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09/12/2017

Roger Waters de férias no Brasil concede entrevista (Vídeo)




De férias no Brasil depois de levar a turnê Us + Them aos Estados Unidos e Canadá, Rogers Waters aproveitou para reunir a imprensa do país, do Uruguai, da Argentina, do Chile e do Peru numa mesa redonda nesta sexta-feira (8), no hotel Fasano, em São Paulo, onde esteve dando entrevistas visando divulgar sua turnê e falar dos shows que fará na América do Sul no ano que vem.

No aguardado show, ele tocará músicas de seu disco mais novo, o político e polêmico 'Is This the life we really want?', e sucessos de álbuns como 'The Wall', 'The Dark Side of the Moon', 'Animals' e 'Wish You Were Here'. Assim foi na turnê norte-americana, quando ele se apresentou para mais de 750 mil pessoas em 63 shows. "São 75% de material antigo, do Pink Floyd, e 25% do álbum novo", afirmou Waters, na coletiva.

"Será que devo usar uma imagem de Temer no show? O que vocês acham?", pergunta Roger Waters aos jornalistas. Silêncio do lado de cá. Caras de não sei. "Talvez", diz Waters.

A turnê, que começou nos EUA há seis meses, traz o porco inflável que está na capa do álbum "Animals" (1977). Nos shows americanos, o presidente Donald Trump aparecia estampado no lombo do animal.

"Estão querendo começar uma guerra com a Rússia. O fim do mundo é agora, e não li isso na Bíblia", afirmou. 

Vindo de Trancoso, onde passou férias, Waters disse que não gosta de ouvir música nenhuma quando não está trabalhando. "Quando entro nos bares, peço para desligarem o som", contou.

O compositor disse também que não pensa em compor músicas que não façam parte de um álbum conceitual. "Gosto de música pop. Adoro 'Everybody Hurts' [R.E.M., 1992], por exemplo. Gosto de Neil Young e Bob Dylan. Mas não está em mim fazer canções de três minutos. O que me interessa são histórias." 

"No fim do show, eu encorajo as pessoas a se juntar a mim na crença da capacidade que a gente têm de amar um ao outro, de criar empatia um pelo outro, como seres humanos", adianta Waters. E, então, ele solta a língua para criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "A administração de Trump nos EUA é o exemplo perfeito da manifestação de como destruir o mundo é uma 'coisa boa’ para eles". E diz que não descarta citar o presidente brasileiro, Michel Temer, nos shows de outubro do ano que vem, em plena campanha eleitoral.



Durante a turnê norte-americana, ao cantar a música 'Pigs', o telão atrás da banda mostrava o nome e uma foto de Trump. Ao ser perguntado se faria o mesmo com o líder brasileiro, ele sorriu. "Eu acho que não, não sei, talvez eu faça isso. O que vocês acham?", deixou no ar. Depois, virou-se para alguém da produção e pediu: "Me lembre disso depois", com um sorriso no rosto.

Roger Waters esteve no Brasil em seis oportunidades (2002, 2007, 2008, 2001, 2012 e 2013), mas nunca fez tantos shows em território nacional. Além de fazer a estreia em Brasília, o músico primeiro se apresentará em São Paulo (9/10), Salvador (17/10), Belo Horizonte (21/10), Rio de Janeiro (24/10), Curitiba (27/10) e Porto Alegre (30/10). A etapa latino-americana passa ainda por Uruguai, Argentina, Chile e Peru. A turnê recomeça em janeiro de 2018 na Nova Zelândia, seguindo para o verão europeu, com 61 shows no continente.

'Us + Them' traz um apanhado do melhor do Pink Floyd, pontuado com o último álbum solo de Water, o político 'Is This The Life We Really Want?'.

A pré-venda vai de segunda (dia 11) a quarta-feira (13 de dezembro), para portadores dos cartões de bandeira ELO. Para o público geral as vendas começam em 15 de dezembro, a partir da 0h01 pela internet pelo site da Tickets For Fun. As vendas nos pontos de vendas físicos começam a partir das 10h, na Fnac, do Park Shopping. 





Roger Waters faz show em Porto Alegre em outubro de 2018





01/12/2017

Promovendo exposição na Itália, Nick Mason outra vez descarta retorno do Pink Floyd




Nick Mason mais uma vez demonstrou ceticismo com relação a um possível retorno de David Gilmour e Roger Waters no Pink Floyd após tantos anos. Em entrevista à Associated Press, o músico falou que não consegue enxergar seus ex-colegas trabalhando juntos outra vez.

Ao ser questionado, Nick Mason respondeu: "Não acho que você possa esperar por isso (rs). Eu adoraria poder dizer que sim, mas não consigo ver David e Roger trabalhando juntos".

A entrevista de Mason teve o intuito de promover a exposição "Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains", que será aberta no Museu de Arte Contemporânea de Roma, na Itália, em 19 de janeiro de 2018. A mostra apresenta diversos objetos relacionados à história do Pink Floyd, incluindo aparelhos utilizados para a gravação dos discos.

"Algumas pessoas podem estar interessadas nas tecnologias que usamos, bem como na forma que as usamos. Em alguns casos, há explicações sobre como e por que fizemos algumas coisas", afirmou Mason, sobre a exposição.


Pink Floyd reunion? 'I don't think you can expect it'

31/10/2017

David Gilmour canta “A Boat Lies Waiting” em programa da BBC, confira


David Gilmour - Interview and A Boat Lies Waiting (Live at BBC's Front Row)

David Gilmour publicou nesta terça-feira (31) o vídeo de sua apresentação em programa na BBC. Abaixo a tradução da letra: 


A Boat Lies Waiting
Um Barco Encontra-se Aguardando

Algo que eu nunca soube
Em silêncio eu ouviria você
E um barco encontra-se aguardando
Ainda assim suas nuvens estão flamejantes
Esse sentimento fácil dos velhos tempos

O que eu perdi foi um oceano
Agora eu estou deslizando através, sem você
Nesta triste barcarola

O que eu perdi foi um oceano
Agora eu estou seguindo bem atrás de você
Nesta triste barcarola

Isto te balança como um berço
Isto te atinge para o centro
Você vai dormir como um bebê
Enquanto bate às portas da morte

--------------------------------------------------

Something I never knew
In silence I'd hear you
And a boat lies waiting
Still your clouds all flaming
That old time easy feeling

What I lost was an ocean
Now I'm drifting through without you
In this sad barcarolle

What I lost was an ocean
And I'm rolling right behind you
In this sad barcarolle

It rocks you like a cradle
It rocks you to the core
You'll sleep like a baby
As it knocks at Death's door

29/10/2017

Roger Waters deve trazer turnê "US + THEM" para o Brasil em 2018



Atualmente Roger Waters está promovendo a turnê do seu último disco "Is This The Life We Really Want?" nos EUA e Canadá até o final desse ano e já tem shows agendados para 2018 na Austrália, Nova Zelândia e mais 23 países europeus. E tudo indica o Brasil na agenda do músico.

Segundo site Metrópoles, os empresários de Waters teriam feito uma pré-reserva do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para datas entre os dias 6 e 21 de outubro de 2018. Também fontes ligadas ao iBahia, indicam negociação entre os agentes do artista com a direção da Arena Fonte Nova.

A Secretaria de Turismo do Distrito Federal confirmou a reserva das datas e informou que na próxima semana está agendada uma reunião com os empresários nacionais responsáveis pela turnê de Roger Waters: “Shows desse porte exigem uma complexidade maior nas negociações. Felizmente, conseguimos, ao longo deste ano, programar esses eventos", comentou o secretário Jaime Recena ao site Metrópoles.

Procurado pelo iBahia, o diretor comercial da Arena Fonte Nova, Alexandre Gonzaga, confirmou que há negociação com dois grandes artistas internacionais. "Ainda está em andamento. Não temos nada fechado", afirmou. Alexandre explicou que anunciaria em breve.


Caso confirmado, os shows deverão acontecer no segundo semestre, quando Roger deve desembarcar com a turnê do disco 'Is This The Life We Really Want' no Brasil.  

Além das músicas do novo disco, Roger traz no repertório, claro, clássicos que marcaram sua carreira à frente do Pink Floyd, entre eles sucessos dos discos 'The Dark Side Of The Moon', 'The Wall', 'Animals' e 'Wish You Were Here'.




27/10/2017

David Gilmour libera trecho de "Shine On You Crazy Diamond" do Live At Pompeii





Por
Letícia Lima

Em 1971, Pink Floyd fazia uma apresentação na Arena de Pompéia, na Itália, quebrando um silêncio de mais de dois mil anos, persistente desde a época dos gladiadores e das lutas sangrentas. O show, intitulado Live at Pompeii, foi lançado em 1972 e teve direção de Adrian Maben. Até hoje, esse concerto dos considerados precursores do rock progressivo é um dos mais aclamados pela crítica e fãs do mundo inteiro.

Foi sob essa perspectiva que David Gilmour, ex-vocalista e guitarrista da Pink Floyd, entoou sua voz no mesmo local histórico em que se apresentara décadas antes, não somente para apresentar seu álbum solo, Rattle That Lock, como também para relembrar grandes canções da Pink Floyd como Wish You Were Here, Time e Shine On You Crazy Diamond. Em julho de 2016, o músico fez dois shows na Arena de Pompéia, desta vez, perante um público de 2.600 pessoas em cada dia de concerto. As apresentações deram origem a David Gilmour: Live at Pompeii, filme-concerto dirigido por Gavin Elder (Duran Duran: Live 2011: A Diamond in the Mind).

O começo de David Gilmour: Live at Pompeii traz um panorama geral das preparações para o show, contando com cenas de ensaios e entrevista com Gilmour. É interessante como uma apresentação de tamanha grandiosidade, com um dos maiores músicos de todos os tempos, possui uma atmosfera descontraída, porém intimista e emocionante. Desde os ensaios é possível perceber a cumplicidade entre todos os participantes da banda, o que torna tudo mais belo ainda. Isso é confirmado pelo próprio David, que em dado momento conta que não se preocupa com a performance ser idêntica à versão de estúdio, desde que haja interação entre os integrantes e que eles sejam livres para incrementar a apresentação.

Esse é, sem sombra de dúvidas, um dos pontos fortes do show: parece que todos têm um momento para brilhar – e que momentos!. Os backing vocals, por exemplo, fazem mais do que um suporte para a voz de Gilmour. Eles criam uma atmosfera musical impecável, com uma sonoridade perfeita. Essa descentralização dos holofotes faz com que o concerto seja recheado, cada vez mais interessante, impossível de provocar qualquer indício de tédio.

Em questões de ambientação, o palco foi adornado com um telão no qual alguns vídeos e animações foram exibidos, combinando com as canções performadas e completando-as. Até os míseros detalhes foram cruciais para a excelência do show: as luzes passeando pela arquibancada (que não foi ocupada por questões de preservação do patrimônio histórico), os fogos de artifício no momento certo etc.

Por fim, é necessário destacar a participação do jovem saxofonista brasileiro, João Mello, de apenas 21 anos, que certamente ainda há de trazer muito orgulho para a nação através de seu talento. Além disso, importante comentar a fotografia de Nick Wheeler, que sem dúvidas conseguiu transmitir toda a emoção do concerto e até mais, dando destaque para a figura Gilmour – idosa, mas repleta de energia e borbulhando com talento e experiência.

Não há muito a dizer sobre David Gilmour: Live at Pompeii além de que vale muito a pena assisti-lo na tela gigante. A experiência é, com certeza, transcendental, algo que vai bem além das suas percepções auditivas. Ao escutar Comfortably Numb o pensamento é instantâneo: "definitivamente estou no lugar certo". É um show pra ser sentido, vivido e, sobretudo, lembrado.

Sobre João Mello: 


"Quando recebi o convite foi difícil de acreditar." João de Macedo Mello


Da esquina para a banda

Para entender como o jovem músico nascido em Curitiba, em 1995, e toca oito instrumentos, entrou para a banda do guitarrista do Pink Floyd é preciso voltar a 2013.

No começo daquele ano, João com 16 anos fazia parte de três bandas em Curitiba como a Rocksteady City Firm e só queria tocar e se divertir. Musico nato, João é filho do músico e compositor Chico Mello (que hoje vive na Alemanha) e da atriz Christiane de Macedo e toca piano desde os quatro anos.

“Meu pai sempre me incentivou a aprender música. Quando eu enjoava de um instrumento eu migrava para outro. Ele dizia: “todo bem, desde que continue estudando”. Serei grato a ele eternamente”, reconhece João.

Fez aulas de piano com Edith de Camargo, de bateria com Walmir Pêgas e de sax com Helinho Brandão. No começo de 2013, sua mãe o convocou para ir “morar com ela em Londres, ou pelo menos passar uns seis meses”.

João acabou indo a contragosto. “Tinha 16 anos, não queria deixar Curitiba, nem parar de tocar com os meus amigos. Os primeiros seis meses foram difíceis”, lembra.

Até que num dia em que tocava numa esquina no leste de Londres, conheceu o baixista Fred da banda Razorlight. Os dois começaram a tocar junto e logo surgiu o convite para tocar com a banda e também no projeto paralelo do vocalista Johnny Borell.

“Me juntei a banda e fomos para a França para gravar as demos do disco e tocar. Ele me ofereceu um contrato. Nessa época eu estava decidindo entre entrar numa escola de música ou tocar profissionalmente e não pude deixar a oportunidade passar”, conta.

No primeiro ano em que ficou no Razorlight, João conheceu David Gilmour. “A filha do David namora o guitarrista da banda. Ele sempre foi bem legal, mas nunca imaginei que estava ao meu alcance tocar com ele”, conta.

Roxy e Floyd

Nesta época, outro nome fundamental do rock, o guitarrista Phil Manzanera estava procurando tecladista e saxofonista para sua banda solo. Os colegas do Razorlight, amigos de Manzanera, indicaram João, “que poderia fazer as duas coisas pelo preço de um”.

Phil se encantou com João e ele passou a tocar regularmente na banda do ex-Roxy Music. Então foi a vez de Gilmour procurar um saxofonista para a banda que estava formando para sua turnê 2015/2016 já que o saxofonista Dick Parry está com problemas de saúde.

Desta vez foi Phil Manzanera que fez a ponte e indicou o jovem músico de sua banda. “ele ligou para ele [David Gilmour] e ficou falando coisas boas a meu respeito. Dois dias depois o empresário do David me ligou e fez o convite”, conta.


"Nunca imaginei que estava ao meu alcance tocar com ele."
João de Macedo Mello


“Não sei te dizer porque eles me escolheram, talvez pela minha idade, não saberia te explicar”, diz com modéstia genuína.

O fato é que João, que quando era adolescente “pirava” ouvindo os discos do Floyd em seu quarto, aceitou o chamado e se juntou a banda para os primeiros ensaios. Por conta de sua agenda com o Razorlight, ele vai tocar na parte da perna final da turnê europeia e de toda a perna na América Latina.

Apesar de não esconder a alegria, João mostra maturidade ao dizer que o bom momento exige dedicação ainda maior a carreira. “Sempre soube que a música era o meu caminho. Nos últimos dois anos tem me acontecido coisas muito boas, mas eu sei que outras também irão aparecer se eu seguir tocando, estudando e me dedicando”, afirma.

28/09/2017

David Gilmour divulgou um trecho de "Comfortably Numb" do DVD "Live At Pompeii"



David Gilmour divulgou ontem (27) em seu canal um trecho de "Comfortably Numb", que você confere acima, retirado de seu novo DVD, "Live At Pompeii 2016".

Está previsto para amanhã 29 de setembro a chegada oficial ao mercado das gravações em CD duplo, Blu-ray, DVD duplo, caixa com 4 LPs e caixa de luxo com Blu-ray e CD, além dos downloads digitais em alta definição. Outras preciosidades também estão presentes na edição deluxe, incluindo o aclamado documentário da BBC “Wider Horizons”.

Para os fãs brasileiros há, ainda, uma enorme expectativa: a edição de luxo incluirá um disco com o áudio de cinco músicas (Astronomy Domine / Us And Them / Today / Time-Breathe / Comfortably Numb) gravadas na América do Sul em dezembro de 2015. Parte disso poderá ter sido retirado de uma das quatro apresentações em solo nacional (duas em São Paulo e uma em Curitiba e Porto Alegre). Há ainda quatro mini-documentários dirigidos por Gavin Elder, sendo um deles (de 15 minutos) intitulado “América do Sul 2015“


Domingo (24), David Gilmour divulgou outro registro de seu novo DVD “Live At Pompeii”. O trecho liberado por Gilmour, apresenta uma faixa raramente tocada por ele em seus shows “The Great Gig in the Sky”, presente no álbum “Dark Side Of The Moon”, do Pink Floyd. Confira abaixo:


15/09/2017

“David Gilmour Live at Pompeii” é o filme do ano e nem há discussão possível (NiT - Portugal)




Excelente matéria, que achei bacana compartilhar aqui no blog, porque não foi feita somente por um jornalista, um crítico, mas também por um indiscutível fã do Pink Floyd, confira:


Por NiT - Lisboa - Portugal

texto
Nuno Bento


Foi como a passagem de um cometa – efémera e espetacular. O melhor filme do ano esteve nos cinemas esta semana e quem não estava avisado, nem deu por ele. Como um cometa fulgurante, “David Gilmour Live at Pompeii” também foi visto apenas por uma só noite, numa única exibição nos cinemas um pouco por todo o mundo. Quem viu, saiu da sala deslumbrado; quem não viu, tem que esperar pelo DVD/Blu-Ray. Mas já não vai ser a mesma coisa.

Ver o “David Gilmour Live at Pompeii” no cinema, imerso num sistema de som pomposamente batizado de ‘Dolby Atmos’ (um sem-número de colunas espalhadas por toda a sala), sentiu-se como um privilégio. Um espetáculo para os sentidos e uma experiência quase-religiosa. Foi certamente o mais próximo que poderia estar de regressar àquela noite mágica em Pompeia. Não me odeiem, mas sim, eu estive “lá” há um ano e foi “só” a melhor noite da minha vida. Na altura, contei aqui na NiT a história da minha imensa expectativa para o concerto e, na ressaca, o sentimento que depois daquilo não havia mais nada para ver. Sorte a minha que o David decidiu gravar aquela noite para a eternidade. 

O filme começa com um pequeno documentário a contar a história de como David chegou a Pompeia e conseguiu autorização para o primeiro espetáculo com público no anfiteatro romano desde o tempo dos gladiadores (79 d.C., para ser mais preciso). David já ali tinha atuado com os Pink Floyd em Outubro de 1971, mas sem público, para a gravação do filme “Pink Floyd Live At Pompeii” de Adrien Maben. No seu regresso, David tocou para uma audiência de apenas duas mil pessoas em duas noites, com o filme a documentar quase exclusivamente a segunda noite (a melhor das duas, mas sou suspeito – foi a minha!). Das imagens dos ensaios em Brighton com a nova banda – devidamente vigiados pelo lindíssimo Kahn (o pastor-alemão do David) – saltamos para Pompeia e para a recepção heroica de David por parte do presidente da cidade, que o distinguiu como cidadão honorário. E assim chegamos à noite do concerto e ao prato principal do filme.


O concerto abre com o instrumental “5 A.M.” (que também dá início ao último álbum “Rattle That Lock”), num magnífico plano de um drone a cobrir o anfiteatro em ruínas, sob o olhar ameaçador do Vesúvio ao fundo. O vulcão esteve tranquilo nessa noite e não se importou de assumir os papéis de cenário e personagem-chave no filme; também ele queria ver o David, aposto.

É muito difícil apontar momentos altos no orgasmo contínuo de duas horas que se seguiu. Talvez “High Hopes”, porque é só a melhor música de sempre; talvez “Sorrow”, porque estremeceu todo o complexo do Almada Fórum (a única sala na zona de Lisboa com o sistema ‘Dolby Atmos’); talvez “One Of These Days”, porque foi o único tema repetido de 1971 e o momento mais puro Floyd da noite; talvez “Comfortably Numb”, porque tem o melhor solo de guitarra do universo e mais além.

Mas houve muito mais além do já esperado brilhantismo da épica música dos Floyd (e do David a solo). Perdidas no filme, houve diversas pequenas pérolas que fizeram brilhar o filme-concerto: por exemplo, o momento em que David é surpreendido pelo arsenal descarregado no fogo-de-artifício em “Run Like Hell” e tem uma visível reacção de “qué esta merda?”a olhar para o céu (acreditem, eu também fiquei estúpido a ver aquilo); quando Roger Waters faz uma aparição especial neste tema, com o seu grito maníaco a rebentar nas colunas traseiras da sala; ou quando David abre o coração e fala sobre “fantasmas do passado” em Pompeia, referindo-se a Richard Wright, seu amigo e colega dos Floyd, falecido em 2008.

Senãos? Houve poucos. O maior terá sido a realização demasiadamente esquizofrénica, sinal dos tempos que correm. Não há tempo para apreciar um plano, porque o realizador salta logo para o seguinte. Saudades dos planos longos e contemplativos da guitarra de David no filme original dos Floyd. Aqui cada plano não dura mais que 3 a 4 segundos, o que não casa muito bem com o tom melancólico de grande parte da música ali tocada. Materializar um momento tão superlativo numa fita de filme não era tarefa fácil, admito-o. Gavin Elder – o realizador – fê-lo de forma fenomenal, mas entusiasmou-se um bocadinho demais. Não o condeno.


A nível sonoro, para quem está a obsessivamente ouvir o bootleg do concerto desde há um ano, também tenho umas coisas a dizer: de positivo, a pós-produção de bom gosto a que certos temas foram sujeitos, com a introdução de alguns efeitos sonoros que ouvimos nos álbuns, nomeadamente o já referido grito do Roger no “Run Like Hell”, o rádio em “Wish You Were Here”, ou os relógios em “Time”; de negativo, o inexplicável afogamento das partes do baixista Guy Pratt na mistura. Guy é uma besta do baixo e gosta de introduzir aqui e ali várias licks de improviso que dão um toque de imprevisibilidade aos espectáculos de David; é um espectáculo dentro do espectáculo. Foi uma pena perceber que as suas licks foram suprimidas, ou ficaram indissociavelmente perdidas na mistura. 


Note-se que o concerto foi fortemente editado para a versão de cinema. Tive pena, porque a sala anunciava um filme de 180 minutos e a sessão acabou por durar pouco mais de duas horas, já contando com o documentário. Mas compreendo que nem todo o público tenha estômago para uma sessão de 3 horas e meia. Os temas cortados na versão de cinema foram: “Faces Of Stone”, “The Blue”, “Money”, “Fat Old Sun”, “Coming Back to Life”, “On An Island”, “The Girl In The Yellow Dress” (esta felizmente nem no DVD estará) e “Today”. Aproximadamente uma hora de concerto que fica em exclusivo para o lançamento DVD / Blu-Ray do filme do ano.


12/09/2017

David Gilmour “Live at Pompeii”: Matéria sobre a Pré-estréia (2017-09-05)


David Gilmour, a arena romana de Pompeia e o Vesúvio ao fundo


O Expresso (Portugal) esteve na pré-estreia mundial privada de “Live at Pompeii”, o concerto filmado de David Gilmour que quarta-feira será exibido simultaneamente e apenas por uma vez em 2500 salas de cinema em todo o mundo 

David Gilmour e o Diretor Gavin Elderem, Londres

Tinha parado de chover em Londres, eram 17h30 do dia 5 de setembro, quando David Gilmour atravessou a pé Leicester Square carregando um enorme saco ao ombro, provavelmente com roupa para se trocar para a gala de antestreia do filme “Live at Pompeii” que iria decorrer dali a pouco no cinema Vue West End. Parou à porta, cumprimentou com um abraço os dois seguranças e entrou.

Lembrei-me de um comentário antigo de um crítico que escreveu que o Pink Floyd podia passar entre o público dos seus concertos sem serem reconhecidos. E lembrei-me de uma das famosas imagens do filme de Pompeia de 1972 onde se vê pintado na parte de trás de todas as grandes colunas de som “Pink Floyd. London”. Junte-se a citação e o endereço e, na verdade, acabei de ver um dos mais famosos músicos rock de sempre atravessar a pé a meio da tarde uma das mais centrais praças da cidade natal da sua banda sem ser reconhecido pelos transeuntes. Aparentemente, só eu, os dois seguranças e um italiano que também tinha convite para a gala (e que tinha uma capa protetora do smartphone com uma foto de Gilmour nos anos 70) é que demos por ele. Como foi isso possível?


Para quem não sabe, David Gilmour se tornou um símbolo da banda do Pink Floyd depois da saída de Roger Waters. Depois de anos, ele volta para Pompeia, local que lhe traz muitas lembranças de uma gravação feita com muita dificuldade, na qual suas composições foram tocadas para o anfiteatro vazio de Pompeia em 1971. Agora ele retorna para fazer algo memorável.


David Gilmour: Live in Pompeii traz um pouco das motivações e o início da montagem do show e prossegue com o show na integra ininterruptamente. O músico apresenta sua banda no makin-off e explica a razão pelas escolhas de cada músico, inclusive um representante brasileiro entre eles.

Gilmour, em sua turnê, escolhe lugares importantes e bonitos que irão adicionar mais ao seu som do que uma simples arena. Sua turnê teve passagem por lugares como Hollywood Bowl mas nenhum foi tão majestoso quanto 

O filme capta os melhores momentos dos dois shows realizados no local e a todo momento o músico sabe o respeito que deve ter com o lugar com uma bela introdução que dá para a plateia sentir a importância de tudo que está acontecendo

David Gilmour: Live in Pompeii contém apenas uma música da performasse de 1971, “One of These Days”, mas isso não tira o brilhantismo da apresentação…

Agora falando um pouco da atmosfera que o cinema traz para algo deste porte, para os fãs será uma experiência única poder sentir o peso do que foi esse show, tanto para Gilmour quanto para quem estava presente naquele momento. O som do Vue West End consegue fazer mágica e colocar o espectador praticamente dentro do show. Você conseguirá sentir cada acorde e cada solo feito de formas diferentes e com certeza irá fazer você querer voltar no tempo e estar ao vivo naquele show.

Relembrando as duas faixas ("Rattle That Lock" e "One Of These Days") do DVD “Live at Pompeii 2016”que David Gilmour disponibilizou em seu canal na íntegra, confira abaixo:










08/09/2017

David Gilmour libera "One Of These Days" (Live at Pompeii 2016) na íntegra, confira



Perfeccionista no melhor sentido possível, David Gilmour com a maestria que lhe é peculiar, consegue nos surpreender mesmo quando já predispostos às expectativas mais otimistas. 

"One Of These Days" é a primeira música que Gilmour libera em seu site na integra, após "Rattle That Lock", isso faltando apenas 5 dias para a estréia mundial nos cinemas do que promete ser um evento inesquecível, (guardadas as devidas proporções face ao esplendor do show ao vivo), para quem não pôde vê-lo "in loco", certamente uma experiência única, principalmente se onde for exibido tenhamos ótima acústica e equipamentos de ponta. Imprescindível até.


"Live at Pompeii 2016", excelência ou perfeccionismo? Embora tenham significados tão antagônicos, alguns até dizem que a melhor maneira de alcançar a excelência é não exigir perfeição, Gilmour convive com ambas, a qualidade a nível de excelência, sendo disciplinado e detalhista ao extremo, com uma naturalidade ímpar. E penso que a razão dele obter tanto sucesso até hoje, além é claro, do Pink Floyd ser insuperável e atemporal, é estar sempre fissurado para perseguir altos padrões e novas visões, aliado a maestria, o virtuosismo de um dos melhores guitarristas de todos os tempos.





07/09/2017

David Gilmour divulga 3.ª parte do EPK de “Live at Pompeii 2016” e fala sobre próximo disco




No clipe, David Gilmour comenta:

"Existem diversas músicas que estão perto de serem finalizadas, que acabaram não entrando no último álbum. Mas eu não consigo me ver fazendo uma nova turnê sem lançar um novo disco antes, e isso demora um pouco.

Eu levei 10 anos da última vez, e eu realmente espero — sem fazer nenhuma promessa — que não irei levar mais 10 anos dessa vez para voltar pro estúdio e começar a trabalhar novamente. E em seguida, sim, entrarei em turnê novamente."




31/08/2017

David Gilmour divulga trechos de "Time" e "Breathe", do novo DVD



David Gilmour compartilhou ontem (30) em seu canal no YouTube mais dois trechos de seu novo DVD "Live At Pompeii 2016". Confira acima "Time" e "Breathe (In The Air)"

Como já divulgado anteriormente, as mostras antecedem o lançamento previsto para o dia 29 de setembro  do registro do show em diversos formatos (DVD, CD, LP), bem como a estréia mundial nos cinemas dia 13 de setembro de 2017.



23/08/2017

David Gilmour libera a segunda parte do EPK sobre “Live at Pompeii 2016” e um trecho de "Today"



Na terça-feira (22) David Gilmour lançou, em seu canal oficial no Youtube, a segunda parte do EPK relacionado ao seu novo DVD “Live at Pompeii”.

Gilmour fala mais um pouco sobre o concerto, e mostra  alguns momentos do show. Ele diz que não se preocupa em tocar as canções como são nas versões gravadas em estúdio. Ele quer que as pessoas que estão com ele em cima do palco sintam paixão e que tenham a sensação de estar fazendo música.

Hoje (23), Gilmour divulgou outro teaser, a canção escolhida foi "Today", confira abaixo:




15/08/2017

Roger Waters – The Wall disponível no Netflix




Para quem possui conta no Netflix, a boa notícia é que desde 08/06/2017 o documentário está disponível

Concluída a turnê “The Wall Live”, Roger Waters juntou-se a Sean Evans para roteirizar e dirigir “Roger Waters The Wall”, lançado em 2014. O resultado é um documentário no qual, para citar uma das falas de Waters no filme, tanto a música quanto a narrativa questionam o “apego a dogmas que se revela em ação política que mata pessoas”.

O documentário explora e expande a imagem do “outro tijolo no muro”, trecho do refrão de “Another Brick in the Wall”. O trabalho de edição faz com que essa metáfora ganhe diferentes significados no filme. Assim, ela pode ser lida tanto como imagem da busca de proteção (ainda que limitadora) em momentos de angústia e desespero, como em “Mother”, quanto como representação da perigosa ilusão de proteção que é prometida pelo discurso reacionário do fortalecimento de fronteiras. Todos esses sentidos o filme se encarrega de expor para contestar crítica e sistematicamente.

No documentário, gravações do show “The Wall Live” alternam-se com cenas de Waters no Maroeuil British Cemetery e no Cassino War Cemetery, onde jazem ex-combatentes das duas guerras mundiais. Essas cenas também funcionam como desdobramento da metáfora central de “Roger Waters The Wall”. Vistos à distância, os nomes dos soldados nas lápides são inidentificáveis, de modo que acabam mesmo despersonificados e esquecidos. Com isso, reforça-se a afirmação de Waters no filme de que “a memória humana é um dispositivo falível”, sujeita que é à ação apagadora do tempo e dos macrointeresses. Diante dessa constatação, o documentário também pode ser lido como um alerta contra os riscos das inanidades da lembrança que asseguram a barbárie.

O filme ainda articula música e narrativa por meio do uso da citação literária. Diante do túmulo do seu avô, por exemplo, Waters lê o seguinte trecho de um livro de Gabriel Chevallier: “é um erro achar que tais líderes de guerra ou, atualmente, estrategistas econômicos, são impiedosos. Eles são abjetos”. Em outro momento, lemos projeções de trechos de “O Processo”, de Franz Kafka, e “1984”, de George Orwell enquanto ouvimos “Run Like Hell”. Esses excertos enfatizam o ambiente apreensivo da canção, cuja letra trata do medo gerado pela sensação de monitoramento e de perseguição que também aparece nesses romances.

A maneira como “Roger Waters The Wall” é construído faz as músicas do álbum de 1979 dialogarem com temas que ainda nos assombram no século 21. O documentário toca no modo como disputas por poder são engendradas e travadas à custa da miséria da massa de anônimos desapossados de representatividade. Com isso, expõe a perversidade das cisões por trás dos conflitos de interesse que desembocam em carnificina. Pensando na música de Waters, nas suas posturas ao longo da carreira e nos desagrados contemporâneos, cabe perguntar, citando um dos versos de “In the Flesh”: “não é isso que você esperava ver?”


Roger Waters – The Wall



Fonte: Diário da Região, Fernando Aparecido Poiana

Pink Floyd - Sapporo 1972:Direct Reel Master (Sigma 184/185) 1972-03-13 - FLAC



  Breathe (In The Air)


A segunda turnê do Pink Floyd no Japão, em março de 1972, foi mais extensa do que a primeira, composta por seis concertos em Tóquio, Kyoto, Osaka e Sapporo (um sétimo foi planejado para 11 de março em Yokohama, mas cancelado). A performance no Nakajima Sports Center, em Sapporo, em 13 de março, é amplamente considerada como a melhor da turnê, devido em grande parte a uma excelente performance da versão inicial da suite "Dark Side Of The Moon". Esta não foi apenas a última noite da excursão, mas a última vez que Floyd se apresentou com o Roger Waters no Japão.

Esta performance inicial da suíte "Dark Side Of The Moon" é uma das mais importantes versões do período de desenvolvimento deste trabalho ao longo de 1972, mesmo tendo evoluído a partir das apresentações no Rainbow Theatre, em Londres. Duas semanas antes, entre os dias 17 e 20 de fevereiro.

Os destaques, como em todas as versões iniciais da suíte, incluem a jam de guitarra / teclado bastante energética durante a execução de "The Travel Sequence" (intitulada aqui "On The Run" de forma prematura), permitindo que Gilmour e Wright se soltem da mesma maneira que fizeram durante as turnês anteriores com a peculiar riqueza de improvisos. The Mortality Sequence que é um capítulo a parte, uma forma orgânica muito diferente de "The Great Gig In The Sky", soa sombria e majestosa devido a liberdade que Wright têm em poder improvisar com toda a sua genialidade sobre as recitações de Malcolm Muggeridge.

Os vocais de harmonia são quase perfeitos em "Us And Them" e "Brain Damage". O que também vale como registro do que a banda era capaz sem as "The Blackberries" ("Venetta Fields" e "Carlena Williams"), que marcaram presença na turnê após o lançamento do álbum The Dark Side, como vocais de base. Boa audição!


The Mortality Sequence


Pink Floyd
Sapporo 1972:Direct Reel Master (Sigma 184/185) 2017
Live at Nakajima Sports Center, Sapporo, Japan - 13th March 1972
From Original Masters


  [Original]
  Disc 1

    1. Speak To Me
    2. Breathe (In The Air)
    3. On The Run
    4. Time
    5. Breathe (Reprise)
    6. The Mortality Sequence
    7. Money
    8. Us And Them
    9. Any Colour You Like
   10. Brain Damage
      11. Eclipse
   12. One Of These Days
   13. Careful With That Axe, Eugene
   TOTAL TIME (73:40)


  [Remaster]
  Disc 2

    1. Speak To Me
    2. Breathe (In The Air)
    3. On The Run
    4. Time
    5. Breathe (Reprise)
    6. The Mortality Sequence
    7. Money
    8. Us And Them
    9. Any Colour You Like
   10. Brain Damage
      11. Eclipse
   12. One Of These Days
   13. Careful With That Axe, Eugene
   TOTAL TIME (73:40)




One Of These Days



FLAC
uloz.to - (899 MB)
ou
mega.nz - (857,60 MB)








Sigma review:

It is 45 years since Pink Floyd’s only Sapporo performance. That performance, which was held at the Sapporo Nakajima Sports Center (* present Sapporo Nakajima Physical Education Center annex) on the evening of March 13, 1972, is a final day of the Japanese tour of 1972, It was also the last performance in Japan left by. Next time I think that no one thought that it would wait for 16 years even until March of 1988 when Floyd came to Japan, but that is why “only the last performance that Floyd of the 1970s left in Japan” The position on this day is a particularly impressive performance day for Japanese fans as a pair with “Hakone Aphrodite” of the previous year when it first arrived in Japan and the first performance.

Three types of recording sources are presently present in the northern earth which the Floyd visited last in the 1970s, Recorder 2 which is particularly known for the best recording condition is “COLD FRONT (AS 91 PF001) “, Sigma also produced various titles such as Disk 2 of” MEMORIES OF THE EAST (Sigma 24) “and Disk 3 of” SAPPORO 1972 (Sigma 82) “, this only Sapporo Performance It has been known as a representative source. It was the “SAPPORO 1972: DIRECT REEL MASTER (Sigma 137)” released in 2016 that appeared as a decision strike, which was actually used at the Nakajima Sports Center 45 years ago from the person who recorded this Recorder 2 Reel tape It became the title which borrowed the actual thing and turned into an audio, and of course it was the strongest 72 years · Sapporo sound source so far. However, because it was such a special grade / exceptional title, this title is sold out shortly after release and it is a translation, but this weekend the title of the legend is the title of the original Recorder 2 actual reel · master sound source and the latest 2017 I finally resurrected as a press disc 2 set CD by master coupling !!!

First of all, on the disk 1, we straight-copied the Sigma 137 board which was sold out immediately. For those who missed that old work, this is a good news, but there may also be people who seem to be “an entire copy!” But again here again, when we compiled the characteristics of Recorder 2 physical recording by providing himself / herself who was used both for this latest work and for the old work, why the disk 1 of this work is a straight copy , The reason is a glimpse from the importance of the recording.

*********

(1)
Recorder 2 actual reel tape that we recorded on Sapporo Nakajima Sports Center that day by using the recording person himself was used. Reel original sound inhabited deeply and deeply on the scene of the day Deeply innocent sound quality special class sound that is copied from this master tape · It is an exceptional thing to instantly destroy a previously issued board made with generations of tapes did. And here also included new facts that could only be confirmed with Recorder 2 actual.

(2)
One of them was the first appearance scene, and it contained about 3 minutes in total for the first appearance scene which was not recorded in each of the previously-to-be-released boards for about 2 minutes. In particular

“A”: About 30 seconds in the introduction part of “Speak to Me”
“B”: about 35 seconds in the middle of “madman in heart”
“C”: After “Crazy solar eclipse” concert ~ Sound check · Scene until about “start playing windy wind, calling storm” about 1 minute 05 seconds

… but of these, “c” was the most important scene of the new discovery. Because about 20 minutes of break is caught here in order to separate the second half from the first half of the show (= perfect reproduction of trial version “crazy”), but only this Sapporo performance is supposed to enter there It was the first time in Recorder 2 of this uncut / nonstop recording that what was “no” only in 1972 was a Japanese performance.

(3)
Quadrophonic = 4 channel speaker of course was installed in the venue of the day. As a valuable person of the recording person himself, “There is a bigger sound behind when sound goes around the place due to its effect”, and in fact the acoustic effect of this reel original sound also changes in sound pressure It is often felt. However, with each pre-launch board using generations of tapes, this effect is diminished, and hardly felt.

(3)
Also, in most of each of the earlier titles derived from this reel master, there was a stereo gap (※ slightly left) that occurred when copied. However, there is no such displacement of the localization naturally in this reel in kind, and the sound image is completely fixed to the center to the last.

*********

…. and so on?
In other words, it contains too realistic sound quality / too important scenes, so there is no room for handling. Especially at an interval of only about two minutes after the “crazy solar eclipse” concert, “exclamation wind, calling storm” will start unusual show expansion · speed feeling will be goose bumps thing. That is why these are slate copies of disc 1 as original sound sources of Recorder 2 in this work.

On the other hand, Disk 2 has become a further high-quality disc with the spot again to the sound quality that was originally excellent, and this time for the first time it recorded the remastered sound of the 2017 version adjusted with the latest equipment and the latest technology. Specifically, it adds slight delay effect = surround feeling to that sound, and it corrected so that natural sounds come out by combining a component with a slightly thinned sound with the original sound, but this is also the case with Recorder 2 It is reviving with a special sound that attracted a delicate sound and reverberation. The sound image which is sharp and expands more than the original sound is also a big appeal because it also makes a slightly stiff sound to tighten the whole sound image.

For example, a thick sound rises at the end of the introduction “Speak to Me”, but it is thicker than the same part of the old part (* = Disc 1. and later, the part touched about the old disc is the disc 1) You will find that the feeling is getting stronger and you can see that a certain weight is added to the sound. The closeness of the singing voice of Gilmore at “The breath of life” also improved in accuracy, the vividness of the natural voice and the tone of the midrange sound became more vivid and became massive. “Running around” realizes the finish which looks back on the goodness of the original reel original sound which was originally excellent, and each one of the complicated sounds which comes out with this song is able to grasp the details in detail. In addition, this time, it seems that a slight surround feeling comes out to the sound, so you can see that the drama nature of the sound by Quadrophonic in the place is skillfully attracted. In “Time”, the sound of the tom heard in the intro will come out with a tighter sound than the already-released board. The two-voice harmony by abnormal near Rick and Gilmore is also clearer and the sharpness of the garrisy sound that the guitar is scattered is also improved, so the blend feeling of the low frequency range and the high frequency range where the edge is effective is the new sound of the original sound It will make you realize the possibilities. In the early “Magical Scat” In the “The Mortality Sequence”, the brightness and resolution of the monologue SE spreading in the field rises by +1, and the floating feeling of reading by the tape collage and the dramaticity also revive with the sharpness of the outline. The sound of the organ coming out in the final stage (around 3 minutes 10 seconds ~) also makes it easy to grasp the outline of the sound, you can see that the depth and spread of the sound is getting deeper than the old one. The hard feeling of such a pleasant sound appears in the register sound at the beginning of “money” and the sound of the bass, and also the tone of the electric piano appearing in the middle stage, and that avant-garde approach is a sound with a core more than the reel original sound It will be nice to be able to listen. Also, the cymbal and hi-hat sounding behind the guitar solo (※ This is a super-close sound which also increased the resolution!) Also increased clarity, it became more pleasant with the sound that came out of the old one than the old one.

“As · and · · · ·” goes through and elaborate sounds will flow into my ear. The introduction section, the movement of 2 voices and the powerful sound of the organ played behind it are also feeling upper, and how much detail Floyd in Sapporo had been expressing sharply was another step forward You can understand with. Sounds good enough in the old board also demonstrate the power of the sound, “Madman in mind” also should be deprived more and more of the transitions of the sound that is about to escape from the midrange. You can see that the sound of the tuning before the start, the talking spirit of the surroundings is clearer than before and the thick feeling of the bass sound of the performance introduction also increases, but the base that you want to pay attention to It will be the drums behind. The impression that the hitting sound was buried a little is diminished, and the movement of the rhythm has become like to follow with the sound which is more responsive than the old one. The scene where the rhythm once disappears also has the feeling of surround sound so that the floating feeling of the sound can be realized more deeply and the sharp sound of the guitar and the organ which jumps out after the monologue also seems to be stronger in the expression of expression . The tuning scene entering after the end of song will also have a higher brightness than the one you could hear so far and you should be aware of the renewal of the sound image. And visit “Eugene, watch out for ax” is a great appeal with transparency and texture extreme to the highest value. In a sense, this remastered achievement is the finish which can be said to be the most strongly felt, and not only the refinedness of the performance sound but also the change of facial expression of the mysterious tone drifting in the gap between the sound and the sound is higher You should be pleased with accuracy. Moreover, it is certain that the scream of screaming and anguish scream unique to the last day that changed diversely to the last minute part stands out and the sharpness of the meat sound stands out, and it is surprised at the detergency of the sound which attracted the maximum attraction of the reel original sound.

… etc. In the latter half of the sentence I tried to quickly write out the differences in tone reproduction centered on the disc 2 that was remastered but this led by the latest remaster is actually the disc that was recorded on Disc 1 Sound, that is, the size of Recorder 2 original sound box. The straight reproduction of the beat of the sound which Floyd left only in 45 years ago in Sapporo and leap is the aim of this latest work and it was also the aiming goal, and the ultimate coupling which made it fruit now is here It became a reality thing. Those who missed purchasing the former Sigma 137 board which sold out immediately, as well as those who have you, of course, can not miss this absolutely because it has become the vertex board of Sapporo performance · Recorder 2 now I’d like to try this work at the weekend !!!

04/08/2017

David Gilmour divulgou mais 3 trechos de "Live At Pompeii 2016"


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Na última quarta-feira (02), David Gilmour divulgou três vídeos de seu DVD "Live At Pompeii 2016", no seu canal no Youtube.

Um clipe da canção “Rattle That Lock”, um teaser da música “One Of These Days” e um trecho de uma entrevista onde Gilmour comenta sobre sua experiência de voltar a tocar no Anfiteatro de Pompéia. Confira:









30/07/2017

Roger Waters: novo álbum resgata um pouco da magia do Pink Floyd (Resenha - CBN)




Fabricio Carareto* – especial para o Combate Rock

Começo metendo a mão em um vespeiro: pode dizer o que quiserem, mas Roger Waters é o herdeiro legítimo do legado Pink Floyd. Ponto final. “Is this the Life We Really Want?” (2017) é prova disto. 
 
O novo álbum mistura “Animals” (1977) com pitadas de “The Final Cut” (1983) – se bem que esse último já é quase um solo de Waters dentro do Pink Floyd. 

Os temas envolvendo política, crítica social e religião são o que o de melhor Waters faz e já fazia nos tempos de Floyd. É só comparar esse trabalho com outros os outros três de inéditas lançados pelos seus ex-companheiros David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright sob a marca Pink Floyd: “A Momentary Lapse of Reason” (1987), “The Division Bell” (1994) e “The Endless River” (2015). “Division”, sem dúvida, é o melhor dos três, mas longe de ser comparado musicalmente e liricamente ao Floyd que brilhou nos anos 70. 

Primeira pergunta a se fazer sobre “Is this the Life”: por que Waters ficou tanto tempo sem lançar nada inédito? As músicas são inspiradas, as letras idem, com o velho e bom Roger de volta à antiga forma. E com a mira apontada para a mente e o coração de Donald Trump.

 “When We Were Young” é uma introdução de um minuto e meio, nem dá para ser considerada uma música propriamente – lembra “On the Run”, do “Dark Side of the Moon” (1973). 

A segunda canção é “Déjà Vu”, com uma bela melodia e bons arranjos. Aqui Waters já expõe a crítica religiosa – “If I had been God/With my staff and my rod/If I had been given the nod/I believe I could have done a better job” – e social – “The temple’s in ruins/The bankers get fat/The buffalo’s gone/And the mountain top’s flat/The trout in the streams are all hermaphrodites/You lean to the left but you walk to the right”. (“Se eu tivesse sido Deus/Com a minha equipe e minha vara/Se tivessem me dado a chance/Eu acredito que poderia ter feito um trabalho melhor” – e social – “O templo está em ruínas/Os banqueiros estão gordos/Os búfalos se foram/E os topos das montanhas são planos/A truta nas correntes são todas hermafroditas/Você tende para a esquerda, mas anda para a direita”). A voz de Waters, já envelhecida, não perde o brilho. 

Em seguida, “The Last Refugee”, canção sensível que toca em outro tema caro a Waters: a questão dos refugiados. Nos últimos anos, ele se tornou uma das vozes mais potentes em favor da questão palestina. 

Não é surpresa então sua posição pró-refugiados. Em “The Last Refugee”, Waters destila sua crítica com delicadeza e poesia, lembrando inclusive a imagem comovente de um menino sírio que foi encontrado morto em uma praia da Turquia em 2015 – “And search the horizon/And you’ll find my child/Down by the shore/Digging around for a chain or a boné/Searching the sand for a relic washed up by the sea” (“E procure no horizonte/E você encontrará minha criança/Pela praia/Cavando em busca de uma corrente ou um osso/Procurando na areia por uma relíquia levada pelo mar”). Mas incomoda um pouco o que parece ser uma bateria eletrônica marcando o compasso. Uma sensação que, infelizmente, surge em outras músicas. 

“Picture That” é quase um clone de “Sheep”, música de “Animals” (1977). Tanto na sonoridade quanto na crítica social. Waters puxa o gatilho e dispara para todo lado: “Picture a courthouse with no fucking laws/Picture a cathouse with no fucking whores/Picture a shithouse with no fucking drains/Picture a leader with no fucking brains” ( “Imagine um tribunal sem leis de merda/Imagine uma igreja sem uma prostituta/Imagine um líder sem uma merda de cérebro”.). Musicalmente, muda um pouco o astral que corria melancólico no álbum. 

Voz e violão para “Broken Bones”, outra uma bela canção. Mas não se engane com a melodia assobiável e os celos: Waters não quer falar de romance neste álbum. A música poderia tranquilamente estar em “The Final Cut”, álbum que esculhamba os líderes da Guerra Fria da década de 80: “When World War II was over/Though the slate was never wiped clean/We could have picked over them broken bones/We could have been free/But we chose to adhere to abundance/We chose the American Dream” (“Quando a Segunda Guerra Mundial acabou/Nós poderíamos ter sido livres/Mas nós escolhemos aderir à abundância/Nós escolhemos o sonho americano”). 

E por falar em American Dream… a cereja do bolo é a música que dá título ao álbum “Is this the Life We Really Want?”. Ela começa com um discurso do mais novo inimigo número um de Waters, Donald Trump. O som cadenciado vai crescendo para que o ex-Pink Floyd dispare novamente contra tudo e contra todos, em um ataque à sociedade movida pelo medo, pela falsa sensação de democracia e com menção direta ao atual presidente dos EUA: “And every time a nincompoop becomes the president” (“E cada vez que um idiota se torna o presidente”). Destaque à hilária e perspicaz comparação do ser humano com as formigas: ao mesmo tempo em que estamos presos às realidades virtuais dos realities show na TV, permanecemos indiferentes e silenciosos à miséria dos outros. Um soco na boca do estômago.  

“A Bird in a Gale” é a música mais pesada do álbum. A distorção, aliada aos ecos e à voz gritada de Waters, relembra ainda que vagamente trechos de “Dogs”, também do “Animals” (1977). “The Most Beautiful Girl” volta mais com a linha balada, mas sem romantismo na letra. Músicas ok.  

 “Smell the Roses” tem sonoridade muito semelhante a “Have a Cigar”, do “Wish You Were Here” (1975). Aqui, o tema é também o terrorismo: “This is the room where they make the explosives/Where they put your name on the bomb/Here’s where they bury the buts and the ifs/And scratch out words like right and wrong” (“Este é o quarto onde eles fazem os explosivos/Onde eles colocam seu nome na bomba/Aqui é onde eles enterram os ‘poréns’ e os ‘e se’/E rabiscam palavras como certo e errado”). Outra boa canção, com um raro solo – ainda por cima tímido – de guitarra.  

As três últimas canções – “Wait for Her”, “Oceans Apart” e “Part of Me Died” – são, na verdade, uma só. Novamente Waters investe num tom mais intimista para detonar a indiferença, a cobiça e a belicosidade humanas.  

Waters usa “Is this the life” como um panfleto da sua mensagem política e sua ideologia. Com isso, apesar das belas melodias, o álbum às vezes sofre com a ausência de uma sonoridade um pouco mais profunda em alguns pontos. Faltam guitarras e solos mais vigorosos, que certamente deixariam o álbum melhor. E irrita aquela sensação de que Waters optou por uma bateria eletrônica em várias canções – como na já citada “The Last Refugee”.  

De resto, um excelente álbum que vale ser ouvido e absorvido na íntegra. O Pink Floyd, aquele velho Pink Floyd, ainda pulsa com Roger Waters.  

* Fabricio Carareto é jornalista da CBN Grandes Lagos, de São José do Rio Preto (SP) e guitarrista nas horas vagas.
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David Gilmour


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