David Gilmour vai lançar primeira música inédita em 5 anos, para acompanhar eBook da esposa Polly Samson intitulado A Theatre for Dreamers
Gilmour compôs “Yes I Have Ghosts”, sua primeira música inédita em cinco anos. A notícia foi dada pelo portal NME.
Gilmour e Samson colaboraram para a estreia da versão em audiolivro de A Theatre for Dreamers, de Samson, que será publicada pela WF Howes em 25 de junho e contará com músicas originais escritas por Gilmour.
A sinopse do livro diz: “Situado na idílica ilha grega de Hydra em 1960, um teatro para sonhadores retrata os dias nebulosos e ensolarados de uma comunidade boêmia de poetas, pintores e músicos.”
Em entrevista, Polly e David falaram sobre a novidade e sobre aquilo que os leitores/ouvintes poderão esperar sobre a parceria criativa, o guitarrista ressaltou a “escrita vívida e poética” de Samson, que tornou a experiência “fantástica e gratificante.”
“O formato do audiolivro tem um potencial inexplorado e estou surpreso que mais músicos ainda não tenham colaborado com autores, narradores e produtores dessa maneira antes", ele acrescentou. “Os dois mundos parecem se conectar perfeitamente, e a música pode realmente dar vida aos audiolivros de maneiras novas e inesperadas.”
“Queríamos explorar as possibilidades criativas do formato e produzir algo novo, refrescante e inovador. Colaborando com David – como fiz muitas vezes nos últimos 30 anos, escrevendo músicas tanto para o Pink Floyd quanto para seus álbuns solo – pudemos reunir os mundos da literatura e da música para melhorar a experiência de audição e me conectar com o público de uma maneira que eu não acho que tenha sido feita antes”, afirmou a esposa do músico.
Por mais que o audiolivro seja assinado por Polly Samson, é inegável que essa nova canção acaba se tornando um dos maiores atrativos do produto, que está previsto para ser lançado no dia 25 de junho. A música de Gilmour, “Yes I Have Ghosts” será divulgada antes da chegada do audiobook completo. A faixa é inspirada em um personagem do romance e foi co-escrita por Samson.
O Roger Waters divulgou nessa quinta-feira (21) em seu canal no YouTube que o filme “Us + Them”, documentário de sua última turnê mundial, será lançado digitalmente no dia 16 de junho pela Sony Entertainment. (trailer acima)
O documentário foi anunciado em julho de 2019 e exibido mundialmente nos cinemas, com sessões disponíveis nos dias 02 e 06 de outubro do mesmo ano. Filmado em 2017, a produção mostra o cofundador do Pink Floyd explorando a coleção de material de sua antiga banda, disponibilizando aos fãs performances de faixas dos álbuns The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here, Animals e The Wall, além dos singles de seu disco solo, Is This The Life We Really Want?, de 2017. O projeto mostrou grandes momentos da turnê de Waters, a qual passou por sete cidades no Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília.
Dirigido por Sean Evans, o filme conta com gravações do show realizado em Amsterdã, na Holanda e cenas dos bastidores da turnê. A edição digital do filme contará com materiais extras, entre eles duas faixas adicionais (“Comfortably Numb” e “Smell the Roses”) que não foram inclusas na edição exibida nos cinemas. No total, a “Us + Then World Tour” realizou 157 shows entre os meses de maio de 2017 e outubro de 2018 e arrecadou mais de 261 milhões de dólares.
Conversamos com Andy Jackson sobre a importância infindável dos britânicos para o mundo da música, e sobre o lançamento de The Later Years, box lançada para exaltar o trabalho da banda a partir de 1987
Na última sexta, 29, a Sony Music lançou uma coleção excepcional e essencial para os fãs de Pink Floyd. A box The Later Years, que conta com um total de 16 discos repletos de clássicos e material inédito, chega ao Brasil apenas parcialmente, no formato digital. O lançamento tem como objetivo contemplar e exaltar a maestria dos trabalhos lançados pela banda a partir dos anos 1987.
E para enaltecer ainda mais a genialidade dessas composições, conversamos com Andy Jackson - produtor e engenheiro de som que contribuiu de perto para a criação da identidade sonora dessa época do grupo - sobre a importância infindável do Pink Floyd para o mundo da música, a contínua influência que os britânicos têm até hoje e sobre originalidade musical.
Para o lançamento atual, Jackson, que trabalhou originalmente em 'A Momentary Lapse Of Reason' lá em 1987, revisitou com David Gilmour o trabalho feito há mais de 30 anos, com o intuito de atualizar a sonoridade das composições.
"Quando fizemos o disco, optamos por trabalhar de uma forma que soasse bem moderna. Mas o que acontece com o moderno, depois de um tempo, é que se torna datado. Você escuta ele dez anos depois, e realmente soa como algo feito nos anos 1980", relembrou.
"Olhamos para isso hoje em dia, e percebemos que não foi a melhor das escolhas. [Com o relançamento] tivemos a chance de alterar isso, e fazer de um jeito mais parecido com os outros álbuns, mais atemporais", já que com exceção desse disco em específico, os outros projetos soam como se pudessem ter sido lançados em qualquer ponto da carreira do Pink Floyd.
O produtor também falou sobre a experiência de mergulhar novamente nesse universo das composições de 'A Momentary Lapse Of Reason' que ajudou a dar forma, e como voltar o olhar para essa criação tanto tempo depois o fez admirar ainda mais essas canções: "Como por exemplo 'One Slip'. Mixar essa faixa de novo me fez perceber o quão boa é, e acho que [essa qualidade] tinha se perdido um pouco de baixo do que fizemos com ela nos anos 1980".
Outro disco presente no relançamento é 'The Division Bell', lançado originalmente em 1994 e, assim como o projeto discutido anteriormente, já não contava mais com a participação de Roger Waters no grupo. Sobre esse clássico que está próximo de comemorar três décadas de aniversário, Jackson lembrou da mudança, ou melhor, da retomada da dinâmica que o Pink Floyd usava para compor.
"A banda decidiu voltar a trabalhar de um jeito que não trabalhava há tempos", contou. Ao invés de músicas compostas separada e parcialmente, "no Division Bell eles sentaram em uma sala e tocaram juntos. Boa parte do álbum surgiu assim, com jams. [...] Foi assim que eles fizeram, por exemplo, 'Dark Side of the Moon' e 'Wish You Were Here'".
E é claro que não dá para falar de Pink Floyd sem falar em experimentação e revolução musical. O legado dos britânicos está permanentemente impresso na história da indústria fonográfica, e com essa inovação da qual a banda foi protagonista em mente, Jackson olhou para o cenário atual para refletir:
"A última coisa realmente nova que aconteceu à música foi o surgimento do hip-hop. Nada de verdadeiramente novo surgiu desde então. Quando o Pink Floyd surgiu, eles criaram algo novo. Fizeram algo que ninguém tinha escutado ainda, e não acho que dê pra fazer isso de novo. Não dá pra fazer algo que ninguém tenha ouvido. Tudo já foi feito. [...] Não acho que haja espaço para uma banda ser o novo Pink Floyd."
Pink Floyd lança lyric video de “Keep Talking” para promover chegada do box “The Later Years 1987-2019”
Pink Floyd prepara para o dia 29 de novembro um lançamento de tirar o fôlego dos fãs, Pink Floyd The Later Years, um conjunto de 16 discos (5xCDs, 6xBlu-Rays, 5xDVDs) que cobrem o material criado por David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright a partir de 1987.
Esse período da banda gerou vendas recordes de mais de 40 milhões em todo o mundo e incluiu três álbuns de estúdio: A Momentary Lapse Of Reason, The Division Bell e The Endless River, além de dois álbuns ao vivo: Delicate Sound Of Thunder e Pulse. Com produção adicional de David Gilmour e Andy Jackson, Pink Floyd The Later Years promete apresentar mais de 13 horas de material de áudio e audiovisual inédito, incluindo os procurados concertos de Veneza em 1989 e 1990 em Knebworth. Por falar em shows, ao longo de 1987 e 1988, as apresentações ao vivo da banda se tornaram a turnê de maior bilheteria na época.
Todos os trabalhos lançados pelo Pink Floyd a partir de 1987 ganharão áudio de altíssima definição e os vídeos também chegarão até os fãs com uma nitidez jamais vista antes. No entanto, o destaque desse conjunto fica por conta do material bônus inédito, incluindo videoclipes, filmagens de documentários, faixas ao vivo bônus e documentários atualizados.
Com a ajuda de Nick Mason e do arquivo do Pink Floyd, o lançamento vai apresentar reproduções de obras de arte, pôsteres, programas, laminados, livreto de letras e um novo livro de capa dura de 60 páginas, criado por Aubrey Powell, da Hipgnosis, e Peter Curzon, da StormStudios, incluindo muitas imagens inéditas. Só para ter uma ideia do capricho, os 5 CDs serão oferecidos envoltos em seu próprio livro de 40 páginas com um extenso guia para todo o conteúdo, listas de faixas e créditos. Também haverá um pacote ‘Highlights’ de 2 LPs/1 CD com capa dobrável e livreto de 24 páginas contendo fotos raras e inéditas.
Mais detalhes sobre Pink Floyd The Later Years podem ser obtidos na sua página de pré-venda (AQUI). No player abaixo você tem um inédito lyric video de “Keep Talking”, faixa de Division Bell, que acabou de ser disponibilizado no YouTube pelo Pink Floyd:
Pink Floyd anunciou o novo box The Later Years com 18 discos da banda. É o primeiro lançamento da banda desde o box The Early Years 1965–1972 (2016). A coleção contará com o material do icônico grupo após a saída de Roger Waters em 1985.
A caixa inédita trará vídeos e discos. Entre eles estão gravações, três álbuns de estúdio e mais de 13 horas de conteúdo audiovisual nunca lançados. The Later Years contará com A Momentary Lapse of Reason (1987), o álbum ao vivo Delicate Sound of Thunder (1988) em CD duplo, a primeira versão oficial de Knebworth Concert (1990) e uma compilação de 65 minutos com gravações ao vivo de 1987 a 1994, além de sete faixas de estúdio nunca lançadas antes.
O box mostra projetos do Pink Floyd com foco nos trabalhos do grupo a partir de 1987. Momentary Lapse of Reason foi “atualizado e remixado” com colaborações restauradas do tecladista Richard Wright e do baterista Nick Mason. O áudio novo tem o objetivo de “restaurar o balanço criativo entre os integrantes do Pink Floyd”, segundo uma declaração divulgada à imprensa.
A coleção contendo 5 CDs, 6 Blu-Rays, 5 DVDs, um livro de fotos com 60 páginas, réplicas das programações das turnês, um livro com as letras do grupo e um conjunto de objetos - ingressos, figurinhas e pôsteres, terá versões Blu-ray de Delicate Sound of Thunder, Pulse, o controverso show em Veneza que aconteceu em 1989 e mais. “Arnold Layne” ganhará um vinil de sete polegadas na versão ao vivo que o grupo apresentou no tributo à Syd Barrett em 2007, junto com uma gravação do ensaio de “Lost for Words” durante uma turnê.
O box de The Later Years será lançado em 29 de novembro deste ano. The Later Years já está disponível na pré-venda, assista o vídeo de divulgação de Pink Floyd apresentando “Wish You Were Here”:
Roger Waters e Trafalgar Releasing vão lançar um filme sobre a turnê Us + Them
Roger Waters está no processo de transformar sua performática e conceitual turnê Us + Them em um filme, e finalmente esse filme vai estrear nos cinemas, ainda em 2019. Waters fechou um acordo com a Trafalgar Releasing para o lançamento.
O longa vai mostrar diversos momentos da jornada de 156 shows, nos quais o músico tocou para um total de 2,3 milhões de pessoas e em regiões como Austrália, América do Sul e América do Norte. O repertório conta com faixas da carreira solo do músico, além de músicas da época em que era baixista do Pink Floyd.
A distribuidora é a mesma responsável pelo lançamento de Roger Waters – The Wall, lançado em 2015 com material dos shows da turnê de Waters um ano antes. Durante a turnê, foram tocadas músicas do Pink Floyd, intercaladas por algumas canções de Is This The Life We Really Want?, disco que Waters lançou em 2017.
Se tem uma coisa que Roger Waters entende é como fazer uma turnê grandiosa em estádios gigantes. Agora o show estará disponível para um novo público que não teve a oportunidade de assistir ao vivo. As músicas imortais e os visuais incríveis dos shows da turnê Us + Them vão valer o ingresso, goste você ou não do discurso político.
Algumas das apresentações da turnê foram feitas aqui no Brasil, quando o artista dividiu opiniões com suas posições políticas, especialmente por ter colocado o nome do atual presidente em seu telão (nome este que foi riscado a partir do segundo show), além de ter projetado a hashtag da campanha contra ele. Independente disso, quem foi aos shows assistiu um belíssimo espetáculo visual e musical.
Nas palavras do CEO da Trafalgar Releasing, Marc Allenby: “a contribuição de Roger Waters para o cenário musical não tem paralelos. Seus shows espetaculares ao redor do mundo. É uma grande honra colaborar com Roger e sua equipe novamente, depois do nosso lançamento de sucesso de Roger Waters: The Wall.”
A produção está no aguardo de algumas aprovações legais para ser finalizada, ainda sem nome, deve estrear a partir de setembro deste ano, lá fora. Ainda não temos informações sobre uma estreia no Brasil.
A caixa “Unattended Luggage” será lançada dia 31 de agosto e traz três dos álbuns solo de Nick Mason, baterista do Pink Floyd. O box vem com os discos “Nick Mason’s Fictitious Sports” (1981), “Profiles” (1985) e “White of the Eye” (1987), os dois últimos em parceria com Rick Fenn, guitarrista do 10cc.
“Unattended Luggage” terá versões em CD triplo ou LP sêxtuplo. Além disso, o material será disponibilizado também nos apps de streaming. Mason também confirma sua turnê pela Europa em Estocolmo, na Suécia em setembro, conforme matéria da Rolling Stone, que você pode conferir abaixo na íntegra.
“Unattended Luggage”
Tracklist:
Disc: 1
1. Can't Get My Motor to Start - Nick Mason
2. I Was Wrong - Nick Mason
3. Siam - Nick Mason
4. Hot River - Nick Mason
5. Boo to You Too - Nick Mason
6. Do Ya? - Nick Mason
7. Wervin' - Nick Mason
8. I'm a Mineralist - Nick Mason
Disc: 2
1. Malta
2. Lie for a Lie
3. Rhoda
4. Profiles, Pts.1 & 2
5. Israel
6. And the Address
7. Mumbo Jumbo
8. Zip Code
9. Black Ice
10. At the End of the Day
11. Profiles, Pt.3
Disc: 3
1. Goldwaters
2. Remember Mike?
3. Where Are You Joany?
4. Dry Junk
5. Present
6. Thrift Store
7. Prelude and Ritual
8. Globe
9. Discovery and Recoil
10. Anne Mason
11. Mendoza
12. A World of Appearances
13. Sacrifice Dance
14. White of the Eye
Rolling Stone:
Pink Floyd's Nick Mason Preps Solo Albums Box Set
'Unattended Luggage' collection will feature drummer's debut LP, collaborations with 10cc's Rick Fenn
Pink Floyd drummer and co-founder Nick Mason will reissue his three solo albums in a new box set, Unattended Luggage, August 31st via Warner Music.
Unattended Luggage is available to pre-orderas both a three-CD or three-vinyl LP set. The collection boasts Mason's 1981 solo debut, Nick Mason's Fictitious Sports, his 1985 collaboration with 10cc guitarist Rick Fenn, Profiles, and White of the Eye, Mason and Fenn's 1987 soundtrack for the British thriller of the same name. All three records will also be made available to stream and download.
"These recordings hold a very special place for me in my musical life," Mason said. "Listening back after 30 odd years, I'm delighted they are getting the reissue treatment. I'm rather hoping that sales will be sufficient to damage the market in the original rare vinyl versions!"
Mason recorded Fictitious Sports in 1979, though the record wouldn't arrive for another two years. The drummer collaborated with a variety of musicians on the project, including keyboardist and songwriter Carla Bley and singer Robert Wyatt.
Mason noted that his next two projects with Fenn – Profiles and White of the Eye – grew out of the work they were doing for advertisements and short documentary films. Profiles was a largely instrumental effort, though Maggie Reilly and Mason's former Pink Floyd bandmate David Gilmour provided vocals on "Lie for a Lie," while UFO keyboardist Danny Peyronel sang, "Israel."
As for White of the Eye, the record has not been available for over 20 years, and the Unattended Luggage set marks the first time it will be released on CD.
Following the release of Unattended Luggage, Mason and his new band, Nick Mason's Saucerful of Secrets, will embark on a European tour September 2nd in Stockholm, Sweden.
Após 25 anos, Roger Waters lança álbum e diz temer 3ª Guerra Mundial
De Nova York
Marcos Augusto Gonçalves, repórter da “Folha de S. Paulo”
"Is This the Life We Really Want?" (essa é a vida que realmente queremos?) chegou ao público na sexta (2/6), com 12 faixas escritas pelo lendário líder do Pink Floyd, a banda britânica que apareceu em Londres em 1965, gravou seu primeiro álbum em 1967 e estourou para a posteridade nos anos 1970 com sucessos como "The Dark Side of the Moon" (1973) e "The Wall" (1979).
"Minhas obsessões realmente nunca mudaram. Eu ainda sou impelido pela necessidade de me conectar com os outros e por um desejo de ir mais fundo no meu próprio coração para me sentir melhor comigo mesmo, me aproximando e me identificando com a situação de outras pessoas", disse Waters, 73, em Nova York, numa conversa com a Folha e outras três publicações internacionais.
De certo modo "conceitual", com o propósito de interagir com temas ligados à política e à vida contemporânea, o disco se parece mais com o Waters do Pink Floyd do que com suas posteriores investidas em carreira solo.
Mas, apesar de ser conhecido como um arquiteto perfeccionista e onipresente de suas produções, desta vez entregou a concepção musical para Nigel Godrich, produtor do Radiohead, que faz parte do projeto Atoms for Peace, banda que reúne Tom Yorke, Flea (do Red Hot Chili Peppers), o baterista Joey Waronker (Beck e R.E.M.) e o percussionista brasileiro Mauro Refosco (do Forró in the Dark).
Acostumado a "estar no controle de tudo", Waters percebeu que se fosse desempenhar esse papel ao lado de Godrich o disco não sairia. Entendeu que era preciso se recolher e deixar o produtor trabalhar. Diz que foi difícil, mas gostou do resultado.
Waters vê no álbum e na turnê "Us + Them" –que estrearia na sexta passada (26) nos EUA, em Kansas City– uma nova oportunidade de colocar seu talento a serviço de causas que o afligem, como tem feito desde sempre.
Inquieto com a política internacional, ele declara que está apreensivo com os desdobramentos de situações como a eleição do presidente Donald Trump e conflitos como a guerra civil da Síria.
"Estou realmente preocupado com a Terceira Guerra Mundial", diz. "Ninguém sabe nada do que está acontecendo agora, porque todo mundo está mentindo sobre tudo. Essa é uma das coisas que realmente me assustam: a normalização do relato intencional de inverdades. Os políticos inventam o que quer que seja para defender seus propósitos."
TRUMP
Roger Waters encontrou na eleição de Donald Trump um prato-feito para ancorar seu engajamento musical.
Contestar o presidente americano, diz o músico, foi uma das suas motivações para a turnê "Us + Them" –na qual apresenta quatro canções do novo álbum, deixando a maior parte para antigos sucessos do Pink Floyd. Por ora, há shows agendados nos EUA e no Canadá.
É o caso de "Pigs (Three Different Ones)", faixa de "Animals" (1977) que serve de mote para ridicularizar o republicano. Trump aparece nos telões pintado em cores à moda de Andy Warhol, com batom nos lábios, seios, capuz da Ku Klux Klan, com cabeça de porco e sem calças, deixando à vista um pênis minúsculo.
Ao mesmo tempo, surge um porco voador gigante, controlado por um drone, com uma imagem do presidente com cifrões nos olhos e uma inscrição: "cofrinho de guerra".
"Esse é o cara que disse a todos que iria salvar seus empregos e tornar a América grande novamente e tudo o mais, mas está roubando dinheiro do eleitorado tão rápido quanto pode. É isso que você realmente quer?", ataca Waters.
Mas até que ponto esse tipo de aproveitamento político, de certo modo fácil, que contamina muitas produções da cultura contemporânea, tem alguma efetividade? Até que ponto pode alterar alguma coisa e não ser apenas a reiteração de visões já sedimentadas e codificadas?
Waters não se abala muito com o questionamento. "Nunca se sabe quão eficaz é qualquer coisa. Tudo o que podemos fazer é olhar para as evidências que nos rodeiam... E tentar descobrir o que está acontecendo", diz.
Ele acredita que "algumas pessoas estão interessadas em sentimentos e pensamentos, e outras não", mas que há uma massa de gente pronta a ouvir o que ele tem a dizer sobre questões filosóficas ou "a natureza transcendental do amor".
"Obviamente", argumenta Waters, "é uma comunidade menor; não é nada comparável ao número de pessoas que ouvem um 'stream' do Drake", diz, referindo-se ao rapper canadense, recordista em audiência na plataforma Spotify, com cerca de 4,7 bilhões de audições no ano passado, e o primeiro a ter uma única canção ("One Dance") ouvida mais de 1 bilhão de vezes. "Eu não vou sentar para ouvir. É totalmente vazio, não é sobre nada", critica.
O caso de Waters contra Trump começou no ano passado. Em um show no México o músico já havia apresentado "Pigs" com imagens depreciativas do então candidato no telão.
E aproveitou a canção "Another Brick in the Wall (Part 2)" para atacar a famigerada proposta de construção de um muro na fronteira daquele país com os EUA. Ele usou a ocasião para repetir a frase que ficou famosa entre os mexicanos: "Trump, eres un pendejo" (Trump, você é um idiota).
"O caminho para se tornar mais feliz é ser mais social e mais civilizado, e não menos social e menos civilizado", diz Waters, que também viu uma oportunidade de promover suas ideias e seu lançamento nos protestos contra o presidente Michel Temer, no Brasil.
Roger Waters irá editar em disco espetáculo The Wall
Além de um documentário realizado por Sean Evans, que estreou no mês de setembro, a digressão que Roger Waters concluiu baseada no "The Wall", álbum seminal do Pink Floyd lançado em 1979, será registrada num CD duplo e LP triplo com lançamento previsto para o dia 20 de novembro.
O álbum será composto por gravações retiradas dos espetáculos que o baixista deu durante a digressão, que durou quatro anos, e nos quais revisitou na íntegra o original de 79. A produção está a cargo de Nigel Godrich, do Radiohead.
"Roger Waters The Wall" mistura o épico e o pessoal, para atuar simultaneamente em três níveis: uma experiência de concerto envolvente, um filme de estrada que acompanha a percepção de Waters do impacto da guerra na sua própria família e um notável filme anti-guerra sobre o custo humano inerente aos conflitos", Nigel Godrich.
Tracklist:
CD 1
In the Flesh?
The Thin Ice
Another Brick in the Wall, Pt. 1
The Happiest Days of Our Lives
Another Brick in the Wall, Pt. 2
The Ballad of Jean Charles de Menezes
Mother
Goodbye Blue Sky
Empty Spaces
What Shall We Do Now?
Young Lust
One of My Turns
Don’t Leave Me Now
Another Brick in the Wall, Pt. 3
Last Few Bricks
Goodbye Cruel World
CD 2
Hey You
Is There Anybody Out There?
Nobody Home
Vera
Bring the Boys Back Home
Comfortably Numb
The Show Must Go On
In The Flesh
Run Like Hell
Waiting for the Worms
Stop
The Trial
Outside the Wall
Confira áudio da CBN sobre o lançamento:
Roger Waters passou por 219 cidades do mundo de 2010 a 2013, reproduzindo o álbum clássico lançado pela banda em 1979.
O álbum conceitual trata de temas como abandonos, isolamento pessoal e uma critica fortíssima ao sistema educacional.
Também há musicas novas que foram gravadas em outras edições. O disco traz ‘The Ballad of Jean Charles de Menezes’, incorporada aos shows do disco em 2011 como tributo ao brasileiro Jean Charles, morto pela polícia de Londres que pensou, erroneamente, que ele era um terrorista.
"Pink Floyd" vai lançar um novo álbum em outubro, disse a mulher de "David Gilmour", Polly Samson, no Twitter, neste sábado. A Warner, selo atual da banda britânica, ainda não confirmou a notícia. Segundo Samson, o disco, intitulado "The Endless River", é proveniente de gravações das sessões feitas em 1994 do "Division Bell". Polly descreveu o disco como o "canto do cisne" de "Richard Wright".
A cantora Durga McBroom-Hudson, que saiu em turnê com o "Pink Floyd" nas décadas de 1980 e 1990, deu mais detalhes em sua página no Facebook.
"As gravações começaram durante as sessões do 'Division Bell'", escreveu ela. "É por isso que há faixas com "Richard Wright". Mas "David (Gilmour)" e "Nick (Mason)" fizeram muita coisa desde então. Originalmente, seria um álbum completamente instrumental, mas em dezembro eu cantei em algumas faixas. "David", então, ofereceu vocais em pelo menos uma delas. É a música que você observa sendo feita na foto abaixo", completou, referindo-se à fotografia que usou para acompanhar a publicação:
Durga McBroom Hudson, backing vocal do Pink Floyd desde 1987,
partilhou uma foto das sessões e adiantou outros detalhes no Facebook.
A cantora explana sobre isso, observando que a foto recentemente divulgada em que "David Gilmour" aparece no estúdio com ela (Durga), juntamente com Sarah Brown e Louise Clare Marshall, não era, na realidade decorrente de sessões de gravação de um trabalho inédito de "Gilmour", mas sessões para a realização do novo álbum do "Pink Floyd".
Durga McBroom esclareceu ainda que todas as canções contidas no "The Endless River" são inéditas. Segundo ela, até o momento não há planos para uma turnê: "Eu não sei ainda se haverá uma turnê ou não, fique atento. Todas as canções serão inéditas." Ela adiantou também que "Guy Pratt" será o baixista. Além disso o possível álbum solo de "Gilmour" não está descartado: "ele ("David Gilmour") vai lançar um álbum solo... bem, evidentemente a gestão de projetos do "Pink Floyd", bem como trabalhos solo, (aka Paul Loasby), não está feliz com a quebra de sigilo..." acrescentando: "Eu sei - ele queria manter o silêncio sobre tudo... Mas ninguém vai dizer a Polly o que fazer! gargalhadas... "
O novo trabalho tem como base material inédito registado em 1994, durante as sessões de gravação de "Division Bell" (Como dito anteriormente por aqui, "The Division Bell (1994)", o último trabalho lançado pela banda, comemora duas décadas neste ano com edição especial.)
Richard Wright escreveu grande parte da música no álbum.
Segundo o site Neptune Pink Floyd supõem, um álbum de música ambiente chamado The Big Spliff é, provavelmente, a base deste novo lançamento. Você pode ouvir abaixo a soundscape, que foi destaque no DVD Pulse:
soundscape
Trecho da matéria no Neptune:
A Richard Wright Swansong
It all makes sense now that "The Endless River" will likely be these additional songs from the "Division Bell" recording sessions which have now been tidied up – adding backing vocals, more instruments etc – and made ready to share with fans. I imagine there will be a heavy "Richard Wright" bias on the album – I speculate that a lot of the songs could be his songs he brought to the table back during the production of the album but didn’t make “the final cut” so to speak.
Polly Samson’s twitter description gives her a lyric writing credit for "The Endless River" so at least we know it is not just an Instrumental only album but has songs!
Whilst "David Gilmour" and wife Polly Samson wrote most of the lyrics for The Division Bell album, "Richard Wright" wrote much of the music on the album. Songs such as "Cluster One", "What Do You Want from Me", "Marooned", "Wearing The Inside Out" and "Keep Talking" have a music credit given to "Wright". It would be a fitting tribute to the late "Richard Wright" to feature some more of his work.