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26/10/2018

Roger Waters faz show histórico no Maracanã


Roger Waters usa camisa com a frase "Lute como Marielle Franco"


Para o cantor, compositor e músico inglês Roger Waters, o show que apresentou na noite desta quarta-feira (24), no Maracanã, com aplausos e vaias ao posicionamento do artista contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), começou, na verdade, há cerca de seis meses. Em uma manhã cinza de Londres, ele olhou a edição daquele dia do jornal The Independent e soube da morte da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018.

"Ela acreditava em direitos humanos, assim como eu", ele diria mais tarde, já próximo ao fim das quase três horas de apresentação da etapa carioca da turnês "Us + Them". Antes disso, porém, o eterno baixista e principal compositor do Pink Floyd entregaria um show com 18 sucessos da carreira da banda inglesa e quatro canções de sua obra solo.


Cantor Roger Waters homenageia vereadora Marielle Franco durante show


Com atraso incomum para um artista britânico – o show estava marcado para as 21h mas começou às 21h20, retardo causado pela chuva que cairia sem parar ao longo de toda a apresentação –, o espetáculo teve início com a colagem sonora de "Speak to me", faixa inicial de "The dark side of the moon", álbum de 1973 que é pedra fundamental do Rock e quarto disco mais vendido da história da música. O artista seguiria no mesmo álbum com "Breath".

Logo em seguida, foi a vez da instrumental "One of theses days", solitária incursão do repertório do show no álbum "Meddle", de 1971, quando o Floyd estava no auge de sua fase progressiva.


Os relógios no telão marcam o início da execução de 
"Time", terceira canção do show.


Na sequência, mais três faixas de "The dark side of the moon": o hino "Time", "Breath (reprise)" e "The great gig in the sky", esta última com as vocalizações feitas pelas cantoras Jess Wolfe e Holly Laessig – vocalistas do grupo indie americano Lucius, que acompanham Waters na turnê.

"Welcome to the machine" – comentário ácido do Pink Floyd sobre a desilução da banda com a indústria musical e segunda faixa do álbum "Wish you were here", de 1975 – chegou em seguida. No telão, a animação original assinada pelo artista inglês Gerald Scarfe feita para a canção à época do lançamento garantia o pano de fundo.

A obra abriu caminho para um momento pouco menos amigável da apresentação – da mesma forma como já fizera nos shows anteriores desta turnê, Waters tocou três canções de seu álbum solo mais recente, "Is this the life we really want?", de 2017: "Déjà vu", "The last refugee" e "Picture that".

Por serem novas e ainda pouco conhecidas, esse momento marcou o único instante do show no qual pareceu haver algum distanciamento entre público e artista. Ainda assim, a plateia ouviu as faixas com atenção respeitosa.

Mas não demorou muito para Waters voltar a pegar nas mãos das 47 mil pessoas que estavam no Maracanã. "Wish you were here" foi cantada em coro pela plateia, já familizarizada com a canção cuja letra é um lamento pelo afastamento e progressiva deterioração mental de Syd Barrett, membro fundador do Floyd.

Neste momento, o show enfim entrou no repertório de "The wall", álbum de 1979 que é um dos maiores sucessos comerciais e artísticos da história da banda. O som de helicópeteros que marca o início de "The happiest days of our lives" tomou conta dos auto-falantes – cuja potência já havia impressionado a plateia durante a execução de "Welcome to the machine".


Crianças da Associação Beneficente São Martinho participam de 
"Another brick in the wall - Part 2"


Em seguida, um dos momentos mais emocionais da apresentação: "Another brick in the wall - Part 2", de longe a canção mais popular do Floyd, foi apresentada com o coral de crianças da Associação Beneficente São Martinho. Todas usavam camisas com a palavra "Resist". Elas ainda permaneceriam no palco para cantar "Another brick in the wall - Part 3".

Diante de uma plateia eufórica, Waters anunciou o intervalo de 20 minutos que divide as duas partes do show.

O show do artista é, durante quase todo o tempo, um ato de manifestação política. Isso fica ainda mais claro na pausa, quando o telão apresenta uma série de mensagens. Os alvos são variados: misoginia, fascismo, militarização, antissemitismo e racismo estão entre eles.

O músico também apresenta, ainda por meio do telão, uma lista de políticos de vários países do mundo apontados por ele como fascistas – é neste momento que a frase "Ponto de vista político censurado" surge para cobrir o nome do candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro.


Telão reproduz fachada da Usina de Energia Battersea, 
capa do álbum "Animals", de 1977

A pausa chegou ao fim quando, no telão, uma reprodução visual da hoje desativada Usina de Energia de Battersea – presente na capa do álbum "Animals", do Pink Floyd, 1977 – irrompeu em direção ao céu nublado do Rio de Janeiro, com suas quatro chaminés gigantes. Sobre elas, pairava o porco que é marca registrada da obra.

Para marcar de forma clara a entrada no repertório de "Animals", duas músicas do álbum foram tocadas em sequência: "Dogs", com seus 17 minutos de duração, e "Pigs (Three different ones)".

Na primeira, os integrantes da banda usaram máscaras de porcos para simular um jantar entre corruptos. Neste momento, o próprio Waters, também utilizando uma máscara suína, levantou dois cartazes - o primeiro dizia "O mundo é governado por porcos". Já no segundo, a mensagem foi bem menos sutil": "F...-se os porcos".


O porco inflável sobrevoa a plateia durante
a execução de "Pigs (Three different ones 


Em "Pigs", um gigantesco porco inflável – em mais uma referência direta a "Animals", álbum livremente inspirado em "A revolução dos bichos", de George Orwell – pairou sobre a plateia. No corpo do animal, uma frase: "Stay human" – "Continue humano". É durante esta canção que Waters despeja toda sua crítica sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma série de ilustrações irônicas relativas ao chefe do executivo americano aparecem no telão.

O show retorna ao repertório de "The dark side of the moon" com dois clássicos: "Money" e "Us & Them" – esta última, canção que batiza a turnê.


Raios laser reproduziram de forma tridimensional o prisma da capa do álbum 
"The dark side of the moon".

"Smell the roses", outra passagem pela carreira solo de Waters, é seguida por mais duas faixas de "The dark side of the moon": "Brain damage" e "Eclipse". Neste momento, uma sequência de raios laser reproduz em forma tridimensional o prisma que está na capa do álbum. O efeito é impressionante e compreendido de forma imediata pelos fãs mais atentos.

É neste momento que o show de Roger Waters e a história de Marielle Franco se encontram.

Justiça


Filha, irmã e viúva de Marielle Franco subiram ao palco


O cantor pediu que a filha, Luyara Santos, a irmã, Anielle Franco, e viúva de Mariella Franco, Mônica Benício, subissem ao palco.

Juntas, elas protestaram contra a demora no esclarecimento do assassinato da vereadora e exigiram justiça. O pedido foi acolhido pelo público na forma de gritos de "Justiça!"

"O problema é que nem todo mundo acredita em direios humanos", lamentou Waters, já vestido com uma camisa onde estava escrita a frase "Lute como Marielle Franco".

Após o protesto, a apresentação foi retomada como "Mother". Na canção que explora a relação do filho inseguro com a mãe dominadora – uma das composições mais poderosas de "The wall" –, Waters repetiu um artifício que já havia utilizado em 2011, durante a turnê na qual tocava as faixas do álbum.

Para responder a pergunta de um dos versos da canção - "Mother, should I trust the government?" (Mãe, devo acreditar no governo?") -, a resposta é dada no telão: "Nem f...".

"Comfortably numb", também de "The wall", encerrou o show em momento inspirado do guitarrista Dave Kilminster, improvisando com liberdade criativa sobre o solo original de David Gilmour.


Ao fim do show, Waters agradece a presença do público.

Desde antes do início da apresentação até depois do fim do espetáculo, quando a plateia já saía da Maracanã, uma situação se repetiu várias vezes: parte do público griatava "Ele não!", grito que se tornou símbolo da crítica ao candidato ao candidato Jair Bolsonaro.

Na maioria das vezes, no entanto, os gritos eram confrontados com vaias de outra parte do público, favoráveis ao candidato – situação semelhante às ocorridas nos shows anteriores desta turnê no Brasil.

Diferenças políticas à parte, o que se viu durante a maior parte do tempo na noite de quarta-feira (24), no Maracanã, bem mais que embates e desentendimentos, foram pessoas que pensam de maneiras opostas cantando juntas, em uma única voz.

Situação resumida nas duas primeiras frases de "Us and them", canção que dá nome à turnê: "Us and them. And after all, we're only ordinary men". ("Nós e eles. E depois tudo, somos apenas homens comuns"). 


Roger Waters - Comfortably Numb





Fonte: G1
Por Carlos Brito, G1 Rio

12/08/2015

Chance de David Gilmour confirmar show em Curitiba é grande


David Gilmour tem “80% de chances” de tocar em Curitiba

Faltam apenas acertos logísticos para apresentação do guitarrista do Pink Floyd na Pedreira Paulo Leminski.

Após a informação aparecer em diversas revistas especializadas, como a Wishplash, a assessoria da produtora Like Entrenimento afirmou que há “80% de chances” de Gilmour se apresentar na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, no dia 14 de dezembro. A definição deve sair em setembro.

Faltam detalhes logísticos. O artista faria também shows no Rio e São Paulo, além de uma apresentação na Argentina. David Gilmour, de 69 anos, lançou álbuns solos: David Gilmour (1978), About Face (1984), On an Island (2006) e Rattle That Lock (2015), disco com o qual está em turnê; com o Pink Floyd, o trabalho mais recente foi The Endless River (2014), o “último disco da história banda”, como afirmou o próprio músico.

David Gilmour, tem “80% de chances” de se apresentar na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, 
no dia 14 de dezembro. As informações são da assessoria da produtora responsável pelo show.

A empresa está negociando “há tempos” a vinda do músico britânico – as tratativas incluíram duas viagens aos Estados Unidos. O que falta é “apenas um acerto logístico para seus shows na América do Sul”, diz a fonte. A expectativa é que até setembro todo o contrato seja finalizado.

O site David Gilmour Tour (não oficial e mantido por fãs bem informados), entre várias datas de shows do guitarrista/vocalista, lista três datas como de prováveis apresentações no Brasil.

As datas são:

12 de dezembro no estádio do Palmeiras em São Paulo;
14 de dezembro na Pedreira Paulo Leminski em Curitiba
16 de dezembro na Arena do Grêmio em Porto Alegre.

23/03/2014

Alan Parsons se apresenta no Brasil


Alan_01_corrigido

Noite sob medida para os amantes de rock progressivo. A banda britânica liderada pelo festejado Alan Parsons (músico, produtor e engenheiro de som responsável por  "The Dark Side of the Moon", do "Pink Floyd", Abbey Road, e Let it be, dos Beatles), chega ao país para duas únicas apresentações no Brasil: a primeira, na próxima sexta, 28/03, no HSBC Brasil, em São Paulo, e no domingo, dia 30/03, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro.

Com 11 indicações ao Grammy, Alan Parsons promete emocionar o público com um apanhado da estrada solo, que começou oficialmente em 1975 ao lado do companheiro Eric Woolfson com o lançamento de Tales of Mystery and Imagination, um disco conceitual baseado na obra do grande Edgar Allan Poe.

Letras densas, arranjos bem feitos e toques orquestrais fazem de Time, Eye in the Sky, Inside Looking Out, Lucifer, Old and Wise, Psychobabble, Prime Time, Don´t answer me, The Traveller e I Robot clássicos definitivos. Estas e outras surpresas estarão no set list.

Confira locais e datas:



SÃO PAULO – HSBC BRASIL
Dia: 28 de março de 2014 - Horário: 22h00
Abertura da casa: 2h00 antes do início do espetáculo
Local: HSBC Brasil - Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio
INGRESSOS (Compras na bilheteria, pelo telefone 4003-1212 ou pela internet www.ingressorapido.com.br)

RIO DE JANEIRO – VIVO RIO
Endereço: Vivo RIO Rua Infante Dom Henrique, 85
Dia 30 de março de 2014, Horário de início do show: 20h00
Horário de abertura da casa: 18h00



No vídeo um show realizado durante sua tour em dezembro de 2013, e mais abaixo, um registro desta apresentação. Boa audição!




Alan Parsons Live Projekt & Band
Saarbrücker Saarlandhalle (18.12.2013)

Tracks:

01 I Robot
02 Damned If I Do
03 Don't Answer Me
04 Breakdown - The Raven
05 Time
06 I Wouldn't Want To Be Like You
The Turn Of A Friendly Card
07 The Turn Of A Friendly Card (Part One)
08 Snake Eyes
09 The Ace Of Swords
10 Nothing Left To Lose
11 The Turn Of A Friendly Card (Part Two)
12 What Goes Up
13 Fragile
14 Don't Let It Show
15 Prime Time
16 Band Introduction
17 Sirius - Eye In The Sky
18 Encore Break 1
19 Old & Wise
20 Games People Play
21 Encore Break 2
22 Doctor Tarr And Professor Fether



FLAC
rapidgator - 245.36 MB

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David Gilmour


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