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28/09/2019

Rede UCI abre venda para “Roger Waters: Us + Them”




Texto por Cabide Cultural

Nos dias 2 e 6 de outubro, quarta e domingo, um astro do rock vai dominar as salas da UCI: Roger Waters. Sucesso em sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Veneza, o aguardado e imperdível documentário “Roger Waters: Us + Them” foi filmado em Amsterdã, durante sua turnê europeia, que contou com mais de dois milhões de pessoas ao redor do mundo.

Agora, é a vez do cofundador do Pink Floyd invadir as telonas da UCI, onde a experiência de assistir a um show é transformada em verdadeiro espetáculo, com imersão completa, dos áudios superpotentes às imagens de tirar o fôlego! Quer sentir o gostinho do que vem por aí?

Dirigido por Sean Evans, além de juntar singles do grupo e do último álbum solo do inglês, “Is This The Life We Really Want?”, a produção é inspiradora e traz mensagens voltadas para os direitos humanos, a liberdade e o amor.

A UCI Music começou em grande estilo em julho, com um show lendário da banda Soundgarden. No dia 29 de agosto, a invasão do rock foi com “The Cure: Anniversary 1978-2018 Live in Hyde Park London”. Mas não para por aí… pode aumentar o som porque a UCI será palco de mais apresentações incríveis: “Metallica: WorldWired” (9 e 13 de outubro), “Shakira In Concert: El Dorado World Tour” (13 de novembro), “Depeche Mode: Spirits in the Forest” (21 de novembro) e muito mais!

Clientes UNIQUE têm desconto no ingresso e pagam valor de meia-entrada: Salas convencionais e XPLUS (R$ 20 – meia e R$ 40 – inteira) e DE LUX (R$ 30 – meia e R$ 60 – inteira). Para participar do UNIQUE, basta comprar o cartão em uma das bilheterias dos cinemas e se cadastrar no site do programa (www.ucicinemas.com.br/UNIQUE) para validar a inscrição e obter todas as informações. Os novos membros recebem um ingresso para usar em sessões regulares de 2ª a 5ª nas salas 2D, 3D e UCI XPLUS®.

E, se você é cliente Itaú (cartões de crédito Itaucard, cartões de débito Itaú, cartões Itaú Personnalité e cartões Itaú Uniclass), tem mais promoção: 50% de desconto em qualquer filme ou dia da semana!

Nas salas XPLUS, os musicais são muito mais poderosos e potentes, proporcionando um mergulho completo em todos os detalhes da trilha sonora! A tecnologia Dolby Atmos utiliza canais de áudio com até 128 deslocamentos simultâneos de objetos sonoros, que criam a ilusão de um campo de som infinito ao redor do espectador. As caixas acústicas ficam localizadas inclusive no teto, para preencher a sala com o retrato sonoro mais preciso do filme, exatamente da maneira como o diretor o imaginou. No Rio de Janeiro (UCI New York City Center) e em Recife (UCI Kinoplex Shopping Tacaruna), a rede conta com as únicas salas XPLUS Laser do país, que torna ainda mais extraordinária a qualidade das imagens. A diferença de se assistir a um filme projetado a laser é enorme, com cores mais vibrantes, contraste mais profundo e brilho muito mais intenso. A tecnologia inovadora oferece a melhor qualidade de imagem e desempenho de cores disponíveis atualmente.

“Roger Waters: Us + Them” será destaque também nas salas DE LUX da UCI, que oferecem o que há de mais moderno no conceito de sala vip. O atendimento exclusivo vai desde a compra de ingressos em local especial, elevadores e um confortável lounge privativos, poltronas chaise longue de couro reclináveis eletronicamente e um cardápio diferenciado. Garçons ficam sempre à disposição para levar os pedidos para as salas de cinema.

SERVIÇO
Roger Waters: Us + Them
Valor:
Salas convencionais e XPLUS (R$ 20 – meia, associados UNIQUE e clientes Itaú e R$ 40 – inteira) e DE LUX (R$ 30 – meia, associados UNIQUE e clientes Itaú; e R$ 60 – inteira)
Classificação: 12 anos
Para mais informações: http://www.ucicinemas.com.br

24/09/2019

Roger Waters divulgou trecho de "One of These Days", tour Us + Them nos cinemas




Roger Waters divulgou um novo trecho, desta feita da música "One of These Days", retirado de seu filme-concerto intitulado "Us + Them". O longa-metragem será exibido nos cinemas de todo o mundo em 2 e 6 de outubro, incluindo no Brasil.

Àqueles que não sabem, Waters não conheceu o avô, George Henry Waters, morto na Primeira Guerra Mundial, ainda em 1916. Na ocasião, seu pai, Eric Fletcher Waters tinha cinco anos. E o drama se repetiria, em 1944, quando o pai do cantor também foi morto, mas na Segunda Guerra Mundial, na Batalha de Anzio, na Itália. Roger estava com apenas cinco meses. O baixista foi criado neste ambiente antibélico e contestatório.

"Us + Them", que leva o nome de uma das faixas, exatamente a sétima, do genial disco lançado em 1973, "The Dark Side of the Moon". No repertório Floydiano estão garantidas obras-primas como "One of These Days" (vídeo com trecho acima), "Wish You Were Here", "Welcome to the Machine", "Dogs", "Pigs (Three different ones)", até com a aparição do porco inflável de 6mx10m, marca do disco "Animals", de 1977, "Speak to Me”, “Breathe”, “Time”, “The Great Gig in the Sky”.



28/08/2019

Roger Waters divulgou um novo trailer do filme "Us + Them", confira




Roger Waters divulgou um novo vídeo trailer, desta feita um trecho da música "Us and Them", retirada de seu filme-concerto "Us + Them". O longa-metragem será exibido nos cinemas de todo o mundo em 2 e 6 de outubro.

Poster for Roger Waters   Us + ThemO longa, que mostrará a performance do músico e de sua banda durante quatro dias em Amsterdã, é uma nova parceira entre Waters e seu colaborador Sean Evans. Us + Them terá locais seletos de exibição no Brasil. A lista pode ser conferida aqui. A turnê do fundador do Pink Floyd passou pelo Brasil no final de 2018.

15/09/2017

“David Gilmour Live at Pompeii” é o filme do ano e nem há discussão possível (NiT - Portugal)




Excelente matéria, que achei bacana compartilhar aqui no blog, porque não foi feita somente por um jornalista, um crítico, mas também por um indiscutível fã do Pink Floyd, confira:


Por NiT - Lisboa - Portugal

texto
Nuno Bento


Foi como a passagem de um cometa – efémera e espetacular. O melhor filme do ano esteve nos cinemas esta semana e quem não estava avisado, nem deu por ele. Como um cometa fulgurante, “David Gilmour Live at Pompeii” também foi visto apenas por uma só noite, numa única exibição nos cinemas um pouco por todo o mundo. Quem viu, saiu da sala deslumbrado; quem não viu, tem que esperar pelo DVD/Blu-Ray. Mas já não vai ser a mesma coisa.

Ver o “David Gilmour Live at Pompeii” no cinema, imerso num sistema de som pomposamente batizado de ‘Dolby Atmos’ (um sem-número de colunas espalhadas por toda a sala), sentiu-se como um privilégio. Um espetáculo para os sentidos e uma experiência quase-religiosa. Foi certamente o mais próximo que poderia estar de regressar àquela noite mágica em Pompeia. Não me odeiem, mas sim, eu estive “lá” há um ano e foi “só” a melhor noite da minha vida. Na altura, contei aqui na NiT a história da minha imensa expectativa para o concerto e, na ressaca, o sentimento que depois daquilo não havia mais nada para ver. Sorte a minha que o David decidiu gravar aquela noite para a eternidade. 

O filme começa com um pequeno documentário a contar a história de como David chegou a Pompeia e conseguiu autorização para o primeiro espetáculo com público no anfiteatro romano desde o tempo dos gladiadores (79 d.C., para ser mais preciso). David já ali tinha atuado com os Pink Floyd em Outubro de 1971, mas sem público, para a gravação do filme “Pink Floyd Live At Pompeii” de Adrien Maben. No seu regresso, David tocou para uma audiência de apenas duas mil pessoas em duas noites, com o filme a documentar quase exclusivamente a segunda noite (a melhor das duas, mas sou suspeito – foi a minha!). Das imagens dos ensaios em Brighton com a nova banda – devidamente vigiados pelo lindíssimo Kahn (o pastor-alemão do David) – saltamos para Pompeia e para a recepção heroica de David por parte do presidente da cidade, que o distinguiu como cidadão honorário. E assim chegamos à noite do concerto e ao prato principal do filme.


O concerto abre com o instrumental “5 A.M.” (que também dá início ao último álbum “Rattle That Lock”), num magnífico plano de um drone a cobrir o anfiteatro em ruínas, sob o olhar ameaçador do Vesúvio ao fundo. O vulcão esteve tranquilo nessa noite e não se importou de assumir os papéis de cenário e personagem-chave no filme; também ele queria ver o David, aposto.

É muito difícil apontar momentos altos no orgasmo contínuo de duas horas que se seguiu. Talvez “High Hopes”, porque é só a melhor música de sempre; talvez “Sorrow”, porque estremeceu todo o complexo do Almada Fórum (a única sala na zona de Lisboa com o sistema ‘Dolby Atmos’); talvez “One Of These Days”, porque foi o único tema repetido de 1971 e o momento mais puro Floyd da noite; talvez “Comfortably Numb”, porque tem o melhor solo de guitarra do universo e mais além.

Mas houve muito mais além do já esperado brilhantismo da épica música dos Floyd (e do David a solo). Perdidas no filme, houve diversas pequenas pérolas que fizeram brilhar o filme-concerto: por exemplo, o momento em que David é surpreendido pelo arsenal descarregado no fogo-de-artifício em “Run Like Hell” e tem uma visível reacção de “qué esta merda?”a olhar para o céu (acreditem, eu também fiquei estúpido a ver aquilo); quando Roger Waters faz uma aparição especial neste tema, com o seu grito maníaco a rebentar nas colunas traseiras da sala; ou quando David abre o coração e fala sobre “fantasmas do passado” em Pompeia, referindo-se a Richard Wright, seu amigo e colega dos Floyd, falecido em 2008.

Senãos? Houve poucos. O maior terá sido a realização demasiadamente esquizofrénica, sinal dos tempos que correm. Não há tempo para apreciar um plano, porque o realizador salta logo para o seguinte. Saudades dos planos longos e contemplativos da guitarra de David no filme original dos Floyd. Aqui cada plano não dura mais que 3 a 4 segundos, o que não casa muito bem com o tom melancólico de grande parte da música ali tocada. Materializar um momento tão superlativo numa fita de filme não era tarefa fácil, admito-o. Gavin Elder – o realizador – fê-lo de forma fenomenal, mas entusiasmou-se um bocadinho demais. Não o condeno.


A nível sonoro, para quem está a obsessivamente ouvir o bootleg do concerto desde há um ano, também tenho umas coisas a dizer: de positivo, a pós-produção de bom gosto a que certos temas foram sujeitos, com a introdução de alguns efeitos sonoros que ouvimos nos álbuns, nomeadamente o já referido grito do Roger no “Run Like Hell”, o rádio em “Wish You Were Here”, ou os relógios em “Time”; de negativo, o inexplicável afogamento das partes do baixista Guy Pratt na mistura. Guy é uma besta do baixo e gosta de introduzir aqui e ali várias licks de improviso que dão um toque de imprevisibilidade aos espectáculos de David; é um espectáculo dentro do espectáculo. Foi uma pena perceber que as suas licks foram suprimidas, ou ficaram indissociavelmente perdidas na mistura. 


Note-se que o concerto foi fortemente editado para a versão de cinema. Tive pena, porque a sala anunciava um filme de 180 minutos e a sessão acabou por durar pouco mais de duas horas, já contando com o documentário. Mas compreendo que nem todo o público tenha estômago para uma sessão de 3 horas e meia. Os temas cortados na versão de cinema foram: “Faces Of Stone”, “The Blue”, “Money”, “Fat Old Sun”, “Coming Back to Life”, “On An Island”, “The Girl In The Yellow Dress” (esta felizmente nem no DVD estará) e “Today”. Aproximadamente uma hora de concerto que fica em exclusivo para o lançamento DVD / Blu-Ray do filme do ano.


12/09/2017

David Gilmour “Live at Pompeii”: Matéria sobre a Pré-estréia (2017-09-05)


David Gilmour, a arena romana de Pompeia e o Vesúvio ao fundo


O Expresso (Portugal) esteve na pré-estreia mundial privada de “Live at Pompeii”, o concerto filmado de David Gilmour que quarta-feira será exibido simultaneamente e apenas por uma vez em 2500 salas de cinema em todo o mundo 

David Gilmour e o Diretor Gavin Elderem, Londres

Tinha parado de chover em Londres, eram 17h30 do dia 5 de setembro, quando David Gilmour atravessou a pé Leicester Square carregando um enorme saco ao ombro, provavelmente com roupa para se trocar para a gala de antestreia do filme “Live at Pompeii” que iria decorrer dali a pouco no cinema Vue West End. Parou à porta, cumprimentou com um abraço os dois seguranças e entrou.

Lembrei-me de um comentário antigo de um crítico que escreveu que o Pink Floyd podia passar entre o público dos seus concertos sem serem reconhecidos. E lembrei-me de uma das famosas imagens do filme de Pompeia de 1972 onde se vê pintado na parte de trás de todas as grandes colunas de som “Pink Floyd. London”. Junte-se a citação e o endereço e, na verdade, acabei de ver um dos mais famosos músicos rock de sempre atravessar a pé a meio da tarde uma das mais centrais praças da cidade natal da sua banda sem ser reconhecido pelos transeuntes. Aparentemente, só eu, os dois seguranças e um italiano que também tinha convite para a gala (e que tinha uma capa protetora do smartphone com uma foto de Gilmour nos anos 70) é que demos por ele. Como foi isso possível?


Para quem não sabe, David Gilmour se tornou um símbolo da banda do Pink Floyd depois da saída de Roger Waters. Depois de anos, ele volta para Pompeia, local que lhe traz muitas lembranças de uma gravação feita com muita dificuldade, na qual suas composições foram tocadas para o anfiteatro vazio de Pompeia em 1971. Agora ele retorna para fazer algo memorável.


David Gilmour: Live in Pompeii traz um pouco das motivações e o início da montagem do show e prossegue com o show na integra ininterruptamente. O músico apresenta sua banda no makin-off e explica a razão pelas escolhas de cada músico, inclusive um representante brasileiro entre eles.

Gilmour, em sua turnê, escolhe lugares importantes e bonitos que irão adicionar mais ao seu som do que uma simples arena. Sua turnê teve passagem por lugares como Hollywood Bowl mas nenhum foi tão majestoso quanto 

O filme capta os melhores momentos dos dois shows realizados no local e a todo momento o músico sabe o respeito que deve ter com o lugar com uma bela introdução que dá para a plateia sentir a importância de tudo que está acontecendo

David Gilmour: Live in Pompeii contém apenas uma música da performasse de 1971, “One of These Days”, mas isso não tira o brilhantismo da apresentação…

Agora falando um pouco da atmosfera que o cinema traz para algo deste porte, para os fãs será uma experiência única poder sentir o peso do que foi esse show, tanto para Gilmour quanto para quem estava presente naquele momento. O som do Vue West End consegue fazer mágica e colocar o espectador praticamente dentro do show. Você conseguirá sentir cada acorde e cada solo feito de formas diferentes e com certeza irá fazer você querer voltar no tempo e estar ao vivo naquele show.

Relembrando as duas faixas ("Rattle That Lock" e "One Of These Days") do DVD “Live at Pompeii 2016”que David Gilmour disponibilizou em seu canal na íntegra, confira abaixo:










22/07/2017

'David Gilmour Live At Pompeii' ganha datas extras nos cinemas




No dia 13 de setembro, várias salas de cinema da Rede Cinemark no Brasil vão exibir o show “David Gilmour Live At Pompeii”, que mostra o icônico show feito pelo ex-integrante do Pink Floyd na Itália há 45 anos. 

A procura pelos ingressos foi tão grande que, em poucos instantes, eles se esgotaram, fazendo com que a empresa anunciasse sessões extras nas cidades de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. 

Assim, o espetáculo poderá ser assistido em duas sessões, às 20h e às 21h. Em Belo Horizonte, a exibição será no Patio Savassi (Avenida do Contorno, 6061 - Funcionários). 

No show, além de músicas da carreira solo, Gilmour toca clássicos como "Money", "Wish You Were Here" e "The Great Gig In The Sky". Este foi o primeiro concerto de rock no anfiteatro romano de pedra e 2.600 pessoas puderam assistir ao espetáculo no local onde os gladiadores teriam lutado. 

Os ingressos estão à venda no site da Rede ou nas bilheterias dos cinemas participantes por R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) na sala normal; e R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) na sala vip.


13/06/2017

Show histórico de David Gilmour em Pompeia será exibido em 12 cidades brasileiras


David Gilmour - Live at Pompeii (Cinema Trailer)
for one night only September 13th


Os melhores momentos dos dois shows históricos que David Gilmour fez nas ruínas de Pompeia, na Itália, em junho do ano passado, serão exibidos em cinemas de 12 cidades brasileiras no dia 13 de setembro.

A apresentação no Anfiteatro Piazza, mesmo local onde o Pink Floyd registrou o clássico "Live at Pompeii" em 1971, chegará a São Paulo, Campo Grande, Salvador, Ribeirão Preto, Curitiba, Rio de Janeiro, Recife, São Luis, Porangaba, Fortaleza, Belém e Manaus. 

Os ingressos para a transmissão simultânea poderão ser adquiridos no próprio site de Gilmour. Ao todo, cerca de 2.000 cinemas ao redor do mundo exibirão o show, que foi gravado em dois dias e marcou a volta do músico a Pompeia após 45 anos.



Interview 

25/09/2015

'Roger Waters The Wall' traz performance do álbum na íntegra. Filme tem exibição única neste mês




Grandiosidade de 'The Wall', do Pink Floyd, ganha os cinemas em filme-concerto de Roger Waters


 A tela está preta. No som, o canto de passarinhos dá a sensação de um dia tranquilo em um jardim qualquer da Europa, mas a tranquilidade é logo interrompida pelo barulho de tiros. É um mundo que está sempre em guerra. Assim, somos introduzidos ao mundo da ópera-rock 'The Wall', lançada em disco em 1979 pelo Pink Floyd, e agora revisitada pelo ex-baixista e vocalista da banda, Roger Waters, em filme-concerto que terá exibição única no dia 29.

O filme retrata a turnê 'Roger Waters The Wall', na qual o ex-Pink Floyd levou aos palcos a íntegra do álbum, mais algumas canções especiais. A estrutura do show, que passou pelo Brasil em 2012, impressiona. Roger e banda se apresentam atrás de um muro que se estende de um lado ao outro do palco. Os espaços vazios são preenchidos aos poucos, conforme o andamento do show, tal qual a história contada no álbum.

Conceitual, como a maioria dos discos do Pink Floyd, The Wall narra a história do rockstar Pink. As primeiras canções, executadas em ordem no show, abordam os traumas de infância e adolescência do protagonista. Pink não tem memórias de seu pai, morto na Segunda Guerra Mundial. É humilhado por professores abusivos e superprotegido pela mãe neurótica. Tudo isso influencia no isolamento social de Pink. Apenas tijolos no muro.

Após descobrir traição da esposa, Pink se refugia em um mundo particular de sexo, drogas, rock and roll e fascismo. O muro então está completo, e Pink se isola completamente de qualquer contato humano. Em suas alucinações, ele fantasia sobre ser um líder de culto neo-nazista, até que, em um resquício de sanidade, no clímax do álbum, Pink se coloca em julgamento, sendo então condenado a enfrentar seus piores medos no mundo exterior. Sob gritos de "Derrube o muro!", a barreira que separa Pink do mundo exterior é então destruída.


No filme, a apresentação ao vivo, gravada principalmente na França, é intercalada com uma viagem de Roger Waters até os locais de morte de seu pai e avô, mortos nas duas grandes guerras mundiais (assim como o protagonista Pink). Essa espécie de história paralela pode dividir opiniões. Por um lado, é bonito e tocante ver a homenagem do músicos a seus antepassados, como a cena em que ele chora ao ler uma carta enviada para sua mãe, informando da morte do pai. Por outro lado, chega a ser incômodo algumas situações claramente forçadas, como a visita de Waters e os netos ao túmulo do bisavô. As imagens parecem mais um complemento ao espetáculo real, que é a gravação do show ao vivo. E essa decepciona em nenhum instante.

Estão lá sucessos como 'In the flesh', 'Another Brick in The Wall', 'Mother', 'Run Like Hell' e, claro, 'Comfortably Numb'. A cada música, os espaços vazios do muro vão sendo preenchidos, como na letra de Another brick..., mais tijolos no muro. No paredão gigante aliás, são projetadas imagens em alta qualidade de Waters e banda, além de projeções visuais que complementam a performance. A Guerra, uma obsessão do músico, está presente no show inteiro. Há espaço até para o brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado por policiais no metrô de Londres em 2005, após ser confundido por terrorista.

Roger Waters e banda interagem com projeções no muro em show (Divulgação)

Para o espectador, é impactante a maneira como as mortes das guerras são retratadas. Cada foto é projetada em determinados espaços no imenso telão. Apenas tijolos no muro.

Musicalmente, o show não decepciona, mas apesar da competência da banda que acompanha Waters, algumas músicas realmente perdem sem a performance dos outros membros do Pink Floyd. Sim, sabemos que praticamente não há possibilidade de retorno, mas é de se imaginar como ficaria 'Comfortably Numb' e 'Mother' com os solos originais tocados por David Gilmour.

No fim, o filme é um espetáculo de megalomania, e não entenda mal, isso é ótimo. O show foi pensado para ser grandioso em todos os sentidos, e a tela grande do cinema só ajuda. Melhor ainda se você assistir em uma sala com som potente. Para os fãs, serve como ótimo retrato do melhor disco da banda, levado a um novo nível com as projeções e performance ao vivo. Para os casuais, uma oportunidade de ver um dos maiores letristas do rock em plena forma, e relembrando sua obra-prima.

Fonte: Diário de Pernambuco 
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David Gilmour


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