A cidade de Roma foi a escolhida para palco de galeria sobre a história do grupo britânico.
Euronews - Portugal
É uma espécie de santuário da banda. Pink Floyd marcou o mundo e agora marca as paredes desta galeria em Roma, cidade onde a banda deu o primeiro concerto em Itália, em 1968.
O percurso do grupo londrino pode ser visto e ouvido, desde 350 objetos, guitarras, roupas, albuns e a tudo o que esteja associado à história desta banda de rock.
Na abertura da galeria estiveram presentes dois ícones do grupo britânico.
*"Seja que parte for da exposição, vai ter acesso a música ou a informação ou a algum comentário... Acho que está realmente bem construída e bem desenhada.", *disse Roger Waters, ex-músico do Pink Floyd.
O Pink Floyd nasceu na década de 60, foi dos grupos de rock progressivo com mais sucesso em todo o mundo. Agora, 50 anos depois, continuam a dar cartas.
The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains (Exhibition Trailer)
LONDRES — Um porco gigante inflável tem flutuado sobre as ruas de Londres. Isso já havia acontecido em dezembro de 1976, quando um balão com 12 metros, em forma de suíno, foi criado para estampar a capa do álbum “Animals” do Pink Floyd. Mas o bicho, que deveria sobrevoar apenas os ares poluídos da usina de Battersea, símbolo da industrialização inglesa, se soltou das cordas e voou sem rumo sobre a cidade. Pilotos foram acionados para deter o fugitivo, voos foram cancelados. O balão acabou caindo numa fazenda, e entrou para a história do rock, passando a acompanhar o Pink Floyd em suas turnês. Hoje o voo de Algie, nome do porco, é controlado. Faz parte da divulgação da exposição “Pink Floyd, their mortal remains” (“Pink Floyd, seus restos mortais”), que o museu Victoria & Albert inaugurou no último sábado para contar a trajetória de uma das maiores bandas de todos os tempos.
Com direito a túnel psicodélico, exposição emociona integrantes do grupo
A mostra do V&A fica em cartaz até 1º de outubro e ilustra as dimensões revolucionárias com que a banda explorou a relação entre música, artes visuais, design, arquitetura e tecnologia. Não é uma retrospectiva apenas para fãs, embora muitos deles saiam de lá com lágrimas nos olhos. A ideia do museu — que fez tributo semelhante a David Bowie há três anos e atraiu multidões — é tocar também os que não conhecem a história de obras-primas como “The dark side of the moon” (1973), “Wish you were here” (1975) e “The wall” (1979).
Réplicas de algumas das guitarras da banda
Há 50 anos, em plena explosão da contracultura, quatro jovens britânicos — Roger Waters, Richard Wright, Nick Mason e Syd Barrett — lançavam seu primeiro álbum, depois de chamar a atenção da cena underground londrina tocando no UFO, clube noturno localizado na icônica Tottenham Court Road, onde as viagens do LSD mudaram o rock para sempre.
O que aconteceu a partir daí é um incomparável percurso musical e visual, que marcou diferentes gerações e vendeu 250 milhões de discos. As vozes de Waters, Mason, Wright (já falecido) e David Gilmour, que substituiu Barrett em 1968, guiam os visitantes por salas multimídia organizadas cronologicamente. Elas foram idealizadas pelo designer Aubrey ‘Po’ Powell, um dos principais colaboradores da banda, responsável por capas de álbuns mitológicas como a que mostra um prisma sobre fundo negro, feita para “The dark side of the moon”, que ainda hoje vende sete mil cópias por semana.
— Buscamos um equilíbrio entre reações provocadas por um visual glorioso e por sentimentos bem mais profundos — explicou Powell.
VIAGEM NO TEMPO
Nick Mason com a Bedford van, primeiro veículo usado por Pink Floyd em suas turnês
A exposição começa com um túnel psicodélico, em estilo toca do coelho de “Alice no País das Maravilhas”, para retratar os tempos de alucinógenos e revoluções dos anos 1960, sublinhando a importância de Barrett, guitarrista e compositor que formou o Pink Floyd, sucumbiu à insanidade e foi afastado ainda na fase inicial do grupo (ele morreu em 2006). Mais de 350 objetos foram reunidos para relatar as transformações vividas pela banda ao longo das últimas décadas, do underground ao mainstream da cultura pop, “sem se curvar à complacência criativa”, como lembram os curadores. Como pano de fundo, as famosas cabines de telefone vermelhas, onipresentes na Londres pré-celular, foram decoradas com manchetes de fatos históricos ocorridos enquanto o Pink Floyd trilhava seu caminho.
Cartas, pôsteres, fotos, vídeos, instrumentos musicais, jornais e revistas, além de objetos pessoais, narram essa evolução e as conexões fundamentais que mudaram a maneira de se produzir e divulgar música. O processo de criação das capas dos discos tem destaque. Para captar a imagem de um homem em chamas no álbum “Wish you were here”, muito antes de o mundo sonhar com as mágicas do Photoshop, um dublê foi incendiado 15 vezes até que o fotógrafo Storm Thorgerson — outro parceiro-chave da banda — se desse por satisfeito. A banda também criou um balé, coreografado pelo francês Roland Petit, e trabalhou com o cineasta Michelangelo Antonioni.
As performances ao vivo são tema das salas mais impressionantes. Desde os tempos do UFO, o Pink Floyd já se preocupava com cenários e iluminação, refletindo o interesse de Mason, Waters e Wright, estudantes de arquitetura, pela engenharia dos espetáculos. Nos anos 1970, as dimensões de suas turnês foram crescendo, inaugurando uma nova era no conceito e na narrativa dos concertos de rock.
Parte da partitura original para Atom Heart Mother (composta por Ron Geesin)
Na época de “The wall”, Waters vivia uma fase atormentada. Sentia-se cada vez mais distante do público. Queria mais do que uma barreira imaginária entre os músicos e a multidão. A solução foi erguer uma parede formada por imensos “tijolos” de papel, que também serviam de tela para animações, outra marca registrada do Pink Floyd. Na exposição, a parede é recriada, assim como uma réplica da usina de Battersea, símbolo escolhido pelo grupo em sua crítica ao capitalismo.
Um alienígena, ou um símbolo dos males da sociedade?
Pink Floyd tornou-se mais político ao longo dos anos
Em 1985, Waters deixou o grupo em termos pouco amigáveis. Mas o Pink Floyd continuou batendo recordes. “The division bell”, de 1994, ganhou uma turnê digna de monstros sagrados: atraiu 5,5 milhões de pessoas em 68 cidades e mobilizou um avião militar, dois Boeings 747 e 53 caminhões para transportar as 700 toneladas de aço do palco. É uma história de gigantes, cujo último álbum saiu em 2014.
Você sabia que Delicate Sound of Thunder se tornou o primeiro álbum de rock
a ser tocado no espaço em 1988?
— Foi bom entrar aqui, ouvir de novo músicas como “Wots ... uh the deal” (de 1972), rever fotos daquele tempo em que éramos jovens. Achei muito bonito — disse Waters, na abertura da mostra, visivelmente emocionado.
Aqui está David Gilmour visitando a Pink Floyd Exhibition
Embora os encontros entre os músicos sejam raros hoje, todos colaboraram com a exposição. Num vídeo comovente, Waters e Gilmour fazem o público esquecer a tensão entre os dois e contam, com ternura, como criaram os versos de “Wish you were here”, inspirada em Barrett, que questionam as diferenças entre paraíso e inferno, céu azul e dor, campos verdes e trilhos de aço, um sorriso e uma máscara.
— Não é só nostalgia — disse Mason, na estreia que reuniu os artistas e os curadores. — É importante contar essas histórias enquanto as pessoas que as viveram ainda estão por aqui. Dois de nós já se foram — resumiu o baterista.
Por Claudia Sarmento (texto) 19/05/2017 - O Globo - Cultura
"Acho que o que eles (os fãs) irão ter... é uma noção real da escala de parte do trabalho ao vivo que fizemos, parte dos elementos cênicos que desenvolvemos ao longo dos anos. Torcemos para que haja itens pessoais pelos quais as pessoas irão se interessar por terem interesse na história por trás deles." disse Waters à Reuters em entrevista.
“Their Moral Remains” será uma imersão visual e sensorial no universo de uma das maiores bandas da história da música
Entre 13 de Maio e 1º de Outubro de 2017, o museu Victoria and Albert (V&A) será palco da mostra 'The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains', que marca os 50 anos do primeiro single da banda, Arnold Layne, lançado em 11 de Março de 1967, na Inglaterra, e em 24 de Abril do mesmo ano nos Estados Unidos.
"Esta exposição é a primeira grande retrospectiva dedicada ao grupo mítico. O Victoria & Albert Museum convida a explorar o universo do grupo Pink Floyd, com sua voz visual e sonora. Desde o começo na década de 1960 até os dias de hoje, conheça as palavras, os sons, os experimentos, os mundos, as performances e todo o imaginário associado a este grupo pioneiro do rock e da música psicodélica, da cena underground de Londres aos maiores palcos do mundo." Victoria and Albert (V&A)
Conhecido por seu vasto acervo, com cerca de 2.3 milhões de objetos fixos, o Victoria & Albert Museum, em Londres, é o maior museu de artes decorativas e design. Suas exposições, como a David Bowie Is, move montanhas e traz visitantes de todo o mundo para conferir de perto uma curadoria impecável. Aos saudosos de uma homenagem grandiosa à indústria da música, como a de Bowie foi, já podem celebrar. No dia 13 de maio de 2017, o museu inglês inaugura a The Pink Floyd Exhibition: Their Moral Remains, com direito a instrumentos usados pelos músicos, roupas, ilustrações, posters de shows e outros documentos nunca antes vistos.
De acordo com o site oficial da exposição, trata-se da primeira grande retrospectiva sobre a banda, considerada pioneira do rock progressivo e uma das mais influentes da história da música do século 20. Promete proporcionar ao visitante uma jornada única ao universo que envolve a trajetória do Pink Floyd (música, design e apresentações ao vivo), desde o início da banda, na década de 1960, até os dias atuais.
A imersão audiovisual contemplará todos os universos explorados pela banda britânica. Além da psicodelia, claro, que será levada em conta com as experiências sensoriais. A exibição, promovida por Michael Cohl e a Iconic Entertainment Studios, ainda marca a primeira colaboração, depois de décadas, entre os ex-membros Nick Mason, Roger Waters e David Gilmour (lembrando que Syd Barrett e Richard Wright faleceram em 2006 e 2008, respectivamente).
Curator and Hypgnosis artist, Aubrey Powell and CEO and Design Director of Stufish, Ray Winkler attend the press conference for 'The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains'
Após mais de 200 milhões de discos vendidos, o intuito do Victoria & Albert Museum, através da The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains é celebrar a importância do grupo na história como agente da transformação cultural. Para os organizadores, o Pink Floyd “ocupou um espaço distinto e experimental, fez história ao usar equipamentos inovadores e foi o expoente maior do movimento psicodélico que mudou a compreensão da música para sempre. Ele se tornou um dos mais importantes grupos da música contemporânea”.
O azimuth coordinator (foto ao lado), controle panorâmico do sistema quadrafônico (estéreo 4.0), foi um deles. O objeto é capaz de, simultaneamente, coordenar quatro saídas de som, espalhadas por um espaço (neste caso, no show de 1967 no Queen Elizabeth Hall). A banda foi a primeira a utilizar esse sistema de saída de som, controlado na época pelo tecladista Richard Wright. O custo de uso e manuseio do mesmo era alto, por isso caiu em desuso e futuramente se tornou o que conhecemos por Surround System. A versão original, mesma da foto, foi roubada no show de 67, mas foi recuperada pelo Victoria & Albert, que disponibilizará a peça durante a exposição.
Completa o texto: “Pink Floyd produziu algumas das mais icônicas imagens na cultura popular: porcos voando sobre a Battersea Power Station, o prisma de The Dark Side of the Moon, martelos marchando em direção a professores infláveis gigantes; sua visão ganhou vida pelas mãos de artistas como o surrealista moderno e antigo colaborador Storm Thorgerson, o ilustrador satírico Gerald Scarfe e o pioneiro iluminador psicodélico Peter Wynne-Wilson.” São imagens que fazem parte do nosso cotidiano até os dias de hoje. Difícil não reconhecer uma das capas, certo? Sem contar a presença do Pink Floyd em festivais que ampliavam sua repercussão para além de músicos. Como o UFO, clube underground de artistas fundado na década de 60 por John Hopkins que misturava shows com leituras de poemas, teatro e exposições de arte.
A exposição será composta por 350 objetos, incluindo material inédito e peças usadas na concepção de capas de discos e em cenários de shows (como The Dark Side of the Moon, The Wall e The Division Bell), instrumentos, desenhos originais, projetos arquitetônicos, manuscritos de letras e pôsteres psicodélicos. Durante a mostra, os visitantes também poderão conferir imagens de uma apresentação inédita e um show com iluminação a laser. (Imagem ao lado: The Wire Cow, obra de arte feita para o aniversário de 40 anos do Atom Heart Mother, 2009)
Confira algumas imagens exclusivas da conferência de imprensa sobre o evento, realizada no hotel Mayfair, em 16 fevereiro de 2017 em Londres, Inglaterra:
A curadoria da mostra é do próprio museu V&A, sob a liderança de Victoria Broackes, do Departamento de Theatre & Performance da instituição, ao lado de Aubrey “Po” Powell, da empresa Hipgnosis, e de Paula Stainton. Eles trabalharam diretamente com Roger Waters, David Gilmour e Nick Mason, os remanescentes do Pink Floyd, e com os responsáveis pelo patrimônio de Richard Wright, morto em 2008. O design é da empresa Stufish.
O V&A é o lugar perfeito para exibir o trabalho de uma banda reconhecida tanto por sua visão artística como por sua música. Pink Floyd é uma impressionante e longa história de sucesso do design britânico.” (Martin Roth, diretor do V&A)
Ele diz isso porque o Victoria and Albert é considerado o mais importante museu do mundo dedicado ao design. Abriga uma coleção permanente de 2,3 milhões de objetos, como roupas, joias e móveis, entre outras peças, que representam 5 mil anos de “criatividade humana”.
História não falta para se contar nesta exposição. The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains é uma verdadeira e estrondosa homenagem à banda. Afinal, depois de todas os feitos e conquistas dos músicos, menos não poderia ser. Aguardamos ansiosos para a exposição desembarcar no Brasil, como a de David Bowie.
SERVIÇO
The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains
Data: De 13 de Maio a 1º de Outubro de 2017
Local: Victoria and Albert Museum (Cromwell Road, London, SW7 2RL, fone: +44 0 20 7942 2000)
Horário: Diariamente, das 10h às 17h30 (às sextas, abre até as 21h30)
Preço: 20 libras (de segunda a sexta) e 24 libras (sábado e domingo)
O baterista e co-fundador da exposição, Nick Mason, disse à Reuters que a mostra é um tributo à longevidade inesperada da banda.
"O fato é que ainda existimos e interessamos as pessoas mesmo após 50 anos, ainda mais numa indústria que foi vista como inteiramente efêmera por todos nós quando começamos", disse o músico.
Mason ainda brincou com o fato de que talvez o Pink Floyd não teria alcançado o sucesso se surgisse nos tempos atuais, era dos serviços de streaming e de um mercado competitivo.
"Acho que não conseguiríamos entrar nem no 'The X Factor'", afirmou ele.
Um porco rosa inflável do tamanho de um ônibus flutuou sobre o museu Victoria and Albert nesta quarta-feira em Londres, mas, ao contrário de um passeio infame sobre a estação de energia de Battersea em 1976, ele não se soltou e forçou o cancelamento de voos no aeroporto de Heathrow.
Um dos muitos emblemas do Pink Floyd reconhecidos mundialmente, assim como os prismas e os martelos cruzados, o suíno levantou voo para marcar o lançamento da "The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains (A Exibição Pink Floyd: Seus Restos Mortais)", uma retrospectiva que o museu inaugura em maio próximo.
A data assinala os 50 anos passados desde que a banda lançou sua primeira música de trabalho, "Arnold Layne". O grupo conquistou uma enorme aclamação em todo o mundo e tem dois dos álbuns mais bem-sucedidos de todos os tempos, "Dark Side of the Moon" e "The Wall".
A exposição foi concebida para comemorar isso, além das conquistas do Pink Floyd nas artes gráficas, design, arquitetura, produções de palco, iluminação, cinema e fotografia.
Nick Mason, baterista e membro fundador, disse que a exibição é na verdade um hino à longevidade da banda.
"É o fato de que ainda existimos de certa forma, e parece que ainda interessamos as pessoas depois de 50 anos em uma indústria que foi vista como inteiramente efêmera por todos nós quando começamos", disse ele à Reuters no lançamento.
"Gosto de lembrar as pessoas que Ringo pensava que iria abrir uma rede de barbearias quando os Beatles chegaram ao fim... não acho que vimos quaisquer 50 anos à nossa frente quando começamos".
O museu está prometendo uma experiência de imersão quando a mostra abrir, com imagens inéditas de apresentações, um show de laser criado para o evento, novos projetos de palco, 350 objetos diferentes e ainda alguns itens da própria coleção do Victoria and Albert.
Será a terceira investida do V&A no mundo do rock – a entidade sediou uma exibição sobre David Bowie em 2013 que foi aclamada pela crítica e inaugura "You Say You Want a Revolution? Records and Rebels 1966-1970 (Você Diz Querer uma Revolução? Discos e Rebeldes entre 1966-1970, em inglês)" em setembro.
A data assinala os 50 anos passados desde que a banda lançou sua primeira música de trabalho, "Arnold Layne". O grupo conquistou uma enorme aclamação em todo o mundo e tem dois dos álbuns mais bem-sucedidos de todos os tempos, "Dark Side of the Moon" e "The Wall".
A exposição foi concebida para comemorar isso, além das conquistas do Pink Floyd nas artes gráficas, design, arquitetura, produções de palco, iluminação, cinema e fotografia.
Nick Mason, baterista e membro fundador, disse que a exibição é na verdade um hino à longevidade da banda.
"É o fato de que ainda existimos de certa forma, e parece que ainda interessamos as pessoas depois de 50 anos em uma indústria que foi vista como inteiramente efêmera por todos nós quando começamos", disse ele à Reuters no lançamento.
"Gosto de lembrar as pessoas que Ringo pensava que iria abrir uma rede de barbearias quando os Beatles chegaram ao fim... não acho que vimos quaisquer 50 anos à nossa frente quando começamos".
O museu está prometendo uma experiência de imersão quando a mostra abrir, com imagens inéditas de apresentações, um show de laser criado para o evento, novos projetos de palco, 350 objetos diferentes e ainda alguns itens da própria coleção do Victoria and Albert.
Será a terceira investida do V&A no mundo do rock – a entidade sediou uma exibição sobre David Bowie em 2013 que foi aclamada pela crítica e inaugura "You Say You Want a Revolution? Records and Rebels 1966-1970 (Você Diz Querer uma Revolução? Discos e Rebeldes entre 1966-1970, em inglês)" em setembro.
A&Gallery exibe obras do criador de capas do Pink Floyd
Teve início no dia 22 de junho a exposição das obras do lendário artista Storm Thorgerson, no exótico Fort Napoleon em Ostend, organizada pela A&Gallery, em sua 1º mostra na Bélgica.
A Galeria apresenta em sua primeira exposição mais de 80 das suas imagens mais icônicas, (mostra e vendas em número limitado), dentro de uma enorme fortaleza nas dunas - construído em 1811 por Napoleão Bonaparte.
The Album Graphics of Stormstudios
The Album Art of Hipgnosis, by Storm Thorgerson and Aubrey Powell.
(visualização das páginas)
A & Gallery dentro Fort Napoleon também irá incluir uma grande variedade de livros, discos de vinil, CDs, DVDs, cartazes, revistas e câmeras Lomography.
As cópias exibidas, (Pink Floyd), que estão à venda, são assinadas e numeradas pelo próprio Storm Thorgerson. Para obter mais informações: storm@angels-ghosts.com
Fort Napoleon
Exposição
Thorgerson começou sua carreira na empresa britânica de design Hipgnosis, fundada nos anos 60. Seus trabalhos com o "Pink Floyd", e grupos como "Led Zeppelin", "10CC" e "Black Sabbath", ajudaram a definir uma era. O artista é o responsável pela criação de capas de discos das bandas que marcaram o cenário musical desde os anos 70.
Em 2004, foi homenageado na exibição Taken by Storm, realizada na galeria John Martin em Londres, onde foram expostos diversos de seus trabalhos para bandas. E em 2009 seu trabalho para o álbum "The Division Bell", do "Pink Floyd", virou selo postal.
Entre as imagens exibidas encontram-se as dos álbuns "Dark Side of the Moon", "Wish You Were Here", "The Division Bell", "Animals", "Delicate Sound of Thunder" e "Tree of Half Life" (Pink Floyd); Bury the Hatchet (The Cranberries), Stomp 442 (Anthrax) e Chrome (Catherine Wheel).
- Audio Slide Show - Aborda Pink Floyd - passando por Genesis, 10cc e Led Zeppelin - e seus mais recentes trabalhos com Muse and The Cranberries, confira em seu depoimento as suas impressões, considerando a relação de suas obras na trajetória das bandas e o enfoque criativo.
Audio Slide Show
Storm Thorgerson neste audio slide acima comenta suas obras, e o vídeo abaixo inclui depoimentos de David Gilmour, Peter Gabriel entre outros:
*"TAKEN BY STORM: A FILM ABOUT STORM THORGERSON AND HIPGNOSIS" (trailer)
Alguns destaques do excepcional trabalho de Storm Thorgerson:
A capa do álbum "Dark Side of the Moon" (acima) foi produzida por Thorgerson. Segundo o artista, o prisma reflete três elementos: loucura, oportunidades perdidas e megalomania
A inspiração para a capa do single "Wish You Were Here", veio das palavras da letra da música, que fala de duas almas perdidas nadando em um aquário. A imagem foi feita sem uso de efeitos especiais.
THE DIVISION BELL
A capa do disco "The Division Bell" (1994), do "Pink Floyd", explorou o tema do álbum sobre contradições na comunicação.
ANIMALS
Para o disco "Animals" (1977), ele capturou a imagem da Estação de Força de Battersea, em Londres, com uma luz única, dando uma diferente perspectiva ao local.
BACK TO BACK
A imagem ao lado foi usada em um material promocional que representava todos os álbuns do "Pink Floyd".
A capa dos discos estão refletidas nas costas das mulheres sentadas à beira de uma piscina.
DELICATE SOUND OF THUNDER
Seu estilo único - como na capa acima, de "Delicate Sound of Thunder", do "Pink Floyd" - fez com que ele se transformasse em um dos artistas mais reconhecidos do mercado.
Pink Floyd's label wanted to release a 'Best of' collection to accompany their recent big *Why Pink Floyd* campaign including Discovery Experience CDs and Immersion box sets plus a CD that contained Floyd's better known tracks - the title 'Best of Pink Floyd' remained for some time despite it being only marginally more diverting than watching paint dry. Even after completing a cover the title lingered on and was finally put aside in favour of Roger's 'A Foot in the Door' which was a great improvement in my opinion - could hardly be worse - and which rapidly spawned an inversion... namely a door in the foot, which struck me as odd if not a tad magical.
TREE OF HALF LIFE
Muitas vezes é dito que seus projetos são notáveis devido a seus elementos surreais
Na imagem ao lado, capa do disco Bury the Hatchet (1999), do grupo The Cranberries, dois temas são retratados: a vigilância (alguém sempre está observando) e a consciência (o "olho" pessoal da culpa).
Led Zeppelin - Houses of the Holy
The Mars Volta - Deloused
Goose - Synrise
Pendulum - Island
KINDRED SPIRIT
A imagem acima não chegou a ser capa de disco. Ela foi produzida para Kindred Spirit, de Nigel Kennedy, álbum em que o músico reproduziu composições do violinista clássico Fritz Keiser. Outras imagens não utilizadas:
*"TAKEN BY STORM: A FILM ABOUT STORM THORGERSON AND HIPGNOSIS" • A Short Film project in New York, NY by Roddy Bogawa • "The clip starts with Storm's ex-partner in HIPGNOSIS, Aubrey (Po) Powell, and then features selects from Robert Plant, Peter Gabriel, David Gilmour, Alan Parsons, Cedric Bixler Zavala, Dominic Howard, Rob Dickinson, and Graham Gouldman." (Roddy Bogawa)