Em campanha beneficente a banda anunciou a transmissão ao vivo pelo seu canal no YouTube de shows lendários e filmagens raras de sua carreira. E o início aconteceu nesta sexta, 17 de Abril, com o filme do icônico show Pulse em sua mais recente versão remasterizada parte integrante do projeto “The Later Years”, que você confere no vídeo acima.
Filmado ao vivo em 20 de outubro de 1994 no Earls Court, Londres, Reino Unido, o show retrata a última digressão da banda. Um lançamento épico que além de incluir a versão integral, ao vivo, de “The Dark Side Of The Moon” e a canção “Astronomy Domine”, de Syd Barrett, que o Pink Floyd não tocava desde o início dos anos 70, é recheado de diversos clássicos como “Another Brick in the Wall, Part II”, “Wish You Were Here”, "Shine on You Crazy Diamond" e "Comfortably Numb".
O som foi misturado em “Q Sound”, (processo que, teoricamente, aumenta a sensação de estereofônica das músicas), para simular um efeito 3D. Um resultado impressionante, com a elegância da “era Gilmour”, e a imagem perfeita de uma era na indústria que já não volta... Imperdível.
O espetáculo cuja transmissão teve início às 13h, horário de Brasília, é composto de 15 músicas nesse setlist:
Um show em tributo a Peter Green, guitarrista e cantor notável por ter sido um dos membros fundadores do Fleetwood Mac, foi realizado na última terça-feira de fevereiro (25). O evento aconteceu no London Palladium, em Londres, na Inglaterra.
O responsável pelo projeto chamado Mick Fleetwood & Friends Celebrate the Music of Peter Green and the Early Years of Fleetwood Mac é, naturalmente, Mick Fleetwood, e ele falou a respeito da ação para o Ultimate Classic Rock:
"O show é uma celebração dos primórdios da banda voltados ao blues, onde tudo começou. E é importante reconhecer o profundo impacto que Peter e as primeiras formações do Fleetwood Mac tiveram no mundo da música. Peter foi o meu maior mentor e eu fico muito feliz de prestar esse tributo ao seu talento incrível. Estou honrado por compartilhar o palco com alguns dos tantos artistas que Peter inspirou ao longo dos anos e que compartilham o meu grande respeito por esse músico marcante."
O encontro foi gravado em áudio e vídeo e será lançado em Vinil, CD e Blu-Ray, em uma caixa com um livro de fotos.
Ao lado de Mick Fleetwood, estiveram lendas de Aerosmith, Metallica, Oasis, Pink Floyd, ZZ Top, The Who e mais, como você pode ver no setlist abaixo.
Rollin’ Man (Fleetwood Mac) (cantada por Rick Vito)
Homework (Otis Rush cover) (cantada por Jonny Lang)
Doctor Brown (Buster Brown cover) (com Billy Gibbons)
All Your Love (I Miss Loving) (Otis Rush cover) (com John Mayall e Billy Gibbons)
Rattlesnake Shake (Fleetwood Mac) (com Steven Tyler e Billy Gibbons)
Stop Messin’ Around (Fleetwood Mac) (com Christine McVie e Steven Tyler)
Looking for Somebody (Fleetwood Mac) (com Christine McVie)
Sandy Mary (Fleetwood Mac) (cantada por Jonny Lang)
Love That Burns (Fleetwood Mac) (cantada por Rick Vito)
The World Keep on Turning (Fleetwood Mac) (com Noel Gallagher)
Like Crying (Fleetwood Mac) (com Noel Gallagher)
No Place to Go (Howlin’ Wolf cover) (com Noel Gallagher)
Station Man (Fleetwood Mac) (com Pete Townshend)
Man of the World (Fleetwood Mac) (com Neil Finn)
Oh Well, Part 1 (Fleetwood Mac) (com Billy Gibbons & Steven Tyler)
Oh Well, Part 2 (Fleetwood Mac) (com David Gilmour) (primeira vez ao vivo)
Need Your Love So Bad (Little Willie John cover) (cantada por Jonny Lang)
Black Magic Woman (Fleetwood Mac) (cantada por Rick Vito)
The Sky Is Crying (Elmore James cover) (com Jeremy Spencer e Bill Wyman)
I Can’t Hold Out (Elmore James cover) (com Jeremy Spencer e Bill Wyman)
The Green Manalishi (With the Two Prong Crown) (Fleetwood Mac) (com Kirk Hammett e Billy Gibbons)
Albatross (Fleetwood Mac) (com David Gilmour)
Shake Your Moneymaker (Elmore James cover) (com todos menos David Gilmour, Noel Gallagher e Jeremy Spencer)
David Gilmour abrilhantou a festa de aniversário de Richard Thompson, quando cantor e compositor da música folk se juntou a vários convidados, durante um show no Royal Albert Hall, em Londres, na noite de segunda-feira, dia 30 de setembro de 2019. O show aconteceu em comemoração aos 70 anos de Thompson.
Gilmour cantou e tocou guitarra numa apresentação de "Dimming of the Day", a faixa final do álbum de 1975 de Richard e Linda Thompson, Pour Down Like Silver, e, com uma excelente performance, brindou os presentes quando ele e Thompson tocaram a belíssima “Fat Old Sun”, do álbum Atom Heart Mother, vídeo acima
O canal oficial do Pink Floyd no youtube disponibilizou o vídeo de "Interstellar Overdrive" gravado ao vivo no The Roundhouse de Londres em 1967, com cenas psicodélicas em uma versão sub-intitulada ('Science Fiction - Das Universum Des Ichs').
Interstellar Overdrive, foi uma das primeiras improvisações instrumentais psicodélicas gravadas por uma banda de rock A composição é considerada como a primeira incursão do Pink Floyd no space rock (juntamente com Astronomy Domine), apesar de, mais tarde, os membros da banda terem depreciado este termo.
Interstellar Overdrive surgiu quando o primeiro gestor da banda, Peter Jenner, estava tentando cantarolar uma música que não conseguia lembrar-se do nome (habitualmente identificada como uma versão de My Little Red Book - da banda Love). O guitarrista e vocalista Syd Barrett acompanhou Jenner com a sua guitarra e utilizou a melodia como base para o principal refrão de Interstellar Overdrive. O baixista Roger Waters disse a Barrett que o riff lhe recordava o tema principal de Steptoe and Son (de Ron Grainer). Na altura em que a música foi escrita, Barrett também era inspirado pelo AMM e o seu guitarrista Keith Rowe, que tinha um estilo que consistia em movimentar de peças de metal ao longo da escala da sua guitarra. A parte da composição improvisada (e também, Pow R. Toc H.), foi inspirada nas improvisações delirantes de Frank Zappa e em Eight Miles High dos The Byrds'.
A música foi escrita em 1966, e foi incluída no primeiro álbum do Pink Floyd, 'The Piper at the Gates of Dawn', lançado em 1967, o único álbum da banda que foi feito sob a liderança de Syd Barrett.
Nick Mason anunciou recentemente, como vimos aqui, a formação de uma nova banda para tocar o material mais antigo do Pink Floyd. Músicas de discos como 'The Piper At The Gates Of Dawn' e 'A Saucerful Of Secrets', serão tocados pelo Nick Mason’s Saucerful Of Secrets.
A formação da banda traz Gary Kemp (guitarra – Spandau Ballet), Lee Harris (guitarra – Blockheads), Guy Pratt (baixo – Pink Floyd), Dom Beken (tecladista) e Nick Mason na bateria.
Como membro fundador, Mason já tocou em todos os shows ao vivo do Floyd desde 1967, mas isso não foi exatamente um cronograma difícil. A banda fez seu último show no Live8 em 2005, que foi a última presença mais significativa de Mason no palco, além da breve aparição em 2011, 12 de maio, no segundo espetáculo na O2 Arena, em Londres na turnê The Wall de Roger Waters. Até agora.
Set The Controls For The Heart Of The Sun
Em um clube londrino escuro e claustrofobicamente ocupado, cinco músicos de rock estabeleceram seus controles para o coração do sol. O baterista do Pink Floyd reuniu um grupo de músicos estelares para recriar um conjunto de rock psicodélico voltado ao início de sua banda original. Em sua estréia, diante de algumas centenas de convidados e dedicados fãs no Dingwalls em Londres, Saucerful of Secrets de Nick Mason festejou como se fosse 1969.
Uma deslumbrante de viagem musical no tempo da ficção científica. Não havia incensos queimando, não havia escorregadores psicodélicos e nem muito cabelo para ser visto nas cabeças dos fãs entusiasmados. Mas se você já se perguntou como seria o Pink Floyd quando interromperam a cena musical britânica, este era o lugar para se estar.
O som monumental, eletrizante, galvanizante, hipnotizante e ainda profundamente estranho, desdobrando os formatos do rock primitivo em todo tipo de interpretações obscuras e maravilhosas. Desde 'Interstellar Overdrive', 'Astronomy Dominie' e 'Lucifer Sam' ao encerramento arrebatador com 'One Of These Days' e a agitação musical de 'Point Me at the Sky', era um conjunto de intensidade tão surpreendente que parecia zombar da própria noção de nostalgia. Foi o suficiente para fazer você pensar se o rock de fato progrediu muito longe desde os anos sessenta.
One Of These Days
Mason em seus 74 anos de idade e de muita bagagem musical denotou por trás de sua bateria, com um ar de certa estranheza ao tocar efetivamente em sua própria banda tributo, e com seu característico bom humor, referia-se ao grupo como 'The Roger Waters Experience', o guitarrista Lee Harris, o tecladista Dom Beken), tendo como vocalista o baixista Guy Pratt (vocalista regular dos trabalhos do Pink Floyd e dos projetos solo de David Gilmour) e, um tanto incongruente, o guitarrista Gary Kemp do Spandau Ballet.
Kemp, em particular, foi uma revelação no papel de guitarrista. Não há nada no catálogo do New Romantic que pudesse sugerir um domínio tão selvagem de seu instrumento. Ele dispunha de mais unidades de efeito em seu pedal do que Floyd poderia contar, embora não tendo o toque sensível de Gilmour (bem, quem têm?), ele tocou com arrojo e brio, realmente trazendo todos os possíveis nuances de tom e distorção de seu instrumento.
A plateia era claramente devotada, aplaudindo tanto a criatividade dos integrantes, quanto o próprio desempenho em si, a cada execução.
Kemp e Pratt pareciam estar se divertindo intensamente. Ambos londrinos, eles se aproximaram de linhas vocais com um vigor cockney (habitante do East End de Londres) muito distante das anunciações mais refinadas de Barrett (especialmente em tais peculiaridades da psicodelia inglesa como 'See Emily Play', 'Arnold Layne' e 'Bike'). Isso emprestou ao processo uma certa frescura e vitalidade, especialmente combinada com o toque sônico da amplificação moderna. Um pouco de aspereza na banda só ajudou a aproximar a intensidade energética juvenil do Floyd em seus primórdios.
See Emily Play
'Nick Mason’s Saucerful of Secrets' cavou fundo no underground da banda original. O resultado foi uma espécie de Punk Floyd, muito emocionante. Boa audição!
Fearless
Nick Mason's Saucerful of Secrets
Half Moon, Putney
London
May 24 2018
CD1
1. Intro
2. Interstellar Overdrive
3. Astronomy Domine
4. Lucifer Sam
5. Band Introductions
6. Fearless
7. Obscured By Clouds->When You're In
8. Banter
9. Arnold Layne
10. The Nile Song
11. Banter
CD2
1. Green Is The Colour
2. Banter
3. Let There Be More Light
4. Set The Controls For The Heart Of The Sun
5. Intro
6. See Emily Play
7. Bike
8. One Of These Days
9. Crowd
10. A Saucerful Of Secrets (Celestial Voices)
11. Point Me At The Sky
12. Outro
Nick Mason - Drums
Guy Pratt - Bass and vocals
Gary Kemp - Guitar and vocals
Dom Beken - Keyboards
Lee Harris - Guitar
“Their Moral Remains” será uma imersão visual e sensorial no universo de uma das maiores bandas da história da música
Entre 13 de Maio e 1º de Outubro de 2017, o museu Victoria and Albert (V&A) será palco da mostra 'The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains', que marca os 50 anos do primeiro single da banda, Arnold Layne, lançado em 11 de Março de 1967, na Inglaterra, e em 24 de Abril do mesmo ano nos Estados Unidos.
"Esta exposição é a primeira grande retrospectiva dedicada ao grupo mítico. O Victoria & Albert Museum convida a explorar o universo do grupo Pink Floyd, com sua voz visual e sonora. Desde o começo na década de 1960 até os dias de hoje, conheça as palavras, os sons, os experimentos, os mundos, as performances e todo o imaginário associado a este grupo pioneiro do rock e da música psicodélica, da cena underground de Londres aos maiores palcos do mundo." Victoria and Albert (V&A)
Conhecido por seu vasto acervo, com cerca de 2.3 milhões de objetos fixos, o Victoria & Albert Museum, em Londres, é o maior museu de artes decorativas e design. Suas exposições, como a David Bowie Is, move montanhas e traz visitantes de todo o mundo para conferir de perto uma curadoria impecável. Aos saudosos de uma homenagem grandiosa à indústria da música, como a de Bowie foi, já podem celebrar. No dia 13 de maio de 2017, o museu inglês inaugura a The Pink Floyd Exhibition: Their Moral Remains, com direito a instrumentos usados pelos músicos, roupas, ilustrações, posters de shows e outros documentos nunca antes vistos.
De acordo com o site oficial da exposição, trata-se da primeira grande retrospectiva sobre a banda, considerada pioneira do rock progressivo e uma das mais influentes da história da música do século 20. Promete proporcionar ao visitante uma jornada única ao universo que envolve a trajetória do Pink Floyd (música, design e apresentações ao vivo), desde o início da banda, na década de 1960, até os dias atuais.
A imersão audiovisual contemplará todos os universos explorados pela banda britânica. Além da psicodelia, claro, que será levada em conta com as experiências sensoriais. A exibição, promovida por Michael Cohl e a Iconic Entertainment Studios, ainda marca a primeira colaboração, depois de décadas, entre os ex-membros Nick Mason, Roger Waters e David Gilmour (lembrando que Syd Barrett e Richard Wright faleceram em 2006 e 2008, respectivamente).
Curator and Hypgnosis artist, Aubrey Powell and CEO and Design Director of Stufish, Ray Winkler attend the press conference for 'The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains'
Após mais de 200 milhões de discos vendidos, o intuito do Victoria & Albert Museum, através da The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains é celebrar a importância do grupo na história como agente da transformação cultural. Para os organizadores, o Pink Floyd “ocupou um espaço distinto e experimental, fez história ao usar equipamentos inovadores e foi o expoente maior do movimento psicodélico que mudou a compreensão da música para sempre. Ele se tornou um dos mais importantes grupos da música contemporânea”.
O azimuth coordinator (foto ao lado), controle panorâmico do sistema quadrafônico (estéreo 4.0), foi um deles. O objeto é capaz de, simultaneamente, coordenar quatro saídas de som, espalhadas por um espaço (neste caso, no show de 1967 no Queen Elizabeth Hall). A banda foi a primeira a utilizar esse sistema de saída de som, controlado na época pelo tecladista Richard Wright. O custo de uso e manuseio do mesmo era alto, por isso caiu em desuso e futuramente se tornou o que conhecemos por Surround System. A versão original, mesma da foto, foi roubada no show de 67, mas foi recuperada pelo Victoria & Albert, que disponibilizará a peça durante a exposição.
Completa o texto: “Pink Floyd produziu algumas das mais icônicas imagens na cultura popular: porcos voando sobre a Battersea Power Station, o prisma de The Dark Side of the Moon, martelos marchando em direção a professores infláveis gigantes; sua visão ganhou vida pelas mãos de artistas como o surrealista moderno e antigo colaborador Storm Thorgerson, o ilustrador satírico Gerald Scarfe e o pioneiro iluminador psicodélico Peter Wynne-Wilson.” São imagens que fazem parte do nosso cotidiano até os dias de hoje. Difícil não reconhecer uma das capas, certo? Sem contar a presença do Pink Floyd em festivais que ampliavam sua repercussão para além de músicos. Como o UFO, clube underground de artistas fundado na década de 60 por John Hopkins que misturava shows com leituras de poemas, teatro e exposições de arte.
A exposição será composta por 350 objetos, incluindo material inédito e peças usadas na concepção de capas de discos e em cenários de shows (como The Dark Side of the Moon, The Wall e The Division Bell), instrumentos, desenhos originais, projetos arquitetônicos, manuscritos de letras e pôsteres psicodélicos. Durante a mostra, os visitantes também poderão conferir imagens de uma apresentação inédita e um show com iluminação a laser. (Imagem ao lado: The Wire Cow, obra de arte feita para o aniversário de 40 anos do Atom Heart Mother, 2009)
Confira algumas imagens exclusivas da conferência de imprensa sobre o evento, realizada no hotel Mayfair, em 16 fevereiro de 2017 em Londres, Inglaterra:
A curadoria da mostra é do próprio museu V&A, sob a liderança de Victoria Broackes, do Departamento de Theatre & Performance da instituição, ao lado de Aubrey “Po” Powell, da empresa Hipgnosis, e de Paula Stainton. Eles trabalharam diretamente com Roger Waters, David Gilmour e Nick Mason, os remanescentes do Pink Floyd, e com os responsáveis pelo patrimônio de Richard Wright, morto em 2008. O design é da empresa Stufish.
O V&A é o lugar perfeito para exibir o trabalho de uma banda reconhecida tanto por sua visão artística como por sua música. Pink Floyd é uma impressionante e longa história de sucesso do design britânico.” (Martin Roth, diretor do V&A)
Ele diz isso porque o Victoria and Albert é considerado o mais importante museu do mundo dedicado ao design. Abriga uma coleção permanente de 2,3 milhões de objetos, como roupas, joias e móveis, entre outras peças, que representam 5 mil anos de “criatividade humana”.
História não falta para se contar nesta exposição. The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains é uma verdadeira e estrondosa homenagem à banda. Afinal, depois de todas os feitos e conquistas dos músicos, menos não poderia ser. Aguardamos ansiosos para a exposição desembarcar no Brasil, como a de David Bowie.
SERVIÇO
The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains
Data: De 13 de Maio a 1º de Outubro de 2017
Local: Victoria and Albert Museum (Cromwell Road, London, SW7 2RL, fone: +44 0 20 7942 2000)
Horário: Diariamente, das 10h às 17h30 (às sextas, abre até as 21h30)
Preço: 20 libras (de segunda a sexta) e 24 libras (sábado e domingo)
O baterista e co-fundador da exposição, Nick Mason, disse à Reuters que a mostra é um tributo à longevidade inesperada da banda.
"O fato é que ainda existimos e interessamos as pessoas mesmo após 50 anos, ainda mais numa indústria que foi vista como inteiramente efêmera por todos nós quando começamos", disse o músico.
Mason ainda brincou com o fato de que talvez o Pink Floyd não teria alcançado o sucesso se surgisse nos tempos atuais, era dos serviços de streaming e de um mercado competitivo.
"Acho que não conseguiríamos entrar nem no 'The X Factor'", afirmou ele.
Um porco rosa inflável do tamanho de um ônibus flutuou sobre o museu Victoria and Albert nesta quarta-feira em Londres, mas, ao contrário de um passeio infame sobre a estação de energia de Battersea em 1976, ele não se soltou e forçou o cancelamento de voos no aeroporto de Heathrow.
Um dos muitos emblemas do Pink Floyd reconhecidos mundialmente, assim como os prismas e os martelos cruzados, o suíno levantou voo para marcar o lançamento da "The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains (A Exibição Pink Floyd: Seus Restos Mortais)", uma retrospectiva que o museu inaugura em maio próximo.
A data assinala os 50 anos passados desde que a banda lançou sua primeira música de trabalho, "Arnold Layne". O grupo conquistou uma enorme aclamação em todo o mundo e tem dois dos álbuns mais bem-sucedidos de todos os tempos, "Dark Side of the Moon" e "The Wall".
A exposição foi concebida para comemorar isso, além das conquistas do Pink Floyd nas artes gráficas, design, arquitetura, produções de palco, iluminação, cinema e fotografia.
Nick Mason, baterista e membro fundador, disse que a exibição é na verdade um hino à longevidade da banda.
"É o fato de que ainda existimos de certa forma, e parece que ainda interessamos as pessoas depois de 50 anos em uma indústria que foi vista como inteiramente efêmera por todos nós quando começamos", disse ele à Reuters no lançamento.
"Gosto de lembrar as pessoas que Ringo pensava que iria abrir uma rede de barbearias quando os Beatles chegaram ao fim... não acho que vimos quaisquer 50 anos à nossa frente quando começamos".
O museu está prometendo uma experiência de imersão quando a mostra abrir, com imagens inéditas de apresentações, um show de laser criado para o evento, novos projetos de palco, 350 objetos diferentes e ainda alguns itens da própria coleção do Victoria and Albert.
Será a terceira investida do V&A no mundo do rock – a entidade sediou uma exibição sobre David Bowie em 2013 que foi aclamada pela crítica e inaugura "You Say You Want a Revolution? Records and Rebels 1966-1970 (Você Diz Querer uma Revolução? Discos e Rebeldes entre 1966-1970, em inglês)" em setembro.
A data assinala os 50 anos passados desde que a banda lançou sua primeira música de trabalho, "Arnold Layne". O grupo conquistou uma enorme aclamação em todo o mundo e tem dois dos álbuns mais bem-sucedidos de todos os tempos, "Dark Side of the Moon" e "The Wall".
A exposição foi concebida para comemorar isso, além das conquistas do Pink Floyd nas artes gráficas, design, arquitetura, produções de palco, iluminação, cinema e fotografia.
Nick Mason, baterista e membro fundador, disse que a exibição é na verdade um hino à longevidade da banda.
"É o fato de que ainda existimos de certa forma, e parece que ainda interessamos as pessoas depois de 50 anos em uma indústria que foi vista como inteiramente efêmera por todos nós quando começamos", disse ele à Reuters no lançamento.
"Gosto de lembrar as pessoas que Ringo pensava que iria abrir uma rede de barbearias quando os Beatles chegaram ao fim... não acho que vimos quaisquer 50 anos à nossa frente quando começamos".
O museu está prometendo uma experiência de imersão quando a mostra abrir, com imagens inéditas de apresentações, um show de laser criado para o evento, novos projetos de palco, 350 objetos diferentes e ainda alguns itens da própria coleção do Victoria and Albert.
Será a terceira investida do V&A no mundo do rock – a entidade sediou uma exibição sobre David Bowie em 2013 que foi aclamada pela crítica e inaugura "You Say You Want a Revolution? Records and Rebels 1966-1970 (Você Diz Querer uma Revolução? Discos e Rebeldes entre 1966-1970, em inglês)" em setembro.
Britannia Row, Canonbury, onde Pink Floyd gravou o álbum Animals
O estúdio em que a banda Pink Floyd gravou três álbuns será transformado em um condomínio de apartamentos de luxo, segundo o Islington Tribune. O lugar, batizado de Britannia Row, foi construído pela banda nos anos 70, em Londres, após o lançamento de “Wish You Were Here”.
Foi no Britannia Row que Pink Floyd gravou o álbum “Animals” e partes de “The Wall” e “The Division Bell”. Artistas como Jimmy Page, Björk, Kylie Minogue, Robert Plant, entre outros, também usaram o estúdio durante seus anos de funcionamento.
No começo dos anos 90, o baterista Nick Mason, que na época era o proprietário do estúdio, vendeu o local para Kate Koumi, que já administrava o Britannia Row desde meados de 1980. Mason transferiu os equipamentos de gravação para Fulham, Londres, onde o estúdio continua em funcionamento.
O Comitê de Planejamento, do Conselho de Islington, decidiu nesta terça-feira (28), que os oito apartamentos de luxo serão construídos, mas com a condição de que parte da propriedade continue com um espaço para o estúdio e para escritórios, de acordo com a Team Rock.
"Have a Cigar" - Pink Floyd: From Abbey Road to Britannia Row - The Extraction Tapes
"Raving and Drooling" - Pink Floyd: From Abbey Road to Britannia Row - The Extraction Tapes
Confira a entrevista concedida por Waters à Folha de São Paulo em Londres, 15 de junho, 2015:
A vida de Roger Waters foi marcada pela guerra décadas antes de ele nascer. Em 1916, quando seu pai, Eric Fletcher Waters, tinha apenas dois anos de idade, seu avô, George Henry Waters, foi morto na Primeira Guerra Mundial. O drama familiar repetiu-se na Segunda Guerra, com a morte de Eric Fletcher, em 1944, na Itália, quando Roger era um bebê de cinco meses.
A história do ex-líder do Pink Floyd é um exemplo das feridas deixadas por conflitos armados –e que se recusam a cicatrizar. Numa nova versão da obra "The Wall", Roger Waters decidiu exibi-las de forma mais explícita.
"The Wall", lançado originalmente em 1979, como um disco duplo do Pink Floyd, fala de um astro de rock atormentado pela perda do pai na guerra, a sua experiência em um sistema educacional repressor e difíceis relacionamentos com as mulheres e a sociedade. "É a minha vida", resumiu, em entrevista exclusiva à Folha, em Londres.
O filme "Roger Waters The Wall", a ser lançado mundialmente em 29/9 –inclusive no Brasil–, traz a turnê que rodou o globo entre 2010 e 2013, vista por 4 milhões de pessoas, ao lado de reflexões do cantor sobre suas dores pessoais.
O resultado é maior que o sofrimento de uma família marcada pelas guerras: uma convocação contra todos os conflitos armados e a violência política que até hoje matam incontáveis inocentes.
O próprio Waters codirigiu o filme e é seu personagem principal. Entre uma música e outra, vemos o artista em uma jornada até a França, onde está o túmulo do seu avô, e a Itália, onde o nome de seu pai, cujos restos mortais nunca foram recuperados, está escrito num cemitério militar.
Aos 71, Waters revelou que já tem um novo álbum composto e pretende realizar uma série de shows, que devem incluir sucessos do Pink Floyd.
Folha - O que esse filme significa para o senhor?
Roger Waters - Minhas motivações para fazer o filme foram as mesmas que tive para fazer o show. Tendo tomado a decisão de ressuscitar o trabalho ["The Wall"], tinha então que pensar como poderia atualizá-lo –algo que fiz com Sean Evans [codiretor].
Tudo mudou para mim desde 1979 [ano do lançamento do disco "The Wall", do Pink Floyd].
É um manifesto muito pessoal, mas de certa forma é bem menos do que era em 1979, quando ele era mais concentrado nos meus problemas pessoais.
Gosto de pensar que esse filme espalha suas preocupações de forma mais geral, sobre todo o mundo que teve entes queridos mortos em guerras, não apenas sobre meu pai ou meu avô. O sr. fez uma viagem à França e à Itália para visitar memoriais de seu avô e de seu pai. Como foi fazer essa jornada?
Depois que fizemos a turnê, estávamos editando o filme, e pensei: "Está faltando alguma coisa". De repente tive essa ideia, "preciso ir visitar o túmulo do meu avô"; "talvez a gente devesse filmar isso"; "talvez eu devesse ver o memorial com o nome do meu pai".
Tem uma cena no filme "Roma, Cidade Aberta" [1945], em que colocam um padre diante de um pelotão de fuzilamento. Os italianos atiram sem acertá-lo, e o oficial alemão atira na cabeça dele. Eu disse "vamos fazer isso, visto da janela do carro". Por que isso é relevante? Simplesmente é.
Da esquerda para a direia: os músicos Richerd Wright, Roger Waters, Nick Mason e David Gilmour, do grupo de rock inglês Pink Floyd, em foto de divulgação do álbum "The Dark Side of the Moon", de 1973
Essa viagem fez o sr. ver o projeto de outra forma?
Sim, fiquei feliz. Quando fizeram o memorial com o nome do meu pai, em Aprilia [Itália], eles escreveram "E a todos os soldados aliados que morreram...". E eu disse, "Vocês não podem dizer isso. Vocês podem dizer 'e todos os mortos', mas vocês não podem deixar a Wehrmacht [tropas alemãs] de fora". Não vamos começar a acenar bandeiras.
Também foi na Itália que os brasileiros lutaram contra a Alemanha nazista, pouco depois que seu pai foi morto, a partir do fim de 1944...
Eu conheci alguns deles, em Porto Alegre. Eu tinha veteranos de guerra no show, toda noite. E fui vê-los no intervalo. E eles tinham todos 90 anos de idade! Havia 20 deles, foi fantástico.
Apesar das mudanças, "The Wall" ainda tem a mesma história de 1979. Por que esse disco é tão duradouro e ainda toca os jovens?
Quando as pessoas atingem a puberdade, elas começar a pensar num panorama maior, a pensar mais filosoficamente ou politicamente sobre as coisas. Existe uma fome por algo que elas, instintivamente, sabem que é real.
"The Wall" não é algo construído, inventado. É a minha vida. Sou eu escrevendo sobre meus sentimentos e pensamentos. E, obviamente, tem algumas músicas cativantes. "Another Brick in the Wall" é uma espécie de hino de protesto bacana para jovens estudantes cantarem –ou qualquer pessoa cantar. Na África do Sul, antes do fim do apartheid, garotos negros cantavam isso nas ruas quando estavam recebendo tiros da polícia.
Que tipo de movimento pacifista é possível fazer hoje?
Boa pergunta... Esse pequeno trabalho que eu fiz tenta responder essa questão, pelo menos em parte. Os fatores que criam, apoiam e mantêm esse estado de guerra permanente são nacionalismo, excepcionalismo e comércio. Se chegou o momento para pararmos de brigar por centavos e grãos, este é o momento. Eu sei que é muito difícil. A ideia de que a competição é uma coisa realmente boa e de que o livre mercado é uma coisa realmente boa não dará um futuro para nossos filhos e os filhos deles.
O sr. enviou uma carta a Caetano Veloso e Gilberto Gil pedindo que cancelassem o show que farão em Tel Aviv em julho. Eles manterão o show.
Acabei de saber... Acontece. O que eu posso fazer?
Vai insistir com eles?
Claro que não, eles são crescidos. Tudo que eu pude fazer foi escrever uma carta para eles. E eles nunca me escreveram de volta.
O sr. tocou em Israel em 2006...
Sim, em 2006, mas foi naquela época que eu conheci o pessoal do BDS [boicote, desinvestimento, sanções; grupo de apoio aos palestinos]. E cancelei meu show em Tel Aviv, e tocamos numa comunidade agrícola, em que judeus, muçulmanos e cristãos vivem juntos. Em 2007 a ONU me levou por toda a Cisjordânia, e era horrível. Todos os que vivem lá precisam ter direitos iguais.
O sr. recebe retaliações de Israel?
Nos últimos anos, eu tive de aguentar ataques bastante selvagens, me acusaram de ser antissemita. E eu tive de explicar tantas vezes que isso não tem nada a ver com atacar judeus, não tem nada a ver com judaísmo, tem a ver com as políticas do governo atual de Israel.
Seus próximos passos serão na atuação política ou no mundo da música?
Eu acabo levado para várias direções, mas compus um novo álbum e estou trabalhando nisso. Esperto transformá-lo num show para arenas. É uma ideia teatral interessante. Se eu tocar em arenas, obviamente vou tocar músicas antigas também. Por sorte, como eu tenho pintado o mesmo quadro nos últimos 50 ou 40 anos, "Us And Them" e outras músicas antigas minhas vão combinar com uma narrativa nova, porque elas carregam mensagens semelhantes ao meu novo trabalho. Eu lhe digo sobre o que é: meu novo álbum é sobre um velho homem e um garoto, e o garoto tem um pesadelo em que as crianças estão sendo mortas. E ele não sabe por quê. Então ele pergunta ao velho, "Por que eles estão matando as crianças?". E o avô responde, "Vamos descobrir". É simplista, mas ao mesmo tempo é importante perguntar: "Por quê?".
O senhor tocou com David Gilmour num evento da Fundação Hoping [entidade de apoio a crianças palestinas, em 2010]. Pode haver ainda novas apresentações suas com ele e Nick Mason, por alguma causa política?
Não sei... A Fundação Hoping é uma coisa, David não vai seguir o mesmo caminho do BDS [boicote a Israel]. Nick sim, Nick se juntou a mim numa carta aos Rolling Stones para que não fossem a Israel. Mas David tem uma opinião diferente, e tudo bem. Obviamente eu gostaria que todo mundo... Como eu escrevi aos dois cantores brasileiros. Tempos atrás, quando todos nós estávamos no movimento contra o apartheid, era quase universal.
ROGÉRIO SIMÕES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE LONDRES
Este registro é o mais recente desta ocasião contendo a transmissão da sessão na BBC em 1971 pela emissora WNEW-FM de Nova York, do "Pink Floyd". É uma descoberta interessante e única. Isso porque de tudo o que se tinha notícia até então, as fitas contendo gravações oriundas da WNEW-FM, traziam apenas as duas músicas que são exclusivas desta transmissão: versões em estéreo de "Embryo" e "Blues". Aqui temos a transmissão em sua íntegra via WNEW-FM estéreo, com excelente qualidade.
Sem dúvida, os destaques são as faixas de "Embryo" e "Blues", as demais faixas são provenientes do vinil da BBC amplamente difundido. Este episódio conta com locução da famosa DJ Alison Steele, (popular: "The Nightbird"), que na ocasião também se utiliza do disco de transcrição da BBC de Londres, porém a qualidade é superior nesta transmissão. Cabe destacar que esta emissora transmitia exclusivamente nos EUA.
Dois momentos revelam a gravação da WNEW-FM. O primeiro é uma identificação da estação que aparece no 8:20 min de "Embryo" e o segundo é um breve comentário da DJ, após o término da execução de "Echoes".
Alguns colecionadores acreditam que a WNEW-FM foi ao ar durante o show em 1971, enquanto outros aventam a hipótese de ter ocorrido onze anos mais tarde, e tanto por isso a oferta de melhor qualidade.
Por que a BBC teria enviado as faixas "Embryo" e "Blues" para a WNEW-FM é um mistério. Possivelmente uma ação de marketing em prol da banda, dando exclusividade aos EUA.
Foi no 19 de setembro de 1971 que o lendário John Peel recebeu a banda no Paris Cinema, em Londres. Este show também foi realizado diante de uma platéia ao vivo, (As estreias de "One Of These Days" e "Echoes" na BBC), e mais tarde foi transmitido no programa de Peel "In Concert" no dia 12 de outubro de 1971 (BBC Radio 1).
Peel in Concert teve apenas 55 minutos de duração. "Embryo" e "Blues" nunca foram transmitidas no Reino Unido. De fato, só foram ao ar na WNEW-FM de Nova York. Boa audição!
Pink Floyd London - Broadcast WNEW-FM (1971-09-30) Paris Cinema, London Neonknight Tape Transfer
Little Pieces Production (LPP)
June 2012 Tracks: 01 Embryo 02 Blues 03 Fat Old Sun 04 One Of These Days 05 Echoes
Why Pink Floyd? chegou ontem às lojas... E voaram porcos em Londres [fotogaleria]
Banda britânica re-editou todo o catálogo em versões de luxo e outras de super luxo. Conheça aqui todos os detalhes.
Os Pink Floyd levaram ontem às lojas a primeira fase do projeto Why Pink Floyd? , que nos próximos meses atacará os fãs com re-edições especiais de todos os álbuns da banda britânica. Além de remasterizados, os álbuns chegam também com material inédito e outras surpresas.
Desde ontem nas lojas está a caixa Discovery , que inclui os 14 álbuns de estúdio dos Pink Floyd e um livro de 60 páginas da autoria de Storm Thorgerson, designer gráfico inglês que esteve por trás das capas míticas dos discos dos Pink Floyd (e também trabalhou com bandas como os Led Zeppelin, Black Sabbath, Mars Volta ou Muse).
Cada um dos álbuns foi também re-editado individualmente (remasterizados e com novas embalagens) e o clássico The Dark Side of the Moon teve direito a duas edições especiais: a Experience Edition inclui uma versão alargada do álbum remasterizado e em formato digipack, com um disco bónus cheio de material extra e um livrete com informação adicional; a Immersion Edition é de edição limitada que inclui música e material audiovisual inéditos, entre outros conteúdos adicionais.
Também os álbuns Wish You Were Here e The Wall terão direitos às Esperience e Immersion Editions , a 7 de novembro e 27 de fevereiro do próximo ano, respetivamente. Também a 7 de novembro, chega às lojas A Foot in the Door , um best of com temas escolhidos pelos próprios Pink Floyd num único CD. A edição será acompanhada pelas ilustrações de Storm Thorgerson.
Para marcar estas re-edições, um porco insuflável sobrevoou a Battersea Power Station, em Londres, recriando a capa do álbum Animals , de 1977. Veja abaixo as fotos.