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19/07/2013

Alquin - Marks (1972) 2009 - Esoteric Remasters





I Wish I Could

O grupo holandês de rock progressivo "Alquin", já em sua estréia produziu um clássico. Lançado em 1972, "Marks" é um dos melhores álbuns prog da Holanda. A formação original consistia de Ferdinand Bakker (guitarra, piano, violino e vocal), Dick Franssen (órgão e piano Wurlitzer), Hein Mars (baixo), Ronald Ottenhoff (saxofone e flauta), Job Tarenskeen (vocal, saxofone, percussão e percussão) e Paul Weststrate (percussão). Teve suas raízes em 69 na universidade Delft, Holanda, onde todos membros da banda estudaram. 

Inicialmente o grupo se chamou Threshold Fear, começou com covers do "Pink Floyd" e do "Roxy Music", e com esse nome também foi lançado seu primeiro single em 1971Ao final do ano, adotaram "Alquin" (inspirado na história medieval, Santo Alcuíno de York) como nome definitivo da banda. Após um período excursionando pela Inglaterra, Alemanha e França, obtiveram a oportunidade de um contrato de gravação com a Polydor.  "Marks" foi produzido por Hans van Oosterhout (Supersister).

O álbum obteve um sucesso tão expressivo que recebeu na Holanda o prêmio "Trendsetter of the Year" (considerados criadores de tendências). Performances no The Cavern Club - Liverpool, e no Marquee Club de Londres, Tours na Alemanha, Inglaterra (com Golden Earring ), e França (abrindo para o "The Who"), os fizeram avançar para o mercado internacional.

Em seu desenvolvimento elementos de rock, clássica e jazz. A banda faz pouco uso de reverbs e ecos, composto de um estilo de guitarra melódica, desenvolvimentos de órgão Hammond, piano, sintetizador, seções rítmicas de jazz, e ainda agradáveis solos de sax e flauta, o que dá a sua música semelhança à cena de Canterbury. Ao meu ver além da admiração e inspiração do grupo pelo "Pink Floyd", visto através de temas sinfônico espaciais com algumas passagens psicodélicas, (I Wish I Could, por exemplo), sua sonoridade os aproxima do também holandês Finch, (excelente progressivo instrumental), com o clássico som do Caravan, um dos principais representantes de Canterbury. A complexidade e variedade de seus temas o caracterizam essencialmente um excelente exemplo do Eclectic Prog Rock de alto nível. Boa audição!


Soft Royce

Alquin
Marks (1972) 2009
(Esoteric Recordings ECLEC2144)


Songs / Tracks Listing:

1. Oriental Journey (4:23)
2. The Least You Could Do Is Send Me Some Flowers (2:26)
3. Soft Royce (6:57)
4. Mr. Barnum's Junior's Magnificent and Fabulous City (5:36)
5. I Wish I Could (11:47)
6. You Always Can Change (3:05)
7. Marc's Occasional Showers (3:24)
8. Catherine's Wig (2:38)
- Bonus track:
9. Hard Royce (2:40)


Line-up / Musicians:

Hein Mars / bass, vocals
Paul Weststrate / drums, vocals
Dick Franssen / organ, piano, E-piano
Ronald Ottenhoff / saxophone, flute
Job Tarenskeen / vocals, saxophone, percussion
Ferdinand Bakker / guitar, piano, violin, ARP-synthesizer, vocals



Oriental Journey

Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire (121,57 MB)
FLAC
mediafire.pt1 - (180,93 MB)
mediafire.pt2 - (86,94 MB)


25/04/2013

Atoll - L'araignee-Mal (1975) Japan Edition 2009



Imaginez le temps (1/4)

Uma das melhores bandas do progressivo francês de todos tempos, mesclando todos os elementos do progressivo sinfônico em perfeito equilíbrio. A música de "Atool" é complexa e muito elaborada, ao mesmo tempo que bela e delicada. Os arranjos são sofisticados melódicos e profundos. Sua música trás alguma relação com o "Yes" e o "Genesis", contundo permanecendo caracteristicamente o estilo francês e sobretudo sendo bastante original. "L'Araignee-Mal" é uma obra-prima, e ao meu ver superior ao seu álbum de estréia "Musiciens Mágicos". Eclética, experimental, compreende elementos do "jazz fusion" com muita competência. O álbum como preconiza a natureza do progressivo sinfônico se destaca com um exuberante trabalho nos teclados e conta ainda com a adição de violino, que soa muito bem em conjunto com a guitarra, baixo e bateria, interação perfeita (a exemplo de "David Cross" no "King Crimson"). O lado B (vinil) do álbum é constituído do épico L'Araignée-Mal, (homônimo ao título do álbum), que é verdadeiramente um clássico maravilhoso. A execução da excelente Cazotte No.1, (cujo riff lembra Frankenstein de Edgar Winter), nesta versão ao vivo, apesar da qualidade do áudio ser um pouco inferior, é espetacular. Boa audição!


Cazotte No.1 - Live



Atoll
L'Araignée-Mal (1975)
Arcàngelo ‎- ARC-7330
Japan Edition 2009



Tracks Listing

1. Le Photographe Exorciste (9:10)
2. Cazotte No.1 (6:00)
3. Le Voleur d'Extase (7:30)
4. L'Araignée-Mal i) Imaginez le temps (6:40)
5. L'Araignée-Mal ii) L'Araignée-Mal (5:05)
6. L'Araignée-Mal iii) Les robots débiles (3:35)
7. L'Araignée-Mal iv) Le cimetière de plastique (6:00)
Bonus track on remastered CD:
8. Cazotte No.1 (Live - Festival des Solstices at Sierck-Les-Brains - Jun, 75) (11:57)

Total time: 55:58

Line-up / Musicians

Richard Aubert / violin
Andre Balzer / lead vocals, percussion
Christian Beya / guitar
Alain Gozzo / drums
Michel Taillet / keyboards
Jean Luc Thillot / bass




L'Araignée-Mal  (2/4)

FLAC
mediafire.part1 - (196,53 MB)
mediafire.part2 - (199,31 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz
mediafire - (118 MB)

04/04/2013

National Health ‎– Of Queues And Cures (1978) Victor - Japan Edition 2009



Binoculars

Cultuado no meio artístico, como um dos maiores tecladistas de todos os tempos, além de excepcional compositor e arranjador, Dave Stewart foi responsável pela criação de grupos seminais, como Uriel e Egg. Ele é uma das principais referências do Canterbury Prog, senão a própria veia desta vertente como percursor do estilo.

A carreira de Stewart começou na banda Uriel, com Mont Campbell (baixo, vocal), Steve Hillage (guitarra) e Clive Brooks (bateria). Depois que Hillage saiu, os três remanescentes formaram o impressionante Egg, o quarteto voltou a se reunir gravando o lendário álbum intitulado Arzachel. Em 1972, Stewart participou de outro excelente álbum, Space Shanty, da banda formada por Hillage, Khan.

Em 1973, Stewart se uniu ao Hatfield and the North. Ele saiu em 1975 e, depois de fazer uma turnê com o Gong, fundou então o National Health com o tecladista Alan Gowen (Gilgamesh). O primeiro baterista do National Health foi genial Bill Bruford. Amigo de Stewart, quis prestigiar o projeto. David por sua vez, colaborou com Bruford em seu primeiro álbum solo, Feels Good to Me (1977).

A banda ainda incluía dois guitarristas, o virtuoso Phil Miller; Phil Lee; o lendário baixista Mont Campbell (ao lado de Stewart, desde o início de carreira), e o fenomenal baterista Pip Pyle, (Hatfield and the North), convidado para o lugar de Bruford. Campbell, entendo ter chegado a hora de desenvolver sua carreira solo, deu lugar primeiro para Neil Murray, e em definitivo à John Greaves (Henry Cow), no baixo.

O disco de 1978 "Of Queues and Cures", para se ter noção de sua importância histórica no rock progressivo, é considerado como o terceiro melhor álbum de todos os tempos (entre 53 mil candidatos) segundo a Gnosis. 

Todos os integrantes participam nas composições, oferecendo um trabalho primoroso e único, música feita e interpretada com alma. Jazzy ou progressivo, ritmado ou intenso, varia suas características do início ao fim, mantendo o ouvinte absorto, realmente prestando atenção à música.

É o Canterbury Prog no seu melhor, complexas composições com toda a sua riqueza musical. Principalmente, todo o álbum é focado no instrumental. Uma daquelas bandas que realmente criaram um estilo por si mesmos, sem serem influenciados por ninguém. O álbum também nos oportuna com uma das melhores composição de Dave Stewart, "The Bryden" 1&2, claramente uma evolução à tudo o que foi feito em "National Health", o primeiro álbum. Um verdadeiro espetáculo de órgão, piano elétrico e acústico, tendo Phil Miller na guitarra simplesmente fantástico. Uma banda de curta duração, que marcou o fim do estilo clássico da cena de Canterbury. Uma obra-prima irretocável. Boa audição!


The Bryden 2-Step



National Health
Of Queues And Cures
Label: Victor ‎– VICP-70086
Victor Entertainment, Inc., Reissue
Country: Japan
Released: 25 Mar 2009


Tracklist

1. The Bryden Two-Step (For Amphibians), Pt. 1" (Dave Stewart)
2. The Collapso" (Stewart)
3. Squarer for Maud" (John Greaves)
4. Dreams Wide Awake" (Phil Miller)
5. Binoculars" (Pip Pyle)
6. Phlakaton" (Pyle)
7. The Bryden Two-Step (For Amphibians), Pt. 2" (Stewart)

Personnel:
John Greaves / bass, piano innards (3), crooning (5)
Phil Miller / guitar
Pip Pyle / drums, percussion / hand claps (3)
Dave Stewart / acoustic & electric pianos,
organ, Mini-Moog (3-4)
Also:
Selwyn Baptiste / steel drums (2)
Rick Biddulph / bass on organ solo (4)
Peter Blegvad / voice (3)
Georgie Born / cellos (1-3-7)
Jimmy Hastings / clarinets (3-5), flute (5)
Phil Minton / trumpets (1-5-7)
Paul Nieman / trombones (1-5-7)
Keith Thompson / oboe (3-5)



Squarer For Maud


FLAC (level 8):
mediafire.part1 - (173,29 MB)
mediafire.part2  - (162,78 MB)
Mp3 - 320 Kbps - 48 kHz:
mediafire - (106,42 MB)
ou
uploading - (106,42 MB)

20/07/2012

Locanda Delle Fate - Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu (1977)

Locanda Delle Fate - Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu (1977/2009)



"Locanda delle Fate" foi fundada em 1971. Tocavam covers. Em entrevista com a Euro Rock Magazine eles comentam:  "King Crimson, Gentle Giant, Yes, Genesis foram nossos mestres incontestáveis. Este estilo de música nos levou a enxergar mais longe. No início dos anos 70 na Itália, com o advento do Progressivo, chefiado pela Premiata Forneria Marconi (PFM) e Banco del Mutuo Soccorso (BMS), houve uma grande revolução musical. Era o surgimento de um rock inteligente, bem refinado, com uma pitada de música clássica, trabalhando em perfeita sintonia com movimentos dos jovens de 68 que estavam se espalhando por toda a Itália. Um dia, fomos contatados por Giorgio Calabrese, da rede de televisão RAI. Ele nos convidou para seu programa, onde apresentamos quase a integra de "Forse le lucciole ....

"Locanda Delle Fate" - Live At RAI (1977) Full Show

Após esse show, tudo se tornou mais fácil, todos queriam nos oferecer um contrato de gravação. Optou-se pela Polydor, e o álbum foi gravado nos estúdios da Phonogram na Piazza Cavour, em Milão, em pouco mais de 100 horas no total, um tempo recorde, dada a complexidade da nossa música. Então, em 1977, o álbum "Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu", foi lançado. Fomos contratados por nossa gravadora, a Phonogram, para uma turnê promocional pela Itália com muitos outros artistas do mesmo selo. O show foi chamado de ".. Phonogra .. mania" e estivemos no palco com Ronnie Jones, Morelli Leano, Foini Walter, Lear Amanda, Renato Brioschi e outros. *O concerto mais memorável foi realizado em 21 de novembro de 1977 no Teatro Alfieri da Asti, lotado."

Publicado numa altura em que o rock progressivo estava se tornando um gênero marginal nas vendas de discos,  "Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu"  não obteve o sucesso comercial merecido, apesar de ter sido aclamado pela crítica como um dos melhores trabalhos do progressivo italiano. O grupo se desfez logo depois.

Na década de noventa, aconteceu a redescoberta do álbum, tendo em vista o interesse público no rock progressivo desde então. O álbum foi relançado em CD e também foi lançada uma *gravação ao vivo do período. Uma pérola do cenário progressivo italiano, proveniente de um grupo extremamente técnico e talentoso. Boa audição!



Locanda Delle Fate
Forse Le Lucciole Non Si Amano Piu (1977)



• Tracklist:
01 A volte un istante di quiete (6:31)
02 Forse le lucciole non si amano più (9:48)
03 Profumo di colla Bianca (8:25)
04 Cercando un nuovo confine (6:41)
05 Sogno di Estunno (4:41)
06 Non chiudere a chiave le stelle (3:34)
07 Vendesi saggezza (9:37)
08 New York (4:35)

• Line-up:
Giorgio Gardino - drums, vibraphone
Luciano Boero - bass, Hammond
Ezio Vevy - 12-string, acoustic & electric guitars, voice, flute
Alberto Gaviglio - acoustic, electric, 12-string electric guitars, voice
Michele Conta - pianos, Moog, clavinet, synths
Oscar Mazzoglio - Hammond, piano, Moog, synths
Leonardo Sasso - voice


mediafire (122.98 MB / 320 Kbps)

17/05/2012

Camel - I Can See Your House From Here (1979) Japan Edition 2009




Eye Of The Storm

  "I Can See Your House From Here" é tido como a obra mais popular do "Camel". Mas também sem dúvida um trabalho bastante polêmico, dividindo opiniões, pode ser visto como uma tentativa de tornar-se  um trabalho mais rentável pois entre as composições vemos "Remote Romance" e "Your Love Is Stranger Than Mine" francamente voltadas ao pop rock. Contudo existem belíssimas composições, como "Ice" e "Eye Of The Storm", dentro do nível característico da banda. 

Também o ingresso de "Colin Bass" e de "Kit Watkins" (ex-Happy the Man), além de participações de "Phil Collins" e "Mel Collins" e tendo mantido "Andy Ward", excepcional baterista, propiciam um excelente nível técnico. Outrossim, este registro vêm ratificar a liderança definitiva de "Andy Latimer", e esta formação permaneceria intacta até 1981. Merecem destaque, "Survival" e "Who We Are" apresentam belas orquestrações, e "Latimer" oferece um trabalho excepcional. (Sua flauta é, infelizmente, quase ausente desta vez, mas  guitarra e teclados ofertam momentos brilhantes.)  Boa audição!


Ice


Camel
Аlbum : I Can See Your House From Here
Year : 1979 (2009)



Track List:
  1. Wait
  2. Your Love Is Stranger Than Mine
  3. Eye Of The Storm
  4. Who We Are
  5. Survival
  6. Hymn Ho Her
  7. Neon Magic
  8. Remote Romance
  9. Ice


Musicians:
  • Andrew Latimer – Guitars, Flute, Autoharp, Backing Vocals, Lead Vocals
  • Colin Bass – Bass, Backing Vocals, Lead Vocals
  • Kit Watkins – Hammond, Synthesizer, Electric Piano, Moog, Mini Moog, Clavinet.
  • Jan Schelhaas – Electric Grand Piano, Grand Piano, Prophet 5, Moog, Mini Moog, EMS Sequencer
  • Andy Ward – Drums, Percussion
Guest musicians:
  • Mel Collins – Alto Saxophone
  • Phil Collins – Percussion
  • Rupert Hine – Backing Vocals
  • Simon Jeffes – Orchestral arrangements



 

(FLAC / 339.45 MB)

Interesting cover picture: reminds me of Quiet Zone (VDG). Is there some message in the picture and in the title? ("The Lord said Peter, I can see your house from here..." [It's a Miracle] - Roger Waters)

21/03/2012

Moonrise - Soul's Inner Pendulum - (2009)




Empty Lines

"Moonrise" é um projeto do multi-instrumentista "Kamil Koniecznika", com base na Polônia, que como  único membro regular, têm seus participantes convidados quando da produção de um novo trabalho.

Contando com a ajuda do vocalista Gall Lukasz (da banda polonesa "Millenium"), o álbum "Soul's Inner Pendulum", foi lançado em 2009 e realmente bem recebido pela crítica do gênero.

O estilo de "Moonrise" pode ser visto como uma melódica mescla de influências de bandas como "Genesis", "Marillion" e "IQ".   

Melodias atmosféricas de rock progressivo fluem suavemente do início ao fim, decorrentes do excelente trabalho de guitarra que ao lado dos teclados virtuosos, caracterizam o álbum como uma experiência auditiva agradável e descontraída.

"The Greatest Miracle" a faixa mais extensa, dá ênfase aos solos de sax soando mais jazzy, e conta com a melhor expressão da guitarra de "Kruczek", além do desempenho singular de "Kamil", acredito que é o destaque deste álbum.

Cantado em inglês, as letras são baseadas na experiência pessoal e sentimentos do autor, não compreende um cenário conceitual, mas é inteligente e coerente. Boa audição!


The Greatest Miracle


Tracklist:

  1. Awakened (7:52)
  2. Angels' Hidden Plan (6:57)
  3. I Call My Soul (4:11)
  4. Icarus (Full Moon 2) (6:09)
  5. Empty Lines (6:31)
  6. Night Sky (6:09)
  7. Feeling Like I Lost My Mind (6:56)
  8. The Greatest Miracle (13:18)

Members:
Moonrise - biography
  • Kamil Konieczniak / keyboards, bass, guitars
  • Marcin Kruczek / guitars
  • Darek Rybka / saxophone
  • Grzegorz Jakiela / drums
Guest Musicians:
  • Lukasz Gall / vocals


Feeling Like I Lost My Mind



narod.ru (133.71 МB / 320 Kbps)
fileserve (132.91 MB / 320 Kbps)

Awakened 

15/03/2012

Camel - A Live Record (1978) Japan Edition 2009







 "A Live Record" lançado em 1978, engloba shows gravados entre 1974 e 1977. Nele encontra-se a versão exaltada como a melhor já realizada da obra conceitual "The Snow Goose", inteiramente instrumental e ainda com a formação original da banda, uma histórica apresentação com a "London Symphony Orchestra" no Royal Albert Hall lotado, ocorrida em Londres, 1975. 

As gravações do "A Live Record", distam entre si em mais de 3 anos, comportando a presença tanto do baixista "Doug Ferguson" como seu sucessor Richard Sinclair ("Caravan", "Hatfield and the North"). Ferguson é bastante sólido no baixo, enquanto "Sinclair" nos dava um bom exemplo do que estaria por vir do "Camel", de um modo mais "jazzier". Destaque soberbo, "Mel Collins"  ("King Crimson", "Richard Wright", "Roger Waters", "Rolling Stones", etc...), simplesmente é um show à parte, seus lindos solos e improvisações genias dão um brilho especial em todas as músicas. Por sua identificação com a banda, Collins viria a fechar a década tocando com "Camel".  

Eu acredito que são raros, os bateristas do progressivo se igualam a "Andy Ward", extremamente hábil e tecnicamente perfeito, demonstra sincronia absurda com "Andy Latimer", virtuoso como de costume, sempre impressionando com o lirismo de sua guitarra e flauta, e o genial "Peter Bardens", que ao longo das execuções é basicamente o regente. O puro sangue, o coração, e o pulmão. A ausência de um deles seria um implante.

No 1º disco, "Never Let Go" e "Song Within a Song" foram gravados no Hammersmith Odeon, Londres; "Lunar Sea" no Colston Hall, Bristol; "Skylines" na Universidade de Leeds, todas no mês de Outubro em 1977 durante a turnê do álbum "Rain Dances". "Ligging at Louis'" (inédita / Bardens) e "Lady Fantasy", foram gravadas no lendário Marquee Club, Londres, em Outubro de 1974, turnê do álbum "Mirage". 

O material adicional do álbum "Rain Dances" agora reintegrado ao CD, realmente brilha, todas as melhores músicas do álbum em versões muito mais potentes do que em estúdio. As performances soam mais fluidas, consistentes e enérgicas. As duas obras-primas de estúdio ('Moonmadness "e" Mirage") estão bem representadas aqui também. "A Song Within A Song" é uma das preferidas, (embora brilhante em "Moonmadness") é sensivelmente melhor e mais dinâmica aqui. A interpretação vocal de "Richard Sinclair" é muito melhor que no original, acrescentando uma beleza ainda mais sutil e melancólica. 

Acho que "Camel", soma com a inclusão de "Sinclair". Mas "Mel Collins" também contribui para a magnificência de "A Song Within A Song" ao vivo, seus solos enriquecem ainda mais a canção, flutuam em conjunto ao solo de "Peter Bardens" nos seus teclados de primeira classe... Que já há muito é considerado ser o maior solo de Moog na história do rock progressivo.

Como incrível curiosidade, não pode ser esquecido que "A Live Record" registra um dos mais inacreditáveis erros já vistos na indústria fonográfica, pois a quase totalidade da prensagem brasileira veio com um disco inteiro gravado ao contrário, ou seja, só pode ser reproduzido corretamente em toca-discos que girarem em sentido inverso ao convencional. (imagino que deva ser um delírio à colecionadores)

Quando a gente gosta das músicas de uma banda, normalmente existe uma identificação com seus álbuns de estúdio, com os originais. Estes shows contêm versões que fogem a regra, quando acontece a familiarização, viram prediletas. A versão re-masterizada é muito superior ao LP duplo original ou da primeira versão em CD . Não só o som é melhor, como o benefício da inclusão das faixas adicionais. 

Ao final, meu destaque preferido é "Never Let Go", sua interpretação extrapola todas as minhas melhores expectativas, desde os solos nelas incorporados à dinâmica de sua execução, realmente cativante. A região litorânea onde moro, ainda conservam-se muitas áreas de mata, muitas trilhas  que dão de encontro à praias quase sempre desertas. Gosto de pedalar no meio da natureza, ouvindo som, e muita coisa vai ser desta coletânea...   Com certeza... Boa audição!


Migration 


Camel
A Live Record 1978
Japan Edition 2009


CD1

01 First Light
02 Metrognome
03 Unevensong
04 Skylines
05 A Song Within A Song
06 Lunar Sea
07 Raindances
08 Never Let Go
09 Chord Change
10 Ligging At Louis'
11 Lady Fantasy


A Song Within A Song 


CD2

01 Spoken Introduction by Peter Bardens
02 The Great Marsh
03 Rhayader
04 Rhayader Goes To Town
05 Sanctuary
06 Fritha
07 The Snow Goose
08 Friendship
09 Migration
10 Rhayader Alone
11 Flight Of The Snow Goose
12 Preparation
13 Dunkirk
14 Epitaph
15 Fritha Alone
16 La Princesse Perdue
17 The Great Marsh
18 The White Rider
19 Another Night

Line-up / Musicians

  • Andrew Latimer / guitar, flute, vocal 
  • Andy Ward / drums, percussion 
  • Mel Collins / saxophones, flute 
  • Richard Sinclair / bass, vocal 
  • Doug Ferguson / bass
  • Peter Bardens / keyboards  
 



Skylines 

 

FLAC
multiupload.CD1 - (447,00 MB)
 multiupload.CD2 - (392,30 MB)
ou
uloz.to.CD1 (468,75 MB)
uloz.to.CD2 (411,39 MB)

Mp3
depositfiles 1 (174.56 MB/320 Kbps)
depositfiles 2 (144.40 MB/320 Kbps)

24/01/2012

King Crimson - Live in Zurich (1973) - 2009


KCCC 41

21st Century Schizoid Man


"King Crimson - Live in Zurich", Suíça, 15 de novembro, 1973. Trás boa parte do material de 1972, além de uma soberba exibição "21st Century Schizoid Man", consagrada desde 69. Divulga também músicas que seriam lançadas em 1974. "Desenvolvendo e escrevendo material novo", foi como "Bill Bruford", memoravelmente observou em sua autobiografia, "Excruciante - Difíceis interpretações, exigiram o melhor de cada músico. "Starless & Black Bible", representou uma nova forma de abordar o processo de "King Crimson" - tomar improvisações ao vivo e, em seguida, editar e proceder o "overdubbing" (técnica de gravação que consiste em adicionar novos sons a uma gravação já anteriormente realizada), recriamos as peças para gerar híbridos interessantes."

Em entrevista exclusiva, o violinista David Cross fala sobre esta abordagem no encarte deste concerto. Apesar de algumas partes do show gravado em Volkhaus de Zurique ocorrido em 15 novembro de 1973 houvessem sido lançadas anteriormente no disco 4 do conjunto de  "The Great Deceiver: Live 1973 - 1974", esta é a primeira vez que o show completo foi registrado. "Toda aquela noite viu a luz do dia" (Bill Bruford).

Esta apresentação é considerada referência por unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical deste período iluminado na história da banda. Com certeza... Boa audição!


King Crimson
Live in Zurich
November 15, 1973


King Crimson, Zurich, November 15, 1973


Disc 1:

  1. Walk On... No Pussyfooting
  2. Improv: Some Pussyfooting
  3. Larks' Tongues In Aspic: Part I
  4. RF Announcement
  5. Lament
  6. Peace A Theme
  7. Cat Food
  8. The Night Watch
  9. Fracture


Disc 2:

  1. The Law Of Maximum Distress: Part I
  2. Improv: The Mincer
  3. The Law Of Maximum Distress: Part II
  4. Easy Money
  5. Exiles
  6. Improv: Some More Pussyfooting
  7. The Talking Drum
  8. Larks' Tongues In Aspic: Part II
  9. 21st Century Schizoid Man

King Crimson, Zurich, November 15, 1973

Personal:

  • David Cross - violin, mellotron, electric piano
  • Robert Fripp - guitar, mellotron, electric piano
  • John Wetton - bass guitar, vocals
  • Bill Bruford - drums, percussion

King Crimson, Zurich, November 15, 1973



The Night Watch

filefactory (233 MB / 320 Kbps)
quickshare.cz (233 MB / 320 Kbps)
uloz.to (233 MB / 320 Kbps)

19/01/2012

Varga János Project - Elixir (2009)



India

O lendário guitarrista húngaro János Varga, (ex-East), genial mestre de todos os instrumentos de corda, Janos domina a guitar-synths, acústica, elétrica e baixo com  rara serenidade, como que numa espécie de "Nirvana Astral". Também neste projeto seu colega István Király (ex-East), na bateria e Nagy Zsolt nos teclados, ambos excelentes. Continua, para o deleite geral, sua viagem interestelar com este que é por enquanto seu mais recente lançamento, "Elixir", após seu estrondoso sucesso com a crítica e o público europeu de quem já é conhecido de longa data,  com o magnífico registro ao vivo "Wings of Revelation" -  álbuns I e II, e em DVD.  "Elixir"  tira o fôlego, deixando boquiabertos os mais desavisados pelo alto nível técnico, progressivo eclético de primeira grandeza, peculiar à János em sua longa carreira. Como um bônus adicional, participações especiais de "János Varga Jr.", na bateria, e Ferenczi György incrível no violino elétrico como solista. Convidado especialíssimo, faz com seu instrumento, o melhor estilo "Mahavishnu Orchestra",  um spacier jamfest. O guitarrista também lida com um programa de computador de percussão que soa totalmente orgânico e liberalmente saboroso, todas as faixas com baixo slick, além de promover os bateristas a um papel de liderança rítmica que é dinâmica em todos os momentos. Aromáticos títulos fusion que sutilmente evocam  melodias da Índia, a exemplo da masterpiece "Caravanserai" e "El Dorado", têm-se a impressão imediata de singrar uma aventura luxuriante, profundas viagens sonoras que transcendem a rotina comum que é a verdadeira essência do progressivo, sobretudo. Com certeza... Boa audição!

Megvalosult Alom


ELIXIR
Janos Várga Project  
Eclectic Prog
Studio Album, released in 2009


Songs / Tracks Listing


  1. India (5:20)
  2. Eldorado (5:26)
  3. Rozsak a Folyon (6:28)
  4. Kelet-Nyugat Expressz (5:05)
  5. Tisztelet a Mesternek (6:00)
  6. Karavanszeraj (4:56)
  7. Korbe es Korbe (6:51)
  8. Pentaton Attak (4:48)
  9. A Helyes Ut (6:32)
  10. Megvalosult Alom (7:17)
  11. Vallomas (5:04)


Total Time 63:47

Line-up / Musicians


  • Janos Varga / guitars, guitar-synthesizer, bass, percussion programs
  • Zsolt Nagy / keyboards
  • Istvan Kiraly / drums
  • Janos Varga Jr. / drums
  • Gyorgy Ferenczi / violin


Karavánszeráj

narod.ru (137,26 MB / 320kbps)


13/12/2011

Mahtrak - Panorama (2009)



Venus 

O Mahtrak é uma banda formada em São Paulo em 2001, com um trabalho original na linha do jazz-rock, recheado de referências aos anos 70 no melhor estilo de rock progressivo instrumental. Em seu álbum de estréia, "Panorama", gravado em 2004, eles exploram de forma surpreendente os timbres de instrumentos clássicos do gênero, como o órgão Hammond, o Mellotron e o piano Rhodes, reprocessando influências de artistas seminais como Mahavishnu Orchestra, Caravan, Soft Machine, Jeff Beck, Return to Forever e Weather Report. Boa audição!


Tempestade
Músicas:


  1. Tempestade (7:01)
  2. Breeza (1:33)
  3. Nachos Y Tequila (3:52)
  4. Sinestesia (2:39)
  5. Mantra (2:42)
  6. Panorama (5:35)
  7. Il Tamburo Spaziale (1:10)
  8. Crystal Canyon (4:48)
  9. Venus (2:52)
  10. Oraculo (5:12)


Banda:

  • Antonio Rodrigues - guitar
  • Cris Oliveira - drums and percussion
  • Fabio César - bass guitar
  • Paulo Viana - keyboards


Breeza

ifolder.ru (95,19 MB)
crocko (94.80 MB)

07/11/2011

Camel - Camel - 1973 (2009)




Japan Edition


Arubaluda

Considerada uma das melhores bandas emergentes da cena progressiva da década de 1970, Camel já trazia em sua bagagem experiencia com elementos de jazz, música clássica e barroca, blues e até música eletrônica, o que lhe propiciou  a produção de álbuns de notável criatividade  e precisão técnica. 

A critica da época o associaria ao movimento musical ou sub-gênero "Canterbury Scene", com Caravan e outros grupos, o tempo mostrou que seu destino era ser referência.

A origem embrionária do Camel foi concebida por volta de 1964 quando os irmãos Andrew e Ian Latimer se reuniram com seus respectivos amigos Alan Butcher e Richard Over para formar o "The Phantom Four" que rapidamente conquistaria notoriedade em sua cidade natal, "Guildford". Foi colocado um anúncio por um baixista. Em 13 de novembro de 1968, Ferguson chegou para uma audição e imediatamente impressionou.


Pouco depois de ingressar , Ferguson diz a Latimer sobre um baterista emocionante que ele conhecia. A necessidade de novos recursos de percussão estava mais do que provado e em 15 de janeiro de 1969, Andy Ward entrou para o para o grupo, isso com apenas 14 anos de idade ... Andrew constitui o "The Brew" (um trio de blues), juntamente com Doug Ferguson no baixo e Andy Ward na bateria.



O coração de Camel tinha começado a tomar forma.




Ferguson rapidamente provou ser um grande trunfo com o seu talento para conseguir a atenção à banda e consequentemente, shows. Ele também era muito bom em persuadir promotores. Como resultado, o Brew desfrutaram de um fluxo constante de desempenhos e gravaram seu primeiro demo, "Crossroads".

Após uma experiência com o músico pianista Phil Tait, os três músicos concordavam que no grupo um tecladista iriar ampliar as perspectivas sonoras do Brew e um novo anúncio no Melody Maker acontecia. Em 20 de setembro de 1971, Peter Bardens responderia ao anúncio com um extenso currículo: ( "Shotgun Express" [Rod Stewart & Beryl Marsden], "Them" [Van Morrison], "Peter B do Looners" [Peter Green & Mick Fleetwood] para citar apenas alguns...), bem como dois álbuns solo. Os quatro se deram bem imediatamente. Assim, em 08 de outubro de 1971, o grupo realizou seu primeiro show em Belfast sob o nome de "Peter Bardens On".

Pouco depois, todos iriam concordar com um novo nome ...  

Em agosto de 1972, assinam contrato com a MCA Records, entrando em estúdio para gravar sua primeira produção oficial. No meio da gravação o produtor Dave Williams pediu para contratar um cantor. Depois da audição de quase 30 candidatos  para o trabalho, simplesmente decidiu-se que os vocais ficariam ao encargo do próprio grupo. As músicas ganham vocais bastante singulares, pois as vozes eram de Latimer e Bardens. 

camel - Andrew LatimerSeu álbum de estréia lançado em 1973, autointitulado "Camel", obteve um discreto sucesso, no entanto, um álbum profundamente representativo, tanto em sua história como porque reunia algumas de suas canções mais reverenciadas, "Never Let Go", "Slow Yourself Down", e a instrumental "Arubaluba", que juntamente com "Mystic Queen" prenunciavam o som da banda rumo a composição de épicos do progressivo mundial, referências indispensáveis em qualquer apologia do gênero, os clássicos "The Snow Goose" e "Moonmadness". Devido ao sucesso limitado a "MCA" pula do barco, como por vezes se comentou por aqui da filosofia que impera sob as gravadoras e seus critérios para obtenção de lucros...    Decorrido algum tempo,  firmam com o selo "Decca",  com o qual iriam permanecer pelos os próximos 10 anos.

Neste primeiro álbum de estúdio o órgão rítmico cheio de efeitos e algumas peças de mellotron, piano e VCS3, bem como baixo que é muito presente e bastante complexo, são um excelente destaque e a bateria do "menino prodígio" é sofisticada e repleta de recursos. Os vocais são muito bons, e viriam a se constituir como uma das principais referências do Camel; a guitarra é coisa de gênio e dispensa comentários. Boa audição!

Never Let Go
Artist : Camel
Country : UK
Аlbum : Camel
Year : 1973 (2009)
Style : progressive rock

  • Peter Bardens : Keyboards
  • Doug Ferguson : Bass
  • Andy Ward : Drums, Percussion
  • Andrew Latimer : Guitar, Vocals

Tracklist :

  1. Slow Yourself Down
  2. Mystic Queen
  3. Six Ate
  4. Separation
  5. Never Let Go
  6. Curiosity
  7. Arubaluda
  8. Never Let Go (single version)
  9. Homage To The God Of Light (live)

Mystic Queen

Japan
Format : FLAC (image + .cue)
Quality : lossless
320 kbps

depositfiles (483.92 MB)
unibytes (483.92 MB)
uploading (483.92 MB)
ou
1992, Camel Productions 
CP-002CD 320 kbps
megaupload (84.39 MB)
filesonicr (98.05 MB)
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David Gilmour


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