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22/12/2019

Nick Mason: Pink Floyd do psicodélico ao conceitual até o virtuosismo (BLITZ)


Nick Mason, David Gilmour, Richard Wright em 1994


Matéria da revista BLITZ

A colheita tardia do Pink Floyd poderá ser comparada aos vintages que lhes garantiram a eternidade? Provamos a nova edição especial, “The Later Years”, a caixa que reúne o que a banda inglesa fez após a saída de Roger Waters

Há três distintas versões do Pink Floyd – a de Syd Barrett, a de Roger Waters e a de David Gilmour – e discutir qual das três é a melhor tem sido ocupação de muito boa gente ao longo dos anos. Em dezembro de 2018, em vésperas de levar o projeto Nick Mason’s Saucerful of Secrets em digressão aos Estados Unidos, o eterno baterista do Pink Floyd oferecia, em entrevista à Rolling Stone, uma possível solução para resolver, pelo menos, parte do dilema. De acordo com Mason, Roger Waters acredita que a escrita foi sempre o elemento decisivo na arte do Pink Floyd ao passo que Gilmour valorizará muito mais a interpretação, a execução musical. E, de certa forma, essa é uma maneira possível para nos orientar o olhar para as diferentes fases do grupo: se em clássicos como Dark Side of the Moon e Wish You Were Here o grupo tinha aprimorado tanto o lado conceitual da escrita das canções como a melhor forma de as apresentar ao mundo, em registos mais tardios, correspondentes já ao período pós-Waters, como A Momentary Lapse of Reason, a notória cedência no controle de qualidade do material parece ter sido sempre compensada por produções grandiloquentes e demonstrações por vezes gratuitas de virtuosismo, sobretudo por parte de Gilmour (escute-se “Dogs of War” como possível prova...).

Nesta última década, a recatalogação intensiva da obra do Floyd, preparando-a em definitivo para a era do streaming, rendeu uma série de importantes edições destinadas ao mesmo mercado premium em que se encontram os suspeitos do costume, de David Bowie aos U2, de Prince ao Rolling Stones. Para lá de abordagens definitivas a trabalhos como Pulse e The Division Bell e da série Immersion , que motivou o tratamento de luxo a clássicos como The Wall, The Dark Side of The Moon e Wish You Were Here, e entre uma miríade de edições avulso em vinil e outros formatos, os fãs com maior poder de investimento puderam perder-se de amores pelas caixas Discovery (16 CDs a proporcionarem uma perspectiva panorâmica de toda a discografia) e The Early Years (10 CDs, 8 Blu-rays, 9 DVDs mais 5 singles em vinil). Agora, The Later Years, a nova caixa de luxo que aterrou no mercado mesmo a tempo desta época natalícia, oferece um olhar detalhado sobre o período em que David Gilmour, Nick Mason e Rick Wright tiveram que carregar o peso da marca Pink Floyd depois da dissidência de Roger Waters. 

A nova caixa é pensada como um contraponto de The Early Years, e em termos de embalagem adota um formato completamente distinto, ligeiramente superior a um vinil de doze polegadas, parecendo, portanto, uma caixa desenhada para conter LPs. Ao invés, The Later Years abriga cinco CDs (A Momentary Lapse of Reason, Delicate Sound of Thunder, Live Recordings 1987 & 1994 e Knebworth Concert 1990); seis Blu-rays (com áudio de misturas surround de alta resolução para A Momentary Lapse of Reason, The Division Bell, Delicate Sound of Thunder, Pulse, Concertos em Veneza 1989 e Knebworth 1990 e uma série de filmes de concertos e documentários); cinco DVDS (com material vídeo igualmente disponível nos Blu-rays); dois singles de sete polegadas em vinil com a versão de “Arnold Layne” que os Pink Floyd tocaram num concerto de tributo a Syd Barrett em 2007 e “Lost For Words”, gravada nos ensaios da tour de Pulse; um livro de fotos de 60 páginas em capa dura; réplicas de programas de digressão, um livro de letras com o cuidado visual habitual nos produtos com design Hipgnosis e uma série de objectos de memorabilia, incluindo tour passes, posters e autocolantes. Chega? Chega certamente para fazer salivar os mais dedicados e completistas fãs dos Pink Floyd.

De fora fica o derradeiro registo do grupo, Endless River, editado em 2014, mas, em compensação, boa parte do material foi novamente misturado e algum, como A Momentary Lapse of Reason foi mesmo alvo de mexidas mais sérias, com a adição de novas partes de bateria e de teclados, a partir dos multi-pistas das gravações originais. Em Portugal, esta caixa aproxima-se dos 400 euros, preço de retalho, com os valores nos diferentes retalhistas europeus a posicionar-se quase sempre acima dos 300 euros, valor em França, por exemplo, e a chegar mesmo às 350 libras no Reino Unido (cerca de 411 euros).

“É frustrante que estes dois cavalheiros de idade considerável [Gilmour e Waters] continuem de costas voltadas” Nick Mason

Nas já mencionadas declarações à Rolling Stone, Nick Mason – que é o único membro do Pink Floyd que toca em todos os álbuns da sua discografia oficial e que se manteve próximo tanto de Gilmour como de Waters – explica que o baixista e cérebro principal do mega-projeto 'The Wall' nunca pensou que o grupo pudesse ter um futuro depois de ter anunciado que iria sair, em 1985. “Penso que faz confusão a Roger ele ter cometido uma espécie de um erro quando saiu, assumindo que isso seria o fim da banda. É uma irritação constante, na verdade, que ele continue a implicar com isso. Tenho alguma hesitação em pensar demasiado no assunto, porque os problemas são entre eles os dois, não comigo. Na verdade, dou-me bem com ambos, e penso que é frustrante que estes dois cavalheiros de idade considerável continuem de costas voltadas”.

Depois da saída de Waters, os músicos voltaram a cruzar-se em palco para uma triunfante e muito celebrada apresentação no Live 8, em 2005, e para um evento de beneficência para crianças da Palestina no Verão de 2010. Um ano depois, foi Gilmour que cedeu e apareceu na O2 Arena, em Londres, para tocar “Confortably Numb” com Waters, subindo depois ao palco com Nick Mason para o encore final. Claro que o que muitos viram como sinais positivos de um eventual apaziguamento de relações que pudesse até levar a uma tão amplamente desejada reunião foi eliminado com o projeto 'Endless River', uma homenagem a Rick Wright pensada e conduzida sobretudo por Gilmour que não cedeu um milímetro no que à relação com Roger Waters diz respeito: “Porque que diabos alguém há de pensar que o que fazemos agora poderá ter alguma coisa a ver com ele é algo que não compreendo”, desabafou Gilmour à Rolling Stone. “O Roger estava cansado de fazer parte de um grupo pop. Ele está muito habituado a ser a única força por trás da sua carreira. Pensar que ele pudesse vir encaixar-se numa coisa que tem uma base democrática... ele não seria capaz disso. Além disso, eu estava nos meus trintas quando o Roger abandonou o grupo. Tenho 68 agora, já foi há meia vida atrás. Já não temos nada em comum, na verdade”

Pink Floyd em 1987: Nick Mason, David Gilmour, Richard Wright

Os dois álbuns de originais resultantes da fase pós-Waters que surgem na caixa The Later Years, A Momentay Lapse of Reason (1987) e The Division Bell (1994) são normalmente relegados para posições secundárias nas listas que procuram uma hierarquia coletiva para a discografia do Pink Foyd, quase sempre encimadas pelo tríptico The Wall (1979), Wish You Were Here (1975) e The Dark Side of The Moon (1973) (que, certamente não por acaso, foram os títulos celebrados nas edições de luxo da série Immersion). Em 2011, a BLITZ dedicou um número especial ao Pink Floyd que então assistiam ao arranque do programa de reedições Why Pink Floyd?. Na abordagem à discografia do grupo, André Gomes escreveu, a propósito de A Momentary Lapse of Reason, que para compensar a partida de Waters, “Gilmour tratou de recrutar as pessoas certas para colocar o dirigível Pink Floyd de volta no ar: Jon Carin, Phil Manzanera e Bob Ezrin foram chamados para trabalhar no álbum, Richard Wright foi readmitido na banda e Anthony Moore foi escolhido para dar palavra a algumas canções”. Trata-se, escreve ainda Gomes, de “um álbum composto essencialmente por temas instrumentais dados a divagações atmosféricas onde o virtuosismo de Gilmour encontra uma base segura e fértil”. E conclui: “Entre batalhas jurídicas e musicais, A Momentary Lapse of Reason acaba por ser um disco a solo de David Gilmour, apesar de ter ao seu lado Nick Mason e Richard Wright”.

Já sobre The Division Bell, o colaborador da revista BLITZ escrevia, alguns anos antes da edição de Endless River, que “o derradeiro grito dos Pink Floyd, já na década de 90, sete anos após A Momentary Lapse of Reason, resolvidos que estavam todos os problemas e contendas legais, é um disco sobre a comunicação e como o uso da palavra pode ser um fator decisivo de resolução de problemas, algo que muitos interpretaram como alusivo à relação tremida entre David Gilmour e Roger Waters”. E ainda se adianta que “ao contrário do álbum anterior, The Division Bell é um álbum escrito por uma banda e não apenas por David Gilmour, o que acaba por se refletir intensamente na cor das canções deste álbum”. Que o jornalista garante que mostra o Floyd “decididos em fazer as pazes com o passado e apostados em sinalizar o final da viagem com a honra que o momento pedia”.

Sobre Pulse, outro dos pilares de The Later Years, no mesmo número especial da BLITZ recordava-se que “quando entraram em digressão, o Pink Floyd não planeava lançar um disco ao vivo – tinham editado Delicate Sound of Thunder em 1988 – mas mudaram de opinião assim que perceberam que tinham trazido ao palco, quase sem perceberem, a interpretação integral de Dark Side of The Moon. E esse é precisamente um dos maiores atrativos de Pulse, editado em versão áudio e visual para quem deseja experienciar o que o Pink Floyd imaginou ao vivo aquando da edição de The Division Bell”.




















40 milhões de discos vendidos, duas digressões, a estréia em Portugal

São, de fato, marcos de um tempo em que o Pink Floyd poderia já contar atrás de si os seus melhores anos, mas, ainda assim, o período documentado em The Later Years traduziu-se em mais de 40 milhões de cópias de discos vendidos em todo o mundo e em duas memoráveis digressões, a A Momentary Lapse of Reason Tour que decorreu entre setembro de 1987 e julho de 1989, e a The Division Bell Tour que finalmente trouxe o grupo a Portugal para duas inesquecíveis noites no Estádio José de Alvalade, a 22 e 23 de julho de 1994, um espetáculo, de acordo com a reportagem BLITZ da época, “se fez de proezas técnicas que foram arrancando ‘ahhs’ à multidão”. E, claro, música que por essa altura já tinha conquistado um lugar único na história.

É para os fãs que possam eventualmente carregar até hoje, 25 anos depois, memórias especiais dessas noites de verão, que esta edição especial The Later Years é pensada. Mais uma pequena arca recheada de tesouros a pensar nos fãs fervorosos.



01/10/2019

Pink Floyd: Roger Waters e David Gilmour tentaram fazer as pazes em junho (BLITZ)





Matéria: BLITZ
Revelações surpreendentes de Roger Waters


Roger Waters deu uma entrevista à Rolling Stone, na qual explicou que tentou fazer as pazes com o seu antigo companheiro de banda no Pink Floyd, David Gilmour, sem sucesso.

O baixista contou que, em junho, se encontrou com Gilmour de forma a "discutir um grande plano de paz" que "lamentavelmente, não resultou em nada".

Waters revelou que sua amizade com Nick Mason é ótima, dizendo que eles se veem com frequência e que “se adoram”. Já com David Gilmour não é bem assim…

"Esperavam que fizéssemos as pazes, e tudo seria maravilhoso num mundo maravilhoso", contou. "Mas, para mim, não seria maravilhoso: deixei o Pink Floyd em 1985 por um motivo - querer prosseguir com o meu trabalho. Eu estou compondo coisas novas toda hora. Eu vou fazer o que tenho feito desde sempre. Meu trabalho é pensar, ‘bem, como eu posso deixar o rock and roll mais interessante ou teatral ou animador ou visual ou musical ou sei lá? É isso que eu tenho feito nos últimos 50 anos, me expressando. E eu vou continuar fazendo isso.".

O músico britânico irá estrear esta semana o filme-concerto "Us + Them", que documenta um concerto em Amesterdão durante a digressão com o mesmo nome, entre 2017 e 2018 (também passou por Portugal).

Apesar disso, Waters já pensa no futuro - nomeadamente, numa nova tour. "Vai ter uma maior carga política que a 'Us + Them' - política e humana", explicou. De acordo com o músico, ele volta a fazer shows em 2020, com “30 ou 40 apresentações na América do Norte para o ano das eleições”. Roger informa que a turnê pode se chamar This Is Not a Drill. “A classe dominadora está nos matando,” ele completa.

"Estivemos a discutir como lhe chamar. Pensei num megafone, entre a 'The Happiest Days of Our Lives' e a 'Another Brick in the Wall Part 2', [com alguém a dizer] 'isto não é uma simulação'. Pensei que esse podia ser um bom título".

05/01/2019

As melhores canções do Pink Floyd compostas por Syd Barrett, segundo Nick Mason

Os primórdios dos Pink Floyd avaliados por quem lá esteve


Nick Mason tem tido uma vida ocupada desde o fim dos Pink Floyd. O baterista tem andado em digressão com a sua própria banda, os Nick Mason’s Saucerful of Secrets, sem no entanto esquecer o grupo que lhe deu fama.

No entanto, quem vir Mason ao vivo poderá não escutar canções como 'Another Brick In The Wall' ou 'Money'; o músico tem interpretado, de forma exclusiva, as canções compostas pelo grupo antes do sucesso alcançado com "The Dark Side of the Moon".

Muitas dessas canções são da autoria de Syd Barrett, membro original dos Pink Floyd, que abandonaria os britânicos em 1968. E a revista Rolling Stone aproveitou a deixa para perguntar ao baterista quais desses temas são os seus prediletos.

Veja aqui a lista das cinco melhores e as justificações de Mason:


'Astronomy Domine'


"É muito divertido tocá-la por causa do andamento. Lembra o Ginger Baker, que foi uma grande influência. A canção começa com o nosso manager a ler os nomes dos planetas - eram tempos em que os managers se envolviam nos negócios e nas decisões artísticas"


'Bike'


"A letra é muito Syd, incrivelmente inteligente. É divertida, mas há uma certa tristeza presente. Quando a ouço hoje em dia, percebo o quão jovens e imaturos éramos, e o quão desesperados ficámos por tentar perceber o esgotamento do Syd"


'Interstellar Overdrive'


"É um tema aberto à improvisação e reinterpretação. Os riffs do início podem ser livremente tocados de muitas formas diferentes"


'Vegetable Man'


"Soa bastante simples, mas é mais complicada que isso, quase punk. Houve tantas canções escritas pelo Syd num tão curto período de tempo. Menos de dois anos desde o nosso primeiro concerto, em outubro de 1967. À altura só tínhamos duas ou três originais"


'Arnold Layne'


"É uma canção muito invulgar. Faz parte daquela cena de finais da década de 60 em que, de repente, as canções eram mais do que apenas 'vou engatar-te, querida'. O estranho é que em 1966-67 pensávamos que queríamos ser uma banda R&B, e distraímo-nos desse objetivo com canções como esta"



02/11/2018

BLITZ: Roger Waters retirou todas as referências a Bolsonaro no último concerto no Brasil



Roger Waters retirou todas as referências a Bolsonaro no último concerto no Brasil. “Cuidem uns dos outros!”



Chegou ao fim a digressão brasileira de Roger Waters

Waters deu na passada terça-feira o último concerto da sua digressão pelo Brasil, durante a qual foi bastante criticado pela sua oposição a Jair Bolsonaro, vencedor das eleições presidenciais recentes.

Neste concerto, que se realizou em Porto Alegre, e ao contrário dos demais Roger Waters não fez qualquer menção a Bolsonaro. Durante o espetáculo e ao enumerar políticos que considera "neofascistas", o músico tapou o nome de Jair Bolsonaro com a mensagem "ponto de vista político censurado".

A mensagem #EleNão, hashtag utilizada pelos opositores de Bolsonaro, também foi removida do espetáculo após ter sido utilizada em concertos em São Paulo e Curitiba. No Instagram, Waters partilhou ainda um vídeo deste último concerto com uma mensagem de agradecimento aos fãs e um pedido: "Cuidem uns dos outros!". Veja aqui:





Uma publicação compartilhada por Roger Waters (@rogerwaters) em


Fonte: BLITZ

27/05/2018

Jonathan Wilson no terraço da BLITZ [VÍDEO] entrevista



selecione a opção HD 720 na aba superior

Matéria da BLITZ:

Em Portugal pela primeira vez, atuando com Roger Waters na Altice Arena, dias 20 e 21 de maio, Jonathan Wilson deu uma entrevista à BLITZ, e atuou em exclusivo no edifício do grupo.

Sobre a digressão com Roger Waters, contou-nos Jonathan Wilson: “Está a correr muito bem. Ando em digressão há nove semanas. Comecei com os meus próprios concertos, que depois desaguaram na digressão do Roger Waters”, explica, dizendo que só deverá regressar a casa perto do Natal. “Vou passar 2018 numa digressão permanente”.

Além de guitarrista na banda de Roger Waters, com quem tocou no álbum “Is This The Life We Really Want?”, o currículo deste norte-americano é notável, o músico sediado na Califórnia tem três álbuns solo, o mais recente, o elogiado “Rare Birds” saiu este ano, é o terceiro álbum solo de um percurso que começou nos anos 90 nos Muscadine. Entre a folk e o rock psicadélico, além disso, é um dos produtores mais requisitados do momento, sendo bem conhecida a sua ligação a Father John Misty.

Foi, aliás, a propósito da recente vinda do ex-Pink Floyd a Portugal que Wilson deu um salto a Paço de Arcos para visitar a BLITZ, dar-nos uma entrevista (alguns excertos podem ser vistos no vídeo em cima) e tocar em exclusivo para o INSIDE uma versão acústica do seu magnífico single 'There's a Light'.

Quanto à forma como o público tem reagido a uma digressão de forte mensagem política, partilha Jonathan Wilson: “É muito interessante observar, nos diferentes países e cidades, a forma como as pessoas se comportam. Alguns são tímidos e reservados até ao fim, mas em países como Portugal, espero que o público seja extremamente entusiasta. Isso deverá tornar o concerto divertido”.

Sobre a diferença entre o público norte-americano e o europeu, Jonathan Wilson afirma ainda: “Uma coisa que reparei é que, nos Estados Unidos, as pessoas aproveitam algumas das canções novas para irem buscar cerveja, porque pensam: 'isto não são as canções antigas dos Pink Floyd que eu conheço, mas o que é isto?'. Mas na Europa as pessoas ficam lá o tempo todo, respeitam o concerto todo”.

O autor de “Gentle Spirit” confessou igualmente que ainda tem “muitos momentos” em que se lembra, com espanto, que está com um Pink Floyd em palco. “Ainda penso isso muitas vezes!”, admitiu, entre risos. “Mas divertimo-nos todos muito, em palco. Temos um bom ambiente”.


25/05/2017

Pink Floyd na capa da blitz de junho



(BLITZ) Há 50 anos, a banda britânica lançava o primeiro single, «Arnold Layne», e o primeiro álbum, o agora mítico The Piper at the Gates of Dawn. O tempo é de festejos, com a maior retrospetiva já feita sobre o Pink Floyd à «vista» no londrino Victoria & Albert Museum. Luís Guerra troca por miúdos Their Mortal Remains, o testamento de uma banda que deu ao rock dimensões extra. Mais adiante, podemos ler as visões de Roger Waters sobre o passado e o mundo que nos rodeia, numa longa entrevista.


Pink Floyd - Arnold Layne - rare promo clip 1967



Fonte: Revista Blitz
BLITZ de junho, nas bancas a 27 de maio

27/10/2016

Pink Floyd na capa da BLITZ de novembro



A histórica banda inglesa, que em breve apresentará uma gigantesca investida no baú de raridades, é o grande destaque da nova edição da BLITZ: entrevista com Nick Mason e um mergulhar criterioso na caixa que aí vem.

Dois anos após o ponto final, os Pink Floyd tiram o pó aos arquivos dos primeiros anos e enviam para as lojas a 11 de novembro uma caixa cheia de preciosidades para fãs (resumidas também num CD duplo que sairá na mesma altura). Nesta edição da BLITZ, o baterista Nick Mason fala sobre o regresso à produção inicial e a grande exposição agendada para 2017, em Londres, mas recorda também o falecido Syd Barrett e uma era em que o LSD era o combustível.

Fonte: BLITZ

26/08/2015

BLITZ - Pink Floyd 50 anos


Pink Floyd está na capa da BLITZ de setembro, que chega às bancas na próxima sexta-feira, 28 de agosto. 


Enunciado da revista:

A banda está na capa, com entrevista a David Gilmour e artigos sobre Roger Waters e Syd Barrett.

Há 50 anos começava a história do Pink Floyd , uma das mais ricas e bem sucedidas do curso do rock, pretexto para uma celebração BLITZ a condizer. A chegada de Rattle That Lock , o novo álbum a solo de David Gilmour é também oportunidade para falarmos com o veterano inglês que já não quer ouvir falar... dos Pink Floyd. O documentário de Roger Waters sobre a digressão The Wall , entre 2010 e 2013, o nascimento do clássico Wish You Were Here e a extinção do "diamante" Syd Barrett completam este especial de 19 páginas.


São 19 páginas de Pink Floyd

David Gilmour em entrevista

O filme de Roger Waters chega a Portugal em setembro

Syd Barrett não é esquecido neste especial




17/12/2014

Pink Floyd, melhores do ano na capa da BLITZ em dezembro



Este mês, partilhamos consigo as nossas escolhas para melhores de 2014. Também neste número: entrevistas com Pink Floyd, Ariel Pink, Diabo na Cruz e Real Combo Lisbonense. Um CD de Rodrigo Leão e artigos sobre BB King, Jesus & Mary Chain e Charles Manson completam a BLITZ de janeiro.

No oitavo ano de vida da revista BLITZ, apresentamos-lhe as escolhas da nossa redação e dos nossos colaboradores, no que toca ao que melhor se fez ao longo dos últimos 12 meses. Os melhores discos portugueses e internacionais, reedições imperdíveis, os topes especializados (em jazz, world music, heavy metal e psych folk): está tudo aqui, não sem algumas surpresas. 

Nem os fãs mais otimistas esperariam que 2014 trouxesse o regresso do Pink Floyd aos discos. "The Endless River" é uma derradeira e merecida homenagem ao genial Rick Wright, que deveria ter sido mais valorizado, explicam Gilmour e Mason e os seus colaboradores a Michael Bonner. (BLITZ)


07/01/2014

Edição com Pink Floyd foi eleita a melhor capa da BLITZ em 2013


40 ANOS DE "DARK SIDE OF THE MOON", DOS PINK FLOYD, NA CAPA DA BLITZ DE JUNHO, JÁ NAS BANCAS -

A edição de junho de 2013, com "Pink Floyd" como destaque, foi eleita a melhor capa da BLITZ no ano passado, decidiram os leitores numa votação online, que se realizou no Facebook e no no site da revista. 

Os leitores votaram na sua capa favorita, e além do Pink Floyd, Nirvana e Muse estiveram entre as mais votadas.

A propósito da morte do designer Storm Thorgerson, a capa da BLITZ 84, terminou a votação em primeiro lugar, à frente da do Nirvana (outubro) e da que foi dedicada à vários artistas portugueses, no especial 50 Anos de Rock em Portugal (fevereiro). 

Abaixo o ranking das capas favoritas dos leitores da BLITZ.  

1. Pink Floyd 
2. Nirvana 
3. 50 Anos de Rock em Portugal 
4. Muse 
5. Foo Fighters 
5. (em ex aequo com Foo Fighters) David Bowie 
7. Rolling Stones 
8. Ramones 
9. Lou Reed (edição extra) 
10. Arcade Fire 
11. Xutos & Pontapés 
11. (em ex aequo com Xutos) Daft Punk 
12. Festivais 2013

  • 40 anos do "The Dark Side Of The Moon"

40 ANOS DE "DARK SIDE OF THE MOON", DOS PINK FLOYD, NA CAPA DA BLITZ DE JUNHO, JÁ NAS BANCAS -

Na ocasião, a revista também homenageou os 40 anos do "The Dark Side Of The Moon", dedicando-lhes uma edição especial: 

"Foi há quarenta anos que uma banda inglesa até aí associada ao psicadelismo, criou uma obra-prima (a maior?) do rock espacial e um dos pilares da música popular dos anos 1970. Nesta edição da BLITZ, desvendamos-lhe os segredos de The Dark Side Of The Moon , do Pink Floyd , um dos LPs mais ouvidos - e mais comprados - de todos os tempos. E a capa não poderia ser outra..."

30/05/2013

40 anos de "Dark Side of the Moon", na capa da BLITZ de junho


BLITZ de junho, dia 31 de maio nas bancas

Enunciado da Revista:

O clássico do "Pink Floyd" está de parabéns e a BLITZ dedica-lhe uma edição especialíssima. 

Foi há quarenta anos que uma banda inglesa até aí associada ao psicadelismo, criou uma obra-prima (a maior?) do rock espacial e um dos pináculos da música popular dos anos 1970. Nesta edição da BLITZ, desvendamos-lhe os segredos de "Dark Side of the Moon", do "Pink Floyd", um dos LPs mais ouvidos - e mais comprados - de todos os tempos. E a capa não poderia ser outra... 


Em dezembro de 1971, à entrada do estúdio, "Roger Waters", "David Gilmour", "Nick Mason" e "Richard Wright" estavam num impasse. Nas vendas há muito que não saíam do meio da tabela; em palco, mesmo com o calendário preenchido, não eram ainda uma banda de topo. Todos estavam de acordo: precisavam de músicas novas para dar concertos. Assim nascia "Dark Side of The Moon", o disco que - conta Filipe Garcia - trataria de levar o "Pink Floyd" para junto dos maiores da história da música, há quarenta anos. E que começou muitos meses antes de ser gravado. 

Inclui ainda especial sobre Storm Thorgerson:

Nasceu em 1944 e a sua infância nada teria de invulgar não fosse o fato de ter sido colega de escola, em Cambridge, de Roger Waters e Syd Barrett, futuros elementos dos Pink Floyd. Formado em cinema e televisão, escolheu o design: tem o seu dedo a maior parte das capas de discos dos Pink Floyd (e não só...), incluindo o icônico prisma de Dark Side of The Moon. Storm Thorgerson faleceu em abril último, aos 69 anos - a sua arte é explicada, detalhadamente, numa das suas entrevistas mais reveladoras, dada em 2009, e num portfólio das suas obras mais marcantes para os Pink Floyd e para bandas como Biffy Clyro, Mars Volta ou Led Zeppelin. 

24/09/2011

"PINK FLOYD TOTAL" - BLITZ lança livro-revista de 100 páginas sobre Pink Floyd



"PINK FLOYD TOTAL": LIVRO-REVISTA DOS PINK FLOYD 

BLITZ lança livro-revista de 100 páginas sobre Pink Floyd, que re-editam agora toda a obra em vários formatos. Já nas bancas, ao preço de €4,90. Conheça-o aqui.A 10 de maio de 2011, foi anunciada a maior iniciativa editorial de sempre com o catálogo dos Pink Floyd, O projeto, batizado "Why Pink Floyd?", que numa primeira fase decorre entre 26 de setembro de 2011 e 27 de fevereiro de 2012, abrange CDs, LPs, DVDs, Blu-ray, SACD, formatos digitais, marketing viral e aplicações para iPhone. 

Antecipando o arranque desta iniciativa, chega às bancas esta sexta-feira um livro-revista BLITZ inteiramente consagrado aos Pink Floyd. 



O que poderá ler em Pink Floyd Total: 

Tudo sobre as re-edições, a partir dos estúdios Abbey Road, onde Rui Tentúgal encontrou Nick Mason, baterista dos Pink Floyd.

As três obras-primas ao milímetro: Dark Side of the Moon , Wish You Were Here , The Wall .

Entrevista com David Gilmour e Nick Mason sobre o período de ouro do grupo, nos anos 70, e a relação muitas vezes tumultuosa com Roger Waters, o "ideólogo" da formação clássica dos Pink Floyd.

Biografia completa, das aventuras psicadélicas de Syd Barrett ao re-encontro de Waters, Gilmour e Mason no palco do Live 8, em 2005. As melhores fotos de todos os períodos da banda, os episódios mais relevantes, como os concertos de The Wall , saída de Waters, a morte de Rick Wright e Syd Barrett. Por Rui Miguel Abreu.

Os concertos dos Pink Floyd em Portugal, de 1994, e as subsequentes vindas de Roger Waters ao nosso país, sobejamente ilustradas.
Perfis individuais dos 5 músicos que passaram pelos Pink Floyd.
Discografia, incluindo complilações, discos e DVDs ao vivo recomendados.

Veja algumas páginas desta edição especial: 


Apresentação do projecto Why Pink Floyd?


Entrevista com David Gilmour e Nick Mason


Biografia


Em Portugal


Perfis individuais dos músicos
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David Gilmour


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