado por um vinil, Blu-rays, CDs, um livro e será assinado por Waters. As caixas serão embaladas por muros grafitados pela dupla OsGemeos, que já haviam colaborado com Waters desenhando os porcos voadores usados no show do artista. O muro em questão foi de fato grafitado em um terreno em Los Angeles e fotografado para ilustrar a obra.
A coleção, que custará US$ 500 – quase R$ 2 mil – e será vendida no site do ex-Pink Floyd também terá algumas surpresas únicas. Três Blu-rays apresentarão uma versão do filme que sairá em 1° de dezembro junto com um documentário inédito sobre a filmagem da turnê. A trilha sonora será impressa em LPs de 180 gramas, vermelhos, brancos, claros e pretos. Além de um CD duplo com links para versões digitais das canções. Um livro de 170 páginas mostrará cenas da turnê e do filme.
A tracklist vai além do álbum duplo do Pink Floyd, incluindo duas faixas retiradas do lançamento original – “Last Few Bricks” e “What Shall We Do Now?” –, as quais a banda britânica já havia acrescentado às performances ao vivo. O disco de Waters ainda traz “The Ballad of Jean Charles de Menezes”, que ele incorporou aos shows do disco em 2011 como tributo ao brasileiro Jean Charles, morto pela polícia de Londres (que pensou, erroneamente, que ele era um terrorista).
Esta é a terceira vez que The Wall é lançado ao vivo. Em 1990, Waters divulgou The Wall: Live in Berlin, que ele gravou em áudio e vídeo menos de um ano depois da queda do muro de Berlim, com um elenco de convidados que contou com Joni Mitchell, Van Morrison, Marianne Faithfull, the Band, Sinéad O'Connor, Cyndi Lauper e Tim Curry, entre outros.
Cerca de três horas de duração. Esse é o tempo que os brasileiros terão ao lado de David Gilmour em suas apresentações no país. Faltando menos de um mês para o início de Rattle That Lock, a primeira turnê brasileira do vocalista e guitarrista do Pink Floyd, a produção brasileira divulgou que o show divide-se em duas partes: 70 minutos, um intervalo de 20 minutos e mais 80 minutos de show. O repertório completo das apresentações ainda não foi divulgado, mas Gilmour confirmou que vai intercalar canções de sua carreira solo com os principais sucessos do Pink Floyd.
Gilmour chega ao país dois dias antes da turnê, que começa no dia 11 de dezembro em SP, e virá acompanhado da esposa, e co-autora de muitas das letras de suas canções, Polly Samson, que aproveitará a estada aqui para lançar no Brasil seu último romance “Um ato de bondade”. Além de Polly, a equipe de produção que Gilmour traz ao país é composta de nada menos que 150 pessoas, que irão se somar a outras 150 contratadas pela produção nacional.
Os números se explicam pela grandeza da produção técnica do show, que tem impressionado o público mundo afora, não só pela qualidade sonora como também pelos grandiosos efeitos criados com luz e laser durante a apresentação. Toda essa luz, aliás, pertence à própria equipe do artista: o equipamento que ele traz ao país ocupa 10 containers, sendo que oito deles são dedicados exclusivamente ao material de iluminação e efeitos cênicos.
Nos estádios onde os shows serão realizados, Gilmour ocupará oito camarins e mais quatro salas de produção. Para sua alimentação, o astro pediu cardápios sofisticados, com muitas opções veganas e vegetarianas, além de um prato brasileiro, a ser sugerido pela produção local. Uma realização da Mercury Concerts, a turnê sul-americana terá quatro datas no Brasil: São Paulo, nos dias 11 e 12 de dezembro, no Allianz Parque (ainda há poucos ingressos disponíveis para o dia 11); Curitiba, no dia 14 de dezembro, na Pedreira Paulo Leminski; e Porto Alegre, no dia 16 de dezembro, na Arena do Grêmio.
A produção avisa que quem comprou, mas ainda não retirou o seu ingresso, não deve deixar para a última hora, para evitar as filas nos guichês no dia do show. Os ingressos podem ser retirados em todos os Pontos de Venda da Ingresso Rápido, com exceção das lojas da FNAC. As datas e horários dos Pontos de vendas podem ser acessadas no link abaixo.
Roger Waters irá editar em disco espetáculo The Wall
Além de um documentário realizado por Sean Evans, que estreou no mês de setembro, a digressão que Roger Waters concluiu baseada no "The Wall", álbum seminal do Pink Floyd lançado em 1979, será registrada num CD duplo e LP triplo com lançamento previsto para o dia 20 de novembro.
O álbum será composto por gravações retiradas dos espetáculos que o baixista deu durante a digressão, que durou quatro anos, e nos quais revisitou na íntegra o original de 79. A produção está a cargo de Nigel Godrich, do Radiohead.
"Roger Waters The Wall" mistura o épico e o pessoal, para atuar simultaneamente em três níveis: uma experiência de concerto envolvente, um filme de estrada que acompanha a percepção de Waters do impacto da guerra na sua própria família e um notável filme anti-guerra sobre o custo humano inerente aos conflitos", Nigel Godrich.
Tracklist:
CD 1
In the Flesh?
The Thin Ice
Another Brick in the Wall, Pt. 1
The Happiest Days of Our Lives
Another Brick in the Wall, Pt. 2
The Ballad of Jean Charles de Menezes
Mother
Goodbye Blue Sky
Empty Spaces
What Shall We Do Now?
Young Lust
One of My Turns
Don’t Leave Me Now
Another Brick in the Wall, Pt. 3
Last Few Bricks
Goodbye Cruel World
CD 2
Hey You
Is There Anybody Out There?
Nobody Home
Vera
Bring the Boys Back Home
Comfortably Numb
The Show Must Go On
In The Flesh
Run Like Hell
Waiting for the Worms
Stop
The Trial
Outside the Wall
Confira áudio da CBN sobre o lançamento:
Roger Waters passou por 219 cidades do mundo de 2010 a 2013, reproduzindo o álbum clássico lançado pela banda em 1979.
O álbum conceitual trata de temas como abandonos, isolamento pessoal e uma critica fortíssima ao sistema educacional.
Também há musicas novas que foram gravadas em outras edições. O disco traz ‘The Ballad of Jean Charles de Menezes’, incorporada aos shows do disco em 2011 como tributo ao brasileiro Jean Charles, morto pela polícia de Londres que pensou, erroneamente, que ele era um terrorista.
Grandiosidade de 'The Wall', do Pink Floyd, ganha os cinemas em filme-concerto de Roger Waters
A tela está preta. No som, o canto de passarinhos dá a sensação de um dia tranquilo em um jardim qualquer da Europa, mas a tranquilidade é logo interrompida pelo barulho de tiros. É um mundo que está sempre em guerra. Assim, somos introduzidos ao mundo da ópera-rock 'The Wall', lançada em disco em 1979 pelo Pink Floyd, e agora revisitada pelo ex-baixista e vocalista da banda, Roger Waters, em filme-concerto que terá exibição única no dia 29.
O filme retrata a turnê 'Roger Waters The Wall', na qual o ex-Pink Floyd levou aos palcos a íntegra do álbum, mais algumas canções especiais. A estrutura do show, que passou pelo Brasil em 2012, impressiona. Roger e banda se apresentam atrás de um muro que se estende de um lado ao outro do palco. Os espaços vazios são preenchidos aos poucos, conforme o andamento do show, tal qual a história contada no álbum.
Conceitual, como a maioria dos discos do Pink Floyd, The Wall narra a história do rockstar Pink. As primeiras canções, executadas em ordem no show, abordam os traumas de infância e adolescência do protagonista. Pink não tem memórias de seu pai, morto na Segunda Guerra Mundial. É humilhado por professores abusivos e superprotegido pela mãe neurótica. Tudo isso influencia no isolamento social de Pink. Apenas tijolos no muro.
Após descobrir traição da esposa, Pink se refugia em um mundo particular de sexo, drogas, rock and roll e fascismo. O muro então está completo, e Pink se isola completamente de qualquer contato humano. Em suas alucinações, ele fantasia sobre ser um líder de culto neo-nazista, até que, em um resquício de sanidade, no clímax do álbum, Pink se coloca em julgamento, sendo então condenado a enfrentar seus piores medos no mundo exterior. Sob gritos de "Derrube o muro!", a barreira que separa Pink do mundo exterior é então destruída.
No filme, a apresentação ao vivo, gravada principalmente na França, é intercalada com uma viagem de Roger Waters até os locais de morte de seu pai e avô, mortos nas duas grandes guerras mundiais (assim como o protagonista Pink). Essa espécie de história paralela pode dividir opiniões. Por um lado, é bonito e tocante ver a homenagem do músicos a seus antepassados, como a cena em que ele chora ao ler uma carta enviada para sua mãe, informando da morte do pai. Por outro lado, chega a ser incômodo algumas situações claramente forçadas, como a visita de Waters e os netos ao túmulo do bisavô. As imagens parecem mais um complemento ao espetáculo real, que é a gravação do show ao vivo. E essa decepciona em nenhum instante.
Estão lá sucessos como 'In the flesh', 'Another Brick in The Wall', 'Mother', 'Run Like Hell' e, claro, 'Comfortably Numb'. A cada música, os espaços vazios do muro vão sendo preenchidos, como na letra de Another brick..., mais tijolos no muro. No paredão gigante aliás, são projetadas imagens em alta qualidade de Waters e banda, além de projeções visuais que complementam a performance. A Guerra, uma obsessão do músico, está presente no show inteiro. Há espaço até para o brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado por policiais no metrô de Londres em 2005, após ser confundido por terrorista.
Para o espectador, é impactante a maneira como as mortes das guerras são retratadas. Cada foto é projetada em determinados espaços no imenso telão. Apenas tijolos no muro.
Musicalmente, o show não decepciona, mas apesar da competência da banda que acompanha Waters, algumas músicas realmente perdem sem a performance dos outros membros do Pink Floyd. Sim, sabemos que praticamente não há possibilidade de retorno, mas é de se imaginar como ficaria 'Comfortably Numb' e 'Mother' com os solos originais tocados por David Gilmour.
No fim, o filme é um espetáculo de megalomania, e não entenda mal, isso é ótimo. O show foi pensado para ser grandioso em todos os sentidos, e a tela grande do cinema só ajuda. Melhor ainda se você assistir em uma sala com som potente. Para os fãs, serve como ótimo retrato do melhor disco da banda, levado a um novo nível com as projeções e performance ao vivo. Para os casuais, uma oportunidade de ver um dos maiores letristas do rock em plena forma, e relembrando sua obra-prima.
A música no show de dois sets foi incrementada por imponentes efeitos visuais fornecidos por colaboradores de longa data, Marc Brickman (Lighting Designer) e Aubrey Powell (diretor criativo). A banda de Gilmour contou com o guitarrista Phil Manzanera, o baixista Guy Pratt, os tecladistas Jon Carin e Kevin McAlea, o baterista Steve DiStanislao, saxofonista Theo Travis e as vocalistas de apoio Bryan Chambers e Louise Clare Marshall.
A banda abriu o show com a estréia ao vivo de três músicas do logo-a-ser-lançado Rattle That Lock: "5AM," "Rattle That Lock" e "Faces Of Stone." Gilmour, em seguida, deu aos fãs o gostinho do primeiro clássico do Pink Floyd da noite com "Wish You Were Here". Depois veio "A Boat Lies Here Waiting,", tributo de David para seu amigo Richard Wright, então a banda de Gilmour trouxe Dark Side Of The Moon com as faixas "Money" e "Us and Them", canção interpretada pela última vez na turnê do Pink Floyd em 1994. O primeiro set chegou ao fim com a estréia ao vivo da belíssima "In Any Tongue" e a faixa final do The Division Bell, "High Hopes."
O segundo começou com uma dose tripla de Pink Floyd: "Astronomy Domine", "Shine On You Crazy Diamond" e "Fat Old Sun". On An Island (2006), álbum solo anterior de Gilmour, só foi representado por sua faixa-título e "The Blue". David então voltou-se para Rattle That Lock promovendo as estreias ao vivo de "The Girl In The Yellow Dress" e "Today". O guitarrista ainda teve duas canções bem conhecidas do público, "Sorrow" pela primeira vez solo, e "Run Like Hell".
Para o bis, David mais uma vez agraciou a platéia com clássicos do Dark Side, "Time" e "Breathe (Reprise)", antes de apresentar a canção cujo o solo é eleito o melhor de todos os tempos, a imortal "Comfortably Numb". A qualidade do áudio é excelente, MOB é referência em masterização no mundo dos bootlegs. Abaixo, entrevista de Gilmour com a BBC. Boa audição!
In Any Tongue
David Gilmour Rattle That Lock Tour Brighton - 2015-09-05 (MOB Remaster from EBR recording)
CD1: 1. intro 2. 5 A.M. 3. Rattle That Lock 4. Faces Of Stone 5. Wish You Were Here 6. A Boat Lies Waiting 7. The Blue 8. Money 9. Us And Them 10. In Any Tongue 11. High Hopes
CD2: 1. intro 2. Astronomy Dominé 3. Shine On You Crazy Diamond Parts 1-5 4. Fat Old Sun 5. On An Island 6. The Girl In The Yellow Dress 7. Today 8. Sorrow 9. Run Like Hell
CD3: 1. Time 2. Breathe Reprise 3. Comfortably Numb
Os ingressos para dois dos três concertos que David Gilmour fará no Brasil em dezembro começarão a ser vendidos a partir da próxima meia noite. Esta será a primeira vez que o ex-guitarrista do Pink Floyd virá ao país.
Em Curitiba, Gilmour tocará na Pedreira Paulo Leminski na segunda-feira dia 14, com as entradas inteiras custando R$ 540 (Pista Lote 1) ou R$ 1.040 (Pista Premium Lote 1). As vendas serão feitas por aqui.
Em Porto Alegre o concerto será na Arena do Grêmio no dia 16. Os ingressos têm preços variados - a pista custa R$ 270, mas há várias opções de assentos, incluindo a de camarotes para vários fãs do músico (a cabine para 24 pessoas custa R$ 15.000). As vendas acontecem aqui.
Para o show de São Paulo, no dia 12 no Allianz Park, as vendas começam também amanhã, mas apenas às 22h. Os preços das inteiras são os seguintes: R$ 850 (Pista Premium), R$ 400 (Pista), R$ 600 (Cadeira Inferior) ou R$ 320 (Cadeira Superior) e serão vendidos aqui
David Gilmour chega ao Brasil para a turnê de seu mais novo trabalho solo. "Rattle That Lock" sairá em 18 de setembro.
Os fãs ouvirão algumas canções novas nos shows, mas também vários sucessos e músicas mais obscuras do Pink Floyd.
Com letra inspirada no livro de poemas do século 17 Paraíso Perdido, do inglês John Milton, a faixa é marcada pelos inconfundíveis solos de Gilmour, a quem o baixo grooveado e o coro feminino abrem passagem em duas oportunidades, ao longo de quatro minutos e meio de som.
Além da canção, foi revelado o conteúdo da edição de luxo do disco Rattle That Lock, com vídeos do guitarrista tocando com o Richard Wright, tecladista do Pink Floyd, com o baixista Guy Pratt e com o baterista Steve DiStanislao, em janeiro de 2007, um ano antes da morte de Wright. Também vão compor o material áudios exclusivos com versões alternativas de "Rattle That Lock”, quatro documentários, dois clipes e o próprio disco em qualidade de som especial. (Rolling Stones)
In Any Tongue
Today
Comfortably Numb
The Girl In The Yellow Dress
Shine On You Crazy Diamond
First Set (Subject to further checking)
5am
Rattle That Lock
Faces of Stone
Wish You Were Here
A Boat Lies Waiting
The Blue
Money
Us And Them
In Any Tongue
High Hopes
Second Set
Astronomy Domine
Shine On You Crazy Diamond
Fat Old Sun
On An Island
The Girl In The Yellow Dress
Sorrow
Run Like Hell
Time / Breathe Reprise
Comfortably Numb
Website
Capacity: 4,500
Address: Kings Road, Brighton
The Brighton Centre is one of the largest purpose-built conference and entertainment venues in the South East of England.
David will be performing at his 'local' venue (He lives in Brighton). It will be the first chance to hear Rattle That Lock performed live and comes about 2 weeks before the official release of the album.